“O Clube da Meia-Noite” quebra recorde mundial de sustos em um único episódio
A série “O Clube da Meia-Noite”, nova atração desenvolvida pelo cineasta Mike Flanagan, responsável pelas minisséries “A Maldição da Residência Hill”, “A Maldição da Mansão Bly” e “A Missa da Meia-Noite”, entrou para o Livro Guinness dos Recordes Mundiais como a série com mais sustos em um único episódio. O reconhecimento foi entregue pela organização do Guinness ao cineasta durante o painel da série na Comic Con de Nova York na noite de quinta (6/10). Ao todo, o episódio inicial da série, dirigido pelo próprio Flanagan, apresentou um total de 21 sustos (jump scares). “Isso é particularmente importante para mim porque eu odeio sustos fáceis e acho que eles são terríveis. Durante toda a minha carreira, as pessoas falaram coisas do tipo: ‘coloque mais sustos e faça-os mais rápido!’”, disse Flanagan durante a coletiva de imprensa. “E eu os odeio porque sinto que é muito fácil andar atrás de alguém e quebrar coisas.” Apesar de odiar os sustos, Flanagan tentou usá-los da maneira correta em “O Clube da Meia-Noite”. Segundo ele, quando chegaram as sugestões dos produtores pedindo mais sustos, ele pensou em já fazer tudo de uma única vez, para se livrar da necessidade de entregar sustos e poder seguir em frente com a história. O plano, porém, não deu certo. “Eles ficaram tipo, ‘Ótimo! Faça mais!””, contou o diretor. “Agora eu tenho meu nome no Livro Guinness dos Recordes Mundiais por sustos, o que significa que da próxima vez que eu receber a nota eu posso dizer: ‘Como o atual recordista mundial em sustos, eu posso te dizer que acho que não precisamos de mais um aqui’. E essa é toda a minha estratégia.” A trama de “O Clube da Meia-Noite” gira em torno de um grupo de adolescentes com doenças terminais, que se reúne todo dia à meia-noite na clínica em que estão internados para contar histórias de terror. No espírito desses encontros, o grupo decide firmar um pacto sinistro: o primeiro deles que morrer deve tentar se comunicar com os amigos que sobreviveram. Mas assim que essa morte ocorre, coisas estranhas começam a acontecer. A produção adapta o livro homônimo de Christopher Pike com um elenco repleto de atores jovens, com destaque para Iman Benson (“Alexa & Katie”), Aya Furukawa (“O Clube das Babás”) e Igby Rigney (“Missa da Meia-Noite”), além dos adultos Zach Gilford (também de “Missa da Meia-Noite”) e a sumida Heather Langenkamp (a eterna Nancy de “A Hora do Pesadelo”) como um médico e uma enfermeira do hospital. A série estreou nesta sexta (7/10) na Netflix. Assista ao trailer.
Série da Velma não vai ter Scooby-Doo
A vindoura série animada da Velma, produzida por Mindy Kaling (“Projeto Mindy”), não vai contar com a participação do famoso cachorro Scooby-Doo. A informação foi divulgada pelos próprios produtores da série, durante a Comic Con de Nova York. “Não conseguimos encontrar uma forma de fazer isso [incluir Scooby]. Como fazer isso de uma maneira divertida e moderna?”, disse o showrunner Charlie Grandy. “O que tornou a série original uma série infantil foi o Scooby-Doo. Isso coincidiu com a Warner nos dizendo que não poderíamos usar o cachorro. Portanto, vamos aludir aos cães do mundo e deixar por isso mesmo.” A ausência do Scooby-Doo se deve tanto ao fato da série ser adulta quanto à época em que transcorre, mostrando a juventude dos personagens. “É uma série passada no ensino médio, com eventos e bailes, além de ser um mistério de assassinato”, explicou Kaling. “Obviamente, Daphne e Fred são populares enquanto Velma é uma estranha. Vê-los juntos será a diversão da série.” Recentemente, o filme animado “Doces ou Travessuras Scooby-Doo!” (Trick or Treat Scooby-Doo!) revelou que Velma é lésbica. Kaling não falou especificamente se a série vai tratar do tema da sexualidade da personagem, mas disse que “esta é uma jornada de autodescoberta para ela, o que nos atraiu para esse personagem.” Além de produzir a série, Kaling também vai dublar a personagem-título. “Quando estava crescendo, eu me identificava com Velma”, continuou Kaling. “Ela era tão fofa, mas não tradicionalmente gostosa. Com um corte de cabelo questionável. Eu me sinto tão honrada por poder fazer a sua voz. Ela é uma contadora da verdade, atravessando as besteiras da vida. E representa que quando você é inteligente, é subestimada. Espero que as pessoas apreciem isso.” Mas a personagem também é retratada na série como tendo descendência indiana, o que virou polêmica entre fãs do desenho original que não aceita mudanças. “Eu acho que os personagens são icônicos, mas de forma alguma eles são definidos por sua branquitude”, disse Kaling. “A maioria das mulheres indianas-americanas, quando veem personagens céticos e trabalhadores subestimados, se identificam. A grande maioria está pronta para isso. Essa série é para elas.” Além dela, o elenco ainda conta com Constance Wu (“Podres de Ricos”), responsável por dar voz a Daphne, Sam Richardson (“Ted Lasso”), como o dublador do Salsicha, e Glenn Howerton (“It’s Always Sunny In Philadelphia”) dando voz a Fred. Apenas Howerton é branco. O time de dubladores ainda contará com Jane Lynch (“Glee”), Wanda Sykes (“Família Upshaw”), Russell Peters (“Supercon: O Contra-Ataque Nerd”), Melissa Fumero (“Brooklyn Nine-Nine”), Stephen Root (“Barry”), Gary Cole (“The Good Fight”), Ken Leung (“Tempo”), Cherry Jones (“Cinco Dias no Hospital Memorial”), Fortune Feimster (“Kenan”), Yvonne Orji (“Insecure”), Sarayu Blue (“I Feel Bad”) e “Weird Al” Yankovic em papeis não divulgados. Produzida para a HBO Max, a série da Velma ainda não tem previsão de estreia.
10ª temporada de “The Blacklist” vai apresentar filha de Meera Malik
A atriz novata Anya Banerjee foi escalada para viver a personagem Siya Malik, filha da falecida Meera Malik (Parminder Nagra) na vindoura 10ª temporada da série “The Blacklist”. A personagem, chamada Siya Malik, será uma oficial do Serviço Secreto de Inteligência do Reino Unido, o MI6. Ela vai aparecer quase dez anos depois que a sua mãe, um dos primeiros membros da Força-Tarefa de Reddington, foi assassinada (fato que encerrou a 1ª temporada da série). Anya Banerjee é uma atriz de origem neozelandesa-americana, recém-formada no programa de atuação da Columbia University MFA. Ela já atuou em alguns curtas, mas esse será o seu primeiro papel de destaque. Criada por Jon Bokenkamp, “The Blacklist” acompanha Raymond “Red” Reddington (James Spader), um dos fugitivos mais procurados do mundo, que se entrega sem nenhuma explicação. Ele revela que fez uma lista com os piores criminosos do mundo – incluindo alguns que o FBI desconhece – e ajudará as autoridades a pegar todos, com a condição de que a recruta novata Elizabeth Keen se torne sua parceira de trabalho. A série já se desviou há tempos de sua premissa inicial e perdeu a personagem de Keen (Megan Boone) no final da 8ª temporada, mas segue sendo produzida pelo canal americano NBC e a Sony Pictures Television. A 10ª temporada segue comandada por John Eisendrath, roteirista desde o início da atração e que foi co-showrunner com o criador Jon Bokenkamp até a 8ª temporada, assumindo sozinho a produção no início da 9ª temporada. Os novos episódios ainda não têm previsão de estreia. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago AXN e suas oito primeiras temporadas também estão disponíveis na Netflix.
Atriz de “13 Reasons Why” vai estrelar série sobre amor viciante
A atriz Katherine Langford (“13 Reasons Why”) vai estrelar a série “The Venery of Samantha Bird”, desenvolvida para o canal pago americano Starz. Criada por Anna Moriarty, a série vai acompanhar Samantha Bird (Langford) enquanto ela visita a família na Nova Inglaterra, se reconecta com um antigo namorado e inicia um novo romance. A proposta da série é explorar o amor viciante e as repercussões que um relacionamento tem sobre as famílias de uma cidade pequena. “’The Venery of Samantha Bird’ é o complemento perfeito para nossa lista de histórias provocativas e imersivas que se inclinam para o olhar feminino”, disse Kathryn Busby, presidente de programação original da Starz. “Katherine é um talento incrível que dará vida a este romance moderno sobre amor viciante.” “The Venery of Samantha Bird” será produzida por Moriarty e por Salvatore Stabile (“Waco”), que também vai atuar como showrunner da atração. A série terá oito episódios e ainda não tem previsão de estreia. Após o fim de “13 Reasons Why”, Katherine Langford estrelou “Cursed: A Lenda do Lago”, que foi cancelada após uma temporada na Netflix, e gravou a minissérie “Savage River” para a TV australiana, que se encerra no canal ABC no próximo domingo (9/10).
John Waters vai voltar a dirigir após duas décadas
O cineasta John Waters (“Hairspray”) vai voltar ao cinema após quase duas décadas. Sem filmar desde “Clube dos Pervertidos”, lançado em 2004, ele vai escrever e dirigir uma adaptação de seu livro mais recente, “Liarmouth: A Feel-Bad Romance”, lançado em maio passado. O livro conta a história de Marsha Sprinkle, uma ladra de malas, golpista e mestre do disfarce que é odiada por todos (inclusive pela sua própria família). Sprinkle é constantemente chamada de mentirosa, até que encontra um homem insano que a faz dizer a verdade. “’Liarmouth’ é a coisa mais louca que escrevi nos últimos tempos, então talvez seja apropriado que meu romance tenha sido chocante o suficiente para reiniciar o motor da minha carreira no cinema”, disse Waters, em comunicado. “Estou empolgado em estar de volta ao negócio do cinema, espero espalhar alegria demente para espectadores aventureiros ao redor do mundo.” Waters construiu uma carreira no underground dirigindo clássicos como “Pink Flamingos” (1972) e “Polyester” (1981), que lhe valeram o título de rei dos filmes trash, mas acabou estourando no mainstream com “Hairspray: E Éramos Todos Jovens” (1988) e “Cry-Baby” (1990), estrelado pelo jovem Johnny Depp. “Hairspray” virou até musical da Broadway e ganhou remake com grande elenco. Nos últimos anos, ele vinha desenvolvendo diversos trabalhos como ator, aparecendo em filmes como “O Filho de Chucky” (2004) e no próprio remake de “Hairspray” (2007), além de ter participado de episódios das séries “Lista Negra” (The Blacklist), “Law & Order: SVU”, “Search Party” e “Maravilhosa Sra. Maisel”.
Jada Pinkett Smith está escrevendo livro sobre sua vida
A atriz Jada Pinkett Smith (“Matrix Resurrections”) está escrevendo um livro de memórias. Entre os assuntos abordados no livro, estão a sua ascensão à fama e “o complicado casamento com Will Smith”. O livro é descrito como uma releitura “sem restrições” da “difícil, mas fascinante jornada da influente atriz e apresentadora de TV, das profundezas da depressão suicida às alturas da sua redescoberta pessoal e à celebração do autêntico poder feminino”. A obra vai narrar a vida de Smith desde a sua infância conturbada (quando seus pais lutavam contra o vício), passando pelo período em que ela precisou vender drogas para sobreviver, antes de se tornar uma atriz conhecida. Entre os seus relacionamentos, o livro vai falar sobre a sua amizade com o rapper Tupac Shakur e seu romance com Will Smith (“King Richard: Criando Campeãs”). “O mundo impôs muitos rótulos e narrativas a Jada Pinkett Smith. Isso se deve às realidades de nosso cenário de mídia, mas também aos papéis impostos às mulheres pela cultura”, disse Carrie Thornton, vice-presidente da editora Dey Street Books, responsável pela publicação do livro. “No centro de todas as especulações e histórias falsas está uma mulher que, como tantas outras, teve que conciliar sua personalidade com as necessidades daqueles que ama. Este livro de memórias é Jada dando ao mundo sua verdade, levando os leitores a uma jornada de garota perdida a mulher guerreira.” O anúncio do livro de memórias acontece depois da controvérsia envolvendo seu marido Will Smith, que foi banido do Oscar por 10 anos por dar um tapa no apresentador Chris Rock durante a cerimônia deste ano. O motivo do ataque foi uma piada sobre a cabeça raspada de Jade (ela sofre de alopecia areata, um distúrbio autoimune que causa queda de cabelo rápida). Em um episódio de junho do seu programa “Conversa da Mesa Vermelha” (Red Table Talk) no Facebook, Jada disse que esperava que os dois “tivessem uma oportunidade de curar, conversar sobre isso e reconciliar o estado do mundo hoje.” “Precisamos dos dois, e todos nós realmente precisamos um do outro mais do que nunca. Até então, Will e eu continuamos a fazer o que fizemos nos últimos 28 anos. E isso é continuar descobrindo essa coisa chamada vida juntos”, completou ela. Ainda sem título, o livro deve ser lançado no ano que vem.
Mindy Kaling e Constance Wu serão Velma e Daphne em nova série do Scooby-Doo
As atrizes Mindy Kaling (“Projeto Mindy”) e Constance Wu (“Podres de Ricos”) vão dublar personagens na vindoura série animada da Velma, a amiga nerd do Scooby-Doo. O anúncio foi feito nessa quinta (6/10), durante a New York Comic-Con. Kaling, que também é produtora da atração, vai dublar a personagem-título, enquanto Wu ficará responsável por dar voz a Daphne. Além delas, Sam Richardson (“Ted Lasso”) será o dublador do Salsicha e Glenn Howerton (“It’s Always Sunny In Philadelphia”) dará voz a Fred. A série da Velma é descrita como uma atração adulta, dedicada a contar a história de origem da personagem em seus dias de Ensino Médio. Recentemente, o filme animado “Doces ou Travessuras Scooby-Doo!” (Trick or Treat Scooby-Doo!) revelou que Velma é lésbica, mas não ficou claro se a série também vai abordar a sexualidade da personagem – um assunto polêmico entre os fãs mais conservadores Entretanto, a série já está levantando outras polêmicas na base de fãs que não aceita mudanças. Conforme Mindy Kaling contou em entrevista, a sua Velma será originária do Sul da Ásia, algo que gerou muita reclamação antes mesmo de a atração estrear. “Quando foi anunciado que eu faria a voz de Velma, as pessoas apoiaram e ficaram felizes no Twitter. E então me senti ótima”, disse Kaling durante uma entrevista no programa “Late Night with Seth Meyers”. “Então foi anunciado um mês atrás que a personagem Velma seria reimaginada como sul-asiática. E as pessoas não ficaram mais felizes. Houve muitos comentários do tipo: ‘Então não é a Velma!’” Talvez a ideia por traz da escalação de uma atriz asiática como Daphne e um ator negro como Salsicha seja dividida o hate mais proporcionalmente. O time de dubladores ainda contará com Jane Lynch (“Glee”), Wanda Sykes (“Família Upshaw”), Russell Peters (“Supercon: O Contra-Ataque Nerd”), Melissa Fumero (“Brooklyn Nine-Nine”), Stephen Root (“Barry”), Gary Cole (“The Good Fight”), Ken Leung (“Tempo”), Cherry Jones (“Cinco Dias no Hospital Memorial”), Fortune Feimster (“Kenan”), Yvonne Orji (“Insecure”), Sarayu Blue (“I Feel Bad”) e “Weird Al” Yankovic em papeis não divulgados. A série será produzida por Charlie Grandy (roteirista de “Projeto Mindy”), que também vai atuar como showrunner da atração. Ainda não há previsão de estreia.
Viggo Mortensen vai estrelar e dirigir western feminista
O ator Viggo Mortensen (“Crimes do Futuro”) vai escrever, estrelar e dirigir o western feminista “The Dead Don’t Hurt”, realizando a sua segunda incursão na função de cineasta. Antes de encarar esse filme, Mortensen assinou o drama “Ainda Há Tempo” (2020), também dirigido, escrito e estrelado por ele. “The Dead Don’t Hurt” se passa na década de 1860 e acompanha Vivienne Le Coudy, papel de Vicky Krieps (“Trama Fantasma”). Coudy é uma mulher franco-canadense independente que inicia um relacionamento com o imigrante dinamarquês Holger Olsen (papel de Mortensen) após conhecê-lo em San Francisco e aceitar viajar com ele para sua casa perto da pacata cidade de Elk Flats, onde planejam começar sua vida juntos. Porém, ele é chamado para lutar na Guerra Civil americana e ela tendo que se defender sozinha em um lugar controlado por um poderoso fazendeiro e seu filho violento. Quando Olsen finalmente retorna, os dois precisam lidar com o fato de que são pessoas completamente diferentes daquelas que eram antes. O elenco ainda conta com Solly McLeod (“The Rising”), Danny Huston (“Yellowstone”), Garret Dillahunt (“Fear the Walking Dead”), Tom Bateman (“Morte no Nilo”), Lance Henriksen (“Aliens, o Resgate”) e W. Earl Brown (“Deadwood”). “Meu objetivo é fazer justiça à história de uma mulher excepcionalmente resiliente que vive em uma parte sem lei e isolada, no sudoeste dos EUA na década de 1860”, disse Mortensen, em comunicado. “A ideia não é simplesmente ter uma mulher desempenhando o papel principal em um western, mas fazer com que ela lidere nossa história em virtude de sua natureza ferozmente intransigente. Vivienne é uma mulher real que está sozinha em seu tempo e lugar, por causa dos seus princípios, sua visão de futuro e sua paixão pela vida. Temos muita sorte de ter a talentosa Vicky Krieps encarnando esse papel e, com a ajuda da grande equipe que montamos graças ao Talipot Studio, esperamos fazer justiça à sua vida exemplar.” O filme começa a ser rodado ainda em outubro, mas não tem previsão de lançamento. Curiosamente, esse não é o único western focado em mulheres da época Guerra Civil americana atualmente em produção. Em setembro foi anunciado que os atores Kevin Costner (“Yellowstone”) e Morgan Freeman (“Despedida em Grande Estilo”) vão produzir uma minissérie sobre as mulheres que ajudaram o general Ulysses S. Grant a vencer o conflito.
Constance Wu revela ter sido salva do suicídio
A atriz Constance Wu (“As Golpistas”) revelou que recentemente contemplou suicídio e foi salva por uma amiga. A revelação foi feita durante uma live do programa de entrevistas “Conversa de Mesa Vermelha” (Red Table Talk), de Jada Pinkett Smith no Facebook. Wu participou da entrevista para promover sua biografia, “Making a Scene”. O caso em questão é relatado no livro, assim como a revelação recente de que ela foi assediada sexualmente por um produtor da série “Fresh Off the Boat”. A tentativa de suicídio aconteceu em 2019, quando Wu chamou atenção ao se manifestar de maneira contrária à renovação da série que ela estrelava. Na ocasião, ela postou no seu Twitter: “Estou tão chateada agora que estou literalmente chorando. Ugh F*”. Ela seguiu com um tweet que dizia “Que f* infernal”. Isso gerou uma reação negativa entre os fãs da série e entre membros da comunidade asiática americana, uma vez que “Fresh Off the Boat” era vista como um exemplo de representatividade. Na ocasião, Wu recebeu muitas mensagens negativas. Em certo momento, ela se enrolou em um cobertor e ficou na borda da varanda do seu apartamento no quinto andar. Enquanto ela contemplava o possível suicídio, uma amiga que veio ver como ela estava a puxou de volta, a colocou num táxi e “me levou para uma sala de emergência psiquiátrica” para tratamento de saúde mental. “Eu passei a noite em uma cama na sala de espera do pronto-socorro psiquiátrico em observação”, contou ela. Na manhã seguinte, Wu começou o seu tratamento psicológico e psiquiátrico. “Eu precisava daquilo. Eu estava insegura naquele momento”, disse ela. “Eu estava em um lugar mental em que estava apenas me batendo. E tinha tanta vergonha. Sentindo que não merecia viver. Sentindo que o mundo me odiava. Sentindo que eu arruinei tudo para todos. Talvez eu tenha arruinado tudo para algumas pessoas, mas, você sabe, as pessoas cometem erros, certo?” A atriz não coloca a culpa no público, uma vez que ela reconhece que, quando fez as postagens, o público não sabia que ela tinha sofrido assédio sexual de um produtor da série. Em vez disso, eles pensaram que ela estava apenas surfando no sucesso de “Podres de Ricos”. “Com as informações que o público tinha, é claro que não culpo as pessoas por pensarem isso”, disse ela. “O que as pessoas não perceberam foi que durante meus primeiros dois anos [na série], fui assediada sexualmente e intimidada e ameaçada – o tempo todo”. Embora não tenha divulgado o nome do produtor, Wu tem falado abertamente em entrevistas recentes sobre essa experiência triste na série. “Eu mantive minha boca fechada por muito tempo sobre assédio sexual e intimidação que sofri nas duas primeiras temporadas do programa”, disse a atriz durante participação no Atlantic Festival, um evento de entrevistas em Washington, DC. “Porque, depois das duas primeiras temporadas, uma vez que virou um sucesso, uma vez que eu não estava mais com medo de perder meu emprego, eu pude começar a dizer ‘não’ ao assédio, ‘não’ à intimidação desse produtor em particular. E então pensei: ‘Quer saber? Ninguém precisa saber. Não preciso manchar a carreira desse produtor asiático-americano. Eu não tenho que manchar a exibição da série.’” “Acabei percebendo que era importante falar sobre isso”, continuou Wu, explicando que esperou a série terminar para se pronunciar. “Essa série foi histórica para os asiáticos-americanos. Foi o único programa numa rede de televisão em 20 anos a ser estrelado por asiáticos-americanos e eu não queria manchar o único programa que nos representava.” Wu chamou a experiência de “traumática” em seu livro “Making a Scene”, que foi lançado na terça (4/10) nos EUA, pela editora Simon & Schuster. Caso esteja pensando ou conheça alguém pensando em suicídio, procure ajuda no CVV e os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade. O CVV (https://www.cvv.org.br/) funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil.
Diretora de terror vai comandar filme do game “Five Nights at Freddy’s”
A cineasta Emma Tammi, responsável pelo elogiado terror indie “Terra Assombrada” (2018), vai dirigir a adaptação do jogo de celular “Five Nights at Freddy’s”. Criado por Scott Cawthon em 2014, o jogo original gira em torno de um guarda que luta contra robôs animatrônicos que ganham vida em um restaurante estilo buffet infantil. A brincadeira se tornou uma sensação instantânea, gerando bilhões de visualizações no YouTube. Além disso, os aplicativos móveis diferentes do jogo já foram líderes de vendas das lojas de aplicativos para Android e iOS. A produção da adaptação ficou por conta do estúdio Blumhouse (responsável por sucessos como “Corra!” e “Halloween”). O projeto marcará o reencontro de Tammi com o estúdio, depois de ela ter dirigido dois episódios da série antológica “Into the Dark”, desenvolvida pela Blumhouse para o serviço de streaming Hulu. “Entrar no mundo rico e aterrorizante de ‘Freddy’s’ ao lado de Scott Cawthon, Blumhouse e a Jim Henson’s Creature Shop [empresa de efeitos especiais] é mais do que emocionante. Mal posso esperar para que o público mergulhe no playground selvagem e maravilhoso que estamos criando”, disse Tammi em comunicado oficial. Ao todo, a franquia “Five Nights at Freddy’s” teve oito jogos principais e mais seis derivados, além de adaptações para livros e histórias em quadrinhos. O projeto de adaptação está em desenvolvimento há algum tempo, e já teve os diretores Gil Kenan (“A Casa Monstro”) e Chris Columbus (“Pixels”) contratados. A carreira dos cineastas anunciados antes sugeria que o filme teria um clima mais infantil. Porém, a escolha de Tammi aponta para uma adaptação mais voltada para o terror, algo indicado pelo próprio criador do jogo. “No encontro com Emma, eu senti que ela tinha um grande entendimento da franquia e realmente senti que poderia criar algo que agradasse a base de fãs e mantivesse as pessoas na ponta de seus assentos”, disse Cawthon. Além de dirigir, Tammi também vai assinar o roteiro da adaptação, ao lado de Cawthon e Seth Cuddeback (do curta-metragem “Kelp”). A estrear deve acontecer já em 2023. Assista abaixo ao trailer do jogo “Five Nights at Freddy’s”.
Jesse Lee Soffer sai da série “Chicago P.D.”
O ator Jesse Lee Soffer, intérprete do Detetive Jay Halstead em “Chicago P.D.”, saiu da série após nove temporadas. O episódio exibido na noite de quarta (5/10) nos EUA marcou a sua despedida. Quer saber como foi? Prepara-se para entrar na zona do spoiler. Intitulado “A Good Man”, o capítulo mostrou Halstead e Hailey (Tracy Spiridakos) investigando um assalto em uma farmácia local. Halstead conhece um sujeito chamado Lenny (Alex Mickiewicz), que acaba levando um tiro enquanto arrisca sua vida para salvar uma mulher grávida. Lenny é internado no hospital enquanto Halstead e Hailey investigam os criminosos. Porém, eles logo descobrem que Lenny fazia parte da equipe de ladrões da farmácia. Ele implora a Halstead que não conte à sua família o que ele fez, para que ele possa morrer com a reputação intacta. Halstead aceita o pedido, para desgosto de Hailey. Halstead procura limpar a conexão de Lenny com o crime, mas acaba se deparando com um dos criminosos que trabalhavam com ele. Os dois brigam e Halstead acaba esfaqueando-o em legítima defesa, assim que Hailey e Voight (Jason Beghe) chegam ao local. Os dois encobrem o que aconteceu. No dia seguinte, Halstead tenta confessar tudo ao chefe Patrick O’Neal (Michael Gaston), mas não consegue. Em vez disso, ele se demite. Ele diz a Hailey que aceitou um emprego no Exército e será enviado para a Bolívia para comandar um esquadrão responsável por rastrear os cartéis de drogas. Soffer interpretou Halstead desde a estreia da série da NBC em 2014. E como o seu personagem não morreu na série, isso abre a possibilidade de ele voltar no futuro, como aconteceu em outras séries da franquia “Chicago” – Jesse Spencer e Monica Raymund reapareceram em “Chicago Fire”, e Yaya DaCosta também voltou em “Chicago Med”. “Chicago P.D.” é exibida no canal americano NBC. No Brasil, a série é disponibilizada pelo canal pago Universal e em streaming pela Globoplay e pela Amazon Prime Video.
Jared Leto vai interpretar o estilista Karl Lagerfeld no cinema
O ator Jared Leto vai voltar ao mundo da moda no cinema. Depois de viver um integrante da “Casa Gucci”, ele vai interpretar o famoso estilista Karl Lagerfeld em uma cinebiografia. Morto em fevereiro de 2019, Lagerfeld continua sendo reverenciado como um dos estilistas mais criativos deste século. Além de estrelar, Leto também vai produzir o filme, ao lado de Pier Paolo Righi (CEO da empresa de Lagerfeld), Caroline Lebar (consultora do estilista por mais de 35 anos) e Sébastien Jondeau (que trabalhou como assistente de Lagerfeld por duas décadas). “Karl sempre foi uma inspiração para mim”, disse Leto, em comunicado. “Ele era um verdadeiro polímata, um artista, um inovador, um líder e, o mais importante, um homem gentil. Quando nos reunimos com a equipe de Karl Lagerfeld, imediatamente compartilhamos uma visão criativa de fazer uma ode respeitosa a Karl enquanto ultrapassamos os limites artísticos do que uma cinebiografia pode ser. Sou muito grato a Karo, Pier e Seb por nos permitirem seguir nessa jornada juntos.” A influência de Karl Lagerfeld no mundo da moda é notável até hoje. Na última sexta (30/9), o Museu Metropolitano de Arte anunciou que o tema da Exposição de 2023 e do Met Gala será Karl Lagerfeld e sua carreira de mais de seis décadas, explorando o seu processo criativo, a evolução de seus designs e o seu impacto no mundo da moda. O filme ainda não tem previsão de estreia. Jared Leto será visto à seguir na nova versão de “Mansão Mal-Assombrada”, que estreia em 11 de agosto de 2023 nos EUA.
Reese Witherspoon vai produzir animação sobre “Cachinhos Dourados”
A atriz Reese Witherspoon (“Pequenos Incêndios por Toda Parte”) vai produzir uma animação baseada no conto clássico “Cachinhos Dourados e os Três Ursos”. Publicado pela primeira vez em 1837, pelo autor Robert Southey, o conto de fadas faz parte do imaginário popular e teve inúmeras adaptações e versões ao longo dos anos. A história mais conhecida acompanha uma menina chamada Cachinhos Dourados, que encontra uma casa aparentemente vazia na meio floresta. Ao entrar na casa, se depara com três pratos de mingau (um menor do que o outro). Ela come o mingau do prato menor. Depois ela se senta na menor das três cadeiras da sala, mas a quebra. Por fim, ela resolve dormir em uma das três camas da casa, mas é surpreendida pela chegada dos donos da casa: uma família de ursos. Com medo, Cachinhos Dourados sai correndo pela floresta e aprende a nunca entrar na casa dos outros sem ser convidada. O filme produzido por Witherspoon vai apresentar uma versão moderna dessa história, mostrando a protagonista como uma menina forte e determinada. O projeto faz parte de uma parceria entre a Hello Sunshine (produtora de Witherspoon) e a fabricante de brinquedos Build-A-Bear. “Ao longo dos últimos 25 anos, a Build-A-Bear criou uma base de fãs confiável enraizada na família, na conexão pessoal e nas histórias com ursinhos de pelúcia, tornando-os o parceiro perfeito para este projeto”, disse Claire Curley, executiva da Hello Sunshine. “Estamos empolgados em colaborar com eles para trazer uma nova perspectiva a um conto tão atemporal que sabemos que vai inspirar o público jovem.” A animação de “Cachinhos Dourados e os Três Ursos” ainda não tem previsão de estreia. Reese Witherspoon será vista a seguir na comédia romântica “Your Place or Mine”, dirigida por Aline Brosh McKenna (“Crazy Ex-Girlfriend”), e no terceiro filme da franquia “Legalmente Loira”. Ambos os filmes devem estrear em 2023.












