Trailer de “The Morning Show” acrescenta Julianna Margulies ao elenco impressionante
A Apple TV+ divulgou o primeiro teaser da 2ª temporada de “The Morning Show”, com muito nervosismo, bate-bocas e dramaticidade. A prévia também revela a primeira cena com participação de Julianna Margulies (a “The Good Wife”), que viverá uma nova telejornalista na trama. Ela se junta às estrelas Jennifer Aniston, Reese Witherspoon, Steve Carell, Billy Crudup, Mark Duplass, Nestor Carbonell e Bel Powley, que estrelaram os episódios inaugurais, tornando o elenco da atração criada por Jay Carson (roteirista de “O Favorito”) e Kerry Ehrin (criadora de “Bates Motel”) ainda mais impressionante. Os novos episódios vão lidar com o momento de angústia do último episódio exibido, quando as âncoras Alex (Aniston) e Bradley (Witherspoon) foram tiradas do ar, enquanto contavam aos telespectadores sobre a cultura tóxica da rede e a tentativa de acobertamento de uma agressão sexual cometida pelo ex-âncora Mitch (Carell). O vídeo oferece um vislumbre dos “destroços” causados por essa situação e também revela que a estreia foi marcada para 17 de setembro.
Trailer de “Atypical” prepara final da série
A Netflix divulgou o pôster e o trailer dos últimos episódios de “Atypical”, que vai acabar em sua 4ª temporada. Lançada em 2017, a elogiada série, que atingiu 100% de aprovação no Rotten Tomatoes em sua temporada passada, gira em torno de um jovem autista de 18 anos, que decide se tornar mais independente da mãe superprotetora. Diante do crescimento do garoto, a família inteira precisa se adaptar às mudanças, enquanto questiona o que significa ser “normal”, especialmente quando a irmã assume uma namorada. Em sua temporada final, o jovem protagonista decide sair de casa e morar sozinho, buscando demonstrar sua capacidade para viver uma vida adulta responsável, enquanto descobre que sua vida entra em nova fase após terminar os estudos. Estrelada por Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”) e Keir Gilchrist (“Corrente do Mal”), respectivamente como mãe e filho, “Atypical” ainda inclui Michael Rapaport (série “Justifed”) como pai do garoto, Brigette Lundy-Paine (“O Homem Irracional”) como sua irmã caçula andrógina e Amy Okuda (série “How to Get Away with Murder”) como a terapeuta. Os últimos 10 episódios da série criada pela roteirista Robia Rashid (que escrevia “How I Met Your Mother”) e produzida pelo cineasta Seth Gordon (“Baywatch”) irão ao ar em 9 de julho.
Naomi Watts vai estrelar nova série de Ryan Murphy na Netflix
A atriz Naomi Watts vai voltar a estrelar uma série da Netflix após a experiência frustrada de “Gypsy” – cancelada com apenas uma temporada em 2017. Ela vai estrelar uma nova produção de Ryan Murphy e seu colaborador frequente Ian Brennan (parceiros desde “Glee”). Trata-se de uma minissérie em que a atriz fará par com o ator Bobby Cannavale (“Mr. Robot”). O trabalho representa um reencontro da dupla, que acabou de filmar “This Is the Night” do diretor James DeMonaco (o criador da franquia “Uma Noite de Crime”). Intitulada “The Watcher”, a atração gira em torno de um casal que vê a mudança para a casa de seus sonhos ameaçada por cartas aterrorizantes de um perseguidor. A trama, que evoca a 1ª temporada de “American Horror Story”, um dos maiores sucessos de Murphy, é inspirada na famosa casa “Watcher” em Nova Jersey. Um casal comprou o imóvel colonial holandês de 1905 por quase US$ 1,4 milhão em 2014, mas foram forçados a abandonar sua nova casa por causa de cartas arrepiantes de alguém que se autodenominava “O Vigia” e que afirmava ter “vigiado” a casa por décadas. “Eu sou o Vigia. Traga-me seu sangue jovem”, dizia uma das notas. A família abandonou o imóvel e o colocou para locação. Em 2017, o locatário também recebeu uma carta sinistra de “O Vigia”, ameaçando sua vida. A casa foi vendida em 2019 por US$ 959 mil e a identidade do “Vigia” nunca foi descoberta. Os direitos dessa história foram adquiridos pela Netflix em 2018. Originalmente, a produção deveria virar um filme da dupla Henry Joost e Ariel Schulman, que já experimentou sucesso na plataforma com “Power”, estrelado por Jamie Foxx. Joost e Schulman estão creditados como produtores da nova versão do projeto, ao lado de Murphy e Brennan. Ainda não há previsão para a estreia.
John Gabriel (1931-2021)
O ator John Gabriel, mais conhecido por estrelar novelas diurnas dos EUA, faleceu no domingo (13/6) aos 90 anos, mas nenhuma causa de morte foi informada. Ele estrelou mais de 750 episódios da novela “Ryan’s Hope” entre 1975 e 1989, recebendo um indicação ao Emmy em 1980 pelo papel do Dr. Seneca Beaulac. Antes disso, já tinha integrado “General Hospital” nos anos 1960. E depois ainda apareceu em “The Bold and the Beautiful” na década de 1990 e “Days of our Life” nos anos 2000. Apesar do tempo consumido nas produções diárias, Gabriel ainda desempenhou papéis em filmes e séries durante as décadas em que trabalhou como ator. Seu primeiro trabalho no cinema foi no musical “No Sul do Pacífico” em 1958 e seus créditos cinematográficos incluem o célebre western “El Dorado” (1966), de Howard Hawks, para o qual também compôs a música-título em parceria com o compositor Nelson Riddle. Gabriel também era cantor, tendo se apresentado ao vivo em vários programas de variedades da TV americana, como “The Ed Sullivan Show”, “The Merv Griffin Show” e “The Mike Douglas Show”. Como ator, participou de inúmeras séries clássicas, como “Os Intocáveis”, “77 Sunset Strip”, “A Garota da U.N.C.L.E.”, “Big Valley”, “A Noviça Voadora”, “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, “A Garota com Algo Mais” e “Mary Tyler Moore”, onde chegou a ter um papel recorrente como apresentador esportivo do canal em que protagonista trabalhava. Ele também chegou a interpretar o Professor no piloto da célebre série de comédia “A Ilha dos Birutas”, mas acabou substituído por Russell Johnson quando a série entrou no ar em 1964. O piloto só foi exibido muitos anos depois, mais exatamente em 1992, como curiosidade. Em 1995, Gabriel passou para os bastidores televisivos e produziu um talk show do ator Charles Grodin para a CNBC. Seu último trabalho incluiu uma novidade em sua longa carreira, sua transformação em dublador de desenho animado. Nesta função, fez dois episódios de “O Que Há de Novo, Scooby-Doo?”, em 2004 e 2005. Ele era casado desde 1968 com outra intérprete de novelas, Sandy Gabriel, estrela de “All My Children”, e teve duas filhas que seguiram a carreira na TV, Melissa Gabriel (apresentadora de “Oddville, MTV”) e Andrea Gabriel (atriz com papéis recorrentes nas séries “Lost” e “Gossip Girl”).
Astro de “Elite” vai estrelar série dos criadores de “As Telefonistas”
O ator chileno Jorge Lopez, o Valerio de “Elite”, trocou a Netflix pela Apple TV+. Ele está no elenco de uma série bilíngue do streaming da Apple, chamada “Now And Then”. Como o nome sugere, a atração se passa entre dois tempos e traz atores latino-americanos contracenando em inglês e espanhol. A trama vai acompanhar um grupo de jovens universitários em Miami que presenciam uma morte durante um feriado. Vinte anos depois, as testemunhas começam a ser ameaçadas e resolvem se reencontrar para evitar que suas vidas atuais sejam atingidas pelo que pode ser revelado. Além de Lopez, o elenco trará Alicia Jaziz (“Ingobernable”), Dario Yazbek Bernal (“A Casa das Flores”), Alicia Sanz (“El Cid”), Jack Duarte (“Rebelde”), Marina de Tavira (também de “Ingobernable”), Miranda de la Serna (“Amor Urgente”) e Zeljko Ivanek (“Madam Secretary”). A série é uma criação de Ramón Campos, Teresa Fernández-Valdés e Gema R. Neira, equipe que também vem da Netflix, onde criou “As Telefonistas”. Além deles, o israelense Gideon Raff, criador de outra série da Netflix, “O Espião”, comanda o projeto como produtor executivo e diretor dos dois primeiros episódios. A data de estreia ainda não foi divulgada.
Chris Evans completa 40 anos e é zoado por Chris Hemsworth
Chris Evans, intérprete do Capitão América, completou 40 anos no domingo (13/6) e foi prontamente felicitado por Mark Ruffalo, o Hulk, Jeremy Renner, o Gavião Arqueiro, e Paul Rudd, o Homem-Formiga, em suas páginas no Instagram. Mas Chris Hemsworth, o Thor, aproveitou a oportunidade para zoar, “confundindo” Evans com outro Chris da Marvel. Todos postaram fotos em que aparecem ao lado de Chris Evans. Já Hemsworth escreveu: “Feliz aniversário de 40 anos, Chris Evans, você sempre será o número 1 no meu livro”. E publicou uma foto em que aparece ao lado de Chris… Pratt. Por sinal, a imagem revela a volta do cabelo comprido de Thor (Hemsworth) e o primeiro clique do Senhor das Estrelas (Pratt) nos bastidores de “Thor: Love and Thunder”, o quarto filme do poderoso Thor – com estreia prevista para maio de 2022. Veja abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mark Ruffalo (@markruffalo) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jeremy Renner (@jeremyrenner) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Paul Rudd (@paulrudd_) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Chris Hemsworth (@chrishemsworth)
Ned Beatty (1937-2021)
O ator Ned Beatty, que marcou gerações de cinéfilos com sua aflição em “Amargo Pesadelo”, morreu neste domingo (13/6) de causas naturais aos 83 anos. A angustiante saga de sobrevivência, dirigida por John Boorman em 1972, trazia Beatty, Burt Reynolds, Jon Voight e Ronnie Cox como um grupo de amigos da cidade grande que resolvem fazer um passeio de canoa por um rio interiorano, apenas para acabar aterrorizados por caipiras das florestas ao redor. A sequência de 10 longos minutos, em que Beatty é forçado a grunir como um porco, enquanto era estuprado por seus captores, traumatizou gerações, fazendo jus ao título nacional da produção – “Amargo Pesadelo”, muito mais impactante que o nome original, “Deliverance” (libertação) em inglês. Foi o primeiro filme da carreira de Beatty. E embora tenha causado grande impacto, não projetou o ator à condição de protagonista. Ele foi um dos eternos coadjuvantes de Hollywood, o que nunca lhe incomodou. “Sinto pena das pessoas que viram estrelas”, ele chegou a dizer à revista People. “O estrelato causa mais problemas do que vale”. Ele coadjuvou vários filmes de Burt Reynolds, após os dois se tornarem amigos nas filmagens de “Amargo Pesadelo”. Trabalharam juntos no thriller “Sob o Signo da Vingança” (1973) e sua continuação “Gator, O Implacável” (1976), nas comédias “W.W. and the Dixie Dancekings” (1975), “O Imbatível” (1983) e “Troca de Maridos” (1988), e num episódio da série “BL Stryker”, estrelada por Reynolds em 1989. Muitos dos filmes de Beatty exploravam seu sotaque natural de Louisville, Kentucky, o que lhe rendeu diversos papéis de caipiras sulistas em sua carreira, fosse como um gordinho bonachão ou como um criminoso malvado. Sua filmografia incluiu alguns dos maiores clássicos de Hollywood dos anos 1970, como “Nashville” (1975), de Robert Altman, “Todos os Homens do Presidente” (1976), de Alan J. Pakula, “Rede de Intrigas” (1976), de Sidney Lumet, e até “Superman – O Filme” (1978), de Richard Donner, em que viveu Otis, o capanga atrapalhado do vilão Lex Luthor (Gene Hackman). Beatty retomou o papel de Otis em “Superman II: A Aventura Continua” (1980), que foi ainda mais bem-sucedido que o primeiro longa. A partir daí, emplacou várias comédias de grandes bilheterias, como “O Espião Trapalhão” (1980), “De Volta às Aulas” (1986) e principalmente “Escute Minha Canção” (1991), onde interpretou o tenor irlandês Josef Locke, um dos seus maiores papéis. Ao mesmo tempo, também demonstrou talento dramático como o pai de uma criança com doença terminal em “Promessa ao Amanhecer” (1979), de John Huston, e o pai de um improvável herói do futebol em “Rudy” (1993). Ele ainda se destacou na televisão durante os anos 1990, como o pai de John Goodman na série “Roseanne” e o Detetive Stanley “The Big Man” Bolander na série policial “Homicídio”. Seus últimos trabalhos incluem mais sucessos e filmes premiados, como o thriller de ação “Atirador” (2007), de John Fucqua, a comédia política “Jogos do Poder” (2007), de Mike Nichols, “O Assassino em Mim” (2010), de Michael Winterbottom, “Um Tira Acima da Lei” (2011), de Oren Overman, e “Toy Story 3” (2010), em que dublou o urso de pelúcia maligno Lotso. Apesar da longa carreira, Beatty recebeu pouco reconhecido da indústria audiovisual. Teve apenas uma indicação ao Oscar, como Melhor Ator Coadjuvante por “Rede de Intrigas”, e outra para o Globo de Ouro, por “Ouça a Minha Canção”. Sua última lembrança foi na disputa do MTV Movie Awards de 2011, como Melhor Vilão por “Toy Story 3”.
Milton Moses Ginsberg (1943–2021)
Milton Moses Ginsberg, o diretor nova-iorquino que era cultuado por dois filmes independentes de décadas atrás, morreu de câncer em 23 de maio, em Manhattan, aos 85 anos. A informação foi revelada por sua esposa, Nina Ginsberg, neste domingo (13/6). Ginsberg era editor de cinema quando suas ambições o levaram a filmar “Coming Apart” em 1969. O filme em preto e branco usou uma câmera estática para, basicamente, documentar Rip Torn no papel de um psiquiatra que, por sua vez, registrava suas sessões com uma câmera escondida. Na época, a produção dividiu a crítica, mas acabou ganhando admiradores com o passar do tempo e muitos o apontam como grande influência na série “Em Terapia” (e sua versão brasileira, “Sessão de Terapia”). O cineasta assumiu uma estética marginal em 1973 com “O Lobisomem de Washington”. O filme trazia Dean Stockwell como um funcionário da Casa Branca que se transformava em lobisomem em momentos inoportunos, matando personagens baseados em figuras políticas conhecidas da época. Problemas de saúde obrigaram Ginsberg a abandonar a direção. Mas ele conseguiu se manter trabalhando com edição de filmes, entre eles dois documentários vencedores do Oscar: o longa “Down and Out in America” (1986) e o curta “The Personals” (1999). Em seus últimos anos, Ginsberg fez pequenos ensaios experimentais em curtas e vídeo.
Veja a íntegra do evento Geeked Week da Netflix
Entre segunda e sexta (11/6) passadas, a Netflix realizou um evento virtual batizado de “Geeked Week”, em que apresentou várias novidades de suas produções ligadas ao universo geek (quadrinhos, games, sci-fi e fantasia em geral). As edições do evento, com duração entre 2 e 3 horas cada, foram disponibilizados na página do YouTube da Netflix americana, mas não ganharam legendas para o público internacional – uma das muitas frustrações resultantes da iniciativa. Reunidos abaixo, os vídeos seguem uma estética de programa de variedades para adolescentes, repletos de atividades lúdicas que podem ser considerados passatempos ou perdas de tempo – como observar pessoas jogar games e fazer comentários aleatórios sobre trailers exibidos na tela. Com apresentação do ator Rahul Kohli (“iZombie”, “A Maldição da Mansão Bly”) e Mari Takahashi (do humorístico “Smosh”), a “Geeked Week” também trouxe entrevistas, depoimentos, vídeos e fotos inéditas de várias atrações, como “The Witcher”, “Cobra Kai”, “Lucifer”, “Locke & Key”, “Umbrella Academy”, etc. Houve grandes anúncios, como a produção de um anime derivado de “Castlevania”, e visuais impactantes, do set de “Sandman” à primeira cena de “Arcane”, anime com personagens de “League of Legends”. Mas, em contraste à sua extensão, não foram tantas novidades – as principais estão resumidas em uma dúzia de vídeos individuais no YouTube. Também faltaram pautas sobre as produções geeks live-action internacionais (não faladas em inglês) da plataforma. Não está claro se a ideia é transformar a iniciativa num evento anual. Caso positivo, há a oportunidade de se aperfeiçoar o projeto em próximos anos com uma abordagem mais interativa, para não dizer jornalística, pois a falta de engajamento ficou claro nas 248 mil visualizações no YouTube em seu dia mais movimentado, muito aquém dos 22 milhões de geeks que sintonizaram a DC Fandome.
Viúva Negra: Novos vídeos mostram bastidores e citam Vingadores
A Marvel divulgou um vídeo de bastidores e mais um comercial do filme “Viúva Negra”. O primeiro enfatiza as gravações das cenas de ação, com imagens do set e depoimentos do elenco e diretora, enquanto o segundo cita textualmente os Vingadores em duas ocasiões distintas. Escrito por Jac Schaeffer (criadora de “WandaVision”) e dirigido pela australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”), o longa introduz a “família” russa da protagonista interpretada por Scarlett Johansson, formada pelos personagens vividos por Florence Pugh (“Midsommar”), David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”). A trama é um flashback passada entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”, e acompanha Natasha após fugir dos EUA por ter ajudado o Capitão América, em busca de refúgio no Leste Europeu. Após mais de um ano de adiamento, a estreia vai finalmente acontecer no começo de julho, simultaneamente nos cinemas e na plataforma Disney Plus (por um custo adicional).
Instagram de Samantha Schmütz é desativado e volta após protestos contra censura
A atriz Samantha Schmütz ficou cinco horas com sua conta do Instagram desativada na tarde deste domingo (13/6). Ela relatou o problema em seu Twitter logo após o almoço e imediatamente recebeu apoio de seguidores e artistas, que se posicionaram com protestos contra a censura. A conta teria sido alvo de denúncias de apoiadores do governo Bolsonaro. Desde a morte de Paulo Gustavo, Samantha tem se engajado na denúncia do negacionismo e descaso do governo em relação à vacinação da população contra o coronavírus. Ela também tem sido a maior crítica da isenção – que pode ser chamada de alienação – de artistas diante das dificuldades criadas por Bolsonaro no enfrentamento da covid-19, que já matou quase 500 mil brasileiros. Nenhum de seus posts contém fake news. “Querem me enterrar, mas esqueceram que sou semente!”, ela escreveu em seu desabafo no Twitter, após ver a conta desativada. O Instagram não deu explicações para o desativação nem para a volta da conta da atriz, que aconteceu assim que os protestos entraram nas principais tendências do Twitter. Ao anunciar a volta, às 18 horas, ela fez um apelo a seus seguidores: “Não vamos calar, combinado?!”. Desativaram minha conta do Instagram! — Samantha Schmütz (@samanthaschmutz) June 13, 2021 Querem me enterrar mas , esqueceram que sou semente !!!! #desativarammeuinstagra — Samantha Schmütz (@samanthaschmutz) June 13, 2021 Voltaram com minha conta do Instagram !!!!! Não vamos calar, combinado!?! — Samantha Schmütz (@samanthaschmutz) June 13, 2021
Documentário denuncia traumas do elenco do polêmico filme “Kids”
Exibido neste fim de semana no Festival de Tribeca, em Nova York, o documentário “The Kids” voltou a alimentar discussões em torno do polêmico filme “Kids”, lançado em 1995. Rodado com um orçamento apertado e um elenco formado por desconhecidos e amadores, “Kids” acompanhava um grupo de adolescentes skatistas, todos menores de idade, viciados em drogas e sexualmente promíscuos. Na época, a sexualidade escandalosa gerou críticas e problemas com o conselho de classificação etária dos EUA, que aplicou uma censura elevada, NC-17, a mais alta para lançamentos comerciais nos EUA. Mesmo assim, o filme arrecadou espantosos US$ 20,4 milhões nas bilheterias, catapultando as carreiras do diretor Larry Clark, do roteirista Harmony Korine e ainda lançou as agora estrelas Rosario Dawson e Chloë Sevigny. Apesar do sucesso das duas atrizes, a maioria dos desconhecidos que Clark escolheu para desempenhar papéis importantes tiveram dificuldades para encontrar trabalho após a estreia do filme e ficaram frustrados por receberem uma ninharia enquanto o diretor e os irmãos Weinstein, que produziram o longa, tiveram um grande lucro com o lançamento. O documentário mostra como suas vidas foram afetadas pelo sucesso do filme. “Meus sentimentos sobre o filme começaram a mudar depois que o vi no cinema e vi a reação global”, disse Hamilton Harris, roteirista-produtor do documentário e um dos atores não profissionais de “Kids”, que era um skatista de verdade na época do longa original. Em entrevista à Variety, Harris declarou que “Kids”, na época considerado tão realista que poderia ser quase um documentário, era apenas sensacionalista, sem se preocupar com os aspectos positivos de sua geração, como o forte senso de comunidade que haviam criado e a intensidade de suas amizades, que durariam toda a vida. “Éramos um grupo muito unido que andava de skate”, conta Harris. “Estávamos no lugar certo na hora certa e nos tornamos parte desse filme clássico e cultuado, e tivemos que lidar com tudo que veio com isso. Você pode tirar uma pessoa do gueto, mas não pode tirar o gueto de uma pessoa, e para mim gueto se refere ao trauma mental e emocional que passamos”. Harris tentou expressar isso por mais de uma década, especialmente depois que dois de seus colegas de elenco, Justin Pierce e Harold Hunter, morreram jovens por suicídio e overdose, tentando dar sentido à notoriedade trazida por “Kids”. “Há razões pelas quais Harold usava drogas e se isso não for compreendido, não podemos apreciar a plenitude de quem ele era como ser humano”, argumentou Harris. “E Justin. Ele estava no filme ‘Mais uma Sexta-Feira em Apuros’. Ele estava indo bem. Ele estava atuando, mas então ele se matou. O que leva uma pessoa a fazer isso? Precisamos entender.” Em um ponto, ele decidiu transformar sua angústia em filme e começou a escrever um roteiro. Por meio de um amigo em comum, conseguiu entrar em contato com Eddie Martin, um documentarista que já tinha abordado o mundo do skate no filme “All This Mayhem”, em 2014. Os dois se entenderam instantaneamente e começaram a trabalhar em “The Kids”. Para Martin, a história de “Kids” deve ser encarada como um conto de advertência. Algumas pessoas fizeram fortuna, enquanto as demais foram deixadas pelo caminho para lidar com as consequências. “É complexo, especialmente quando você aborda adolescentes que realmente não têm muitas alternativas”, ponderou Martin. “Eles aproveitaram a oportunidade? Como, se muitos não tinham sequer lares. Eram fugitivos ou moravam em ambientes tóxicos. Eles confiaram muito nos profissionais de ‘Kids’ e deram tudo de si. E depois ficaram sem ninguém para ajudá-los ou lhes dar orientação para aproveitar a estreita janela de oportunidade que se abriu para eles”. A filmagem de “Kids” foi tudo menos uma experiência profissional tradicional. Menores de idade foram filmados nus e as drogas exibidas nas telas não eram cenográficas, mas produtos reais prontamente disponíveis. Para muitos, a produção poderia ser mais bem descrita como um bacanal do que um set de cinema. Sem participar dos lucros da exploração de suas imagens, o elenco também se viu estereotipado como meninos de rua amorais, o que complicou ainda mais suas chances de prosseguir na carreira, além de criar sentimentos conflitantes. “Larry Clark costumava dizer: ‘Eu digo a verdade e a verdade pode ser chocante’”, lembra Martin. “Bem, minha resposta a isso é: a verdade de quem? ‘Kids’ foi comercializado de uma forma particular que teve um impacto sobre aqueles que foram vendidos como personagens específicos. Vinte e seis anos se passaram, então você pode ver as consequências disso.” Nem Clark nem Korine concordaram em participar da produção de “The Kids”. E Martin ainda sugere que eles estariam tentando impedir o lançamento do documentário. Ele contou que houve contestações legais ao uso de imagens do filme de 1995 em seu trabalho. “Alguém tem tentado impedir o filme de um ângulo legal”, diz Martin. “Eles estão tentando impedir o lançamento, mas estamos lutando pelo uso justo do material. Eles não podem impedir esses indivíduos de contar seu lado da história, então eles estão tentando fazer isso bloqueando o uso das imagens”. Lembre abaixo o trailer de “Kids”.
“Um Lugar Silencioso 2” é primeiro filme a superar US$ 100 milhões nos EUA
“Um Lugar Silencioso – Parte II” voltou ao 1º lugar das bilheterias nos EUA neste fim de semana, em que também comemorou um recorde de arrecadação da pandemia, tornando-se o primeiro lançamento a ultrapassar US$ 100 milhões em vendas de ingressos na América do Norte. Entre sexta e domingo (13/6), a produção da Paramount gerou mais US$ 11,7 milhões, chegando a um total de US$ 108 milhões na bilheteria doméstica. O longa atingiu esse montante em 20 dias, batendo um recorde que pertencia a “Godzilla vs. Kong”, que após dois meses e meio em cartaz está atualmente como US$ 99,6 milhões nos EUA e Canadá. Ao todo, o filme dirigido por John Krasinski e estrelado por Emily Blunt tem US$ 188 milhões mundiais. O sucesso da Paramount significa uma decepção da Warner. Aguardadíssimo, o musical “Em um Bairro de Nova York” (In the Heights) era a principal aposta da semana, mas abriu em 2º lugar. A arrecadação veio muito abaixo do esperado, diante do embalo dos lançamentos recentes, sinalizando que a propalada recuperação do circuito norte-americano ainda está longe da realidade. A adaptação do espetáculo da Broadway de Lin-Manuel Miranda faturou US$ 11,4 milhões em 3.456 cinemas em seus primeiros quatro dias de lançamento, abaixo das expectativas que sugeriam US$ 20 milhões. Nunca ficou claro porque especialistas e várias publicações de cinema dos EUA contabilizavam “Em um Bairro de Nova York” como um dos blockbusters da temporada bem antes de sua estreia. Superestimaram o nome de Lin-Manuel Miranda, devido ao sucesso teatral de “Hamilton”, e esqueceram que musical é um gênero que o público de cinema considera antiquado há muitos anos. Se lotassem salas de exibição, Hollywood faria mais musicais que filmes de super-heróis. Não é o que acontece. Para complicar, “Em um Bairro de Nova York” também foi lançado simultaneamente na HBO Max, o serviço de streaming da controladora do estúdio Warner Bros. E ao contrário de outras estreias simultâneas, como “Godzilla vs. King Kong”, “Mortal Kombat” e “Invocação do Mal 3: A Ordem Do Demônio”, a WarnerMedia não soltou comunicado exaltando seu desempenho. Por outro lado, o filme foi elogiadíssimo pela crítica norte-americana, que o consagrou com 96% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes, uma performance de candidato ao Oscar. Ironicamente, isto contabiliza outro equívoco da Warner sobre a produção. Em vez de servir como entretenimento leve de verão – o que não deixa de ser – , “Em um Bairro de Nova York” poderia ter causado maior impacto na temporada de fim de ano, rumo ao Oscar. Outra estreia da semana, o híbrido “Pedro Coelho 2 – O Fugitivo”, acabou em 3º lugar com US$ 10,4 milhões em 3.346 telas. Trata-se de outra decepção, considerando o bom desempenho dos lançamentos infantis durante a pandemia, como a animação “Os Croods 2: Uma Nova Era” da Universal e o igualmente híbrido “Tom & Jerry – O Filme”, da Warner. No exterior, os coelhos falantes tiveram melhor recepção, elevando sua soma global a US$ 68,3 milhões. Depois de estrear no topo na semana passada, “Invocação do Mal 3: A Ordem Do Demônio” caiu para o 4º lugar com US$ 10 milhões em 3.237 locais, o que deixou sua arrecadação doméstica completa em US$ 43,7 milhões. Em todo o mundo, o filme já faturou US$ 111,8 milhões. O Top 5 se fecha com “Cruella” da Disney, que fez mais US$ 6,7 milhões em 3.307 locações. Depois de três semanas, “Cruella” soma US$ 56 milhões nos EUA e Canadá e US$ 129,3 milhões mundiais, mesmo disponibilizado simultaneamente na plataforma Disney+ – por uma taxa extra (US$ 30 nos EUA).












