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    Netflix negocia lançar The Lovebirds após suspensão da estreia nos cinemas

    20 de março de 2020 /

    A comédia “The Lovebirds”, que chegaria nos cinemas americanos nesta sexta (20/3), deve trocar seu lançamento em tela grande por uma distribuição em streaming. O site Deadline apurou que a Paramount negocia os direitos de exibição da produção com a Netflix. O filme, que teve seu lançamento suspenso no circuito cinematográfico dos EUA como precaução contra a pandemia de coronavírus, tinha estreia marcada apenas para maio no Brasil O acordo com a Netflix deve ser global, mas os detalhes ainda não foram anunciados oficialmente. “The Lovebirds” traz Kumail Nanjiani (“Silicon Valley”) e Issa Rae (“Issa Rae”) como um casal apaixonado que tem a vida virada do avesso ao se tornar suspeito de assassinato. A produção foi a segunda parceria de Najiani com o diretor Michael Showalter. Os dois fizeram juntos o sucesso “Doentes de Amor”, em 2017. Já o roteiro é de Martin Gero (criador da série “Blindspot”) em parceria com Aaron Abrams e Brendan Gall (que também trabalham na série). Veja abaixo o trailer original do filme em inglês.

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  • Série

    Rosario Dawson será Ahsoka Tano na série The Mandalorian

    20 de março de 2020 /

    A atriz Rosario Dawson, que atualmente estrela “Briarpatch”, foi confirmada no papel de Ahsoka Tano na primeira série live-action de “Star Wars”, “The Mandalorian”. A personagem foi introduzida como aprendiz de Anakin Skywalker em 2008, na série animada “Star Wars: Clone Wars” e fará sua primeira aparição em carne e osso na série da plataforma Disney+ (Disney Plus). Por sinal, o co-criador da personagem, Dave Filoni, também é roteirista, produtor e diretor de “The Mandalorian”. A 2ª temporada começou a ser gravada no fim do ano passado e a atriz Gina Carano chegou a compartilhar uma foto, no começo de março, comemorando o final dos trabalhos. “Encerramos a produção da 2ª temporada. Eu absolutamente amo esse trabalho e todas as pessoas envolvidas nele”, ela escreveu ao lado da imagem de sua personagem, no Instagram. Como os estúdios de pós-produção continuam a funcionar durante a pandemia de coronavírus, isto pode representar a garantia da exibição da temporada em breve. A Disney marcou a estreia da produção para outubro, mas, como interrompeu as gravações de todas as outras séries que desenvolvia, pode antecipar a data. Rosario Dawson já tinha manifestado interesse em viver Ahsoka Tano no universo “Star Wars”. Em 2017, um fã tuitou um pedido para a atriz fazer uma aparição como a personagem num filme da trilogia final e Dawson respondeu: “Ummmm? Sim, por favor?! #AhsokaVive”. Após a resposta, fãs se mobilizaram numa campanha nas redes sociais. Perguntada sobre o movimento e a possibilidade, Rosario disse que “seria incrível” se isso acontecesse, em entrevista ao programa “Good Morning America”. O cineasta Jon Favreau, responsável por “The Mandalorian”, ouviu os fãs.

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    YouTube diminui qualidade de vídeos para a Europa

    20 de março de 2020 /

    Atendendo ao pedido da União Europeia, o YouTube anunciou que vai limitar a qualidade de seus vídeos para o público europeu. Anunciada nesta sexta (20/3), a decisão vem um dia após a Netflix baixar a qualidade de seus streamings, em resposta ao mesmo apelo. A União Europeia manifestou sua preocupação às empresas que disponibilizam vídeos online. Estudos mostraram que o consumo desse conteúdo poderia ocupar muita banda da internet e criar congestionamento de dados, gerando quedas na rede durante a quarentena forçada em vários países do continente. “Embora tenhamos observado apenas alguns picos de uso, adotamos medidas para ajustar automaticamente nosso sistema para usar menos capacidade de rede. Estamos em conversas contínuas com os reguladores (incluindo a Ofcom), governos e operadores de rede em toda a Europa e assumimos o compromisso de padronizar temporariamente todo o tráfego no Reino Unido e na UE para a Definição Padrão”, disse um porta-voz do YouTube em comunicado. A partir de agora, todos os vídeos do YouTube terão padrão SD (standard), mas os usuários que quiserem ainda poderão alterar manualmente a qualidade para HD. O YouTube não determinou prazo de duração para a medida. Já a Netflix disse que a queda na qualidade de seus vídeos seria implementada por 30 dias. A União Europeia agora espera que as empresas de videogame sigam o exemplo. “Embora o streaming de vídeo represente a maior parte do tráfego residencial da Internet na Europa, os jogos interativos online são uma ameaça substancialmente maior em termos de sobrecarga da rede”, disse Emma Mohr-McClune, diretora de serviços técnicos da empresa GlobalData, que analisa o tráfego internacional de dados.

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  • Etc,  Série

    Séries médicas dos EUA doam equipamentos de suas produções para hospitais

    20 de março de 2020 /

    Mais três séries americanas sobre serviços de emergência e cotidiano hospitalar anunciaram as doações dos equipamentos médicos de suas produções para hospitais de verdade da América do Norte. “Grey’s Anatomy”, “Station 19” (ambas da mesma produtora, Shondaland) e “The Good Doctor”, todas exibidas pela rede ABC, juntaram-se à iniciativa de “The Resident”, da Fox, no auxílio à prevenção da pandemia de coronavírus. “Em ‘Station 19’, tivemos a sorte de ter cerca de 300 das cobiçadas máscaras N95 que doamos para nosso corpo de bombeiros local”, disse a showrunner Krista Vernoff em comunicado. “Eles ficaram tremendamente agradecidos. Em ‘Grey’s Anatomy’, temos um estoque de trajes e luvas que também estamos doando. Todos nós estamos muito gratos pelo trabalho e dedicação de nossos profissionais de saúde durante esse período incrivelmente difícil e, além dessas doações, estamos fazendo nossa parte para ajudá-los, ficando em casa”, completou. “The Good Doctor”, por sua vez, está doando o material de sua produção para hospitais de Vancouver, no Canadá, onde a série é gravada. A tendência foi inaugurada por “The Resident”, que doou seu equipamento para o Grady Memorial Hospital em Atlanta, cidade em que a série é produzida, sem fazer alarde. O fato só se tornou conhecido porque uma médica tirou fotos da entrega e publicou em seu Instagram na quarta-feira (18/3). A falta de suprimentos médicos adequados tornou-se uma crise à parte durante a pandemia de coronavírus. Apesar dos esforços para aumentar a capacidade de testes em pacientes com suspeita de infecção, alguns testes não foram realizados por que faltam suprimentos necessários, como cotonetes e equipamentos de proteção para os médicos.

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  • Filme

    Sonic, Dois Irmãos e outras estreias recentes têm lançamento online antecipado

    20 de março de 2020 /

    Os grandes estúdios de Hollywood estão antecipando todos os seus últimos lançamentos cinematográficos em tempo recorde para locação e/ou venda online. Sucessos infantis como “Sonic: O Filme”, da Sony, e “Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica”, da Disney, já serão disponibilizados nos próximos dias – respectivamente, em 31 de março e 3 de abril. A estratégia segue a iniciativa da Universal, que nesta sexta-feira (20/3) lançou “O Homem-Invisível”, “A Caçada” e “Emma” para locação nos EUA em serviços como iTunes, Google Play e YouTube Films. Estes títulos, porém, ainda não chegaram ao Brasil. Outros filmes que estavam em cartaz nos EUA quando os cinemas fecharam como precaução contra a pandemia de coronavírus, e chegarão em VOD a partir do próximo fim de semana incluem “Enquanto Estivermos Juntos”, “The Way Back”, “Magnatas do Crime”, “Aves de Rapina” e “Bloodshot”. Os três primeiros não tiveram estreia nacional. A medida derruba a janela tradicional de estreias. Geralmente, filmes demoram até 90 dias entre seu lançamento nos cinemas e a chegada para locação digital. Mas o fechamento dos cinemas precipitou o adiantamento das ofertas. O parque exibidor observa com preocupação, pois não tem como argumentar contra a iniciativa. Entretanto, dependendo dos resultados, a diminuição da janela pode se firmar e virar um tendência irreversível no mercado, após a superação da crise de saúde e da reabertura dos cinemas.

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  • Filme

    Suspenso pelo coronavírus, festival É Tudo Verdade disponibilizará 30 filmes online

    20 de março de 2020 /

    Assim como as estreias de cinema, teatro e os shows, festivais e grandes eventos também foram cancelados ou adiados no Brasil devido a pandemia de coronavírus. Entre eles está o maior festival de documentários do país, o É Tudo Verdade, que na semana que vem comemoraria 25 anos. Previsto para 26 de março, o É Tudo Verdade foi adiado para o final de setembro. Mas a data original será aproveitada para o lançamento de um mini-festival online, com diversos títulos da seleção deste ano disponibilizados na internet, numa parceria com Itaú Cultural, Spcine Play e Canal Brasil Play. Dos 83 longas, médias e curtas-metragens previstos para o evento, 30 poderão ser acessados pela internet entre 26 de março e 5 de abril, período em que o festival seria realizado. O Itaú Cultural, por exemplo, disponibiliza a série “A Herança da Coruja”, do francês Chris Marker, o ciclo A Situação Cinema, com cinco longas brasileiros sobre o setor audiovisual, e quatro obras (três longas e um curta) da mostra Os Primeiros Premiados, que relembra a primeira edição do festival. O Spcine Play vai abrigar a mostra As Diretoras no É Tudo Verdade, com dez longas dirigidos por mulheres, já exibidos em edições passadas do evento, além de oito títulos (três longas e cinco curtas) da seção Ano 1, que relembra a edição inaugural de 1996, e dois documentários sobre José Mojica Marins, o Zé do Caixão, morto no mês passado. Por fim, o Canal Brasil Play programa duas temporadas da série “Cineastas do Real”, que reúne 26 entrevistas com documentaristas brasileiros realizadas por Amir Labaki, fundador do É Tudo Verdade. O acesso a todos os conteúdos é gratuito.

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    Ancine dá prazos, mas não fundos contra a crise do audiovisual

    20 de março de 2020 /

    Um dia após anunciar sua primeira medida para o setor audiovisual em meio à pandemia de coronavírus – qual seja, obrigar que filmes e séries incluam bandeiras brasileiras! – a Ancine (Agência Nacional do Cinema) acordou para a realidade e emitiu uma portaria que leva em conta os efeitos da crise de saúde. Entre elas estão ações reivindicadas pelo setor, como a flexibilização de prazos para a execução de produções financiadas com dinheiro público. Publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (20/3), a nova portaria da Ancine suspende os prazos para a apresentação de prestação de contas de projetos audiovisuais que receberam recursos públicos, a realização de inspeções in loco e os prazos para o lançamento comercial de obras audiovisuais produzidas com recursos do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), já que as salas de cinema estão fechadas para evitar o contágio da covid-19. A agência também anunciou que as propostas poderão pedir a prorrogação de prazos para captação de recursos púbicos por leis de incentivo. Porém, a principal demanda de entidades do setor, que é a liberação imediata dos recursos do FSA de 2018 não foi contemplada. Em vez disso, transfere a responsabilidade de financiar o setor para o BNDES, sugerindo que o banco priorize o lançamento de novas linhas de crédito para o desenvolvimento da atividade audiovisual. Ou seja, a Ancine deu prazos, mas não fundos para enfrentar a crise do audiovisual, segmento que já sofria financeiramente com o governo de Jair Bolsonaro antes da pandemia. Desde que assumiu a presidência, Bolsonaro travou o setor com paralisação de verbas, extinção de apoios, vetos a projetos de incentivo, censura de conteúdo e muitas ameaças. Proveniente do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), a verba do setor referente à arrecadação de 2018 corresponde a mais de R$ 700 milhões e está completando aniversário de 15 meses parada, após ser cobrada por meio de taxação do setor audiovisual e não liberada por parte da Ancine. O valor arrecadado em 2019, por sua vez, nem sequer começou a ser mencionado. Mas é possível especular que a arrecadação do Condecine já tenha somado R$ 1,5 bilhão, montante “esquecido” nas contas do governo federal por burocracia, má vontade política ou coisa pior. “É um movimento importante que Ancine tenha se manifestado”, disse o diretor e produtor de cinema Flávio Tambellini para o jornal O Globo. “Porém, tem que ter uma série de medidas mais contundentes, de injeção de recursos, devido ao fato do audiovisual já estar em pane antes do coronavírus. E, agora, se a gente não tomar cuidado, vai ser um tiro fatal”.

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  • Etc

    Netflix pode reduzir qualidade do streaming no Brasil

    20 de março de 2020 /

    Após reduzir a qualidade de seu streaming na Europa, a Netflix pode fazer o mesmo no Brasil. A iniciativa visa evitar que o consumo de vídeo em HD torne a internet muito lenta e prejudique as conexões das demais pessoas. “Começamos com a Europa, dadas as preocupações relatadas pelo comissário [da União Europeia] sobre as redes europeias. Continuaremos a trabalhar com provedores de serviços de Internet e governos de todo o mundo e aplicaremos essas mudanças conforme necessário em outros lugares”, manifestou-se a empresa de streaming. Ao fazer transmissões com qualidade mais baixa, o uso de internet é menor, o que contribui para uma diminuição no uso de dados. Além da Netflix, o YouTube também diminuiu a qualidade de seus vídeos na Europa.

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  • TV

    Globo ameaça dispensar Stênio Garcia, que é socorrido por Gloria Perez

    20 de março de 2020 /

    Desesperado por perder seu contrato fixo na Globo ao entrar em quarentena como precaução contra a pandemia de coronavírus, o ator Stênio Garcia fez um apelo nas redes sociais para ser contratado para algum trabalho e assim evitar ficar desamparado durante o isolamento. Ele acabou atendido pela autora Gloria Perez, que o escalou para sua próxima novela das nove. Aos 88 anos, o ator tinha sido avisado de de que, se até 30 de março não fosse reservado por um autor ou diretor, teria seu contrato automaticamente rompido. Em um vídeo publicado nas redes sociais de sua esposa, Marilena Saade, Stênio explicou a situação: “Meu nome é Stênio Garcia. Tenho 88 anos e quase 70 anos de carreira. Estou na Globo com contrato de prazo indeterminado desde 1973. No dia 4 de março recebi um cartão vermelho e se eu não for escalado ou reservado até o dia 30 de março terei o meu contrato abruptamente interrompido”, disse o ator, que em seguida pediu que autores escrevessem um papel para ele em suas produções na emissora. “Devido ao coronavírus, não posso sair de casa. Então, eu peço que os autores e diretores da Rede Globo que me escalem, que me reservem até o dia 30 de março, para que eu possa continuar trabalhando. “Meu trabalho, como vocês sabem, é a minha vida. E eu dependo disso para me manter vivo. Muito obrigado”, finalizou o ator. Garcia foi pego de surpresa com a possibilidade de ficar desempregado. Ele estava gravando a série “Filhas de Eva” desde novembro, trabalho que acabou em fevereiro passado. Dias depois, recebeu o ultimato, afirmando que seu contrato de prazo indeterminado com a Globo corria risco de ser rompido. O ator precisou ser medicado, pois apresentou queda de pressão. Ele buscou contato com muitas pessoas, entre elas Gloria Perez. “Eu liguei para ela. Ela tem um projeto, que não é para este ano, é para o ano que vem e eu estarei nele. É certo”, contou o ator ao blog Notícias da TV, do UOL. “Trabalhei em todos os projetos da Gloria, e agora será mais um”, completa Garcia. Quando a pandemia por causa do coronavírus passar, os dois devem se encontrar para acertar detalhes. Com a situação resolvida, ele e sua esposa agora passam a quarentena da covid-19 no sítio do casal, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Meu trabalho é minha vida . Por causa do #coronavirus não posso sair em campo e por isso estou usando a rede social da minha mulher para me pronunciar e de forma digna me comunicar com todos autores e diretores que nesse momento possam criar um personagem para mim . Conto com todos vocês 🙏🏻 Uma publicação compartilhada por Marilene Saade (@mari_saade) em 17 de Mar, 2020 às 10:51 PDT

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  • Filme

    São Paulo e Rio assumem a frente da resposta cultural à crise do coronavírus no Brasil

    19 de março de 2020 /

    Os governos de São Paulo e Rio tomaram a frente das soluções para a indústria cultural, durante a crise gerada pela pandemia de coronavírus no Brasil. No mesmo dia em que a Ancine publicou a impressionante decisão urgente de obrigar filmes e séries com financiamento público a exibirem a bandeira nacional, as secretarias municipais de Cultura das duas maiores cidades brasileiras, bem como a secretaria estadual do governo de São Paulo, anunciaram medidas concretas. O secretário de Cultura Alê Youssef anunciou nesta quinta (19/3) a iniciativa Janelas de São Paulo, que envolve cerca de 8 mil artistas. Eles farão apresentações gravadas em suas casas, que serão pagas e divulgadas pela Prefeitura na internet. A proposta deve abranger criadores de diversas linguagens artísticas, inspiradas pelas cantorias nas janelas de cidades italianas durante a quarentena naquele país, assim como o surgimento de shows online organizados por artistas da música pop internacional. O material gravado pelos artistas ficará disponível nas páginas da prefeitura, nas redes sociais e também, provavelmente, na plataforma de streaming Spcine Play, mantida pelo município. O serviço, por sinal, liberou diversos filmes para serem vistos de graça pelo público, na terça passada (17/3). O projeto Janelas de São Paulo tem orçamento de R$ 10 milhões. Além disso, a secretaria paulistana destaca que outros R$ 93 milhões serão disponibilizados em forma de fomentos e programas que já estavam previstos antes do surto do vírus, e que tiveram os prazos estendidos, atendendo reivindicação do setor. Também para garantir renda, os contratos já assinados foram prorrogados. Mesmo as atividades que tiveram de ser adiadas serão pagas como acordado antes do coronavírus e reagendadas para entrega ou exibição após a crise. Já o governo do estado de São Paulo anunciou uma linha de crédito com 12 meses de carência para proteger empresas durante a crise provocada pela pandemia. Dos R$ 500 milhões anunciados, R$ 275 milhões são destinados exclusivamente para os setores de cultura e economia criativa, turismo e comércio, vistos como os mais impactados pela situação. Só para as áreas de cultura e economia criativa, que normalmente respondem por 3,9% do PIB do estado, a perda com a pandemia do coronavírus é estimada em R$ 34,5 bilhões pelo secretário Sérgio Sá Leitão. Outra ação anunciada é o programa Cultura em Casa, que está reunindo, em um site, links para conteúdo cultural que o público pode ver em casa para se entreter. Aos poucos, a lista deve engordar com opções de todas as entidades culturais ligadas ao governo. No Rio, o secretário municipal de Cultura, Adolfo Konder, informou que a pasta vai adiantar o processo de seleção dos editais dos Pontos de Cultura e da Música para Lonas, Arenas e Areninhas. Sarão dez pontos de cultura financiados com R$ 70 mil, e um Pontão de Cultura, que receberá R$ 300 mil. Os projetos de música selecionados receberão R$ 30 mil cada. Assim como na cidade de São Paulo, a proposta é que cada projeto selecionado receba os recursos o quanto antes, independentemente do processo de realização. Konder também informou que está fazendo estudo orçamentário para viabilizar financiamentos de ações e projetos em plataformas online voltados para pequenos produtores e artistas de rua. O projeto Janelas de São Paulo pode servir de exemplo para a iniciativa carioca.

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    Em meio à quebradeira do audiovisual, Ancine passa a exigir bandeiras brasileiras em filmes

    19 de março de 2020 /

    O audiovisual brasileiro, que já estava em crise devido à falta de ações do governo Bolsonaro, teme a maior quebradeira de todos os tempos no setor. E a Ancine parece não se importar. As principais entidades representantes do audiovisual brasileiro se reuniram em meio à crise causada pela pandemia coronavírus, para protocolar um ofício às autoridades pedindo medidas emergenciais de socorro. O documento enfatiza que a interrupção da produção audiovisual no país pode levar centenas de milhares de trabalhadores da área (artistas, produtores e técnicos) a entrar em situação de vulnerabilidade social e econômica. O texto é endereçado ao Congresso, aos ministérios da Economia e do Turismo, à secretaria Especial da Cultura e à Ancine (a a Agência Nacional do Cinema), entre outros. As entidades clamam por medidas de contenção de danos e de reativação do setor que só dependem de botar em prática ações previstas desde 2018, mas que ainda não ocorreram, levando a uma paralisação do setor antes mesmo da pandemia de covid-19. Desde que Jair Bolsonaro assumiu a presidência, nenhum dinheiro foi liberado para novos projetos do audiovisual brasileiro, criando uma situação ainda mais grave para os profissionais desse segmento – que gera mais de 300 mil empregos diretos e indiretos. “É notório saber que a paralisação imposta ao setor já gerou danos imensos ao longo dos meses. Agora estamos em calamidade”, afirmou Cíntia Domit Bittar, diretora da Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro (API). Entre as medidas pedidas, está a liberação imediata dos recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) de 2018 para projetos já contratados — recursos esses que já estão disponíveis, mas travados. Pedem também que a Ancine prorrogue por no mínimo 12 meses todos os prazos para a execução dos projetos contemplados com dinheiro público. Ao mesmo tempo, a Ancine publicou uma nova medida nesta quinta-feira (19/3) no Diário Oficial da União, que acabou soando como deboche. Decisão de reunião da diretoria colegiada tornou obrigatória a inclusão da bandeira do Brasil em projetos audiovisuais financiados com dinheiro público. A não aplicação das novas disposições da norma será “considerada contravenção sujeita à multa”, de acordo com o texto. Nenhuma medida de emergência para salvar a indústria cinematográfica brasileira foi anunciada, provavelmente sob orientação do governo que, até a semana passada, considerava a pandemia de coronavírus uma “histeria” exagerada pela mídia alarmista. Em comunicado, a Ancine informou que ainda “estuda a adoção de medidas de caráter geral”. Mas “desde logo enfatiza que todos os casos serão analisados individualmente, inclusive para efeito de uma eventual suspensão de prazos ou afastamento de responsabilidade”. Proveniente do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), a verba do setor correspondia a mais de R$ 700 milhões em 2018 e está completando aniversário de 15 meses parada, após ser cobrada por meio de taxação do setor audiovisual e não liberada por parte da Ancine. O valor arrecadado em 2019, por sua vez, nem sequer começou a ser mencionado.

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    Brasileirinhas continua fazendo vídeos e multiplicando assinantes em quarentena

    19 de março de 2020 /

    A produtora de vídeos pornô Brasileirinhas continua trabalhando em clima de quarentena. E a situação de confinamento que começa a ser instaurada no Brasil levou à duas altas consecutivas no número de novas assinaturas no site oficial da empresa. “O boom foi na terça-feira, quando a alta foi de 70% em relação à semana passada. Normalmente, a gente recebe cerca de 300 novas assinaturas por dia. Na terça, foram mais de 600 e, na quarta, cerca de 500”, disse o CEO da empresa, Clayton Nunes, para o jornal O Globo. Mas isso ainda não reverberou na audiência, segundo Clayton. Por ora, as pessoas estão mais interessadas em garantir o acesso ao conteúdo, já que o site não oferece nada gratuitamente, além de trailers. O empresário confirmou que novos vídeos continuam a ser produzidos na casa ocupada pela Brasileirinhas, na região nobre de Granja Viana, em São Paulo. “Os atores que apresentam qualquer sinal de gripe são dispensados, como já fizemos com dois deles. No estúdio, trabalham dois cinegrafistas, dois editores, um diretor e os atores”, ele contou. “Também estamos tomando cuidados, como o uso de álcool gel”. Outros empreendedores do gênero preferiram abrir mão de maiores lucros durante a quarentena mundial. Na semana passada, por exemplo, o Pornhub, maior portal de vídeos pornôs dos EUA, anunciou a liberação de assinaturas premium para consumidores que vivem na Itália.

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    Indira Varma testa positivo para coronavírus

    19 de março de 2020 /

    A atriz Indira Varma, que viveu Ellaria Sand em “Game of Thrones”, revelou ter sido diagnosticada com coronavírus. “Estou na cama com isso e não é legal. Mantenha-se seguro e saudável e seja gentil com as pessoas”, ela escreveu no Instagram, junto com imagens dos ensaios da peça “A Gaivota”, de Anton Chekhov, que estrelaria em Londres ao lado da colega Emilia Clarke (Daenerys Targaryen em “Game of Thrones”). A peça suspendeu sua estreia como precaução contra a pandemia. “Tão triste que o nosso e tantos outros espetáculos ao redor do mundo tenham apagado as luzes, afetados pela pandemia da covid-19. Esperamos voltar em breve e convocamos todos vocês (e o governo) a nos apoiar quando o fizermos”, escreveu Varma em seu post. Ver essa foto no Instagram So sad our and so many other shows around the world have gone dark affected by the Covid-19 pandemic. We hope to be back soon and urge you all (and the govt) to support us when we do. Phoenix/ Seagull rising from the ashes. I’m in bed with it and it’s not nice. Stay safe and healthy and be kind to your fellow people.❤️💜❤️ Uma publicação compartilhada por Indira (@indypindy9) em 17 de Mar, 2020 às 11:42 PDT

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