Bill Murray é confirmado em Caça Fantasmas: Mais Além
O ator Bill Murray teve sua participação confirmada no elenco de “Caça Fantasmas: Mais Além”, filme que vai retomar a franquia iniciada nos anos 1980. A notícia já circulava há meses e o jornalista que assinou a notícia, publicada na quinta-feira (23/1) pela revista Vanity Fair, encontrou-se com o ator em pleno cenário da produção… em setembro passado. A publicação confirmou que não apenas Murray, mas também Dan Aykroyd e Ernie Hudson reprisarão seus papéis como Peter Venkman, Ray Stantz e Winston Zeddemore, respectivamente. Além dos Caça-Fantasmas originais, Anne Potts, que vivia a recepcionista Janine Melnitz, e Sigourney Weaver, que interpretou a femme fatale Dana Barrett, também participam da produção. E o filme ainda vai homenagear Harold Ramis, intérprete de Egon Spengler, falecido em 2014. “Bem, estamos com um homem a menos. Esse é o negócio”, disse Murray para a Vanity Fair. “Isso faz parte da história que estamos contando, é a história que eles escreveram”, acrescentou. Segundo ele, cada ator sobrevivente do quarteto original “tem um papel significativo no filme, mas não serão os heróis centrais dessa vez”. Ele ainda elogiou o roteiro: “É bom”, comentou. “Tem muita emoção nisso. Tem muita família nele, com frases que são realmente interessantes. Vai dar certo”, finalizou. O filme é dirigido por Jason Reitman, que é filho do cineasta Ivan Reitman, responsável pelos dois primeiros filmes dos Caça-Fantasmas, e a família citada por Murry é formada por Carrie Coon (“The Leftovers”), Mckenna Grace (“Annabelle 3: De Volta para Casa”) e Finn Wolfhard (“Stranger Things”). O elenco se completa com Paul Rudd (“Homem-Formiga”), que vive um professor das crianças. Nenhum dos integrantes da produção quis confirmar explicitamente a relação entre os novos personagens e a história original, mas os fãs já notaram, nos trailers, a grande semelhança entre Phoebe (personagem de Mckenna Grace), e um certo cientista cujos óculos ela descobre em sua casa nova, em meio a macacões velhos e empoeirados dos Caça-Fantasmas, um dos eles com o nome Spengler. Reitman disse que Phoebe foi a razão de querer fazer o filme. “Antes que eu soubesse que poderia fazer um filme dos ‘Caça-Fantasmas’, a imagem de uma menina de 12 anos carregando uma mochila de prótons surgiu na minha cabeça e simplesmente não saiu. Eventualmente, eu descobri quem ela era”, disse o diretor. “Fiquei maravilhado com a ideia de como seria encontrar um pacote de prótons no porão da casa de seus avós. O que essa descoberta revelaria sobre quem você é e que aventuras permitiram seguir?” A ideia, segundo a Vanity Fair, é similar ao desenvolvimento de “Star Wars: O Despertar da Força”, em que a velha guarda passou sua espada-laser – ou, no caso, mochila de prótons – para a nova geração.
Novo clipe de Billie Eilish celebra a parceria com seu irmão
A cantora Billie Eilish divulgou um novo clipe, que, pela quinta vez, ela própria dirigiu. A narrativa de “Everything I Wanted” foi inspirada no irmão da cantora, Finneas, que também é seu parceiro musical. O vídeo abre com uma mensagem de Billie: “Finneas é o meu irmão e meu melhor amigo. Independentemente da situação, estaremos sempre apoiando um ao outro”. E materializa essa cumplicidade de forma mórbida, com a participação do próprio Finneas ao lado da irmã num carro, sentado no banco de passageiro, enquanto o veículo acelera numa praia, mar adentro, até ser totalmente coberto pela água. Sob o mar, os dois seguem serenos, dão as mãos e sorriem, num aparente pacto de suicídio. O single é a primeira composição de Billie e Finneas desde o álbum “When We All Fall Asleep, Where Do We Go?”, lançado em março de 2019. A artista de apenas 18 anos gravou o disco no quarto do irmão e teve seis indicações ao Grammy, incluindo Melhor Álbum, Gravação, Revelação e Música do ano. A premiação acontece no domingo (26/1), em Los Angeles.
Produção da série de Obi-Wan Kenobi é paralisada
A Disney e a Lucasfilm paralisaram o desenvolvimento da nova série do universo “Star Wars” centrada no personagem Obi-Wan Kenobi. Segundo apurou o site The Hollywood Reporter, os roteiros não agradaram. Fontes ouvidas pelo site alegam que os roteiros escritos por Hossein Amini (criador de “McMafia”) foram considerados problemáticos pelos produtores, que decidiram interromper a produção da série, enquanto buscam opções no mercado para encontrar uma nova narrativa. A Lucasfilm, responsável pelas produções de “Star Wars”, está em busca de um novo roteirista para começar tudo do zero. Embora a empresa não comente a informação, as mesma fontes citadas pelo THR enfatizam que o protagonista Ewan McGregor (Obi Wan na trilogia do começo do século) e a diretora Deborah Chow (“The Mandalorian”) seguem ligados ao projeto. A produção continua a ser considerada importante para a estratégia da plataforma Disney+ (Disney Plus), apesar de diversos boatos terem surgido, na semana passada, sobre seu cancelamento.
Rosalía lança clipe com participação de ator da série Elite
A cantora espanhola Rosalía lançou o clipe da música “Juro Qué”, que conta com a participação do ator Omar Ayuso, conhecido pelo papel de Omar na série “Elite”, da Netflix. Na trama do clipe, Rosalía vive uma mulher de bandido, que jura vai esperar pelo amante preso, enquanto ele cumpre sua pena. Ayuso interpreta seu amor aprisionado. Mas longe de trazer cenas de realismo prisional, o vídeo estiliza esse relacionamento, colocando uma divisória de vidro entre o quarto colorido da cantora e uma sala azulada de prisão. A direção é de Tanu Muino, que recentemente assinou o clipe de “Small Talk” (aquele dos cachorros), de Katy Perry. O colorido sempre marcou os trabalhos de Rosalía, assim como sua inspiração na música flamenca. “Juro Qué” torna isso ainda mais evidente – desta vez, com um pé no fado. Um detalhe curioso é que a música parece aludir ao disco “El Mal Querer”, lançado há 446 dias. A letra diz que seu amante está preso há mais de 400 dias. “Juro Qué” é o primeiro single inédito da cantora desde o lançamento do álbum em 2018. Rosalía está concorrendo como Revelação e Melhor Artista Latina do ano no Emmy 2020, principal premiação da indústria musical dos EUA, que vai acontecer no domingo (26/1), em Los Angeles. E vale lembrar que ela também fez uma pequena aparição no filme “Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar, que concorre ao Oscar na categoria de Melhor Filme Internacional.
Annabella Sciorra revela detalhes da violência de Harvey Weinstein em julgamento
A atriz Annabella Sciorra descreveu nesta quinta-feira (23/1), durante seu testemunho no julgamento de Harvey Weinstein, em Nova York, detalhes do estupro violento que sofreu do produtor de cinema. Segundo a atriz, ela foi imobilizada e forçada a ter relações sexuais com Weinstein. “Ele teve relações sexuais comigo enquanto eu tentava lutar, até que eu não pude mais lutar porque ele prendeu minhas mãos”, disse ao júri. Sciorra contou que Weinstein lhe deu carona e forçou sua entrada no apartamento dela em 1993. “Ele continuou vindo para cima de mim e eu me senti muito dominada porque ele era muito grande”, contou. “Ele me levou para o quarto e me empurrou na cama. Eu não posso te dizer exatamente quando suas calças caíram ou exatamente o que aconteceu. Eu não acho que a camisa dele já tenha saído completamente… Enquanto eu tentava tirá-lo de cima de mim – eu estava dando um soco nele, eu estava chutando ele – e ele pegou minhas mãos e as colocou sobre minha cabeça, ele colocou minhas mãos sobre minha cabeça para prendê-las e me imobilizar, e ele subiu em cima de mim e me estuprou”. A promotora-adjunta Meghan Hast explicou que Sciorra ficou em choque e com muito medo de chamar a polícia. “Ele a deixou física e emocionalmente arrasada, desmaiada no chão”, contou a procuradora. Esta história só veio à tona recentemente, quando a atriz aceitou abordar a violência sofrida em outubro de 2017, numa reportagem do jornalista Ronan Farrow para a revista The New Yorker. Poucos dias antes, o jornal The New York Times tinha publicado o primeiro artigo sobre as dezenas de assédios e abusos cometidos impunemente por Weinstein em quase quatro décadas. Desde a publicação dessas denúncias, mais de 80 mulheres acusaram Weinstein por assédio, agressão sexual ou estupro, dando origem ao movimento #MeToo. No entanto, a maioria dos crimes prescreveu e Weinstein está julgado por supostos ataques recentes contra duas mulheres, Mimi Haleyi e Jessica Mann. Embora não possa ser julgado pelo estupro de Sciorra, a atriz foi convidada a dar seu depoimento para ajudar a acusação a estabelecer que Weinstein é um predador em série. O produtor de 67 anos se declarou inocente das acusações. Ele alega que todos os seus encontros sexuais com mulheres foram consensuais. Durante o depoimento de Sciorra, as atrizes Ellen Barkin, Mira Sorvino e Rosanna Arquette enviaram mensagens de apoio para a colega, via Twitter. Barkin chegou a ir ao tribunal.
Novo documentário de Karim Aïnouz é selecionado para o Festival de Berlim
O documentário “Nardjes A.”, novo trabalho do diretor Karim Aïnouz (“A Vida Invisível”), foi selecionado pela organização do Festival de Berlim. O longa, que acompanha a argelina Nardjes durante um protesto pacífico em seu país, foi selecionado para a mostra Panorama do evento, que acontece entre 20 de fevereiro e 1º de março. Diz a sinopse: “Argélia, fevereiro de 2019. Um levante pacifista popular irrompe contra a candidatura do presidente Bouteflika para um quinto mandato, culminando em uma revolução. Nardjes, uma jovem argelina, participa do movimento para expressar a esperança de seu povo. Filmado em 8 de março de 2019, Dia Internacional da Mulher, o filme traça um retrato da ativista no momento em que ela se junta a milhares de manifestantes nas ruas de Argel, em luta para derrubar um regime que os silenciou por décadas. Nós a seguimos, enquanto seu país inteiro indicava estar caminhando para um futuro melhor.” Aïnouz já participou do Festival de Berlim com o documentário “Aeroporto Central” (2018) e o drama “Praia do Futuro” (2014), e no ano passado venceu a mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes, com “A Vida Invisível”, também selecionado pelo Brasil para disputar indicação ao Oscar. “Nardjes A.” foi rodado em sua primeira visita à Argélia, terra natal de seu pai. Em comunicado, o diretor afirmou que sua intensão foi criar um filme “ousado, alto, barulhento, rápido e voraz, como as manifestações foram e continuam sendo”, mas com foco mais pessoal, através da perspectiva de um dia na vida de Nardjes. A obra ainda não tem previsão de estreia no Brasil. Além do filme de Karim Aïnouz, a mostra Panorama também vai exibir mais dois longas de cineastas brasileiros: a ficção “Cidade Pássaro”, de Matias Mariani, que acompanha um músico da Nigéria que viaja a São Paulo em busca do irmão, e o documentário “O Reflexo do Lago”, de Fernando Segtowick, sobre a vida de uma comunidade sem energia elétrica, localizado ao lado da maior usina hidrelétrica na Amazônia.
Meninas Malvadas vai ganhar remake musical
“Meninas Malvadas” vai ganhar remake, desta vez como musical. A comediante Tina Fey, que escreveu o longa original de 2004, anunciou a novidade nesta quinta (23/1), revelando que fará uma adaptação da adaptação do filme. E não se trata de uma repetição errada de palavras. A comédia inspirou um espetáculo da Broadway que, por sua vez, é o que inspira o novo filme. Esse tipo de reciclagem não é novidade em Hollywood, que não precisa de muita justificativa para produzir refilmagens. Outros exemplos de filmes que viraram musicais e depois filmes musicais são “Os Produtores” e “Hairspray”. No caso de “Meninas Malvadas”, os roteiros de todas as versões são assinados por Tina Fey, que também apareceu no primeiro filme como professora das adolescentes terríveis retratadas. “Estou muito empolgado em trazer ‘Meninas Malvadas’ de volta às telas”, ela disse em comunicado. “Foi incrivelmente gratificante ver o quanto o filme e o musical significaram para o público. Já passei 16 anos com esses personagens. Eles são o meu Universo Marvel e eu os amo muito”, ressaltou. O filme gerou um culto tão grande que é celebrado anualmente em todo o 3 de outubro, devido a uma cena famosa da produção. A data é a primeira coisa que Aaron (Jonathan Bennett) pergunta a Cady (Lindsay Lohan) na história. Para quem não lembra, a trama acompanhava a chegada da novata Cady a um colégio novo, onde descobre a existência de diversas tribos e acaba oscilando entre “as pessoas mais legais que você pode encontrar”, que era a turma de Janis (Lizzy Caplan), e “as piores”, também conhecidas como Plastics, lideradas por Regina George, o papel que lançou a carreira de Rachel McAdams. A Paramount, que produziu o filme original, continua como estúdio da nova versão. Mas ainda não divulgou cronograma de filmagens ou previsão de estreia para essa versão da versão.
Rosario Dawson vai estrelar série baseada em quadrinhos da DC Comics
A atriz Rosario Dawson (“Zumbilândia: Atire Duas Vezes”) vai estrelar mais uma série baseada em quadrinhos. Ela entrou no elenco de “DMZ”, atração desenvolvida para a plataforma HBO Max pela cineasta Ava DuVernay (“Olhos que Condenam”). Lançados no Brasil como “ZDM – Terra de Ninguém”, os quadrinhos de Brian Wood e Riccardo Burchielli foram publicados pela Vertigo, antiga linha adulta da DC Comics. A trama se passa num futuro próximo, após uma guerra civil abalar os Estados Unidos e Manhattan virar uma zona desmilitarizada (daí o título, cuja sigla significa exatamente zona desmilitarizada, em inglês) e sem lei, isolada do resto do mundo, e acompanha um estagiário que se torna um dos poucos jornalistas vivos da região, além das pessoas com quem cria vínculos, como uma ex-estudante de medicina e uma jornalista rival, em meio a conflitos de gangues pelo controle da região. A premissa tem vários pontos em comum com a história clássica de “Fuga de Nova York” (1981), de John Carpenter. A adaptação está a cargo do roteirista Robert Patino (“Westworld”, “Sons of Anarchy”), que dividirá a produção com DuVernay. Rosario Dawson especializou-se em estrelar produções baseadas em quadrinhos. Não apenas por seu proeminente papel nas séries da Marvel exibidas pela Netflix, em que apareceu como Claire Temple, mas também por filmes como “MiB: Homens de Preto II” e “Sin City”. Além disso, ela tem uma forte relação com a DC Comics, tendo dublado as heroínas Batgirl em “LEGO Batman” e a Mulher-Maravilha em diversas animações, incluindo a recente “Mulher-Maravilha: Linhagem de Sangue”. A série também será o segundo projeto de DuVernay envolvendo quadrinhos da DC Comics. Ela está à frente do filme baseado nos “Novos Deuses”, personagens clássicos de Jack Kirby dos anos 1970, que ainda está em fase de roteiro. Não há previsão para a estreia para “DMZ”. Já a HBO Max será inaugurada em maio nos EUA e, por enquanto, não tem expectativa de chegar no Brasil.
Channing Tatum negocia estrelar musical da Disney
O ator Channing Tatum está negociando estrelar “Bob the Musical”, comédia da Disney que já ganhou inúmeros roteiros, escritos por, entre outros, Allan Loeb (“O Espaço entre Nós”), Michael Chabon (“Homem-Aranha 2”), Mike Bender (“Não é Mais um Besteirol Americano”) e John August (“Frankenweenie”). Conhecido por seus papéis nas franquias “Anjos da Lei” e “Magic Mike”, o ator também negocia se tornar um dos produtores do filme. “Bob the Musical” circula nos corredores da Disney desde 2004, e já teve até Tom Cruise cotado para viver o protagonista. Na trama, Bob é um homem comum que, após sofrer uma pancada na cabeça, passa a escutar a música do coração das pessoas e, para seu desespero, vê sua realidade se transformar em um musical. Graças à demora em tirar o projeto do papel, sua originalidade foi perdida diante de ideias similares, como a comédia “Megarrromântico” (2019) e a série “Zoey’s Extraordinary Playlist” (2020). O filme ainda não tem diretor definido e nem previsão de estreia.
Andy Serkis será homenageado pela Academia Britânica no BAFTA Awards 2020
A Academia Britânica de Artes do Cinema e da Televisão anunciou uma homenagem ao ator Andy Serkis, com um troféu especial para sua carreira, que será entregue durante a cerimônia dos BAFTA Awards de 2020. A premiação dos melhores artistas e filmes do ano está marcada para 2 de fevereiro em Londres, no Reino Unido. Serkis é mais conhecido por suas performances de captura de movimento em personagens icônicos como Gollum na trilogia “O Senhor dos Anéis”, Cesar na trilogia “Planeta dos Macacos” e o Lider Supremo Snoke na atual trilogia “Star Wars”. Mas ele também é diretor de cinema, tendo assinado o drama “Uma Razão Para Viver” (2017), a fantasia “Mogli: Entre Dois Mundos” (2019) e está atualmente trabalhando em “Venom 2”. Como ator, ainda tem vários trabalhos sem performance digital, como os papéis de Ian Dury na cinebiografia do cantor, “Sex & Drugs & Rock & Roll” (2010), do vilão Ulysses Klaue em “Pantera Negra” e do mordomo Alfred no vindouro filme “The Batman”, previsto para 2021. “Estamos empolgados em anunciar que Andy Serkis está se juntando a grandes como Angela Allen e Ridley Scott como vencedor do Prêmio por Excepcional Contribuição ao Cinema Britânico no BAFTA de 2020”, comunicou a Academia por meio de suas redes sociais. We're excited to announce @AndySerkis is joining the likes of Angela Allen and Ridley Scott as the recipient of the Outstanding British Contribution to Cinema Award at the 2020 #EEBAFTAs on 2nd February. pic.twitter.com/g89RTJ2UYG — BAFTA (@BAFTA) January 23, 2020
Matt Damon vai repetir parceria com diretor de Ford vs. Ferrari em filme policial
Matt Damon vai reprisar a parceria com o diretor James Mangold, após o bem-sucedido filme “Ford vs. Ferrari”. O ator vai estrelar “The Force”, no papel do chefe de uma equipe de elite da polícia de Nova York, envolvida num escândalo de corrupção. A trama é uma adaptação do best-seller homônimo de Don Winslow (autor de “Selvagens”) e o primeiro roteiro foi elaborado pelo dramaturgo David Mamet (criador da série “The Unit”). Entretanto, Mangold está desenvolvendo uma nova abordagem com o roteirista Scott Frank. Os dois também já trabalharam juntos anteriormente: no excelente “Logan”. O longa está sendo desenvolvido na 20th Century Studios, novo nome da divisão da Disney anteriormente conhecida como 20th Century Fox – que lançou os citados “Ford vs. Ferrari” e “Logan”. Um dos produtores executivos é o cineasta Ridley Scott, que ainda dirigiu Damon em “Perdido em Marte”. “The Force” não tem previsão de estreia. Mas “Ford vs Ferrari” ainda pode ser visto nos cinemas. O drama de carros de corrida concorre a quatro Oscars.
Marianne: Netflix cancela sua melhor série de terror
A Netflix anunciou o cancelamento de “Marianne”, produção francesa considerada a melhor série de terror de 2019 pela Pipoca Moderna, além de ter sido elogiada por Stephen King e contar com 93% de aprovação no Rotten Tomatoes. O anúncio foi feito pelo criador da série, Samuel Bodin, em seu Instagram. Ele escreveu e dirigiu todos os oito episódios da 1ª e única temporada, que acompanhou Emma (Victoire Du Bois), uma escritora de terror que passa a ser assombrada por seu passado e por suas criações. O cancelamento causou uma profusão de protestos nas redes sociais. Mas não chega a surpreender. A plataforma praticamente não divulgou “Marianne”. A atração teve apenas um trailer disponibilizado no Brasil – e nada mais – , em contraste com a atenção seletiva que a plataforma dedica a outras atrações. Ver essa foto no Instagram There won’t be a second season for MARIANNE. We are very sorry and sad about that. But we will see you in other stories… Uma publicação compartilhada por Samuel Bodin (@samuel.bodin) em 17 de Jan, 2020 às 2:33 PST
John Karlen (1933 – 2020)
O ator John Karlen, vencedor do Emmy por seu trabalho na série clássica “Cagney & Lacey”, morreu na quarta-feira (22/1) de insuficiência cardíaca, aos 86 anos. Após servir na Guerra da Coréia, Karlen estudou Artes Dramáticas em Nova York e passou a intercalar participações em séries de TV, como “Cidade Nua” e “O Falcão”, enquanto fazia sua estreia na Broadway, dirigido pelo lendário Elia Kazan na montagem de 1960 de “Doce Pássaro da Juventude”. Vieram várias outras peças de prestígio, mas sua carreira televisiva acabou ganhando primazia em decorrência de seu primeiro papel fixo em 1967, como um dos protagonistas da novela gótica “Dark Shadows” – também conhecida como “Sombras da Noite” e “Sombras Tenebrosas”. Karlen foi uma contratação de emergência da rede ABC para substituir James Hall, que tinha sido demitido após cinco episódios da produção. Sem maior preparação, ele assumiu o papel de Willie Loomis, um forasteiro recém-chegado à cidade de Collinsport que, inadvertidamente, ao invadir o mausoléu da família Collins, torna-se responsável por libertar o vampiro Barnabas Collins (Jonathan Frid). Como recompensa, é atacado, tem seu sangue sugado e se torna o principal servo da criatura, que havia passado os últimos 200 anos em um caixão. Ele permaneceu na novela até sua conclusão em 1971, aparecendo em 179 episódios, e ainda viveu Loomis no longa de 1970, “Nas Sombras da Noite”, além de um novo papel no filme seguinte da franquia, “Maldição das Sombras” (1971). Sua filmografia se tornou ainda mais gótica por conta de sua presença num dos filmes de vampiros mais famosos da década, a produção franco-alemã “Escravas do Desejo” (1971), como parte de um casal que chama atenção de vampiras lésbicas. Essa associação com o terror lhe rendeu participações em telefilmes e séries fantásticas, como “Galeria do Terror”, “O Sexto Sentido”, a versão televisiva de 1973 de “O Retrato de Dorian Gray” e o cultuado “Trilogia de Terror” (1975). Mesmo assim, Karlen não acabou estigmatizado, atuando também em romances populares, como os filmes “Dinheiro do Céu” (1981) e “Adeus à Inocência” (1984). E o motivo de não ter ficado marcado como astro de terror foi seu segundo papel fixo televisivo. Em 1981, Karlen foi escalado como Harvey Lacey, o marido da detetive Mary Beth Lacey (Tyne Daly) na série “Cagney & Lacey”. A primeira atração policial feminista da TV americana acompanhava duas detetives em investigações criminais semanais. E enquanto Lacey resolvia crimes ao lado da parceira Christine Cagney (Sharon Gless), seu marido ficava em casa cuidando dos filhos. O papel de marido progressista rendeu três indicações seguidas ao Emmy para Karlen, que acabou conquistando o troféu de Melhor Ator Coadjuvante da TV americana em 1986. “Ainda estava procurando como pagar aluguel quando essa série apareceu”, contou Karlen em uma entrevista de 1987 ao Chicago Tribune. “O segredo de Harvey Lacey é que ele é querido. Harvey pode ter pouco espaço nas tramas, mas isso não me incomoda. Contanto que eu consiga minhas duas ou três cenas, estou feliz. E é um dinheiro excelente por pouco trabalho. Não é um desgaste. Acabo conseguindo dar sempre o meu melhor”. Após 124 capítulos e o fim da série em 1988, Karlen ainda voltou a viver Harvey em quatro telefilmes de “Cagney & Lacey”, até 1996. “Cagney & Lacey: True Convictions”, daquele ano, foi sua despedida da TV. Outros papéis de destaque de sua carreira incluem arcos em “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues), como um suspeito chamado – referencialmente – de Loomis, e em “Louco por Você” (Mad About You), na pele do pai da personagem de Helen Hunt.











