Continuação de Para Todos os Garotos que Já Amei ganha trailer romântico legendado
A Netflix divulgou o trailer legendado da continuação de “Para Todos os Garotos que já Amei”, que também é estrelada por Lana Condor e Noah Centineo. A prévia explora o romance do casal, mas também introduz um segundo destinatário das cartas do primeiro filme, transformando a história de amor num possível triângulo. A adaptação do best-seller juvenil “Para Todos os Garotos que Já Amei” foi originalmente produzido para o cinema pela Awesomeness, uma divisão da Paramount, que acabou vendendo seus direitos para a Netflix numa negociação envolvendo vários projetos. A história sobre a garota tímida que escreve cartas secretas para seus crushes sem intenção de enviá-las, e que é obrigada a lidar com a situação quando as cartas vão parar no correio, tornou-se um dos maiores sucessos da plataforma. No novo longa, Lara Jean (Condor) e Peter (Centineo) não fingem mais ser um casal, eles são um casal. Mas quando John Ambrose (Jordan Fisher), um outro recipiente de uma das cartas de Lara Jean, entra em sua vida novamente, ela precisa confiar nela mesma para enfrentar seu primeiro dilema real: será que ela pode amar dois garotos ao mesmo tempo? Intitulada “Para Todos os Garotos: P.S. Eu Ainda Amo Você”, a sequência vai estrear no serviço de streaming no dia 12 de fevereiro de 2020. Entretanto, este não será o fim da história. A Netflix já confirmou a produção de um terceiro filme baseado nos livros de Janny Han. “Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre, Lara Jean” ainda não tem previsão de lançamento, mas já começou a ser rodado. Os três filmes vão contar toda a trilogia literária assinada por Jenny Han.
A Mulher na Janela: Trailer legendado mostra Amy Adams em suspense hitchcockiano
A Fox divulgou o primeiro trailer legendado de “A Mulher na Janela”, adaptação do best-seller de A.J. Finn, com Amy Adams (“Liga da Justiça”) no papel principal. Trata-se de um suspense hitchcockiano, que combina “Janela Indiscreta” (1954) e “Um Corpo que Cai” (1958). Como não é a primeira vez que um filme junta as duas tramas, “Dublê de Corpo” (1984), de Brian De Palma, é outra inspiração óbvia. Adams vive Anna Fox, uma psicóloga infantil que mora sozinha em Nova York. Ela sofre de fobia por espaços públicos e locais abertos, e passa os dias em casa assistindo filmes e interagindo com as pessoas apenas pela internet. Mas um dia permite que sua vizinha (Julianne Moore, de “Kingsman: O Círculo Dourado”) a visite, descobrindo que ela sofre nas mãos do marido (Gary Oldman, de “O Destino de uma Nação”). Pouco depois, testemunha uma agressão pela janela, mas o que viu é refutado por fatos, que a levam a questionar se foi verdade ou se imaginou tudo, devido a seus remédios. O elenco ainda inclui Anthony Mackie (“Vingadores: Ultimato”), Wyatt Russell (“Operação Overlord”), Brian Tyree Henry (“Brinquedo Assassino”) e Jennifer Jason Leigh (“Os 8 Odiados”). O filme foi originalmente desenvolvida pelo estúdio Fox 2000, fechado pela Disney neste ano, tem roteiro de Tracy Letts (“Álbum de Família”) e direção de Joe Wright (“O Destino de uma Nação”). A estreia está marcada para 14 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Tenet: Novo thriller de Chritopher Nolan ganha fotos, pôster e primeiro trailer legendado
A Warner divulgou os primeiros pôster, fotos e trailer legendado de “Tenet”, o novo e misterioso thriller de Christopher Nolan (“Interestelar”). E, curiosamente, a prévia começa com uma premissa similar a de “Esquadrão 6”, com o protagonista ingressando numa equipe secreta após ser considerado morto. Não há muitas explicações, além do genérico “tentar impedir a 3ª Guerra Mundial” dos filmes de James Bond. Mas lá pelo final do vídeo, carros começam a capotar de trás pra frente e tiros acertam vidros antes de serem disparados, numa espécie de “efeito rewind”, que questiona a linearidade do tempo e lembra que o diretor responsável é o mesmo de “A Origem”. O vídeo também apresenta o ótimo elenco da produção, encabeçado por John David Washington (“Infiltrado na Klan”), cuja experiência de vida pós-morte serve de guia para a narrativa do trailer. As demais estrelas são Robert Pattinson (“Bom Comportamento”), Elizabeth Debicki (“As Viúvas”), Clémence Poésy (“The Tunnel”), Martin Donovan (“Big Little Lies”), Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”) e Dimple Kapadia (“Confinados”), atriz veterana de Bollywood em seu primeiro grande papel em Hollywood, sem esquecer de dois velhos conhecidos dos filmes de Nolan, Michael Caine (trilogia “Batman”) e Kenneth Branagh (“Dunkirk”). Rodado em sete países com câmeras IMAX e filme analógico de 70mm, “Tenet” estreia em 23 de julho no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos.
Piores de 2019: Rambo, Cats e X-Men entram na lista da Hollywood Reporter
Os críticos da revista The Hollywood Reporter se juntaram para escolher os 10 piores filmes lançados em 2019. E o resultado é uma coleção de fracassos milionários, com direito a super-heróis decadentes, franquias envelhecidas, terrores tediosos, astros que relutam em se aposentar e roteiros que suas estrelas deveriam ter lido antes de filmar, sem esquecer animações produzidas para o streaming, que jamais teriam público no cinema. Entre as produções milionárias, entraram “X-Men: Fênix Negra” e até “Cats”, que chegou aos cinemas nesta quinta (19/12). A lista de franquias ainda incluiu “Rambo: Até o Fim”. Há equívocos repletos de atores talentosos, incluindo a dupla vencedora do Oscar Matthew McConaughey e Anne Hathaway, que estrelaram o péssimo “Calmaria”. Ironicamente, trata-se de um filme de Steven Knight, criador da elogiada série “Peaky Blinders”. Mas ele não está sozinho na lista de cineastas de prestígio que perderam a mão em 2019. O veterano diretor Brian de Palma também caiu na seleção com “Dominó”, assim como a nova parceria do casal Sam Taylor-Johnson e Aaron Taylor-Johnson, o dramalhão “Um Milhão de Pedacinhos”. A animação “Cães do Ártico”, disponível na Netflix e protagonizada por Jeremy Renner, foi chamada de “terrível”. E “A Assombração de Sharon Tate”, estrelado por Hillary Duff como uma versão de terror de “Era uma Vez em Hollywood”, fez os críticos dizerem que Tate “merecia mais na morte do que esse exercício pesado de exploração”. Mas o verdadeiro campeão de ruindade foi o ator John Travolta que estrelou dois filmes escolhidos. “Trading Paint” e “O Fanático” não agradaram nem os críticos e nem o público, com “bilheterias de streaming”, praticamente inexistentes. O mais incrível é que a produtora de “O Fanático” investiu numa campanha publicitária com o objetivo de obter indicações a prêmios para Travolta, pelo desempenho. Veja abaixo, a lista dos 10 piores filmes de 2019, segundo o THR. “A Assombração de Sharon Tate” “Cães do Ártico” “Calmaria” “Cats” “Dominó” “O Fanático” “Rambo: Até o Fim” “Trading Paint” “Um Milhão de Pedacinhos” “X-Men: Fênix Negra”
Ativistas se vestem como a Aliança Rebelde para protestar em première de Star Wars
A première de “Star Wars: A Ascensão Skywalker” em Londres foi invadida por demonstrações do grupo Extinction Rebellion, que encenou protestos contra o aquecimento global. Segundo o site oficial do grupo, vários voluntários do grupo compareceram à sessão realizada em Leicester Square vestidos como integrantes da Aliança Rebelde, movimento comandado pela princesa/general Leia (Carrie Fisher) na saga. O grupo se deitou no tapete vermelho (na verdade, azul) do evento, atraindo as lentes dos paparazzi. O objetivo do protesto foi “pedir para Hollywood criar narrativas que engajem o público na emergência climática”. “Os membros da indústria cinematográfica precisa usar a sua influência e seus poderes de contadores de histórias para ajudar as pessoas ao redor do mundo a entender a urgência da situação, e incentivar a discussão pública sobre o tema”, comentou Alfie Warren-Knight, um dos participantes do ato. Ele ainda lembrou um dos integrantes do elenco central da franquia. “No recente encontro de governos mundiais em Dubai, Harrison Ford disse: ‘Estamos diante daquilo que eu acredito ser a maior crise moral dos nossos tempos”. “Como os rebeldes de ‘Star Wars’, estamos engajados em uma luta contra forças sombrias e destrutivas, que já estão matando milhares de pessoas, e ameaçando o colapso da nossa civilização no futuro”, completou Tom Richards. A manifestação foi breve e os ativistas foram rapidamente removidos do tapete vermelho do filme. Mas deixaram seu recado de forma bem visível para Hollywood.
Star Wars: A Ascensão Skywalker estreia em quase 2 mil salas no Brasil
Tudo mundo sabe que “Star Wars” tem a Força, mas a Disney exagerou no lançamento do último capítulo da saga. “Star Wars: A Ascensão Skywalker” está sendo distribuído em 1,9 mil salas, na maior estreia da franquia no Brasil – e um dos maiores lançamentos de cinema no país em todos os tempos. Só não atingiu nível de “Vingadores: Ultimato” (o recordista em 2,7 mil telas) porque os estúdios rivais resolveram competir, em vez de se submeter à hegemonia como vinha sendo a regra. A animação “Playmobil” vai tentar vender ingressos em 360 cinemas e até “Cats” foi adiantado pela Universal. Previsto originalmente para o Natal, chega uma semana antes em pré-estreia paga – que, na prática, é igual a um lançamento convencional. Será que os espectadores terão muita dificuldade para escolher que filme assistir com essa programação? Todos os três frustraram expectativas da crítica. “Star Wars: A Ascensão Skywalker” foi considerado o pior filme da nova trilogia e o segundo pior de toda a franquia, enquanto “Playmobil” se tornou o maior fracasso comercial de 2019 e conseguiu, junto do eviscerado “Cats”, uma das avaliações mais baixas do ano no Rotten Tomatoes. Ambos estão empatados com apenas 16% de (ruindade) aprovação. Em circuito intermediário, também há um despejo de “A Batalha das Correntes”, filme com elenco de super-heróis da Marvel (Benedict Cumberbatch, Tom Holland, Nicholas Hoult) sobre a história da eletricidade, que escapou do limbo, após dois anos arquivado na massa falida da Weinstein Company – rescaldo das denúncias contra o produtor-predador Harvey Weinstein. A queda do produtor foi o que de melhor poderia ter acontecido para o diretor Alfonso Gomez-Rejon (“Eu, Você e A Garota que vai Morrer”), que salvou o filme mal-avaliado com novas filmagens, e sua segunda edição fez a aprovação subir de 29%, quando exibido no Festival de Toronto em 2017, para 60%, quando chegou nos cinemas norte-americanos em outubro passado. Só faltou avisar ao público, que o ignorou completamente, restando-lhe uma curta carreira internacional, antes de chegar ao streaming. Entre os lançamentos limitados, o grande destaque é “E Então Nós Dançamos”, drama de temática LGBTQIA+ que gerou tumultos na Geórgia, com ataques de grupos da extrema direita homofóbica do país aos cinemas. Dirigido por Levan Akin, georgiano residente na Suécia, o longa teve première no Festival do Cannes e já venceu uma dezena de prêmios em festivais ao redor do mundo, além de ter sido o candidato da Suécia a uma vaga na disputa do Oscar de Melhor Filme Internacional. Tem 94% de aprovação da crítica de língua inglesa, segundo o site Rotten Tomatoes, o que significa que é 34% melhor que “Star Wars: A Ascensão Skywalker”. Fica a dica. Se preferir uma segunda opção cinéfila, “O Paraíso Deve Ser Aqui” (91% de aprovação), em que o cineasta Elia Suleiman viaja pelo mundo, sempre encontrando paralelos com a situação desoladora de sua Palestina natal, também tem uma boa coleção de prêmios no currículo, incluindo um Menção Especial e o Prêmio da Crítica no último Festival de Cannes. O filme ainda foi o representante da Palestina na disputa de vaga no Oscar 2020. Mas é claro que vocês vão preferir lotar os cinemas que exibem o filme das estrelas da Disney. De todo modo, abaixo estão mais detalhes das estreias da semana com todos os títulos, suas sinopses e trailers. Star Wars: A Ascensão Skywalker | EUA | Sci-Fi Com o retorno do Imperador Palpatine, todos voltam a temer seu poder e, com isso, a Resistência toma a frente da batalha que ditará os rumos da galáxia. Treinando para ser uma completa Jedi, Rey (Daisy Ridley) ainda se encontra em conflito com seu passado e futuro, mas teme pelas respostas que pode conseguir a partir de sua complexa ligação com Kylo Ren (Adam Driver), que também se encontra em conflito pela Força. Cats | EUA | Musical Uma tribo de gatos chamada Jellicles todo ano precisa tomar uma grande decisão em uma noite especial: escolher um dos gatos para ascender para o Heaviside Layer e conseguir uma nova e melhor vida. Cada um dos gatos conta a sua história para seu líder, o velho Deuteronomy, na tentativa de ser o escolhido. Playmobil – O Filme | França | Animação Marla está acostumada a cuidar do irmão mais velho, Charlie, até o dia em que os dois são transportados para dentro do universo mágico dos Playmobil. A garota embarca numa jornada de resgate com a ajuda de novos amigos encontrados pelo caminho, como o agente secreto Rex Dasher, o caminhoneiro Del, uma fada madrinha e um androide. A Batalha das Correntes | EUA | Drama Ambientado no final do século XIX, o filme reencena a disputa entre Thomas Edison (Benedict Cumberbatch) e George Westinghouse (Michael Shannon) sobre como deveria ser feita a distribuição da eletricidade. Edison fez uma campanha pela utilização da corrente contínua, enquanto Westinghouse defendia a corrente alternada. E Então Nós Dançamos | Suécia, Georgia | Drama Merab (Levan Gelbakhiani) é bailarino do National Georgian Ensemble desde a infância. No auge de sua carreira, Merab precisa lidar com a chegada do carismático Irakli (Bachi Valishvili), um talentoso dançarino que se torna seu principal rival e, também, seu amor secreto. Em um cenário conservador e hostil, Merab enfrenta um dilema que divide seu sonho e sua nova paixão. O Paraíso Deve Ser Aqui | França, Catar | Comédia Elia Suleiman deixa sua terra natal da Palestina e viaja pelo mundo apenas para encontrar, por onde ele passa, os mesmos problemas que encontrava lá. De Paris à Nova York, por onde suas viagens o levam, ele encontra problemas com a polícia, racismo, controle de imigração. Tentando deixar sua nacionalidade para trás, mas sempre sendo lembrado dela, ele questiona o significado de identidade e o lugar que se pode chamar de lar. Carta Registrada | Egito | Drama Desde que seu marido foi preso, Hala (Basma) tem que enfrentar seus pensamentos suicidas sozinha. Sua força tem que vir de dentro, pois a sociedade não a ajuda e nem perdoa uma mulher deprimida, principalmente por ela ser mãe. A Rosa Azul de Novalis | Brasil | Documentário Marcelo é um dândi na faixa dos seus 40 anos que possui uma memória fora do comum. Ele é capaz de reviver memórias familiares distantes com perfeição e diz recordar de suas vidas passada detalhadamente: em uma delas, ele foi Novalis, um poeta alemão que perseguia uma rosa azul incessantemente. No entanto, Marcelo ainda não descobriu o que persegue em sua existência atual.
Cats tem uma das piores avaliações críticas do ano
As primeiras críticas do musical “Cats” começaram a ser publicadas na quarta-feira (18/12) e confirmaram a péssima impressão causada pelos trailers. O filme chegou ao Rotten Tomates com apenas 8% de aprovação, e apesar de subir para 16% ao longo do dia, não conseguiu evitar uma das piores avaliações do ano. Desde o lançamento de seu primeiro trailer, o filme tem gerado burburinho negativo pelos efeitos usados nos personagens, que transformaram o elenco em gatos humanizados e sexualizados. Mesmo assim, fãs do musical que serviu de inspiração para o filme ainda tinham esperança que a equipe técnica contornasse o problema até a estreia ou que outras qualidades superassem essa deficiência. Mas, de acordo com as críticas, os efeitos são incorrigíveis e não são os únicos problemas. “Há algo de mágico no simples fato deste filme existir, com toda sua maravilha absurda, obscena e escolhas péssimas de filmagem e desperdício de talento de cair o queixo” publicou a New York Magazine. “Esta monstruosidade desigual acabou se provando a catástrofe que os haters anteciparam, uma bola de pelo mal-digerida em forma de filme”, descreveu a revista Variety. “O sonho febril do diretor Tom Hooper parece algo que fugiu do laboratório de criaturas do Dr. Moreau, um híbrido digital que mais assusta que encanta”, avaliou o site The Wrap. “E nem vamos nos aprofundar nos ratinhos com rostos humanos e as baratas dançarinas…”, acrescentou a revista The Hollywood Reporter. “Tudo é simplesmente errado”, resumiu o jornal britânico London Evening Standard. “Ao final, minhas sobrancelhas ficaram doendo de tanto serem arqueadas em espanto. Fiquei exaurida, como o próprio filme”, descreveu a jornalista do jornal Seattle Times. “Meu Deus, meus olhos”, exasperou-se o crítico do jornal Boston Globe. Mas a melhor definição apareceu no título de uma resenha: “A pior coisa que aconteceu com gatos desde os cachorros”, publicada no site geek Comics Beat. A adaptação do musical de Andrew Lloyd Webber é dirigida por Tom Hooper (de “Os Miseráveis”, outro filme baseado em musical de sucesso) e estreia no Brasil nesta quinta-feira (19/12).
1917: Novo trailer capricha nas cenas épicas de tirar o fôlego
A Universal divulgou novos pôsteres e mais um trailer de “1917”, que destaca as cenas épicas e de tirar o fôlego da produção de guerra do cineasta Sam Mendes. Repleta de explosões, correrias, desabamentos, saltos impossíveis e coragem diante da morte certa, a história acompanha dois soldados britânicos encarregados de enfrentar bombas e o tiroteio inimigo para entregar uma mensagem que pode salvar milhares de vidas, inclusive a de um irmão deles. O que a prévia não mostra é que todas as cenas foram filmadas tendo em mente a projeção em plano contínuo – isto, com o objetivo de passar a ilusão de que o filme não tem cortes, como em “Birdman”. Isto também faz com que a ação aconteça em tempo real e permite imersão completa na história, transportando o público para as trincheiras e o front europeu da 1ª Guerra Mundial. A façanha tem rendido muitos elogios ao cineasta Sam Mendes e ao veterano diretor de fotografia Roger Deakins (que trabalharam juntos em “007: Operação Skyfall”), e colocado “1917” em várias listas de Melhores do Ano – o filme está com 94% de aprovação no Rotten Tomatoes. O elenco é encabeçado por George McKay (“Capitão Fantástico”) e Dean-Charles Chapman (“Game of Thrones”), como os dois soldados da sinopse. Seu comandante é vivido por Colin Firth (vencedor do Oscar por “O Discurso do Rei”) e ainda há participações de Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”), Mark Strong (“Shazam!”) e Richard Madden (também de “Game of Thrones”). Além de dirigir, Sam Mendes escreveu o roteiro em parceria com Krysty Wilson-Cairns (“Penny Dreadful”). De olho no Oscar 2020, a estreia está marcada para 25 de dezembro nos EUA, mas só vai acontecer no Brasil no dia 20 de fevereiro.
Segunda Chamada: Moacyr Franco troca Programa Raul Gil pela série da Globo
O ator e cantor Moacyr Franco deixou o júri do quadro musical Shadow Brasil, do “Programa Raul Gil”, no SBT, para integrar o elenco da 2ª temporada de “Segunda Chamada” na Globo. “O Raul eu parei, daqui até junho é só o seriado”, confirmou Moacyr ao site Na Telinha. Ele já vinha deixando o cabelo crescer nos últimos meses para o personagem da série da Globo. Apesar de ter passado a maior parte da carreira comandando programas de variedades e humor, Moacyr se reencontrou como ator nos últimos anos, inclusive vencendo um prêmio no Festival de Paulínia por seu desempenho no filme “O Palhaço” (2011), de Selton Mello. Antes de ir para o “Programa Raul Gil”, ele já tinha feito a série “Ilha de Ferro”, na Globoplay. Como não assinou contrato fixo no SBT, pôde trocar rapidamente de trabalho. Ele estava desde o início do ano no Shadow Brasil ao lado de Luana Monalisa, Evandro Santo, Flavia Pavanelli e Caio Mesquita. O quadro é uma competição musical onde os candidatos se apresentam tendo o tempo de um minuto para impressionar os jurados, escondidos, mostrando apenas a silhueta no palco. Mas a produção de Raul Gil ainda não definiu se será mantido em 2020. “Segunda Chamada”, por sua vez, é a série mais elogiada da Globo em 2019, o que lhe garantiu continuidade por mais um ano. A série é uma criação de Carla Faour e Julia Spadaccini (roteiristas de “Chacrinha: O Velho Guerreiro”), com direção artística de Joana Jabace (“Filhos da Pátria”), e gira em torno de professores e estudantes de uma escola noturna de Ensino Médio em São Paulo. A trama aborda diversos problemas sociais atuais, de aborto clandestino aos imigrantes venezuelanos, ilustrados por uma coleção de alunos que não se vê na Escolinha do Professor Raimundo, incluindo mãe adolescente que leva bebê pra escola, prostituta que enfrenta bullying, crentes que condenam tudo, aluno traficante que leva arma pra aula e até travesti vítima de homofobia. O elenco inclui Paulo Gorgulho (“O Matador”) como diretor da escola, Debora Bloch (“Justiça”), Hermila Guedes (“Paraíso Perdido”), Silvio Guindane (“1 Contra Todos”) e Thalita Carauta (“S.O.S.: Mulheres ao Mar”), como professores, além de uma grande diversidade de intérpretes de alunos, familiares, amantes e professores substitutos, incluindo Nanda Costa (“Entre Irmãs”), Carol Duarte (“A Vida Invisível”), Caio Blat (“Califórnia”), Marcos Winter (“Magnífica 70”), Otávio Müller (“Benzinho”), José Dumont (“Tungstênio”), Felipe Simas (“Os Dias Eram Assim”), Mariana Nunes (“Divino Amor”), Teca Pereira (“Trash”) e Linn da Quebrada (“Corpo Elétrico”), que rouba as cenas como a travesti da trama.
Prisioneiras: Produtora de Coisa Mais Linda vai transformar livro de Drauzio Varella em série
A Prodigo Films será a produtora responsável por transformar o livro “Prisioneiras”, escrito pelo médico Drauzio Varella, numa série. A empresa anunciou que a produção começará em 2020. Lançado em 2017, o livro conta a experiência de 11 anos do médico no atendimento voluntário em uma penitenciária feminina de São Paulo, e encerra uma trilogia dedicada ao sistema prisional brasileiro, que já rendeu um filme (“Carandiru”) e uma série (“Carcereiros”) anteriores. “Prisioneiras” será produzida por Beto Gauss e Francesco Civita, sócios da Prodigo. A produtora ainda está fase de negociações sobre o canal ou plataforma em que a obra estreará. Há um ano o projeto estava sendo apreciado pela Globoplay, mas a Prodigo Films é a parceira da Netflix na produção de “Coisa Mais Linda”, que foi renovada para a 2ª temporada, e também de “Cidade Invisível”, de Carlos Saldanha, prevista para 2020. A adaptação tem sido comparada a “Orange Is the New Black”, da Netflix, por acompanhar o dia-a-dia e a dura realidade de um grupo de prisioneiras brasileiras.
Netflix revela ter 29 milhões de assinantes na América Latina
A Netflix revelou pela primeira vez dados bem detalhados de seu alcance fora do território dos Estados Unidos. Com o objetivo de convencer seus investidores sobre o potencial de crescimento que possui em diversos mercados internacionais, a plataforma confirmou que, atualmente, possui 90 milhões de assinantes fora dos EUA (no território americano, o número de clientes é 60 milhões). De acordo com os dados da companhia, a Netflix possui, atualmente 29 milhões de assinantes em território latino-americano. Não parece muito, diante dos números da audiência televisiva na região. Mas é crescente. O registro é praticamente o dobro do divulgado pela empresa em 2017. Outro dado importante é que, embora não especifique isoladamente a quantidade de assinantes por país, o desempenho da Netflix na América Latina é impulsionado, sobretudo, pelos serviços sediados no Brasil e no México. Entretanto, esse crescimento não é acompanhado por grande aumento de arrecadação. A América Latina é a região que gera a menor receita para a Netflix, devido à desvalorização da moeda de seus países frente ao dólar. Com isso, as assinaturas latinas giram em torno de US$ 8,21 por mês, em média, enquanto nos Estados Unidos e no Canadá o preço está em US$ 12,36. Esta desvalorização fez com que o faturamento anual ficasse em US$ 2 bilhões em 2019, superior em apenas US$ 300 mil ao valor de 2017, apurado com quase metade da quantidade dos assinantes atuais. No resto do mundo, a região que abrange Europa, Oriente Médio e África concentra a maior quantidade de assinantes, o que é inevitável quando se juntam três continentes. São 47 milhões de assinantes nesses territórios. Já a região que registra o crescimento mais rápido e em maior número de assinaturas é a Ásia-Pacífico, cujo número de clientes triplicou desde 2017. Paradoxalmente, ela também representa o menor mercado da Netflix no mundo, com 14 milhões de asiáticos atendidos – cerca de 9% do total de assinantes da plataforma. A reação do mercado para a liberação dessas informações não foi de muito entusiasmo. A avaliação é que a Netflix decidiu abrir dados sigilosos para mostrar que, apesar do cenário mais competitivo que encontra nos EUA, ainda possui potencial de crescimento no exterior. Além de ser o país com crescimento mais lento da Netflix, os Estados Unidos também registram, pela primeira vez, um recuo na base de assinantes do serviço: 126 mil pessoas cancelaram o serviço no segundo trimestre do ano. Isto acontece em meio ao aumento na quantidade de oferta em serviços rivais – Disney+ (Disney Plus) e Apple TV+ foram lançados neste período – , uma tendência que só irá aumentar em 2020. A Netflix ainda aponta que o sucesso de sua expansão internacional pode ser creditada à boa aceitação de séries e projetos de conteúdo de língua não-inglesa. O maior exemplo é a série “La Casa de Papel”, que se tornou muito popular em todo mundo, não apenas na Espanha, seu país original. Para a empresa, este ainda é seu grande diferencial para continuar crescendo, diante da concorrência com serviços que só oferecem atrações americanas.
Dois Irmãos: Novo trailer da animação da Pixar destaca personagem dublada por Octavia Spencer
A Pixar divulgou uma coleção de pôsteres e um novo trailer americano de “Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica”, tradução brasileira para o filme que é chamado simplesmente de “Onward” nos Estados Unidos. A prévia destaca pela primeira vez a personagem dublada por Octavia Spencer (“A Forma da Água”), uma garçonete chamada Manticore, que ajuda os protagonistas em sua jornada. Produção que mais parece um desenho tradicional da Disney do que uma animação do estúdio Pixar, o filme acompanha, como resume o título nacional, dois irmãos numa jornada fantástica. Eles abandonam sua confortável vida como elfos suburbanos para completar um feitiço que pode trazer seu pai de volta à vida, embarcando num carro velho em busca do resto da magia que já existiu naquele lugar. Um dos maiores atrativos da produção é o fato de seu elenco juntar dois integrantes de “Vingadores: Ultimato”, Chris Pratt e Tom Holland, intérpretes respectivamente do Senhor das Estrelas (dos Guardiões da Galáxia) e do Homem-Aranha, como as vozes dos irmãos. Mas a inevitável dublagem brasileira para as crianças torna isso irrelevante para o público nacional. O filme tem roteiro e direção de Dan Scanlon, que também fez as duas funções em “Universidade Monstros” (2013), e estreia marcada para 5 março no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Série documental resgata polêmicas do comediante Kevin Hart
A Netflix divulgou o trailer de sua série documental sobre o comediante Kevin Hart (“Jumanji: Próxima Fase”), e a prévia aborda diversas polêmicas, desde sua recusa em se desculpar por comentários homofóbicos até a reação de sua esposa para a notícia de sua traição conjugal. A produção intitulada “Kevin Hart: Don’t F**k This Up” não esconde que tenta passar uma imagem de bom moço que foi vítima da mídia, mas a lembrança de que sua esposa, Eniko Parrish, estava na 31º semana de gravidez quando foi traída é um golpe duro nessa campanha de relações públicas em forma de série. No vídeo, Eniko aparece chorando ao falar sobre o caso. “Você me humilhou publicamente. Eu apenas ficava dizendo, ‘Como diabos você deixou isso acontecer?'”. Na época, Kevin foi chantageado por uma pessoa, que tentou conseguir dinheiro para não divulgar um vídeo que mostrava o comediante com outra mulher. Em vez de pagar, ele admitiu o caso num post no Instagram, incluindo um pedido de desculpas à Eniko. No trailer do documentário, o comediante fala sobre o momento. “Nosso casamento foi colocado em um teste. O teste mais difícil de todos. E, você sabe, às vezes esses testes vêm da estupidez. Mas é como você lida com isso e como decide avançar a partir dele”, destacou Kevin, no texto marketeiro. Sua outra grande polêmica diz respeito ao fato de ter preferido desistir de apresentar o Oscar 2019 a pedir desculpas a comunidade LGBTQIA+ por tuítes homofóbicos de seu passado, resgatados nas redes sociais após ele ser convidado para a função. Num dos tuítes antigos resgatados, ele relatou que não aceitaria um filho gay, dizendo que se o pegasse brincando com bonecas, quebraria o brinquedo na cabeça dele. Em outro, comparou a foto de um homem sensual a um “anúncio gay para a Aids”. E essas foram as “piadas” mais leves. Hart afirmou que as mensagens eram de quase uma década atrás e que ele amadureceu desde então. Mas não quis se desculpar. “Escolhi descartar a desculpa. A razão pela qual faço isto é porque já falei sobre isto diversas vezes”, disse Hart, entre vários posts, argumentando que se desculpar seria alimentar os trolls. E com essa reação, apenas alimentou sua própria fama de homofóbico. No trailer do documentário, ele tem a mesma atitude, interrompendo pergunta sobre o tema, para avisar que o entrevistador não o conhece. E é aí que os editores enfiam vídeos caseiros com a historinha da sua vida. Veja abaixo. A série estreia em 27 de dezembro em streaming.











