NCIS é renovada para sua 17ª temporada
A rede americana CBS renovou “NCIS” para sua 17ª temporada. A notícia não surpreende, já que se trata da série dramática de maior audiência da TV americana. Em termos de público geral, só é menos assistida que a sitcom “The Big Bang Theory”. O que surpreende é que o enorme sucesso da série representa uma antítese do formato explorado pelas plataformas de streaming, em que os capítulos continuam/emendam um no outro para inspirar maratona. “NCIS”, ao contrário, segue a fórmula procedimental dos dramas policiais dos anos 1950, em que cada episódio aborda um “caso da semana” diferente. Entretanto, a atração tem se mostrado mais flexível nos últimos tempos ao estender algumas tramas por mais de um episódio. “NCIS tem sido uma força global por quase duas décadas. Seus espectadores são claramente os mais fiéis de qualquer drama na televisão”, disse Kelly Kahl, presidente da CBS Entertainment. “Temos uma enorme dívida de gratidão com a talentosa equipe de produção e o elenco liderado pelo extraordinário Mark Harmon. Estamos muito satisfeitos com o fato de o programa continuar sendo um marco da programação da CBS na próxima temporada.” Originalmente um spin-off de “JAG” (1995–2005), a série estreou em 2003 e desde então tem sido o carro-chefe da programação da emissora, já tendo gerado duas séries derivadas, “NCIS: Los Angeles” (em 2009) e “NCIS: New Orleans” (em 2014). Atualmente, a CBS exibe a reta final da sua 16ª temporada, firme e forte após perder sua intérprete mais querida, atriz Pauley Perrette, que se despediu do papel da nada convencional especialista forense Abby Sciuto no ano passado. No Brasil, “NCIS” faz parte da programação do canal pago AXN.
Jake Gyllenhaal vai estrelar minissérie da HBO
O ator Jake Gyllenhaal (“O Abutre”) vai estrelar uma nova minissérie do canal pago americano HBO. Trata-se de “Lake Success”, baseada no libro homônimo do escritor Gary Shteyngart. O projeto será a primeira atração televisiva de sua carreira. Até então, Gyllenhaal só tinha feito participações especiais – interpretando a si mesmo num capítulo do humorístico “Inside Amy Schumer”, há três anos, e aparecendo como o filho de Robin Williams em um episódio de “Homicide: Life on the Street” de 1994. Além de estrelar, o astro vai produzir a minissérie que está sendo desenvolvida pelo próprio autor do livro em parceria com o roteirista Tom Spezialy (“The Leftovers”). Em comunicado, Gyllenhall disse estar empolgado em trabalhar com a emissora de conteúdo premium e que “o romance de Gary é um estudo de personagem maravilhosamente executado, que destaca a profundidade da contradição e complicação humana, tendo como pano de fundo os Estados Unidos atuais”. “Lake Success” acompanha Barry Cohen, um administrador de fundos de investimentos narcisista e fora da realidade que foge de sua família, seu passado e da Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos em uma viagem desvairada pelo país em busca de sua antiga namorada de faculdade – e uma última chance de redenção romântica. Enquanto isso, em Manhattan, sua esposa brilhante, Seema, luta para criar seu filho autista e inicia um caso de amor tragicômico próprio. Ainda não há previsão de estreia.
Rocket se impressiona com liderança do Capitão América em novo vídeo legendado dos Vingadores
A Marvel divulgou um novo vídeo legendado do filme “Vingadores: Ultimato”, aguardada superprodução que vai bater todos os recordes de bilheteria imagináveis daqui a duas semanas. A prévia traz diversas cenas de ação amarradas por um discurso motivacional do Capitão América (Chris Evans), que prepara os heróis para sua missão. Mas o melhor fica para o final, quando Rocket (voz de Bradley Cooper) expressa sua admiração diante do discurso, ao afirmar que o Capitão é um líder muito bom, inspirando concordância do Homem-Formiga (Paul Rudd). Com direção dos irmãos Joe e Anthony Russo, “Vingadores: Ultimato” estreia em 25 de abril nos cinemas brasileiros, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Emily Bett Rickards se despede de Arrow levando elenco às lágrimas
Emily Bett Rickards encerrou nesta semana as gravações de seu último episódio em “Arrow”, após interpretar a heroína Felicity Smoak por sete temporadas. Como não poderia deixar de ser, o final de sua participação na série gerou reações emocionadas do elenco e da própria atriz nas redes sociais. O protagonista Stephen Amell disse em seu Twitter que “há dias em que atores derramam uma única lágrima nobre, e há dias em que eles choram tão feio que embaçam os óculos de sua companheira de cena. Hoje foi a segunda opção”. O intérprete de Oliver Queen também publicou um vídeo de sua filha cantando “A Million Dreams” (do musical “O Rei do Show”) para a atriz após as filmagens da sua última cena. Outros atores e a showrunner Beth Schwartz se manifestaram, como pode ser visto abaixo. Um dos mais emocionados, Rick Gonzalez, o Rene, publicou um vídeo ao lado de uma Emily Bett em que os dois se desmancham em lágrimas. A atriz saiu de “Arrow” para se dedicar ao teatro. Ela começa a agora a ensaiar para a estreia da peça “Reborning”, que ela apresentará em Nova York. E, pelas datas (de julho a agosto), fica claro que os ensaios e apresentações coincidiriam com as gravações da última temporada da série no Canadá. A saída da personagem Felicity deve acontecer no último episódio da 7ª temporada, cuja trama está sendo mantida em mistério. Apesar disso, Felicity não deve morrer, já que apareceu recentemente num flashforward, revelando sua presença no futuro. Ainda sem título, o final da temporada será exibido em 13 de maio nos Estados Unidos. “Arrow” é transmitida no Brasil pelo canal pago Warner. There are days when actors shed a noble tear in a scene and there are days when they ugly cry to the point of fogging up their scene partners glasses. Today was the latter. — Stephen Amell (@StephenAmell) April 10, 2019 Our kiddo wanted to sing @emilybett a song on her last day. pic.twitter.com/DxlkShd2H6 — Stephen Amell (@StephenAmell) April 10, 2019 It’s @EmilyBett’s last day. ??? What a ride! #Arrow #BlondieAndRene pic.twitter.com/LwzaZ6sVVQ — Rick Gonzalez (@officialrickg) April 9, 2019 GIRL, @EmilyBett You are an amazing woman! Thank You for sharing your love & light with ALL OF US over the years! #Arrow You are a TRUE inspiration; as an artist, as an individual, and as a dear friend. Now, go move mountains girl! I ❤️ U — Katie Cassidy (@MzKatieCassidy) April 9, 2019 In major denial that this is @EmilyBett last day. So many feelings. So many memories. So much love. Can’t wait to see you take over the world! ? — Beth Schwartz (@SchwartzApprovd) April 10, 2019
Filme Com Amor, Simon vai virar série da Disney+ (Disney Plus)
O filme “Com Amor, Simon” vai ganhar sequência na Disney+ (Disney Plus). A nova plataforma de streaming da Disney encomendou a produção de uma série baseada no segundo livro dos personagens criados pela autora Becky Albertalli, “Leah Fora de Sintonia”, que continua a história, focando em Leah (interpretada por Katherine Langford no longa), a melhor amiga de Simon. Não há informações sobre conversas com os atores da adaptação cinematográfica para reprisar seus papéis, de modo que a expectativa é que a série escale um elenco diferente. “Com Amor, Simon” trazia Nick Robinson como o protagonista, um adolescente gay ainda no armário, que sofria para lidar com a situação até se conectar com outro jovem na mesma situação. Os direitos do filme passaram para a Disney após a compra da Fox. A atração é a primeira produção do estúdio 20th Century Television para a Disney+ (Disney Plus) após a oficialização da aquisição. Mas o diretor Greg Berlanti, responsável pelo filme e produtor de mais 15 séries, não está ligado ao projeto, que será produzido pelos roteiristas do longa original, Elizabeth Berger e Isaac Aptaker. Berlanti fechou um contrato milionário de exclusividade com a Warner, que o impede de desenvolver séries para estúdios rivais. Relembre “Com Amor, Simon” com o trailer abaixo. E leia aqui a crítica da Pipoca Moderna sobre o filme.
Euphoria: Série dramática estrelada por Zendaya ganha teaser legendado
A HBO divulgou o primeiro teaser legendado de “Euphoria”, série dramática adolescente estrelada por Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), que tem entre seus produtores o rapper Drake. A prévia exalta o clima sombrio da produção, com narração da própria Zendaya, e revela a data da estreia. “Euphoria” adapta uma polêmica série israelense de mesmo nome, descrita por Francesca Orsi, vice-presidente sênior da HBO, como um “encontro de ‘Kids’ com ‘Trainspotting'”. Ou seja, bem diferente das atrações que projetaram Zendaya na TV – “No Ritmo” (2010-2013) e “Agente K.C.” (2015-2018), ambas do Disney Channel. A adaptação foi feita por Sam Levinson, diretor e roteirista de “Assassination Nation”, sensação do Festival de Sundance de 2018 sobre a fúria da juventude da era digital. Zendaya vive Rue, uma personagem de 17 anos – isto é, quatro anos mais nova do que a atriz na vida real – que é viciada em drogas. Ela vai integrar o grupo principal de estudantes de ensino médio da trama, que “tentam navegar um mundo de drogas, sexo, identidade, trauma, mídias sociais, amor e amizade”. Na atração, a atriz contracena com Eric Dane (ex-“Grey’s Anatomy” e “The Last Ship”) e um punhado de adolescentes famosos, como Sydney Sweeney (série “Everything Sucks!”), Storm Reid (“Uma Dobra no Tempo”), Maude Apatow (de “Bem-Vindo aos 40” e filha de Judd Apatow), Jacob Elordi (“A Barraca do Beijo”), Lukas Gage (“Como Sobreviver a Um Ataque Zumbi”), Brian “Astro” Bradley (“Terra para Echo”) e McKenna Roberts (“Arranha-Céu: Coragem sem Limites”), que será a versão criança de Rue. “Euphoria” é a segunda atração israelense que a HBO adapta para os Estados Unidos. A primeira foi “BeTipul”, que foi batizada de “In Treatment” (2008-2010). Esta série também teve uma versão brasileira, chamada de “Sessão de Terapia” (2012-2014) e exibida no canal pago GNT. A estreia de “Euphoria” está marcada para 16 de junho no Brasil, mesma data do lançamento nos Estados Unidos.
CEO da Disney diz que Hitler adoraria as redes sociais
CEO da Disney e um dos homens mais poderosos da indústria do entretenimento mundial, Bob Iger fez um discurso duro contra a popularidade das redes sociais nesta quinta (11/4), durante uma cerimônia do Centro Simon Wiesenthal, em Los Angeles, em que foi homenageado com um prêmio humanitário. Ele disse que Hitler adoraria as ferramentas das mídias sociais e faria uso incendiário delas para propagar suas ideias, se vivesse nos dias de hoje. “Esta é a ferramenta promocional mais eficaz com a qual um extremista pode sonhar porque, em seu design, as redes sociais oferecem uma visão estreita do mundo, filtrando tudo o que parece questionar nossas crenças enquanto validamos nossas convicções e ampliando nossos medos mais profundos”, disse o empresário responsável pela aquisição da Pixar, Marvel, Lucasfilm e Fox pela Disney. “O ódio e a raiva estão nos levando novamente ao abismo”, continuou Iger. “E a apatia está crescendo, consumindo nosso discurso público e transformando nosso país em algo irreconhecível” para aqueles que ainda acreditam na civilidade e nos direitos humanos. Recentemente, a Disney reconsiderou a demissão do diretor James Gunn (da franquia “Guardiões da Galáxia”), após reagir de forma automática a uma campanha de ódio da direita americana, que buscou posts antigos do Twitter com piadas polêmicas do cineasta para exigir sua cabeça. O ator Dave Bautista, que encabeçou protestos contra a demissão, divulgou um vídeo revelando que o responsável pela campanha contra Gunn se gabava de mentir para destruir carreiras usando o poder manipulativo das redes sociais.
Amazon renova Hanna para 2ª temporada
A Amazon renovou a série “Hanna” para sua 2ª temporada. “Sabíamos que havia algo especial em ‘Hanna’, e os clientes do Amazon Prime Video concordaram conosco”, comentou Albert Cheng, chefe da Amazon Studios, em comunicado. “Estamos animados não só com a forma como ‘Hanna’ atraiu muitos espectadores, mas também com o mundo cheio de ação que David Farr criou para a série, além do elenco incrível, liderado por Esmé Creed-Miles, Mireille Enos e Joel Kinnaman”, continuou, explicando a renovação. Farr escreveu o filme de 2011 em que a série é baseada. A 1ª temporada estendeu a premissa originalmente apresentada em duas horas numa história de oito capítulos, mas os próximos episódios mostrarão uma aventura completamente inédita da protagonista, vivida por Esmé Creed-Miles na atração. A série acompanha Hanna, uma adolescente treinada desde pequena para ser uma assassina, que é enviada em uma missão secreta por seu pai Erik. Quando a missão dá errado, ela acaba perseguida por uma agente da CIA chamada Marissa, que tem informações capaz de levá-la a questionar sua verdadeira identidade. Além de Farr, o produtor do filme, Marty Adelstein, também está envolvido na adaptação. Já o elenco, além da jovem estrela vista em “Dark River”, volta a reunir Joel Kinnaman e Mireille Einos após a elogiada série “The Killing”, respectivamente nos papéis de Erik e da agente Marissa. Com produção da NBCUniversal, a série estreou em 21 de março, inclusive no Brasil.
Ator de Game of Thrones vai viver Bruce Wayne na série dos Titãs
O ator Iain Glen, intérprete de Jorah Mormont em “Game of Thrones”, vai viver Bruce Wayne, o Batman, na 2ª temporada de “Titãs”. Segundo o site Deadline, Glen viverá uma versão mais experiente de Wayne, que passou décadas lutando contra o crime em Gotham City. Agora, o bilionário tenta reparar o seu difícil relacionamento com o ex-pupilo Dick Grayson (Brenton Thwaites), o Robin, e ajudar os Titãs em suas missões. Glen completa 58 anos em junho e é 16 anos mais velho que Ben Afleck, até então o ator mais velho a viver Bruce Wayne. O serviço de streaming DC Universe, que exibe “Titãs” nos EUA, não divulgou se ele vai chegar a vestir o icônico uniforme do Batman na série. O herói chegou a aparecer em flashbacks e numa cena de delírio de Dick Grayson durante a 1ª temporada, mas foi vivido por um dublê nessas ocasiões. “Titãs” segue o time de jovens super-heróis liderados pelo Robin, que inclui a alienígena Estelar (Anna Diop), a demoníaca Ravena (Teagan Croft) e o metamorfo Mutano (Ryan Potter). A 2ª temporada da série, que ainda não teve data de estreia divulgada, trará outras novidades no elenco, como Esai Morales (“How to Get Away with Murder”) no papel do vilão Exterminador e o novato australiano Joshua Orpin como Superboy. A série é disponibilizada no Brasil pela Netflix.
As Panteras ganha primeiras fotos e se assume como continuação da franquia
A revista Entertainment Weekly divulgou as primeiras fotos do novo filme de “As Panteras”. E além de apresentar as imagens com seu logotipo (que podem ser vistas abaixo), a publicação também fez algumas revelações sobre a produção. Para começar, o longa não é um reboot da franquia. Trata-se de uma continuação, que leva em conta a série dos anos 1970 e também os dois filmes da década passada. A premissa indica que o novo trio feminino, formado por Kristen Stewart (“Crepúsculo”), Naomi Scott (“Power Rangers”) e Ella Balinska (“The Athena”), é apenas uma das muitas equipes comandadas pelo misterioso Charlie. Além disso, a agência original de detetives virou uma operação de espionagem internacional, expandindo-se para acompanhar a evolução do mundo. As personagens centrais também ganharam nome. Stewart vive Sabina, a festeira imprevisível do grupo, Balinska é Jane, ex-agente do MI6 que serve como os “músculos” do trio, e Scott é Elena, a cientista que representa o “coração” do grupo. Além delas, o filme vai explicar que Bosley, o assistente de Charlie na série clássica, não é um nome, mas um “cargo”. Por isso, atores diferentes puderam interpretá-lo no cinema – enquanto cada Pantera nova tinha seu próprio nome individual. “As Panteras sempre trocaram de nome entre um reboot e outro, mas Bosley sempre foi Bosley. Pensamos, então: ‘Não é um nome, é um cargo'”, disse a diretora Elizabeth Banks (“A Escolha Perfeita”). Ela própria vai acumular funções atrás e na frente das câmeras como um dos Bosleys do filme. Além dela, a produção mostrará outros dois, vividos por Patrick Stewart (“Logan”) e Djimon Hounsou (“Capitã Marvel”). Banks também disse que optou por fazer um filme mais parecido com a franquia “Missão Impossível” do que uma produção ao estilo dos dois filmes das “Panteras”, dirigidos por McG nos anos 2000. “Aqueles filmes funcionam melhor quando o time todo está junto, e há esta mistura de humor e ação. Ving Rhames, Simon Pegg, Rebecca Ferguson. Pensamos muito nisso durante as filmagens”, ela revelou, ressaltando a questão da irmandade feminina como tema central. “Era importante, para mim, fazer um filme sobre mulheres trabalhando juntas, apoiando umas às outras”. Durante sua entrevista com a publicação, Banks não quis revelar nada sobre o papel de Noah Centineo (“Para Todos os Garotos que Já Amei”) no filme. O ator aparece ao lado de Ella Balinska em uma das fotos divulgadas, mas a diretora adianta que “ele é um amigo da personagem de Naomi [Scott]”. As Panteras do novo filme tem muitos aliados, diz Banks, mas isso não significa que não consigam completar suas missões sozinhas: “Mulheres podem fazer o que quiserem. Isso não é só a minha opinião, é a filosofia de toda esta franquia”.
YouTube cancela quatro séries e troca foco de sua plataforma de streaming
O YouTube Premium cancelou quatro séries originais, assumindo que pretende abandonar a produção de séries, apesar de negativas dissimuladas de seus porta-vozes. Em novembro passado, a plataforma anunciou que iria descontinuar seu serviço de assinatura Premium, passando a oferecer o conteúdo produzido com exclusividade para a plataforma de forma gratuita para todos os usuários a partir de 2020. Na ocasião, o YouTube garantiu que isso não afetaria a produção de séries. Já afetou. Em meio a uma mudança completa de foco da plataforma, as produções de “Ryan Hansen Solves Crimes on Television”, “Champaign ILL”, “Sideswiped” e “Do You Want to See a Dead Body?” foram descontinuadas. Destas, apenas a primeira teve repercussão. Além dos cancelamentos, o YouTube também parou de encomendar novas séries nos últimos meses. Estas ações recentes da plataforma sugerem sua desistência de competir em produção de conteúdo com a Netflix. Em vez disso, o YouTube estaria planejando reforçar seu projeto original, explorando aquilo que sempre fez: exibir vídeos com anúncios. Em vez de séries, priorizar aquilo que seus usuários já buscam: shows, humor e vídeos sem roteiro. E apostar em outro filão, como transmissões de streaming ao vivo – algo que o Facebook já começou a fazer com eventos esportivos. “Nosso objetivo é criar uma programação incrível focada em música, educação, criadores de conteúdo do YouTube e outros programas”, disse Susanne Daniels, chefe global de conteúdo original do YouTube, em comunicado que confirma a tendência. O maior sucesso original do YouTube é “Cobra Kai”, série que dá sequência à história de Karatê Kid com os mesmos atores do original. A 2ª temporada estreia em 24 de abril, mas a expectativa é saber se o programa será renovado para um terceiro ano. Em 2019, o mercado de assinaturas de streaming ganhará mais três serviços gigantes concorrentes: as plataformas da Disney, Apple e Warner Media. E outros players já anunciaram projetos similares para 2020.
Barry é renovada para a 3ª temporada
O canal pago americano HBO renovou “Barry” para sua 3ª temporada. O anúncio foi feito após a exibição de apenas dois episódios do segundo ano da produção, que estreou em 31 de março. Primeira série estrelada por Bill Hader – depois de oito temporadas no programa humorístico “Saturday Night Live” – , traz o ator como um ex-militar que trabalha como assassino de aluguel no Meio-Oeste americano. Bem sucedido, mas não apaixonado por sua linha de trabalho, ele descobre que pode ser bom em outra coisa ao viajar até Los Angeles para um “serviço” e se deparar com a comunidade de teatro amador da cidade, passando a crer que atuar é sua verdadeira vocação. Hader criou “Barry” em parceria com Alec Berg (roteirista de “Silicon Valley”) e também fez sua estreia como diretor no programa, ao comandar os três primeiros episódios. A atração rendeu ao protagonista e a seu coadjuvante Henry Winkler os prêmios de atuação em comédia no Emmy do ano passado.
Hellboy é destruído pela crítica americana: “Um dos piores filmes do ano”
O novo filme do herói “Hellboy” foi eviscerado pela crítica norte-americana. A distribuidora Lionsgate já sabia que tinha uma bomba nas mãos e estabeleceu um longo embargo, liberando as publicações das resenhas apenas na quarta-feira (10/4), dois dias antes da estreia do filme nos Estados Unidos. Entretanto, a tática se provou suicida, já que concentrou a dose de negatividade, que irrompeu de uma só vez em toda a imprensa. O resultado foi uma “nota” abaixo da média “Transformers”, de apenas 13% de aprovação no agregador Rotten Tomatoes para o longa de Neil Marshall (“Game of Thrones”). O filme foi enterrado com comparações desfavoráveis às adaptações anteriores dos quadrinhos para o cinema, feitas em 2004 e 2008 pelo cineasta Guillermo Del Toro (“A Forma da Água”) e estreladas por Ron Perlman. Del Toro queria fazer um terceiro filme, mas o estúdio preferiu um reboot para relançar a franquia. Se arrependimento matasse… “Você percebe o quanto precisa de Guillermo del Toro quando vê o reboot de ‘Hellboy”, publicou o site do crítico Roger Ebert. O reboot foi considerado genérico, com muita violência gratuita, efeitos visuais baratos, roteiro pavoroso, elenco inexpressivo e nenhuma criatividade. “Um dos piores filmes que você verá este ano”, decretou o site World of Reel. “A corrida para o pior filme do ano está esquentando. Você poderia até dizer que está mais quente que o inferno, agora que ‘Hellboy’ assumiu a liderança”, ecoou o jornal New York Post. “Por toda a sua atitude durona e pelos mini-apocalipses de CGI no qual ele luta, está faltando algo neste Hellboy. Ele é uma figura banal de filme de ação, sem o carisma de sua versão anterior”, descreveu o jornal britânico The Guardian. “São duas horas que parecem três, e a impressão é que ainda assim tem algo faltando”, concordou o jornal San Francisco Chronicle, que ainda lamentou a violência gratuita da produção. “É assim que os filmes de Hollywood seriam se o sindicato de diretores calculasse os salários dos seus profissionais pelo número de cabeças decapitadas”. “Enquanto Del Toro trouxe muito charme, Marshall entrega tripas, cartilagens e monstros saídos do inferno do CGI. O filme tem duas horas, mas parece uma eternidade, se arrastando incoerentemente de uma cena de ação barulhenta para outra”, descreveu a revista Time Out. “Violência e vulgaridade substituem o humor e a poesia de Guillermo Del Toro”, descreveu a revista Newsday. “Até os fãs de Hellboy provavelmente desejarão que esta versão do personagem volte para o lugar de onde veio [o inferno]”. “Marshall e o roteirista Andrew Cosby foram fundo com sua classificação R-Rated (para maiores), apresentando tanto sangue e palavrões que, francamente, fica monótono. As performances fracas e a história incoerente não ajudam em nada”, apontou o jornal The Washington Post. “Há pouca tensão ou química e o CGI parece barato – deixando esse filme mais parecido com o purgatório do que com uma diversão infernal”, lamentou o jornal britânico Daily Mirror. “Apesar de seus visuais horripilantes, o verdadeiro vilão do filme é sua escrita podre, que transforma ‘Hellboy’ em sequências de ação constantes costuradas por duas ou três frases e uma vaga sugestão de narrativa”, resumiu o site Vox. “Feio, desagradável e totalmente sem graça, sem nada a dizer que não comece com um palavrão”, lamentou o jornal inglês Telegraph. “O fim está chegando”, diz um amigo moribundo de Hellboy quase no começo do filme, e a esta altura eu já estava pensando: ‘Ah, sim, por favor'”, clamou a crítica do New York Times, desejando que tudo acabasse mais rápido. “Quem, exatamente, estava clamando por um reboot de Hellboy?”, indagou, retoricamente, a revista The Hollywood Reporter. A resposta, claro, eram os fãs de Guillermo Del Toro. “Já ouviu a frase: ‘Se não está quebrado, não faça um reboot’?”, reforçou o blogue Randy Reviews. “A única coisa positiva que sobra desse filme é o reconhecimento da visão original de Guillermo del Toro”, concluiu o site We Live Entertainment. A estreia está marcada para 16 de maio no Brasil, um mês depois do lançamento nos Estados Unidos.










