Juiz rejeita processo de plágio contra A Forma da Água
O processo movido contra o estúdio Fox Searchlight e o diretor Guillermo del Toro por plágio em “A Forma da Água”, filme vencedor do Oscar 2018, foi rejeitado na Justiça americana. O processo era movido pela família do dramaturgo Paul Zindel, que alegava que a produção copiava uma peça do autor. Na terça-feira (24/7), o juiz Judge Percy Anderson, da Califórnia, rejeitou as acusações e concluiu que o filme apresenta apenas “pequenas similaridades” com a peça “Let Me Hear You Whisper”, escrita por Zindel no final da década de 1960. De acordo com a acusação, apresentada formalmente à Justiça norte-americana alguns dias antes da cerimônia da Oscar, o produtor Daniel Kraus, que propôs o filme a Del Toro, é um grande admirador da obra Zindel, assim como o cineasta, e teria proposto situar a trama do filme no mesmo ano em que um teleteatro inspirado na peça foi ao ar na TV americana. As coincidências entre os enredos de peça e filme seguem se multiplicando. A história de Zindel gira em torno de Helen, uma faxineira que se encanta por um golfinho mantido em cativeiro pelo governo. Para salvar a vida do animal, ela arma um plano para driblar a segurança máxima do local e retirá-lo de lá. Já no filme de Del Toro, Sally Hawkins vive Elisa, uma faxineira muda que se apaixona por uma criatura marinha, mantida em cativeiro em um laboratório secreto do governo. Ela também arma um plano para driblar a segurança máxima do local e retirá-lo de lá. Mas os resultados daí em diante revelam-se muito diferentes. De fato, se há similaridades na premissa, o restante, incluindo execução, desdobramentos e uma riqueza infinita de detalhes, são opostos. O juiz examinou o enredo, temas, ritmo, clima, diálogos e personagens nos respectivos trabalhos. “Apesar de a peça e o filme dividirem a mesma premissa básica de uma empregada de uma empresa tecnológica que decide liberar uma criatura aquática para protegê-la de experimentos, o conceito é geral demais para ser sustentado”. Uma das diferenças, de acordo com a autoridade, é a relação da protagonista com o animal. “Na peça, Helen não parece desenvolver uma atração única pela criatura. No caso, ela desaprova os testes no animal, o que leva ao seu desejo de salvar o golfinho. Por contraste, o laço de Elisa com o bicho no filme se desenvolve mais devagar, aumentando uma afeição pessoal e, depois, amor”. Guilhermo del Toro chegou a comentar a polêmica, na véspera da premiação do Oscar. “Eu nunca li ou vi a peça teatral”, disse o diretor ao site americano Deadline. “Eu nunca ouvi falar sobre essa peça antes de fazer ‘A Forma da Água’, e nenhum dos meus colaboradores mencionaram a peça”, completou. Por sua vez, a Fox Searchlight emitiou um comunicado apoiando Del Toro. “As acusações do senhor Zindel não têm fundamento, são totalmente sem mérito e vamos nos defender. Além disso, a queixa parece coincidir com o ciclo de votação do Oscar para pressionar o nosso estúdio a resolver o caso rapidamente. Em vez disso, nós vamos nos defender vigorosamente e, por extensão, defender este filme inovador e original”.
Emma Thompson vai voltar a viver a Agente O no novo Homens de Preto
A atriz Emma Thompson vai reprisar o papel de Agente O, que ela viveu em “Homens de Preto 3”, no novo filme da franquia, confirmando que a produção é um spin-off e não um remake/reboot. Em outras palavras, os produtores não vão zerar a história, mas continuá-la com outros personagens, e a presença de Thompson oferece a garantia da continuidade. Tudo indica que a Agente O continuará a ser a chefe da organização secreta, que tem como missão manter a existência de alienígenas escondida do resto da humanidade. E desta vez ela comandará novos agentes, interpretados pelos dois astros do recente “Thor: Ragnarok”, Chris Hemsworth e Tessa Thompson. Além deles, o comediante Kumail Nanjiani (“Doentes de Amor”) e o veterano astro Liam Neeson (“Busca Implacável”) completam o elenco central F. Gary Gray (“Velozes e Furiosos 8”) vai dirigir o filme, que tem roteiro de Matt Holloway e Art Marcum, responsáveis por “Homem de Ferro” (2008) e “Transformers: O Último Cavaleiro” (2017). Apesar de ainda não ter título oficial, o spin-off de “Homens de Preto” já tem data de estreia: 14 de junho de 2019.
Demi Lovato agradece “amor, orações e apoio” após ser internada por suposta overdose
Um representante de Demi Lovato agradeceu “a todos pelo amor, orações e apoio”, após a cantora ser levada de emergência a um hospital em Los Angeles na tarde de terça-feira (24/7). As informações passadas, por meio de comunicado, dão conta de que ele está consciente e acompanhada da família. A nota divulgada não confirma a informação do site TMZ de que ela teria sido encontrada desacordada por paramédicos em sua casa, após supostamente sofrer uma overdose de heroína. “Algumas informações sobre a saúde dela foram reportadas de forma incorreta durante o dia, e a família pede por privacidade”, resume o texto. Primeiro a noticiar a emergência hospitalar, o TMZ publicou que fontes da polícia informaram que a cantora sofrera overdose. Mais tarde, o site publicou informação de outra fonte, ouvida no hospital, que parecia corroborar a história, ao relatar que Demi estaria recebendo tratamento com um medicamento usado para reverter os efeitos de opioide – drogas como heroína. Mas um integrante de sua família garantiu que ela não usou heroína, embora não quisesse revelar qual droga causou o seu estado. O site informou que a própria Demi se recusou a dizer aos paramédicos que a socorreram que droga consumiu, e que teria causado sua overdose, e a política não encontrou nenhum vestígio de drogas ilegais em sua casa. Por conta disso, o caso não está sendo investigado como crime – justamente pela ausência de evidências. Ainda não há detalhes sobre seu estado de saúde. A popstar de 25 anos revelou publicamente sua luta contra a dependência química em 2013, quando anunciou que estava sóbria desde 2011, sem consumir álcool e drogas. No mês passado, ela lançou o single “Sober” (sóbria) em que trata do tema na primeira pessoa em uma narrativa confessional, sobre o poder destruidor do vício. A letra, porém, parecia confessar uma recaída – ou, ao menos, grande dificuldade para evitá-la. Demi deveria iniciar uma nova turnê musical nesta semana, e também tinha planos de retomar a franquia de telefilmes “Camp Rock”, que a projetou no Disney Channel há dez anos.
Festival de Toronto divulga primeira lista de filmes, repleta de aspirantes ao Oscar 2019
A primeira lista de filmes que serão exibidos no Festival de Toronto 2018 foi anunciada nessa terça (24/7), dando uma ideia de quais filmes acreditam ter chances de chegar ao Oscar 2019. No ano passado, filmes como “Mãe!”, de Darren Aronofsky, e “Suburbicon”, de George Clooney, tiveram essa pretensão dinamitada com repercussões negativas no evento canadense, enquanto “Três Anúncios para um Crime”, de Martin McDonagh, “Eu, Tonya”, de Craig Gillespie, “Me Chame pelo Seu Nome”, de Luca Guadagnino, e “A Forma da Água”, de Guillermo Del Toro, saíram consagrados pela repercussão positiva, conquistando diversas indicações e prêmios da Academia. Entre os destaques da seleção deste ano, estão “O Primeiro Homem”, filme da Damien Chazelle (“La La Land”) sobre a conquista da Lua que vai abrir o Festival de Veneza; “As Viúvas”, thriller de Steve McQueen, que não filmava desde “12 Anos de Escravidão” há cinco anos; “Beautiful Boy”, nova posta da Amazon Studios com Timothee Chalamet (“Me Chame pelo Seu Nome”); “Wildlife”, primeiro filme dirigido pelo ator Paul Dano (“Sangue Negro”), com Jake Gyllenhaal (“O Abutre”) e Carey Mulligan (“Mudbound”); “If Beale Street Could Talk”, novo filme de Barry Jenkins, do vencedor do Oscar 2018 “Moonlight”; e o musical “Nasce Uma Estrela”, dirigido e estrelado por Bradley Cooper (“Sniper Americano”) ao lado da popstar Lady Gaga. A lista ainda inclui “The Front Runner”, filme político estrelado por Hugh Jackman (“Logan”), “The Old Man & the Gun”, thriller que marcará a despedida de Robert Redford (“Butch Cassidy”) da atuação, e “Roma”, dirigido por Alfonso Cuarón (“Gravidade”). Entre as produções internacionais, também chamam atenção “Shadow”, novo trabalho do mestre chinês Zhang Yimou (“Herói”), “Galveston”, quarto longa dirigido pela atriz francesa Mélanie Laurent (“Respire”), “High Life”, primeira sci-fi da cineasta francesa Claire Denis (“Bastardos”), “Cold War”, que já rendeu o prêmio de Melhor Direção ao polonês Paweł Pawlikowski (“Ida”) no Festival de Cannes, e muitos outros. A lista divulgada inclui pouco mais de 30 filmes, mas a seleção completa deve ter mais de 200 títulos. Os novos filmes serão revelados nos próximos dias. Confira abaixo todos os títulos antecipados pelos organizadores. O Festival de Toronto 2018 acontece entre 6 e 16 de setembro. SESSÕES DE GALA “Beautiful Boy”, de Felix van Groeningen, EUA “Galveston”, de Mélanie Laurent, EUA “Everybody Knows”, de Asghar Farhadi, Espanhan/França/Itália “First Man”, de Damien Chazelle, EUA “The Hate U Give”, de George Tillman,Jr.,EUA “Hidden Man”, de Jiang Wen, China “High Life”, de Claire Denis, Germany/França/Polônia/Reino Unido “Husband Material”, de Anurag Kashyap, Índia “The Kindergarten Teacher”, de Sara Colangelo, EUA “The Land of Steady Habits”, de Nicole Holofcener, EUA “Life Itself”, de Dan Fogelman, EUA “The Public”, de Emilio Estevez, EUA “Red Joan”, de Sir Trevor Nunn, Reino Unido “A Star is Born”, de Bradley Cooper, EUA “Shadow”, de Zhang Yimou, China “What They Had”, de Elizabeth Chomko, EUA “Widows”, de Steve McQueen, Reino Unido/EUA  APRESENTAÇÕES ESPECIAIS “Ben is Back”, de Peter Hedges, EUA “Burning”, de Lee Chang-dong, Coreia do Sul “Can You Ever Forgive Me?” Marielle Heller, EUA “Capernaum”, de Nadine Labaki, Lebanon “Cold War”, de Paweł Pawlikowski, Polônia/Reino Unido/França “Colette”, de Wash Westmoreland, Reino Unido “Dogman”, de Matteo Garrone, Itália/França “If Beale Street Could Talk”, de Barry Jenkins, EUA “The Front Runner”, de Jason Reitman, EUA “Giant Little Ones”, de Keith Behrman, Canadá “Girls of the Sun (Les filles du soleil)”, de Eva Husson, França “Hotel Mumbai”, de Anthony Maras, Austrália “The Hummingbird Project”, de Kim Nguyen, Canadá “Maya”, de Mia Hansen-Løve, França “Manto”, de Nandita Das, Índia
Petição junta mais de 100 mil pessoas para que Netflix desista de lançar série
O trailer da série “Insatiable”, disponibilizado na semana passada, não agradou nadinha o público americano. A comédia adolescente foi acusada de gordofobia e “body-shaming” — algo como “humilhação corporal” – , porque mostra a atriz Debby Ryan sofrendo bullying por ser gorda, mas avança no tempo para transformá-la em magra, bela e vingativa. A rejeição fez com que mais de 100 mil pessoas assinassem uma petição on-line para que a Netflix desista de lançar a produção. “Por muito tempo, as narrativas falaram às mulheres e jovens garotas impressionáveis que, para ser popular, ter amigos, para se tornar desejada pelo olhar masculino e, em alguma medida, para ser um ser humano de valor, é preciso ser magra”, escreveu Florence, autora da petição, para justificar sua iniciativa. “Ainda temos tempo para impedir que esta série seja lançada e cause a devastação de insegurança nas mentes de jovens meninas que irão pensar que, para serem felizes e valiosas, precisam perder peso.” Ryan, que interpreta a personagem, defendeu “Insatiable” nas redes sociais, dizendo que “se preocupa profundamente” com o modo como os corpos femininos são “humilhados e policiados na sociedade”. “Nos últimos dias, vi quantas vozes são protetoras e potentes sobre os temas que aparecem na história”, escreveu a atriz no Twitter. “Fui atraída pela proposta dessa série sobre o quão difícil e assustador pode ser existir em um mundo com o seu corpo, seja porque você está sendo elogiada ou criticada por seu tamanho. E também sobre como é rezar para ser ignorada porque isso é mais fácil do que ser vista.” “Espero que os fãs esperam e assistam a série antes de julgar”, acrescentou. Criada por Lauren Gussis (roteirista de “Dexter”), “Insatiable” estava sendo desenvolvida na rede CW, que não aprovou o piloto, antes de chegar na Netflix. A prévia disponibilizada pela plataforma é cheia de momentos ultrajantes, no melhor estilo “Heathers” (o filme cultuado também conhecido como “Atração Mortal” no Brasil), chamando a estreia para 10 de agosto. Apesar dos protestos barulhentos, algumas pessoas têm defendido o uso da comédia para lidar com questões como bullying e a pressão pela magreza. De todo modo, vale observar que esta não é a primeira série de comédia sobre o tema produzida neste ano. Lançada em junho pelo canal pago americano AMC, “Dietland” também acompanha uma gordinha (Joy Nash) vítima de body-shaming, que se junta a feministas radicais numa trama mirabolante de vingança. A diferença é que ela não fica magra da noite para o dia.
Novo filme do diretor de Casa Grande é selecionado para o Festival de Veneza
O filme brasileiro “Domingo” foi selecionado para participar do Festival de Veneza 2018. Dirigido por Fellipe Barbosa (“Casa Grande”, “Gabriel e a Montanha”) em parceria com Clara Linhart (do documentário “Rio em Chamas”), o longa será exibido na seção Venice Days, mostra independente do festival, que segue os moldes da Quinzena dos Realizadores de Cannes. A trama de “Domingo” acompanha uma família burguesa decadente do interior gaúcho no dia 1º de janeiro de 2003, quando o presidente Luís Inácio Lula da Silva tomou posse na Presidência da República. Durante uma festa extravagante, muitas verdades estão prestes a vir à tona e o mal-estar entre os convidados fica evidente. O roteiro é assinado por Lucas Paraizo (também de “Gabriel e a Montanha”) e o elenco inclui Camila Morgado (“Olga”), Augusto Madeira (“Bingo: O Rei das Manhãs”), Ismael Caneppele (“Os Famosos e os Duendes da Morte”, Martha Nowill (“Vermelho Russo”), Clemente Viscaino (“Infância”) e Chay Suede (“A Frente Fria que a Chuva Traz”). A produção nacional vai concorrer ao prêmio da mostra com filmes de vários países, entre eles “Continuer”, do diretor belga Joachim Lafosse, “C’est ça L’amour”, da francesa Claire Burger, e “José”, do chinês Li Cheng, produzido e filmado na Guatemala. Em comunicado, o diretor artístico da mostra, Giorgio Gosetti, destacou que metade dos diretores selecionados são mulheres. “Não foi planejado. Nós procuramos o melhor que pudemos encontrar, e frequentemente o que encontramos foram filmes feitos com a sensibilidade feminina”, declarou. A mostra Venice Days, assim como o Festival de Veneza, vai acontecer entre os dias 29 de agosto e 8 de setembro.
Demi Lovato teria sofrido overdose
A cantora e atriz Demi Lovato teria sido encontrada inconsciente em sua casa por paramédicos em Los Angeles e levada às pressas para um hospital nesta terça-feira (24/7), pouco antes de meio-dia (16h no horário de Brasília). As informações sobre o motivo do atendimento e o estado de saúde da estrela pop são desencontradas. Fontes da polícia ouvidas pelo site TMZ informaram que Demi teria sofrido uma aparente overdose causada por uso de heroína. O site, porém, não sabe precisar o que aconteceu nem para qual hospital ela foi conduzida. A intérprete da Smurfette na recente animação “Os Smurfs e a Vila Perdida” passara a noite de segunda celebrando o aniversário de um amigo, postando imagens em seu Instagram, em que aparentava felicidade. A popstar de 25 anos revelou publicamente sua luta contra a dependência química em 2013, quando anunciou que estava sóbria desde 2011, sem consumir álcool e drogas. No mês passado, ela lançou o single “Sober” (sóbria) em que trata do tema na primeira pessoa em uma narrativa confessional, sobre o poder destruidor do vício. A letra, porém, parecia confessar uma recaída – ou, ao menos, grande dificuldade para evitá-la. Demi deveria iniciar uma nova turnê musical nesta semana, e também tinha planos de retomar a franquia de telefilmes “Camp Rock”, que a projetou no Disney Channel há dez anos.
Criador de Rick and Morty se desculpa por vídeo ofensivo usado pela extrema direita para pedir sua demissão
Novo alvo da extrema direita dos Estados Unidos, o roteirista-produtor Dan Harmon, um dos criadores do desenho “Rick and Morty” para o Adult Swim, bloco adulto do Cartoon Network, emitiu um pedido de desculpas pelo vídeo descoberto pelos paladinos da moral que querem sua demissão. O grupo de apoiadores de Donald Trump, liderado por Mike Cernovich, responsável por expôr os tuítes ofensivos de James Gunn, que levaram o diretor
Roseanne Barr está “enojada” com apoio recebido por James Gunn após ser demitido pela Disney
Roseanne Barr está inconformada. Ou, em suas palavras, “enojada”. Depois de ser demitida e ter a série que leva seu nome cancelada devido a um tuíte racista que escreveu contra uma ex-assessora do presidente americano Barack Obama, ela decidiu se revoltar contra as mensagens de apoio recebidas por James Gunn, diretor da franquia “Guardiões da Galáxia”, demitido pelo mesmo conglomerado (Disney) após uma blitz da extrema direita que trouxe à tona antigos tuítes com piadas sobre pedofilia e estupro. “Estou enojada por ler todas as mensagens de apoio às piadas de pedofilia de James Gunn, já que as mesmas pessoas apoiaram a minha demissão por uma piada que elas nem entenderam”, escreveu a comediante em seu Twitter, na segunda (23/7). A demissão de Roseanne Barr aconteceu em maio, quando ela publicou um tuíte em que dizia que Valerie Jarrett, ex-assessora de Obama, era o resultado da mistura entre “macacos” e a “Irmandade Muçulmana”. A frase repercutiu negativamente na internet porque Jarrett é uma mulher negra que nasceu no Irã, fazendo com que o comentário fosse considerada extremamente racista, levando a presidente da rede ABC a anunciar o fim da série “Roseanne”, que era líder de audiência da TV americana em seu retorno ao ar. À época, Roseanne culpou o uso de remédios pelo comentário na rede social. Recentemente, porém, em seu canal no YouTube, ela deu outra justificativa. “Eu achei que a vadia fosse branca, porra”, disparou num vídeo, igualmente ofensivo e odioso. Há diferenças entre os dois casos. Os tuítes de James Gunn foram feitos há mais de uma década, quando ele não era funcionário da Marvel/Disney, ao contrário de Roseanne, que era funcionária da ABC/Disney quando escreveu seus disparates neste ano. Além disso, o diretor mostrou humildade diante da situação e se assumiu arrependido dos dias em que buscava chocar sem se preocupar com sensibilidades. Outra diferença foi apresentada pela jornalista Dana Schwartz, da revista Entertainment Weekly, que afirmou em seu Twitter que piadas sobre pedofilia não são pedofilia, ainda que não tenham a menor graça. Já piadas racistas são racismo mesmo.
O Paciente: Trailer emocionante recria a tragédia da morte de Tancredo Neves, que parou o Brasil em 1985
A Paris e a Globo Filmes divulgaram fotos, o pôster e o primeiro trailer de “O Paciente – O Caso Tancredo Neves”. O título horrível, mais adequado a um documentário televisivo, tese de graduação acadêmica ou pesquisa literária, esconde uma prévia emocionante, com doses equilibradas de tensão, dramaticidade e perspectiva histórica. O mais impressionante na prévia é enxergar o grande intérprete Othon Bastos (“O Último Cine Drive-In”) e ver Tancredo Neves. E ele não é o único ator a conseguir este efeito no vídeo. Emilio Dantas (“Motorad”) também some em cena para dar lugar a Antonio Britto, o secretário de imprensa e assessor de Tancredo, que informava diariamente a condição do paciente. Mas o grande papel é mesmo do veterano do cinema brasileiro, que já era destaque desde o clássico “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), e retorna em grande estilo após muitas novelas, num trabalho digno da grandeza de sua filmografia. No filme, Othon Bastos vive o primeiro presidente civil do Brasil após a ditadura, responsável direto pela redemocratização do país, que uniu de Lula a Fernando Henrique Cardoso no mesmo palanque, mas morreu em abril de 1985, antes de assumir o cargo, deixando o país na mão de seu vice, José Sarney – o primeiro de uma longa tradição de vices transformados em presidentes do Brasil nos últimos anos. Acometido de uma doença súbita, Tancredo definhou até morrer após sua eleição. Muitas teorias de conspiração e acusações de erros médicos alimentaram os bastidores de sua morte, que foi tratada como tragédia nacional e parou o Brasil, gerando comoção entre todos os brasileiros. Simbólico, Tancredo representou, com sua eleição, o fim de um dos períodos mais sinistros da nação, mas com sua morte assinalou também o desencanto, o fim da esperança de que tudo pudesse mudar, alçando à presidência um político aliado dos antigos ditadores e que viria a perpetuar no poder o mesmo grupo, denominado de “centrão”, que resiste até a ser lavado à jato. O elenco que recria este capítulo triste da História do Brasil também inclui Esther Goes (novela “Bela, a Feia”), que, como Dona Rizoleta, a viúva de Tancredo, é responsável por dar a dimensão dramática da prévia, além de Paulo Betti (“Chatô: O Rei do Brasil”), Otavio Muller (“O Gorila”), Leonardo Medeiros (“Polícia Federal: A Lei é para Todos”) e Luciana Braga (novela “Vidas em Jogo”). O roteiro foi escrito por Gustavo Lipsztein (“Polícia Federal: A Lei É para Todos”), baseando-se no livro homônimo do pesquisador e historiador Luis Mir, que teve acesso a documentos do Hospital de Base de Brasília e do Instituto do Coração, em São Paulo, onde Tancredo Neves morreu, e que concluiu que um erro de diagnóstico de apendicite aguda levou a equipe médica a realizar, desnecessariamente, uma cirurgia de emergência que impediu o presidente eleito de tomar posse e, basicamente, agravou sua saúde até o óbito, por falência múltipla de órgãos. A direção é do veterano cineasta Sérgio Rezende (de “Guerra de Canudos”, “Zuzu Angel” e “Salve Geral”) e a estreia está marcada para o dia 13 de dezembro.
Conheça a trajetória de Nicole Maines, que viverá a primeira super-heroína transexual da TV
A atriz Nicole Maines vai fazer história como a primeira super-heroína transexual da TV, na próxima temporada de “Supergirl”. E sabe da responsabilidade que isso representa. “Parece apropriado dizer que com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Estou nervosa porque quero fazer do jeito certo”, disse Maines, citando uma famosa frase dos quadrinhos do Homem-Aranha para a revista Variety. Apesar disso, o papel está longe de ser o maior desafio de sua vida, já que ela encarou vários, como contou em sua autobiografia, “Becoming Nicole”. O primeiro deles foi ser aceita pelos próprios pais. Nascida Wyatt em 7 de outubro de 1997, junto com seu irmão gêmeo Jonas, ela se descobriu transgênero aos três anos de idade, mas precisou chorar muito e sofrer para ter a identidade sexual respeitada em sua própria casa, já que o pai não a deixava usar os vestidos cor-de-rosa que ela queria. Foi na 4ª série do ensino fundamental que ela decidiu se chamar Nicole, como sua personagem favorita da série infantil “Zoey 101” (2005–2008), do canal Nickelodeon. E aos 15 anos de idade, já aceita pela família, passou a lutar por seus direitos na escola. Humilhada, ela não podia ir ao banheiro da instituição, porque foi impedida de frequentar o banheiro feminino após a reclamação do avô de uma de suas colegas. Também não podia ir ao banheiro masculino, onde sofria bullying. Assim, ela deveria usar o banheiro dos funcionários. Ou segurar a vontade. A família de Nicole entrou com uma ação na Justiça por sentir que ela estava sofrendo discriminação. Em junho de 2014, a Suprema Corte concluiu que o distrito escolar havia violado seus direitos humanos. A família Maines recebeu uma indenização de US$ 75 mil e a escola foi proibida de impedir alunos transgêneros de entrar no banheiro com qual se identificassem. A decisão criou jurisprudência e se transformou num marco histórico na luta pela aceitação da comunidade trans. E tornou a ainda adolescente Nicole Maines conhecida em todo o país. Aos 18 anos, ela contou sua história no livro “Becoming Nicole”, escrito por Amy Ellis Nutt, jornalista do Washington Post, com o objetivo de mostrar a falta de preparo dos pais e das instituições para lidar com crianças transexuais. A publicação entrou na lista dos livros mais vendidos do New York Times e recebeu diversos prêmios. Naquele mesmo ano de 2015, Nicole estreou como atriz, participando da série “Royal Pains”, num episódio sobre os perigos sofridos por uma adolescente trans ao usar hormônios. No ano seguinte, foi destaque no documentário “The Trans List”, da HBO. Agora, dá início ao resto de sua vida, com seu primeiro papel recorrente numa série da TV aberta nos Estados Unidos, sem perder de vista que tudo começou com a vontade de usar um vestido rosa e ir ao mesmo banheiro de suas colegas de aula. “Muitas pessoas estão realmente ansiosas para contar a história das pessoas transgêneras, especialmente porque é uma questão muito importante para a nossa sociedade hoje. Parece justo termos um super-herói trans para as crianças trans poderem se inspirar. Eu gostaria que houvesse uma quando eu era pequena”, contou a atriz, hoje com 20 anos. “Nós podemos ser quem nós quisermos, podemos fazer o que quisermos: podemos ser super-heróis, porque, de muitas formas, nós somos. Temos a representação de pessoas trans na TV já há um tempo, mas não tem sido a representação correta”, apontou, citando que, muitas vezes, essas personagens são viciadas em drogas ou trabalham com prostituição. Além disso, são interpretados por atores cisgêneros (que se identificam com os gêneros com que nasceram) e heterossexuais. “São homens de vestidos, e isso tem sido prejudicial por muito tempo”. A questão é importante para Maines, que inclusive opinou sobre a controvérsia que se instaurou recentemente quando a atriz Scarlett Johansson foi anunciada para o papel de um homem trans no filme “Rub & Tug” – do qual ela abriu mão dias depois. “Acho que os atores cisgêneros não pegam esses papéis por mal, é apenas uma falha em reconhecer o contexto”, disse. “Você tem que pensar no contexto. Como trans, muitas pessoas nos acusam de nos fantasiarmos, por qualquer motivo que seja, e isso não é verdade. Ter pessoas trans em papéis trans mostra que nossas identidades são válidas e que nós existimos. Então quando temos atores cis fazendo personagens trans, isso propaga o estereótipo de que é um homem (ou mulher) se fantasiando, o que não é verdade”, apontou. “Estamos em uma época em que, mais do que nunca, a representação na mídia importa. E o que vemos na televisão tem um efeito muito dramático na sociedade”, acrescentou. A participação da atriz em “Supergirl” representa mais um avanço da série na opção por representatividade e tramas inclusivas, após elogiados arcos em que Alex (Chyler Leigh), irmã da heroína, assumiu-se lésbica, o super-herói Caçador de Marte (David Harewood) ilustrou a dificuldade de lidar com a demência de seu velho pai e o Guardião (Mehcad Brooks) refletiu o estigma do racismo. A forma como a série adapta temas relevantes da atualidade em tramas de super-heróis a diferencia de todas as outras produções do Arrowverse. Seguem, a seguir, algumas informações sobre a personagem de Nicole Maines. Ela foi escalada para interpretar Nia Nal, uma jornalista transsexual, que, segundo os produtores, se tornará uma super-heroína chamada Dreamer. Nas publicações da DC Comics, Dreamer, traduzida no Brasil como Sonhadora, é uma heroína conhecida da Legião dos Super-Heróis, o grupo do século 31 que foi introduzido em “Supergirl” na temporada passada. Mas muitos detalhes diferenciam a Sonhadora dos quadrinhos da versão que deve ser apresentada na série. A personagem é descrita pelos produtores como “confiante e fashionista” e “como uma versão mais jovem de Cat Grant” (Calista Flockhart). “Antes escritora de discursos políticos, Nia é a nova adição à equipe de jornalismo investigativo da CatCo, trazendo com ela astúcia e humor. Sob uma fachada de deboche existe uma jovem mulher com muito a oferecer ao mundo”, diz a sinopse da produção. Embora a identidade civil de Sonhadora tenha sido pouco explorada nos quadrinhos, seu nome original não é Nia, mas Nura Nal e ela vem de outro planeta, chamado Nalor. Seu poder é quase uma doença, uma condição que a faz sofrer de narcolepsia, dormir subitamente. Neste estado, Sonhadora manifesta a habilidade especial de literalmente sonhar. E as imagens de seus sonhos são visões do futuro que sempre se realizam, ainda que lhe cheguem incompletas. Ela não é transexual nos quadrinhos, mas uma loira platinada inspirada por pin-ups e starlets de Hollywood – como Jayne Mansfield e Mamie van Doren – , desenhada por John Forte em 1964 como a mais bonita e glamourosa das heroínas do futuro, fato enaltecido pela forma como deixava os legionários a seus pés em sua estreia. Detalhe: na época, ela era chamada de Dream Girl, a Garota dos Sonhos. Mas um fato divertido – e relativamente recente – é que Sonhadora já compartilhou seu corpo com Brianiac 5, o que não deixa de ser uma analogia para a transexualidade. Ao ganhar novamente um corpo feminino, ela terminou se casando com Brainy – antes da DC anular todos os casamentos da Legião dos Super-Heróis com muitos reboots desnecessários. Para completar, vale lembrar que, após estrear na temporada passada, Brainiac 5 será personagem fixo dos próximos episódios da série, interpretado por Jesse Rath.
Andrew Lincoln lamenta ter confirmado o maior spoiler da história de The Walking Dead
Após confirmar sua saída de “The Walking Dead” ao público da San Diego Comic-Con, o ator Andrew Lincoln confessou à revista Entertainment Weekly que se sentia “aliviado” por não guardar mais esse segredo. Ao mesmo tempo, ele também lamentou que o público soubesse de antemão que a 9ª temporada da série será sua última no papel. “Eu sinto muito que essa história tenha saído na imprensa”, comentou, sobre o vazamento da notícia, que acabou se tornando o maior spoiler de toda a história da série. “Realmente acredito na história que vamos contar para a saída de Rick, e acho que teria sido incrível se fosse tudo uma surpresa”, completou. Lincoln só admitiu sua despedida após vários veículos de imprensa publicarem, com semanas de antecedência, que o ator deixaria “The Walking Dead”. Isso foi confirmado por diversos atos falhos da equipe, inclusive de um dos diretores da série, que publicou um post em seu Instagram agradecendo e dando adeus a Lincoln no set. Sem ter como contornar, o próprio criador dos quadrinhos, Robert Kirkman, confirmou a notícia em entrevista durante a Comic-Con, horas antes de o próprio ator admitir que os rumores sobre sua morte na série não eram exagerados. “The Walking Dead” retorna para a 9ª temporada em 7 de outubro. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Fox.
Série animada Steven Universo vai ganhar longa-metragem
O Cartoon Network surpreendeu os fãs da série animada “Steven Universo” (Steven Universe) com o anúncio que a atração vai ganhar uma versão em longa-metragem, que será exibido no próprio canal. O anúncio foi disponibilizado num teaser, que não acrescenta mais nada, mas pode ser conferido abaixo. Após cinco temporadas e 151 episódios, as aventuras do jovem protagonista do título e seu trio de protetores místicos estenderão suas aventuras e possivelmente polêmicas no canal. Afinal, a criação de Rebecca Sugar ganhou as manchetes recentemente por mostrar o primeiro casamento lésbico da história da animação televisiva, quando as personagens Rubi e Safira se uniram em matrimônio. O Cartoon Network ainda não anunciou a data de estreia do telefilme animado.












