Meryl Streep e Robin Wright vêm a São Paulo falar do empoderamento feminino
As atrizes Meryl Streep (“Florence: Quem é Essa Mulher?”) e Robin Wright (série “House of Cards”) vem ao Brasil participar de um evento sobre o empoderamento feminino. Elas serão as estrelas de um debate organizado pelo Banco Santander Brasil, marcado para 29 de maio em São Paulo, em que discutirão a posição da mulher no mercado de trabalho atual. “Teremos uma conversa sobre a mulher, a posição da mulher e a liderança feminina no mundo de hoje que se acelera”, afirmou o presidente da filial brasileira do Santander, Sergio Rial, em um encontro com jornalistas. A Netflix vai aproveitar a oportunidade para apresentar a 5ª temporada da série “House of Cards”, protagonizada por Kevin Spacey e a própria Robin Wright, que estreia no dia seguinte na plataforma de streaming. Recentemente, a atriz exigiu da produtora da série receber o mesmo salário de seu companheiro Kevin Spacey, o que foi lembrado por Rial como pretexto ideal para falar “dessa nova mulher que ainda tem que se posicionar no mercado de trabalho”. Vale lembrar também que Meryl Streep estrelou em 2015 “As Sufragistas”, sobre o surgimento do movimento feminista.
Madonna ataca “mentiras” do roteiro de sua cinebiografia e fãs provam que quem mente é ela
Madonna voltou a atacar a produção de “Blonde Ambition”, que vai contar o começo de sua carreira. Mas acabou tropeçando em sua própria tentativa de desmerecer a obra ao citar supostos erros no roteiro de Elyse Hollander (assistente de Alejandro González Iñárritu em “Birdman”) em um post já deletado do Instagram. “Vamos começar com a primeira página. Eu nasci em Bay City e não Detroit. E eu não desisti do ensino médio, na verdade eu até fui para a Universidade de Michigan. Por que o Universal Studios quer fazer um filme sobre mim baseado em um roteiro cheio de mentiras? A escritora Elyse Hollander poderia escrever para tabloides. Qualquer um que apoia esse filme está apoiando mentiras e exploração”, ela escreveu, rabiscando o roteiro com a expressão “WTF” (que po*a é essa). Veja a imagem abaixo Mas os fãs que conhecem cada detalhe da vida da cantora, quem diria, contestaram a versão “oficial”, resgatando um vídeo de 1983, época em que se passa “Blonde Ambition”, no qual Madonna diz exatamente a frase do roteiro numa entrevista com Dick Clark. O vídeo foi linkado à comentários sobre sua postagem. Confrontada, ela acabou deletando o que havia publicado. Sem se dar por vencida, colocou no lugar do ataque uma frase moralista: “Não ligue para aqueles que falam por suas costas. Eles estão atrás por uma razão”. Anteriormente, Madonna tinha atacado o projeto dizendo que era a única que sabia de sua história. “Ninguém sabe o que eu sei e o que eu vi. Somente eu posso contar a minha história. Qualquer pessoa que tente fazer isso é um charlatão e um idiota buscando gratificação instantânea sem fazer o trabalho. Isso é uma doença na nossa sociedade”, ela escreveu no mesmo Instagram. Já na largada, ficou claro que a versão chapa branca de Madonna tem furos. Sem querer, a cantora atiçou a curiosidade dos fãs. O projeto acaba de ficar mais interessante. Produzido por Michael De Luca, responsável pela franquia “Cinquenta Tons de Cinza”, e Brett Ratner, diretor da trilogia “A Hora do Rush” e sócio da produtora RatPac, “Blonde Ambition” ainda não tem cronograma de filmagem ou previsão de estreia. De todo modo, este não é o único filme em desenvolvimento sobre o começo da carreira de Madonna. Parte documentário e parte dramatização, a produção indie “Emmy and the Breakfast Club” cava ainda mais fundo para contar a história das bandas de rock de Madonna e já teve fotos divulgadas. Confira aqui. Detalhe: Madonna não poderá contestar as histórias deste filme, porque ele conta com o apoio dos integrantes originais das bandas – um deles, por sinal, ex-namorado da cantora. Universal Studios? Brett Ratner ?and Rat and Elyse Hollander ??? Lies Have No Legs. Uma publicação compartilhada por Madonna (@madonna) em Abr 26, 2017 às 12:29 PDT
Vídeos apresentam os personagens da série distópica The Handmaid’s Tale
O serviço de streaming Hulu divulgou sete vídeos destacando os personagens da série sci-fi “The Handmaid’s Tale”, uma das mais esperadas do ano. Baseada no livro de Margaret Atwood, traduzido no Brasil como “O Conto da Aia” e já filmado em 1990 como “A Decadência de uma Espécie”, a trama se passa num futuro distópico, após desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda levar a sociedade a explorar as mulheres férteis como propriedade do estado. Elizabeth Moss vive Offred, forçada à servidão sexual para, na condição de uma das últimas mulheres férteis, cumprir seu papel na repopulamento do planeta. Assim, ela é obrigada a transitar entre comandantes, suas esposas cruéis e outros tipos perigosos, lidando com todos com um único objetivo em mente: encontrar a filha que lhe tiraram. Para isso, conta com a ajuda de sua melhor amiga, vivida por Samira Wiley (série “Orange Is the New Black”), que está passando pelo mesmo tipo de treinamento e que serve como conexão de Offred com uma vida anterior a todo essa humilhação. O ator Joseph Fiennes (“Ressurreição”) também tem destaque como o Comandante Fred Waterford, um dos fundadores da sociedade distópica. E o elenco ainda inclui Yvonne Strahovski (série “Chuck”), Alexis Bledel (série “Gilmore Girls”), Max Minghella (“Amaldiçoado”), O-T Fagbenle (série “Looking”), Ever Carradine (série “Major Crimes”), Madeline Brewer (série “Hemlock Grove”) e Ann Dowd (série “The Leftovers”). A adaptação foi criada por Bruce Miller (roteirista da série “The 100”) e a estreia está marcada para esta quarta (26/4) nos EUA. A crítica americana já viu e as resenhas extremamente positivas renderam 98% de aprovação no site Rotten Tomatoes.
Jason Alexander vai estrelar nova série de comédia sobre família de músicos
Jason Alexander, o eterno George Constanza de “Seinfeld”, vai voltar a estrelar uma série de comédia. O canal pago americano Audience Network aprovou a produção de “Hit the Road”, que trará o ator como patriarca de uma família que viaja pelo país tentando alavancar a carreira de sua banda. Com dez episódios, a 1ª temporada de “Hit the Road” vai acompanhar uma banda formada por uma família caótica e disfuncional, que atravessa os EUA em um ônibus buscando sucesso e, no processo, abre mão de coisas como privacidade, conforto e dignidade. “Estou tão honrado com a confiança e o apoio que recebemos da Audience Network e dos nossos parceiros produtores. Estamos muito animados em trazer à vida esta família engraçada, destemida e caótica. E estamos muito gratos pela oportunidade”, disse Alexander em comunicado. Chris Long, vice-presidente sênior de conteúdo original do canal, também se pronunciou. “Trabalhar com um gênio do humor como Jason Alexander é verdadeiramente uma honra e sabemos que nossos espectadores vão se apaixonar por seu personagem. Jason foi responsável por alguns dos momentos mais memoráveis da história da TV e estamos entusiasmados com o fato de que ele está se juntando à família Audience Network.” A série foi criada pelo próprio Alexander, em parceria com Peter Tilden (criador de “Bob Patterson”, também estrelada por Alexander em 2001) e Dean Craig (roteirista de “Morte no Funeral”), e ainda não tem previsão de estreia.
Reese Witherspoon confirma planos para 2ª temporada de Big Little Lies
A atriz Reese Witherspoon, que além de estrelar produziu a minissérie “Big Little Lies” com Nicole Kidman, confirmou estar tentando encontrar uma história para uma 2ª temporada da atração. Em entrevista ao E!News, ela contou estar conversando com Kidman e a escritora Liane Moriarty, autora do livro que inspirou a série, sobre uma potencial continuação. “Nicole e eu acabamos de falar sobre isso, faz três dias. Estamos conversando com Liane Moriarty, que escreveu o livro, sobre como esses personagens poderiam continuar na trama, o que aconteceria. Definitivamente deixamos o final da 1ª temporada em aberto, então existe uma possibilidade ali.” “Big Little Lies” é baseado no romance homônimo de Moriarty. A escritora não criou uma sequência para a história, mas recentemente disse em entrevista ao jornal australiano The Sydney Morning Herald que ela está aberta a continuar a trama. “Comecei a pensar em como isso poderia continuar. As produtoras me pediram para ver se eu poderia apresentar algumas ideias. Não escreveria um livro novo, mas talvez uma nova história e então poderíamos ver o que acontece. Estou absolutamente aberta a isso porque parei para pensar e vi que seria muito divertido ver esses personagens novamente. E definitivamente há lugares para onde a história pode caminhar.” O único que parece contrário à ideia é o diretor Jean-Marc Vallée, que disse não ter planos de participar de uma possível 2ª temporada da série. A série exibiu seu último episódio no dia 2 de abril no canal pago HBO, após acompanhar a história de três mães que têm vidas aparentemente perfeitas, mas que sucumbem às pequenas pressões do cotidiano e chegam ao ponto de cometer um assassinato.
Nicolas Cage quebra o tornozelo durante filmagem de thriller de ação
O ator Nicolas Cage quebrou o tornozelo durante as filmagens de “#211”, um thriller de ação rodado em Sofia, na Bulgária. O acidente foi sucintamente descrito como “bizarro” pelo site Deadline. Cage foi levado para um hospital, perto de onde o longa está sendo filmado. Segundo o Deadline, o médicos queriam fazer cirurgia imediatamente. Em vez disso, o ator decidiu embarcar num avião para se tratar em Los Angeles. Os representantes do ator confirmam que ele está atualmente convalescendo e espera voltar ao set, para retomar seu trabalho, em duas semanas. A produção foi interrompida após o acidente e aguarda o retorno de Cage para ser retomada. “#211” tem roteiro e direção do ex-campeão de snowboard York Shackleton (“Kush”) e traz Cage na pele de um agente que tenta evitar um assalto. A produção é dos estúdios Millennium/Nu Image.
História real do lutador que inspirou o filme Rocky ganha trailer legendado
A California Filmes divulgou o trailer legendado de “Punhos de Sangue” (Chuck). Com direção do canadense Philippe Falardeau (“O que Traz Boas Novas”), o drama indie traz Liev Schreiber (série “Ray Donovan”) como Chuck Wepner, boxeador amador de Nova Jersey que aguentou 15 assaltos em uma luta de pesos-pesados contra Muhammad Ali em 1975, derrubando o campeão uma vez antes de ser derrotado. A luta inspirou Sylvester Stallone a escrever “Rocky” (1976). “Rocky” se tornou icônico, ganhou continuações e foi entronizado na cultura pop, mas a vida de Chuck não teve direito a revanche vitoriosa. Sua façanha acabou esquecida. Apesar do tom melancólico, a prévia também inclui momentos doces e engraçados. A história é real e Stallone admitiu a inspiração, inclusive precisou entrar em um acordo judicial com o lutador, que o processou por não ter cumprido as promessas de pagamento feitas pelos direitos de sua trajetória. Além de estrelar o filme, Schreiber escreveu o roteiro. O elenco também inclui Naomi Watts (“A Série Divergente: Convergente”), Ron Perlman (“Círculo de Fogo”), Elisabeth Moss (série “Mad Men”) e Morgan Spector (série “Pessoa de Interesse”) como Stallone. “Punhos de Sangue” terá première mundial na sexta (28/4), no Festival de Tribeca, e estreia comercialmente na próxima semana nos EUA. No Brasil, o lançamento está marcado para 25 de maio.
Primeiros minutos de Alien: Covenant revelam destino dos sobreviventes de Prometheus
A Fox divulgou um vídeo legendado com as cenas iniciais de “Alien: Covenant”. São quase 3 minuto, que fazem uma conexão direta com o final de “Prometheus”, mostrando os sobreviventes Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) e o androide David (Michael Fassbender) em viagem a bordo de uma nave alienígena, rumo ao planeta dos Engenheiros. O vídeo se encerra com a chegada no novo mundo, em meio a muitos efeitos visuais e um comentário maligno do robô. Esta sequência deve antecipar um salto no tempo, que mostrará uma nova nave e tripulação rumando para o mesmo local, sem saber o que os espera. Nesta nave estão os personagens vividos por Katherine Waterston (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”), Danny McBride (“É o Fim”), Billy Crudup (“Spotlight”), Tess Haubrich (série australiana “Home and Away”), Demián Bichir (“Os Oito Odiados”), Amy Seimetz (“O Último Sacramento”), Carmen Ejogo (“Selma”), Callie Hernandez (série “Um Drink no Inferno”), Jussie Smollett (série “Empire”) e James Franco (“Oz, Mágico e Poderoso”), além de um segundo androide, Walter, também vivido por Michael Fassbender (“X-Men: Apocalipse”). Continuação de “Prometheus” (2012) e prólogo de “Alien: o Oitavo Passageiro” (1979), “Alien: Covenant” tem direção de Ridley Scott, que assinou ambos os filmes, e estreia em 11 de maio no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA.
Personagem de Samuel L. Jackson batiza filme que fará crossover de Corpo Fechado e Fragmentado
O diretor M. Night Shyamalan anunciou no Twitter o título e a data de estreia da continuação de “Fragmentado”. O filme vai se chamar “Glass”, um nome significativo para os fãs do cineasta. O título assume a conexão com “Corpo Fechado” (2000) ao referenciar o apelido do personagem de Samuel L. Jackson naquele filme, “Mr. Glass” (Sr. Vidro). A trama será um crossover entre os personagens de “Fragmentado” e “Corpo Fechado”, conforme o final do filme deste ano aludia. O elenco trará os dois protagonistas de cada filme, Samuel L. Jackson e Bruce Willis da produção clássica, e James McAvoy e Anya Taylor-Joy da mais recente. Ao anunciar a produção, Shyamalan revelou os detalhes. “Terminei o novo roteiro. Demorou 17 anos, mas posso responder à pergunta que mais me fazem: ‘Você vai fazer uma sequência para ‘Corpo Fechado’ ou não?’. Meu novo filme é uma sequência para ‘Corpo Fechado’ e ‘Fragmentado’. Sempre foi meu sonho fazer os dois filmes colidirem neste terceiro”. A estreia, pela Universal Pictures, será em janeiro de 2019. Veja abaixo os tuítes da revelação. Okay. Here we go. Finished the new script. — M. Night Shyamalan (@MNightShyamalan) April 26, 2017 It’s taken 17 years but I can finally answer the #1 question I get, “Are you making a f#&@ing sequel to Unbreakable or what?” — M. Night Shyamalan (@MNightShyamalan) April 26, 2017 My new film is the sequel to #Unbreakable AND #Split. It was always my dream to have both films collide in this third film. — M. Night Shyamalan (@MNightShyamalan) April 26, 2017 The iconic Bruce Willis returns as David Dunn — M. Night Shyamalan (@MNightShyamalan) April 26, 2017 The incomparable @SamuelLJackson will return as Elijah Price/Mr. Glass — M. Night Shyamalan (@MNightShyamalan) April 26, 2017 The virtuoso #JamesMcAvoy returns as Kevin Wendell Crumb, Patricia, Dennis, Hedwig, Barry, Jade, Orwell, The Beast, Heinrich, Norma, Pol- — M. Night Shyamalan (@MNightShyamalan) April 26, 2017 And the prodigy, @AnyaTaylorJoy will return as Casey Cooke — M. Night Shyamalan (@MNightShyamalan) April 26, 2017 And the film is called GLASS… — M. Night Shyamalan (@MNightShyamalan) April 26, 2017 Universal Pictures will release #Glass on January 18, 2019 all over the world. How’s that for not keeping a secret! — M. Night Shyamalan (@MNightShyamalan) April 26, 2017
Jonathan Demme (1944 – 2017)
Morreu o diretor Jonathan Demme, vencedor do Oscar por “O Silêncio dos Inocentes” (1991). Ele faleceu nesta quarta (26/4) em Nova York, aos 73 anos, vítima de um câncer no esôfago e de complicações cardíacas. O cineasta foi diagnosticado com a doença em 2010, quando passou por um tratamento bem sucedido. Infelizmente, o câncer retornou em 2015 e sua saúde se deteriorou, até seu estado se tornar grave nas últimas semanas. Com mais de 40 anos de carreira, Demme integrava a brilhante geração de cineastas que deu seus primeiros passos sob a tutela do produtor Roger Corman nos anos 1970, da qual também fazem parte Francis Ford Coppola, Martin Scorsese, James Cameron, Ron Howard e Curtis Hanson. Seu primeiro trabalho foi como roteirista do filme B de motoqueiros “Angels Hard as They Come”, produzido por Corman em 1971. A estreia como diretor aconteceu logo em seguida, com “Celas em Chamas (1974), que explorava a vertente sensacionalista dos filmes de presídios femininos, exemplar típico das produções de Corman. A partir daí, alternou thrillers, comédias e documentários, uma rotina que o acompanhou por toda a carreira. Não demorou a chamar atenção, eletrizando com o suspense “O Abraço da Morte” (1979) e encantando com a comédia “Melvin e Howard” (1980), sobre um suposto herdeiro da fortuna de Howard Hughes. Mas o trabalho que lhe trouxe mais atenção foi um documentário musical, que registrava a banda Talking Heads ao vivo. Com trechos transformados em clipes, “Stop Making Sense” (1984) acabou espalhando o nome de Demme. E ele passou a fazer clipes, assinando vídeos de The Pretenders, UB40, New Order e Bruce Springsteen, entre outros. Um dos trabalhos mais importantes desta fase foi o vídeo de protesto “Sun City” (1985), que reuniu uma multidão de artistas contra o Apartheid da África do Sul. Toda essa experiência foi vertida na confecção de seu filme-síntese, “Totalmente Selvagem” (1986), em que uma mulher fatal “rapta” um yuppie para um fim de semana de loucuras. Estrelado por Melanie Griffith, Jeff Daniels e o praticamente estreante Ray Liotta, o filme começava como comédia e terminava como suspense, e pelo meio do caminho enveredava por cenas musicais. Cultuadíssimo, foi escolhido para lançar a revista Set, de cinema, no Brasil. Demme retomou a alternância de seus três gêneros prediletos com o documentário “Declarações de Spalding Gray” (1987), a comédia “De Caso com a Máfia” (1988) e, claro, o suspense “O Silêncio dos Inocentes” (1991). O filme que introduziu o serial killer Hannibal Lecter no imaginário popular tornou-se icônico, com cenas referenciadas até hoje. Mas tão fantástica quanta a interpretação de Anthony Hopkins, vencedor do Oscar pelo papel do psicopata canibal, foi a direção de Demme, criando tensão absurda em simples diálogos e estabelecendo um vocabulário cinematográfico que se tornaria muito imitado. “O Silêncio dos Inocentes” venceu merecidos cinco Oscars: Melhor Filme, Direção, Roteiro, Ator e Atriz (Jodie Foster). Mas não foi a obra mais relevante do diretor. O maior legado de Demme, em termos de impacto cultural e social, veio logo a seguir. A consagração da Academia o inspirou a enveredar pela primeira vez pelo drama adulto. E seu filme seguinte, “Filadélfia” (1993), tornou-se pioneiro no registro da luta contra o preconceito sexual e o estigma da Aids. O Oscar vencido por Tom Hanks, pelo papel do aidético que processa a empresa que o demitiu, ajudou a mudar a visão do mundo sobre a Aids. Assim como a escalação de Denzel Washington, como o advogado homofóbico que defende sua causa, humanizou o questionamento de intransigências antiquadas. Os dois sucessos consecutivos de público e crítica renderam a Demme o status de cineasta de grandes produções. Mas nenhum de seus filmes seguintes teve a mesma repercussão. De fato, foram decepcionantes, como a adaptação do best-seller “Bem-Amada” (1998), com Oprah Winfred, e os remakes “O Segredo de Charlie” (2002), nova versão da trama de “Charada” (1963) com Mark Wahlberg, e “Sob o Domínio do Mal” (2004), com Denzel Washington. Frustrado, Demme voltou aos documentários. Filmou, entre outros, três longas sobre o cantor Neil Young e um registro do trabalho social do ex-presidente Jimmy Carter. E ao recarregar as baterias, mostrou que ainda sabia ousar, voltando à ficção com um drama de estrutura indie. “O Casamento de Rachel” (2008) combinou sua experiência em documentários com uma narrativa esparsa, num registro quase improvisado. O fio narrativo era a desconexão sentida pela personagem de Anne Hathaway, uma ex-viciada que sai de uma clínica para comparecer ao casamento da irmã. Estranho de assistir, o filme se provou hipnótico, rendendo a primeira indicação ao Oscar da atriz, ex-estrela da Disney. Apesar dos elogios da crítica, “O Casamento de Rachel” (2008) fracassou nas bilheterias (fez apenas US$ 16 milhões em todo o mundo) e distanciou ainda mais o diretor da ficção cinematográfica. Ele seguiu fazendo documentários e enveredou pela TV, usando seu nome para lançar “A Gifted Man” (em 2011), série espírita estrelada por Patrick Wilson, que teve apenas a 1ª temporada produzida. Também assinou o piloto de “Line of Sight” (2014), que não foi aprovado, e dois episódios de “The Killing” em 2013 e 2014. No cinema, sua adaptação da peça de Ibsen “A Master Builder” (2013) passou em branco, graças ao elenco de atores pouco conhecidos, a maioria vindo do teatro. A crítica adorou, mas ninguém viu. O filme fez apenas US$ 46 mil nas bilheterias dos EUA e não teve lançamento internacional fora do circuito dos festivais. Por conta disso, Demme fez exatamente o contrário com sua obra seguinte, a comédia “Ricki and the Flash – De Volta pra Casa” (2015), chamando a atriz mais famosa de Hollywood, Meryl Streep, para viver a protagonista, uma roqueira veterana que reencontra a família após vários anos, para ajudar sua filha depressiva. Foi também uma forma de voltar a trabalhar com música no cinema. Um fecho sonoro para sua filmografia. Demme ainda dirigiu o documentário musical “Justin Timberlake + the Tennessee Kids” (2016) e um episódio da série “Shots Fired” (2017). Como lembrou seu colega Edgar Wright no Twitter, “ele podia fazer qualquer coisa” que tivesse imagens em movimento. E sempre com qualidade, mesmo que o público não visse.
Novo clipe de Zayn é uma festa decadente em sua casa
O cantor Zayn lançou o clipe de “Still Got Time”, que mostra uma festa em sua casa, em Londres. Festa estranha, com gente esquisita. O diretor Calmatic, que já assinou trabalhos de Kendrick Lamar, utiliza um visual de vídeos caseiros, com muita câmera na mão e baixa resolução, para passear entre os corpos bonitos e tatuados, que se pegam entre a fumaça e a bruma de álcool, tropeçando em peitinhos, no boyzinho que tenta impressionar e o outro que não aguenta mais birita. A decadência desse “La Dolce Vita” em 2017 ecoa a letra que ensina que é melhor curtir a vida enquanto se é jovem. Mas pela cara de tédio de Zayn Malik no clipe, parece que ele não está curtindo nada. Parceria com o rapper canadense PartyNextDoor, “Still Got Time” é o primeiro single do vindouro segundo álbum de estúdio do ex-One Direction.
Novo clipe de Maluma, com participação de Wilmer Valderrama, quebra recorde do YouTube
Ídolo da nova geração latina, o colombiano Maluma quebrou um recorde do YouTube com seu novo clipe, “Felices Los 4”, que se tornou o vídeo musical em espanhol mais visto em 24 horas, com de 9,3 milhões de visualizações. O clipe de “Felices Los 4” reflete a letra, uma ode à infidelidade conjugal – com direito a palavrão em espanhol. Com clima de sedução, foi filmado em Los Angeles pelo dominicano Jessy Terrero (“Assassinos de Aluguel”) e conta com as participações do ator Wilmer Valderrama (série “NCIS: Investigações Criminais”) e da modelo Natalia Barulich. “Felices Los 4” é o primeiro single do aguardado terceiro álbum do cantor, “X”, que tem lançamento previsto para esse ano. Maluma está atualmente no Brasil, onde participa de shows de Anitta como convidado especial. Os dois gravaram juntos o sucesso “Sim ou Não”.
Vítima de estupro de Polanski ataca promotores que ainda exploram o caso de 1977
A vítima de abuso sexual de Roman Polanski em 1977, Samantha Geimer, voltou a se pronunciar sobre o julgamento do cineasta, que está foragido e vivendo na França desde aquela época. Geimer contatou as autoridades através de seu advogado para reclamar da procrastinação dos promotores americanos, que estariam de posse de evidências que corroboram o acordo firmado por Polanski com o promotor original do caso. Em carta enviada também para os meios de comunicação, ela pede que a transcrição do julgamento de 1977 seja tornada pública. Os promotores tornaram secreto o depoimento do responsável pelo acordo, que teria rendido 48 dias de prisão ao cineasta francês. Caso isso venha à tona, comprovaria a tese do diretor de que ele teria sido sentenciado e cumprido a pena. O documento é um ataque ácido aos responsáveis atuais pelo processo. “Vocês e aqueles que vieram antes de vocês nunca me protegeram, vocês me trataram com desprezo, usando um crime cometido contra mim para promover suas próprias carreiras”, ela escreveu. Ela quer deixar todo esse escândalo para trás. Pessoalmente, considera que o cineasta de 83 anos já foi punido o suficiente por seu crime ao ficar longe de Hollywood por quatro décadas, e que ele deveria voltar aos Estados Unidos no fim da vida, sem temer morrer na prisão. Samantha tinha 13 anos quando Polanski foi acusado de drogá-la, durante uma sessão de fotos na casa de um amigo em Los Angeles, e posteriormente violentá-la. Ele confessou ter tido “relações sexuais ilegais” com a menor, mas negou o estupro em seu acordo com a promotoria, quando passou 48 dias preso em uma penitenciária do estado da Califórnia. Após o escândalo arrefecer, a vítima foi procurada por emissários do diretor, chegando a um acordo financeiro nos anos 1990. Ela teria recebido US$ 500 mil de indenização. Em 2013, publicou um livro contando sua história, intitulado “A Menina”. O depoimento do promotor do caso, que foi tornado secreto, é a peça-chave na ação do advogado de Polanski para encerrar o processo judicial. O advogado alega que o diretor só fugiu dos Estados Unidos após receber informação de que o já falecido juiz Laurence Rittenband teria renegado o acordo e dito aos promotores que tinha decidido prender Polanski por até 50 anos. Foi apenas após esse desdobramento que Polanski fugiu para a França, de onde não poderia ser extraditado por ser cidadão francês. E lá continuou filmando e conquistando reconhecimentos da indústria cinematográfica. Chegou até a vencer o Oscar nos EUA, por seu trabalho em “O Pianista” (2002). Só que o caso de quatro décadas não foi esquecido pela justiça americana, que, em 2009, conseguiu convencer a Suíça a prender o cineasta, quando ele desembarcou no país a caminho do Festival de Zurique. Polanski passou mais 334 dias sob custódia na Suíça, enquanto as autoridades dos EUA tentavam extraditá-lo. Entretanto, o caso repercutiu negativamente e, com o apoio da comunidade artística, Polanski lutou contra a extradição e ganhou, voltando para sua casa na França. Logo em seguida, foi premiado como Melhor Diretor no Festival de Berlim por “O Escritor Fantasma” (2010). Há quase dois anos, os Estados Unidos voltaram a solicitar a extradição de Polanski da justiça polonesa, depois de ele ter aparecido em Varsóvia, em 2014, planejando rodar um longa no país. Um tribunal distrital da cidade de Cracóvia, onde Polanski tem um apartamento, rejeitou o pedido em novembro de 2015. E, após o procurador-geral da Polônia pedir a anulação desse julgamento, argumentando que ser uma celebridade ajudou Polanski a escapar da justiça, a Suprema Corte do país encerrou definitivamente o caso, dando reconhecimento aos argumentos do diretor. O juiz observou que Polanski “já tinha cumprido sua sentença”. E é este argumento que o advogado de Polanski está usando para tentar dar um fim no caso nos EUA, incluindo no processo o acordo original do diretor com a promotoria do estado. O caso voltará a ser analisado em junho pela justiça da Califórnia.












