Lima Duarte vira YouTuber aos 90 anos de idade
O ator Lima Duarte aproveitou o isolamento social para lançar um canal no Youtube. Em seu primeiro vídeo, o mais novo Youtuber brasileiro, de 90 anos de idade, abordou a memória do Padre Antônio Vieira que, além de religioso, era filósofo, escritor e orador, e um dos mais influentes personagens do século 17. Vieira destacou-se como missionário em terras brasileiras por defender os direitos dos povos indígenas, combatendo a sua exploração e escravização, enquanto fazia a sua evangelização. Era por eles chamado “Paiaçu” (Grande Padre/Pai, em tupi). Mas era condescendente com a escravidão dos africanos, por acreditar que ela dava oportunidade de salvá-los pela religião. Uma estátua de Vieira foi recentemente vandalizada durante manifestação contra o racismo em Portugal. O último papel de Lima Duarte numa novela foi em “O Outro Lado do Paraíso” (2017-2018), onde interpretou Josafá, o avô da mocinha Clara (Bianca Bin), que viveu ao lado de Fernanda Montenegro algumas das cenas mais emocionantes da trama. Mais recentemente, ele participou da 2ª temporada da série “Aruanas” e, desde então, segue de quarentena em seu sítio, na cidade de Indaiatuba, interior de São Paulo. Confira abaixo o vídeo de estreia de Lima Duarte no Youtube.
YouTube cria fundo de US$ 100 milhões para apoiar produções de artistas negros
O YouTube anunciou a criação de um fundo de US$ 100 milhões para apoiar produções de artistas e criadores de conteúdo negros. A ação acontece em meio a atos antirracistas por todo o mundo, sob o lema Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), desencadeados pelo repúdio ao assassinato de George Floyd, sufocado por policiais brancos nos EUA De acordo com a CEO do YouTube, Susan Wojcicki, o fundo servirá para “amplificar e desenvolver vozes negras de criadores e artistas negros e suas histórias”. Já neste sábado (13/6), o YouTube programou um evento dedicado ao combate ao racismo, “Bear Witness, Take Action”, com apresentação do rapper e ator Common (“O Ódio que Você Semeia”) e da atriz Keke Palmer (“Scream Queens”). O evento terá painéis, “mesas redondas” e tributos musicais. “No YouTube, acreditamos que vidas negras importam e que precisamos fazer mais para desmontar a sistemática racista. Estamos comprometidos a melhorar nossa plataforma e centralizar e amplificar vozes negras e suas perspectivas”, explicou Wojcicki.
Netflix, YouTube, Amazon, HBO, Warner, Disney e Marvel se juntam aos protestos contra racismo nos EUA
Os grandes estúdios e plataformas de filmes e séries de Hollywood se juntaram em apoio aos atos de protesto contra o racismo nos EUA, que explodiram na semana passada, após o assassinato gravado de George Floyd por asfixia, nas mãos de um policial branco. Netflix, Amazon, HBO, Warner, YouTube e até a Disney e suas inúmeras subdivisões fizeram questão de deixar claras suas posições. Se já tinha se tornado comum encontrar artistas-ativistas, como Jane Fonda e Joaquin Phoenix, o movimento dos estúdios é inédito. O primeiro a se posicionar foi o YouTube, na última sexta (29/5). A plataforma de vídeos do Google publicou no Twitter uma mensagem manifestando seu repúdio “contra o racismo e a violência” e anunciando uma doação de US$ 1 milhão para “enfrentar injustiças sociais”. No sábado, foi a vez da Netflix, que afirmou nas redes sociais que “ficar em silêncio é ser cúmplice”, apoiando abertamente o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), que protesta contra o assassinato de negros pela polícia branca americana. O posicionamento foi replicado pelas sucursais da plataforma em todo o mundo. A Netflix Brasil lembrou vítimas nacionais, como João Pedro e João Vitor, ambos mortos em ações policiais. Não ficou nisso. Em um ato conjunto de solidariedade, os principais concorrentes da Netflix no Brasil, o Amazon Prime Video e o Globoplay, replicaram a mensagem da plataforma. “Somos aliados nessa”, escreveu a plataforma da Globo. O perfil da HBO foi além, trocando o nome do canal pela hashtag #BlackLivesMatter: “Estamos com nossos colegas, empregados, fãs, atores e criadores negros — todos afetados pela violência sem sentido”. Mensagem semelhante foi publicada pela Warner Bros. Pictures, que pertence ao mesmo grupo da HBO, a WarnerMedia. A Disney, por sua vez, compartilhou uma carta endereçada aos funcionários e assinada pelo CEO Bob Chapek, pelo presidente executivo Bob Iger e pela diretora de diversidade, Latondra Newton, em que se posicionam ao lado dos protestos. “O recente assassinato de George Floyd, bem como outros exemplos de ataques letais e assédio a cidadãos negros desarmados em nossa nação continua a motivar revolta e indignação em pessoas de todas as origens, incluindo muitos de nossos funcionários. Sentimentos de luto e raiva nos fazem confrontar a ideia de que algumas vidas são consideradas menos valiosas — e menos merecedoras de dignidade, cuidado e proteção — do que outras. Nós também percebemos que agora, mais do que nunca, é a hora de todos nós fortalecermos nosso compromisso com a diversidade e a inclusão em todos os lugares”, diz o texto. A Marvel Entertainment, que pertence à Disney, também fez questão de se pronunciar. “Nós nos posicionamos contra o racismo. Nós nos posicionamos a favor da inclusão. Nós estamos com nossos funcionários e criadores negros, e com toda a comunidade negra. Nós devemos nos unir e nos manifestar”. Foi seguida pela Hulu, plataforma de conteúdo adulto da Disney. “Nós apoiamos as vidas negras. Hoje e todos os dias. Vocês estão sendo vistos. Estão sendo ouvidos. E estamos com vocês”, escreveu o serviço de streaming no Twitter. O presidente da Paramount, Jim Gianopulos, também se pronunciou, mas por meio de um e-mail direcionado aos funcionários, que foi revelado ao público pela imprensa americana. “Em meio a esta época incrivelmente difícil, saibam que estamos aqui para vocês e que permanecemos uma comunidade e uma empresa que está comprometida com a justiça racial e social”, escreveu o executivo.
We Are One: Primeiro festival mundial de cinema virtual começa de graça na sexta no YouTube
O festival de cinema virtual We Are One divulgou a programação de seu evento, que começa na próxima sexta-feira (29/5) e vai durar dez dias no YouTube. Definido como um festival global, We Are One conta com curadoria dos organizadores dos maiores eventos físicos do gênero em todo o mundo, como os festivais de Cannes, Berlim e Veneza, além de Tribeca, cuja equipe encabeça a iniciativa. A seleção reúne títulos de 35 países e soma mais de 100 produções. Há muitos documentários e curtas criados especialmente para o festival, e uma mistura dos dois, como o curta-documentário “The Yalta Conference Online”, do japonês Koji Fukada. O Festival de Annecy, por sinal, é responsável por uma sessão com curtas animados. E também há uma seleção de longas menos recentes, mas que ainda são inéditos online, caso do drama “Amreeka”, da cineasta palestina Cherien Dabis, que venceu o prêmio da crítica ao ser exibido em Cannes, em 2009. Além da exibição de filmes, a programação inclui palestras e bate-papos com profissionais importantes da indústria cinematográfica, como os mestres Francis Ford Coppola, Steven Spielberg, Guillermo Del Toro, Jane Campion e Bong Joon-ho. “Juntos, fomos capazes de selecionar uma lista atraente de programação que reflete as variações sutis de estilo que tornam cada festival tão especial. Vamos oferecer ao público a oportunidade de não apenas celebrar a arte do cinema, mas as qualidades únicas que tornam cada história que assistimos tão memorável”, disse Jane Rosenthal, fundadora do We Are One e do Festival de Tribeca, em comunicado. Para conferir a programação completa do “We Are One: A Global Film Festival”, clique aqui. O acesso aos filmes será gratuito em todo o mundo. O público só será incentivado a fazer doações como forma de auxiliar o combate à covid-19. Os títulos poderão ser vistos no YouTube (nesta página), a partir de sexta. Veja abaixo um vídeo que apresenta o logotipo do evento.
Telecine passa a exibir um filme por semana de graça no YouTube
O Telecine lança nesta quinta (14/5) um nova faixa de filmes, com exibição ao vivo e gratuita no YouTube. Batizado de “Sessão Fique em Casa”, o programa apresentará um filme por semana, com transmissão sempre às quintas às 21h, simultaneamente no Youtube, no Telecine Pipoca e no canal do cliente das operadoras de TV por assinatura. O primeiro filme exibido será “De Pernas Pro Ar 3”, um dos maiores sucessos recentes do cinema nacional, estrelado por Ingrid Guimarães. O longa-metragem, disponibilizado em parceria com as distribuidoras Paris Filmes e Downtown Filmes, já foi visto mais de 500 mil vezes no streaming do Telecine. A exibição será apresentada por Renata Boldrini e incentivará doações para a plataforma Para Quem Doar, iniciativa do Grupo Globo que conecta doadores a quem está trabalhando para combater os impactos do coronavírus no país. Os próximos filmes da “Sessão Fique em Casa” serão escolhidos entre os mais vistos pelos brasileiros na plataforma de streaming do Telecine durante o período de isolamento social. O detalhe é que as comédias estão entre as produções mais assistidas, seguidas por filmes de ação e animações infantis. A programação pode ser conferida em fiqueemcasa.telecine.com.br.
Maiores festivais de cinema do mundo vão lançar mostra digital coletiva no YouTube
Os maiores festivais de cinema do mundo se juntaram para realizar uma mostra digital, que será exibida pelo Youtube no final de maio. A lista de parceiros conta com os prestigiados festivais de Cannes, Veneza e Berlim, e foram reunidos pelos organizadores do festival de Tribeca, evento nova-iorquino produzido pelo ator Robert De Niro. Intitulado “We Are One: A Global Film Festival” (Nós Somos Um: Um Festival de Cinema Global), o evento do Youtube terá dez dias de duração, de 29 de maio a 7 de junho. O anúncio do evento virtual ainda não deixou claro se os maiores festivais do mundo cederão material inédito. Cannes, que já foi adiado por duas vezes, havia antecipado que não exibiria seus principais filmes online. Já Veneza manteve a data de sua próxima edição marcada para setembro, apesar de a Itália ser um dos países mais afetados pela crise sanitária. Essa incerteza em relação à realização das mostras cinematográficas impulsionou o projeto do YouTube, após o próprio Festival de Tribeca perder sua previsão de realização em 2020. Em vez de criar uma versão online, a produtora de Robert De Niro pensou num evento mais abrangente. A iniciativa foi anunciada no mesmo dia em que o Festival SXSW começa sua versão digital. A tradicional competição de cinema independente realizada no Texas, EUA, foi a primeira cancelada pela pandemia do novo coronavírus, em março passado. Mas sua proposta de edição online recebeu pouca adesão de cineastas. Apenas sete dos 135 longas inscritos no evento aceitaram o acordo de exibição gratuita na Amazon Prime Video. Por conta disso, o SXSW não participa do evento do YouTube, que além dos festivais citados também vai reunir curadoria de outras mostras renomadas, como os festivais de Sundance, Toronto, San Sebastián, Londres, Nova York, Jerusalém, Macau, Marrakech, Mumbai, Guadalajara, Sydney, Tokyo, Locarno e Karlovy Vary. Com apenas um representante mexicano, a América Latina acabou sub-representada, assim como a África. A promessa é de que o festival virtual tenha em seu programa, além de longas de ficção, curtas e documentários, também atrações musicais, de humor, entrevistas e conferências. Todo o material será disponibilizado de graça. O público só será incentivado a fazer doações para a OMS (Organização Mundial da Saúde) como forma de auxiliar o combate à covid-19. A programação completa do We Are One será anunciada nos próximos dias.
KondZilla realiza festival online de funk no YouTube
O diretor de clipes e produtor Konrad Dantas, mais conhecido como KondZilla, entrou na onda dos shows online que se popularizaram na quarentena, e lança nesta segunda (20/4) o KondZilla Festival em Casa, lives beneficentes que reunirão estrelas do funk como Lexa, Kevinho, MC Kekel e Jottapê. O evento terá duas edições. Além desta segunda, também vai acontecer na sexta (24/4), sempre a partir das 20h no YouTube. As apresentações acontecerão no canal do próprio KondZilla, que é o mais visto do YouTube, e trará, além de músicas, pedidos de doações para a CUFA (Central Única das Favelas). O objetivo é ajudar a população mais pobre durante a pandemia do novo coronavírus. Na primeira live, vão se apresentar Lexa, Kevinho, Dani Russo e o MC Dede, conhecido pelo funk “Pow Pow Tey Tey”. Já na sexta-feira, o line-up do evento conta com MC Kekel, MC MM, Jottapê e Mila, do hit “Tudo Ok”. O canal de KondZilla é o maior do YouTube, com mais de 57 milhões de inscritos. Além dos artistas que se apresentam no festival online, ele também produziu e lançou clipes de nomes conhecidos do funk, como Kevinho, Bonde das Maravilhas e MC Bin Laden. Além disso, o produtor também criou a série brasileira “Sintonia”, estrelada por Jottapê e já renovada para a 2ª temporada na Netflix.
Acústico MTV ganha versão de quarentena no YouTube
A MTV adaptou um de seus programas musicais mais famosos, o Acústico MTV (MTV Unplugged, no título original americano), para esses dias de isolamento social. Intitulado, em inglês, “Unplugged at Home”, o novo formato do Acústico pega carona na iniciativa individual de alguns artistas, que passaram a transmitir apresentações ao vivo, de suas casas, para os fãs em quarentena. Uma das principais novidades do projeto é que o material está sendo disponibilizado no YouTube, portal que a MTV já considerou seu maior rival e que chegou a processar por exibir vídeos que considerava exclusivos – a emissora perdeu. O canal oficial da MTV no YouTube já disponibilizou shows de Alessia Cara, Yungblud, Wyclef Jean, JoJo e Melissa Etheridge. Nada que entusiasme os fãs de rock. E parece que essa será mesmo a linha do programa, que promete disponibilizar novas apresentações de artistas como Finneas, Jewel, Bazzi, Shaggy e outros. Para quem não lembra, o programa original, que marcou época na televisão, apresentou performances de outro nível, com Nirvana, Duran Duran, Pearl Jam, Paul McCartney, Kiss, Eric Clapton, Aerosmith, Elton John, Bruce Springsteen, Bob Dylan, Rod Stewart, Jimmy Page e Robert Plant, entre outros. Claro que isso foi no tempo em que a MTV tocava rock… Veja abaixo os primeiros shows – literalmente caseiros – da nova versão do programa.
YouTube limita qualidade de vídeos em todo o mundo
Depois de limitar a qualidade de seus vídeos na Europa, o YouTube informou que a partir desta terça-feira (24/3) está estendendo a redução para todo o mundo, como forma de diminuir a pressão sobre a internet, já o confinamento decretado por vários para conter a propagação do novo coronavírus aumentou drasticamente o consumo de conteúdo online. Em comunicado, o Google, dono do YouTube, afirmou que continua a trabalhar em estreita colaboração com governos e operadoras de rede em escala mundial para fazer sua “parte para minimizar o estresse no sistema durante essa situação sem precedentes”. A partir de agora, os vídeos do YouTube vão abrir na versão SD (standard), mas o consumidor continuará a ter a opção de aumentar manualmente a qualidade dos vídeos para HD (1080p) e 4K. A Amazon e a Netflix, que reduziram a qualidade de seus vídeos na Europa, ainda não estenderam a restrição para o resto do mundo. Na sexta-feira (20/3), a Netflix revelou que já considerava a possibilidade de também no Brasil. “Começamos com a Europa, dadas as preocupações relatadas pelo comissário sobre as redes europeias. Continuaremos a trabalhar com provedores de serviços de Internet e governos de todo o mundo e aplicaremos essas mudanças conforme necessário em outros lugares.” A primeira empresa a tomar essa medida no Brasil foi a Globo. A redução da definição de streaming passou a vigorar na segunda (23/3) no Globoplay, Globosat Plus e outros serviços de vídeo do conglomerado carioca de comunicação e mídia.
Globoplay e outros serviços da Globo limitarão qualidade de vídeos para poupar a internet no Brasil
Em comunicado divulgado neste domingo (22/3), o grupo Globo anunciou que todos os seus serviços de streaming terão uma limitação na entrega de dados a partir de segunda-feira, em resposta ao aumento do consumo de dados da internet no país nos últimos dias, devido à quarentena forçada pela pandemia de coronavírus. “A medida tem como objetivo gerar um perfil de consumo de tráfego mais conservador para evitar um possível colapso da infraestrutura de troca de tráfego público e também garantir uma experiência de qualidade em todas as plataformas”, diz a emissora. Além da Globoplay, a iniciativa atinge também G1, Globoesporte.com, GShow e Globosat Play, limitando os vídeos da empresa à resoluções SD (standard) e, no máximo, 720p. As opções resoluções mais elevadas como 4K e Full HD (1080p) serão temporariamente suprimidas. “A medida só afeta o tráfego de dados, não havendo limites para a quantidade de vídeos nem para o total de horas consumidas”, completa a empresa. Medidas semelhantes já foram adotadas na Europa, onde Netflix e YouTube atenderam pedido da União Europeia para reduzir a qualidade das suas transmissões com o objetivo de diminuir a possibilidade de um colapso por excesso de consumo da internet. Por este motivo, a Globo diz esperar que “seu movimento seja acompanhado por outros provedores de serviços na Internet, especialmente os de streaming” no Brasil. Na sexta-feira (20/3), a Netflix já tinha dito que considerava a possibilidade de diminuir a qualidade de seus vídeos também no Brasil. “Começamos com a Europa, dadas as preocupações relatadas pelo comissário sobre as redes europeias. Continuaremos a trabalhar com provedores de serviços de Internet e governos de todo o mundo e aplicaremos essas mudanças conforme necessário em outros lugares.” A Globoplay também anunciou que vai oferecer partir desta segunda-feira todos os capítulos da primeira parte de “Amor de Mãe” para não assinantes.
YouTube diminui qualidade de vídeos para a Europa
Atendendo ao pedido da União Europeia, o YouTube anunciou que vai limitar a qualidade de seus vídeos para o público europeu. Anunciada nesta sexta (20/3), a decisão vem um dia após a Netflix baixar a qualidade de seus streamings, em resposta ao mesmo apelo. A União Europeia manifestou sua preocupação às empresas que disponibilizam vídeos online. Estudos mostraram que o consumo desse conteúdo poderia ocupar muita banda da internet e criar congestionamento de dados, gerando quedas na rede durante a quarentena forçada em vários países do continente. “Embora tenhamos observado apenas alguns picos de uso, adotamos medidas para ajustar automaticamente nosso sistema para usar menos capacidade de rede. Estamos em conversas contínuas com os reguladores (incluindo a Ofcom), governos e operadores de rede em toda a Europa e assumimos o compromisso de padronizar temporariamente todo o tráfego no Reino Unido e na UE para a Definição Padrão”, disse um porta-voz do YouTube em comunicado. A partir de agora, todos os vídeos do YouTube terão padrão SD (standard), mas os usuários que quiserem ainda poderão alterar manualmente a qualidade para HD. O YouTube não determinou prazo de duração para a medida. Já a Netflix disse que a queda na qualidade de seus vídeos seria implementada por 30 dias. A União Europeia agora espera que as empresas de videogame sigam o exemplo. “Embora o streaming de vídeo represente a maior parte do tráfego residencial da Internet na Europa, os jogos interativos online são uma ameaça substancialmente maior em termos de sobrecarga da rede”, disse Emma Mohr-McClune, diretora de serviços técnicos da empresa GlobalData, que analisa o tráfego internacional de dados.
Novo clipe do BTS bate recorde de visualizações simultâneas no YouTube
A boy band sul-coreana BTS lançou o clipe de “On”, que, minutos depois de ser disponibilizado, bateu o recorde de visualizações simultâneas da plataforma, ao registrar 1,54 milhão de pessoas assistindo sua estreia simultaneamente. O vídeo destaca as coreografias caprichadas que caracterizam o grupo, além de muitos efeitos visuais e uma letra focada na superação, que tenta convencer que dor e medo podem servir como motivação na vida. Em seis horas, “On”, que faz parte do álbum “Map of the Soul: 7”, acumulou mais de 20 milhões de visualizações. Seu sucesso confirma a força do K-pPop em todo o mundo, e serve de belo exemplo para governos que tratam cultura como inimiga. O fenômeno do BTS demonstra claramente o que acontece quando a cultura é impulsionada pelo Estado, como na Coreia do Sul, e passa a representar “soft power” mundial. Para quem não sabe, o Ministério da Cultura sul-coreano tem um departamento específico para o K-pop, que incentiva gravadoras, investe na construção de locais para shows e cuida da regulamentação específica, como a programação de bares karaokês, com o objetivo de fomentar a indústria musical do país.
Clipe clássico do a-ha atinge 1 bilhão de views no YouTube e banda comemora com making of
O clipe clássico de “Take on Me”, da banda a-ha, atingiu nesta semana a marca de 1 bilhão de visualizações no YouTube. Para comemorar a façanha, o trio de sythpop norueguês lançou novos vídeos sobre a história do clipe e da música, com direito a making of da produção. Originalmente lançado em 1985, o vídeo marcou época, vencendo seis troféus do MTV Video Music Awards em 1986, ao apresentar o cantor Morten Harket como um desenho animado, que tentava se tornar real ao se apaixonar por uma garota. Dirigido por Steve Barron, a produção popularizou a técnica da rotoscopia, em que cenas filmadas com atores de carne e osso são “cobertas” por desenhos animados. Depois do sucesso de “Take on Me”, o diretor fez vários outros clipes do a-ha, inclusive dos hits “Hunting High and Low” e “The Living Daylights”, tema do filme “007 Marcado para a Morte” (1987), e mais tarde assinaria longa-metragens como “As Tartarugas Ninja” (1990) e “As Aventuras de Pinocchio” (1996). “Take on Me” é o segundo clipe dos anos 1980 a atingir a marca de 1 bilhão de visualizações no YouTube. O primeiro foi “Sweet Child O’ Mine”, do Guns N’ Roses, que conseguiu o feito em outubro do ano passado. É também apenas o quinto vídeo musical do século 20 a entrar no clube do bilhão. Importante reparar que, apesar de ter 35 anos, o clipe só foi disponibilizado no YouTube há uma década, em 2010.












