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    Marvel divulga o primeiro trailer legendado de Viúva Negra

    3 de dezembro de 2019 /

    A Marvel divulgou um novo pôster e o primeiro trailer legendado de “Viúva Negra”, possível despedida de Scarlett Johansson do papel-título. Na prévia, ela aparece em fuga, após os eventos de “Capitão América: Guerra Civil”, e busca refúgio com sua “família” na Rússia. A prévia revela a participação de alguns integrantes do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês), como Nick Fury (Samuel L. Jackson), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e General Ross (William Hurt), além dos novos personagens que formam a “família” da protagonista, Yelena Belova (vivida por Florence Pugh, de “Midsommar”), Alexei Shostakov (David Harbour, de “Stranger Things”), que aparece em seu uniforme de Guardião Vermelho (o “Capitão América comunista”) e Melina Vostokoff (Rachel Weisz, de “A Favorita”), que nos quadrinhos é a vilã Dama de Ferro. O vídeo também mostra o passado de Natasha Romanoff como bailarina, o centro de treinamentos do Programa Viúva Negra e o novo traje branco da heroína, além de lutas contra o vilão Treinador (Taskmaster). “Viúva Negra” tem roteiro de Jac Schaeffer (do curta “Olaf em uma Nova Aventura Congelante de Frozen”) e direção da australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”). A estreia está prevista para 30 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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    The Last Full Measure: Trailer revela grande elenco em filme sobre a guerra do Vietnã

    2 de dezembro de 2019 /

    A Roadside Attractions divulgou o pôster e o trailer de “The Last Full Measure”, drama que reflete equívocos da guerra do Vietnã. Baseado numa história real, a trama acompanha um funcionário respeitado do Pentágono, determinado a homenagear um herói negligenciado da guerra, 34 anos após a morte dele. O soldado que salvou mais de 60 homens numa demonstração de heroísmo extremo nunca recebeu a medalha de honra e a investigação da burocracia revela porque as autoridades militares e políticas preferiram esquecê-lo, abafando o que realmente aconteceu. O filme conta com um elenco primoroso, encabeçado por Sebastian Stan (“Vingadores: Ultimato”), Samuel L.Jackson (“Homem-Aranha: Longe de Casa”), Ed Harris (“Westworld”), Christopher Plummer (“Todo o Dinheiro do Mundo”), William Hurt (“Capitão América: Guerra Civil”), Jeremy Irvine (“Treadstone”), Diane Ladd (“Liga da Justiça”), Bradley Whitford (“The Handmaid’s Tale”), Alison Sudol (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”) e o falecido Peter Fonda (“Motoqueiro Fantasma”) em um de seus últimos papéis no cinema. Escrito e dirigido por Todd Robinson (“Phantom – A Última Missão”), “The Last Full Measure” estreia em 24 de janeiro nos EUA e não tem previsão de lançamento no Brasil.

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    William Hurt é flagrado em filmagens de Viúva Negra

    2 de outubro de 2019 /

    O ator William Hurt foi flagrado na terça-feira (1/10) participando de filmagens do filme solo da Viúva Negra no estado da Georgia. Segundo os paparazzi que fotografaram o astro, a atriz Scarlett Johansson não participou das cenas registradas. Vale lembrar que a produção já terminou oficialmente suas filmagens e as novas cenas são ou refilmagens ou material para ser inserido após os créditos do longa. No MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês), Hurt dá vida ao General Thaddeus “Thunderbolt” Ross, que em “Capitão América: Guerra Civil” (2016) assumiu o cargo de Secretário de Defesa dos EUA. Prólogo dos filmes mais recentes da Marvel, “Viúva Negra” se passa exatamente após “Guerra Civil”, acompanhando a fuga da heroína após ajudar o Capitão América contra o governo americano. Especula-se que a participação do ator seria uma cena pós-créditos, que poderia levar a um filme dos Thunderbolts. Nos quadrinhos, Ross foi responsável por reformular o grupo original (formado por supervilões disfarçados), juntando os principais anti-heróis da Marvel – como Elektra, Justiceiro, Cavaleiro da Lua, Motoqueiro Fantasma, Deadpool e Venom. Sem anular essa possibilidade, outra função de sua participação poderia ser o recrutamento de Yelena Belova (vivida por Florence Pugh, atualmente em cartaz em “Midsommar”) para trabalhar para o governo como a nova Viúva Negra. “Viúva Negra” também destaca em seu elenco David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”). O roteiro foi escrito por Jac Schaeffer (do curta “Olaf em uma Nova Aventura Congelante de Frozen”) e a direção é da australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”). A estreia está prevista para 30 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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    Samuel L. Jackson e Sebastian Stan vão voltar a filmar juntos após Capitão América: O Soldado Invernal

    11 de março de 2017 /

    Os atores Samuel L. Jackson e Sebastian Stan, que viveram Nick Fury e Soldado Invernal em “Capitão América: O Soldado Invernal” (2014), vão voltar a se juntar no drama político “The Last Full Measure”. Além deles, outro integrante da franquia participará da produção, William Hurt, que interpretou o General Ross em “Capitão América: Guerra Civil” (2016). Segundo o site da revista Variety, o filme terá direção e roteiro de Todd Robinson (“Os Fugitivos”) com filmagens previstas para este mês em Atlanta e Costa Rica. Sebastian Stan viverá um investigador do Pentágono que tenta convencer o Congresso dos EUA a conceder uma Medalha de Honra a uma médico da Força Aérea americana, responsável por salvar a vida de 60 militares durante uma batalha da Guerra do Vietnã. O elenco ainda inclui Christopher Plummer (“Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres”), Bradley Whitford (série “Trophy Wife”), Michael Imperioli (“Oldboy: Dias de Vingança”) e Linus Roache (série “Vikings”). Ainda não há previsão para a estreia.

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  • Série

    Premiada no Globo de Ouro, Goliath é renovada para sua 2ª temporada

    20 de fevereiro de 2017 /

    A Amazon anunciou a renovação da série “Goliath”, criada por David E. Kelley (“Justiça sem Limites/Boston Legal”) e estrelada por Billy Bob Thornton (série “Fargo”). A série que estreou em outubro na plataforma de streaming rendeu a Bob Thornton o Globo de Ouro de Melhor Ator em Série de Drama em janeiro. O elenco também inclui William Hurt (“Capitão América: Guerra Civil”), Maria Bello (“A 5ª Onda”), Olivia Thirlby (“Dredd”), Nina Arianda (“Florence: Quem É Essa Mulher?”), Sarah Wynter (série “American Odissey”), Tania Raymonde (série “The Last Ship”) e Ever Carradine (neta do lendário John Carradine e sobrinha de Keith e David Carradine, com passagem pela série “Eureka”). Em comunicado, o presidente de conteúdo do Amazon Studios, Joe Lewis, comentou a renovação em comunicado. “A Amazon tem muito orgulho de ‘Goliath’ e da interpretação premiada de Billy Bob Thornton. Programas como este ajudam a elevar a arte de contar histórias. Mal podemos esperar para levar aos nossos assinantes uma nova temporada em breve”. Ainda não foi definida a data de estreia do segundo ano de “Goliath”.

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    Rumor: Liv Tyler pode voltar a viver Betty Ross em Vingadores: Guerra Infinita

    10 de janeiro de 2017 /

    A atriz Liv Tyler (série “The Leftovers”) estaria cotada para aparecer em “Vingadores: Guerra Infinita”. De acordo com uma reportagem do jornal escocês Daily Record, ela estaria sendo esperada nos sets de filmagem na Escócia. Por enquanto, trata-se apenas de um rumor, mas caso isso se confirme, representaria o retorno da atriz ao universo Marvel. Ela voltaria a viver Betty Ross, a namorada de Bruce Banner e filha do General Ross, que foi vista anteriormente em “O Incrível Hulk” (2008). Como na época o Hulk era interpretado por Edward Norton, seria também a primeira vez que ela contracenaria com o atual intérprete do personagem, Mark Ruffalo. Promovido a Secretário de Estado, o pai de Betty, interpretado por William Hurt, já fez seu retorno ao universo cinematográfico da Marvel em “Capitão América: Guerra Civil” (2016). O Daily Record ainda afirmou que “Vingadores: Guerra Civil” e sua sequência, atualmente sem título, seriam filmados simultaneamente – o que ajudaria a justificar o orçamento espantoso de quase meio bilhão de dólares da produção. A Marvel não confirmou nenhuma dessas informações. “Vingadores: Guerra Civil” tem estreia prevista para março de 2018.

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  • Série

    Amazon revela que Goliath teve a estreia mais assistida de sua plataforma

    6 de novembro de 2016 /

    A Amazon anunciou que a estreia de sua nova série “Goliath” rendeu a maior visualização de sua história. Em comunicado, a plataforma de streaming afirma que “Goliath” foi a produção com mais episódios assistidos de uma vez (binge watch) nos primeiros dias de sua disponibilização, dentre todas as séries exclusivas de seu serviço. Os números, porém, são guardados em segredo. Assim como a Netflix, a Amazon não divulga dados de seu serviço. Lançada em 14 de outubro, “Goliath” reúne um elenco de peso, liderado por Billy Bob Thornton (“Papel Noel Às Avessas” e série “Fargo”) e William Hurt (“Capitão América: Guerra Civil” e série “Humans”) como os Davi e Golias da metáfora de seu título. O elenco coadjuvante é igualmente impressionante, com Maria Bello (“A 5ª Onda”), Olivia Thirlby (“Dredd”), Nina Arianda (“Florence: Quem É Essa Mulher?”), Sarah Wynter (série “American Odissey”), Tania Raymonde (série “The Last Ship”) e Ever Carradine (neta do lendário John Carradine e sobrinha de Keith e David Carradine, com passagem pela série “Eureka”). A série foi criada por um especialista em dramas jurídicos, David E. Kelley, que começou a carreira como roteirista da série “L.A. Law”, em 1986, de onde saiu para criar alguns dos maiores sucessos da TV americana nos anos 1990, como “Tal Pai, Tal Filho” (Doogie Houser, MD), “Picket Fences”, “Chicago Hope” e especialmente as séries jurídicas “Ally McBeal” e “The Practice” – que ainda rendeu o spin-off “Boston Legal”, em 2004. Em “Goliath”, ele divide os créditos de criação, roteiro e produção com Jonathan Shapiro, que trabalhou como produtor-roteirista em “The Practice” e “Boston Legal”, além de ter se aperfeiçoado no gênero escrevendo e produzindo outras séries jurídicas, como “Justice”, “Just Legal” e “The Firm” – detalhe: todas canceladas na 1ª temporada.

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    Goliath: Billy Bob Thornton enfrenta William Hurt em trailer de série jurídica

    18 de outubro de 2016 /

    O Amazon divulgou um novo trailer de “Goliath”, drama jurídico do especialista no gênero David E. Kelley, para lembrar que a série já está disponível na plataforma de streaming. “Goliath” reúne um elenco de peso, liderado por Billy Bob Thornton (“Papel Noel Às Avessas” e série “Fargo”) e William Hurt (“Capitão América: Guerra Civil” e série “Humans”) como os Davi e Golias da metáfora de seu título. A trama acompanha um advogado de pequenas causas (Thornton) que busca redenção por meio de uma batalha legal contra uma grande firma, a mesma que o demitiu após ele se queimar num caso importante. O elenco feminino é igualmente impressionante, com Maria Bello (“A 5ª Onda”), Olivia Thirlby (“Dredd”), Nina Arianda (“Florence: Quem É Essa Mulher?”), Sarah Wynter (série “American Odissey”), Tania Raymonde (série “The Last Ship”) e Ever Carradine (neta do lendário John Carradine e sobrinha de Keith e David Carradine, com passagem pela série “Eureka”). Além do elenco cinematográfico, a produção se diferencia das séries anteriores do produtor por acompanhar um único caso durante toda a sua temporada. Isto se deve ao meio em que será lançada. As antigas atrações de Kelley eram dependentes do padrão de tramas procedimentais das grandes redes americanas. Kelley começou a carreira como roteirista da série “L.A. Law”, em 1986, de onde saiu para criar alguns dos maiores sucessos da TV americana nos anos 1990, como “Tal Pai, Tal Filho” (Doogie Houser, MD), “Picket Fences”, “Chicago Hope” e especialmente as séries jurídicas “Ally McBeal” e “The Practice” – que ainda rendeu o spin-off “Boston Legal”, em 2004. Em “Goliath”, ele divide os créditos de criação, roteiro e produção com Jonathan Shapiro, que trabalhou como produtor-roteirista em “The Practice” e “Boston Legal”, além de ter se aperfeiçoado no gênero escrevendo e produzindo outras séries jurídicas, como “Justice”, “Just Legal” e “The Firm” – detalhe: todas canceladas na 1ª temporada. Os episódios foram disponibilizados no fim de semana nos EUA.

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  • Série

    Goliath: Série jurídica com Billy Bob Thornton e William Hurt ganha novo trailer

    11 de setembro de 2016 /

    O Amazon divulgou um novo poster e o segundo trailer da série “Goliath”, drama jurídico do especialista no gênero David E. Kelley, que reúne um elenco de peso, liderado por Billy Bob Thornton (“Papel Noel Às Avessas” e série “Fargo”) e William Hurt (“Capitão América: Guerra Civil” e série “Humans”) como os Davi e Golias da metáfora de seu título. A nova atração acompanha um advogado de pequenas causas (Thornton) que busca redenção por meio de uma batalha legal contra uma grande firma, no estilo David contra Golias. Para aumentar o desafio, a empresa é a mesma que o demitiu após ele se queimar num caso importante. O elenco feminino é igualmente impressionante, com Maria Bello (“A 5ª Onda”), Olivia Thirlby (“Dredd”), Nina Arianda (“Florence: Quem É Essa Mulher?”), Sarah Wynter (série “American Odissey”), Tania Raymonde (série “The Last Ship”) e Ever Carradine (neta do lendário John Carradine e sobrinha de Keith e David Carradine, com passagem pela série “Eureka”). Além do elenco cinematográfico, a produção se diferencia das séries anteriores do produtor por acompanhar um único caso durante toda a sua temporada. Isto se deve ao meio em que será lançada. As antigas atrações de Kelley eram dependentes do padrão de tramas procedimentais das grandes redes americanas. Kelley começou a carreira como roteirista da série “L.A. Law”, em 1986, de onde saiu para criar alguns dos maiores sucessos da TV americana nos anos 1990, como “Tal Pai, Tal Filho” (Doogie Houser, MD), “Picket Fences”, “Chicago Hope” e especialmente as séries jurídicas “Ally McBeal” e “The Practice” – que ainda rendeu o spin-off “Boston Legal”, em 2004. Em “Goliath”, ele divide os créditos de criação, roteiro e produção com Jonathan Shapiro, que trabalhou como produtor-roteirista em “The Practice” e “Boston Legal”, além de ter se aperfeiçoado no gênero escrevendo e produzindo outras séries jurídicas, como “Justice”, “Just Legal” e “The Firm” – detalhe: todas canceladas na 1ª temporada. A estreia acontece no dia 14 de outubro nos EUA.

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  • Série

    Goliath: Nova série jurídica do criador de Ally McBeal, The Practice e Boston Legal ganha trailer

    8 de agosto de 2016 /

    O Amazon divulgou o trailer da série “Goliath”, novo drama jurídico do especialista no gênero David E. Kelley. Além do elenco cinematográfico, a produção se diferencia das séries anteriores do produtor por acompanhar um único caso durante toda a sua temporada. Isto se deve ao meio em que será lançada. As antigas atrações de Kelley eram dependentes do padrão de tramas procedimentais das grandes redes americanas. Kelley começou a carreira como roteirista da série “L.A. Law”, em 1986, de onde saiu para criar alguns dos maiores sucessos da TV americana nos anos 1990, como “Tal Pai, Tal Filho” (Doogie Houser, MD), “Picket Fences”, “Chicago Hope” e especialmente as séries jurídicas “Ally McBeal” e “The Practice” – que ainda rendeu o spin-off “Boston Legal”, em 2004. Em “Goliath”, ele divide os créditos de criação, roteiro e produção com Jonathan Shapiro, que trabalhou como produtor-roteirista em “The Practice” e “Boston Legal”, além de ter se aperfeiçoado no gênero escrevendo e produzindo outras séries jurídicas, como “Justice”, “Just Legal” e “The Firm” – detalhe: todas canceladas na 1ª temporada. A nova atração acompanha um advogado de pequenas causas que busca redenção por meio de uma batalha legal contra uma grande firma, no estilo David contra Golias. Para aumentar o desafio, a empresa é a mesma que o demitiu após ele se queimar num caso importante. O elenco destaca Billy Bob Thornton (“Papel Noel Às Avessas” e série “Fargo”) e William Hurt (“Capitão América: Guerra Civil” e série “Humans”) como os Davi e Golias da fábula jurídica, além de um forte elenco feminino liderado por Maria Bello (“A 5ª Onda”), Olivia Thirlby (“Dredd”), Nina Arianda (“Florence: Quem É Essa Mulher?”), Sarah Wynter (série “American Odissey”), Tania Raymonde (série “The Last Ship”) e Ever Carradine (neta do lendário John Carradine e sobrinha de Keith e David Carradine, com passagem pela série “Eureka”). “Goliath” estreia no dia 14 de outubro no Amazon.

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    William Hurt homenageia Hector Babenco em texto emocionado

    16 de julho de 2016 /

    Procurado para repercutir a morte do cineasta Hector Babenco, o ator William Hurt escreveu um texto emocionado, em que lembrou sua convivência com o diretor e celebrou todos os que se foram na produção de “O Beijo da Mulher Aranha”, filme pelo qual conquistou o maior prêmio de sua carreira, o Oscar de Melhor Ator em 1986. No filme dirigido por Hector Babenco e adaptado do livro homônimo de Manuel Puig, o ator interpretava Luis Molina, um homossexual que foi preso por comportamento imoral em um país da América do Sul. Para escapar da realidade que o cerca, ele inventa filmes românticos ao lado do parceiro de prisão Valentin Arregui, um preso político vivido por Raul Julia, que busca se manter mais ligado à realidade. “Hector foi, pelo nosso trabalho em ‘O Beijo da Mulher Aranha’, o melhor diretor com quem já trabalhei – em duas áreas mais especiais e essenciais da arte da atuação: o aspecto tátil básico de criação de personagem (o fundamento do ofício de ator) e a paixão flagrante pelo tema”, ele escreveu. “Nenhum outro diretor com quem trabalhei captou tão bem os aspectos mais duros do processo de criação como Hector em ‘O Beijo da Mulher-Aranha'”, continuou. “Hector foi o condutor quando me senti mais integralmente um ator de cinema”, observou, mencionando a “proximidade da colaboração” do cineasta com os atores, “a ética de trabalho inequívoca”. Hurt lembrou que Babenco “era temperamental e tinha orgulho disso”. “Ninguém se importava. Ele era honesto com seus sentimentos e isso era maravilhoso”, escreveu. “Arte e talento são suor. Ele dividiu isso de pessoa a pessoa. Abençoado seja. Abençoado seja por toda essa experiência.” O ator também se lembrou das filmagens em São Paulo e outros que se foram, como Raul Julia (1940-1994), e chegou a comentar um encontro com Fernando Ramos da Silva, o ator que estrelou “Pixote: A Lei do mais Fraco” (1981) e morreu poucos anos depois assassinado por policiais. “Passamos algumas boas horas juntos. Eu pensei ‘este é um dos meus pais artísticos’. Ele era mais novo do que eu, mas por outro lado era mais velho. Ele tinha passado por tanta coisa. Mas elas mudam o mundo, eu acho, essas belas pessoas e Hector. Fernando morreu não muito depois. Então, por causa de Hector, lutei pelas causas certas, justiça e caráter”. Por fim, ele conclui: “Tirando ter filhos e encontrar seu amor verdadeiro, não há nada melhor do que ter tido a chance de expressar-se a si mesmo em boa companhia, no ofício que você teve sorte o suficiente para encontrar, aprender e transmitir. Hector, que sua passagem para o paraíso seja tão imediata e apaixonada como foi a de Manuel [Puig], Raul [Julia] e Leonard [Scharader, roteirista].” “Ninguém de quem lembramos morre. Algo se vai, sim. Mas não a essência”, disse.

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  • Etc,  Filme

    Hector Babenco (1946 – 2016)

    14 de julho de 2016 /

    Morreu o cineasta Hector Babenco, autor de clássicos do cinema brasileiro como “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” (1976), “Pixote, a Lei do Mais Fraco” (1980), “O Beijo da Mulher-Aranha” (1985) e “Carandiru” (2003). Ele faleceu na noite de quarta-feira (13/7), aos 70 anos de idade, no Hospital Sírio Libanês em São Paulo. Babenco havia sido internado na última terça-feira para um cirurgia simples, para tratar uma sinusite, da qual estava se recuperando quando teve uma parada cardiorrespiratória. Considerado um dos diretores de cinema mais importantes do Brasil, ele dirigiu dez longas-metragens e foi indicado ao Oscar de Melhor Direção por “O Beijo da Mulher-Aranha” (1986). Nascido em Mar del Plata, na Argentina, em 1946, Babenco mudou-se para o Brasil aos 17 anos com a família, indo morar numa pensão em São Paulo. Um ano depois, pegou um navio em Santos e foi viver na Europa, onde passou cinco anos dormindo na rua e trabalhando como figurante em filmes italianos e espanhóis. “Quando voltei para São Paulo, me empenhei seriamente e em fazer cinema, mas continuei sobrevivendo meio à margem, vendendo enciclopédias e túmulos e sendo fotógrafo de restaurantes, com uma máquina polaróide”, disse o diretor, em entrevista em 1985. “Com isso, aprendi que os marginais — esse clichê tão grande — vivem mais intensamente, nas fronteiras da morte.” Não por acaso, seu primeiro longa de ficção girou em torno da boemia paulistana, “O Rei da Noite”, lançado em 1975, dois anos após estrear nos cinemas com o documentário “O Fabuloso Fittipaldi” (1973), sobre Emerson Fittipaldi, primeiro ídolo brasileiro da Fórmula 1. Em plena ditadura, ele foi crítico da política oficial da Embrafilme, e financiou de forma privada seus primeiros longas. Mas não ficou apenas nisso. Em 1977, seu filme “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” desafiou a Censura ao denunciar a atuação brutal do Esquadrão da Morte, dando ao ator Reginaldo Faria um dos principais papéis de sua carreira. A produção teve 6 milhões de espectadores no país, um sucesso retumbante e até hoje uma das dez maiores bilheterias do cinema nacional. Além disso, agradou em cheio à crítica, conquistando o prêmio de Melhor Filme da Mostra de São Paulo. Orgulhoso, na época desse lançamento decidiu que faria não só cinema brasileiro, mas seria brasileiro, naturalizando-se aos 31 anos. “Lúcio Flávio” já seria um marco na carreira de qualquer cineasta. Mas o trabalho mais importante do diretor ainda estava por vir. Atento aos problemas sociais, Babenco ousou escalar um adolescente inexperiente, vindo da periferia, para expressar a situação dos menores abandonados, que alimentavam a crescente criminalidade do país, em “Pixote” (1980). Com cenas impactantes, e sem aliviar a barra na relação entre o menor, vivido por Fernando Ramos da Silva, e a prostituta interpretada por Marília Pêra, o filme foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e premiado pelos críticos de Nova York, chamando atenção mundial para o cineasta. O sucesso lhe rendeu uma carreira internacional, iniciada com “O Beijo da Mulher-Aranha” (1985), que também apresentou Sonia Braga a Hollywood. Filmado no Brasil e combinando atores brasileiros com dois astros hollywoodianos, Raúl Julia e William Hurt, o longa adaptou a obra homônima do escritor argentino Manuel Puig para os porões da ditadura militar brasileira, onde um preso político faz amizade com um travesti sonhador, que cultua um filme romântico nazista – de onde vem a Mulher-Aranha, vivida de forma onírica por Braga. O papel de homossexual rendeu a Hurt os principais prêmios de sua carreira, como o troféu do Festival de Cannes e o Oscar de Melhor Ator. O longa também foi indicado aos Oscars de Melhor Filme, Direção e Roteiro Adaptado, consagrando Babenco como o primeiro cineasta brasileiro a disputar o troféu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A repercussão consolidou a carreira estrangeira de Babenco, que filmou a seguir um filme 100% americano, “Ironweed” (1987), adaptação de romance americano estrelado por Jack Nicholson e Meryl Streep. Ambos os atores foram indicados ao Oscar, mas o lançamento não teve o impacto das produções anteriores do cineasta. Paralelamente, um fato trágico voltou a chamar atenção para seu melhor filme: o assassinato de Fernando Ramos da Silva pela polícia, aos 19 anos de idade. O menino, que tinha conseguido fama mundial como protagonista de “Pixote”, tinha tentado seguir a carreira de ator na Globo, após o sucesso do filme, mas, semi-analfabeto, não conseguia memorizar os roteiros e não emplacou no elenco de novelas. Acabou retornando para as favelas de Diadema, onde teve o destino de tantos outros jovens envolvidos no tráfico. Abalado, Babenco voltou ao Brasil e aos temas nacionais, filmando a seguir o épico “Brincando nos Campos do Senhor” (1991), sobre a situação de abandono dos índios no país. Caríssima, a produção contou com financiamento e elenco internacional (Tom Berenger, John Lithgow, Daryl Hannah, Tom Waits, Kathy Bates e Aidan Quinn) para denunciar uma situação de genocídio no Brasil, com índios exterminados por doenças e pela ganância de fazendeiros. Sombrio demais para o gosto popular, o filme virou referência para outros cineastas. James Cameron disse que suas imagens poderosas da Amazônia serviram de inspiração para o seu “Avatar” (2009). Assistente de direção em “Brincando dos Campos do Senhor”, Vicente Amorim, que tinha 23 anos na época, definiu a experiência com “intensa”, ao relembrar o trabalho com Hector Babenco para o jornal O Globo. “É um filme que valeu por dez, foi muito trabalhoso, muito desgastante. Foi um desafio logístico comparável a ‘Fitzcarraldo’ (de Werner Herzog). Hoje, os filmes são rodados em quatro ou cinco semanas. Aquele foi feito em 36 semanas! Estávamos no meio da selva, e dormíamos num navio. A equipe tinha quase 200 pessoas e uns cem índios, que faziam figuração.” O fracasso nas bilheterias acabou abalando o cineasta, que se distanciou das telas por sete anos, retornando com uma obra mais intimista, o semibiográfico “Coração Iluminado” (1998), que refletia sua juventude em Buenos Aires, num reencontro com suas raízes. Ele retomou os temas sociais em outro filme forte, “Carandiru” (2003), passado no interior da maior prisão do Brasil, cenário de rebeliões e massacres reais, reencenados na produção. Baseado no livro “Estação Carandiru”, do médico Drauzio Varella, o longa se provou um retrato contundente da situação precária dos presídios nacionais e foi premiado em diversos festivais ao redor do mundo. Seu filme seguinte, “O Passado” (2007), foi estrelado por Gael Garcia Bernal (“Diários de Motocicleta”) e novamente falado em espanhol. “Sou um exilado no Brasil e um exilado na Argentina. Não consigo me fazer sentindo parte de nenhuma das culturas. E as duas coisas convivem em mim de forma poderosa”, resumiu o diretor, em entrevista de 2015. Na virada para o século 21, Babenco tratou de um linfoma e, em seu último filme, “Meu Amigo Hindu” (2015), decidiu contar a história de um diretor e sua luta contra o câncer. Mas o drama também tinha inspiração romântica, já que incluía no elenco sua mulher Barbara Paz, atriz que conheceu justamente no período retratado. Já o alter ego de Babenco foi vivido pelo americano Willem Dafoe. Na trama, que acabou sendo sua obra definitiva, o personagem do diretor, quando confrontado pela Morte (encarnada por Selton Mello), expressava apenas um desejo: realizar mais um filme. “Esse é o filme que a morte me deixou fazer”, disse o cineasta, no ano passado. Refletindo a passagem do grande mestre, o cineasta Walter Salles resumiu o sentimento de grande perda do cinema nacional: “Babenco foi um dos maiores diretores da história do cinema brasileiro. Construiu uma obra única, aguda e original, que desvenda a dimensão da tragédia brasileira, mas também expõe nosso drama existencial, humano. ‘Pixote’ é um filme extraordinário, um soco no estomago, assim como ‘Lucio Fávio, o Passageiro da Agonia’. O mestre se vai, mas sua filmografia ampla e insubstituível sobreviverá ao tempo, como um dos mais potentes reflexos dos anos em que vivemos.

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