Marie Harmon (1923 – 2010)
A atriz Marie Harmon, que apareceu em vários westerns nos anos 1940 e era mãe da roqueira Cherie Currie, da banda The Runaways, morreu na segunda-feira (25/1) de causas naturais em Los Angeles, aos 97 anos. Nascida em Chicago, Harmon mudou-se para Hollywood aos 18 para se tornar atriz, logo conseguindo pequenos papéis em produções da época da 2ª Guerra Mundial, geralmente sem receber créditos pelas figurações. Ela acabou tendo um espaço maior na comédia musical “Her Lucky Night” (1945), da Universal, o que lhe rendeu um contrato com a Republic Pictures e mais destaque nos westerns B do estúdio, como “The El Paso Kid” (1946), “Gunsmoke” (de 1947, sem relação com a famosa série) e “O Luar de Nevada” (1948), estrelado pelo cowboy cantor Roy Rogers. Harmon também apareceu em “Punhos de Ouro” (1947), com Mickey Rooney, e na adaptação de quadrinhos “Pafúncio e Marocas às Voltas com a Lei” (1948). Apesar disso, sua carreira nunca decolou e ela abandonou Hollywood após o impactante drama “Mãe Solteira” (1949), de Ida Lupino. Aposentada, ela só voltou a ser lembrada pela indústria do cinema por causa da filha mais famosa. No filme de 2010 “The Runaways: Garotas do Rock”, estrelado por Dakota Fanning como Cherie Currie e Kristen Stewart como Joan Jett, Harmon voltou às telas por meio da interpretação de Tatum O’Neal. Além de Cherie, Marie Harmon também era mãe da cantora Marie Currie e da atriz Sondra Currie, que já atuou em quase 90 filmes, inclusive nos três “Se Beber, Não Case”.
Relatos do Mundo: Netflix negocia lançar novo filme de Tom Hanks
Os “Relatos do Mundo” devem chegar ao Brasil pela Netflix. A plataforma negocia um acordo de distribuição com a Universal Pictures para lançar “Relatos do Mundo”, novo filme estrelado por Tom Hanks, no mercado internacional. O estúdio ainda pretende manter a estreia do longa nos cinemas dos EUA, marcada para 25 de dezembro, mas, com o acordo, o lançamento do longa não aconteceria mais entre janeiro e fevereiro no Brasil. O negócio é similar a outros fechados recentemente pela Netflix, como a distribuição internacional de “Bob Esponja: O Incrível Resgate”. “Relatos do Mundo” (em inglês, “News of the World”) marca a segunda parceria entre o ator Tom Hanks e o cineasta Paul Greengrass, que colaboraram no premiado thriller “Capitão Phillips”, lançado em 2013, e deve ser destaque na temporada de premiações do começo de 2021. O filme é uma adaptação do best-seller homônimo de Paulette Jiles, com roteiro de Luke Davies (“Lion”), e se passa no período posterior à Guerra Civil Americana. A trama acompanha o capitão Jefferson Kyle Kidd, que viaja anunciando as notícias da época, de cidade em cidade, num Texas em que a imprensa ainda engatinha. Por sua profissão itinerante, ele aceita o compromisso de levar uma garotinha órfã de 10 anos pelas trilhas selvagens do Velho Oeste para entregá-la a seus parentes. Mas essa missão é posta à prova conforme os dois desenvolvem laços de amizade e ele descobre que os parentes da menina não só não a querem como tem planos perversos para ela. Além de viver Kidd, Hanks é coprodutor do filme e o elenco ainda inclui Elizabeth Marvel (“Homeland”), Mare Winningham (“The Outsider”), Neil Sandilands (“The Flash”), Chukwudi Iwuji (“Olhos que Condenam”), Thomas Francis Murphy (“The Walking Dead”) e a jovem alemã Helena Zengel (“Transtorno Explosivo”) como a menina. Veja abaixo o trailer legendado original da produção.
Relatos do Mundo: Western com Tom Hanks ganha trailer legendado
A Universal divulgou o pôster e o trailer legendado de “Relatos do Mundo” (News of the World), western estrelado pelo veterano ator Tom Hanks (“Forrest Gump”). A prévia destaca a determinação do personagem de Hanks para levar uma menina sobrevivente de um ataque indígena de volta a sua família, em meio ao terreno árido e repleto de maus-caracteres do Oeste Selvagem, enquanto cumpre sua missão original de levar notícias da imprensa para os confins daquele mundo. A trama se passa no período pós-Guerra Civil Americana e acompanha o Capitão Jefferson Kyle Kidd, que viaja anunciando as notícias da época, de cidade em cidade, num país em que a imprensa ainda engatinhava. Por sua profissão itinerante, ele aceita o compromisso de levar uma garotinha órfã de 10 anos pelas trilhas selvagens do Velho Oeste para entregá-la a seus parentes. Mas essa missão é posta à prova conforme os dois desenvolvem laços de amizade e ele descobre que os parentes da menina não só não a querem como tem planos perversos para ela. Além de estrelar, Hanks é coprodutor do filme, que marca sua segunda parceria com o cineasta Paul Greengrass. Os dois já tinham colaborado no premiado thriller “Capitão Phillips”, lançado em 2013. O roteiro é de Luke Davies (“Lion”) e adapta o best-seller homônimo de Paulette Jiles, com participação ainda de Elizabeth Marvel (“Homeland”), Mare Winningham (“The Outsider”), Neil Sandilands (“The Flash”), Chukwudi Iwuji (“Olhos que Condenam”), Thomas Francis Murphy (“The Walking Dead”) e a jovem alemã Helena Zengel (“Transtorno Explosivo”) como a menina sob os cuidados do Capitão. A estreia está marcada para o Natal nos EUA e um mês depois, em 21 de janeiro, no Brasil.
Rhonda Fleming (1923 – 2020)
A atriz Rhonda Fleming, uma das ruivas mais famosas da era de ouro de Hollywood, morreu na quarta-feira (14/10) em Santa Monica, na Califórnia, aos 97 anos. O cabelo cor de fogo e os olhos verdes-esmeraldas a tornaram bastante popular nos primórdios do cinema colorido, o que acabou lhe valendo o apelido de rainha do Technicolor e uma filmografia cheia de clássicos, incluindo obras assinadas pelos mestres Alfred Hitchcock, Jacques Tourneur, Robert Siodmak, Fritz Lang e John Sturges. Nascida Marilyn Louis em Los Angeles, ela estudou na Beverly Hills High e foi descoberta aos 16 anos pelo famoso agente Henry Wilson (que também descobriu Rock Hudson, Tab Hunter e Natalie Wood) a caminho da escola. Foi ele quem mudou seu nome para Rhonda Fleming e conseguiu seu primeiro contrato, com o famoso produtor David O. Selznick. Seu primeiro papel importante foi como uma ninfomaníaca no suspense “Quando Fala o Coração” (Spellbound, 1945), de Hitchcock, e ela disse que era tão ingênua que teve que procurar a palavra no dicionário quando foi escalada. Em seguida, foi parar em uma mansão assustadora no terror sombrio “Silêncio nas Trevas” (The Spiral Staircase, 1946), de Siodmak, e virou femme fatale no noir “Fuga do Passado” (Out of the Past, 1947), de Tourneur. Mas foi uma aventura de baixa qualidade, “A Ilha da Maldição” (Adventure Island, 1947), que a transformou em estrela. Tudo o que precisou foi ser filmada em cores. Até o cenário exuberante de uma ilha do Pacífico virou pano de fundo para a beleza de Fleming. Ela se destacou ainda mais na comédia musical “Na Corte do Rei Artur” (A Connecticut Yankee in King Arthur’s Court, 1948) como interesse romântico de Bing Crosby, mostrando que também sabia cantar. E Bob Hope, grande amigo de Crosby, impressionou-se tanto ao visitar as filmagens que fez questão de escalá-la em seu próximo trabalho, como seu par em “O Gostosão” (The Great Lover, 1949). Em 1951, Rhonda Fleming tinha se tornado tão cobiçada que estrelou nada menos que cinco filmes, incluindo o noir “Golpe do Destino” (Cry Danger, 1951) e o western “A Revolta dos Apaches” (The Last Outpost, 1951), em que inaugurou sua mais duradoura parceria nas telas com Ronald Reagan. Ela foi par do futuro presidente dos EUA em mais três filmes: “Hong Kong” (1952), “O Carrasco dos Trópicos” (Tropic Zone, 1953) e “A Audácia é a Minha Lei” (Tennessee’s Partner, 1955). Rhonda acabou se especializando em filmes de aventura, vivendo Cleópatra em “A Serpente do Nilo” (Serpent of the Nile, 1953), coestrelando “As Aventuras de Buffalo Bill” (Pony Express, 1953) com Charlton Heston e protagonizando alguns dos primeiros lançamentos 3D de Hollywood, como “Rastros do Inferno” (1953) e “O Tesouro Perdido do Amazonas” (1954). Mas adorava mesmo era se transformar em mulher fatal em clássicos do cinema noir, como “O Poder do Ódio” (Slightly Scarlet, 1956), adaptação de James M. Cain, e “No Silêncio de uma Cidade” (While the City Sleeps, 1956), do mestre Fritz Lang. “Eu adorei interpretar esses papéis”, disse Fleming ao historiador de cinema Rhett Bartlett em uma entrevista de 2012. “Elas eram garotas malvadas, e eu era uma menina tão doce e simpática!” Bastante ocupada até o final dos anos 1950, sua filmografia ainda destaca um dos westerns mais famosos de todos os tempos, “Sem Lei e Sem Alma” (Gunfight at the O.K. Corral, 1957), de John Sturges, ao lado de Burt Lancaster (no papel de Wyatt Earp) e Kirk Douglas (Doc Holliday). Seu último trabalho como protagonista foi na produção italiana “A Revolta dos Escravos” (1960), lançado no mesmo ano em que ela ganhou sua estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Apesar de seguir atuando por mais 20 anos, os papéis seguintes foram pequenas participações em séries e filmes, de “O Otário” (1964), de Jerry Lewis, até “A Bomba Que Desnuda” (1980), longa derivado da série de comédia “Agente 86”. Além do cinema, Fleming participou de montagens teatrais da Broadway e fez shows musicais em Las Vegas e no Hollywood Bowl. Ao se afastar das telas e dos palcos, passou a se dedicar à filantropia, tornando-se uma destacada apoiadora de várias causas importantes, da luta contra o câncer à falta de moradia e o abuso infantil. Essa fase de sua vida começou após seu quinto casamento, com o magnata da rede de cinemas Ted Mann (dono do famoso Chinese Theatre ). Eles viram juntos de 1978 até a morte de Mann, em janeiro de 2001, e representaram um força benéfica no sul da Califórnia. Ela e Mann fundaram a Rhonda Fleming Mann Clinic for Comprehensive Care no centro médico da UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles) em 1991, oferecendo atendimento ginecológico e obstétrico a mulheres, e um centro de apoio para mulheres com câncer três anos depois. O casal também criou a bolsa Rhonda Fleming Mann Research Fellowship, para incentivar a pesquisa de câncer. Seus outros maridos incluem o ator Lang Jeffries, com quem contracenou em “A Revolta dos Escravos”, o produtor Hall Bartlett, e o médico Thomas Lane, com quem teve seu único filho, o ator Kent Lane (“As Incertezas de um Jovem”).
News of the World: Western com Tom Hanks ganha primeiro trailer
A Universal divulgou fotos e o primeiro vídeo de “News of the World”. Trata-se de um comercial de TV que apresenta os personagens e as dificuldades que enfrentam no Velho Oeste americano. A prévia destaca a determinação de Tom Hanks para levar uma menina de volta a sua família, em meio ao terreno árido e repleto de maus-caracteres do Oeste Selvagem, além de demonstrar a importância de um jornal para o protagonista. “News of the World” marca a segunda parceria entre Hanks e o cineasta Paul Greengrass, que colaboraram no premiado thriller “Capitão Phillips”, lançado em 2013. O filme é uma adaptação do best-seller homônimo de Paulette Jiles, com roteiro de Luke Davies (“Lion”), e se passa no período posterior à Guerra Civil Americana. A trama acompanha o capitão Jefferson Kyle Kidd, que viaja anunciando as notícias da época, de cidade em cidade, num Texas em que a imprensa ainda engatinha. Por sua profissão itinerante, ele aceita o compromisso de levar uma garotinha órfã de 10 anos pelas trilhas selvagens do Velho Oeste para entregá-la a seus parentes. Mas essa missão é posta à prova conforme os dois desenvolvem laços de amizade e ele descobre que os parentes da menina não só não a querem como tem planos perversos para ela. Além de viver Kidd, Hanks é coprodutor do filme e o elenco ainda inclui Elizabeth Marvel (“Homeland”), Mare Winningham (“The Outsider”), Neil Sandilands (“The Flash”), Chukwudi Iwuji (“Olhos que Condenam”), Thomas Francis Murphy (“The Walking Dead”) e a jovem alemã Helena Zengel (“Transtorno Explosivo”) como a menina. A estreia está marcada para o Natal nos EUA e sujeita a mudanças como toda a programação atual de cinema.
Vida do ator herói Audie Murphy vai virar série
A vida do ator Audie Murphy (1924–1971), que estrelou quase 50 filmes, a maioria westerns feitos nos anos 1950, vai virar uma série. A produção vai contar como ele ganhou projeção a partir de seus atos de heroísmo na 2ª Guerra Mundial, quando se tornou o soldado mais condecorado dos EUA, homenageado inclusive com a Medalha de Honra do Congresso e pelos governos da França e da Bélgica, até sua transformação em cowboy de Hollywood e sua morte precoce, aos 46 anos, num acidente de avião. Parte desta história já foi contada no cinema e estrelada pelo próprio Audie Murphy. Ele viveu a si mesmo no filme “Terrível como o Inferno” (1955), que contou sua experiência na guerra. Os produtores da série, Arthur E. Friedman (“Uma Vida sem Limites”) e Steven Jay Rubin (“Perdendo a Esportiva”), dizem que a trama dará profundidade ao relato de 1955, mostrando os traumas causados pelos combates na Europa, em que Murphy matou mais de 240 inimigos. “Quando eles fizeram ‘Terrível como o Inferno’, com Audie interpretando a si mesmo, eles contaram apenas parte de sua história”, disse Friedman, em comunicado. “O que transforma um garoto de fazenda de 16 anos do Texas, 56 quilos e rosto de bebê em uma máquina de matar na guerra e o que acontece quando ele passa de guerreiro da vida real a estrela de cinema… é tema para um drama envolvente.” Rubin acrescentou: “Hoje contamos histórias de maneira diferente e nossa intenção é apresentar este herói célebre como um homem, não como uma figura mítica. Somos inspirados por filmes realistas como ‘O Resgate do Soldado Ryan’ e minisséries como ‘Band of Brothers’.” Para o projeto, a dupla adquiriu os direitos da biografia de Murphy, “No Name on the Bullet”, escrita por Don Graham, e agora buscam por um escritor para a adaptação. Ainda em fase inicial, a produção não tem canal ou plataforma definida para sua realização.
Western afro-americano de Jay-Z vai reunir Idris Elba, Regina King e grande elenco
A Netflix revelou o elenco de “The Harder They Fall”, western produzido pelo rapper Jay-Z. E é uma reunião impressionante de astros afro-americanos. Regina King (“Watchmen”), Zazie Beetz (“Coringa”), Lakeith Stanfield (“Entre Facas e Segredos”), Delroy Lindo (“Destacamento Blood”), Edi Gathegi (“Briarpatch”), Danielle Deadwyler (“P-Valley) e RJ Cyler (“Scream: The TV Series”) juntaram-se a Idris Elba (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”) e Jonathan Majors (“Lovecraft Country”) na produção. Elba e Majors estavam escalados desde o ano passado nos papéis principais. A trama acompanha Nat Love (Majors), bandido que descobre que seu inimigo, Rufus Buck (Idris Elba), está para sair da prisão. Assim, Love reúne sua gangue para caçar Buck e se vingar. O filme tem roteiro de Boaz Yakin (de “Fresh” e “Truque de Mestre”) e será o segundo western afro-americano do diretor Jeymes Samuel, que estreou com “They Die By Dawn” – juntando Michael Kenneth Williams, Giancarlo Esposito, Rosario Dawson e Jesse Williams em 2013 – , antes de assinar o clipe de “Legacy”, de Jay-Z. As filmagens devem começar ainda este ano para um lançamento em 2021 na plataforma de streaming. Okay, the anticipation for “The Harder They Fall” just got SUPER real!! The amazing Zazie Beetz, Regina King, Delroy Lindo, LaKeith Stanfield, Danielle Deadwyler, Edi Gathegi and RJ Cyler join Jonathan Majors and Idris Elba in the Western – coming soon to @netflix!! pic.twitter.com/MHvhOdIUNH — Strong Black Lead (@strongblacklead) September 11, 2020
Russell Crowe revela que deve sua carreira a Sharon Stone
O ator Russell Crowe, vencedor do Oscar por “Gladiador”, fez uma confissão inusitada a Seth Meyers ao participar na quarta (19/4), por videoconferência, do programa do apresentador. O tema da entrevista era seu novo filme, “Unhinged”, que estreou com sucesso no Canadá, onde os cinemas já reabriram. Mas ele aproveitou para lembrar que devia sua carreira em Hollywood à atriz Sharon Stone. Crowe destacou como foi importante para ele ter entrado no elenco do western de 1995, “Rápida e Mortal”, que a atriz estrelou e produziu. Se ela não tivesse batido o pé, anos atrás, ele sugere que talvez nunca tivesse conseguido se estabelecer nos EUA. “Demorei 18 meses ou mais e literalmente centenas e centenas de reuniões antes de conseguir um trabalho americano. E só consegui porque Sharon Stone viu um filme que eu estrelei [na Austrália]”, ele contou. “E ela estava em uma guerra de espadas com os produtores masculinos do filme e bateu o pé para dizer: ‘Vou contratar a pessoa que quiser contratar como interesse amoroso’”, Crowe contou. No filme, Crowe interpretou Cort, um ex-pistoleiro e fora-da-lei que se tornou pregador. Foi sua estreia no cinema americano. Dirigido por Sam Raimi, o longa também tinha em seu elenco Gene Hackman e Leonardo DiCaprio. “Se não fosse pela vontade e força dela, não sei quanto tempo poderia ter se passado antes de eu conseguir um papel num filme americano”, disse ele, dando a entender que não os outros produtores não queriam contratá-lo. “Eu tenho muito que agradecer a ela.” Assista à entrevista de Crowe no “Late Night with Seth Meyers” abaixo.
Wynonna Earp surpreende e volta com maior audiência após dois anos
Após um hiato de dois anos, havia muitas dúvidas sobre a capacidade de “Wynonna Earp” manter seu público no decadente canal SyFy, conhecido nos últimos tempos por ser um cemitério de séries, devido a seus inúmeros cancelamentos. Mas a atração surpreendeu. Impulsionado pela participação do elenco na Comic-Con virtual, o episódio de estreia, exibido no domingo passado (26/7), reuniu 656 mil espectadores na soma de seus primeiros três dias de exibição, um aumento de 11% em relação à estréia da 3ª temporada, de acordo com auditoria da Nielsen. Este número cresce para 1,2 milhão de visualizações quando acrescenta o público de streaming, segundo o Syfy. “‘Wynonna Earp’ é um fenômeno”, disse Chris McCumber, presidente da Syfy. “Não apenas retornou para a 4ª temporada mais forte que estava na 3ª, como a resiliência e a paixão de seus fãs, Earpers, continuam a brilhar nas mídias sociais, convenções e muito mais.” No dia da estreia, ‘Wynonna Earp’ foi o programa mais comentado de toda a televisão (excluindo esportes) no Twitter, com 22,3 milhões de impressões estimada, de acordo com as classificações de conteúdo social da Nielsen. Graças a esse desempenho – e pela falta de sucessos do SyFy – , a série praticamente garantiu sua renovação para o quinto ano de produção em sua estreia de temporada. Nada mal para uma série que ficou dois anos fora do ar, sem verbas para finalizar as gravações dos episódios encomendados. Desenvolvida por Emily Andras (produtora-roteirista de “Lost Girl”), a atração é baseada nos quadrinhos homônimos de Beau Smith, publicados pela editora IDW. Sua premissa é de um faroeste sobrenatural, que acompanha uma descendente do famoso delegado do Velho Oeste Wyatt Earp em sua missão de caçar demônios, para acabar com uma maldição secular de sua família. O apelo da série, porém, é a ótima química do elenco, encabeçado por Melanie Scrofano (série “Damien”), e sua mistura bem dosada de aventura, terror, western moderno, humor, sensualidade, empoderamento feminino e orgulho LGBTQIA+. A soma de todas essas partes fazem de “Wynonna Earp” uma das séries mais bem cotadas no site Rotten Tomatoes, com 92% de aprovação. O elenco também inclui Dominique Provost-Chalkley (“Vingadores: Era de Ultron”), Katherine Barrell (série “Workin’ Moms”), Varun Saranga (“Go Awat, Unicorn!”), Michael Eklund (série “Bates Motel”), Greg Lawson (“Heartland”) e Tim Rozon (série “Vagrant Queen”) como o pistoleiro reencarnado Doc Holliday. “Wynonna Earp” tem suas primeiras temporadas disponibilizadas no Brasil pela Netflix.
Linda Cristal (1931 – 2020)
A atriz Linda Cristal, que estrelou a série clássica “Chaparral”, morreu em sua casa em Beverly Hills, Los Angeles, na noite de sábado (27/6), enquanto dormia. Ela tinha 89 anos. Nascida em Buenos Aires, na Argentina, com o nome de Marta Victoria Moya Peggo Burges, ela ficou órfã aos 13 anos após o suicídio dos pais e só virou atriz por acaso, ao ser descoberta por um produtor enquanto passava as férias com o irmão no México. Ela virou Linda Cristal aos 21 anos, ao começar a carreira em pequenos papéis (metade não creditada) em seis filmes locais. Capaz de falar quatro línguas (espanhol, italiano, francês e inglês), chamou atenção de Hollywood e foi fazer sua estreia nos EUA no western “Comanche” (1956), como interesse romântico do protagonista Dana Andrews. Ela se especializou no papel de latina sedutora de westerns, aparecendo ainda em “Cavalgada para o Inferno” (1958), com Jock Mahoney, “O Terror do Oeste” (1958), com Hugh O’Brian, “O Álamo” (1960), com John Wayne, e “Terra Bruta” (1961), com James Stewart (dirigido pelo mestre do gênero, John Ford). Mas foi uma comédia que lhe deu reconhecimento. Linda foi indicada ao Globo de Ouro como coadjuvante em “De Folga para Amar” (1958), de Blake Edwards, vivendo uma estrela de cinema que aceita passar um fim de semana em Paris com um soldado sorteado (Tony Curtis) numa loteria para levantar a moral das tropas. Após as filmagens, ela ficou pela Europa e foi alçada a protagonista em produções italianas. Fez três filmes na Itália, chegando a encarnar duas rainhas do Egito: ninguém menos que Cleópatra em “As Legiões de César” (1959) e a ambiciosa Akis em “A Mulher do Faraó” (1960). O terceiro longa foi a aventura de piratas sarracenos “As Verdes Bandeiras de Allah” (1963). Ao voltar aos EUA, começou a fazer séries, como “Viagem ao Fundo do Mar” e “Cavalo de Ferro”, até ser escalada para seu papel mais lembrado em 1967, como Victoria Cannon, a latina rebelde que se torna dona do rancho Chaparral ao se casar com Big John Cannon (Leif Erickson), um ruralista disposto a prosperar com criação de gado em terras indígenas – o que rende muitos conflitos. Rendeu também a consagração para a atriz, indicada a dois Emmys e vencedora do Globo de Ouro pelo papel em 1970. A série durou quatro temporadas, até 1971, mas teve uma longa sobrevida em reprises. Seus créditos subsequentes incluem o thriller de ação “Desafiando o Assassino” (1974), com Charles Bronson, e aparições nas séries “Bonanza”, “Os Novos Centuriões”, “Barnaby Jones”, “O Barco do Amor” e “A Ilha da Fantasia”, além de um longa participação na novela “Hospital General” em 1988, seu último trabalho. Graças a bons investimentos imobiliários, ela teve uma vida próspera após se aposentar das telas.
Wynonna Earp: Trailer anuncia data de estreia da 4ª temporada
O canal pago americano SyFy divulgou o trailer da 4ª temporada da série “Wynonna Earp”, que retorna após hiato de dois anos em sua produção, ocasionados por problemas financeiros da produtora Seven24 Films. A demora foi tanta que o vídeo chama atenção para as manifestações dos fãs, ansiosos pela estreia. A prévia anuncia a chegada da 4ª temporada em 26 de julho nos EUA. Mas esconde a má notícia. Infelizmente, a produção foi interrompida pela pandemia e a temporada será dividida em duas partes. Apenas os seis primeiros episódios serão exibidos em sequência, com uma pausa de midseason na metade de agosto. Os seis capítulos finais devem ter as gravações retomadas nos próximos dias, acompanhando a retoma das produções no Canadá, e só irão ao ar no fim do ano – se tudo correr bem. Desenvolvida por Emily Andras (produtora-roteirista de “Lost Girl”), a série é baseada nos quadrinhos homônimos de Beau Smith, publicados pela editora IDW. Sua premissa é de um faroeste sobrenatural, que acompanha uma descendente do famoso delegado do Velho Oeste Wyatt Earp em sua missão de caçar demônios, para acabar com uma maldição secular de sua família. O apelo da série, porém, é a ótima química do elenco, encabeçado por Melanie Scrofano (série “Damien”), e sua mistura bem dosada de aventura, terror, western moderno, humor, sensualidade, empoderamento feminino e orgulho LGBTQIA+. A soma de todas essas partes fazem de “Wynonna Earp” uma das séries mais bem cotadas no site Rotten Tomatoes, com 92% de aprovação. O elenco também inclui Dominique Provost-Chalkley (“Vingadores: Era de Ultron”), Katherine Barrell (série “Workin’ Moms”), Varun Saranga (“Go Awat, Unicorn!”), Michael Eklund (série “Bates Motel”), Greg Lawson (“Heartland”) e Tim Rozon (série “Vagrant Queen”) como o pistoleiro reencarnado Doc Holliday. “Wynonna Earp” tem suas primeiras temporadas disponibilizadas no Brasil pela Netflix.
Diretor e roteirista de A Favorita farão faroeste de terror
O diretor grego Yorgos Lanthimos e o roteirista australiano Tony McNamara, que trabalharam juntos no premiado “A Favorita” (2018), vão retomar a parceria em “The Hawkline Monster”, adaptação do livro de faroeste gótico de Richard Brautigan, publicado originalmente em 1974. O livro acompanha dois pistoleiros contratados por uma adolescente para eliminar um monstro, que vive em uma caverna no porão da casa de uma mulher. Quando chegam ao local, eles se envolvem em uma aventura muito além de suas imaginações e percebem que o trabalho não era tão simples quanto parecia. Depois de “A Favorita”, McNamara criou a série “The Great”, sobre a imperatriz Catarina, a Grande, estrelada por Elle Fanning para a plataforma Hulu, e escreveu “Cruella”, sobre a vilã da Disney. Já Lanthimos filmou apenas dois curtas musicais. Produção da New Regency, “The Hawkline Monster” ainda não tem cronograma de produção nem previsão de estreia.
James Drury (1934 – 2020)
O ator James Drury, que por nove temporadas protagonizou a famosa série de western “O Homem de Virgínia” (The Virginian), morreu nesta segunda (6/4) aos 85 anos. A assistente do ator, Karen Lindsey, confirmou a notícia no Facebook e citou que a more ocorreu por causas naturais. Uma das séries mais populares da era de ouro do western televisivo, “O Homem de Virgínia” acompanhava os empregados do rancho Shiloh Ranch, gerenciado pelo personagem de Drury. Ele era conhecido como o homem de Virgínia, em alusão ao estado americano em que nasceu, e nunca teve seu verdadeiro nome revelado na atração, exibida entre 1962 e 1971 na TV americana. O protagonista e o seu braço direito, Trampas (Doug McClure), foram os únicos que ficaram na série por toda a duração, visto que o proprietário do rancho mudou várias vezes com o passar dos anos. Entre as diferentes temporadas, o elenco também destacou Lee J. Cobb, Clu Gulager e John McIntire. Antes de conseguir o papel que marcaria sua carreira, Drury atuou num dos maiores clássicos da ficção científica “Planeta Proibido” (1956), além de ter estrelado westerns cinematográficos, como os igualmente célebres “A Última Carroça” (1956), dirigido por Delmer Daves, e “Pistoleiro do Entardecer” (1962), do mestre Sam Peckinpah. Ele também contracenou com Elvis Presley no western “Ama-Me com Ternura” (1956) e estrelou a versão da Disney de “Pollyanna” (1960). Ao contrário do colega Doug McClure, que protagonizou vários filmes de sucesso, a carreira de Drury não prosperou após “O Homem de Virgínia”, resumindo-se a participações especiais em séries, como “Têmpera de Aço”, “Chuck Norris: Homem da Lei” e “As Aventuras de Brisco County Jr.”, e pequenas aparições em filmes derivados de séries do Velho Oeste, como “Maverick” (1994, com Mel Gibson) e a própria adaptação de “O Homem de Vírginia” (2000), estrelada por Bill Pullman no canal pago TNT. Seu último papel foi no telefilme “Billy and the Bandit”, atualmente em pós-produção.










