Warner Bros. Discovery anuncia fusão da HBO Max e Discovery+ para 2023
A apresentação dos primeiros resultados trimestrais da Warner Bros. Discovery ao mercado nesta quinta (4/8) confirmou os planos de unificação dos serviços de streaming HBO Max e Discovery+, refletindo a forma como a nova empresa foi formada no início do ano – a partir da junção da antiga WarnerMedia e da Discovery. O novo serviço unificado entrará em funcionamento daqui a um ano, entre junho e agosto de 2023 (temporada de verão nos EUA), informou JB Perrette, CEO e presidente de streaming global e interativo da Warner Bros. Discovery, falando na teleconferência da empresa. A empresa não anunciou qual será o novo nome da plataforma que juntará HBO Max e Discovery+, mas adiantou que o novo serviço será lançado em duas versões: com e sem anúncios, que terão preços diferentes – ainda não informados. Na projeção apresentada para o novo serviço, a WBD disse esperar ter 130 milhões de assinantes globais até 2025, que gerarão US$ 1 bilhão em lucro para a companhia. Perrette disse que a empresa também espera que as perdas ocasionadas pelo investimento na divisão de streaming atinjam seu pico em 2022, mas que em três anos a tendência se reverterá. Já refletindo o viés de unificação, o conglomerado optou por não revelar números individuais de assinantes conquistados por suas plataformas no trimestre, o primeiro sob a nova administração. Em vez disso, anunciou uma soma geral das duas, que teriam 92,1 milhões de assinantes entre si. O número é enigmático. No trimestre passado, a AT&T, antiga proprietária da WarnerMedia, revelou que a HBO Max tinha 76,8 milhões de assinantes. Já os donos originais da Discovery+ anunciaram 24 milhões de consumidores no mesmo período. Assim, a progressão trimestral aponta que houve uma diminuição de 8,7 milhões entre os dois serviços. A WBD, porém, ressalta que, por decisão própria, decidiu não considerar 10 milhões de assinantes que ganharam acesso a um dos serviços numa parceria promocional com a AT&T. Isto é, que ganharam a assinatura como bônus na aquisição de pacotes de internet com a empresa telefônica. Considerando esses 10 milhões, a empresa teria adicionado mais de 1 milhão de assinantes no segundo trimestre. Entretanto, as duas plataformas perderam 300 mil assinantes nos EUA, caindo de 53,3 milhões no primeiro trimestre para 53,0 milhões no novo levantamento. Vale apontar ainda que os números individuais da Discovery+, divulgados no começo do ano, foram ultrapassados pelos da Starzplay neste trimestre, transformando a plataforma da WBD na menos buscada por assinantes entre os serviços considerados de maior porte. Isto, mesmo sendo uma das assinaturas mais baratas disponíveis. Além da soma de números, a WBD deu início a combinações de conteúdo que já começam a aproximar os dois serviços. Dentro desta iniciativa, houve o anúncio de que a HBO Max começará a contar com alguns programas da Discovery+. Inicialmente, foram confirmadas a inclusão de produções da Magnolia Network – realities como “Do Velho ao Novo” (Fixer Upper) e “The Lost Kitchen”, entre outros – no catálogo da plataforma mais bem-sucedida da empresa. Ao mesmo tempo, a Discovery+ acrescentará as produções do cancelado serviço de streaming CNN+, passando a disponibilizar vários programas jornalísticos da rede de notícias e produções originais em sua programação, incluindo uma variedade de documentários de “true crime” (crimes reais). Em termos financeiros, a WBD revelou ter conquistado uma receita pró-forma de mais de US$ 9,82 bilhões durante o período, uma queda de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Mas reportou um prejuízo líquido de mais de US$ 3,41 bilhões, devido a mais de US$ 2 bilhões em amortização de vários ativos, mais de US$ 1 bilhão em reestruturação e outros encargos e US$ 983 milhões em despesas relacionadas à fusão. O segmento mais lucrativo foi o dos estúdios de cinema e TV, que registrou receita de mais de US$ 2,79 bilhões em bilheteria e pagamentos por produções, um aumento de 3%. Este desempenho foi seguido pelas redes de TV da empresa, que viram a receita subir 1%, para US$ 5,74 bilhões, impulsionadas por um aumento de 2% na publicidade, graças principalmente à exibições de esportes.
Lady Gaga se confirma em “Coringa 2”
A cantora e cada vez mais atriz Lady Gaga se confirmou na sequência do filme “Coringa” com a postagem de um teaser da produção em suas redes sociais, em que aparece dançando com Joaquin Phoenix. Intitulado em inglês “Joker: Folie à Deux”, a produção começará a ser filmada em dezembro para chegar aos cinemas em outubro de 2024 – exatamente cinco anos após o lançamento do primeiro filme. A sequência do sucesso de bilheteria de 2019 contará novamente com o ator Joaquin Phoenix no papel principal e com a direção de Todd Phillips. O cineasta revelou que tinha terminado o roteiro, em parceria com Scott Silver, no começo de junho. A revista Variety publicou que, para convencer Phoenix a atuar mais uma vez como Arthur Fleck, a Warner ofereceu-lhe um salário de US$ 20 milhões. Isto equivale a metade do orçamento completo do “Coringa” original. O nome “Folie à Deux” faz referência a um termo médico francês usado para definir um transtorno mental que afeta duas ou mais pessoas ao mesmo tempo. Além dessa pista sobre a trama, a presença de Lady Gaga como Arlequina indica que a história vai abordar o tratamento do Coringa e a obsessão desenvolvida por sua psiquiatra, que se apaixona loucamente por ele – de forma literal. Outro detalhe é que a produção deve ser apresentada como um musical. O primeiro Coringa foi o filme para adultos (classificação “R” nos EUA) de maior bilheteria de todos os tempos, com mais de US$ 1 bilhão arrecadado em todo o mundo. Além do Oscar conquistado por Joaquin Phoenix, o longa também venceu o troféu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas pela trilha sonora de Hildur Guðnadóttir. Joker: Folie à Deux10.04.24 pic.twitter.com/obp7T9lBFL — Lady Gaga (@ladygaga) August 4, 2022
“Coringa 2” ganha data oficial de estreia
A Warner Bros. anunciou a data de lançamento de “Coringa 2”. Intitulado em inglês “Joker: Folie à Deux”, a produção chegará aos cinemas em 4 de outubro de 2024 nos EUA – exatamente cinco anos após o lançamento do primeiro filme. A sequência do sucesso de bilheteria de 2019 contará novamente com o ator Joaquin Phoenix no papel principal e com a direção de Todd Phillips. O cineasta revelou que tinha terminado o roteiro, em parceria com Scott Silver, no começo de junho. A revista Variety publicou que, para convencer Phoenix a atuar mais uma vez como Arthur Fleck, a Warner ofereceu-lhe um salário de US$ 20 milhões. Isto equivale a metade do orçamento completo do “Coringa” original. O nome “Folie à Deux” faz referência a um termo médico francês usado para definir um transtorno mental que afeta duas ou mais pessoas ao mesmo tempo. Além dessa pista sobre a trama, a produção deve ser apresentada como um musical e pode contar com ninguém menos que Lady Gaga no papel de Arlequina. O primeiro Coringa foi o filme para adultos (classificação “R” nos EUA) de maior bilheteria de todos os tempos, com mais de US$ 1 bilhão arrecadado em todo o mundo. Além do Oscar conquistado por Joaquin Phoenix, o longa também venceu o troféu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas pela trilha sonora de Hildur Guðnadóttir. O timing da revelação da data de lançamento chama atenção por acontecer no momento em que veio à tona o descarte de “Batgirl”. A Warner decidiu não lançar o filme, apesar de as filmagens terem sido completadas. Os diretores do filme, Adil El Arbi e Bilall Fallah, dizem que ficaram “chocados” com o cancelamento abrupto.
“The Flash” vai acabar na 9ª temporada
É oficial: a próxima temporada de “The Flash” será a última. Após muitas especulações, a rede The CW anunciou nesta segunda-feira (1/8) que sua série de super-heróis da DC Comics terminará na 9ª temporada, que será mais curta, com apenas 13 episódios. A produção da temporada final começará no próximo mês e vai ao ar em 2023 durante a midseason (começo do ano). “Nove temporadas! Nove anos salvando Central City enquanto leva o público em uma jornada emocional cheia de emoção, humor e espetáculo. E agora Barry Allen chegou ao portão de largada para sua última corrida”, disse o produtor executivo/showrunner Eric Wallace em comunicado. “Tantas pessoas incríveis forneceram seus talentos, tempo e amor para dar vida a essa série maravilhosa a cada semana. Então, enquanto nos preparamos para honrar o incrível legado da série com nosso emocionante capítulo final, quero agradecer ao nosso elenco, escritores, produtores e equipe fenomenal ao longo dos anos, que ajudaram a tornar ‘The Flash’ uma experiência inesquecível para o público em todo o mundo.” As notícias de que “The Flash” estava chegando ao fim vinham sendo amplamente especuladas desde antes da 9ª temporada ser confirmada em março passado. Isto porque nem a CW nem o estúdio Warner Bros. Television estavam conseguindo convencer o protagonista Gustin Gustin e algumas co-estrelas, incluindo Candice Patton, a retornar para múltiplas temporadas após o final do oitavo ano da produção. Isso abriu o caminho para uma negociação diferenciada, visando dar um final para a série com uma temporada abreviada. A 8ª temporada terminou em 29 de junho como um dos programas mais assistidos da CW do ano, com média de 1 milhão de espectadores ao vivo e uma das maiores audiências do canal nas plataformas digitais. “The Flash” foi a segunda série de super-heróis desenvolvida pelo produtor Greg Berlanti. Ao surgir como derivado de “Arrow”, a atração ajudou a expandir as narrativas e criar um universo compartilhado, batizado de “Arrowverso”, que ajudou a redefinir a CW e trazer espectadores masculinos para o que até então era um canal de perfil feminino. Mas desde então, as séries “Legends of Tomorrow”, “Supergirl”, “Raio Negro” (Black Lightning), “Batgirl” e a própria “Arrow” foram canceladas – e duas delas, “Legends” e “Batgirl”, interrompidas sem final neste ano. Além de “The Flash”, a rede The CW vai se despedir em 2023 de outra produção de Berlanti que marcou sua programação: “Riverdale”. A conclusão de ambos os programas acontece em meio a vários cancelamentos e uma redução de produções originais, enquanto a CW é colocada à venda, com o grupo de emissoras Nexstar perto de um acordo para comprá-la dos proprietários Warner Bros. TV e CBS Studios.
Filmagem de “Godzilla vs Kong 2” revela ataque de monstros no Rio
Uma reportagem do noticiário australiano “Seven News”, de Brisbane, revelou que “Godzilla vs Kong 2” terá uma cena de ataque de monstros numa praia do Rio de Janeiro. As imagens das filmagens foram exibidas no programa, com direito a cenas de vôlei de praia, barraca de coco, guarda-sóis, muitos banhistas, guarda-vidas estaduais e policiamento com carros da PM carioca. É tudo muito realista, exceto pelo tamanho da faixa de areia, os prédios da orla e o idioma falado na locação: o inglês. É que a produção está acontecendo na praia de Gold Coast, na costa leste da Austrália. As filmagens registram vários figurantes interpretando cariocas. Na reportagem, os atores revelam terem sido orientados a reagir e fugir de uma criatura gigante vindo do mar. Confira abaixo. O primeiro encontro dos monstros da Legendary e da Warner também foi filmado na Austrália em 2019. Segundo as autoridades australianas, a nova produção vai gerar mais de US$ 88 milhões de investimento na economia local, e empregar cerca de 500 técnicos e 750 figurantes locais. “Godzilla vs. Kong” faturou US$ 468 milhões nas bilheterias mundiais, mesmo sendo lançado simultaneamente em streaming nos EUA durante a segunda onda da pandemia de covid-19, em março de 2021. O longa pode ser visto atualmente na HBO Max. Hollywood's love affair with the Gold Coast continues. Filming has begun in spectacular style for the latest instalment of the 'Godzilla vs. Kong' franchise, the action taking place in the heart of the glitter strip. https://t.co/VZ3A1cpmr5 @Amelia_Adam7 #7NEWS pic.twitter.com/fiwjuti8XT — 7NEWS Brisbane (@7NewsBrisbane) July 29, 2022
Nem The Rock trovejante impede decepção com DC na Comic-Con
A Warner trouxe Dwayne “The Rock” Johnson uniformizado como Adão Negro para sua apresentação na Comic-Con Internacional, com direito a pedestal para erguê-lo acima do palco, fumaça de gelo seco e raios e trovões projetados num telão a suas costas, mas na hora de apresentar conteúdo, o painel dos filmes da DC Comics foi uma grande decepção. Muitos acreditavam que o estúdio faria mais do que o previsto. Mas o destaque foi mesmo o barulho, a fumaça e a pose silenciosa de The Rock no começo. De novidades, só mesmo os trailers dos filmes anunciados, “Adão Negro” e “Shazam: Fúria dos Deuses”, que estreiam neste ano. Um grande contraste com outras participações no evento de San Diego, quando os painéis da DC costumavam durar mais de duas horas, tinham inúmeras revelações e chegavam a ofuscar as apresentações da Marvel. O anticlímax indica que a Warner ainda não sabe o que fazer com os filmes da DC previstos para 2023, devido aos ataques misóginos dos fãs de Johnny Depp contra a atriz Amber Heard e a implosão da carreira de Ezra Miller, envolvido em prisões e escândalos, que abalam os principais lançamentos do estúdio para o ano que vem, “Aquaman e o Reino Perdido” e “Flash”. Mas mesmo com esses filmes experimentando ostracismo, não houve menções a outros títulos, como “Batgirl” (com estreia prevista para este ano) e “Besouro Azul” (o primeiro filme latino de super-heróis), nem atualizações sobre o futuro de “Mulher Maravilha” de Gal Gadot, do “Batman” de Robert Pattinson e muito menos do “Superman” de Henry Cavill, cuja ausência implodiu o maior rumor da Comic-Con 2022. Também não houve notícias sobre as inúmeras produções em desenvolvimento para a HBO Max, como um filme de “Zatana” e séries do “Lanterna Verde”, “Constantine” e outros projetos do produtor J.J. Abrams. Neste caso, o problema parece ser interno. Há rumores de que os novos chefes da Warner Bros. Discovery estão questionando o contrato milionário de Abrams com a antiga Warner Media, que estaria sendo encarado como prejuízo financeiro pela longa demora em apresentar resultados. Por outro lado, a Warner pode estar guardando as novidades para seu próprio evento de fãs. Até o momento, porém, o estúdio não anunciou uma nova – a terceira – edição da DC Fandome. Veja abaixo o vídeo de The Rock como Adão Negro, animando uma multidão que logo em seguida sairia do painel frustrada. Through fog and lightning, the Man in Black has finally arrived to Hall H. #BlackAdam #SDCC pic.twitter.com/CaVR88w8Sk — DC (@DCComics) July 23, 2022
Zack Snyder vai aparecer em “Os Jovens Titãs em Ação!”
O diretor da “Liga da Justiça”, Zack Snyder, vai aparecer como si mesmo num próximo episódio da popular série “Os Jovens Titãs em Ação!”. O anúncio foi feito Neste sábado (23/7) na Comic-Con Internacional, em San Diego, com a divulgação de uma imagem da participação no desenho animado (acima). Snyder aparecerá no 365º episódio da série intitulado “365!”, com estreia prevista para o outono nos EUA (nossa primavera). Na trama, os Jovens Titãs querem marcar de forma grandiosa seu episódio 365, então decidem ir ao estúdio da Warner Bros. para encontrar um diretor de cinema. É a deixa para a inclusão de Snyder. Além do cineasta, o trio de rap De La Soul também foi confirmado na 8ª temporada da série. Será uma retorno, pois De La Soul já apareceu no sexto ano da atração, num episódio centrado em suas batalhas por direitos musicais.
Viola Davis está em “Adão Negro”
Viola Davis volta a interpretar Amanda Waller, a inescrupulosa líder do Esquadrão Suicida, em “Adão Negro”, próxima estreia da DC Comics nos cinemas. O trailer original exibido na Comic-Con Internacional, em San Diego, registrou a participação da atriz, que curiosamente foi cortada da versão disponibilizada no YouTube. A Warner não deu explicações para sua presença no filme nem de seu corte no trailer liberado para o público em geral. A prévia mostra apenas os personagens confirmados da produção, enfatizando o embate entre Adão Negro e os membros da Sociedade da Justiça, que fazem sua estreia no cinema – Aldis Hodge (“O Homem Invisível”) no papel do Gavião Negro, Quintessa Swindell (“Gatunas”) como Ciclone, Noah Centineo (“Para Todos os Garotos que Já Amei”) como o Esmaga-Átomo e Pierce Brosnan (“007 Um Novo Dia Para Morrer”) como Sr. Destino. O elenco também destaca Sarah Shahi (“Sex/Life”) como Adrianna Tomaz (identidade civil da Poderosa Isis). O roteiro inicial é de Adam Sztykiel (“Rampage: Destruição Total”), a direção está a cargo de Jaume Collet-Serra (“Sem Escalas”) e a estreia no Brasil vai acontecer em 20 de outubro, um dia antes do lançamento nos EUA.
Adão Negro enfrenta a Sociedade da Justiça em novo trailer
A Warner Bros. divulgou um novo trailer legendado de “Adão Negro”, que traz o ator Dwayne “The Rock” Johnson (“Jumanji: Próxima Fase”) no papel-título. Divulgada simultaneamente à exibição na Comic-Con Internacional, em San Diego, a prévia destaca o encontro pouco amigável do personagem-título com a Sociedade da Justiça, com direito a surra no Gavião Negro, e seu dilema entre se tornar um herói ou “o destruidor deste mundo”. A dualidade do personagem tem sido bastante explorada nos quadrinhos. Vilão clássico de Shazam (desde a época do Capitão Marvel), ele passou a ser considerado um anti-herói nas publicações atuais da DC Comics. Já a Sociedade da Justiça faz sua estreia no cinema, formada por Aldis Hodge (“O Homem Invisível”) no papel do Gavião Negro, Quintessa Swindell (“Gatunas”) como Ciclone, Noah Centineo (“Para Todos os Garotos que Já Amei”) como o Esmaga-Átomo e Pierce Brosnan (“007 Um Novo Dia Para Morrer”) como Sr. Destino. O elenco também destaca Sarah Shahi (“Sex/Life”) como Adrianna Tomaz (identidade civil da Poderosa Isis). O roteiro inicial é de Adam Sztykiel (“Rampage: Destruição Total”), a direção está a cargo de Jaume Collet-Serra (“Sem Escalas”) e a estreia no Brasil vai acontecer em 20 de outubro, um dia antes do lançamento nos EUA. Veja o trailer abaixo em duas versões: legendada e dublada em português.
Reportagem revela detalhes tóxicos dos bastidores da “Liga da Justiça de Zack Snyder”
A revista americana Rolling Stone publicou nesta terça (19/7) uma reportagem bombástica sobre os bastidores do Snyder Cut, a versão do diretor conhecida como “Liga da Justiça de Zack Snyder”. Na apuração, a atividade online de supostos fãs de Zack Snyder para pressionar a Warner pelo lançamento – e coisas mais – é descrita como “campanha tóxica” e teria sido uma orquestração do próprio cineasta, resultando em várias atividades polêmicas. Para começar, a volumosa campanha online que convenceu a Warner a produzir uma nova versão de “Liga da Justiça” teria sido alimentada artificialmente por contas falsas e bots no Twitter. A revista teve acesso a relatórios de mídia social encomendados pela WarnerMedia. Os levantamentos mostram que 13% das contas engajadas no movimento #ReleaseTheSnyderCut eram falsas ou operadas por robôs, bem acima da proporção encontrada nas hashtags que chegam aos Assuntos do Momento do Twitter. Além disso, a publicação contatou três empresas especializadas em rastrear a autenticidade das campanhas de mídia social. Q5id e Graphika também detectaram atividades inautênticas provenientes do SnyderVerso – apelido da comunidade de fãs do diretor. E a Alethea Group descobriu que o domínio forsnydercut.com – que afirma ter feito a hashtag #ReleaseTheSnyderCut se tornar viral em maio de 2018 – foi registrado por uma pessoa que também dirigia uma agência de publicidade (hoje extinta) que dizia ser capaz de trazer “tráfego do tamanho de ‘Avatar’, barato e instantâneo para seu site”. A Rolling Stone também conversou com mais de 20 pessoas envolvidas com a versão original de “Liga da Justiça” e a maioria acredita que o diretor se dedicou a estimular e manipular a campanha. A reportagem resgata muitos detalhes da produção do filme original, incluindo os conflitos entre Snyder e executivos da Warner pela duração e tom do filme, e que motivaram a contratação de um substituto antes mesmo de Snyder se afastar devido à morte da filha. Joss Whedon recebeu a missão de fazer refilmagens extensas enquanto Snyder ainda estava à frente do longa. Com o afastamento do diretor original, Whedon ganhou carta branca para mudar quase tudo. Synder não esqueceu. Após convencer os novos chefes da então recém-criada WarnerMedia a realizar a reedição do filme para engajar seus supostos milhões de fãs na HBO Max, Snyder teria orquestrado um ataque contra os executivos que organizaram sua substituição. Segundo a Rolling Stone, uma campanha de difamação teria sido combinada com o ator Ray Fisher, que interpretou o Ciborgue em “Liga da Justiça” e acusou os produtores Geoff Johns e Jon Berg de racismo e negligência. Foram os dois que tiraram o controle criativo do filme das mãos do diretor. Procurado pela Rolling Stone, Snyder confirmou que pediu à Warner para que retirasse os nomes dos produtores de sua versão do filme, mas negou qualquer coordenação com Fisher, que também acusou Whedon de comportamento abusivo no set – nesse caso, com alegações corroboradas por Gal Gadot, intérprete da Mulher-Maravilha, entre outros. Entretanto, a revista ouviu fontes que apontam que o envolvimento de Snyder foi além de um “pedido pessoal” para cortar os créditos dos produtores. Snyder teria confrontado um executivo do departamento de pós-produção do estúdio com uma ameaça: “Vou destruí-los nas redes sociais”. À medida que as exigências de Snyder aumentavam nos bastidores – inclusive por mais dinheiro para incluir novas filmagens para sua versão da “Liga da Justiça” – uma enxurrada de ataques foram direcionados à Warner Bros. nas redes sociais. Além da exigência de demissão de executivos, vieram pedidos de boicotes e até mesmo ameaças de morte. Esses ataques de “fãs” buscaram atingir qualquer pessoa ou coisa que pudesse atrapalhar Snyder, incluindo diretores como Adam Wingard, porque o lançamento de “Godzilla vs. Kong” ofuscou o Snyder Cut na HBO Max, e filmes como “Mulher-Maravilha 1984”, porque foi escrito por Geoff Johns. Até a ex-presidente da DC Entertainment, Diane Nelson, foi assediada por elogiar o “Coringa” de Todd Phillips, porque o filme ia contra o cânone do SnyderVerso. Ela chegou a deletar a conta do Twitter, tamanha a perseguição. Um dos fatos mais terríveis aconteceu três meses antes do lançamento da “Liga da Justiça de Zack Snyder”, quando uma conta no Instagram com o nome @daniras_ilust postou uma imagem grotesca, retratando as cabeças decapitadas de Johns, do presidente da DC Films Walter Hamada e do ex-presidente da Warner Bros. Toby Emmerich. A imagem circulou rapidamente entre os devotos do SnyderVerso, que até marcaram contas de mídia social dos filhos dos executivos. Após esta postagem alarmante, a WarnerMedia ficou preocupada com a integridade de seus funcionários e encomendou em sigilo uma série de relatórios de uma empresa de segurança cibernética terceirizada para analisar a trollagem. Um relatório secreto foi produzido, que teria identificado a concentração de disparos em três contas específicas, responsáveis por espalhar “ordens” para seguidores. O estúdio se recusou a comentar as descobertas com a Rolling Stone, alegando que o problema era relativo à administração passada – tecnicamente, a WarnerMedia não existe mais, substituída pela Warner Bros. Discovery. Em sua defesa, Snyder disse que nunca manipulou as redes sociais. Ele afirma que, “se alguém” usou robôs foi a Warner Bros. “tentando alavancar minha base de fãs para reforçar os assinantes de seu novo serviço de streaming”. “Nem eu nem a minha esposa [Deborah Snyder, produtora dos filmes de Zack] falamos nada negativo sobre Johns e Berg em entrevistas ou nas redes sociais. A remoção dos nomes deles era algo importante porque este não era o filme em que eles acreditavam, que eles desenvolveram ou que ajudaram a fazer”, declarou. O diretor ainda acrescentou que, “como artista, foi recompensador finalmente ver minha visão levada à fruição” no Snyder Cut, especialmente depois de “passar por um momento tão difícil em minha vida”. “Eu me sinto grato aos fãs e à Warner por permitirem que isso acontecesse. Continuar remoendo a negatividade e os rumores não serve a ninguém”, completou. Entretanto, a campanha não terminou com o lançamento do Snyder Cut em 18 de março de 2021. O site The Wrap informou em maio que os bots podem ter levado Snyder a ganhar os primeiros prêmios de “público” do Oscar neste ano. Na votação online, “Liga da Justiça de Zack Snyder” teve uma de suas cenas lembradas como um dos momentos mais icônicos do cinema e “Army of the Dead: Invasão em Las Vegas”, também de Snyder, venceu como filme favorito do público. A firma de consultoria Tweetbinder, que rastreia e analisa hashtags, indicou tendência de manipulação por bots nestas votações. Mas não é necessário ouvir especialistas para questionar a realidade dos fãs que pediram e adoraram o Snyder Cut. Basta verificar o desempenho de “Liga da Justiça de Zack Snyder”, que jamais entrou nas listas de produções mais vistas do streaming. De fato, o lançamento não foi destaque nem no Brasil, ausente da lista das séries e filmes mais vistos na celebração do primeiro ano da HBO Max no país. O fracasso da “Liga da Justiça” original costuma ser apontado como fator de pânico entre os executivos da empresa Time-Warner, que entraram numa negociação apressada de venda para a AT&T em novembro de 2017, mesmo mês em que o filme foi lançado. Empresa de telefonia e comunicação sem experiência com produção de conteúdo, a AT&T relançou o conglomerado de mídia como WarnerMedia em 2018 e tomou várias decisões equivocadas que acumularam uma dívida recorde e desvalorizaram seu patrimônio. Sem paciência para esperar a HBO Max decolar em meio à pandemia, e com o alto investimento em “Liga da Justiça de Zack Snyder” sem resultar na atração de mais assinantes para o serviço, a AT&T tratou de encerrar rapidamente a aventura da WarnerMedia, passando o controle da companhia para uma empresa bem menor que a própria Warner, a Discovery, que assumiu neste ano o comando da nova versão do conglomerado, batizada de Warner Bros. Discovery.
Duna: Começam as filmagens da Parte 2
As filmagens de “Duna: Parte 2” já começaram. O perfil oficial da franquia no Twitter anunciou o início dos trabalhos com uma imagem da claquete da produção. Novamente dirigido por Denis Velleneuve, “Duna: Parte 2”, o filme voltará a trazer Timothée Chalamet, Rebecca Ferguson, Zendaya, Javier Bardem, Stellan Skarsgård, Josh Brolin e Charlotte Rampling. Além disso, incluiu novidades em seu elenco, com destaque para Florence Pugh (“Viúva Negra”), Christopher Walken (“Sete Psicopatas e um Shih Tzu”), Léa Seydoux (“007 – Sem Tempo Para Morrer”) e Austin Butler (o “Elvis”). A estreia é aguardada para outubro de 2023. We’re rolling. Production on Dune: Part Two has begun. #DuneMovie pic.twitter.com/H31MTEcvcS — DUNE (@dunemovie) July 18, 2022
Steven Yeun entra no novo filme do diretor de “Parasita”
O ator Steven Yeun, indicado ao Oscar por “Minari”, entrou no elenco de “Mickey7”, novo filme do diretor sul-coreano Bong Joon Ho, que venceu quatro Oscars por “Parasita”. Ator e diretor já tinham trabalhado juntos no filme “Okja”, de 2017, lançado pela Netflix. Yeun se juntará a um elenco que já conta com Robert Pattinson (“Batman”), Naomi Ackie (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”), Mark Ruffalo (“Vingadores: Ultimato”) e Toni Collette (“Hereditário”). A produção é uma ficção científica, baseada no livro homônimo do escritor Edward Ashton, sobre um clone que integra um esforço de colonização num mundo de gelo. Sempre que há uma missão muito perigosa – até mesmo suicida – a equipe se volta para Mickey. Considerado descartável, ele é substituído por um clone igual sempre que morre, mantendo a maioria de suas memórias intactas. Após seis mortes, Mickey7 entende os termos de seu acordo. Só que ele sobrevive à última missão perigosa e, ao retornar à base, surpreende-se ao ver um novo clone em seu lugar, Mickey8. Como a ideia de clones duplicados é universalmente odiada, ele sabe que, se for pego, será imediatamente reciclado. Mas o segredo de sua sobrevivência pode ser a única forma de salvar a missão no planeta Niflheim. Pattinson interpretará Mickey e os demais atores não tiveram os papéis revelados. Brad Pitt e sua produtora Plan B também estão à frente do projeto, que será distribuído pela Warner Bros. Pitt e Joon Ho também já tinham trabalhado juntos na produção de “Okja”. “Mikey7” ainda não tem cronograma de produção conhecido nem previsão de estreia.
Ezra Miller é alvo de novas acusações de comportamento abusivo
O ator Ezra Miller, que interpreta o Flash nos filmes da DC Comics, virou alvo de novas acusações. Ele foi denunciado por assediar uma mulher em fevereiro na Alemanha. Além disso, a vítima de seu ataque na Islândia decidiu quebrar o silêncio. Foi na Islândia que a onda de violência do ator começou. Miller começou a frequentar os bares da capital Reykjavík após a interrupção das filmagens de “The Flash”, devido à pandemia de covid-19, em março de 2020. Segundo o bartender do Prikið Kaffihús, um pub localizado no coração de Reykjavík, ele já tinha se envolvido em confusões antes do vídeo da agressão a uma mulher ter se tornado viral em abril daquele ano. Logo após o incidente, a revista Variety falou com a vítima da tentativa de enforcamento, mas só agora ela permitiu que seus comentários fossem impressos, pedindo apenas para permanecer anônima por conta de sua privacidade. No vídeo, Miller é visto confrontando a mulher, que está sorrindo. Em seguida, ele agarra seu pescoço, enquanto ela solta um suspiro audível. A pessoa que gravou o vídeo parou para intervir ao ver que o enforcamento era real. De acordo com três fontes, a mulher estava conversando com Miller no bar e perguntou sobre os chinelos que ele usava. Ele garantiu que podia usá-los até numa briga e perguntou se ela queria testar. Foi o início de tudo. “Eu achei que era uma brincadeira, mas não era”, disse ela para a Variety. Mesmo depois de separar o ator, ele continuou com raiva, cuspindo nas pessoas e xingando a todos. Reação parecida foi testemunhada por outra mulher, Nadia, que pediu para não ter seu sobrenome divulgado em nome de sua privacidade. Nadia alega que, após uma amizade calorosa de dois anos com Miller, convidou o ator a ir a seu apartamento em Berlim em fevereiro passado. Eles não se viam desde que tiveram um encontro sexual consensual em 2020. Mas depois de uma interação amigável, o humor de Miller mudou drasticamente quando ela lhe disse que não podia fumar dentro de sua casa. “Isso desencadeou uma mudança de comportamento”, disse Nadia. Usando a terceira pessoa do plural, já que Miller passou a se identificar como não binário, ela descreveu: “Pedi para eles saírem umas 20 vezes, talvez mais. Eles começaram a me insultar. Eu seria um ‘pedaço de merda transfóbico’. Eu seria uma ‘nazista’. Tornou-se tão, tão estressante para mim… Eles andavam pela minha casa, olhando tudo, tocando tudo, espalhando folhas de tabaco no chão. Parecia nojento e muito intrusivo.” Depois de cerca de meia hora de súplica, Nadia decidiu chamar a polícia e só depois disso Miller resolveu sair. Apenas para voltar meia-hora depois e tentar arrombar a porta, gritando que ela tinha lhe roubado o passaporte. Miller tinha esquecido uma jaqueta com seus documentos, que Nadia jogou pela janela para se livrar dele. O incidente a deixou profundamente perturbada. Embora ela acredite que não correu risco de abuso sexual, temeu que o ator “pudesse de alguma forma me atacar fisicamente”. “Eu me senti totalmente insegura”, disse ela. Cinco pessoas – duas amigas, uma defensora dos direitos das mulheres, uma assistente social e a advogada de Nadia – disseram à Variety que conversaram com ela logo após esse encontro com Miller e corroboraram seu relato. Em abril, Nadia apresentou uma queixa criminal contra Miller no Ministério Público em Berlim. Mas o processo foi interrompido porque o ator não se encontrava na Alemanha. Pouco mais de um mês após sua experiência, Nadia viu as notícias de que o ator havia sido preso a meio mundo de distância no Havaí, por conduta desordeira e assédio, após outro incidente turbulento em um bar. Em maio, o TMZ divulgou um vídeo de câmera corporal da prisão de Miller, no qual o ator registra grande parte do encontro para, segundo eles, lançar uma “arte criptográfica NFT”. No vídeo, ele também diz que um cliente do bar “se declarou nazista” e acusou um policial de tocar em seu pênis durante a revista. Nadia disse que então percebeu que se tratava de “um padrão”. “Eles abusam do jet-set”. Esse suposto padrão foi se tornando cada vez mais alarmante nas semanas e meses seguintes. Miller foi submetido a uma segunda prisão no Havaí em abril, desta vez por jogar uma cadeira em uma mulher numa festa e deixá-la com um corte na testa. Em seguida, foi alvo de duas ordens de restrição. A primeira, conforme relatado pelo jornal Los Angeles Times, foi feita pelos pais de uma jovem de 18 anos da Reserva Indígena Standing Rock, na região de Dakota, que alegam que Miller manipulou sua filha desde que ela tinha 12 anos. Aos 18, ela abandonou a escola e fugiu de casa, indo parar na residência do ator. A jovem escreveu em seu Instagram que Miller a ajudou num momento difícil. A segunda foi feita por pais de uma criança de 12 anos em Massachusetts. O site The Daily Beast relatou que Miller supostamente entrou em um confronto agressivo com a família da criança, sobre a referência casual da mãe a “sua tribo”. A certa altura, Miller supostamente revelou uma arma e disse a um membro da família: “Falar assim pode colocá-lo em uma situação realmente séria”. Ele teria, em seguido, constrangido a criança por abraçá-la e fazer comentários sobre gênero, ao descobrir que ela também se definia como não binária. Para completar, neste mês de junho a revista Rolling Stone reportou que Miller estava abrigando uma mãe e seus filhos pequenos em sua fazenda em Vermont, em meio a condições inseguras, com armas e munição espalhadas pela propriedade. A mãe disse à publicação que o ator a ajudou a escapar de um casamento abusivo. A Warner Bros. já teria decidido tirar Miller de novos projetos, substituindo-o como o herói Flash. Mas enfrenta um dilema em relação ao filme já concluído. Os custos para substituí-lo na produção seriam simplesmente caros demais – o ator não só está em quase todas as cenas como ainda tem papel duplo, como um Flash de outro universo. Também seria difícil arquivar o lançamento, após os gastos milionários investidos em sua produção. Uma alternativa seria assumir prejuízos para lançar o longa direto em streaming. A verdade é que, neste momento, o estúdio não sabe o que fazer, após tentar minimizar o envolvimento de Miller em “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”, que estreou nos cinemas em abril e teve péssima bilheteria.












