Warner revela ter planos para Zatanna e Batgirl
A WarnerMedia vai apostar tudo no conteúdo da DC Comics para tentar se aproximar do sucesso da Disney com a Marvel. Em seu Dia do Investidor, a AT&T, proprietária da Warner, revelou planos ambiciosos para a HBO Max, visando atingir 150 milhões de assinantes até 2025, metade deles fora dos EUA. Isso passa pelo lançamento da HBO Max na América Latina (incluindo Brasil) e por uma versão alternativa e gratuita da plataforma nos EUA, alimentada por anúncios. A previsão para a estreia desses produtos é junho. Mas o crescimento não adiantaria nada sem conteúdo atraente para o público. E a promessa é de muitas adaptações da DC. A apresentação comandada pelo executivo John Stankey, CEO of WarnerMedia, destacou um quadro que reuniu o logotipo de vários heróis da editora, para demonstrar o investimento previsto para produções futuras. A imagem foi publicada nas redes sociais pelo analista Rich Greenfield, e, além de franquias estabelecidas, faz alusões a Zatanna, Batgirl, Super Choque e Besouro Azul. Veja abaixo. Não está claro se os projetos são filmes ou séries, porque “Besouro Azul” e “Super Choque” está sendo desenvolvidos como longas-metragens, respectivamente pelo diretor Angel Manuel Soto (“Twelve”) e o ator Michael B. Jordan (“Pantera Negra”). Os projetos de “Zatanna” e “Batgirl” são as principais novidades da lista, pois não vinham sendo citados entre as últimas notícias envolvendo as adaptações da editora. Apesar disso, o interesse em desenvolver uma produção centrada na heroína de Gotham City é antigo. Em 2017, Joss Whedon começou a escrever o primeiro filme solo de Barbara Gordon, mas nunca encontrou o tom e desistiu (antes de se envolver em várias polêmicas por mau comportamento nos bastidores de “Liga da Justiça” e “Buffy – A Caça-Vampiros”). A última notícia é que Christina Hodson (“Aves de Rapina”) tinha assumido a vaga e feito um “novo” roteiro em 2018. Já “Zatanna” pode integrar o Dark Universe da DC, uma linha de séries desenvolvida pela Bad Robot, produtora de J.J. Abrams, com os personagens da “Liga da Justiça Sombria”. Ela complementaria a nova série de “Constantine”, que estaria em desenvolvimento. Rumores ainda apontam que esse projeto estaria por trás do cancelamento precipitado e nunca esclarecido de “Monstro do Pântano” (Swamp Thing). O personagem também pode ressuscitar junto dessas séries. Warner trying to finally go big with @DCComics in graphic below will be interesting to see if they can execute anywhere near Marvel going forward, as historically it has not been close last Wonder Woman 1984 was disappointing#ATTInvestorDay $T pic.twitter.com/KaHmoh76ML — Rich Greenfield, LightShed (@RichLightShed) March 12, 2021
Ruby Rose diz que aceitaria voltar para a série Batwoman
A atriz Ruby Rose se disse disposta a voltar à série “Batwoman”, que ela abandonou logo após o fim da 1ª temporada, exibida no ano passado. A atriz se machucou durante as gravações e teria pedido para sair por causa do ritmo intenso e horas excessivas de trabalho, além de assumir que a pandemia foi determinante para a sua decisão. Desde sua saída da série, ela estrelou o filme de ação “A Protetora”, destruído pela crítica, e filmou mais dois thrillers de ação e uma comédia inéditos. “Estou seguindo em frente com outros papéis, é claro, já que eu fiz três filmes desde então”, ela contou, em entrevista ao site Comic Book Movie sobre seu atual projeto, “SAS: Red Notice”, que estreia nesta sexta (12/3) nos EUA, antes de se dizer aberta ao retorno. “Com certeza faria (a série). Não sei se isso seria bom para a história, porque acho que construir uma nova Batwoman é mais importante do que trazer Kate Kane de volta, mas claro que eu faria, faria qualquer coisa que eles quisessem sobre isso”, disse ela. E acrescentou: “Não assisti a tudo, mas vi alguns episódios e acho que eles estão lidando com tudo de uma forma muito bonita. Acho que é a hora dela de brilhar”. Como sua saída foi definida entre as duas temporadas, a showrunner Caroline Dries criou um mistério sobre o destino de sua personagem, Kate Kane, a Batwoman original, ao mesmo tempo em que apresentou uma substituta, Ryan Wilder, interpretada por Javicia Leslie. Apesar de pistas iniciais indicarem sua morte num acidente de avião, a narrativa sugere que ela estaria apenas – e literalmente – desaparecida. Dries já afirmou que não pretende matar Kate Kane, porque isso seria compactuar com um clichê homofóbico televisivo, que já resultou em muitas mortes de personagens LGBTQIA+ em séries. A boa vontade de Ruby Rose poderia permitir seu retorno para uma despedida da personagem. “Batwoman” é exibida no Brasil pelo canal pago HBO.
Stargirl vai encontrar o Flash original em sua 2ª temporada
“Stargirl” vai realizar seu primeiro crossover com o Arrowverso em sua 2ª temporada. O ator John Wesley Shipp foi confirmado na atração, reprisando seu papel como Jay Garrick, também conhecido como o Flash original de uma Terra paralela. O personagem foi visto pela última vez em “Crise nas Infinitas Terras”, o megacrossover que juntou cinco séries da rede The CW entre dezembro de 2019 e janeiro do ano passado. A participação vai acontecer no episódio nove, que será “um episódio de flashback crucial”, segundo a descrição do canal. A trama irá estabelecer “o Flash da Era de Ouro como um membro da Sociedade da Justiça da América da Terra 2”. John Wesley Shipp, claro, também foi o Flash original da televisão, intérprete do herói numa série exibida em 1990. Muita coisa mudou na cronologia do Arrowverso graças aos eventos de “Crise nas Infinitas Terras”, mas a confirmação de que a participação do ator é um crossover oficial vem da própria CW. Mais que isso. O episódio também “trará oficialmente ‘Stargirl’ ao mundo pós-Crise da rede CW, ao lado de ‘The Flash’, ‘Superman & Lois’, ‘Batwoman’, ‘Black Lightning’ (Raio Negro), ‘Supergirl’ e ‘Legends of Tomorrow'”, de acordo com a emissora americana.
Ray Fisher aproveita escândalo de Buffy para provocar chefões da Warner
O ator Ray Fisher, intérprete de Ciborgue em “Liga da Justiça”, aproveitou a nova leva de acusações contra Joss Whedon, agora de integrantes das séries “Buffy: A Caça-Vampiros” e seu spin-off “Angel”, para provocar figuras de peso da Warner que teriam acobertado o mau comportamento do diretor. “Só há um motivo para não ter sido processado por Joss Whedon, Toby Emmerich, Geoff Johns, Jon Berg ou Walter Hamada: eles sabem que estou dizendo a verdade”, ele tuitou. De fato, Fisher chegou a desafiar Whedon a processá-lo em julho passado, logo após denunciar o diretor no Twitter por comportamento “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável” no set de “Liga da Justiça”. “Se qualquer coisa que eu disse sobre [Joss Whedon] for mentira, eu o convido, sinceramente, a me processar. Pode vir”, afirmou na ocasião, durante participação na convenção online Justice Con, que contou com a presença de Zack Snyder, o diretor original de “Liga da Justiça”. Snyder acabou se afastando do longa devido a uma tragédia pessoal e a Warner promoveu sua substituição na pós-produção por Whedon, responsável pelo blockbuster “Os Vingadores”, que refez boa parte do filme. Mas o resultado híbrido, parte Snyder e parte Whedon, resultou numa catástrofe – fracasso nas bilheterias e críticas muito negativas. Além disso, a intervenção gerou acusações sobre os bastidores das refilmagens que, num efeito dominó, fulminaram a reputação de Whedon e fizeram balançar produtores e executivos da própria Warner. O intérprete de Ciborgue disse que Geoff Johns e Jon Berg, produtores de “Liga da Justiça”, “incentivaram” o mau comportamento do diretor. Ele ainda acusou Johns de ameaçar acabar com sua carreira caso levasse adiante suas reclamações, revelou que o presidente da DC Films, Walter Hamada, pediu para livrar Johns das acusações e que o próprio presidente da Warner Bros. Pictures, Toby Emmerich, teria participado de discussões racistas para eliminar personagens negros e diminuir o seu espaço nas refilmagens do longa. “Antes do processo de refilmagem da ‘Liga da Justiça’, conversas abertamente racistas foram mantidas e entretidas – em várias ocasiões – por antigos e atuais executivos de alto nível da Warner Bros. Pictures”, disse o ator. “Os tomadores de decisão que participaram dessas conversas racistas foram Geoff Johns, Jon Berg e o atual presidente do Warner Bros. Pictures Group, Toby Emmerich”, ele tuitou em outubro. Ele pressionou a empresa até a AT&T, dona da Warner Bros Pictures, conduzir uma investigação interna, que se encerrou em dezembro com um comunicado avisando que “medidas corretivas foram tomadas”. Na prática, porém, o único resultado visível foi o afastamento de Joss Whedon (que ele fez parecer voluntário) da produção de “The Nevers”, a primeira série do produtor cineasta na HBO – com lançamento previsto para abril. Só que após esta pequena vitória, Fisher foi afastado do filme “The Flash”, em que faria uma participação como Ciborgue. Esta aparente punição não passou desapercebida por Charisma Carpenter, intérprete de Cordélia em “Buffy” e uma das testemunhas ouvidas na investigação sobre Whedon, que se revoltou e colocou a boca no mundo, revelando o que sofreu nas mãos de Whedon nos bastidores da série clássica. Foi “a gota d’água para mim”, disse, sobre o afastamento de Fisher. “Me incomoda e entristece que, em 2021, os profissionais ainda tenham que escolher entre a denúncia de irregularidades no local de trabalho e a segurança no emprego”. A denúncia de Carpenter gerou comoção e levou outras atrizes a falarem do “ambiente tóxico” de “Buffy”, abrindo outra crise na empresa, já que a série era uma produção da Warner Bros. TV. Fisher também aproveitou a acusação da atriz para voltar a atacar o presidente da DC Films. ‘O que torna Walter Hamada ‘o tipo mais perigoso de permissível’ é sua disposição de encobrir cegamente seus colegas. Se ele tivesse conseguido desencorajar a investigação de bastidores de ‘Liga da Justiça’, não estaríamos aqui. Ele deve desculpas a Charisma Carpenter e a todos os outros”, apontou, sem que o estúdio se manifestasse. There’s only one reason that I haven’t been sued by Joss Whedon, Toby Emmerich, Geoff Johns, Jon Berg, or Walter Hamada: They know I’m telling the truth. A>E — Ray Fisher (@ray8fisher) February 16, 2021 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ray Fisher (@ray8fisher)
Atores de Buffy se manifestam em apoio às denúncias das atrizes da série
Os atores masculinos da série “Buffy: A Caça-Vampiros” e seu spin-off “Angel” resolveram se manifestar após as denúncias das integrantes femininas das séries contra o criador das duas atrações, Joss Whedon. As denúncias começaram na quarta-feira passada (10/2), após Charisma Carpenter, a intérprete de Cordélia, revelar abusos e assédio moral cometidos pelo produtor nos bastidores. E, assim como no movimento original do #MeToo, o post acabou gerando um efeito cascata. O desabafo da atriz foi ecoado pela intérprete da própria Buffy, Sarah Michelle Gellar, que disse “ter orgulho de ter meu nome ligado ao de Buffy Summers”, mas “não quero ter meu nome ligado ao de Joss Whedon”, manifestando apoio às vítimas de abusos. E provocou calafrios, quando Michelle Trachtenberg comentou logo em seguida que o comportamento de Whedon foi impróprio “enquanto eu era uma adolescente” e que “Havia uma regra dizendo que [Whedon] não poderia ficar em uma sala sozinho com Michelle novamente”. David Boreanaz, intérprete de Angel, que trabalhou com Carpenter em “Buffy” e “Angel”, tuitou uma mensagem de apoio à atriz, sem mencionar Whedon. “Estou aqui para ouvi-la e apoiá-la”, ele escreveu no domingo (14/2). “Orgulho da sua força.” Ele apagou em seguida, mas não antes que Carpenter respondesse: “Eu sei que você está aqui para mim, David. Agradeço tudo o que você fez para demonstrar esse apoio também em particular. Especialmente desde quarta-feira… muito obrigada.” Em sua postagem na semana passada, Carpenter disse que a Whedon a chamava de gorda quando estava grávida e perguntou se ela planejava manter seu filho durante uma reunião privada. Como ela queria ser mãe, Whedon “passou a atacar minha personagem, zombar de minhas crenças religiosas, acusar-me de sabotar o programa e, em seguida, despedir-me sem cerimônia na temporada seguinte, assim que dei à luz”. Também expressando seu apoio às atrizes que falaram abertamente, James Marsters, intérprete de Spike nas duas séries, também escreveu no Twitter que “o set de ‘Buffy’ teve desafios”. “Embora eu sempre considere uma honra ter interpretado o personagem de Spike, o set de ‘Buffy’ teve desafios. Não apoio abusos de qualquer tipo e fico com o coração partido ao saber das experiências de alguns integrantes do elenco. Envio meu amor e apoio a todos os envolvidos”, ele escreveu. Já Anthony Head, que viveu Giles, o antigo mentor de Buffy, revelou ter sido surpreendido pelas notícias durante uma participação no programa britânico “This Morning”, do canal ITV. O ator de 66 anos se disse “destruído” pelas alegações das atrizes de que Whedon teria criado um ambiente de trabalho “hostil e tóxico”. “Passei a maior parte da noite acordado apenas repassando minhas memórias, pensando, ‘O que eu não vi?'”, disse Head durante sua entrevista. “Não sou um homem dizendo ‘Eu não vi, então não aconteceu'”, ele continuou. “Estou arrasado. Estou seriamente arrasado porque uma das minhas lembranças – minha lembrança mais querida – foi o fato de que ‘Buffy’ era tão empoderadora. Não apenas pelas palavras no roteiro, mas pela sensação de que havia um sentimento de família por trás da série.” Ele também lamentou que os membros do elenco, que eram em sua maioria mais jovens do que ele, não tenham procurado sua ajuda durante seus momentos mais difíceis. “Eu era uma espécie de figura paterna… Esperava que alguém viesse até mim e dissesse: ‘Estou mal, acabei de ter uma conversa horrível'” “Reconheço que a primeira postagem de Charisma [Carpenter] foi sobre quando ela estava trabalhando em ‘Angel’ e eu estava longe”, observou ele, já que nunca apareceu na série derivada. “Mas há outros posts subsequentes de outras atrizes que me fizeram pensar: ‘Como diabos eu não sabia que isso estava acontecendo?'” Por enquanto, os desabafos estão sendo feitos no universo televisivo do produtor. Mas a própria Carpenter disse que foi inspirada a se posicionar após uma denúncia anterior, de Ray Fisher, o Ciborgue de “Liga da Justiça”, que teve coragem de chamar publicamente o comportamento de Joss Whedon nos bastidores das refilmagens do longa de 2017 de “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável”. “Me bateu forte, porque Joss tem um histórico de crueldade”, ela justificou, ao contar o que sofreu. Os integrantes dos dois filmes dos Vingadores, da Marvel, que Whedon escreveu e dirigiu, ainda não se manifestaram sobre o tema. While I will always be honored to have played the character of Spike, the Buffy set was not without challenges. I do not support abuse of any kind, and am heartbroken to learn of the experiences of some of the cast. I send my love and support to all involved. — James Marsters (@JamesMarstersOf) February 12, 2021
Roteirista diz que criador de Buffy gostava de fazer mulher chorar
As acusações desencadeadas pela atriz Charisma Carpenter contra Joss Whedon, criador de “Buffy: A Caça-Vampiros”, continuam inspirando novas denúncias nas redes sociais. Depois das atrizes de “Buffy”, o tema chegou agora às redações das séries produzidas por Whedon. Jose Molina, roteirista de “The Vampire Diaries” e “Agent Carter”, lembrou o começo de sua carreira em “Firefly”, outra criação de Whedon, para afirmar que o produtor gostava de fazer as mulheres roteiristas chorar. Segundo a denúncia, publicada nas redes sociais, o produtor era “casualmente cruel” e “acreditava que ser ruim era engraçado”. “‘Casualmente cruel’ é uma maneira perfeita de descrever Joss. Ele achava que ser mau era engraçado. Fazer as escritoras chorar durante uma sessão de anotações era especialmente histérico. Na verdade, ele adorava se vangloriar sobre a vez que fez uma roteirista chorar duas vezes na mesma reunião”, afirmou. As denúncias começaram na quarta-feira (10/2), após a intérprete de Cordélia em “Buffy” e seu spin-off “Angel”, revelar abusos e assédio moral cometidos pelo produtor nos bastidores da série cultuada. Assim como no movimento original do #MeToo, o post de Carpenter acabou gerando um efeito cascata. O desabafo da atriz foi ecoado pela intérprete da própria Buffy, Sarah Michelle Gellar, que disse “ter orgulho de ter meu nome ligado ao de Buffy Summers”, mas “não quero ter meu nome ligado ao de Joss Whedon”, manifestando apoio às vítimas de abusos. E provocou calafrios, quando Michelle Trachtenberg comentou logo em seguida que o comportamento de Whedon foi impróprio “enquanto eu era uma adolescente” e que “Havia uma regra dizendo que [Whedon] não poderia ficar em uma sala sozinho com Michelle novamente”. A atriz tinha apenas 15 anos quando virou a irmã de Buffy na televisão. Outras atrizes da série também se manifestaram em meio à polêmica, como Amber Benson, a Tara, e Clare Kramer, a Glory, oferecendo apoio e confirmação. Por enquanto, os desabafos estão sendo feitos no universo televisivo do produtor. Mas a própria Carpenter disse que foi inspirada a se posicionar após uma denúncia anterior, de Ray Fisher, o Ciborgue de “Liga da Justiça”, que teve coragem de chamar publicamente o comportamento de Joss Whedon nos bastidores das refilmagens do longa de 2017 de “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável”. “Me bateu forte, porque Joss tem um histórico de crueldade”, ela justificou, ao contar o que sofreu. Os integrantes dos dois filmes dos Vingadores, da Marvel, que Whedon escreveu e dirigiu, ainda não se manifestaram sobre o tema. "Casually cruel" is a perfect way of describing Joss. He thought being mean was funny. Making female writers cry during a notes session was especially hysterical. He actually liked to boast about the time he made one writer cry twice in one meeting. #IStandWithCharismaCarpenter https://t.co/SgPF1rgRby — Jose Molina (@JoseMolinaTV) February 13, 2021
Série da Mulher-Maravilha brasileira não foi aprovada
A rede americana The CW desistiu de fazer uma série com a Mulher-Maravilha brasileira, Yara Flor, recém-criada nos quadrinhos da DC Comics. Na série, que se passaria no futuro como o também abandonado projeto spin-off de “Arrow”, “Green Arrow and the Black Canaries”, ela seria chamada de Moça-Maravilha (Wonder Girl). A notícia foi revelada pela roteirista Dailyn Rodriguez (“A Rainha do Sul”), que escreveu o piloto não filmado. “Más notícias. Para quem perguntou, ‘Wonder Girl’ não será encomendada pela CW. Estava muito orgulhosa do roteiro que escrevi. Queria poder compartilhar o mundo que criei, mas infelizmente não foi dessa vez. Obrigado pelo entusiasmo de todos. Significava muito para mim”, ela escreveu nas redes sociais. Nos quadrinhos, a personagem criada por Joëlle Jones faz parte de uma nova linha editorial chamada “DC Future State” (o estado futuro da DC), que se passa muitos anos depois da morte de Bruce Wayne e também inclui um novo Batman e um novo Superman – este último é Jonathan “Jon” Kent, filho de Clark e Lois. O time criativo responsável por esse universo inclui John Ridley, roteirista que venceu o Oscar por “12 Anos de Escravidão”, e Meghan Fitzmartin, que escreve a série “Supernatural”, além de velhos favoritos dos fãs dos quadrinhos, como Brian Michael Bendis e a citada Joëlle Jones. A versão televisiva da personagem seria retratada como uma Dreamer – jovem imigrante – que descende de uma guerreira amazona e um Deus brasileiro do rio Amazonas e que, ao descobrir seus superpoderes, passa a lutar contra o mal. Escrita por Dailyn Rodriguez, que é filha de imigrantes cubanos, caso fosse aprovada seria a primeira atração de super-herói protagonizada por uma latina na TV americana. Mas não foi desta vez. A reação dos fãs dos quadrinhos da DC ao saber da negativa da CW foi incentivar a roteirista a levar o projeto para a HBO Max. Mas a plataforma já está cheia de projetos baseados em heróis da DC Comics que nunca estreiam. Embora os locais de exibição tenham se multiplicado com a inauguração de novas plataformas de streaming, a pandemia diminuiu drasticamente a velocidade e a capacidade de produção de novos conteúdos. So some sad news. For all of those asking, Wonder Girl is not getting picked up at the CW. I was very proud of the script I wrote. Wish I could’ve shared the world I created, but unfortunately it wasn’t meant to be. Thanks for everyone’s enthusiasm. It meant a lot to me. — Dailyn "La Jefa" Rodriguez (@dailynrod) February 12, 2021
Atriz de Buffy revela que Joss Whedon foi proibido de ficar sozinho com ela
A atriz Michelle Trachtenberg, intérprete de Dawn Summers em “Buffy: A Caça-Vampiros”, acrescentou uma informação alarmante em seu post de denúncia do comportamento impróprio de Joss Whedon, criador da série. “O último comentário que farei”, ela escreveu após a postagem original. “Havia uma regra dizendo que [Whedon] não poderia ficar em uma sala sozinho com Michelle novamente”. O texto completa a acusação feita na quarta-feira (10/2), após Charisma Carpenter, a Cordélia, revelar abusos e assédio moral cometidos pelo produtor nos bastidores da série cultuada. Assim como no movimento original do #MeToo, o post de Carpenter acabou gerando um efeito cascata. O desabafo da atriz foi ecoado pela intérprete da própria Buffy, Sarah Michelle Gellar, que disse “ter orgulho de ter meu nome ligado ao de Buffy Summers”, mas “não quero ter meu nome ligado ao de Joss Whedon”, manifestando apoio às vítimas de abusos. Michelle Trachtenberg comentou logo em seguida, replicando a declaração de Gellar no seu próprio Instagram, ao lado de um comentário sobre o comportamento de Whedon, “enquanto eu era uma adolescente”, que ela definiu como “impróprio”. “Obrigado Sarah Michelle Gellar por dizer isso”, escreveu Trachtenberg, numa frase de pontuação exagerada. “Eu sou corajosa agora como uma mulher de 35 anos… para repassar isso. Porque isso deve se tornar conhecido. Enquanto eu era adolescente. Com seu comportamento impróprio… Muito impróprio. Então agora as pessoas sabem o que Joss fez.” O comentário sobre a proibição de ficar sozinho com ela “novamente” foi acrescentado após essa frase. Nos comentários, Trachtenberg ainda informou: “O que ele fez foi muito ruim. Mas nós vencemos. Sobrevivendo!” O que Trachtenberg sugere parece muito mais sério que o já revoltante comportamento descrito por Carpenter, que mencionou bullying, perseguição e demissão da série por conta de sua gravidez. A atriz tinha apenas 15 anos quando virou a irmã de Buffy na televisão. Outras atrizes da série também se manifestaram em meio à polêmica, como Amber Benson, a Tara, e Clare Kramer, a Glory, oferecendo apoio e confirmação.
Mais atrizes de Buffy denunciam comportamento impróprio do criador da série
Mais atrizes do elenco da série clássica “Buffy: A Caça-Vampiros” ecoaram as denúncias de abuso e assédio moral feitas na quarta-feira (10/2) por Charisma Carpenter, a Cordélia, contra o criador da série, Joss Whedon. Após a própria Buffy se manifestar, num post em que a atriz Sarah Michelle Gellar disse “ter orgulho de ter meu nome ligado ao de Buffy Summers”, mas “não quero ter meu nome ligado ao de Joss Whedon”, a intérprete de Dawn, sua irmã na série, Michelle Trachtenberg, replicou a declaração em seu próprio feed do Instagram e comentou que o comportamento de Whedon “enquanto eu era uma adolescente” foi “impróprio”. “Obrigado Sarah Michelle Gellar por dizer isso”, escreveu Trachtenberg, numa frase de pontuação exagerada. “Eu sou corajosa agora como uma mulher de 35 anos… Para repassar isso. Porque. Isso deve. Se tornar conhecido. Enquanto eu era adolescente. Com seu comportamento impróprio… Muito. Impróprio. Então agora. As pessoas sabem. O que Joss. Fez.” Mais tarde, Trachtenberg acrescentou: “O que ele fez foi muito ruim. Mas nós vencemos. Sobrevivendo!” Ao revistar o post original, ainda disse: “O último comentário que eu farei sobre isso: havia uma regra no set dizendo que ele estava proibido de ficar em uma sala sozinho com Michelle novamente”. Um representante da Trachtenberg disse que ela não faria mais comentários. Amber Benson, que interpretou Tara, a namorada da bruxa Willow (Alyson Hannigan), retuitou o textão de Carpenter, em que a intérprete de Cordelia Chase revelou o “histórico de crueldade” de Whedon, e complementou a mensagem afirmando que o programa era um “ambiente tóxico e começava do topo”. “Muitos danos foram causados durante aquele tempo e muitos de nós ainda estamos processando isso mais de 20 anos depois”, concluiu. Por fim, Clare Kramer, que interpretou a vilã Glory na 5ª temporada, disse no Twitter que estava do lado de Carpenter, Benson, Fisher “e outros que têm a força para dizer sua verdade. Grande parte dessa indústria precisa ser reiniciada.” O Fisher mencionado é Ray Fisher, o intérprete de Ciborgue em “Liga da Justiça”, que chamou publicamente o comportamento de Joss Whedon nos bastidores das refilmagens do longa de super-heróis de “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável”. Carpenter, que abriu as denúncias, disse ter sido inspirada pela atitude do ator. “Me bateu forte, porque Joss tem um histórico de crueldade”, ela afirmou, antes de contar o que sofreu. A atriz disse que o criador de Buffy a chamava de “gorda” durante sua gravidez, ironizava sua religião, aparência e até sua personagem, fazendo as pessoas aprovarem esse comportamento no set. “Ele me acusou de sabotar o programa [por ter engravidado] e me despediu sem cerimônias na temporada seguinte, após eu dar à luz”, revelou. Antes de despedi-la, porém, Whedon a teria obrigado a trabalhar mais horas que o costume, apesar da gravidez. Carpenter disse que “se sentiu impotente e sozinha”, mas, com um bebê a caminho, também sentiu que não tinha outra opção, então “engolir os maus-tratos e continuar”. Essa falta de poder, ela afirma, sugou a alegria de ser uma nova mãe. “Joss era o vampiro”, ela descreveu, citando o tema da série. Em seu longo desabafo, ela também revelou ter testemunhado durante a investigação da WarnerMedia sobre o comportamento de Whedon. Disse que acreditava em Ray Fisher e que foi sua demissão do filme “The Flash”, após fazer sua denúncia, que a fez vir à público. Foi “a gota d’água para mim”. Até o momento, Whedon se recusou a comentar as alegações. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Michelle Trachtenberg (@michelletrachtenberg) Buffy was a toxic environment and it starts at the top. @AllCharisma is speaking truth and I support her 100%. There was a lot of damage done during that time and many of us are still processing it twenty plus years later. #IStandWithRayFisher #IStandWithCharismaCarpenter https://t.co/WJAmDGm76C — Amber Benson (@amber_benson) February 10, 2021 For what it’s worth, I believe and stand with @allcharisma, @ray8fisher, @amber_benson and others who have the strength to come forward with their truth. A lot of this industry needs a reset….. #IStandWithCharismaCarpenter #IStandWithRayFisher — Clare Kramer (@ClareKramer) February 10, 2021
Sarah Michelle Gellar se pronuncia: Orgulho de Buffy, mas não do criador da série
A atriz Sarah Michelle Gellar, que ficou conhecida como a personagem-título de “Buffy: A Caça-Vampiros”, exibida entre 1997 e 2003, resolveu se manifestar após sua ex-colega Charisma Carpenter denunciar o criador da série por abuso e assédio moral. “Apesar de ter orgulho de ter meu nome ligado ao de Buffy Summers, eu não quero ter meu nome ligado ao de Joss Whedon”, escreveu Gellar numa nota divulgada em suas redes sociais. Ela também avisou que não vai se aprofundar na polêmica. “Estou mais focada em cuidar da minha família e em sobreviver a essa pandemia. Então, não farei maiores declarações agora”. Mas acrescentou: “Apoio todos os sobreviventes de abusos e estou orgulhosa deles por falarem disso”. O post é consequência da iniciativa de Charisma Carpenter, que mais cedo nesta quarta (10/2) escreveu um longo texto para falar sobre o sofrimento que passou ao trabalhar com Joss Whedon em “Buffy” e seu spin-off, “Angel: O Caça-Vampiros”, especialmente durante a sua gravidez, em 2003. A intérprete de Cordelia Chase revelou que manteve silêncio por quase 20 anos, mas foi inspirada a contar sua história após Ray Fisher chamar publicamente o comportamento de Joss Whedon nos bastidores das refilmagens de “Liga da Justiça” de “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável”. “Me bateu forte, porque Joss tem um histórico de crueldade”, ela explicou. Segundo a atriz, o criador de “Buffy”, “Angel”, “Dollhouse”, “Firefly” e “Agents of SHIELD” “criou um ambiente hostil e tóxico desde cedo na minha carreira. Eu sei porque testemunhei. Repetidamente”. “Joss Whedon abusou de sua posição em várias ocasiões, enquanto trabalhava nos sets de ‘Buffy’ e ‘Angel'”, acusou Carpenter, afirmando que o assédio moral que sofreu do diretor-roteirista-produtor “desencadeou uma condição física crônica da qual ainda sofro”. A atriz disse que Whedon a chamava de “gorda” durante sua gravidez, ironizava sua religião, aparência e até sua personagem, fazendo as pessoas aprovarem esse comportamento no set. “Ele me acusou de sabotar o programa [por ter engravidado] e me despediu sem cerimônias na temporada seguinte, após eu dar à luz”, revelou. Antes de despedi-la, porém, Whedon a teria obrigado a trabalhar mais horas que o costume, apesar da gravidez. Carpenter disse que “se sentiu impotente e sozinha”, mas, com um bebê a caminho, também sentiu que não tinha outra opção, então “engolir os maus-tratos e continuar”. Essa falta de poder, ela afirma, sugou a alegria de ser uma nova mãe. “Joss era o vampiro”, ela descreveu, citando o tema da série. Em seu longo desabafo, ela também revelou ter testemunhado durante a investigação da WarnerMedia sobre o comportamento de Whedon. Disse que acreditava em Ray Fisher e que foi sua demissão do filme “The Flash”, após fazer sua denúncia, que a fez vir à público. Foi “a gota d’água para mim”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Sarah Michelle (@sarahmgellar)
Atriz de Buffy denuncia abuso e assédio moral de Joss Whedon, criador da série
Uma das séries mais cultuadas da TV americana, conhecida por passar uma imagem de empoderamento feminino, “Buffy: A Caça-Vampiros” tinha bastidores sombrios, que não refletiam sua mensagem. A revelação foi feita por Charisma Carpenter, que interpretou Cordelia Chase na atração e no seu derivado, “Angel: O Caça-Vampiros”. Em um post publicado em seu Instagram, a atriz revelou que manteve silêncio por quase 20 anos e que foi inspirada a contar sua história após Ray Fisher chamar publicamente o comportamento de Joss Whedon nos bastidores das refilmagens de “Liga da Justiça” de “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável”. “Me bateu forte, porque Joss tem um histórico de crueldade”, ela explicou. Segundo a atriz, o criador de “Buffy”, “Angel”, “Dollhouse”, “Firefly” e “Agents of SHIELD” “criou um ambiente hostil e tóxico desde cedo na minha carreira. Eu sei porque testemunhei. Repetidamente”. “Joss Whedon abusou de sua posição em várias ocasiões, enquanto trabalhava nos sets de ‘Buffy’ e ‘Angel'”, acusou Carpenter, afirmando que o assédio moral que sofreu do diretor-roteirista-produtor “desencadeou uma condição física crônica da qual ainda sofro”. Carpenter afirma que o criador de Buffy a chamou de “gorda” quando ela estava grávida de 4 meses, ameaçou demiti-la e fez as pessoas aprovarem esse comportamento no set. A atriz diz que, numa reunião, Whedon “me perguntou se eu ‘iria manter'” a gravidez. “Ele me acusou de sabotar o programa e me despediu sem cerimônias na temporada seguinte, após eu dar à luz”. Antes de despedi-la, porém, Whedon a teria obrigado a trabalhar mais horas que o costume, apesar da gravidez. Carpenter disse que “se sentiu impotente e sozinha”, mas, com um bebê a caminho, também sentiu que não tinha outra opção, então “engolir os maus-tratos e continuar”. Essa falta de poder, ela afirma, sugou a alegria de ser uma nova mãe. “Joss era o vampiro”, ela descreve, usando o tema da série. Em seu longo desabafo, publicado no Instagram nesta quarta-feira (10/2), ela também revelou ter testemunhado durante a investigação da WarnerMedia sobre o comportamento de Whedon. Disse que acreditava em Fisher e que foi sua demissão do filme “The Flash”, após fazer sua denúncia, que a fez vir à público. Foi “a gota d’água para mim”. Ela reforça a crítica: “Me incomoda e entristece que, em 2021, os profissionais ainda tenham que escolher entre a denúncia de irregularidades no local de trabalho e a segurança no emprego”. “Como mãe solteira, cuja subsistência da família depende do meu ofício, estou com medo [das repercussões]. Apesar do meu medo sobre o impacto no meu futuro, não posso mais ficar em silêncio. Isso já está atrasado e é necessário. Está na hora.” Vale observar que Whedon se afastou do comando de “The Nevers”, série que ele criou e na qual trabalharia como showrunner, diretor e roteirista, no final da investigação da WarnerMedia. Em um comunicado oficial sobre a investigação, a WarnerMedia disse que “medidas corretivas foram tomadas”, enquanto a HBO afirmou que seguiria com a produção do programa sem ele. Whedon também emitiu um comunicado, dizendo que os acontecimentos sem precedentes de 2020 afetaram sua vida de “maneiras que jamais poderia ter imaginado”. Descrevendo-se como “genuinamente exausto”, ele afirmou que agora focaria sua energia em sua vida pessoal, “que passará por mudanças animadoras”. Veja o post completo de Charisma Carpenter abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por CHARISMA CARPENTER⚡️ (@karazma)
Chefe da WarnerMedia elogia talentos negros barrados no Globo de Ouro
A chefe dos estúdios e canais da WarnerMedia, Ann Sarnoff, resolveu não passar pano para o Globo de Ouro, ao celebrar as 15 indicações obtidas pela empresa nesta quarta (3/2). Ao mesmo tempo em que citou as conquistas atingidas, ela argumentou que o Globo de Ouro precisa fazer mais para promover e celebrar histórias de artistas pouco representados em sua premiação. A WarnerMedia teve uma forte presença com seus programas e filmes, vindos da HBO, HBO Max, Warner Bros. TV e Warner Bros. Pictures, com várias indicações para títulos como “The Flight Attendant”, “Ted Lasso”, “The Undoing” e “Os Pequenos Vestígios”. “Este reconhecimento da indústria é uma prova do nosso compromisso em trazer a melhor narrativa do mundo para o público em todos os lugares. É também uma celebração da criatividade, do comprometimento e do trabalho árduo de nossos parceiros criativos e das equipes de conteúdo de toda a empresa”, escreveu Sarnoff num memorando obtido pela revista Variety. Ela elogiou sua equipe pelas conquistas, especialmente por acontecerem durante uma pandemia global que abalou Hollywood. “Tudo isso foi feito em face de circunstâncias sem precedentes que impactaram todas as partes de nossos negócios”. Entretanto, protestou pela falta de artistas negros em muitas categorias e a ausência absoluta de produções elogiadíssimas – e até premiadas – comandadas por negros. “Ao celebrarmos nossos indicados incrivelmente merecedores, devemos também reconhecer que mais trabalho precisa ser feito para que as histórias de todos os criadores e atores sejam incluídas de forma igualitária e devidamente reconhecidas”, escreveu Sarnoff. A executiva da WarnerMedia ainda fez questão de citar conteúdos da empresa com artistas negros que foram subestimados ou totalmente ignorados pelos 80 eleitores do Globo de Ouro. “Honramos os elencos de ‘Judas e o Messias Negro’, ‘I May Destroy You’ e ‘Lovecraft Country’ por suas incomparáveis performances individuais e coletivas no ano passado”, acrescentou Sarnoff. O memorando vem à tona após vários críticos americanos protestaram contra a seleção embranquecida de filmes e artistas que disputarão o Globo de Ouro 2021. Considerada a melhor série do ano passado por 9 entre 10 críticos dos EUA, “I May Destroy You”, criada, dirigida e estrelada por Michaela Coel, não foi lembrada em uma categoria sequer. “Lovecraft Country” emplacou uma vaga na disputa de Melhor Série de Drama, mas nenhum de seus atores foi lembrado nas listas de interpretação. “Judas e o Messias Negro”, por sua vez, concorre como Melhor Coadjuvante (Daniel Kaluuya) e Música, tendo sido considerado “um dos melhores filmes do ano” (frase que consta em seu cartaz e é justificada pelos 99% de aprovação no Rotten Tomatoes). Estes são apenas três casos que deram o que falar, e que pertencem à Warner. Vários outros títulos de representatividade negra de outros estúdios também foram barrados – incluindo “Destacamento Blood”, de Spike Lee, que não disputa prêmio algum. Em compensação, vários filmes e séries ruins com menos de 30% de aprovação, mas de criadores, produtores, diretores e atores brancos, entraram na seleção.
CW renova 12 séries, incluindo Walker, Batwoman, Riverdale, Legacy e The Flash
A rede CW manteve a tradição de anunciar uma série de renovações antecipadas para sua próxima temporada. Ao todo, o canal americano renovou 12 séries, incluindo a recém-lançada “Walker”, que garantiu sua 2ª temporada após dois episódios de grande audiência. As outras séries renovadas são “All American”, “Charmed”, “Dynasty”, “In the Dark”, “Legacy”, “Riverdale”, “Roswell, New Mexico”, “Batwoman”, “Legends of Tomorrow” e “The Flash”. A maioria dessas séries é exibida no Brasil pelos canais pago Warner e HBO. Cinco delas (“Dynasty”, “The Flash”, “In the Dark”, “Legends of Tomorrow” e “Roswell”) ainda não estrearam neste ano. As 12 atrações renovadas se juntam à “Stargirl”, que teve sua volta confirmada anteriormente. Isso deixa apenas os programas estreantes “Superman & Lois”, “Kung Fu” e “The Republic of Sarah” à espera de uma definição. Mas vale observar que a rede encomendou dois episódios adicionais de “Superman & Lois”, apostando no sucesso da série. Apesar das renovações, 2021 marcará a despedida de duas atrações do canal, as séries de super-heróis “Raio Negro” (Black Lightning) e “Supergirl”. Isto significa que a rede terá espaço para pelo menos duas novas séries novas. Nesta temporada, a CW adicionou quatro novos programas (“Kung Fu”, “Republic of Sarah”, “Walker” e “Superman & Lois”) após encerrar três (“Arrow”, “The 100” e “Supernatural”) e cancelar uma série (“Katy Keene”) no ano passado. “Embora estejamos apenas há algumas semanas na nova temporada, queríamos ter uma vantagem estratégica com essas renovações antecipadas, o que permite que nossas equipes de produção já comecem a traçar arcos de história e contratar pessoal e, ao mesmo tempo, continuar a fornecer um cronograma forte e estável para a próxima temporada”, disse o presidente da CW, Mark Pedowitz, em comunicado. “À medida que a temporada 2020-2021 da CW ganha alta velocidade, ficamos mais entusiasmados criativamente com a direção de nossos primeiros programas novos, ‘Walker’ e ‘Superman & Lois’, por isso também pedimos episódios adicionais para completar suas primeiras temporadas, e estamos particularmente satisfeitos com o enorme sucesso do lançamento de ‘Walker’, que virou nossa estreia mais assistida em cinco anos”, completou o executivo.












