Com covid-19, Faustão interrompe gravações
Logo na semana de estreia de seu programa na Band, o apresentador Fausto Silva foi diagnosticado com covid-19 e afastado das gravações. Ele está assintomático e mandou um recado para seu amigo José Luiz Datena durante o “Brasil Urgente” exibido nesta quarta (19/1). Segundo Datena, Faustão está bem e fará um novo teste na próxima segunda-feira (24/1). “Eu não tenho nenhum sintoma, nunca tive resultados tão bons nos meus exames. Nem ia fazer PCR, fiz duas vezes quando estive em Miami. Mas agora deu positivo. Estou fora até a segunda-feira, quando vou fazer um novo teste”, diz o texto enviado pelo apresentador. Como muitos programas do “Faustão na Band” foram gravados com antecedência, as exibições não serão interrompidas por conta do diagnóstico. Com gravações quase que diárias na Band, Fausto Silva recebeu Luana Piovani e Mariana Rios um dia antes de testar positivo para covid-19. Assim como todos que participaram do programa, elas testaram negativo para a doença. Fausto Silva voltou a apresentar uma atração na televisão após sete meses do anúncio de sua saída da TV Globo. O “Faustão na Band” teve o seu primeiro programa na segunda-feira (17/1), quando surpreendeu ao assumir a vice-liderança da programação televisiva em São Paulo.
Françoise Forton (1957–2022)
A atriz Françoise Forton morreu no domingo (16/12), no Rio de Janeiro, aos 64 anos. Estrela de novelas que marcaram época, ela estava em tratamento contra um câncer. Ela iniciou a carreira aos 13 anos, no filme “Marcelo Zona Sul” (1970), e entrou na Globo aos 16, aparecendo em um episódio da versão original de “A Grande Família”, em 1973, interpretando a namorada de Tuco (Luiz Armando Queiroz). Ela seguiu na televisão com a novela “Fogo sobre Terra” em 1974, interpretando a rebelde Estrada-de-Fogo, seu primeiro de muitos papéis importantes nas telenovelas da emissora. Em 1975, protagonizou “Cuca Legal” como Virgínia, uma das três mulheres de Mário Barroso (Francisco Cuoco), emendando o papel com a ativista Mariana, que lutava pelos direitos da mulheres na novela das dez “O Grito”. No mesmo ano, fez dois filmes da era da pornochanchada, “Relatório de Um Homem Casado” (1974) e “O Sósia da Morte” (1975). Tinha 18 quando o último foi lançado, estampando sua nudez no pôster. Seu papel mais famoso de mocinha veio no ano seguinte, 1976, quando protagonizou “Estúpido Cupido”, novela ambientada nos anos 1960. Sua personagem era Maria Tereza, uma moça sonhadora que desejava sair da pequena Albuquerque para ser eleita Miss Brasil. Porém, o namorado João (Ricardo Blat), aspirante a jornalista, morre de ciúmes e pretende se casar com ela, colocando-se como empecilho a seus planos. Foi um fenômeno de audiência. Mas após o fim da novela ela passou sete anos afastada da televisão, voltando só em 1983 na Rede Bandeirantes, onde fez a novela “Sabor de Mel” e a série “Casa de Irene”. Forton retornou à Globo em 1988 na novela “Bebê a Bordo”, em que interpretou a sensual Glória, e se destacou no ano seguinte em outro sucesso, “Tieta”, como a vilã Helena, esposa de Ascânio (Reginaldo Faria). Ainda atuou em “Meu Bem, Meu Mal” (1990), foi uma das “Perigosas Peruas” (1992), integrou “Sonho Meu” (1993), “Quatro por Quatro” (1994) e teve seu grande destaque como vilã em “Explode Coração”, a primeira telenovela a ser gravada no Projac, na pele de Eugênia Avelar, mulher requintada e fria, apaixonada pelo protagonista Júlio (Edson Celulari). A lista de novelas de sua segunda passagem pela Globo também inclui “Anjo de Mim” (1996), “Por Amor” (1997), “Uga Uga” (2000), “O Clone” (2001) e “Kubanacan” (2003). Depois de viver a fútil Concheta, a atriz passou a trabalhar no SBT, onde estrelou dois remakes de novelas mexicanas, “Seus Olhos” (2004) e “Os Ricos Também Choram” (2005). Em seguida, assinou contrato com a Rede Record, onde permaneceu até o ano de 2011, participando de “Luz do Sol” (2007), “Caminhos do Coração” (2008), “Os Mutantes” (2008) e “Ribeirão do Tempo” (2010). No mesmo ano, filmou “Leo e Bia”, filme do cantor Oswaldo Montenegro. E em seguida voltou à Globo, fazendo participações em “Amor à Vida” (2013), “I Love Paraisópolis” (2015) e “Tempo de Amar” (2017). Seus últimos trabalhos foram bastante diversificados: a série “Prata da Casa” (2017) na Fox, o filme sertanejo “Coração de Cowboy” (2018) e a novela “Amor sem Igual” (2019), da Record.
Disney renomeia e fecha canais de TV paga no Brasil
O Grupo Disney está fazendo uma revolução em seu catálogo de canais de TV por assinatura na América Latina, dando fim a conteúdos tradicionais e renomeando outros. Neste início de ano, as marcas Nat Geo Wild, Nat Geo Kids, Disney XD, FXM e Star Life serão descontinuadas em toda a América Latina. Além destes, mais um canal deixará de existir no Brasil: Disney Junior. Parte da programação dos canais cancelados será inserida em outras opções do conglomerado. E o Star Life não sumirá de vez, passando a se chamar Cinecanal a partir do final de março. As mudanças também afetarão os canais esportivos com o fim da ESPN Brasil e o Fox Sports. A partir da próxima segunda-feira (17/1), a ESPN Brasil encerra sua trajetória, passando a se chamar apenas ESPN. Por sua vez, a ESPN, que exibe a programação americana, passará a ser chamada de ESPN 2. Com isso, a ESPN 2 será rebatizada de ESPN 3. Para completar, a Fox Sports sai do ar para virar ESPN 4. Mas a Fox Sports 2 permanecerá na programação com o mesmo nome, o que é… curioso. Em comunicado oficial, o Grupo Disney informou que as mudanças seguem “o objetivo de se adaptar à convergência dos negócios, responder de forma ágil às mudanças do mercado e melhor nos posicionar para o futuro”. A iniciativa vem dos EUA. No ano passado, Bob Chapek, CEO da Disney, antecipou que a empresa iria fechar canais internacionais de TV, seguindo uma estratégia de priorizar os serviços de streaming da companhia. Na verdade, a revista Variety apontou que o lançamento da Disney+ teve forte impacto na audiência dos canais televisivos do conglomerado, que perderam mais de 30% de sua audiência em um ano.
Batoré (1960-2022)
O ator e humorista Ivan Gomes, que adotou o nome artístico de Batoré, seu personagem mais conhecido, morreu nesta segunda-feira (10/1) em São Paulo, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pirituba, Zona Norte da capital. Ele tinha 61 anos e estava com câncer. “As informações médicas foram repassadas à família e a Secretaria Municipal de Saúde lamenta o ocorrido”, diz nota da Prefeitura. Ivanildo Gomes Nogueira nasceu em Serra Talhada, em Pernambuco, e se mudou para São Paulo ainda criança. Antes de se tornar ator, jogou futebol nas categorias de base em times paulistas. Suas primeiras aparições na TV foram no programa “Show de Calouros”, do apresentador Silvio Santos, na década de 1980, mas ele só se tornou conhecido ao integrar o elenco do programa “A Praça É Nossa” na década de 1990 com o personagem Batoré. Com seu principal personagem, tornou-se um dos destaques do programa do SBT durante os anos 1990, lembrado até hoje por um de seus bordões mais conhecidos: “Ah, pára ô!”, “Você pensa que é bonito ser feio?” e “Você é forgaaado!”. Com humor escrachado, Batoré zombava da própria feiura e pobreza, além de citar sempre a cidade Mauá, no interior de São Paulo. Após 13 anos de SBT, foi dispensado como forma de contenção de gastos, durante uma crise financeira da emissora. Acabou contratado pela rede Globo em 2019 e até atuou numa novela, interpretou o delegado Queiroz em “Velho Chico”. Ele ainda foi governador na série “Cine Holliúdy” e mais recentemente o prefeito de “Exterminadores do Além”, no SBT. Batoré também foi vereador de verdade em Mauá, a cidade de Batoré e onde realmente vivia, por dois mandatos pelo PP.
Tadeu Schmidt revela primeiras novidades do “BBB 22”
O novo apresentador do “BBB”, Tadeu Schmidt, adiantou algumas novidades da edição 2022 do programa, que estreia no dia 17 de janeiro. Em um vídeo postado no Instagram oficial do “BBB”, ele fez um teatrinho para exibir cartazes com “segredos” da produção. Durante a exibição dos cartazes com dicas do que esperar, ele brincou que estava proibido de falar qualquer coisa. “Gente, me desculpa. Eu queria muito adiantar umas novidades para vocês, contar umas coisas que eu descobri, mas não me deixaram contar nada. A equipe está aqui do lado em uma reunião então eu não vou falar nada, não posso falar nada. Mas eu não vejo a hora de dividir tudo com vocês. E tudo bem, pessoal. Cá entre nós, 2022 está na curva. É dia 17! E até lá, eu deixo só uma pergunta no ar: como era a vida antes do BBB?”, disse ele, enquanto exibia os “spoilers”. Nos cartazes, Schmidt antecipou que o líder terá novos privilégios e colocou em dúvida se haverá um quarto para os que ganharem a liderança – já que ele diz não ter encontrado o cômodo na casa. Além disso, confirmou que o paredão “bate e volta” fará parte do jogo e que VIP e Xepa estarão “frente a frente”, sem dar mais detalhes. Outra novidade é um botão inédito que, segundo o apresentador, poderá ser usado ou não. Embora ele não tenha dado detalhes sobre o funcionamento deste recurso, o produtor do programa, Boninho, mencionou anteriormente a inclusão de um botão de desistência, depois que vários participantes ameaçaram deixar o programa na edição passada. O “BBB 22” ainda terá mudanças na Rede BBB e no #FeedBBB, a plataforma utilizada pelos participantes da casa para publicarem fotografias e vídeos. A edição de 2022 marcará a estreia de Tadeu Schmidt à frente do programa, depois de deixar o “Fantástico”, substituindo Tiago Leifert. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Big Brother Brasil (@bbb)
Ana Maria Braga terá um novo papagaio fantoche em 2022
Ana Maria Braga vai voltar a interagir com um boneco no “Mais Você”, após a morte de Tom Veiga, manipulador do Louro José, em novembro passado. O novo personagem terá a aparência de uma versão criança do Louro José e vai estrear no começo de 2022. Segundo notas de diversos colunistas de TV, a apresentadora já começou a gravar alguns quadros com o papagaio fantoche. A TV Globo montou uma operação de guerra para a imagem do novo personagem não vazar para a imprensa antes do tempo. Os envolvidos nas gravações tiveram, inclusive, que assinar um termo de confidencialidade. A princípio, a ideia é que o público ajude a escolher o nome do novo fantoche.
Justiça diminui indenização de Felipe Castanhari em processo de Marcius Melhem
O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação do youtuber Felipe Castanhari em processo por danos morais movido pelo humorista Marcius Melhem, mas após a apelação da pena original reduziu de R$ 100 mil para R$ 25 mil o valor da indenização. Melhem processou Castanhari pelo fato de ter sido chamado pelo youtuber de “criminoso”, “escroto”, “um assediador que merece cadeia” nas redes sociais. A publicação refletia a acusação de assédio feita por mulheres com quem o ex-diretor da Globo trabalhava na emissora, entre elas a humorista Dani Calabresa. Negando ter cometido os crimes, Melhem disse à Justiça que passou a sofrer um linchamento público e que o youtuber fez os ataques com base “exclusivamente em matérias de imprensa e presumindo como comprovado o suposto assédio”. O desembargador Jair de Souza, relator do processo no TJ, afirmou que Castanhari extrapolou os limites da liberdade de expressão, cometendo abuso, porque os fatos que envolvem a suposta conduta de Melhem ainda estão em fase de investigação. “Foram emitidas opiniões severas, configurando abuso no exercício da liberdade de expressão por atingir a imagem de pessoa pública.” O youtuber, que ainda pode recorrer novamente da decisão, afirmou à Justiça que fez a postagem em defesa da amiga Dani Calabresa. “Não pode um amigo, conhecedor de detalhes de um trauma sofrido por sua amiga, vir a público e expressar apoio à vítima e desdém ao agressor?”, disse sua defesa à Justiça. Na mesma linha, seus advogados afirmam que o youtuber não causou abalo na imagem e na reputação de Melhem. “Foi ele, por meio de condutas inadequadas e duvidosas, para se dizer o mínimo, que se colocou na situação em que está. As matérias, manifestações e comentários decorrentes da exposição do caso são apenas decorrência natural e lógica, fruto dos ânimos à flor da pele que a denúncia ocasionou.” Os argumentos serviram para diminuir a indenização. Mas o caso não terminou, seguindo agora para nova instância. Marcius Melhem também abriu processos na Justiça de São Paulo e do Rio de Janeiro contra a revista Piauí, Danilo Gentili, Rafinha Bastos, Marcos Veras e Dani Calabresa. No caso da revista, por publicar reportagem supostamente caluniosa e sem identificar fontes, enquanto os comediantes foram processados por repercutir as denúncias. Por enquanto, apenas Gentili teve ganho de causa por ter feito piadas de duplo sentido. Já a ação contra Dani Calabresa é de indenização por danos morais e materiais, considerando-a responsável pela denúncia que originou tudo. O ex-diretor do departamento de humor da Globo nega o assédio, que foi detalhado pela revista Piauí e trazido à imprensa por uma advogada que representa Calabresa e outras atrizes supostamente assediadas pelo humorista. Ao todo, oito funcionárias da Globo acusaram Melhem num processo que corre na Justiça. Tudo isso veio à tona logo após a demissão de Melhem da Globo, que encerrou uma “parceria de 17 anos de sucesso”, segundo comunicado da emissora. Melhem era responsável pela coordenação de todos os conteúdos de humor da Globo desde 2018 e, com sua saída, todos os programas humorísticos da Globo foram cancelados.
Mila Moreira (1949–2021)
Mila Moreira, uma das primeiras modelos a virar atriz no Brasil, morreu na madrugada desta segunda (6/12), na emergência do hospital CopaStar, no Rio, após sofrer uma gastroenterite em Paraty. Ela começou a carreira de modelo aos 14 anos, quando venceu o concurso Miss Luzes da Cidade, organizado pelo jornal Última Hora. Logo depois, foi contratada pela Rhodia e se tornou uma estrela dos eventos de moda feitos para promover os fios sintéticos da empresa. A carreira não a impediu de continuar os estudos e ela se formou Psicologia. Ser modelo também a colocou na TV, como jurada no programa do apresentador Chacrinha nos anos 1970. Sua desenvoltura chamou atenção e Mila acabou convidada para fazer novelas. Foram dezenas, a partir de “Marron Glacê”, em 1979, em que viveu a responsável pelo bufê que dava nome à produção. “Quando virei atriz, todo mundo criticava. Houve muito preconceito dos colegas. Achavam que eu era caso do Cassiano [Gabus Mendes, autor da novela]”, ela contou em entrevista à Folha de S. Paulo há cinco anos. Na verdade, ela tinha uma relação com Cassiano Gabus Mendes, mas de grande amizade, já que foi casada nos anos 1970 com o ator Luis Gustavo, cunhado do autor. Ela se separou de Luis Gustavo antes de virar atriz, mas nunca perdeu a amizade, chegando a contracenar com o ex em vários trabalhos de Gabus Mendes. Assim, acabou se tornando parte da família de atores favoritos do escritor, que a incluiu em praticamente todas suas novelas, geralmente em papéis de mulheres ricas, de grande classe. Mila saiu de “Marron Glacê” direto para “Plumas e Paetês” (1981), “Elas por Elas” (1982) e a série derivada “As Aventuras de Mário Fofoca” (1982), chegando até a fazer uma participação como ela mesma na novela “Ti Ti Ti” (1985), sobre o mundo da moda. A parceria seguiu por uma década, com “Champagne” (1983), “Que Rei Sou Eu?” (1989), “Meu Bem, Meu Mal” (1990) e “O Mapa da Mina” (1993), até a morte de Cassiano naquele ano. A atriz ainda participou de dois remakes póstumos do velho amigo: “Anjo Mau” em 1997 e “Ti Ti Ti” em 2010. Os trabalhos com Cassiano a fizeram ser reconhecida como atriz e ela não teve problemas em continuar a carreira, trabalhando com vários autores consagrados, como Gilberto Braga, com quem fez “Corpo a Corpo” (1984), “Paraíso Tropical” (2007) e a minissérie “Anos Rebeldes” (1992), Daniel Más em “Bambolê” (1987), Sílvio de Abreu, no fenômeno de audiência “A Próxima Vítima” (1995), Aguinaldo Silva em “A Indomada” (1997), Carlos Lombardi em “O Quinto dos Infernos” (2002), Ana Maria Moretzsohn em “Sabor da Paixão” (2003), Walther Negrão em “Como uma Onda” (2005), Manoel Carlos em “Viver a Vida” (2009), Alcides Nogueira em “Ciranda de Pedra” (2008) e o remake de “O Astro” (2011). Ela demorou, porém, a firmar uma segunda parceria tão forte como tinha com Cassiano. Isto só foi acontecer no final de sua carreira, com Maria Adelaide Amaral, de quem gravou as minisséries “Os Maias” (2001) e “JK” (2006), além das novelas “Um Só Coração” (2004), “Queridos Amigos” (2008), “Sangue Bom” (2013) e “A Lei do Amor” (2016), seu último trabalho na Globo. Na época, deu uma entrevista ao jornal O Globo, em que lamentou ainda ser chamada de ex-modelo. “Sabe há quanto tempo não piso numa passarela? 37 anos! Fui modelo durante 11, 12 anos e tenho que carregar isso para o resto da vida”, reclamou. Os 37 anos citados correspondem a sua carreira de atriz, em que fez praticamente uma novela atrás da outra. Tanto trabalho lhe deixou pouco tempo livro para se aventurar por outros meios de expressão. Ainda assim, encaixou três filmes, todos sucessos de bilheteria da década de 1980: “Os Saltimbancos Trapalhões” (1981), de J.B. Tanko, “Aguenta Coração” (1984), de Reginaldo Faria, e “Dias Melhores Virão” (1989), de Cacá Diegues.
Novo logo da Globo é zoado por Tatá Werneck: “Parece do SBT”
A Globo resolveu mudar seu logotipo nesta semana, passando a mostrá-lo em cores gritantes, após cinco anos de imagem branca. A mudança já rendeu muito memes nas redes sociais, com destaque para a associação do novo visual à bandeira do arco-íris LGBTQIAP+. Mas o comentário que gerou mais risos e concordância foi disparado pela humorista Tatá Werneck. A apresentadora do “Lady Night” comparou o logo colorido com a identidade visual de um dos maiores concorrentes da emissora carioca. “Parece do SBT”, brincou Wernecek, ao notar a semelhança entre dois. Claro que ela pensou rapidamente no emprego e acrescentou, após não perder a piada: “Mentira! Amei! Tá linda! A vinheta também”, completou em comentário feito no Instagram oficial da TV Globo. Outros artistas da emissora carioca foram elogiar a mudança da logomarca. “Chic”, escreveu Alice Wegmann. “Moderninha”, acrescentou Fiorella Matheis. A Globo anunciou a mudança em sua logomarca na terça-feira (30/11), divulgou o design para o público na quarta (1º) e já passou a utilizá-lo em sua programação oficial. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por TV Globo (@tvglobo)
Noemi Gerbelli (1953-2021)
A atriz Noemi Gerbelli, conhecida por interpretar a diretora Olívia da novela “Carrossel” do SBT, morreu na quarta (1/12) aos 68 anos, em decorrência de uma embolia pulmonar. Ela tinha sofrido um AVC (acidente vascular cerebral) há cerca de 20 dias e se recuperava em casa. Com a carreira iniciada no início da década de 1970, Noemi conquistou visibilidade ao atuar em grandes sucessos teatrais como as comédias “Trair e Coçar é Só Começar”, “Vacalhau e Binho”, “Porca Miséria” e “As Alegres Gulosas”. Ela chegou na TV no educativo “Telecurso” da TV Cultura, em 1978. Em seguida, fez novelas da rede Bandeirantes nos anos 1980, iniciando sua aproximação com o público infantil com “Braço de Ferro” (1983), que contava com Selton Mello criança em um papel central. Mas depois disso passou mais de uma década fora do ar. Neste período estourou no teatro, especialmente com “Trair e Coçar é Só Começar” (1986), e só foi voltar à telinha em 1999 com participações na série de comédia “Ô… Coitado!” no SBT. O canal acabou lhe rendendo seus melhores papéis televisivos, especialmente sua interpretação marcante em “Carrossel” (2012-2013), em que deu ternura a uma personagem que era dura na versão original. Depois do sucesso da novela infantil, ela também apareceu nos dois filmes derivados da produção (em 2015 e 2016) e trabalhou na “Patrulha Salvadora” (2014) e em “Carinha de Anjo” (2017). Gerbelli também teve passagens pela TV Globo, começando pela famosa minissérie “Presença de Anita” (2001). Ela participou de episódios de “Os Normais” (2002) e “A Diarista” (2007), e das novelas “Esperança” (2002) e “A Favorita” (2008), despedindo-se das telas com um pequeno papel em “Deus Salve o Rei” (2018), como a Madre Benedita. Entre participações dramáticas, ela ainda demonstrou sua veia humorística em programas como “Vila Maluca” (Rede TV!, 2004-2006), “Sem Controle” (SBT, 2007) e “Show do Tom” (Record, 2008-2010). Noemi era tia da também atriz Vannessa Gerbelli (“A Divisão”), que expressou sua tristeza pela perda nas redes sociais. “Hoje se foi esta pessoa tão importante na minha vida. Abriu os meus caminhos para o teatro e foi, em muitos momentos da minha juventude, uma mestra, uma protetora. Noemi Gerbelli, atriz paulistana, minha tia. Fique com Deus e os anjos”, Vannessa escreveu.
Gil do Vigor vai ganhar documentário na Globoplay
Quase um ano depois, o “BBB 20” ainda rende. A Globoplay desenvolveu mais um documentário sobre um dos participantes. Depois da recordista de rejeição Karol Conká e da vencedora Juliette Freire, é a vez de Gilberto Nogueira, o Gil do Vigor, ter uma produção toda sua. O próprio Gil contou a novidade nas redes sociais, junto com o pôster da produção, informando inclusive a data de estreia, que é bem próxima. “Agora sim podemos, oficialmente, comemorar!! Vai ter documentário #GilNaCalifórnia SIIIIM!! E já tem data, visse? Dia 09 de dezembro estreia lá no Globoplay”, disse ele. Na produção, o economista de 30 anos, que foi morar na Califórnia para cursar PhD na Universidade de Davis, pretende mostrar sua rotina nos EUA. Ele acrescentou estar muito feliz por poder estrear mais um projeto. “Estou muito animado e agradecido por tudo isso. Mais um sonho se tornando realidade!!”, afirmou. Aiii Brasiiiiiiil!!!Agora sim podemos, oficialmente, comemorar!! Vai ter doc #GilNaCalifórnia SIIIIM!! E já tem data, visse? Dia 09 de dezembro estreia lá na @globoplay. Estou muito animado e agradecido por tudo isso. Mais um sonho se tornando realidade!! https://t.co/5qQs5uZ0Y9 pic.twitter.com/TxesvzSxsK — GIL DO VIGOR (@GilDoVigor) November 24, 2021
Bolsonaro volta a falar da concessão para Globo continuar no ar
Jair Bolsonaro voltou a falar sobre seu possíveis dificuldades para a renovação da concessão da Rede Globo, que vence em outubro de 2022. A insinuação aconteceu num encontro com apoiadores no cercadinho do Palácio do Alvorada, na noite de segunda-feira (22/11). Usando tom de ameaça, Bolsonaro disse: “A Globo tem encontro comigo ano que vem. Encontro com a verdade”. E acrescentou, no seu jeito de fazer uma afirmação para afirmar o oposto em seguida: “Não vou perseguir ninguém. Tem que estar com as certidões negativas em dia, um montão de coisas aí”. Fez ainda um paralelo com a vida militar. “Igual à parada matinal: tem que estar arrumadinho. Ela e qualquer outra empresa.” Bolsonaro começou a ameaçar tirar a Globo do ar em outubro de 2019, numa live exibida logo após uma reportagem do “Jornal Nacional” vincular seu nome às investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco. Em meio a várias ofensas, dirigiu-se à emissora em seu melhor estilo truncado: “Temos uma conversa em 2022. Eu tenho que estar morto até lá. Porque o processo de renovação da concessão não vai ser perseguição. Nem pra vocês nem pra TV nem rádio nenhuma. Mas o processo tem que estar enxuto, tem que estar legal. Não vai ter jeitinho pra vocês, nem pra ninguém”. Em maio de 2020, irritado com a cobertura que a Globo vinha fazendo da pandemia do coronavírus, Bolsonaro voltou à carga. “Não vou dar dinheiro para vocês. Globo, não tem dinheiro para vocês. Em 2022… Não é ameaça não. Assim como faço para todo mundo, vai ter que estar direitinho a contabilidade, para que você [Globo] possa ter sua concessão renovada. Se não tiver tudo certo, não renovo a de vocês nem a de ninguém”. Apesar de insistir três vezes naquilo que “não é ameaça não”, Bolsonaro precisa do Congresso para tirar a concessão de funcionamento da Globo. A decisão pela não-renovação tem de ser autorizada por dois quintos do Congresso em votação nominal. E o contestado ainda pode recorrer na Justiça. De todo modo, a insinuação serve de alerta para quem gosta de novela da Globo e ainda não decidiu em quem votar.
Cissa Guimarães deixa a Globo após mais de quatro décadas
A Globo perdeu mais uma apresentadora nesta sexta (29/10). Cissa Guimarães não teve seu contrato renovado após mais de quatro décadas na emissora. Com isso, a artista de 64 anos não vai mais apresentar o “É de Casa”, juntando-se a Fausto Silva e Thiago Laifert nas despedidas do ano, que têm acarretado mudanças radicais na programação do canal. Em comunicado oficial, a Globo destacou a longa parceria com Cissa, ressaltando que a não renovação se deve a seu novo modelo de negócios, que prioriza contrato por obra, ao mesmo tempo em que reforça estar aberta a projetos futuros com a artista. “O ‘É de Casa’ se despede de Cissa Guimarães, que deixa a Globo após uma parceria alegre e de sucesso de mais de quatro décadas. A atriz e apresentadora, que esteve no comando do matinal desde a estreia, em 2015, continua com as portas abertas na Globo para futuros projetos em nossas múltiplas plataformas, mas em um novo modelo de parceria”, pronunciou-se a emissora. O texto oficial também inclui uma declaração da artista: “Fui muito feliz nesse casamento de mais de 40 anos. E é isso que vou levar: as boas parcerias, os imensos aprendizados, os momentos felizes, emocionantes e compartilhados, que ficaram para a história – minha, do público e da TV Globo. A minha gratidão mora aí, nesse sentimento lindo e nessa vida que construímos juntos”. Mais que a apresentadora do “É de Casa”, a Globo perde um sorriso que marcou sua programação desde os anos 1980, quando Cissa assumiu com muito sucesso o “Vídeo Show” (1983-2019), dividindo-se entre apresentação e reportagens. Em entrevista ao projeto Memória Globo, ela demonstrou orgulho dessa fase. “Eu fico muito orgulhosa porque ajudei a criar no ‘Vídeo Show’ uma nova maneira de narrar, sem aquela coisa certinha, pasteurizada”, declarou ela em entrevista para o Memória Globo. De fato, seu padrão – por sua vez inspirado por locutoras de rádio da época – , acabou influenciando os primeiros apresentadores da MTV, uma década depois. Antes mesmo disso, ela já tinha chamado atenção como atriz – em novelas como “Coração Alado” (1980) e “Jogo da Vida” (1981), e filmes como “Menino do Rio” e “Beijo na Boca” (ambos de 1982) – , e continuou desenvolvendo trabalhos de atuação em paralelo ao “Video Show”, com destaque para participações em “Direito de Amar” (1987), “O Clone” (2001), “América” (2003), “Caminho das Índias” (2005) e “Salve Jorge” (2012), as quatro últimas escritas pela amiga Gloria Perez. O tempo para atuação diminuiu com o lançamento do “É de Casa” em 2015, mas ela ainda apareceu brevemente em “Amor de Mãe” no ano passado, interpretando a si mesma.












