“BBB 22” ganha data de estreia
O “BBB 22” já tem data de estreia. A novidade foi anunciada pelo produtor Boninho no Instragram, marcando o novo apresentador da atração, Tadeu Schmidt, na publicação. “Tadeu, a gente tem data para o nosso encontro: dia 17 de janeiro. Bora!” Além da data, a rede Globo confirmou que a edição manterá a divisão entre famosos e anônimos nos grupos “pipoca” e “camarote”, que tem feito sucesso nas últimas edições. O desfecho também será igual, com o reencontro dos brothers e sisters após a final do reality, assim como no “BBB Dia 101” deste ano. Mas vai ter novidades em relação à festa e ao cinema do líder. Antes da festa, os participantes do “BBB 22” poderão comprar itens adicionais com suas estalecas para deixar a comemoração ainda mais turbinada. Já a programação de cinema dos confinados poderá ser compartilhada pelo público. A partir da próxima edição, será possível assistir ao mesmo conteúdo que os participantes na “Sessão Cinema do Líder”, que será exibida nas noites de terças-feiras na Globo. Como os “filmes” geralmente são séries e outros programas do catálogo da Globoplay, a “Sessão Cinema do Líder” deve funcionar basicamente como uma ferramenta de marketing interno, servindo para ampliar a importância do “Big Brother Brasil” para a sinergia da empresa. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Boninho (@jbboninho)
Gilberto Braga (1945-2021)
Gilberto Braga, um dos mais importantes autores de novelas do Brasil, morreu nesta terça-feira (26/10). O escritor, que completaria 76 anos na próxima segunda-feira, estava internado no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro, onde enfrentava uma infecção sistêmica após uma perfuração do esôfago – lesão apontada como causa da morte. Casado com o decorador Edgar Moura Brasil, o autor também sofria do Mal de Alzheimer. Braga escreveu mais de 20 novelas, especializando-se em apresentar tramas de assassinato misterioso, que precisava ser resolvido nos últimos capítulos. Ele foi o primeiro teledramaturgo autêntico do Brasil, o primeiro autor brasileiro formado exclusivamente na televisão – jamais escreveu para teatro – , e fez sua trajetória praticamente inteira na rede Globo, iniciando com tramas do “Caso Especial” (antologia de teledramas) em 1972. Em toda a carreira, ele só fez uma obra fora da Globo, o roteiro do filme “Fim de Festa”, dirigido por Paulo Porto em 1978. A especialização em novelas aconteceu por acaso e sob pressão. Após entregar o quinto roteiro de “Caso Especial”, foi convencido pelo diretor Daniel Filho, na época responsável pela dramaturgia da Globo, a escrever seu primeiro folhetim em 1974, em parceria com o já experiente Lauro César Muniz. O resultado foi a novela “Corrida do Ouro”, desenvolvida para o horário das 19h “aos trancos e barrancos”, como ele próprio descreveu em entrevista à sua irmã historiadora Rosa Maria Araujo, num especial sobre os 70 da televisão do jornal O Globo. Em seguida, recebeu de Daniel Filho a missão de preencher o novo horário de novelas da emissora às 18h, inaugurando a fase áurea de adaptações de romances históricos com “Helena”, de Machado de Assis, em 1975. No mesmo ano, ainda escreveu a adaptação de “Senhora”, de José de Alencar, antes de criar seu primeiro fenômeno de audiência. Estrelada por Lucélia Santos, “Escrava Isaura” marcou época. A versão televisiva do romance de Bernardo Guimarães tornou-se a novela das 18h mais famosa de todos os tempos, ampliando sua popularidade com a passagem do tempo, graças a várias reprises. A produção também virou o primeiro grande produto de exportação da Globo, numa época em que a emissora carioca mal tinha planos de expansão internacional. Foi exibida até na China. Depois de despedir-se das 18h com “Dona Xepa” (1977), outro sucesso, foi direto, sem escalas, para o horário nobre, assinando sua primeira novela das 20h: o estouro “Dancin’ Days” em 1978. O melodrama, que combinava vida noturna moderna e drama existencial de uma ex-presidiária, foi a primeira novela urbana de Sonia Braga, fez deslanchar a carreira da adolescente Gloria Pires e contou com uma das melhores brigas femininas da história da TV brasileira (entre Sonia Braga e Joana Fomm), sem esquecer que lançou moda, vendeu muitos discos e ajudou a popularizar as discotecas no país. O autor continuou a fazer sucesso em “Água Viva” (1978), na qual inaugurou sua mania de mistérios criminais, lançando o bordão “Quem matou Miguel Fragonard?” (Raul Cortez), além de ter sido responsável por introduzir em “Brilhante” (1980) o primeiro protagonista homossexual (então no armário) da teledramaturgia nacional, vivido por Dennis Carvalho. Mais: com “Corpo a Corpo” e a genial atriz Zezé Motta, assinou mais um divisor de águas, transformando racismo em tema de novela em 1984. Entre tantas novelas, Braga ainda teve tempo para revolucionar as minisséries com sua primeira incursão no gênero, a romântica e nostálgica “Anos Dourados”, que fez o país se apaixonar por Malu Mader em 1986, seguida pela produção de “O Primo Basílio”, adaptação primorosa do romance histórico de Eça de Queirós. Revigorado pelas minisséries, ele voltou com tudo às narrativas longas. E dez anos depois de eletrizar o público com “Dancin’ Days”, parou o Brasil com “Vale Tudo” (1988). A trama de mau-caratismo consagrou a jovem adulta Gloria Pires como a malvadinha Maria de Fátima, eternizou a diva Beatriz Segall como a vilã das vilãs, Odete Roitman, e terminou quebrando todos os recordes de audiência, graças ao mistério de “Quem matou Odete Roitman”. Ironicamente, foi quando se achou o dono do mundo, em que nada que escrevia parecia falhar, que Braga amargou seu maior – talvez o único – dissabor, com a rejeição do público à trama de “O Dono do Mundo” (1991). A novela enfrentou vários protestos por sua premissa, em que Antonio Fagundes apostava ser capaz de tirar a virgindade de Malu Mader. A intenção era discutir ética. Mas o público se assustou. A ironia é que, dois anos depois, o mesmo público foi lotar os cinemas para ver uma parábola moral similar, só que made in Hollywood, no filme americano “Proposta Indecente”. O autor se vingou com a minissérie “Anos Rebeldes” (1992), retratando a resistência à ditadura, então ainda recente, com cenas de tortura para sacudir o público. A série acabou projetando Cláudia Abreu, que depois faria o melhor papel da carreira na melhor novela de Braga, “Celebridade”, em 2003. Juntando suas estrelas de “Anos Dourados” e “Anos Rebeldes”, Braga mostrou um novo “Vale Tudo” na era do culto às celebridades e com direito até a um “quem matou Lineu?” (Hugo Carvana). Só que, diferente dos anos 1980, pela primeira vez controlou todos os aspectos da obra, da escalação do elenco à trilha sonora. Por isso, dizia que “Celebridade” era sua novela favorita. Entre outras novelas, ainda se consagrou com “Paraíso Tropical” (2008), que também é lembrada por seus vilões – Bebel e Olavo, vividos por Camila Pitanga e Wagner Moura. A obra recebeu indicação ao Emmy Internacional. Ele continuou a escrever novelas até 2015, quando assinou “Babilônia”, mas a doença o tirou da TV. Nos últimos anos, tornou-se recluso. Mesmo assim, tinha planos. Na entrevista à irmã, publicada em 2020 em O Globo, disse que estava aproveitando a quarentena da pandemia para realizar com colaboradores uma adaptação do clássico britânico “Feira das Vaidades”, de William Makepeace Thackeray, passada no Rio de Janeiro dos anos 1920.
Especial de Natal “Juntos a Magia Acontece” terá continuação na Globo
A Globo fará uma continuação do especial “Juntos a Magia Acontece”. Segundo a colunista Patricia Kogut, do jornal o Globo, a história vai retomar a família do telefilme de Natal de 2019, um dos maiores sucessos narrativos recentes da emissora. A maioria do elenco deve retornar. A exceção fica por conta de Milton Gonçalves, de 87 anos, que sofreu um AVC no ano passado e se encontra com a saúde debilitada. O programa original acompanhou o primeiro Natal de uma família de moradores de Madureira, no Rio, após a morte de sua matriarca, Neuza (Zezé Motta). Na história, o viúvo Orlando (Milton Gonçalves) vai morar na casa da filha Vera (Camila Pitanga), cujo marido Jorge (Luciano Quirino) está desempregado há sete meses. Eles têm uma filhinha, Letícia (Gabriely Mota). E aos moradores da casa ainda se junta André (Fabrício Boliveira), irmão mais velho de Vera. Vendo as dificuldades da família, o aposentado Orlando decide voltar ao mercado de trabalho. Ele busca emprego provisório como Papai Noel, mas se defronta com racismo de forma explícita. O papai negro “não se encaixa no perfil” e é dispensado por uma loira (Alice Wegmann) que contrata papais noéis para shoppings. Até um comerciante negro (Tony Tornado) questiona: “Papai Noel negro?”. Nem com ajuda do padre (Francisco Cuoco) da paróquia, que recorre à maior benemérita da comunidade (Aracy Balabanian), Orlando deixa de ouvir “não”. “Não vou dizer por mim, mas pensando nas crianças, elas estranhariam. Ele é mais moreno, né?” O drama emociona e corta o coração, mas tem final “natalino”. A continuação terá que lidar com a ausência do Papai Noel da família. A história voltará a ser escrita por Cleissa Regina Martins com supervisão de George Moura, responsáveis pelo primeiro especial, e a direção está a cargo de Patricia Pedrosa (“Mister Brau”).
Conversa Piada: Humoristas do Casseta & Planeta voltam à TV em programa da Cultura
A TV Cultura estreia no sábado (16/10) o novo programa “Conversa Piada”, que volta a juntar na televisão boa parte do elenco do Casseta & Planeta. O programa tem produção e apresentação do quarteto Beto Silva, Claudio Manoel, Helio de La Peña e Hubert Aranha e pretende ser uma resenha com uma visão humorística dos fatos que foram notícias na semana. “Será uma conversa com humor sobre tudo o que está acontecendo no Brasil e no mundo”, enfatizou Beto, no anúncio da atração. “Éramos globais e agora somos culturais”, acrescentou Hubert, brincando com a troca da Globo, que exibia “Casseta & Planeta”, pela Cultura. Além do bate-papo entre os humoristas, o programa também terá quadros com pesquisas insólitas, memes, paródias e “entrevistas” com respostas enviadas por vídeo, entre outros. Segundo o diretor de Programação da TV Cultura, Enéas Carlos Pereira, o programa “traz de volta o componente do humor à emissora e, ao mesmo tempo, resgata a origem dos apresentadores que – antes mesmo de chegarem à televisão – despontaram para o cenário cultural brasileiro a partir da crônica bem-humorada de notícias. Vamos mostrar que humor, aqui, é coisa séria”. Com direção de Mauro Farias (“Casseta & Planeta Vai Fundo”), novas edições irão ao ar todos os sábados, sempre às 22h, e poderão ser vista na TV, no canal do YouTube da Cultura e nas contas da emissora nas redes sociais. Veja abaixo dois teasers de “Conversa Piada”, que apresentam a atração como “o programa para quem não tem programa”.
Marília Pêra será tema de minissérie da Globoplay
A atriz Marília Pêra (1943-2015), que marcou época no cinema e na TV em obras como “Pixote: A Lei do Mais Fraco” (1980) e “O Primo Basílio” (1988), será tema de uma minissérie documental na Globoplay. A produção terá quatro episódios escritos por Nelson Motta, que foi casado com a atriz. Os dois tiveram duas filhas. “É uma mistura de documentário e entretenimento com grandes cenas completas de Marília no cinema, no teatro e na televisão”, explicou Motta ao jornal O Globo. A direção está a cargo do veterano cineasta Zelito Vianna (“Morte e Vida Severina”) e ainda não há previsão de estreia.
Globo oficializa Tadeu Schmidt no “Big Brother Brasil”
A Rede Globo oficializou a ida do apresentador Tadeu Schmidt para o “Big Brother Brasil”. O anúncio foi feito no domingo (10/10) durante exibição do “Fantástico”. Na parte final do programa, Schmidt atendeu ao “Big Fone” e foi recepcionado por Boninho, diretor do reality show, que foi o responsável por dar a notícia. A informação já tinha vazado na sexta (8/10). Na ocasião, também foi revelado quem seria seu substituto. A jornalista Maju Coutinho ficará com a vaga de Tadeu no “Fantástico”, passando a apresentar o programa ao lado de Poliana Abritta, que segue como coapresentadora. As mudanças decorrem da saída de Tiago Leifert da Globo. O ex-apresentador do reality show comunicou no mês passado sua decisão, ao fim do “The Voice Brasil”. Desde então, o nome de Tadeu Schmidt disparou como favorito a assumir o “BBB”. Ele tem muito em comum com seus dois predecessores. Como Pedro Bial, também passou pelo “Fantástico”. E como Leifert, foi repórter e apresentador do Globo Esporte, onde desenvolveu seu estilo descontraído. Apesar da oficialização, Tadeu e Maju vão continuar onde estão, respectivamente no “Fantástico” e no telejornal “Hoje”, por mais algumas semanas. Tadeu terá ainda um tempo de adaptação, uma vez que o “BBB 22” só vai ao ar em janeiro. Já Maju será vista no novo cenário com maior rapidez. O que fará a Globo promover outra mudança, tirando César Tralli do “SP1” para ocupar sua vaga no telejornal diurno. As alterações acompanham uma mudança mais ampla na Globo, que começou a trocar os apresentadores de seus programas a partir do desacerto comercial com Faustão, no começo do ano.
Tadeu Schmidt vai trocar “Fantástico” pelo “BBB 22”
Tadeu Schmidt vai deixar o “Fantástico”. A Globo se prepara para anunciar que o apresentador de 47 anos vai assumir o “Big Brother Brasil”. A informação vazou na imprensa nesta sexta (8/10) e a Globo não comentou nem contestou. Schmidt vai substituir Tiago Leifert, que comunicou no mês passado sua decisão de deixar a emissora ao fim do “The Voice Brasil”. Ele fará sua estreia no “BBB 22”, previsto para janeiro. A saída de Schmidt do “Fantástico” causará uma dança de cadeiras. Segundo apurações (ainda sem confirmação oficial), o programa passará por reformulação e será apresentado por Maria Júlia Coutinho, a Maju, que atualmente apresenta o “Jornal Hoje”. A princípio, ela deverá dividir o comando com Poliana Abritta, com quem Schmidt apresentava o programa dominical. Já a vaga de Maju no “Jornal Hoje” passará a ser ocupada por César Tralli, que deixará o “SP1”. Isto vai criar mais um buraco a ser preenchido, no comando do jornal paulista. Desde que Tiago Leifert anunciou que deixaria a Globo, o nome de Tadeu Schmidt tornou-se um dos mais comentados para assumir o “BBB”. Ele tem muito em comum com seus dois predecessores. Como Pedro Bial, também passou pelo “Fantástico”. E como Leifert, foi repórter e apresentador do Globo Esporte, onde desenvolveu seu estilo descontraído. As alterações acompanham uma mudança mais ampla na Globo, que começou a trocar os apresentadores de seus programas a partir da saída de Faustão, anunciada no começo do ano.
Caike Luna (1979-2021)
O ator Caike Luna, que lutava contra um câncer, morreu aos 41 anos. A notícia foi dada pela atriz Katiuscia Canoro nas redes sociais. “É com a maior tristeza do mundo que venho comunicar a partida do meu irmão”, disse Canoro, amiga do artista. Luna contou em abril que havia iniciado o tratamento contra Linfoma Não-Hodgkin, um tipo de câncer no sistema linfático — o mesmo que acometeu o ator Reynaldo Gianecchini. Caike atuou em humorísticos como “Zorra Total”, da Globo, apareceu na novela “Rock Story”, participou do filme “Casa da Mãe Joana 2” e integrou o elenco de várias séries de comédia do Multishow, como “Baby Rose”, “Treme e Treme” e “Xilindró”. Ele também dirigiu episódios de “Baby Rose”, em que interpretava uma de suas personagens mais populares, Baby Bobolete, cabeleireira introduzida em “Treme Treme”. Personalidades da classe artística lamentaram a morte de Caike Luna. Lilia Cabral e Marcos Veras disseram ter ficado tristes com a notícia. Tatá Werneck publicou uma foto do amigo. “Muito triste pela sua partida. Um beijo imenso na sua mãe. Em seus grandes amigos. Na sua família. Que Deus proteja e ampare. E tenha misericórdia de todos nós”, disse a apresentadora do “Lady Night” no Instagram.
Jorge Cerruti (1944-2021)
O ator, diretor e dublador Jorge Cerruti morreu nesta sexta (1/10), aos 77 anos. A informação veio à público por meio de uma nota publicada nas redes sociais de sua sobrinha, que não revelou a causa da morte. Jorge Cerruti iniciou sua carreira como pianista em peças de teatro e em seguida passou para atuação, estreando na televisão na década de 1970 na TV Cultura. Ele chegou ao cinema em 1978, com “Wilsinho Galiléia”, de João Batista de Andrade, e ainda participou do cultuado “Os Imorais” (1979), de Geraldo Vietri, antes de priorizar o teatro, voltando apenas recentemente às telas. Seu papel de retorno foi como o homem de olho de vidro de “O Cheiro do Ralo” (2006). Também participou de “A Casa de Alice” (2007), “Zoom” (2015), “O Roubo da Taça” (2016) e “TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva” (2017). Na TV, teve destaque na novela “Cama de Gato” (2009), da Globo, como o personagem Domenico, e apareceu em várias séries, incluindo “9mm: São Paulo” (2008), “Força-Tarefa” (2009), “Como Aproveitar o Fim do Mundo” (2012), “Passionais” (2013), “Psi” (2014), “O Caçador” (2014) e “Amigo de Aluguel” (2018). Seu último trabalho foi na série “As Five”, cuja 2ª temporada ainda não tem data para chegar ao Globoplay.
Brasil disputa Emmy Internacional com cinco atrações
O Emmy Internacional divulgou a lista de indicados de sua edição deste ano e o Brasil está representado por cinco atrações. As produções da Globo foram os grandes destaques da lista, que inclui a telenovela “Amor de Mãe”, a série de curta duração “Diário de um Confinado”, a minissérie “Todas as Mulheres do Mundo” e o documentário “Cercados”. As quatro produções indicadas estão disponíveis no Globoplay. A quinta produção indicada foi o documentário “Emicida: AmarElo – É Tudo pra Ontem”, produzido pela Netflix, que mostra os bastidores do show histórico do rapper Emicida no Theatro Municipal de São Paulo e concorre na categoria de programação artística. Os vencedores serão anunciados em 22 de novembro, durante cerimônia de premiação em Nova York.
Luis Gustavo (1934-2021)
O ator Luis Gustavo, que eternizou personagens memoráveis na TV brasileira, morreu neste domingo (19/9) em sua casa em Itatiba, no interior de São Paulo, aos 87 anos. Ele lutava contra um câncer desde 2018 e chegou a contrariar ordens médicas para fazer seu último trabalho, retomando um de seus papéis mais famosos, o Vavá no filme da série “Sai de Baixo”. Filho de um diplomata espanhol, Luis Gustavo Sánchez Blanco nasceu em Gotemburgo, na Suécia, e veio para o Brasil ainda criança. Sua entrada na indústria televisiva foi pelos bastidores. Quando a TV Tupi estreou em 1950, seu cunhado Cassiano Gabus Mendes, diretor artístico da emissora, convidou o então adolescente para ocupar uma vaga de caboman. Rapidamente, o jovem tornou-se assistente de direção e, aproveitando a doença de um ator nos tempos dos teleteatros feitos ao vivo, estreou diante das câmeras num episódio do programa “TV de Vanguarda”, em 1953. Três anos depois, foi a vez do cinema, com uma participação em “O Sobrado”, escrito pelo mesmo cunhado bacana. Passando a se dedicar exclusivamente à atuação, ele começou a acumular papéis em filmes, como o sucesso de Mazzaropi “Casinha Pequenina” (1963), em novelas da Tupi, como a popular “O Direito de Nascer” (1964), e até no teatro, vencendo um prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) por sua atuação em “Quando as Máquinas Param”, de Plínio Marcos, em 1967. A grande virada de sua carreira aconteceu em 1968, quando virou protagonista da novela mais importante da história da TV brasileira. Luis Gustavo revolucionou a linguagem televisiva ao estrelar “Beto Rockfeller”, na TV Tupi, vivendo um sedutor sem-vergonha que tirava vantagem em tudo. “Beto Rockfeller” foi a primeira novela passada no Brasil contemporâneo, urbano, com locações externas e temática de humor. E isso a tornou diferente de todas as outras produções do gênero feitas até então. O texto de Bráulio Pedroso, um roteirista vindo do cinema, com colaboração do dramaturgo Plínio Marcos, tirou do ar as donzelas românticas e os mocinhos sem defeitos dos folhetins que dominavam a TV – o termo literário francês já indicada que eram todas adaptações de aventuras e melodramas de época europeus – para dar lugar a um cafajeste engraçado e 100% nacional. Isso inaugurou a era moderna das novelas brasileiras. Foram muitas inovações, desde o uso de trilha sonora internacional e as primeiras ações de merchandising numa novela, mas principalmente um protagonista que passava longe da imagem do galã dos folhetins. Luis Gustavo fez tanto sucesso no papel que o reprisou o cinema, num filme de Olivier Perroy lançado em 1970, e ainda estrelou uma continuação televisiva, “A Volta de Beto Rockfeller”, lançada na Tupi em 1973. Seu personagem acabou virando referência pop, sendo até parodiado por Mazzaropi no filme “Betão Roncaferro” (1970). Ele tentou repetir o fenômeno em “O Sheik de Ipanema” (1974), mas a esta altura a Tupi tinha mergulhado numa crise que culminaria em seu fechamento. No ano seguinte, foi convencido por Cassiano Gabus Mendes a mudar para a Globo, vivendo um dos papéis principais de “Anjo Mau” (1976), escrita pelo cunhado. A pareceria continuou com outras produções populares, como “Te Contei?” (1978), antes de estourar em “Elas por Elas” (1982), em que Luis Gustavo deu vida a outro papel antológico, o detetive atrapalhado Mario Fofoca. A princípio um simples coadjuvante, Mario Fofoca acabou se tornando o principal destaque da produção graças à performance engraçadíssima do ator Assim como aconteceu com Beto Rockefeller, o personagem também virou filme, “As Aventuras de Mário Fofoca”, com direção de Adriano Stuart em 1982, ganhou até uma série na Globo em 1983 e ressurgiu anos depois em outra novela. Desta vez, porém, o ator não demorou a encontrar outro papel hilário sob medida, novamente criado por Cassiano Gabus Mendes: Ariclenes, ou melhor o falso estilista espanhol Victor Valentín, em “Tititi” (1985). Sua identificação com o papel foi tão forte que a Globo resolveu lhe prestar homenagem no remake da trama produzido no ano 2010, convidando-o a aparecer, mas como outro personagem clássico: ninguém menos que o velho Mario Fofoca. Ao final dos anos 1980, sua popularidade era tanta que ele era capaz de criar bordões inesquecíveis até quando entrava numa novela para morrer nos primeiros episódios, como aconteceu em “O Salvador da Pátria” (1989), como o radialista sensacionalista Juca Pirama, que marcava sua locução com a frase “Meninos, eu vi!”. Depois de fazer muitas novelas, ele passou às séries. Entre 1994-1996, deu vida a Paulo, o pai de quatro meninas no popular seriado “Confissões de Adolescente”, exibido na TV Cultura e, posteriormente, na Rede Bandeirantes, que lançou a carreira da moleca Deborah Secco. Também protagonizou o primeiro sitcom bem-sucedido da Globo, “Sai de Baixo”, vivendo Vavá, patriarca de uma família tradicional paulistana, às voltas com falcatruas e dificuldades financeiras. Exibida entre 1996 e 2002, a atração fez tanto sucesso que ganhou revival em 2013 no canal pago Viva. O detalhe é que, além de estrelar, Luis Gustavo foi um dos criadores da série, ao lado do diretor Daniel Filho (“Se Eu Fosse Você”). Nos últimos anos, ele vinha alimentando a carreira cinematográfica com “O Casamento de Romeu e Julieta” (2005), de Bruno Barreto, em que interpretou um palmeirense, apesar de ser são-paulino doente, do tipo que chegava para gravar “Sai de Baixo” ao som do hino do time. Fez ainda “Os Penetras” (2013), em que retomou o universo de “Beto Rockfeller”, antes de se despedir dos fãs com “Sai de Baixo – O Filme”, em 2019. Ele era casado com Cris Botelho e tinha dois filhos: Luis Gustavo, de seu relacionamento com Heloísa Vidal, e Jéssica, fruto do casamento com a atriz Desireé Vignolli. E também tinha um bom relacionamento com os dois sobrinhos, os atores Tato Gabus Mendes e Cássio Gabus Mendes. Foi Cássio quem deu a notícia da morte de Tatá, apelido que acompanhou Luis Gustavo por toda a vida. “Obrigado por tudo, meu amado tio”, ele escreveu nas redes sociais, precipitando diversas homenagens de vários atores famosos.
Tiago Leifert anuncia saída da rede Globo
O apresentador Tiago Leifert anunciou que está deixando a Globo. A decisão foi comunicada após ele servir de tapa-buraco à frente do antigo “Domingão do Faustão”, entre a saída de Fausto Silva e a chegada de Luciano Huck no último domingo (13/9). Sua passagem foi extremamente bem-sucedida, mas não terá continuidade devido a outros planos da emissora. Um dos grandes responsáveis pelo sucesso das últimas edições do “Big Brother Brasil”, Leifert começou na rede em 2004 como apresentador e editor na TV Vanguarda, afiliada da Globo no interior de São Paulo. Depois, chegou ao SportTV como repórter em 2006, mas logo virou editor-chefe do “Globo Esporte”, assumiu como apresentador e foi responsável pela mudança no formato do telejornal esportivo. Seu estilo descontraído chamou atenção e o levou ao núcleo de entretenimento em 2012, como apresentador da versão brasileira do programa “The Voice”. Em 2015, assumiu o matinal “É de Casa”, além de ter comandado o “Central da Copa” em três Copas do Mundo de Futebol e o primeiro “The Voice: Kids”. Mas foi a partir de 2017, quando chegou no “Big Brother Brasil”, que ele realmente se consagrou, incorporando a alma do programa sem deixar a menor saudade do antigo apresentador. À frente das últimas cinco edições do “BBB”, Leifer ajudou a produção a atingir suas maiores audiências. Além de ter popularizado bordões como “fogo no parquinho” e “textão não decide paredão”, contornou situações polêmicas, deu show de sensibilidade e consciência e entrou para o livro dos recordes mundiais, ao liderar a maior votação popular já registrada em um reality show do planeta. Para completar sua trajetória, ele vai se despedir naquele que foi seu primeiro projeto no entretenimento na emissora, o programa “The Voice Brasil”. “A ideia de parar surgiu no meio do ano passado e venho conversando com calma com a Globo desde então, esperando o momento ideal. E é agora!”, disse o apresentador em comunicado. “A sensação é a de sair da casa dos pais para encarar o mundo”, continuou. “Eu cresci aqui, como pessoa e como profissional. Aliás, faz 20 anos que saí de casa para estudar nos EUA com a missão de um dia trabalhar na Globo. Eu consegui muito mais do que imaginava, e estou no momento perfeito, pessoal e profissionalmente, para encerrar esse capítulo que durou duas décadas. Tudo deu certo, foi lindo demais. Saio maduro, sem pressa, feliz e pronto para o mundo que está à minha frente. Aqui dentro construí uma história linda no esporte, onde pude criar novos estilos e narrativas, fazer parte de três Copas do Mundo e uma Olimpíada. No entretenimento, pude estar presente na implementação de quatro formatos e estar à frente de 16 temporadas de realities, uma paixão do Brasil e também minha. Mais lindo ainda foi comandar o ‘Big Brother Brasil’, um fenômeno apaixonante, do qual sempre fui fã, e que teve edições recentes consideradas históricas. Eu tenho um caso de amor com a Globo. E por isso saio com a absoluta certeza de que posso me dar esse tempo e de que vou continuar sendo bem-vindo aqui a qualquer momento. Meu muito obrigado a todos que estiveram comigo. E em especial ao público, que sempre me acolheu”. Tiago Leifert apresentará a 12ª do “The Voice Brasil” na TV Globo até o dia 23 de dezembro e não revelou quais são seus planos para 2022. Os novos apresentadores do “Big Brother Brasil” e do “The Voice Brasil” ainda serão definidos. Com sua saída, completa-se a maior mudança já enfrentada na programação da Globo desde as saídas de Chacrinha e Sílvio Santos na década 1970. Mas enquanto os apresentadores históricos deixaram a emissora num intervalo de quatro anos, Tiago Leifert vai sair poucos meses depois de Fausto Silva, e em meio a uma mexida de grade que levou Luciano Huck a trocar de programa. Apesar disso, não será surpresa nenhuma se a Globo anunciar que o substituto de Tiago Leifert será o recém-contratado Marcos Mion. Com experiência em reality shows, o antigo apresentador de “A Fazenda”, da Record, tem contrato apenas até dezembro para comandar o “Caldeirão”, antigo programa de Huck. Já o “BBB 22” vai começar em janeiro.
Rafael Portugal vai estrelar série no Multishow
O humorista Rafael Portugal, que fez bastante sucesso à frente do “CAT BBB”, quadro do “Big Brother Brasil” lançado em 2020, vai ganhar uma série no Multishow no ano que vem. De acordo com informações adiantadas pela colunista Patricia Kogut, do jornal O Globo, será uma mistura de reality com ficção. Na atração, ele ficará desesperado depois de perder o emprego no “BBB” e tentará outra vaga na Globo. O projeto está sendo desenvolvido junto à equipe de Boninho, o produtor do “Big Brother Brasil”. A ideia é exibir logo após a próxima edição do reality show, no começo de 2022. Antes do quadro no “BBB”, Rafael Portugal já tinha uma carreira consolidada no teatro e chamava a atenção em vídeos do Porta dos Fundos.











