Claudia Jimenez, da “Escolinha do Professor Raimundo” e “Sai de Baixo”, morre aos 63 anos
A atriz e humorista Claudia Jimenez morreu no início da manhã deste sábado (20/8), aos 63 anos. A causa da morte não foi informada pela família, mas a artista estava internada no Hospital Samaritano, no Rio. Nos últimos anos, ela passou por uma série de cirurgias cardíacas. Foram cinco pontes de safena no coração em 1999, a substituição de uma válvula aórtica em 2012 e um marca-passo em 2014. Tudo isso depois de ser diagnosticada com um câncer no tórax e fazer radioterapia em 1986. A carioca Cláudia Maria Patitucci Jimenez fez sua estreia como profissional do teatro aos 20 anos, na peça “Ópera do Malandro”, de Chico Buarque. Na produção de 1978, ela viveu a prostituta Mimi Bibêlo. As primeiras aparições na televisão foram nos anos 1980, quando chegou a Globo para participar do programa “Viva o Gordo”, de Jô Soares, também recentemente falecido. No programa, ela viveu a personagem Pureza. Em 1982, passou a viver a Dona Cacilda no “Chico Anysio Show”, que depois migrou para o spin-off “Escolinha do Professor Raimundo”, de 1990. A personagem imortalizou o bordão “Beijinho, beijinho, pau, pau”, que ironizava a despedida de Xuxa Meneguel. “Foram seis anos de gargalhadas” – assim ela definiu sua participação no programa, numa entrevista de 2014 ao “Fantástico”. Outro personagem marcante foi a Edileuza, empregada doméstica da família do humorístico “Sai de Baixo”, contracenando com Miguel Falabella, Tom Cavalcante, Luís Gustavo, Aracy Balabanian e Marisa Orth. Mas ela ficou no programa apenas nas primeiras temporadas, entre 1996 e 1998, preferindo investir numa nova carreira como atriz de novela. Seu primeiro papel nos folhetins da Globo foi uma participação especial na primeira versão de “Ti-ti-ti”, de 1985. Mas a dedicação só se tornou total a partir da Bina em “Torre de Babel” (1998). Seguiram-se “As Filhas da Mãe” (2001), “Papo de Anjo” (2003), “América” (2005), “Sete Pecados” (2007), “Negócio da China” (2008), “Aquele Beijo” (2012) e, mais recentemente, “Haja Coração” (2016), que foi seu último trabalho nas telas. Ela deveria ter trabalhado também em “Deus Salve o Rei” (2018), mas optou por sair do elenco ao ter uma crise de hipertensão durante as gravações. Cláudia faria uma participação especial ao lado da personagem interpretada por Tatá Werneck. Enquanto trabalhava na Globo, fez ainda oito filmes, incluindo alguns clássicos do cinema brasileiro, como “Gabriela” (1983), de Bruno Barreto, e a versão cinematográfica da “Ópera do Malandro” (1985), de Ruy Guerra, além de “Urubus e Papagaios” (1985), de José Joffily, “A Dança dos Bonecos” (1987), de Helvecio Ratton, “Os Trapalhões no Auto da Compadecida” (1987), de Roberto Farias, “Romance da Empregada” (1988), novamente com Bruno Barreto, “O Corpo” (1991), de José Antonio Garcia, e “Como Ser Solteiro” (1998), de Rosane Svartman. A artista também estrelou séries, como a comédia “Sexo e as Negas” (2014), e foi dubladora, dando a voz para Ellie nos filmes da franquia “A Era do Gelo”. Miguel Falabella, autor da novela “Aquele Beijo”, criador de “Sexo e as Negas” e colega de elenco de “Sai de Baixo”, foi um dos primeiros a prestar homenagem à amiga. “Fui procurar uma foto para ilustrar essa postagem e me deparei com uma vida”, ele escreveu no Instagram, junto de uma foto em que aparece abraçado com a atriz. “Agora, estou deitado, passando um filme na minha cabeça, tentando me agarrar às tantas gargalhadas que demos, ao prazer de atuar juntos, ao seu único e irreproduzível tempo de comédia. Você estará para sempre usando aquele biquíni selvagem que nos ensolarou a existência, Claudinha. Hoje todas as homenagens são suas e os refletores de todos os teatros do Brasil reluzem para você. Obrigado por ter caminhado a meu lado nesta passagem. Betty Lago e Mercedinha certamente vão recebê-la em festa! A nós, resta a saudade e a responsabilidade de manter viva a memória do seu imenso talento! Te amo! Descanse em paz! Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por miguelfalabellareal (@miguelfalabellareal)
Diretora de “Pacto Brutal” fará série sobre Balão Mágico
A diretora Tatiana Issa, que codirigiu “Pacto Brutal – O Assassinato de Daniella Perez” com Guto Barra, vai comandar a série documental sobre a Turma do Balão Mágico. A produção foi revelada há um mês, quando Simony, Jairzinho, Mike e Tob postaram fotos de um reencontro no Instagram, adiantando que se tratava de uma produção para a plataforma Star+. Só agora o nome da diretora foi confirmado, assim como o título da série, que vai se chamar “A Superfantástica História do Balão” e contará a história de ascensão do grupo infantil, que fez sucesso nas décadas de 1980 e 1990. “O Balão foi um grupo que marcou o Brasil, mas a gente conta também a história de uma era”, disse a diretora em comunicado sobre a série. “É a história de uma década, de um momento do Brasil que a gente viveu, a nossa geração viveu, mas que permanece”, acrescentou. “Balão Mágico” foi um programa infantil de grande sucesso, exibido pela TV Globo entre 1983 a 1986, e destacava aventuras de um quarteto de crianças, que tinha recém-começado a gravar discos. Originalmente, o projeto surgiu como um grupo musical formado por um casal de crianças, Tob e Simony (que iniciou a carreira aos 3 anos, quando começou a cantar no programa de Raul Gil), mas logo recebeu reforço de dois filhos de celebridades: Jairzinho, filho do cantor Jair Rodriguez, e Mike, filho de Ronald Biggs, ladrão foragido do Reino Unido que gravou punk rock com os Sex Pistols no Rio de Janeiro. Além do sucesso televisivo – e até antes dele – , a Turma emplacou hits como “Superfantástico” e “Amigos do Peito”, lembrados até hoje.
Jô Soares morre em São Paulo aos 84 anos
O ator, humorista, escritor e diretor Jô Soares morreu na madrugada desta sexta-feira (5/8), aos 84 anos. A notícia foi dada por sua ex-esposa, Flavia Pedras, no Instagram. “Aqueles que através dos seus mais de 60 anos de carreira tenham se divertido com seus personagens, repetido seus bordões, sorrido com a inteligência afiada desse vocacionado comediante, celebrem, façam um brinde à sua vida. A vida de um cara apaixonado pelo país aonde nasceu e escolheu viver, para tentar transformar, através do riso, num lugar melhor”, ela escreveu, ao comunicar o falecimento. A causa da morte não foi divulgada, mas Jô estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, desde o fim do mês passado, revelou sua assessoria. José Eugênio Soares nasceu em 1 de janeiro de 1938 no Rio de Janeiro. Queria ser diplomata, mas o senso de humor e a criatividade o levaram para outra direção. Em 1954, iniciou sua carreira nas telas com a chanchada “Rei do Movimento”, primeiro de quatro filmes estrelados por Ankito de que participou. Também trabalhou com Oscarito na famosa comédia “O Homem do Sputnik” (1959), de Carlos Manga, além de Ronald Golias em “Tudo Legal” (1960), de Victor Lima. Paralelamente, Jô começou a aparecer numa esquete semanal do humorístico “A Praça É Nossa”. E depois de dez anos sentando ao lado de Manuel de Nóbrega, voltou a contracenar com Golias na revolucionária sitcom “Família Trapo”, que em 1967 já fazia o que “Sai de Baixo” repetiria décadas mais tarde. O sucesso do programa da Record e sua transformação em protagonista, no clássico do cinema marginal “A Mulher de Todos” (1969), de Rogério Sganzerla, chamou a atenção da Globo. E em 1970, a emissora fisgou Jô para o lançamento de “Faça Humor, Não Faça a Guerra”, a primeira produção moderna de humor do canal carioca – na verdade, bastante avançada para a época – , que ainda contava com o talento de Renato Côrte Real. Jô voltou a dividir a tela com outros humoristas famosos em “Satiricom” (lançado em 1973) e no popular “Planeta dos Homens” (de 1976), onde escreveu roteiros e apresentou personagens que marcaram época. No mesmo ano, assinou seu único filme como diretor, “O Pai do Povo” (1976), que também escreveu e estrelou como o último homem fértil da Terra, convocado a dar continuidade à espécie humana. A versatilidade o levou a conquistar seu primeiro programa “solo”: “Viva o Gordo”, em 1981. Mas com a audiência nas alturas, decidiu trocar a Globo pelo SBT, onde lançou uma versão extremamente parecida, chamada “Veja o Gordo”, em 1988. Essa encarnação não teve vida longa, mas o interesse de Jô ao fazer a mudança de canal era outro. Ele conseguiu de Sílvio Santos a promessa de comandar um programa noturno de entrevistas, que estreou no mesmo ano do humorístico. “Jô Soares Onze e Meia” acabou virando o primeiro talk show da TV brasileira, abrindo caminho para outros humoristas seguirem sua deixa. Realizado como entrevistador, Jô nunca mais quis encabeçar programas de humor. Mas não largou completamente a atuação, fazendo pequenas e pontuais participações em filmes como “Cidade Oculta” (1986), de Chico Botelho, “Sábado” (1995), de Ugo Giorgetti, “O Xangô de Baker Street” (2001), de Miguel Faria Jr., e “Giovanni Improtta” (2013), de José Wilker. “O Xangô de Baker Street”, por sinal, foi uma adaptação de um best-seller escrito pelo próprio Jô, que imaginava a vinda de Sherlock Holmes ao Brasil colonial para investigar um caso na corte de D. Pedro II. Virou um enorme sucesso de bilheteria. Ele acabou voltando para a Globo no ano 2000, 12 anos depois de largar “Viva o Gordo”, para continuar a fazer entrevistas e alegrar as noites da TV brasileira com “O Programa do Jô”, que conduziu até se aposentar das telas em 2016.
Justiça permite a Marcius Melhem divulgar mensagens de Dani Calabresa
A Justiça de São Paulo arquivou na quarta-feira (3/8) a queixa-crime movida pela comediante Dani Calabresa contra Marcius Melhem, ex-diretor de Humor da Globo. A ação visava proibir Melhem de mostrar mensagens de WhatsApp trocadas entre ambos, em decorrência da denúncia de assédio moral e sexual que ela e outras sete mulheres fazem contra ele desde 2020. O Tribunal de Justiça de São Paulo entendeu que ela não pode impedi-lo de divulgar algo para defender a si mesmo, enquanto a advogada da acusação leva o caso à imprensa e publicações, como a revista Piauí, fazem reportagens com denúncias contra ele. Em comunicado, a defesa da atriz lamentou a permissão para divulgação das mensagens, comparando-as a “vazamentos” que teriam o “o objetivo de atingir a reputação das denunciantes”. “A defesa de Dani Calabresa lamenta a decisão, mas a respeita, como tem feito ao longo de todo o processo. Ressaltamos que a investigação criminal das denúncias apresentadas por 12 mulheres contra Marcius Melhem por assédio sexual continua sob sigilo de justiça, assim como o processo movido pelo Ministério Público do Trabalho. Infelizmente, temos assistido a uma série de vazamentos, sempre com o objetivo de atingir a reputação das denunciantes. Confiamos que a justiça comprovará todas as denúncias, apoiadas em provas e testemunhos”, diz a nota. O comunicado chama atenção por citar denúncias de 12 mulheres, número que nunca tinha sido apresentado até então. A defesa de Marcos Melhem também comentou a liberação das mensagens de seu celular. “A decisão da Justiça demonstra a lisura da conduta de Marcius Melhem ao se defender de acusações feitas pela advogada do grupo de oito denunciantes na imprensa, sem nenhuma investigação. Não foi Marcius Melhem quem procurou primeiro a imprensa. A divulgação de mensagens, como bem entendeu a Justiça, apenas ocorreu após o amplo ataque que ele sofreu publicamente. Marcius respeita a Justiça e o sigilo das investigações e irá sempre se defender de todas as formas legais para demonstrar a sua inocência diante das mentiras contadas. E sempre irá esclarecer a opinião pública quando alguma inverdade for dita a seu respeito”, disseram os advogados do humorista. O caso Melhem veio a à tona em dezembro de 2019, numa nota do colunista Leo Dias. Em março de 2020, o comitê de compliance do Grupo Globo absolveu o comediante das denúncias. Mesmo assim, a empresa encerrou o contrato com o então chefe de departamento da emissora, divulgando um texto elogioso sobre o profissional em agosto. Em outubro de 2020, as acusações contra Melhem deixaram de ser boatos e assumiram o peso de denúncia de uma advogada, Mayra Cotta, que se apresentou como representante das mulheres supostamente assediadas nas páginas do jornal Folha de S. Paulo. Em dezembro, a revista Piauí publicou a primeira reportagem sobre o caso, repleta de informações detalhadas – algumas já desmontadas – sobre os casos de assédio de Melhem contra ex-funcionárias, especialmente Dani Calabresa. A publicação gerou ira nas redes sociais contra Melhem, que entrou na justiça contra a revista, a advogada, Calabresa e vários colegas comediantes que o chamaram de assediador. Foi só então que Melhem passou a dar entrevistas e apresentar as mensagens trocadas com Calabresa como prova de sua versão dos fatos. As mensagens apresentadas à Folha e à rede Record demonstravam que os dois mantinham uma relação íntima e amigável entre os anos de 2017 e 2019, época em que, segundo a revista Piauí, ele teria assediado a atriz moral e sexualmente. Dois dias depois, a defesa de Calabresa entrou na Justiça para impedir a divulgação dos textos e áudios, e com um pedido de indenização por danos morais por Melhem ter revelado conversas privadas. A alegação é que a atriz estava tendo sua “vida íntima devassada”. Nesta quarta (3/8), o juiz Fabricio Reali Iza, da Vara do Juizado Especial Criminal da Barra Funda, em São Paulo, negou o pedido de Calabresa. Ele acolheu e concordou com o pedido da Procuradoria-Geral do Estado pelo arquivamento da queixa-crime. O arquivamento também já havia sido recomendado ao juiz anteriormente, pelo Ministério Público. “Ele somente o fez (a divulgação de mensagens) após ser acusado publicamente pela ofendida e por sua advogada (Mayra Cotta) da prática de crimes graves de assédio moral e sexual, visando defender-se das referidas”, diz o relatório do Ministério Público do Estado encaminhado ao juiz, que o acolheu. A decisão é definitiva e não cabe recurso.
Mônica Martelli e Marcelo Adnet vão apresentar programa na GNT
O canal pago GNT anunciou que os atores Mônica Martelli e Marcelo Adnet vão apresentar um novo programa, com o tema de relacionamentos. A novidade foi divulgada no Instagram oficial do canal, sem revelar o título ou a previsão de estreia da atração. “Mônica Martelli e Marcelo Adnet estão chegando com uma novidade incrível: um programa sobre relacionamentos. Com essa dupla maravilhosa e ao lado de convidados especiais, vamos falar sobre as dores e as delícias da vida amorosa das pessoas e desvendar como o amor se desenrola nas relações! Não tem como ser melhor, né?”, diz o texto do perfil do canal. Mônica Martelli, que apresentou o “Saia Justa” por nove anos, comemorou o projeto. Em comunicado à imprensa, ela se declarou feliz em retornar ao canal. “Estou muito feliz em retornar ao GNT discutindo e aprendendo sobre relacionamentos. Todos sabem que é o assunto que mais gosto de falar sobre. Não tenho dúvidas que na vida a gente se conhece melhor e evolui se relacionando”, relatou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por GNT (@gnt)
Maria Fernanda: Estrela dos palcos e novelas clássicas morre aos 96 anos
A atriz Maria Fernanda morreu no sábado (30/7) em virtude de complicações respiratórias, aos 96 anos de idade. Ela estava internada na Casa de Saúde São José, no Rio, desde o dia 26. Maria Fernanda Meireles Correia Dias era única filha ainda viva da poeta Cecília Meireles (1901-1964) e do ilustrador português Correia Dias (1892-1935). Ela iniciou sua carreira em 1948, interpretando a personagem Ofélia, na primeira montagem de “Hamlet” feita no país, ao lado de atores como Sergio Cardoso e Sergio Britto. A atriz teve uma carreira longa no teatro, onde atuou por sete décadas, após estudar artes cênicas na Europa. Sua consagração veio no começo dos anos 1960 no papel de Blanche DuBois, em quatro montagens diferentes da peça “Um Bonde Chamado Desejo”, do americano Tennessee Williams. A montagem paulista teve direção de Augusto Boal, em 1962, enquanto a carioca foi comandada por Flávio Rangel em 1963 e rendeu à Maria Fernanda os prêmios Molière, Saci e Governador do Estado de melhor atriz. Mas depois da ditadura, a atriz chegou a ser detida durante uma apresentação da mesma peça em Brasília. O episódio deu início a uma reação da classe artística, que desaguou em uma passeata contra a censura em frente ao Theatro Municipal do Rio. Compareceram artistas como Paulo Autran, Marieta Severo e Odete Lara. Ao longo de seus 70 anos de palco, ela fez vários outros papéis marcantes, trabalhando com textos clássicos de Shakespeare, Eurípedes, Oscar Wilde, Anton Tchekhov, August Strindberg, Jean-Paul Sartre, Jean Genet, Arthur Miller, Bertold Brecht, García Lorca e o brasileiro Nelson Rodrigues. No cinema, Maria Fernanda estrelou produções da Atlântida e da Vera Cruz nos anos 1940 e 1950. Destacou-se ainda em “Fim de Festa” (1978), de Paulo Porto, “Chico Rei” (1985), de Walter Lima Jr., e “Carlota Joaquina, Princesa do Brazil” (1995), de Carla Camurati, marco da retomada do cinema brasileiro, no qual interpretou o papel de D. Maria I, a louca. Também participou de vários trabalhos televisivos, desde o “Grande Teatro Tupi”, teleteatro ao vivo do começo da TV brasileira, até novelas que marcaram época na Globo como “Gabriela” (1975), “Nina” (1977) e “Pai Herói” (1979), além de “Dona Beja” (1986) na rede Manchete. Ela deixa o filho Luiz Fernando, fruto de seu relacionamento com o diretor de TV Luiz Gallon, com quem foi casada entre 1956 e 1963.
SBT negocia versão brasileira do reality “Hotel de los Famosos”
O SBT negocia a produção da versão brasileira do reality show “Hotel de los Famosos”, um grande sucesso da TV argentina lançado em março passado, que mistura elementos do “BBB” e “A Fazenda”. Reality de confinamento com jogos e funções rotativas, o programa original acompanhou 16 famosos trancados num hotel de luxo sem serviços, que a cada semana disputam provas para definir quem assume os papéis de hóspedes e quem serão os funcionários, com uma eliminação por semana. Os hóspedes ficam em quartos espaçosos e têm direito à piscina, spa e bar, além de buffet de café da manhã e outras refeições. Já os funcionários precisam ficar numa área de serviço com pouco conforto e realizar várias tarefas de manutenção e serviço ao hóspede, como lavar roupa, preparar o café e outras refeições, cuidar dos espaços verdes e da piscina, reparação e manutenção geral das instalações, sob ordens de gerentes da produção. Os direitos são de Diego Guebel, conhecido no Brasil como criador do “CQC” (2008-2015) e por ter sido diretor da Band na década passada. Caso o contrato seja fechado, a versão brasileira já vai estrear em 2023. A informação foi publicada inicialmente pelo colunista Flávio Ricco e confirmada por várias fontes. Silvio Santos já deu a aprovação. Na Argentina, o reality elevou a audiência do canal El Trece, que chegou a atingir 15 pontos, um número bastante elevado para os padrões locais. Veja abaixo o trailer da atração original.
Globo não renova contrato com Dani Calabresa
A comediante Dani Calabresa não faz mais parte do elenco fixo da TV Globo. Ele não teve o contrato renovado e, após sete anos de parceria, passará a trabalhar por obra, num modelo implantado recentemente pela empresa. A notícia vem à tona poucas semanas após o GNT, do grupo Globo, anunciar o cancelamento do programa de Calabresa no canal, o “Dani-se”. A confirmação do fim do contrato foi feita pela própria atriz durante pré-estreia de seu novo filme, “O Palestrante”, em um cinema da Zona Sul do Rio na terça-feira (26/7). “Agora trabalho com contrato por obra. É legal, porque adoro trabalhar na Globo, mas a gente tem tantas outras oportunidades”, comentou ela ao colunista Lucas Pasin. “Este modelo de contrato [por obra] possibilita parcerias diferentes, permite que o artista varie. Eu acho moderno. Pode ser que daqui a um ano eu esteja chorando debaixo da ponte”, completou a atriz e apresentadora. O primeiro projeto que irá ao ar após o fim do contrato é um combo de publicidade e talk show, patrocinado pela Perdigão e desenvolvida pela agência Ampfy: “Receitas com Calabresa”, que estreia na sexta (29/7) na plataforma Globoplay. Além disso, ela lançou campanha para voltar ao CAT no “BBB”. “Amei fazer. Amo o programa. Meu currículo está aí, né?”, comentou.
Turma do Balão Mágico se reencontra para especial da Star+
Sucesso nos anos 1980, a Turma do Balão Mágico voltou a se juntar para um especial de streaming. Simony, Jairzinho, Mike e Tob postaram fotos do reencontro no Instagram, e Simony ainda registrou um vídeo dos bastidores da produção. A reunião aconteceu em São Paulo na última segunda-feira e renderá um programa para a plataforma Star+. “Eu fui autorizada a contar pra vocês que ano que vem nos vamos ter uma série contando toda a história do Balão Mágico. Aquela foto foi o nosso encontro. Vai ser uma série linda vocês vão super se emocionar”, disse Simony nos Stories. Balão Mágico foi um programa infantil de grande sucesso, exibido pela TV Globo entre 1983 a 1986, e destacava aventuras do quarteto quando eles ainda eram crianças. Dois eram filhos de celebridades: Jairzinho, filho do cantor Jair Rodriguez, e Mike, filho de Ronald Biggs, ladrão foragido do Reino Unido que gravou punk rock com os Sex Pistols no Rio de Janeiro. Uma praticamente nasceu estrela: Simony iniciou a carreira aos 3 anos, quando começou a cantar no programa de Raul Gil. E Tob foi cofundador do Balão quando o projeto surgiu com Simony e foi lançado como um casal de crianças. Além do sucesso televisivo – e até antes dele – , a Turma lançou discos e emplacou hits, como “Superfantástico” e “Amigos do Peito”, lembrados até hoje. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Simony (@simonycantora) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Simony (@simonycantora) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jair Oliveira 🅾️➕ (@jairoliveira) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por TobArts ( TOB ) (@vicavanilas) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mike Biggs (@mike_biggs_art)
Marcius Melhem é proibido de vazar conversas privadas de Dani Calabresa
O ex-diretor da Globo Marcius Melhem foi proibido pela Justiça de vazar para repórteres ou em suas redes sociais conversas privadas que teve com a humorista Dani Calabresa, que o acusa de assédio moral e sexual no período em que foi chefe do Departamento de Humor da Globo. A decisão foi do Foro Regional da Lapa, do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), que julga uma das ações da batalha judicial travada entre os artistas. A medida cautelar foi dada inicialmente em novembro de 2021, atendendo a um pedido da defesa de Dani Calabresa. O argumento era que o vazamento de mensagens era seletivo e feria a privacidade da humorista na ocasião. A Justiça concordou naquele momento que era uma violação e não acrescentava em nada ao caso. No último dia 4, a Justiça negou um pedido de Melhem para levantar a proibição. Apesar disso, as mensagens vazaram para um colunista que cobre televisão, rendendo vários artigos na imprensa. Se ficar provado que o humorista ou sua defesa repassaram as conversas para terceiros, Melhem poderá ser punido, juntamente com quem fez esse vazamento indevido, já que a decisão colocou as mensagens em segredo de Justiça. Sempre foi desejo de Marcius Melhem que estas mensagens viessem à público, principalmente durante o período entre 2017 e 2018, em que ele alega ter tido um caso consensual com Dani Calabresa. A artista o acusa de boicotá-la na Globo a partir de 2019 e de agarrá-la sem seu consentimento em uma festa do antigo Zorra (2015-2020), em 2017. Segundo a acusação, Melhem teria tentado obrigar a comediante a praticar sexo oral com ele no corredor de um bar. Melhem diz lamentar a decisão desfavorável e que, curiosamente, ela tenha vazado. Para ele, o esforço de Dani Calabresa e de seus advogados para manter em sigilo as mensagens trocadas entre os dois no WhatsApp prova que sua tese sobre o caso é a verdadeira. “Marcius Melhem reafirma sua posição de que gostaria que tudo fosse exposto de forma transparente. A luta por manter as mensagens em segredo já mostra de que lado está a verdade”, diz um comunicado enviado por ele. A defesa de Dani Calabresa também se manifestou em texto enviado à imprensa: “As 12 mulheres que denunciaram Marcius Melhem por assédio moral e sexual têm mantido absoluto respeito ao sigilo dos processos, até mesmo para proteger os nomes de terceiros envolvidos. Lamentamos os constantes vazamentos que têm acontecido, sempre com versões que atacam as vítimas, defendem os pontos de vista do acusado e em momentos que a ele interessam. Acreditamos na Justiça e temos certeza de que a verdade vai prevalecer”. Os dois comediantes vêm travando diversas batalhas judiciais desde que a advogada Mayra Cotta, que representa as atrizes da Globo, denunciou Melhem por assédio moral e sexual numa entrevista ao jornal Folha de S. Paulo em outubro de 2020. Dois meses depois, a revista Piauí publicou uma reportagem que descreveu fatos graves cometidos por Melhem, apresentando Calebresa como vítima de forte assédio. Após a publicação, a defesa de Melhem enviou uma notificação extrajudicial para Calabresa, assinada pelos advogados José Luis Oliveira Lima e Ana Carolina Pivoesana, como medida preparatória para fundamentar um futuro processo. O documento legal reproduziu mensagens de voz enviadas pela atriz, que, segundo Melhem, comprovariam a intimidade que ele tinha com a atriz. A Folha de S. Paulo publicou o conteúdo do documento, acompanhado por uma entrevista com Melhem. Só então foi dada entrada no Ministério Público Federal (MPF) de um pedido de investigação contra o ex-diretor da Globo, e foi tomada a decisão de deflagrar um processo criminal pelo fato dele ter divulgado áudios de Calabresa, com um pedido de indenização por danos morais à atriz. Melhem também entrou com uma ação de indenização por danos morais e materiais contra Calabresa por sugerir que ele a tinha assediado. Em fevereiro, a revista Piauí trouxe novas denúncias, alimentadas por informações das acusadoras, e no mês passado começaram a vazar novamente as conversas por What’s App, em tom bastante íntimo, que contrastam com o teor das acusações feitas contra o ex-diretor do departamento de humor da Globo. Essas mensagens e gravações de voz foram aceitas e fazem parte do processo em que Melhem tenta provar sua inocência.
Nádia Carvalho: Atriz da “Escolinha do Professor Raimundo” morre aos 67 anos
A comediante e dubladora Nádia Carvalho morreu na segunda-feira (11/7), aos 67 anos, dias depois de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Ela interpretava a personagem Santinha Pureza na versão clássica do humorístico “Escolinha do Professor Raimundo”, na Globo, além de ter dublado várias animações famosas. Filha do ator Rafael de Carvalho, ela veio do teatro de revista, tendo integrado vários espetáculos nos anos 1970, e começou a se destacar na TV na década seguinte, em participações no “Chico Anysio Show”. Nádia acabou acompanhando Chico Anysio na transformação do quadro “Escolinha do Professor Raimundo” em programa nos anos 1990. Sua personagem, Santinha Pureza, era abusada pelo marido, mas respondia a todos os questionamentos com o bordão “Mas eu gostcho!”. Na vida real, ela teve um relacionamento de seis anos com Nizo Neto, filho de Chico Anysio, que também trabalhou na “Escolinha” no papel de Ptolomeu. A artista fez participações em vários outros programas da Globo, incluindo duas versões do infantil “Sítio do Picapau Amarelo”, episódios do “Caso Verdade” e o humorístico “Zorra Total”. Além dos trabalhos como atriz, Nádia teve uma carreira bem-sucedida como dubladora. Entre suas dublagens mais marcantes, estão a Edna Moda de “Os Incríveis”, a avó do Sid de “A Era do Gelo” e a mãe do Dexter da série “O Laboratório de Dexter”. Além disso, deu voz à avó bruxa da série animada brasileira “Historietas Assombradas”, que virou filme em 2017.
Marilu Bueno (1940-2022)
A atriz Marilu Bueno, conhecida por diversas novelas da Globo, morreu nesta quarta-feira (22) no Rio de Janeiro, aos 82 anos. Ela estava internada no Hospital Municipal Miguel Couto, na Zona Sul carioca, desde o início de junho. Na semana passada, a atriz passou por uma cirurgia no abdômen e estava em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do local. A causa da morte não foi divulgada pela família. Com vários papéis no teatro, ao longo de mais de 60 anos de carreira, ela apareceu nas telas pela primeira vez em 1960, no longa-metragem “O Cupim”, dirigido por Carlos Manga. A estreia em novelas foi em 1972, com “O Bofe”, e desde então foi presença constante na Globo. Em “Guerra dos Sexos”, de 1983, teve papel tão marcante como a divertida empregada Olívia que acabou escalada também para o remake exibido em 2012, revivendo a mesma personagem. Suas participações geralmente representavam o destaque de humor das tramas. Foi assim com a Mariinha de “Estúpido Cupido” (1976), a Tetê de “A Gata Comeu” (1986) e principalmente com a fada Margarida, da novelinha matinal “Caça Talentos”, estrelada por Angélica em 1996. Mas nem sempre seus trabalhos foram marcados por alegria. Em “De Corpo e Alma”, de 1992, interpretou a mãe da jovem Yasmin, papel de Daniela Perez, que foi assassinada em meio à produção. Entre seus papéis mais recentes estão os de Narcisa em “Êta Mundo Bom!” (2016), de Walcyr Carrasco, e Dulce Sampaio em “Salve-se quem Puder” (2020), de Daniel Ortiz. Ela também participou de séries como “Escolinha do Professor Raimundo”, “Sítio do Picapau Amarelo” e “A Grande Família”. E filmou os clássicos “Dias Melhores Virão” (1989), de Cacá Diegues, “Lua de Cristal” (1990), de Tizuka Yamasaki, e “O Homem do Ano” (2003), de José Henrique Fonseca. Por atuar ao lado de Xuxa (“Lua de Cristal”) e Angélica (“Caça Talentos”) no auge do sucesso das duas apresentadoras, e ainda ter encarnado a Dona Carochinha do “Sítio do Picapau Amarelo”, Marilu Bueno é especialmente lembrada pelo sorriso largo que marcou a infância de milhões de brasileiros.
Jade Picon comemora papel em primeira novela
A influencer e ex-BBB Jade Picon confirmou para os fãs sua presença no elenco da nova novela da Globo, “Travessia”. Num post nas redes sociais, a artista compartilhou um registro da placa com o nome de sua personagem na trama, Chiara. “Não via a hora de contar para vocês!!!!”, escreveu ao lado. Em seguida, ela publicou um vídeo do momento em que recebeu a notícia de que havia passado no teste para integrar o elenco da atração de Gloria Perez, que vai estrear após “Pantanal”. No vídeo, a ex-BBB berrou e foi às lágrimas: “A ficha ainda está caindo”. “Vocês têm noção? Um dos meus maiores sonhos sendo realizado da melhor maneira possível. O tanto que eu aguardei ansiosa por essa resposta e está aí a minha reação. Vem ‘Travessia’, vem Chiara. Não poderia deixar de agradecer a Globo e a todos os envolvidos por essa oportunidade maravilhosa. Um desafio que vou enfrentar com muita dedicação. Não poderia estar mais feliz”, comemorou em seu perfil no Instagram. A Globo tinha anunciado Jade junto do elenco, no começo da tarde de segunda (20/6). Ela vai atuar com artistas bem conhecidos do público, como Alexandre Nero, Chay Suede, Rômulo Estrela, Lucy Alves, Giovanna Antonelli, Alessandra Negrini, Vanessa Giácomo, Rodrigo Lombardi, Drica Moraes, Humberto Martins, Ailton Graça, Dandara Mariana e Bel Kutner. A estreia de Jade Picon como atriz chegou a gerar polêmica, com vários protestos de atores e manifestações do Sated-RJ (Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro). O presidente da organização, Hugo Gross, chegou a lamentar a escolha da Globo, dizendo não achar justo “ela tomar um espaço” de atores. Apesar disso, ela recebeu uma autorização especial do Sated-RJ para atuar na novela, como uma “cota” de não atores profissionais que todo a empresa tem direito de incluir em suas produções – três no máximo. Na trama, a ex-BBB viverá uma personagem com perfil parecido com ela mesma: uma influencer bastante conectada nas redes sociais, que precisará lidar com maldades da internet, incluindo as famosas fake news. E, aparentemente, estará do lado dos vilões, formando par romântico com Chay Suede. Escrita por Gloria Perez e com direção artística de Mauro Mendonça Filho, “Travessia” tem estreia prevista para outubro. NÃO VIA A HORA DE CONTAR PRA VOCÊS!!!! já estou novamente no rio para continuar a preparação. obrigada pelo apoio de sempre, eu amo VOCÊS 🤍 pic.twitter.com/8ue4Pt7sjx — Jade Picon🌪 (@jadepicon) June 20, 2022 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por JADE 🌪 (@jadepicon)











