Jade Picon não passa em exame de carteira de motorista, necessária para novela
A influenciadora e futura atriz Jade Picon não passou na prova teórica da autoescola, necessário para tirar sua carteira de motorista, e vai ter que repetir o teste. O CNH é exigência da Globo, já que a personagem de Jade na novela “Travessia”, Chiara, sabe dirigir. Depois da reprovação, Jade foi aos Stories, do Instagram, compartilhar seu “vexame”. “Esse boa tarde vai só pra quem acabou de ser reprovada na prova teórica da autoescola. É um desastre, é uma vergonha, é um vexame, eu não nasci pra dirigir. Eu tô ferrada. Nas práticas, então… Essa carteira não vem”, disse aos risos. Na sequência, contou que, se tivesse acertado mais três questões, teria sido aprovada no exame. “Confesso que eu estou um pouco orgulhosa, pensei que fosse ser um desastre”, brincou. Jade ainda explicou que a carteira de motorista é para trabalhar em sua primeira novela. “Estou tirando a carta para a Chiarinha dirigir na novela. Para quem não sabe, essa carta é para a Chira, ela que dirige. Mas a Jade… é uma tristeza, gente”, lamentou. “Mas vai dar certo! Chiara vai estar bem linda dirigindo, vocês vão ver!”, concluiu. Este não é o primeiro problema burocrático que Jade enfrenta para participar de “Travessia”. Seu anúncio no elenco chegou a gerar polêmica, com vários protestos de atores e manifestações do Sated-RJ (Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro). O presidente da organização, Hugo Gross, chegou a lamentar a escolha da Globo, dizendo não achar justo “ela tomar um espaço” de atores. Apesar disso, ela recebeu uma autorização especial do Sated-RJ para atuar na novela, como uma “cota” de não atores profissionais que todo a empresa tem direito de incluir em suas produções – três no máximo. Na trama, a ex-BBB viverá uma personagem com perfil parecido com ela mesma: uma influencer bastante conectada nas redes sociais, que precisará lidar com maldades da internet, incluindo as famosas fake news. E, aparentemente, estará do lado dos vilões, formando par romântico com Chay Suede. Escrita por Gloria Perez e com direção artística de Mauro Mendonça Filho, “Travessia” tem estreia prevista para outubro, após o final de “Pantanal”.
“iCarly” é novo “Chaves” do SBT
O SBT tem outro fenômeno para festejar após a proibição internacional da exibição de “Chaves”. As reprises da série teen “iCarly” viraram seu novo “Chaves”, rendendo mais audiência que muitos programas nacionais do canal de Sílvio Santos. A exibição no sábado passado (9/9) rendeu 4 pontos na Grande São Paulo, enquanto o “Programa Raul Gil” registrou 3,2 pontos e o “Bake Off Brasil – Cereja do Bolo”, comandado por Dony De Nuccio, ficou com 3,4 pontos. Para azar da emissora, “iCarly” tem apenas 95 episódios, portanto não daria para exibir a série todos os dias como acontecia com “Chaves” – que tinha mais de 350 capítulos produzidos. Originalmente, “iCarly” foi um dos maiores sucessos da Nickelodeon, exibida de 2007 a 2012 no canal pago infantil, acompanhando uma estudante do ensino médio (Miranda Cosgrove) que apresenta um webcast ao lado de seus amigos. Por conta de seu tema, a atração se tornou conhecida por incorporar diversas referências da cultura pop. A série também ganhou um spin-off, “Sam & Cat”, que terminou após uma temporada vitaminada (de 35 episódios), supostamente por brigas de bastidores entre suas protagonistas Jennette McCurdy (a Sam de “iCarly”) e ninguém menos que Ariana Grande (a Cat de “Brilhante Victoria”). A produção voltou recentemente a ser produzida, com episódios inéditos na plataforma Paramount+. O revival se passa cerca de 10 anos após o final original de “iCarly” e mostra o que aconteceu com Carly e seus amigos, incluindo Spencer (Jerry Trainor) e Freddie (Nathan Kress), ao iniciarem a vida adulta. Já Sam (McCurdy) e Gibby (Noah Munck) ficaram de fora e suas ausências são supridas por novas personagens, vividas por Laci Mosley (de “Florida Girls”) e Jaidyn Triplett (“The Affair”). A primeira é colega de quarto e nova melhor amiga de Carly, enquanto a segunda interpreta a enteada sarcástica de Freddie. Esta nova versão se encontra renovada para sua 3ª temporada, que estreia em 2023 em streaming.
Globo planeja volta do “Linha Direta” na onda da temática “true crime”
Em meio à disparada de interesses por podcasts e documentários de true crime, a Globo decidiu resgatar seu principal programa policial, o “Linha Direta”, que teve episódios exibidos entre 1990 e 2007. Segundo a coluna de Patricia Kogut, no jornal O Globo, o projeto de resgate ainda está em fase inicial e sendo desenvolvido em sigilo pelo diretor Mariano Boni. O sucesso do podcast/série sobre o Caso Evandro, na Globoplay, teria alertado para o interesse do público nas notícias de crime real. E o fenômeno da audiência da série sobre o assassinato de Daniella Perez, na HBO Max, só confirmou a tendência. Além disso, um canal independente que reúne edições antigas do próprio “Linha Direta” virou um fenômeno no YouTube, com quase 200 mil inscritos e 3 milhões de visualizações em alguns episódios. Ainda não há detalhes sobre quem seria o novo apresentador, nem se a atração seguirá o mesmo formato dos últimos anos em que ficou no ar. A versão original do “Linha Direta” estreou em março de 1990 com casos de crimes em que os suspeitos estavam foragidos da Justiça. O programa exibia simulações feitas por atores e depoimentos de testemunhas. Essa primeira fase do Linha Direta ficou no ar até julho daquele ano, apresentada por Hélio Costa. Em 1999 o programa voltou, desta vez sob o comando de Marcelo Rezende (1951-2017), com base em noticiários recentes, mas também reconstituindo casos célebres, como o assassinato de Ângela Diniz. Domingos Meirelles assumiu o programa em 2002 e permaneceu até o fim da atração, em 2007. Ao longo de sua exibição, a produção jornalística contribuiu para a prisão de quase 400 foragidos. Em setembro de 2002, representantes do Centro Brasileiro de Defesa dos Direitos Humanos afirmaram que a atração era de utilidade pública. “Linha Direta” também teve edições especiais sobre casos com elementos sobrenaturais, como o do Edifício Joelma e o da Operação Prato.
Globo anuncia data de estreia e grandes mudanças no “BBB 23”
A rede Globo anunciou nesta sexta (2/9) a data de estreia e grandes mudanças para o “BBB 23”. Boninho, produtor do programa, já tinha brincado que o reality podia estrear antes do previsto. Ele publicou um vídeo no Instagram indicando que deve acontecer uma espécie de pré-BBB com envolvimento do público (veja abaixo). Mas a data do começo oficial vai continuar sendo em janeiro. A maior mudança, porém, é que os participantes concorrerão a prêmios em dinheiro durante as dinâmicas do programa. E não será pouca coisa. O anúncio indica que até eliminados poderão levar uma bolada maior que o campeão. O anúncio não dá detalhes, afirmando que trará maiores informações em breve, mas inclui dicas. Aparentemente, escapar do paredão vai render dinheiro. Voltar também. E os concorrentes poderão acompanhar a progressão de seus ganhos durante o programa. Vai virar “Round 6”? Vale lembrar que a produção já tinha comentado que aumentaria o valor da premiação, que está fixo há 12 anos em R$ 1,5 milhão para o campeão. O “BBB 23”, com apresentação de Tadeu Schmidt, produção de Mariana Mônaco, direção artística de Rodrigo Dourado e direção de gênero de Boninho, vai estrear no dia 16 de janeiro. Leia abaixo a nota oficial da emissora, que começa brincando com um conhecido meme. “É verdade esse bilhete. E quando falamos da 23ª edição do ‘Big Brother Brasil’, é um bilhete pra lá de premiado. O ano nem terminou, mas a viagem para o BBB já está começando. Os fãs do reality podem esquentar as turbinas porque as novidades estão por aí. Na nova temporada, os brothers e sisters – que serão novamente divididos entre Pipoca e Camarote – poderão ver o valor do prêmio final mudar ao longo da temporada, com possibilidade de garantir uma quantia maior para o grande vencedor. Então, mais do que nunca, escapar dos paredões e resistir mais tempo no game será fundamental. Com previsão de estreia no dia 16 de janeiro, o programa volta com tudo aquilo que os apaixonados pelo BBB curtem: prova do líder, do anjo, bate-volta, resistência e, é claro, as festas. Os detalhes da nova dinâmica da premiação e outras surpresas contamos depois. E, talvez, as novidades cheguem mais cedo do que se imagina…” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Boninho (@jbboninho)
Sérgio Mallandro filma comédia sobre sua vida
O humorista Sérgio Mallandro começou a filmar o longa “Mallandro: O Errado que Deu Certo”, uma comédia que satiriza sua vida. A produção teve início na semana passada, no Rio de Janeiro, e nesta segunda (29/8) Mallandro publicou um vídeo dos bastidores em seu Instagram, revelando a participação de Xuxa na produção. O filme vai encontrar Mallandro numa fase de completo ostracismo profissional. Sem dinheiro, ele decide trabalhar como motorista de aplicativo, mas não consegue ser levado a sério, porque, mesmo disfarçado, sempre acaba sendo reconhecido pelos passageiros, que se recusam a fazer a viagem achando que se trata de uma pegadinha. A piada é boa, mas é só o ponto de partida da história, que via mostrar Mallandro tendo uma nova oportunidade de voltar à televisão, apresentando um programa de auditório numa emissora pequena. Só que o projeto fica comprometido quando o humorista acaba perdendo seus “poderes”: não consegue mais dizer nenhum de seus famosos bordões. Com isso, precisará se reinventar para conseguir uma última chance na carreira artística. Além de Xuxa, o filme vai contar com participações especiais de Zico, Lucio Mauro Filho, Fernando Caruso, Zéu Brito e Nanny People, além de reunir André Mattos, Marianna Alexandre, Gui Garcia e Léo Castro no elenco central. “Mallandro: O Errado que Deu Certo” tem direção de Marco Antônio Carvalho (assistente de “Cinderela Pop” e “Diários de Intercâmbio”) e sua estreia está prevista para 2023, com distribuição da Downtown Filmes. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por 𝗦ᗴ́ᖇᘜIO ᗰᗩᒪᒪᗩᑎᗪᖇO (@serginhomallandro)
Simony revela progresso de sua luta contra o câncer
Simony revelou no Instagram que progrediu em sua luta contra o câncer. A cantora publicou vídeos no Stories para comemorar a boa notícia que recebeu nesta terça (23/8), durante sua sessão de quimioterapia. “Sei que estou sumidinha, mas é assim mesmo. Estou focada na minha luta, na minha cura. Meu médico passou por aqui e contou para a gente que o tumor já diminuiu muito. Ele está impressionado, saiu me aplaudindo! Eu estou impressionada. Agradeço todas as pessoas empenhadas. Estou super feliz. Está dando tudo certo”, explicou. Simony descobriu um câncer no intestino, chamado epidermóide, e ficou internada por quase uma semana em um hospital em São Paulo, onde passou por sessões de quimioterapia e radioterapia. Após alta, ela segue fazendo o tratamento. Ela chegou a revelar que tem dias em que “fica mais cansada, por conta do tratamento”, mas estava se alimentando bem e “em casa, recebendo amor da família, dos meus filhos e de vocês”. A cantora sempre se mostrou confiante em sua recuperação. Recentemente, ela se juntou a outros ex-integrantes do programa infantil “Balão Mágico” para a produção de um documentário para a plataforma Star+. Intitulada de “A Super Fantástica História do Balão”, a atração contará a história do grupo infantil Turma do Balão Mágico, que fez sucesso nas décadas de 1980 e 1990, e será dirigida por Tatiana Issa, que codirigiu “Pacto Brutal – O Assassinato de Daniella Perez” com Guto Barra.
Claudia Jimenez, da “Escolinha do Professor Raimundo” e “Sai de Baixo”, morre aos 63 anos
A atriz e humorista Claudia Jimenez morreu no início da manhã deste sábado (20/8), aos 63 anos. A causa da morte não foi informada pela família, mas a artista estava internada no Hospital Samaritano, no Rio. Nos últimos anos, ela passou por uma série de cirurgias cardíacas. Foram cinco pontes de safena no coração em 1999, a substituição de uma válvula aórtica em 2012 e um marca-passo em 2014. Tudo isso depois de ser diagnosticada com um câncer no tórax e fazer radioterapia em 1986. A carioca Cláudia Maria Patitucci Jimenez fez sua estreia como profissional do teatro aos 20 anos, na peça “Ópera do Malandro”, de Chico Buarque. Na produção de 1978, ela viveu a prostituta Mimi Bibêlo. As primeiras aparições na televisão foram nos anos 1980, quando chegou a Globo para participar do programa “Viva o Gordo”, de Jô Soares, também recentemente falecido. No programa, ela viveu a personagem Pureza. Em 1982, passou a viver a Dona Cacilda no “Chico Anysio Show”, que depois migrou para o spin-off “Escolinha do Professor Raimundo”, de 1990. A personagem imortalizou o bordão “Beijinho, beijinho, pau, pau”, que ironizava a despedida de Xuxa Meneguel. “Foram seis anos de gargalhadas” – assim ela definiu sua participação no programa, numa entrevista de 2014 ao “Fantástico”. Outro personagem marcante foi a Edileuza, empregada doméstica da família do humorístico “Sai de Baixo”, contracenando com Miguel Falabella, Tom Cavalcante, Luís Gustavo, Aracy Balabanian e Marisa Orth. Mas ela ficou no programa apenas nas primeiras temporadas, entre 1996 e 1998, preferindo investir numa nova carreira como atriz de novela. Seu primeiro papel nos folhetins da Globo foi uma participação especial na primeira versão de “Ti-ti-ti”, de 1985. Mas a dedicação só se tornou total a partir da Bina em “Torre de Babel” (1998). Seguiram-se “As Filhas da Mãe” (2001), “Papo de Anjo” (2003), “América” (2005), “Sete Pecados” (2007), “Negócio da China” (2008), “Aquele Beijo” (2012) e, mais recentemente, “Haja Coração” (2016), que foi seu último trabalho nas telas. Ela deveria ter trabalhado também em “Deus Salve o Rei” (2018), mas optou por sair do elenco ao ter uma crise de hipertensão durante as gravações. Cláudia faria uma participação especial ao lado da personagem interpretada por Tatá Werneck. Enquanto trabalhava na Globo, fez ainda oito filmes, incluindo alguns clássicos do cinema brasileiro, como “Gabriela” (1983), de Bruno Barreto, e a versão cinematográfica da “Ópera do Malandro” (1985), de Ruy Guerra, além de “Urubus e Papagaios” (1985), de José Joffily, “A Dança dos Bonecos” (1987), de Helvecio Ratton, “Os Trapalhões no Auto da Compadecida” (1987), de Roberto Farias, “Romance da Empregada” (1988), novamente com Bruno Barreto, “O Corpo” (1991), de José Antonio Garcia, e “Como Ser Solteiro” (1998), de Rosane Svartman. A artista também estrelou séries, como a comédia “Sexo e as Negas” (2014), e foi dubladora, dando a voz para Ellie nos filmes da franquia “A Era do Gelo”. Miguel Falabella, autor da novela “Aquele Beijo”, criador de “Sexo e as Negas” e colega de elenco de “Sai de Baixo”, foi um dos primeiros a prestar homenagem à amiga. “Fui procurar uma foto para ilustrar essa postagem e me deparei com uma vida”, ele escreveu no Instagram, junto de uma foto em que aparece abraçado com a atriz. “Agora, estou deitado, passando um filme na minha cabeça, tentando me agarrar às tantas gargalhadas que demos, ao prazer de atuar juntos, ao seu único e irreproduzível tempo de comédia. Você estará para sempre usando aquele biquíni selvagem que nos ensolarou a existência, Claudinha. Hoje todas as homenagens são suas e os refletores de todos os teatros do Brasil reluzem para você. Obrigado por ter caminhado a meu lado nesta passagem. Betty Lago e Mercedinha certamente vão recebê-la em festa! A nós, resta a saudade e a responsabilidade de manter viva a memória do seu imenso talento! Te amo! Descanse em paz! Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por miguelfalabellareal (@miguelfalabellareal)
Diretora de “Pacto Brutal” fará série sobre Balão Mágico
A diretora Tatiana Issa, que codirigiu “Pacto Brutal – O Assassinato de Daniella Perez” com Guto Barra, vai comandar a série documental sobre a Turma do Balão Mágico. A produção foi revelada há um mês, quando Simony, Jairzinho, Mike e Tob postaram fotos de um reencontro no Instagram, adiantando que se tratava de uma produção para a plataforma Star+. Só agora o nome da diretora foi confirmado, assim como o título da série, que vai se chamar “A Superfantástica História do Balão” e contará a história de ascensão do grupo infantil, que fez sucesso nas décadas de 1980 e 1990. “O Balão foi um grupo que marcou o Brasil, mas a gente conta também a história de uma era”, disse a diretora em comunicado sobre a série. “É a história de uma década, de um momento do Brasil que a gente viveu, a nossa geração viveu, mas que permanece”, acrescentou. “Balão Mágico” foi um programa infantil de grande sucesso, exibido pela TV Globo entre 1983 a 1986, e destacava aventuras de um quarteto de crianças, que tinha recém-começado a gravar discos. Originalmente, o projeto surgiu como um grupo musical formado por um casal de crianças, Tob e Simony (que iniciou a carreira aos 3 anos, quando começou a cantar no programa de Raul Gil), mas logo recebeu reforço de dois filhos de celebridades: Jairzinho, filho do cantor Jair Rodriguez, e Mike, filho de Ronald Biggs, ladrão foragido do Reino Unido que gravou punk rock com os Sex Pistols no Rio de Janeiro. Além do sucesso televisivo – e até antes dele – , a Turma emplacou hits como “Superfantástico” e “Amigos do Peito”, lembrados até hoje.
Jô Soares morre em São Paulo aos 84 anos
O ator, humorista, escritor e diretor Jô Soares morreu na madrugada desta sexta-feira (5/8), aos 84 anos. A notícia foi dada por sua ex-esposa, Flavia Pedras, no Instagram. “Aqueles que através dos seus mais de 60 anos de carreira tenham se divertido com seus personagens, repetido seus bordões, sorrido com a inteligência afiada desse vocacionado comediante, celebrem, façam um brinde à sua vida. A vida de um cara apaixonado pelo país aonde nasceu e escolheu viver, para tentar transformar, através do riso, num lugar melhor”, ela escreveu, ao comunicar o falecimento. A causa da morte não foi divulgada, mas Jô estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, desde o fim do mês passado, revelou sua assessoria. José Eugênio Soares nasceu em 1 de janeiro de 1938 no Rio de Janeiro. Queria ser diplomata, mas o senso de humor e a criatividade o levaram para outra direção. Em 1954, iniciou sua carreira nas telas com a chanchada “Rei do Movimento”, primeiro de quatro filmes estrelados por Ankito de que participou. Também trabalhou com Oscarito na famosa comédia “O Homem do Sputnik” (1959), de Carlos Manga, além de Ronald Golias em “Tudo Legal” (1960), de Victor Lima. Paralelamente, Jô começou a aparecer numa esquete semanal do humorístico “A Praça É Nossa”. E depois de dez anos sentando ao lado de Manuel de Nóbrega, voltou a contracenar com Golias na revolucionária sitcom “Família Trapo”, que em 1967 já fazia o que “Sai de Baixo” repetiria décadas mais tarde. O sucesso do programa da Record e sua transformação em protagonista, no clássico do cinema marginal “A Mulher de Todos” (1969), de Rogério Sganzerla, chamou a atenção da Globo. E em 1970, a emissora fisgou Jô para o lançamento de “Faça Humor, Não Faça a Guerra”, a primeira produção moderna de humor do canal carioca – na verdade, bastante avançada para a época – , que ainda contava com o talento de Renato Côrte Real. Jô voltou a dividir a tela com outros humoristas famosos em “Satiricom” (lançado em 1973) e no popular “Planeta dos Homens” (de 1976), onde escreveu roteiros e apresentou personagens que marcaram época. No mesmo ano, assinou seu único filme como diretor, “O Pai do Povo” (1976), que também escreveu e estrelou como o último homem fértil da Terra, convocado a dar continuidade à espécie humana. A versatilidade o levou a conquistar seu primeiro programa “solo”: “Viva o Gordo”, em 1981. Mas com a audiência nas alturas, decidiu trocar a Globo pelo SBT, onde lançou uma versão extremamente parecida, chamada “Veja o Gordo”, em 1988. Essa encarnação não teve vida longa, mas o interesse de Jô ao fazer a mudança de canal era outro. Ele conseguiu de Sílvio Santos a promessa de comandar um programa noturno de entrevistas, que estreou no mesmo ano do humorístico. “Jô Soares Onze e Meia” acabou virando o primeiro talk show da TV brasileira, abrindo caminho para outros humoristas seguirem sua deixa. Realizado como entrevistador, Jô nunca mais quis encabeçar programas de humor. Mas não largou completamente a atuação, fazendo pequenas e pontuais participações em filmes como “Cidade Oculta” (1986), de Chico Botelho, “Sábado” (1995), de Ugo Giorgetti, “O Xangô de Baker Street” (2001), de Miguel Faria Jr., e “Giovanni Improtta” (2013), de José Wilker. “O Xangô de Baker Street”, por sinal, foi uma adaptação de um best-seller escrito pelo próprio Jô, que imaginava a vinda de Sherlock Holmes ao Brasil colonial para investigar um caso na corte de D. Pedro II. Virou um enorme sucesso de bilheteria. Ele acabou voltando para a Globo no ano 2000, 12 anos depois de largar “Viva o Gordo”, para continuar a fazer entrevistas e alegrar as noites da TV brasileira com “O Programa do Jô”, que conduziu até se aposentar das telas em 2016.
Justiça permite a Marcius Melhem divulgar mensagens de Dani Calabresa
A Justiça de São Paulo arquivou na quarta-feira (3/8) a queixa-crime movida pela comediante Dani Calabresa contra Marcius Melhem, ex-diretor de Humor da Globo. A ação visava proibir Melhem de mostrar mensagens de WhatsApp trocadas entre ambos, em decorrência da denúncia de assédio moral e sexual que ela e outras sete mulheres fazem contra ele desde 2020. O Tribunal de Justiça de São Paulo entendeu que ela não pode impedi-lo de divulgar algo para defender a si mesmo, enquanto a advogada da acusação leva o caso à imprensa e publicações, como a revista Piauí, fazem reportagens com denúncias contra ele. Em comunicado, a defesa da atriz lamentou a permissão para divulgação das mensagens, comparando-as a “vazamentos” que teriam o “o objetivo de atingir a reputação das denunciantes”. “A defesa de Dani Calabresa lamenta a decisão, mas a respeita, como tem feito ao longo de todo o processo. Ressaltamos que a investigação criminal das denúncias apresentadas por 12 mulheres contra Marcius Melhem por assédio sexual continua sob sigilo de justiça, assim como o processo movido pelo Ministério Público do Trabalho. Infelizmente, temos assistido a uma série de vazamentos, sempre com o objetivo de atingir a reputação das denunciantes. Confiamos que a justiça comprovará todas as denúncias, apoiadas em provas e testemunhos”, diz a nota. O comunicado chama atenção por citar denúncias de 12 mulheres, número que nunca tinha sido apresentado até então. A defesa de Marcos Melhem também comentou a liberação das mensagens de seu celular. “A decisão da Justiça demonstra a lisura da conduta de Marcius Melhem ao se defender de acusações feitas pela advogada do grupo de oito denunciantes na imprensa, sem nenhuma investigação. Não foi Marcius Melhem quem procurou primeiro a imprensa. A divulgação de mensagens, como bem entendeu a Justiça, apenas ocorreu após o amplo ataque que ele sofreu publicamente. Marcius respeita a Justiça e o sigilo das investigações e irá sempre se defender de todas as formas legais para demonstrar a sua inocência diante das mentiras contadas. E sempre irá esclarecer a opinião pública quando alguma inverdade for dita a seu respeito”, disseram os advogados do humorista. O caso Melhem veio a à tona em dezembro de 2019, numa nota do colunista Leo Dias. Em março de 2020, o comitê de compliance do Grupo Globo absolveu o comediante das denúncias. Mesmo assim, a empresa encerrou o contrato com o então chefe de departamento da emissora, divulgando um texto elogioso sobre o profissional em agosto. Em outubro de 2020, as acusações contra Melhem deixaram de ser boatos e assumiram o peso de denúncia de uma advogada, Mayra Cotta, que se apresentou como representante das mulheres supostamente assediadas nas páginas do jornal Folha de S. Paulo. Em dezembro, a revista Piauí publicou a primeira reportagem sobre o caso, repleta de informações detalhadas – algumas já desmontadas – sobre os casos de assédio de Melhem contra ex-funcionárias, especialmente Dani Calabresa. A publicação gerou ira nas redes sociais contra Melhem, que entrou na justiça contra a revista, a advogada, Calabresa e vários colegas comediantes que o chamaram de assediador. Foi só então que Melhem passou a dar entrevistas e apresentar as mensagens trocadas com Calabresa como prova de sua versão dos fatos. As mensagens apresentadas à Folha e à rede Record demonstravam que os dois mantinham uma relação íntima e amigável entre os anos de 2017 e 2019, época em que, segundo a revista Piauí, ele teria assediado a atriz moral e sexualmente. Dois dias depois, a defesa de Calabresa entrou na Justiça para impedir a divulgação dos textos e áudios, e com um pedido de indenização por danos morais por Melhem ter revelado conversas privadas. A alegação é que a atriz estava tendo sua “vida íntima devassada”. Nesta quarta (3/8), o juiz Fabricio Reali Iza, da Vara do Juizado Especial Criminal da Barra Funda, em São Paulo, negou o pedido de Calabresa. Ele acolheu e concordou com o pedido da Procuradoria-Geral do Estado pelo arquivamento da queixa-crime. O arquivamento também já havia sido recomendado ao juiz anteriormente, pelo Ministério Público. “Ele somente o fez (a divulgação de mensagens) após ser acusado publicamente pela ofendida e por sua advogada (Mayra Cotta) da prática de crimes graves de assédio moral e sexual, visando defender-se das referidas”, diz o relatório do Ministério Público do Estado encaminhado ao juiz, que o acolheu. A decisão é definitiva e não cabe recurso.
Mônica Martelli e Marcelo Adnet vão apresentar programa na GNT
O canal pago GNT anunciou que os atores Mônica Martelli e Marcelo Adnet vão apresentar um novo programa, com o tema de relacionamentos. A novidade foi divulgada no Instagram oficial do canal, sem revelar o título ou a previsão de estreia da atração. “Mônica Martelli e Marcelo Adnet estão chegando com uma novidade incrível: um programa sobre relacionamentos. Com essa dupla maravilhosa e ao lado de convidados especiais, vamos falar sobre as dores e as delícias da vida amorosa das pessoas e desvendar como o amor se desenrola nas relações! Não tem como ser melhor, né?”, diz o texto do perfil do canal. Mônica Martelli, que apresentou o “Saia Justa” por nove anos, comemorou o projeto. Em comunicado à imprensa, ela se declarou feliz em retornar ao canal. “Estou muito feliz em retornar ao GNT discutindo e aprendendo sobre relacionamentos. Todos sabem que é o assunto que mais gosto de falar sobre. Não tenho dúvidas que na vida a gente se conhece melhor e evolui se relacionando”, relatou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por GNT (@gnt)
Maria Fernanda: Estrela dos palcos e novelas clássicas morre aos 96 anos
A atriz Maria Fernanda morreu no sábado (30/7) em virtude de complicações respiratórias, aos 96 anos de idade. Ela estava internada na Casa de Saúde São José, no Rio, desde o dia 26. Maria Fernanda Meireles Correia Dias era única filha ainda viva da poeta Cecília Meireles (1901-1964) e do ilustrador português Correia Dias (1892-1935). Ela iniciou sua carreira em 1948, interpretando a personagem Ofélia, na primeira montagem de “Hamlet” feita no país, ao lado de atores como Sergio Cardoso e Sergio Britto. A atriz teve uma carreira longa no teatro, onde atuou por sete décadas, após estudar artes cênicas na Europa. Sua consagração veio no começo dos anos 1960 no papel de Blanche DuBois, em quatro montagens diferentes da peça “Um Bonde Chamado Desejo”, do americano Tennessee Williams. A montagem paulista teve direção de Augusto Boal, em 1962, enquanto a carioca foi comandada por Flávio Rangel em 1963 e rendeu à Maria Fernanda os prêmios Molière, Saci e Governador do Estado de melhor atriz. Mas depois da ditadura, a atriz chegou a ser detida durante uma apresentação da mesma peça em Brasília. O episódio deu início a uma reação da classe artística, que desaguou em uma passeata contra a censura em frente ao Theatro Municipal do Rio. Compareceram artistas como Paulo Autran, Marieta Severo e Odete Lara. Ao longo de seus 70 anos de palco, ela fez vários outros papéis marcantes, trabalhando com textos clássicos de Shakespeare, Eurípedes, Oscar Wilde, Anton Tchekhov, August Strindberg, Jean-Paul Sartre, Jean Genet, Arthur Miller, Bertold Brecht, García Lorca e o brasileiro Nelson Rodrigues. No cinema, Maria Fernanda estrelou produções da Atlântida e da Vera Cruz nos anos 1940 e 1950. Destacou-se ainda em “Fim de Festa” (1978), de Paulo Porto, “Chico Rei” (1985), de Walter Lima Jr., e “Carlota Joaquina, Princesa do Brazil” (1995), de Carla Camurati, marco da retomada do cinema brasileiro, no qual interpretou o papel de D. Maria I, a louca. Também participou de vários trabalhos televisivos, desde o “Grande Teatro Tupi”, teleteatro ao vivo do começo da TV brasileira, até novelas que marcaram época na Globo como “Gabriela” (1975), “Nina” (1977) e “Pai Herói” (1979), além de “Dona Beja” (1986) na rede Manchete. Ela deixa o filho Luiz Fernando, fruto de seu relacionamento com o diretor de TV Luiz Gallon, com quem foi casada entre 1956 e 1963.
SBT negocia versão brasileira do reality “Hotel de los Famosos”
O SBT negocia a produção da versão brasileira do reality show “Hotel de los Famosos”, um grande sucesso da TV argentina lançado em março passado, que mistura elementos do “BBB” e “A Fazenda”. Reality de confinamento com jogos e funções rotativas, o programa original acompanhou 16 famosos trancados num hotel de luxo sem serviços, que a cada semana disputam provas para definir quem assume os papéis de hóspedes e quem serão os funcionários, com uma eliminação por semana. Os hóspedes ficam em quartos espaçosos e têm direito à piscina, spa e bar, além de buffet de café da manhã e outras refeições. Já os funcionários precisam ficar numa área de serviço com pouco conforto e realizar várias tarefas de manutenção e serviço ao hóspede, como lavar roupa, preparar o café e outras refeições, cuidar dos espaços verdes e da piscina, reparação e manutenção geral das instalações, sob ordens de gerentes da produção. Os direitos são de Diego Guebel, conhecido no Brasil como criador do “CQC” (2008-2015) e por ter sido diretor da Band na década passada. Caso o contrato seja fechado, a versão brasileira já vai estrear em 2023. A informação foi publicada inicialmente pelo colunista Flávio Ricco e confirmada por várias fontes. Silvio Santos já deu a aprovação. Na Argentina, o reality elevou a audiência do canal El Trece, que chegou a atingir 15 pontos, um número bastante elevado para os padrões locais. Veja abaixo o trailer da atração original.











