American Horror Story registra sua pior audiência de estreia com 8ª temporada
A estreia da 8ª temporada de “American Horror Story”, denominada ‘Apocalypse’, aconteceu na última quarta-feira (12/9) nos Estados Unidos, sem mobilizar o público esperado. Mesmo com a expectativa despertada entre fãs da produção pelo crossover anunciado entre as tramas de “Murder House” (1ª temporada) e “Coven” (3ª), o episódio registou a pior audiência de início de temporada de toda a série. De acordo com os números de apuração divulgados pela consultoria Nielsen, o episódio inaugural foi visto por 3,08 milhões de pessoas ao vivo e registrou 1,5 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos. A temporada anterior, intitulada “Cult”, teve público de 3,93 milhões em sua estreia no ano passado. A série é exibida com um dia de diferença no Brasil, nas noites de quinta, pelo canal pago FX.
Novo clipe de Bruno Mars homenageia programa clássico In Living Colour
O cantor Bruno Mars homenageou seu “programa de TV favorito de todos os tempos”, como ele mesmo definiu no Twitter, na gravação do clipe de “Finesse”. A produção conta com figurino, coreografia e visual colorido dos anos 1990, mas principalmente com uma recriação da abertura e do cenário do programa humorístico “In Living Colour”, que lançou as carreiras dos astros Jim Carrey, Jamie Foxx, Jennifer Lopez, irmãos Wayans e muitos outros. A música reflete a época, num remix com batidas dançantes, acompanhada por dancinhas sincronizadas e participação da rapper Cardi B (revelada no reality show “Love & Hip Hop: New York”), emulando a Mary J Blige de 25 anos atrás. O próprio Bruno Mars assina a direção da sessão nostálgica. Compare abaixo com a abertura do programa original, em 1990. E o detalhe: diversos integrantes do programa, como os irmãos Shawn, Damon, Kim e Marlon Wayans, agradeceram a homenagem no Twitter, o que fez o cantor agradecer de volta pelas boas memórias. Veja as mensagens logo após os vídeos. This video is dedicated to one my favorite T.V shows of all time — Bruno Mars (@BrunoMars) January 4, 2018 Huge S/O to @BrunoMars & @iamcardib for this In living color tribute it was hot and we appreciate the love??? #InLivingColor pic.twitter.com/kAKU3LlS3M — Shawn Wayans (@shawn_wayans) January 5, 2018 As an alumni of #inlivingcolor i must day this was doooope as fuck @brunomars @iamcardib https://t.co/6KzDIgZbkV — marlon wayans (@MarlonWayans) January 4, 2018 Dope video! S/O my brother Ivory @keeneniwayans @brunomars @iamcardib #inlivingcolor #newschool… https://t.co/1N2g3q8asj — Damon Wayans (@DamonkWayans) January 4, 2018 What an amazing tribute to # In Living Color.! Made me emotional. Thanks for the love, Bruno. I'm a big fan! https://t.co/2YVL30ZocK — Kim Wayans (@kimwayans) January 4, 2018 David Alan Grier on Bruno Mars and Cardi B’s “Finesse” video aka the perfect In Living Color tribute https://t.co/OJLuZTCV2b via @thefader — David Alan Grier (@davidalangrier) January 5, 2018 #FlashBackFriday: Last Night, Cardi B and Bruno Mars Gave Us Our Entire Lives—in Living Color https://t.co/W2BuRhqU2j — Tommy Davidson (@tommycat) January 5, 2018 In living color was it growing up. Pop culture, Comedy, Fashion, Dance & all y’all superstars. There has never been another show like it. ? https://t.co/gIWY6wXB5v — Bruno Mars (@BrunoMars) January 5, 2018
Trailer da série There’s… Johnny recria bastidores do famoso talk show de Johnny Carson
A plataforma Hulu divulgou 12 fotos e o trailer de “There’s… Johnny!”, série de comédia dramática passada nos bastidores do programa “The Tonight Show”, de Johnny Carson, principal talk show americano dos anos 1970. A recriação de época vai muito além dos detalhes cenográficos e figurinos, como se pode ver pelos tópicos abordados na prévia, e não é exatamente um retrato reverente, mostrando a desigualdade salarial entre homens e mulheres, ao mesmo tempo em que aponta a inclinação dos redatores para abordar temas controversos da época, como a Guerra do Vietnã. A narrativa é centrada num jovem estagiário, que começa a trabalhar na produção em 1972, quando o programa já é um dos mais vistos da TV americana. Ele sofre trotes dos roteiristas, apaixona-se pela produtora e se encanta com os bastidores televisivos. Mas o detalhe mais interessante é que, embora seja um relato fictício, nenhum ator interpreta o apresentador Johnny Carson, que dá título à série. Lenda da TV americana, ele aparece em imagens reais de arquivo, muitas vezes em monitores de TV. “There’s… Johnny!” foi originalmente concebida para o Seeso, serviço de streaming da NBCUniversal, que foi abandonado no começo do ano, ainda em fase de testes. Mas acabou resgatada pelo Hulu, graças aos talentos envolvidos. A série foi criada pelo ator Paul Reiser (que está na 2ª temporada de “Stranger Things”) e pelo veterano roteirista David Steven Simon (criador de “Dupla do Barulho”), que trabalharam juntos na série clássica dos anos 1990 “Mad About You” (Louco por Você). Além deles, a produção inclui o diretor David Gordon Green (“Especialista em Crise”), que comanda os dois primeiros episódios. O elenco destaca Ian Nelson (“O Garoto da Casa ao Lado”), Jane Levy (“O Homem nas Trevas”), T’Keyah Crystal Keymáh (série “In Living Colour”), David Hoffman (série “I Live with Models”), Nate Smith (série “Red Oaks”), Roger Bart (série “Revenge”) e um irreconhecível Tony Danza (da série clássica “Who’s the Boss”). A 1ª temporada terá sete episódios com estreia marcada para quinta-feira, 16 de novembro, nos Estados Unidos.
SEAL Team garante produção da 1ª temporada completa
A rede americana CBS encomendou a produção de novos episódios da série militar “SEAL Team”. A atração terá mais nove capítulos, além dos 13 originalmente encomendados, completando assim os 22 episódios tradicionais de uma temporada da TV aberta americana. “SEAL Team” é a terceira estreia do outono norte-americano a garantir a produção de sua 1ª temporada completa, após “Young Sheldon” e “The Good Doctor”. A série estrelada por David Boreanaz (série “Bones”) foi a mais bem-sucedida das três produções de temática militar recém-lançados nos Estados Unidos. Sua estreia foi assistida por 9,7 milhões de telespectadores ao vivo e manteve uma média acima dos 8 milhões nos dois episódios seguintes. Criada por Benjamin Cavell (roteirista de “Justified”), “SEAL Team” aproveita a popularidade dos Navy Seals, que se tornaram proeminentes nos EUA após a missão que resultou no assassinato de Osama Bin Laden, para contar histórias de uma unidade desta elite militar, um grupo altamente treinado, que é enviado em ações cirúrgicas no combate ao terrorismo internacional. Mas também revela como é seu cotidiano quando os soldados retornam a seus lares. Das três atrações de perfil similar, “SEAL Team” é a que tem o elenco mais popular, liderado por David Boreanaz (série “Bones”), Max Thierot (série “Bates Motel”), Jessica Paré (série “Mad Men”), Neil Brown Jr. (“Straight Outta Compton”), AJ Buckley (série “Justified”) e Toni Trucks (série “Franklin & Bash”). As outras duas séries militares da temporada são “The Brave”, com 5 milhões de telespectadores na rede NBC, e “Valor”, que implodiu na CW com 1,2 milhão. Antes destas estreias, o canal pago History ainda lançou “Six”, que recria missões verídicas do Seal Team Six, a equipe que eliminou Bin Laden. Lançada em janeiro, a série já foi renovada para sua 2ª temporada.
Volta de Will & Grace bate recorde de audiência digital da rede NBC
A estreia do revival de “Will & Grace” já tinha superado expectativas ao atrair 10M (milhões) de telespectadores e virar a série mais assistida da quinta-feira passada (28/9) nos Estados Unidos. Mas a medição do instituto Nielsen para as gravações digitais e exibições em streaming nos três dias seguintes à exibição original (chamada de Live+3) foi ainda mais impressionante. Com a divulgação dos novos dados, a série aumentou sua audiência em 4,8M, graças as outras plataformas. É praticamente 50% do que tinha registrado ao vivo, rendendo ainda um aumento de 2,6 pontos na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Este “residual” é mais que muitas séries estreantes conseguiram nesta temporada. Mais: trata-se do maior aumento de audiência conseguido por uma comédia da rede NBC na história da medição. A elevada audiência em outras plataformas pode ser explicada pelo fato de “Will & Grace” estar sendo exibida na noite mais competitiva da TV americana. A quinta passada também teve a volta de “Grey’s Anatomy” (7,95M), “Chicago Fire” (7,18M) e “How to Get Away with Murder” (4M). Muita gente optou por gravar ou deixar para ver online, após sintonizar alguma das atrações dos outros canais. Ao todo, “Will & Grace” somou 14,8M de telespectadores e registrou 4,6 pontos na demo. Um fenômeno de audiência.
Estreia de Wisdow of the Crowd rende maior audiência do fim de semana e as piores críticas
Três novas séries estrearam no domingo (1/10) na TV aberta americana. E apenas uma registrou uma audiência expressiva. A série “Wisdow of the Crowd” foi vista por 8,88 milhões de telespectadores na rede CBS, apesar de seu conceito batido – mais uma série de bilionário que acha que pode resolver os problemas do mundo, como as recentes “APB” e “Pure Genius”, ambas canceladas na 1ª temporada. Graças à grande sintonia, a série se tornou o programa de ficção mais visto da TV no fim de semana nos Estados Unidos. Superou até mesmo o antigo campeão “NCIS: Los Angeles”, que estreou sua 9ª temporada com 8,48 milhões de telespectadores. Criada por Ted Humphrey (roteirista de “The Good Wife”), a série gira em torno de um empresário de tecnologia brilhante, que renuncia ao comando de sua empresa bilionária para se dedicar em tempo integral ao desenvolvimento de um aplicativo de resolução de crimes, na esperança de solucionar o assassinato de sua própria filha. Jeremy Piven (série “Entourage”) vive o protagonista, Natalia Tena (a Osha de “Game of Thrones”, irreconhecível) é sua principal assistente no projeto e Richard T. Jones (série “Santa Clarita Diet”) interpreta o detetive policial encarregado de checar as informações recebidas. Vale ressaltar que, apesar da grande audiência, a série teve um registro modesto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes): 1,4 pontos. A pontuação é exatamente a mesmo da estreia de “Ghosted” na Fox, que, entretanto, foi vista por menos da metade do público de “Wisdom of the Crowd”: 3,56 milhões de tespectadores. Criada por Tom Gormican (roteirista do filme “Namoro ou Amizade”), a série de comédia paranormal é uma mistura de “Arquivo X” e “Homens de Preto”. Por motivos obscuros, uma organização chamada Underground recruta um segurança cético e um vendedor que acredita em alienígenas, vividos respectivamente por Craig Robinson (série “The Office”) e Adam Scott (série “Parks and Recreation”), para resolver casos misteriosos, que envolvem fenômenos paranormais. Por fim, o suspense “Ten Days in the Valley” teve quase a mesma audiência, 3,47 milhões de telespectadores, mas marcou apenas 0,6 ponto na demo. É um começo complicada para a produção da rede ABC. Criada por Tassie Cameron (que criou também a bem-sucedida série canadense “Rookie Blue”), a atração traz Kyra Sedgwick, que estrelou a série policial “The Closer” por sete temporadas, no papel de uma produtora-roteirista de serie policial. Mas a metalinguagem não se limita a essa ironia. Na trama, Sedgwick vive Jane Sadler, uma produtora de televisão sobrecarregada e mãe solteira que passa por um divórcio turbulento. Quando sua filha desaparece, o mundo de Jane – e a controversa série policial que produz – implode. Para o detetive policial vivido por Adewale Akinnuoye-Agbaje (“Esquadrão Suicida”), os demais roteiristas da série são suspeitos, assim como o ex-marido e todos que possuem acesso à residência. Aos poucos, fica claro que todos possuem segredos e ninguém é confiável. O sucesso ou o fracasso das séries vai depender da audiência dos próximos episódios. Afinal, apesar de ter liderado a audiência, “Wisdom of the Crowd” foi a estreia mais malhada pela crítica, com apenas 23% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Nesta disputa, “Ten Days in the Valley” saiu-se bem melhor, com 62% de aprovação. Por este critério, a melhor das três é “Ghosted”, com 74% de críticas favoráveis.
Volta de Will & Grace é vista por 10 milhões nos Estados Unidos
A estreia do revival de “Will & Grace” superou expectativas e foi a série mais assistida da noite de quinta-feira (28/9) nos Estados Unidos, segundo dados de monitoramento da Nielsen. Vista por 10M (milhões) de telespectadores, praticamente empatou com o público que preferiu ver uma partida de futebol americano em outro canal (10,7M). Considerada a noite mais competitiva da TV americana, a quinta também teve a volta de “Grey’s Anatomy” (7,95M), “Chicago Fire” (7,18M) e “How to Get Away with Murder” (4M). E além de superar todas as demais atrações de diferentes horários, “Will & Grace” ainda ajudou o restante da programação da rede NBC a aumentar sua audiência. Numa estratégica temática, o canal juntou suas comédias na quinta, resultando num aumento da média de público de “Superstore” (4,5M) e “The Good Place” (4,6M) em relação à temporada passada, enquanto “Great News” (5,1M) registrou sua melhor audiência desde a estreia da 1ª temporada em abril. Em compensação, a situação de “Gotham” (2,9M) preocupa diante de concorrência tantos carros-chefes de audiência. A série da Fox teve o pior público de sua história.
SEAL Team leva a melhor na disputa entre as séries militares estreantes
Na disputa entre as séries militares que debutam nesta temporada, “SEAL Team” saiu-se melhor. A atração estrelada por David Boreanaz (série “Bones”) foi vista por 9,7M (milhões) de telespectadores ao vivo em sua estreia na rede CBS. Foi o programa mais assistido da noite de quarta (27/9) nos Estados Unidos, mas curiosamente teve baixo impacto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes), registrando apenas 1,5 pontos. Mesmo assim superou “Criminal Minds”, que no ano passado foi exibido no mesmo dia e horário com média de público de 7,5M e 1,4 pontos. Mas a comparação que faz mais sentido é com seu rival temático da rede NBC, “The Brave”, a primeira das três séries militares de 2017 a estrear na programação americana. E, em franco contraste, “The Brave” foi a estreia mais fraca de sua noite, vista por 6M de telespectadores na segunda (25/9). Ainda é cedo para definir se este contraste indica qual será renovada e qual será cancelada. Mas o declínio natural de interesse em relação aos próximos episódios de ambas as séries pode solidificar tendências. Já a terceira série militar, “Valor”, só estreia em 9 de outubro no CW, mas dificilmente terá os mesmos números das outras duas, considerando que seu canal tem a pior audiência (mas também o maior demo relativo) entre as redes de TV dos Estados Unidos.
Sofia Vergara é a atriz mais bem paga da TV americana pelo sexto ano consecutivo
A atriz Sofia Vergara manteve a fama de atriz mais bem paga da televisão americana pelo sexto ano consecutivo, segundo o levantamento anual da revista Forbes. Somando seu salário em “Modern Family” e seus contratos de publicidade, a atriz colombiana faturou US$ 41,5 milhões. O valor é muito superior aos rendimentos da 2ª colocada, a atriz Kaley Cuoco (“The Big Bang Theory”), que ganhou US$ 26M (milhões). E isto que Cuoco chega a receber US$ 1 milhão por episódio, o salário feminino mais alto da TV americana. As próximas da lista receberam metade da quantia arrematada pela intérprete de Penny em “Big Bang Theory”. Mindy Kaling (“The Mindy Project”), com US$ 13M, Ellen Pompeo (“Grey’s Anatomy”), também com US$ 13M, e Mariska Hargitay (“Law & Order: SVU”), com US$ 12,5M, completam o Top 5. Uma curiosidade do ranking é a inclusão da atriz Robin Wright (“House of Cards”) em 9º lugar, com US$ 9M, após reclamar e exigir receber o mesmo que seu parceiro masculino na série. Apesar disso, ela diz que foi enganada na negociação, e apesar do aumento continuou recebendo menos que Kevin Spacey. “Me disseram que eu estava recebendo pagamento igualitário e eu acreditei neles, mas descobri recentemente que não é verdade”, ela denunciou. Confira abaixo a lista das 10 atrizes mais bem pagas da TV americana. 1. Sofia Vergara: US$ 41,5M (“Modern Family”) 2. Kaley Cuoco: US$ 26M (“The Big Bang Theory”) 3. Mindy Kaling: US$ 13M (“The Mindy Project”) 4. Ellen Pompeo: US$ 13M (“Grey’s Anatomy”) 5. Mariska Hargitay: US$ 12,5M (“Law & Order: SVU”) 6. Julie Bowen: US$ 12M (“Modern Family”) 7. Kerry Washington: US$ 11M (“Scandal”) 8. Priyanka Chopra: US$ 10M (“Quantico”) 9. Robin Wright: US$ 9M (“House of Cards”) 10. Pauley Perrette: US$ 8,5M (“NCIS”)
Oscar 2017 tem pior audiência da década nos EUA
O público americana não esperava que o Oscar 2017 fosse virar o assunto obrigatório da semana, do mês, quem sabe do ano. Prova disso foi sua relativa baixa audiência. 32,9 milhões de telespectadores sintonizaram a premiação ao vivo, rendendo 9,1 pontos na demografia cobiçada dos telespectadores entre 18 aos 49 anos. Parece muito, mas os números representam uma queda de 4% em relação ao ano passado e registram a mais baixa audiência do Oscar nesta década. É o pior público desde que “Menina de Ouro” venceu o Oscar 2005 de Melhor Filme. Mas, graças à curiosidade gerada pelos memes da confusão causada pela vitória de “La La Land”, ops, “Moonlight”, estes números podem aumentar muito em reprises e gravações digitais. A propósito, o Oscar de melhor audiência do século 21 foi apresentado em 2014 por Ellen DeGeneres e premiou “12 Anos de Escravidão”.
Premiação do Emmy 2017 terá novas categorias
A organização do Emmy Awards, principal premiação da TV americana, anunciou a inclusão de duas novas categorias e algumas mudanças para a edição de 2017 de seu prêmio. As novas categorias são Melhor Supervisão Musical, que vai homenagear contribuições criativas feitas por supervisores de música, e Melhor Elenco de Reality Show, que premiará os responsáveis por formar os elencos dos programas do gênero. Além disso, a categoria de Melhor Fotografia de Série agora será dividida em duas subcategorias: para Série de Uma Hora e de Série de Meia-Hora. Outras novidades aconteceram nas categorias digitais, incluindo Melhor Programa Interativo Original. Estes novos prêmios não serão exibidos na transmissão do Emmy 2017. Eles serão apresentados, junto com os demais prêmios técnicos, no fim de semana anterior à cerimônia oficial, que neste ano acontecerá em 17 de setembro com apresentação de Stephen Colbert, âncora do programa “The Late Show with Stephen Colbert”.
Stephen Colbert vai apresentar a premiação do Emmy 2017
A cerimônia do Emmy Awards 2017 só vai acontecer em setembro, mas a rede CBS se antecipou e já anunciou quem será o apresentador da premiação: Stephen Colbert. A escolha resulta num fato curioso. Colbert será o quarto comediante e apresentador de programa noturno de entrevistas a comandar uma grande premiação norte-americana em 2017. Os outros são Jimmy Fallon, que já fez o Globo de Ouro, Jimmy Kimmel, que apresentará o Oscar e James Corden, selecionado pelo Grammy. “Será o maior público a testemunhar o Emmy, ponto final. Tanto pessoalmente como ao redor do mundo”, declarou Stephen Colbert, ao revelar sua participação, e já fazendo uma piada em referência à primeira mancada do secretário de imprensa da presidência dos Estados Unidos, Sean Spicer. O porta-voz de Trump enfatizou a audiência da posse do novo presidente sem revelar quaisquer números, mas denotando o exagero. O Emmy Awards 2017 vai acontecer em 17 de setembro, um domingo, no Microsoft Theater, em Los Angeles.
La La Land vence tudo e quebra recorde em consagração no Globo de Ouro
O musical “La La Land” venceu todos os sete troféus a que concorria no Globo de Ouro 2017: Melhor Filme de Comédia ou Musical, Ator (Ryan Gosling), Atriz (Emma Stone), Direção e Roteiro Original (ambos de Damien Chazelle), Canção e Trilha Sonora (ambos de Justin Hurwitz). A soma é recorde na premiação, que geralmente é mais parcimoniosa. Na verdade, desde os anos 1970 um filme não tinha tamanha consagração entre os jornalistas que compõem a Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood. Dois dramas detinham o recorde anterior, de seis vitórias: “Um Estranho no Ninho” (1975) e “Expresso da Meia Noite” (1978). Em tempos mais recentes, a última vez em que um filme recebeu mais de três Globos de Ouro foi em 2009, com “A Rede Social”. Entretanto, isto não aumenta nem diminui o favoritismo de “La La Land” para o Oscar, uma vez que os eleitores são outros. Além disso, o prêmio é completamente idiossincrático, a começar por separar um musical como “La La Land” dos filmes dramáticos. O Melhor Filme de Drama, a propósito, foi “Moonlight”, favorito da categoria, enquanto o prêmio de Ator de Drama ficou com Casey Affleck, por “Manchester À Beira-Mar”, e o de Atriz com Isabelle Huppert, por “Elle”. O suspense francês também venceu como Melhor Filme em Língua Estrangeira, apesar de não figurar entre os finalistas do Oscar. Em seu agradecimento, Huppert se emocionou bastante e frisou que o cinema não tem fronteiras, reforçando o melhor discurso da noite, proferido por Meryl Streep. Homenageada com um prêmio pela carreira, Meryl tratou de lembrar que boa parte de Hollywood era composta por estrangeiros, de Natalie Portman a Ruth Negga, fator relevante diante da eleição de um presidente de plataforma xenófoba. “Hollywood está repleta de forasteiros e estrangeiros, e se você nos chutar todos para fora (do país), você não terá nada para assistir, exceto futebol e MMA, que não são arte”, a diva sentenciou. A mensagem teve especial repercussão no evento organizado por estrangeiros, que, além de premiar um francesa como Melhor Atriz, também se rendeu à supremacia britânica nas categorias televisivas. Com três Globos de Ouro, a minissérie inglesa “The Night Manager” foi a atração mais premiada da TV, confrontando o favoritismo de “The People vs. O.J. Simpson” – que mesmo assim saiu com dois troféus. Outra vitória do Reino Unido se deu na cobiçada categoria de Melhor Série de Drama, onde “The Crown” superou “Game of Thrones” e outras séries mais badaladas. A atriz Claire Foy, intérprete da rainha Elizabeth II em “The Crown”, ainda venceu como Melhor Atriz. Entre as atrações de comédias, “Atlanta” foi a grande vitoriosa, como Melhor Série e Ator, prêmio conquistado por seu criador Donald Glover. As premiações de “Atlanta” e “The Crown” ainda mantiveram a tradição do Globo de Ouro de destacar séries em 1ª temporada. Entretanto, o mais curioso no balanço televisivo é verificar a completa e absoluta derrota das produções da HBO em todas as categorias. Até a série invisível “Goliath”, da Amazon, ausente das discussões de melhores do ano, foi premiada, via reconhecimento ao desempenho de Billy Bob Thornton como Melhor Ator de Drama. Claro, reza a lenda que nada é realmente surpreendente no Globo de Ouro. E, por coincidência, Jeff Bezos, proprietário da Amazon, estava presente na cerimônia em mesa bem situada. Não só isso: teve seu nome e ego agraciados pelo apresentador Jimmy Fallon logo no esquete de abertura. A Amazon ainda é coprodutora de “Manchester à Beira-Mar” que, novamente por coincidência, também levou o prêmio cinematográfico na mesma categoria – Melhor Ator de Drama. Confira abaixo a lista completa dos premiados. Indicados ao Globo de Ouro 2017 CINEMA Melhor Filme – Drama “Moonlight Melhor Filme – Comédia/Musical “La La Land” Melhor Diretor Damien Chazelle, por “La La Land” Melhor Ator em Drama Casey Affleck, por “Manchester à Beira-Mar” Melhor Atriz em Drama Isabelle Huppert, por “Elle” Melhor Ator em Comédia/Musical Ryan Gosling, por “La La Land” Melhor Atriz em Comédia/Musical Emma Stone, por “La La Land” Melhor Ator Coadjuvante Aaron Taylor Johnson, por “Animais Noturnos” Melhor Atriz Coadjuvante Viola Davis, por “Fences” Melhor Roteiro Damien Chazelle, por “La La Land” Melhor Animação “Zootopia” Melhor Filme Estrangeiro “Elle” (França) Melhor Trilha Sonora Justin Hurwitz, por “La La Land” Melhor Canção “City of Stars”, de “La La Land” TELEVISÃO Melhor Série de Drama “The Crown” Melhor Série de Comédia/Musical “Atlanta” Melhor Minissérie ou Telefilme “The People vs. OJ Simpson – American Crime Story” Melhor Atriz em Série de Drama Claire Foy, por “The Crown” Melhor Ator em Série de Drama Billy Bob Thornton, por “Goliath” Melhor Ator em Série de Comédia Donald Glover, por “Atlanta” Melhor Atriz em Série de Comédia Tracy Ellis Ross, por “Black-ish” Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme Tom Hiddleston, por “Night Manager” Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme Sarah Paulson, por “People v. OJ Simpson: American crime story” Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme Olivia Colman, por “The Night Manager” Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme Hugh Laurie, por “The Night Manager”












