Teen Choice Awards tem pior audiência de todos os tempos



A premiação do Teen Choice Awards foi um fracasso de público na rede americana Fox. Apenas 721 mil pessoas sintonizaram a atração na noite de domingo (11/8) nos Estados Unidos, o que rendeu 0,2 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto inteiro equivale a 1,3 milhão de público adulto qualificado na medição da consultoria Nielsen.

Os números representam uma queda de 30% e 50% em audiência geral e demográfica, respectivamente, em relação ao ano passado. E totalizam a pior audiência de todos os tempos para a atração, que passa a ter seu futuro questionado.

O baixo interesse também coloca em dúvida os dados de engajamento da premiação, que supostamente teria recebido mais de 55 milhões de votos online. Onde foi parar esse público?

Alguns dos resultados bizarros dão pistas sobre o que aconteceu com o público invisível. Os vários troféus vencidos por “After”, grande fracasso de bilheteria nos Estados Unidos e desastre de crítica, e “Shadowhunters”, série cancelada por baixa audiência, indicam manipulação de fã-clubes, com muitos votos repetidos para forçar vitórias improváveis, que não refletem realmente o gosto médio dos adolescentes americanos.


Importante considerar que a catástrofe de público do Teen Choice Awards se manifestou dois meses após o MTV Movie & TV Awards também registrar a pior audiência de sua História, visto por apenas 434 mil pessoas na MTV – uma queda de mais de 60% em relação à sintonia do programa no ano passado.

Ambas as premiações tem o mesmo público-alvo e enfrentam a mesma desvalorização. Mas não estão sozinhas na falta de credibilidade. O People Choice Awards, exibido pelo canal pago E!, foi outro fiasco no ano passado, atraindo 580 mil espectadores em novembro.

Em contraste, premiações da crítica, como o Globo de Ouro e o Critics Choice (exibida pela mesma Fox), foram assistidas por 18,6 milhões e 14,9 milhões de espectadores, respectivamente.

Vale refletir.



Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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