Anjos da Noite: 17 fotos e novos pôsteres revelam cenas de guerra vampírica na continuação da franquia
A Sony Pictures divulgou dois novos pôsteres e 17 fotos do quinto filme da franquia “Anjos da Noite”. Intitulado “Anjos da Noite: Guerras de Sangue”, o longa volta a colocar Kate Beckinsale na roupa de couro apertada da vampira Selene. Além dela, as imagens destacam o clima de confronto armado entre os personagens vampiros da trama, entre eles Theo James e Charles Dance, introduzidos no filme anterior, e novos sangue-sugas vividos por Laura Pulver (série “Da Vinci’s Demons”), James Faulkner (também de “Da Vinci’s Demons”) e Bradley James (série “The Omen”). nova trama retoma a premissa básica do conflito entre facções de vampiros e lobisomens. Só que, desta vez, todos querem o sangue híbrido da heroína para usar como vantagem na guerra. A saga vampiresca começou com o filme “Anjos da Noite” em 2003, e contou ainda com “Anjos da Noite: A Evolução” (2006), “Anjos da Noite: A Rebelião” (2009) e “Anjos da Noite: O Despertar” (2012). A continuação chega aos cinemas após hiato de quatro anos e também inclui Tobias Menzies (série “Game of Thrones”) como novo líder dos lobisomens. O roteiro é de Cory Goodman (“Padre”) e a direção de Anna Foerster (série “Outlander”), que estreia no cinema. O lançamento está marcado para janeiro.
Rogue One: Personagens do spin-off de Star Wars ganham oito pôsteres individuais
A Disney divulgou oito pôsteres de personagens de “Rogue One: Uma História de Star Wars”, que destacam a força rebelde representada por Felicity Jones (“A Teoria de Tudo”), Diego Luna (“Elysium”), Forest Whitaker (“O Mordomo da Casa Branca”), Donnie Yen (“O Grande Mestre”), Jiang Wen (“Guerreiros do Céu e da Terra”) e Riz Ahmed (“O Abutre”), além do comandante imperial vivido por Ben Mendelsohn (“O Lugar Onde Tudo Termina”) e o robô dublado por Alan Tudyk (série “Firefly”). Com roteiro de Chris Weitz (“Cinderela”) e direção de Gareth Edwards (“Godzilla”), o primeiro spin-off da franquia “Star Wars” estreia em 16 de dezembro.
Doutor Estranho: Quatro vídeos com entrevistas do elenco detalham bastidores da produção
A Marvel divulgou quatro vídeos de bastidores de “Doutor Estranho”, com entrevistas do elenco e do produtor Kevin Feige, que detalham os personagens, os efeitos, a psicodelia dos quadrinhos originais e a trama do filme. Vivido por Benedict Cumbarbatch (“O Jogo da Imitação”), Doutor Estranho é o primeiro super-herói místico da Marvel. Inicialmente um médico arrogante, após sofrer um acidente e perder sua habilidade como cirurgião ele busca a cura no Himalaia, onde é acolhido pela Anciã (Tilda Swinton, de “Expresso do Amanhã”), uma mestre das artes místicas, e inicia sua jornada de redenção para se tornar o maior mago do universo Marvel. Com roteiro de C. Robert Cargill (“A Entidade”), Thomas Dean Donnelly (do remake de “Conan, o Bárbaro”) e Dan Hamon (criador da série “Cummunity”) e direção de Scott Derrickson (“A Entidade”, “Livrai-Nos do Mal”), “Doutor Estranho” tem sua estreia marcada para o dia 3 de novembro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA.
Assassin’s Creed: Novo trailer legendado mostra Michael Fassbender no passado e no futuro
A 20th Century Fox divulgou um novo trailer legendado de “Assassin’s Creed”. Além de muitas cenas de ação e imagens belíssimas da Espanha medieval, a prévia revela como as tramas paralelas, estreladas por Michael Fassbender (“X-Men: Apocalipse”) no passado e no futuro, entrelaçam-se. Baseado no popular videogame da Ubisoft, o filme acompanha um assassino condenado à pena de morte, que, após sua suposta execução, é levada para um local secreto em que se vê forçado a reviver as memórias de um ancestral da Idade Média com objetivos obscuros. O elenco ainda inclui Marion Cotillard (“Dois Dias, uma Noite”), Ariane Labed (“The Lobster”), Jeremy Irons (“Batman vs. Superman”), Brendan Gleeson (“O Guarda”) e Michael Kenneth Williams (série “Boardwalk Empire”). O filme marca o reencontro de Fassbender e Cotillard com o diretor Justin Kurzel, após a recente colaboração dos três em “Macbeth: Ambição e Guerra” (2015). “Assassin’s Creed” tem sua estreia marcada 12 de janeiro no Brasil, três semanas após o lançamento nos EUA.
É Apenas o Fim do Mundo: Drama premiado com Marion Cotillard e Léa Seydoux ganha primeiro trailer legendado
A Califórnia Filmes divulgou o trailer legendado de “É Apenas o Fim do Mundo”, primeiro filme do cineasta canadense Xavier Dolan estrelado por atores franceses. E que atores! Gaspard Ulliel (“Saint Laurent”) tem o papel principal, como um jovem que decide reencontrar a família, após muitos anos, para comunicar que irá morrer. A prévia é toda narrada de seu ponto de vista, imaginando como se dará o encontro com a família interpretada por Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”), Marion Cotillard (“Macbeth”), Vincent Cassel (“Em Transe”) e Nathalie Baye (“Uma Doce Mentira”). Adaptação da peça homônima de Jean-Luc Lagarce, o filme foi premiado com o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes (considerado o prêmio de 2º lugar da competição). Apesar do elenco francês, o filme foi escolhido como representante do Canadá na busca por uma indicação ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. A estreia está marcada para 24 de novembro no Brasil, dois meses após a estreia no Canadá e na França.
I, Daniel Blake: Vencedor do Festival de Cannes 2016 ganha novo trailer
A IFC divulgou o trailer americano de “I, Daniel Blake”, filme vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano. A prévia apresenta a trama dramática, que acompanha um velho marceneiro (Dave Johns, em seu primeiro filme) durante sua peregrinação pela burocracia da previdência social na Inglaterra, encontrando apenas desrespeito e desumanidade. “I, Daniel Blake” foi a segunda Palma de Ouro da carreira do cineasta inglês Ken Loach, que também saiu premiado do Festival de Cannes com o drama histórico “Ventos da Liberdade” (2006). Em seu discurso neste ano, o cineasta de 79 anos criticou o neoliberalismo que “deixa milhões na miséria”, dizendo-se desconfortável com o fato de receber a honraria em um ambiente glamouroso como o de Cannes, em contraste com as condições de vida daqueles que inspiraram seu filme. A estreia está marcada para esta sexta (21/10) no Reino Unido e apenas em dezembro nos EUA. O filme foi exibido no Festival do Rio, mas ainda não há previsão para seu lançamento comercial no Brasil.
O Poderoso Chefinho: Animação de bebê mafioso ganha trailer legendado e dublado
A Fox divulgou os pôsteres e o trailer da nova animação “O Poderoso Chefinho”, em versões dublada e legendada. Produção da DreamWorks Animation, o longa parte da ideia comum entre pais de recém-nascidos de que bebês podem ser tiranos e dominar as atenções de uma família. No filme, isto não é apenas uma metáfora. O bebê da trama se revela um verdadeiro mafioso, que usa terno, estala dedos, dá ordens e atira dinheiro sobre subalternos. Mas só quem acha isso esquisito é seu irmão mais velho, enquanto os pais ficam simplesmente gugu dada pelo pequenino mandão. A história original é do livro infantil homônimo de Marla Frazee, adaptada pelo roteirista Michael McCullers (“Austin Powers”) e dirigida por Tom McGrath (“Madagascar”). Na versão legendada, as vozes são de Alec Baldwin (“Blue Jasmin”) como o bebê, Lisa Kudrow (série “Friends”) como a mãe e Jimmy Kimmel (do programa “Jimmy Kimmel Live!”) como o pai. A estreia acontece em 6 de abril no Brasil, uma semana após o lançamento nos EUA.
Dominação: Terror do diretor de Terremoto ganha trailer legendado
A PlayArte divulgou o trailer legendado do terror “Dominação” (Incarnate), que lembra outra atração da mesma produtora americana, Blumhouse. Como em “Sobrenatural” (2010), a história gira em torno de um menino possuído por um espírito maligno, que precisa ser resgatado de outra dimensão por um adulto determinado. Desta vez, porém, não há médium, nem pai disposto a mergulhar no além. Na verdade, a batalha sobrenatural acontece com ajuda da ciência. Aaron Eckhart (“Invasão a Londres”) vive um cientista que, com ajuda de uma tranqueira tecnológica de filmes dos anos 1980, mergulha na mente de pessoas possuídas para ajudá-las a expulsar o mal e recuperar suas consciências. A produção barata, que também teve pôsteres divulgados, representa uma grande mudança para o diretor Brad Peyton, que no ano passado dirigiu o blockbuster de grande orçamento “Terremoto – A Falha de San Andreas” (2015). Uma curiosidade do elenco é que Eckhart já viveu o vilão Duas Caras no cinema (em “Batman: O Cavaleiro das Trevas”) e o intérprete do menino possuído é David Mazouz, o Bruce Wayne da série “Gotham”. O casting multinacional também inclui a atriz holandesa Carice Von Houten (a Melisandre de “Game of Thrones”), a colombiana Catalina Sandino Moreno (série “The Affair”), a polonesa Karolina Wydra (série “True Blood”), o australiano Keir O’Donnell (“Sniper Americano”), o também australiano Matt Nable (série “Arrow”) e a americana Breanne Hill (“Terremoto – A Falha de San Andreas”). O filme estreia em 2 de dezembro nos EUA e no mês seguinte no Brasil.
Através da Sombra: Veja trailer de terror brasileiro com Domingos Montagner
A Europa Filmes divulgou o pôster, as fotos e o trailer do terror nacional “Através da Sombra”, que surpreende por fugir do padrão de filme B que marca o gênero no Brasil. O bom acabamento e o apuro na recriação de época se deve à assinatura do veterano cineasta Walter Lima Jr., que ao longo da carreira se aventurou com coragem pelo cinema fantástico, por meio de filmes como “Ele, o Boto” (1987), “O Monge e a Filha do Carrasco” (1996) e “A Ostra e o Vento” (1997). O filme também registra um dos últimos papéis da carreira de Domingos Montagner, falecido em setembro. Sua participação, porém, é pequena. A prévia tem cenas do “jogo do copo” (antepassado do tabuleiro de ouija), mansão mal-assombrada, aparições de fantasmas e crianças sinistras. Curiosamente, a ambientação gótica do começo lembra o clássico “Jane Eyre”, de Charlotte Brontë, mas a adaptação é, na verdade, de “A Volta do Parafuso”, clássico fantástico de Henry James, já filmado várias vezes – a mais recente, em 2009, com Michelle Dockery (série “Downton Abbey”) no papel da professora. A trama gira em torno de Laura (Virginia Cavendish, de “Califórnia”), contratada como professora de duas crianças órfãs por Afonso (Montagner), tio delas. As crianças vivem numa fazenda de café e é para lá que Laura se muda. Elisa (Mel Maia, de “Qualquer Gato Vira-Lata 2”), a sobrinha mais nova e doce, se apega rapidamente a Laura, enquanto seu irmão vem de um internato. Porém, nem tudo é tranquilo na vida no campo. Laura sente que as crianças estão sob a influência maligna de espíritos hostis que ali viveram, e se empenha em descobrir o que está por trás de todo esse mistério, sem perceber que ela mesma poderá estar envolvida numa trama diabólica. O longa foi exibido no Festival do Rio, na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, na Mostra de Cinema de Tiradentes e no Fantaspoa – Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre. A estreia comercial está marcada para o dia 10 de Novembro.
Mulher Maravilha: Trailer russo traz várias cenas inéditas de guerra e feminismo
A Warner Bros. divulgou um novo trailer internacional dublado em russo – e sem legendas – do filme da “Mulher-Maravilha”, repleto de cenas inéditas. Além de mostrar a força da personagem interpretada pela atriz Gal Gadot, a prévia inclui diversas cenas de luta da princesa amazona, que enfrenta as tropas do Keiser de minissaia, escudo, espada e laço em punho, exibindo sua superforça em câmera superlenta. Também há destaque para cenas passadas na ilha das amazonas, a recriação de sua origem e até a introdução de Etta Candy (Lucy Davis, de “Todo Mundo Quase Morto”), que rende comentários feministas para quem souber russo achar graça. A prévia é bastante fiel à origem clássica dos quadrinhos, exceto por um detalhe. O encontro inicial entre Diana e o aviador Steve Trevor (papel de Chris Pine, de “Star Trek”) aconteceu no começo da 2ª Guerra Mundial e não na 1ª Guerra, época em que se passa o filme. De fato, a estreia da Mulher Maravilha em 1941 coincidiu com o ataque japonês à Pearl Harbor, que levou os EUA a entrarem no conflito. Com roteiro de dois autores da DC Comics, Allan Heinberg e Geoff Johns, e direção de Patty Jenkins (“Monster – Desejo Assassino”), o filme também traz em seu elenco Robin Wright (série “House of Cards”), Connie Nielsen (“Ninfomaníaca”), Lisa Loven Kongsli (“Força Maior”), Danny Huston (“X-Men Origens: Wolverine”), David Thewlis (franquia “Harry Potter”), Saïd Taghmaoui (“Trapaça”), Elena Anaya (“A Pele que Habito”) e Ewen Bremner (“Êxodo: Deuses e Reis”). “Mulher-Maravilha” estreia em 1 de junho no Brasil.
Kubo e as Cordas Mágicas ousa sair do lugar comum das animações de bichos falantes
Entre as bilheterias mundiais de 2016, as animações marcam presença com três fortes arrecadações: “Zootopia – Essa Cidade é o Bicho”, “Procurando Dory” e “Pets – A Vida Secreta dos Bichos”. Mesmo que pertençam a estúdios concorrentes, todas elas têm algo em comum: são protagonizados por animais. Trata-se de uma repetição de um ciclo recente no cinema, em que as animações trocam histórias mais palpáveis em favor de algo mais amigável para também alavancar todas as estratégias de marketing referente à venda de produtos licenciados. Remando contra a maré, “Kubo e as Cordas Mágicas” vem como a alternativa para pais e filhos um tanto exaustos desse filão, apostando em uma tradição da animação oriental madura, sem necessariamente afastar os pequenos ou entediar os adultos. É um risco que resultou em fracasso comercial – nos Estados Unidos, “Kubo e as Cordas Mágicas” não deve igualar nas bilheterias o seu custo de produção – , porém, é certo que essa realização do estreante Travis Knight terá um impacto mais prolongado para aqueles que o assistirem. Uma indicação ao Oscar de Melhor Animação no próximo ano também é uma aposta quase certa. Kubo (voz de Art Parkinson na dublagem em inglês) é um garotinho que vive isolado com a sua mãe (voz de Charlize Theron) em uma montanha à beira do mar. Ela está em uma condição instável e, para garantir o sustento básico, Kubo vai à vila próxima para receber algum dinheiro das crianças e idosos encantados com as suas histórias, que dão vida a personagens de origami, graças à magica de seu shamisen, tradicional instrumento de cordas japonês. Mesmo com essa independência precoce, Kubo tem claro uma regra estabelecida pela sua mãe que jamais deve desobedecer: a de nunca vagar longe do lar durante a madrugada. Eis que a norma é infringida, o que desencadeia uma série de ataques mal intencionados capitaneados por suas tias gêmeas (Rooney Mara). Para protegê-lo, a mãe de Kubo faz um encanto para que Macaca (também na voz de Charlize Theron) seja despertada de um amuleto e lute em sua defesa. Para auxiliá-los, entra em cena ainda Besouro (Matthew McConaughey), criatura atrapalhada com grande domínio de arco e flecha. Antes de aceitar o desafio de dirigir “Kubo e as Cordas Mágicas”, Travis Knight já tinha uma vasta experiência como animador, sendo o principal responsável por dar movimento às criações de “Coraline e o Mundo Secreto” (2009), “ParaNorman” (2012) e “Os Boxtrolls” (2014), as animações em estilo stop-motion anteriores do estúdio Laika. Essa bagagem só vem a somar para “Kubo e as Cordas Mágicas”, pois Knight e a sua equipe são muito imaginativos na arquitetura de personagens, ambientes e até mesmo dos climas tempestuosos que os rondam. Mas é o texto da dupla Chris Butler e Marc Haimes que realmente faz “Kubo e as Cordas Mágicas” sair da mesmice, inovando até o fim em temas consagrados como família, sacrifício e misticismo, a partir de vieses um tanto rígidos, mas recompensadores.
O Bebê de Bridget Jones mantém a graça do primeiro filme
Desde a sua encarnação em 1995 em uma coluna do jornal The Independent, Bridget Jones é uma personagem amada pelos britânicos, representando um tipo de mulher moderna, mais de acordo com a realidade, dentro de suas aspirações, obsessões e imperfeições. Sabiamente, Helen Fielding soube aproveitar o potencial de Bridget não apenas com a publicação de livros, como também com a autorização para que estes ganhassem vida no cinema, estratégia que transformou a sua criação em ícone da cultura pop. Após o desapontador “Bridget Jones: No Limite da Razão” (2004), que revisto hoje soa como uma versão infantilizada do charmoso original “O Diário de Bridget Jones” (2001), o futuro de Bridget Jones parecia incerto no cinema, especialmente por algumas escolhas radicais de Helen Fielding em seu terceiro livro da personagem, “Louca Pelo Garoto”. Nele, temos uma Bridget cinquentona redescobrindo o seu poder de sedução após a morte de Mark Darcy, algo que foi encarado como uma punhalada no coração dos leitores. Ainda que o nome de Fielding esteja creditado no roteiro e produção executiva, toda a equipe decidiu ser mais precavida em “O Bebê de Bridget Jones”, trazendo Bridget de volta com um roteiro totalmente original. Aqui com 43 anos, ela já não tem mais que brigar com a balança ou por um emprego promissor, mas continua nas crises amorosas que a notabilizaram. O perfil workaholic de Mark Darcy (Colin Firth) a fez botar um ponto final no relacionamento e, para contornar a recusa de Hugh Grant em reprisar o seu papel, Daniel Cleaver tem a sua ausência justificada por um episódio trágico. Uma série de circunstâncias faz Bridget Jones ter relações sexuais com dois homens em uma mesma semana. O primeiro é Jack (Patrick Dempsey), sujeito boa-pinta que mais tarde ela descobre ser um guru do amor milionário. O segundo, claro, é Mark Darcy, numa recaída, durante a festa de batizado do novo filho de sua amiga Jude (Shirley Henderson). O que era para ser casual acaba se tornando uma bomba para Bridget no instante em que ela se descobre grávida e não sabe quais dos dois é o pai. Há seis anos sumida do cinema, Renée Zellweger tem um retorno triunfal ao papel que a transformou em estrela. Sem precisar de piscadelas para atrair o público, Renée é verdadeiramente adorável com a sua naturalidade ao dar vida à Bridget, especialmente ao encarar as características a princípio menos atrativas da personagem, como a incapacidade de se dirigir a um grande público sem se meter em algum constrangimento ou a de cair em furadas maiores do que o fundo do poço emocional em que está presa. Diretora do original, Sharon Maguire compreendeu tudo o que fez de Bridget uma mulher muito além da mera heroína de comédia romântica ao conduzi-la ao cinema, e o seu retorno à personagem em “O Bebê de Bridget Jones” é decisivo para manter essa singularidade. Sem desconsiderar as virtudes do filme de 2001, Maguire dá novos passos ao situar Bridget em novos tempos, nos quais uma mulher se vê capaz de novas possibilidades dentro de dilemas gerados a partir de questões como casamento, maternidade, vida profissional e envelhecimento. A conclusão pode soar excessivamente conciliadora para os mais exigentes, mas nada que impeça o encanto do filme, capaz de deixar os espectadores mais leves com a ternura bem particular que injeta, a partir de suas situações adversas e cômicas.
Sete Homens e um Destino explora a mitologia do western como aventura leve
Nada se cria, tudo se copia. Essa máxima parece cair como uma luva em se tratando de “Sete Homens e um Destino”, seja a nova versão dirigida por Antoine Fuqua, ou até mesmo a original, com comando de John Sturges em 1960. Já naquela época se sabia que a produção era uma versão da história de “Os Sete Samurais”, de Akira Kurosawa. Se a versão de Sturges já não tinha como intuito oferecer um painel da vida no Oeste americano em fins do século 19, mas enfatizar os aspectos heroicos e selvagens e explorar a mitologia e os estereótipos do gênero, o que dizer de uma versão feita no século 21, que já viu a morte e o renascimento do western repetidas vezes, passando inclusive pelo surgimento do western spaghetti na década de 1960? Os dias de hoje, mais que o velho Oeste, refletem-se no novo remake, como mostrar um homem negro como líder do bando (Denzel Washington), além de retratar um dos pistoleiros com síndrome de pânico (Ethan Hawke) e uma mulher disposta a entrar nas trincheiras (Haley Bennett). Também não deixa de ser sintomático que Chris Pratt tenha um dos papéis mais importantes do filme, após estrelar dois blockbusters consecutivos – e se a gente pensar bem, “Guardiões da Galáxia” era meio como um western no espaço sideral, não? Não dá, por sinal, para reclamar da escolha do elenco. Sem falar que a parceria entre Denzel Washington e Antoine Fuqua tem sido bem frutífera, em filmes como “Dia de Treinamento” (2001), que também contava com Hawke, e “O Protetor” (2014). O lado negativo da produção também é reflexo da modernidade, na mão pesada de Fuqua para retratar a violência e na edição apressada das cenas de tiroteio envolvendo muitos personagens. Em alguns momentos, não temos a mínima ideia do que está acontecendo. Mas, no balanço, sobressaem-se os aspectos positivos do trabalho, como a introdução do grande vilão, Bogue, interpretado por Peter Sarsgaard, que exala maldade na cena da invasão à igreja. É um belo prólogo, assim como a apresentação do grande herói Chilson (Washington) e sua primeira conversa com a viúva de uma das vítimas de Bogue. No mais, é aquilo que todo mundo já sabe: a busca por Chilson por seis parceiros para enfrentar o bando de Bogue, que se instalou e toca o terror em uma pequena cidade. A intenção de tornar o grupo bastante eclético já se mostrava na versão de Sturges e aqui ainda é mais radical, reflexo de dias mais politicamente corretos. Além de Washington, Pratt e Hawke, há Vincent D’Onofrio, como um homem meio maluco, Byung-hun Lee, como o asiático especialista em facas, Manuel Garcia-Rulfo, como o representante mexicano, e Martin Sensmeier, como o índio. Em vários momentos, o filme é bem-sucedido em brincar com a xenofobia de alguns membros do grupo em relação ao outro, e nisso vai ficando mais leve e descompromissado. Por outro lado, o humor também diminui o impacto do drama que conduz ao enfrentamento com o grande vilão, produzindo uma aventura leve de tom meramente escapista, com direito a homenagens e referências – inclusive utilizando a música Elmer Berstein citada pelos dois compositores originais do filme.












