Cinebiografia nacional de Allan Kardec ganha primeiro trailer e imagens
A Sony divulgou o pôster, fotos e o primeiro trailer de “Kardec”, cinebiografia nacional do professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, mais conhecido como Allan Kardec. A prévia revela o fascínio e a rejeição do espiritismo na Paris do século 19, acompanhando os primeiros contato do pai do kardecismo com o mundo do além e a reação enfurecida da população, que chega a queimar o seu Livro dos Espíritos. Todos os franceses falam português perfeito e a encenação lembra mais minissérie brasileira que projeto de cinema. O elenco destaca Leonardo Medeiros (“O Mecanismo”) no papel-título, além de Sandra Corveloni (“A Glória e a Graça”), Letícia Braga (“Detetives do Prédio Azul”), Guilherme Piva (“O Inventor de Sonhos”), Genézio de Barros (“Intruso”), Guida Vianna (“Uma Loucura de Mulher”), Julia Konrad (“Paraíso Perdido”), Charles Fricks (“Nise: O Coração da Loucura”), Dalton Vigh (“A Comédia Divina”) e o veterano ator francês Christian Baltauss, de 70 anos, que já trabalhou com alguns dos nomes mais celebrados do cinema, como François Truffaut, com quem fez “O Último Metrô” (1980), e Luis Buñuel, de quem integrou o clássico “O Discreto Charme da Burguesia” (1972). A direção é de Wagner de Assis, que levou mais de 4 milhões de pessoas aos cinemas brasileiros com outro filme espírita, “Nosso lar”, em 2010. “Kardec” tem lançamento previsto para 16 de maio.
Operação Fronteira enfrenta clichês de ação dos anos 1980 com elenco atual de peso
Kathryn Bigelow, a única mulher da História do Oscar a ganhar a estatueta de Melhor Direção, por “Guerra ao Terror”, considerou dirigir “Operação Fronteira”. Ela desistiu e ficou com créditos de produtora executiva. Mas com isso a história original, desenvolvida por seu roteirista de confiança, Mark Boal, com quem trabalhou em “Guerra ao Terror” (2008), “A Hora Mais Escura” (2012) e “Detroit em Rebelião” (2017), acabou reescrita pelo diretor J.C. Chandor. O resultado deixa o espectador imaginando o quanto esse filme tinha potencial para ir mais longe, sob comando de Bigelow. É sobre cinco amigos, ex-soldados das Forças Especiais (Oscar Isaac, Ben Affleck, Charlie Hunnam, Garrett Hedlund e Pedro Pascal), que decidem voltar a se juntar para uma última missão: roubar uma fortuna de um chefão das drogas na América do Sul – supostamente na tríplice fronteira entre Paraguai, Argentina e Brasil, embora as filmagens tenham acontecido na Colômbia. A premissa evoca “Três Reis” (1999), o melhor filme de David O. Russell. Mas, estranhamente, o que se materializa no primeiro ato é o tipo de filme de ação que era estrelado por machões nos anos 1980, algo próximo à narrativa saudosista de “Os Mercenários” (2010). As semelhanças são mais de tom – trilha sonora roqueira, diálogos ruins e curtos, repletos de frases de efeito e narizes empinados – do que em relação à execução das cenas de ação, que são muito bem orquestradas e lembram a pegada visceral de Kathryn Bigelow (sem câmera balançante, graças a Deus). A partir da segunda metade, dominada por um mix de tensão, ganância e um senso de moral capaz de enlouquecer mais os protagonistas que seus perseguidores, as guitarras rasgadas e barulhentas dão um descanso na trilha. E os atores finalmente demonstram porque tem nomes de peso, inclusive Ben Affleck. Mas a diferença entre as duas partes é tão gritante que a impressão é que as cabeças pensantes por trás do projeto jamais chegaram a um equilíbrio criativo. E nome mais fraco do trio, J.C. Chandor, ficou com a maior responsabilidade. Infelizmente, o diretor de “Margin Call”, “Até o Fim” e “O Ano Mais Violento” costuma fazer filmes que parecem quase bons. Nunca são bons completamente. Ao contrário de Kathryn Bigelow, que poderia tornar “Operação Fronteira” numa contraparte de “Guerra ao Terror”.
Matt Smith vira Charles Manson em trailer dramático sobre seita assassina dos anos 1960
A IFC Films divulgou quatro pôsteres e o trailer de “Charlie Says”, filme que examina a influência do psicopata Charles Manson sobre sua família de seguidoras e como ele as convenceu a executar um dos crimes mais brutais dos anos 1960. O foco da prévia se concentra na reflexão sobre os assassinatos de 1969, mostrando o antes e o depois da barbárie, que rendeu prisões perpétuas para as integrantes da seita. O destaque das cenas é de Hannah Murray (a Gilly de “Game of Thrones”) como a ingênua levada à extremos. Mas é impossível deixar de reparar em como Matt Smith (o ex-Doctor Who que virou o Príncipe Philip de “The Crown”) magnetiza a tela como Manson. O elenco também inclui Merritt Wever (“Perfeita pra Você”), Suki Waterhouse (“Orgulho e Preconceito e Zumbis”), Annabeth Gish (“A Maldição da Residência Hill”), Chace Crawford (“Gossip Girl”), Sosie Bacon (“13 Reasons Why”), Grace Van Dien (“The Village”) e Marianne Rendón (“Imposters”). O filme tem roteiro de Guinevere Turner e direção de Mary Harron, a dupla que levou às telas outra história famosa de psicopata, o clássico “Psicopata Americano” (2000). A estreia está marcada para 17 de maio nos Estados Unidos, um mês depois do lançamento de “The Haunting of Sharon Tate” (2019), que conta a mesma história sob o ponto de vista da vítima mais famosa de Manson, e um mês antes do filme mais esperado sobre os 50 anos dos assassinatos, “Era uma Vez em Hollywood”, de Quentin Tarantino.
Documentário sobre Mussum ganha primeiro trailer
A Elo Company divulgou o trailer de “Mussum, um Filme do Cacildis”, documentário sobre a carreira de Antonio Carlos Bernades Gomes, mais conhecido como o músico e comediante Mussum. Com narração de Lázaro Ramos e trilha sonora do músico Pretinho da Serrinha, o filme pretende mostrar Mussum por diferentes ângulos, como o comediante carismático que roubava as cenas dos Trapalhões, o ex-membro da Força Aérea Brasileira (FAB), o pai dedicado e o integrante do grupo musical Originais do Samba. A direção é de Susanna Lira, especialista em documentários, que tem no currículo “Clara Estrela” (2017), sobre a cantora Clara Nunes, e prêmios por “Positivas” (2009) e ” Torre das Donzelas” (2018), respectivamente no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo. O filme entrará em cartaz no dia 4 de abril no “Projeta às 7”, parceria entre a rede Cinemark e a Elo. As sessões acontecerão de segunda à sexta, às 19h, em 20 salas de 19 cidades a preços populares: R$ 6 (meia) e R$ 12 (inteira). Vale lembrar que a história de Mussum também vai virar um filme com atores, estrelado por Ailton Graça com o título de “Mussum, o Filmis” – que ainda não teve data de lançamento divulgada.
O Parque dos Sonhos é a maior das 12 estreias da semana
Doze filmes estreiam nos cinemas nesta quinta (14/3), mas só os quatro americanos chegam em grande circuito. A dica é procurar pelos lançamentos brasileiros. Com maior distribuição, “O Parque dos Sonhos” é novidade também nos Estados Unidos neste fim de semana, onde não há muitas expectativas para seu desempenho, na sombra do fenômeno “Capitã Marvel”. Escrito pela dupla Josh Appelbaum e André Nemec (de “As Tartarugas Ninja”), o longa curiosamente não teve o nome do diretor divulgado. Isto porque Dylan Brown, animador de “Os Incríveis” e diretor do curta “Festa-Sauro Rex” (da franquia “Toy Story”), foi dispensado da função após surgirem denúncias de comportamento inapropriado. E este não foi o único contratempo da produção, que trocou um dos dubladores, Jeffrey Tambor, após ele ser demitido da série “Transparent” sob acusações de assédio. Mas o filme, em si, é inofensivo, com uma mensagem sobre a importância da imaginação, que entretêm as crianças sem cair na condescendência. Alternativa brasileira ao desenho, “Sobre Rodas” é uma opção infantil de temas mais complexos, pronta há dois anos sem encontrar espaço no mercado. Primeiro longa de ficção de Mauro D’Addio, a dramatização da amizade de um menino deficiente e uma garota determinada, que pegam a estrada numa jornada de aventuras em busca de um pai ausente, foi premiado no Festival do Rio e na versão infantil do Festival de Toronto (no Canadá) em 2017. O segundo lançamento brasileiro que chama atenção é para um público bem diferente. O terror “Mal Nosso” é uma porrada visceral que supera limitações de orçamento com uma proposta bastante ousada, especialmente por ser trabalho de diretor-roteirista iniciante, numa história que combina trama sobrenatural com “torture porn” brutal – no que lembra o último Zé do Caixão, “Encarnação do Demônio” (2008). Curiosamente, a maioria dos críticos nacionais desconjurou. Só que o longa foi exibido em vários festivais internacionais – venceu o Macabro, do México – e converteu a imprensa mundial, virando objeto de culto. O prestigioso site Eye of Film, por exemplo, disse que Samuel Galli é um diretor “para ser acompanhado”. Além disso, todas as críticas compiladas no site Rotten Tomatoes (sem nota) são elogiosas. Em compensação, o terror americano “Maligno”, que também chega aos cinemas, recebeu apenas 43% de aprovação no Rotten Tomatoes. Com a mesma premissa de “Sobrenatural” (Insidious), o filme do menino possuído por uma entidade maligna é o pior lançamento da semana. Os demais títulos americanos em grande circuito são “Suprema”, que mostra a juventude da advogada Ruth Bader Ginsburg (Felicity Jones), importante figura histórica do feminismo – e hoje juíza da Suprema Corte – , e o mais recente thriller de Liam Neeson, “Vingança a Sangue Frio” – remake do suspense nórdico “O Cidadão do Ano” (2014) – , que teve seu lançamento ofuscado nos Estados Unidos por uma entrevista polêmica do ator. Ambos foram elogiados pela crítica americana, ganhando mais de 70% de aprovação. De fato, “Vingança a Sangue Frio” foi considerado um dos melhores thrillers de toda a fase vingativa de Neeson – isto é, desde “Busca Implacável” (2008). A programação se completa com o novo projeto de arte de Jean-Luc Godard – não vamos chamar de filme, porque moleques do YouTube fazem similar, apesar do prêmio simbólico conferido pelo Festival de Cannes – , dois filmes argentinos e três documentários brasileiros. Desta relação, a produção argentina que não tem Ricardo Darín (enfim uma), “As Filhas do Fogo” ganha destaque por apresentar erotismo lésbico explícito e nada convencional. Obviamente, não é para todos. Confira abaixo todos os trailers e sinopses das estreias desta quinta. E não esqueça de prestar atenção nos três documentários da lista, instigantes em suas propostas diferenciadas. O Parque dos Sonhos | EUA | Animação A jovem otimista e sonhadora June encontra escondido na floresta um parque de diversões chamado Wonderland, que é cheio de passeios e animais que falam. O único problema é que o parque está confuso e desorganizado. June logo descobre que o parque veio de sua imaginação e que ela é a única que pode deixar o lugar mágico de novo. Sobre Rodas | Brasil | Aventura Lucas (Cauã Martins) é um menino que chega a uma nova escola depois de sofrer um acidente que o colocou em uma cadeira de rodas. Lá, ele se torna amigo de Laís (Lara Boldorini), uma colega de classe que sonha em conhecer o pai que a abandonou. Juntos, os dois iniciam uma jornada inesperada e decidem fugir de casa quando a jovem descobre o possível paradeiro do pai. Suprema | EUA | Drama Ruth Bader Ginsburg (Felicity Jones) se formou em direito nas instituições mais prestigiosas do país: Harvard e Columbia, sempre como primeira aluna de sua turma. Mesmo assim, ela enfrentou o machismo dos anos 1950 e 1960 quando tentou encontrar emprego, sendo recusada pelos principais escritórios de advocacia. Na função de professora, ela se especializou em direito relacionado ao gênero, decidindo atacar o Estado norte-americano para derrubar centenas de leis que permitem a discriminação às mulheres. Anos mais tarde, ela se tornou uma das primeiras juízas da Suprema Corte dos Estados Unidos. Vingança a Sangue Frio | EUA | Suspense Nels (Liam Neeson), um tranquilo homem de família que dirige um caminhão removedor de neve, vê seu mundo virado de cabeça para baixo quando seu filho é morto por um poderoso traficante de drogas. Impulsionado pelo desejo de vingança e sem nada para perder, ele fará tudo o que por preciso para destruir o cartel. Maligno | EUA | Terror Preocupada com o repentino comportamento estranho e violento de seu filho Miles (Jackson Robert Scott), Sarah (Taylor Schilling) inicia uma investigação por conta própria para entender o que está acontecendo. Mas o que ela descobre é que alguma espécie de força sobrenatural está agindo sobre ele, influenciando cada vez mais suas ações. Mal Nosso | EUA | Terror A história de Arthur (Ademir Esteves), um exorcista que usa a internet para contratar Charles (Ricardo Casella), um serial killer que precisa proteger sua filha Michele (Luara Pepita) de uma possessão demoníaca. Um Amor Inesperado | Argentina | Comédia Marcos (Ricardo Darín) e Ana (Mercedes Morán) estão casados há 25 anos e seu relacionamento já não está mais funcionando. Quando seu filho deixa a Argentina para estudar fora, os dois decidem se divorciar. Porém, a vida de solteiro não é tão fácil quanto eles esperavam e Marcos acaba chamando Ana para sair com ele novamente As Filhas do Fogo | Argentina | Drama Insatisfeitas com suas próprias vidas, três mulheres independentes se encontram por acaso, bem longes de suas casas, e começam a se relacionar de maneira poliamorosa. Quando percebem que estão livres daquilo que acreditam ser regras sociais possessivas, elas decidem formar um grupo cujo propósito é libertar outras mulheres que estejam passando pelos mesmos problemas. Imagem e Palavra | França | Arte Godard parte de montagens de imagens para refletir sobre aspectos do cinema e do mundo. Colando cenas de filmes, de reportagens, de vídeos caseiros e mesmo de desenhos, o cineasta aborda as funções do tempo e do espaço, utilizando em particular o caso das imagens sobre o mundo árabe de como são percebidas pelo mundo ocidental. Eleições | Brasil | Documentário A rotina do ensino médio da Escola Estadual Doutor Alarico da Silveira, localizada no centro de São Paulo, é alterada por conta das eleições do grêmio estudantil que se aproximam. Durante este período é possível identificar como as consequências do processo eleitoral afetam as relações entre os alunos, assim como as eleições presidenciais, em proporções bem maiores, conseguem alterar a atmosfera de um país. Elegia de um Crime | Brasil | Documentário Em fevereiro de 2011, a mãe do diretor Cristiano Burlan foi assassinada em Uberlândia pelo parceiro. Isabel Burlan da Silva teve sua trajetória marcada pela violência e pela pobreza, assim como todo o resto da família. Este é o terceiro filme da série “Trilogia do Luto”, os anteriores abordavam a morte do pai e do irmão de Burlan. Aqui, ele busca reconstruir a imagem e a vida da mãe. Pastor Cláudio | Brasil | Documentário Um encontro histórico entre duas figuras pessoalmente antagônicas: o bispo evangélico Cláudio Guerra, responsável por assassinar e incinerar os opositores à ditadura militar brasileira, e Eduardo Passos, um psicólogo e ativista dos Direitos Humanos.
Dublador do robô de Rogue One vai dar voz ao papagaio do vilão de Aladdin
Um dos atores mais ocupados da atualidade, Alan Tudyk, virou o último nome confirmado no elenco de “Aladdin”. Ele entrou na pós-produção, como dublador de Iago, o papagaio do vilão Jafar (Marwan Azari). Assim como no desenho animado original, o personagem será falante no remake com atores. O ator texano, que ficou conhecido pelas séries “Firefly” e “Suburgatory”, é considerado um ás da dublagem. São dele as vozes dos robôs principais dos filmes “Eu, Robô” e “Rogue One: Uma História Star Wars”. Sua filmografia é enorme e inclui até três longas animados da Disney, como dublador em “Zootopia”, “Moana” e “Ralph: Quebrando a Internet”. Atualmente, ele pode ser visto e ouvido na série “Doom Patrol”, adaptação dos quadrinhos da Patrulha do Destino, como o vilão Sr. Ninguém e narrador oficial dos episódios, além de dublar duas séries animadas da DC, “Justiça Jovem” (como Arqueiro Verde) e a vindoura atração da Arlequina (como ninguém menos que o Coringa). Além disso, dubla o sucesso do Cartoon Network “Star vs. As Forças do Mal”, acabou de filmar a comédia de cinema “Playing God” e vai estrelar, em carne e osso, outra série baseada em quadrinhos, no papel principal de “Resident Alien”, encomendada pelo canal pago Syfy. No novo trailer de “Aladdin”, divulgado nesta terça (12/3), Iago pode ser visto em uma breve cena, voando perto de Jafar. O elenco de “Aladdin” ainda inclui Will Smith (“Esquadrão Suicida”) como o Gênio da lâmpada, o pouco conhecido Mena Massoud (da série “Jack Ryan”) no papel-título, Naomi Scott (“Power Rangers”) como a Princesa Jasmine e Marwan Kenzari (“A Múmia”) como o vilão Jafar, além de Billy Magnussen (“A Noite do Jogo”) no papel do Príncipe Anders, que não faz parte do desenho de 1992 nem da fábula das “Mil e Uma Noites”, e a comediante Nasim Pedrad (série “New Girl”) como Dalia, uma criada da Princesa, que ocupará a vaga de confidente preenchida pelo tigre Rajah na animação. “Aladdin” foi escrito por John August (“Sombras da Noite”, “A Noiva Cadáver”) e teve seu roteiro revisado por Vanessa Taylor (“A Forma da Água”) e pelo próprio diretor Guy Ritchie (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), que é o responsável pela filmagem. O lançamento faz parte da leva de remakes modernos do catálogo de animações da Disney, um filão lucrativo que já rendeu sucessos como “Alice no País das Maravilhas” (2010), “Malévola” (2014), “Cinderella” (2015), “Mogli, o Menino Lobo” (2016), “A Bela e a Fera” (2017), e que tem muitas outras refilmagens previstas para 2019. “Aladdin” será a segunda fábula da Disney do ano. Vai chegar aos cinemas brasileiros em 23 de maio, um dia antes antes da estreia nos EUA e dois meses após “Dumbo”.
Novo trailer legendado de Aladdin dá mais destaque para o gênio de Will Smith
A Disney divulgou um novo pôster e o segundo trailer legendado de “Aladdin”. Bem mais completo, dá maior ênfase para a participação de Will Smith (“Esquadrão Suicida”) como o Gênio da lâmpada, revela os números musicais e chama atenção para um aspecto curioso: a direção de arte se alterna entre elementos cor-de-rosa e azul celeste. A escolha de cores artificiais realça a sensação de desenho animado com atores – e distingue o filme completamente da outra aventura árabe “recente” da Disney, “O Príncipe da Pérsia” (2010), onde tudo parecia ter cor de areia do deserto. Além do gênio azul, “Aladdin” destaca o pouco conhecido Mena Massoud (da série “Jack Ryan”) no papel-título, Naomi Scott (“Power Rangers”) como a Princesa Jasmine e Marwan Kenzari (“A Múmia”) como o vilão Jafar, todos vistos na prévia. O elenco inclui também inclui Billy Magnussen (“A Noite do Jogo”) no papel do Príncipe Anders, que não faz parte do desenho de 1992 nem da fábula das “Mil e Uma Noites”. O ator loiro já foi o Príncipe de Rapunzel no musical “Caminhos da Floresta” (2014) e chama atenção no meio do elenco formado por atores de pele escura. Mas não será a única diferença em relação à trama da animação. A comediante Nasim Pedrad (série “New Girl”) também viverá uma personagem exclusiva do filme, Dalia, uma criada da Princesa, que ocupará a vaga de confidente preenchida pelo tigre Rajah na animação. “Aladdin” foi escrito por John August (“Sombras da Noite”, “A Noiva Cadáver”) e teve seu roteiro revisado por Vanessa Taylor (“A Forma da Água”) e pelo próprio diretor Guy Ritchie (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), que é o responsável pela filmagem. O lançamento faz parte da leva de remakes modernos do catálogo de animações da Disney, um filão lucrativo que já rendeu sucessos como “Alice no País das Maravilhas” (2010), “Malévola” (2014), “Cinderella” (2015), “Mogli, o Menino Lobo” (2016), “A Bela e a Fera” (2017), e que tem muitas outras refilmagens previstas para 2019. “Aladdin” será a segunda fábula da Disney do ano. Vai chegar aos cinemas brasileiros em 23 de maio, um dia antes antes da estreia nos EUA e dois meses após “Dumbo”.
Bons Meninos: Comédia com crianças ganha trailer insano para adultos
A Universal Pictures divulgou o pôster e o trailer americanos de “Bons Meninos” (Good Boys), comédia estrelada por crianças, mas destinada para adultos. Tanto que o vídeo começa com o produtor Seth Rogen (“Vizinhos”) dizendo para o trio protagonista que eles não podem ver o trailer do filme, porque é cheio de violência, referências sexuais e palavrões, mesmo que sejam eles que estejam cometendo tudo isso. A prévia é hilária e insana, lembrando o saudoso “Superbad” (2007) dos mesmos produtores (Rogen e Evan Goldberg), mas com protagonistas muito mais jovens: Jacob Trembley (“O Quarto de Jack”), Brady Noon (série “Boardwalk Empire”) e Keith L. Williams (“O Último Cara da Terra”). Armados com os brinquedos sexuais dos pais, que eles acham que são equipamentos meio ninjas, o trio de nerds embarca numa jornada para apressar sua maturidade, o que inclui tentar beber cerveja e descobrir como se beija. E esta última missão rende as melhores piadas do trailer – e à descoberta traumática que pornôs não tem beijos… ao menos, não na boca. Tudo isso acontece porque eles querem se preparar… para ir na primeira festa a que foram convidados. “Good Boys” é o primeiro filme dirigido pela dupla de roteiristas Lee Eisenberg e Gene Stupnitsky (da série “The Office” e do filme “Professora Sem Classe”), e também inclui em seu elenco Lil Rel Howery (“Corra!”), Molly Gordon (série “Animal Kingdom”) e Midori Francis (“Oito Mulheres e um Segredo”). A estreia está marcada para agosto nos Estados Unidos, mas a previsão é para apenas três meses depois, em novembro, no Brasil.
“Nós” é aclamado pela crítica americana: “Jordan Peele é o novo Spielberg”
“Nós”, o novo terror do cineasta Jordan Peele (“Corra”), teve sua première mundial na noite de sexta (8/3), durante a abertura do Festival SXSW (South By South West) em Austin, no Texas. E após ser longamente aplaudido, o filme passou a receber um mar de elogios da imprensa. Aparentemente, trata-se de uma obra-prima, a ponto de Peele ser chamado de “o novo Spielberg” e “novo mestre do suspense” (segundo a rede CNN). Um detalhe que chama atenção nestes comentários é que, ao contrário das babas superlativas que costumam vazar após sessões de imprensa de filmes de super-heróis, os elogios não são jorrados por críticos geek nas redes sociais, mas sim publicados pelos chamados críticos “top” na imprensa profissional. A exceção é do crítico da revista Variety, que foi ao Twitter anunciar uma coroação. “É oficial: Jordan Peele é o novo Spielberg. ‘Nós’ vai ser um dos maiores filmes do ano”, ele exaltou. Os demais elogios fazem parte das críticas oficiais do filme – não são “primeiras impressões” – e já renderam nota no site Rotten Tomatoes: 100% de aprovação. A maioria dos textos atendeu ao pedido feito por Peele após a exibição, para que não contassem spoilers sobre as reviravoltas da trama – mas revelaram que são muitas. “Gênio”, “hipnotizante”, “soberbo” e “arrepiante” são alguns dos elogios publicados pelo Los Angeles Times. “Divertido e perturbador ao mesmo tempo. Jordan Peele tem um verdadeiro domínio de imagens”, descreveu o Observer. “Peele cementa seu lugar como um dos maiores criadores de horror do nosso tempo”, elogiou o site The Wrap. “Concebido para deixar o público perturbado, avança tão rápido que suas consequências profundas só podem ser consideradas quando os créditos começam a aparecer na tela”, descreveu o site IndieWire “È uma porrada”, resumiu a revista The Hollywood Reporter. “Nós” conta a velha história da viagem de fim de semana que acaba mal, mas de forma bastante inesperada. Na trama, um casal leva os filhos para um passeio no litoral, esperando curtir um momento em família. A tranquilidade da viagem é interrompida quando visitantes não convidados aparecem, instaurando o caos. O detalhe é que os visitantes são eles mesmos (“nós”) em versões distorcidas, sobrenaturais e sedentas por sangue. O elenco destaca Lupita Nyong’o e Winston Duke (ambos de “Pantera Negra”) como os pais, além de Elizabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”), Anna Diop (“Titãs”), Tim Heidecker (“Homem-Formiga e a Vespa”), Yahya Abdul-Mateen II (“Aquaman”) e o estreante Duke Nicholson, neto do lendário ator Jack Nicholson (“O Iluminado”). A estreia no Brasil foi marcada para 21 de março, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Novo trailer de Dumbo destaca o espetáculo circense com muitas cenas inéditas
A Disney divulgou novos pôsteres internacionais e mais um trailer de “Dumbo”, remake live-action do clássico animado de 1941. A prévia é repleta de cenas inéditas, que destacam o mundo do circo e o espetáculo que gira em torno da apresentação do elefantinho voador. A cena final revela Dumbo voando para longe com Eva Green em suas costas. Ao contrário de outras adaptações recentes do catálogo da Disney, “Dumbo” não é um filme de bichos falantes. Mas mantém os mesmos desafios, sofrimentos e triunfos do protagonista do desenho famoso, em sua vida como elefantinho de circo. No roteiro escrito por Ehren Kruger (“Transformers: A Era da Extinção”), o dono de um circo em dificuldades financeiras, Max Medici (Danny DeVito), convoca a ex-estrela Holt Farrier (Colin Farrell) e seus filhos Milly (Nico Parker) e Joe (Finley Hobbins) para cuidar do elefantinho recém-nascido cujas orelhas enormes o transformam em piada. As orelhas lhe renderam ridicularização e o apelido de Dumbo (uma ofensa derivada da palavra “dumb”, estúpido), mas quando descobrem que elas o permitem voar, o circo renasce, atraindo o persuasivo empresário V.A. Vandevere (Michael Keaton), que recruta o animal para seu mais novo empreendimento, o Dreamland. Dumbo passa a fazer sucesso ao lado da acrobata Colette Marchant (Eva Green), mas logo Holt descobre que Dreamland é cheio de segredos sombrios. A produção é a segunda fábula encantada da Disney dirigida pelo cineasta Tim Burton, que, com o sucesso de “Alice no País das Maravilhas” em 2010, deu início à onda de refilmagens com atores de carne e osso das animações do estúdio. A estreia está marcada para 28 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Novo trailer de Brightburn transforma origem de Superman em filme de terror brutal
A Sony divulgou o segundo trailer de “Brightburn – Filho das Trevas”, nova produção de James Gunn (“Guardiões da Galáxia”), rodada em segredo em meio à polêmica que levou à sua demissão de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”. A história é basicamente a origem de Superman como filme de terror. A prévia mostra como um casal, vivido por Elizabeth Banks (“A Escolha Perfeita”) e David Denman (“Outcast”), adota um bebê que cai literalmente do céu, numa nave espacial. E conforme o menino cresce, começa a demonstrar superpoderes. Seus pais sabem que ele é especial, destinado a grandes façanhas. Mas essa história superconhecida se descortina de forma diferente dos quadrinhos, em clima tenso. E quando o trailer mostra que criança adota uma capa vermelha e passa a voar, fica bastante claro: o pequeno alienígena é, na verdade, personagem de um terror sanguinário. A história foi escrita por Brian Gunn e Mark Gunn, respectivamente irmão e primo do diretor de “Guardiões da Galáxia”. James Gunn assina apenas a produção, mas seu nome é o primeiro destacado no trailer. Já a direção ficou a cargo de David Yarovesky, que fez o clipe da música “Inferno”, extraída da trilha de “Guardiões da Galáxia Vol. 2”. A estreia está marcada para 23 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Trailer de Sadako marca volta do diretor do terror original ao universo de O Chamado
A produtora Kadokawa divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Sadako”, novo filme da franquia japonesa que deu origem ao fenômeno “O Chamado”. E desta vez há um motivo a mais para despertar o interesse do público. O novo longa marca a volta do diretor original, Hideo Nakata, responsável pelo primeiro “O Chamado” (Ringu), de 1998, à personagem do título. “Sadako” é, na verdade, o quarto filme de Nakata inspirado no livro do escritor japonês Kôji Suzuki. Ele também dirigiu “O Chamado 2” (1999) e até seu remake americano de 2005. Para quem não lembra, Sadako era a aparição feminina de cabelos sobre o rosto que inspirou inúmeras cópias, além de lançar a lenda urbana das antigas fitas de videocassette amaldiçoadas. Ela virou Samara nas versões feitas por Hollywood. A franquia duradoura começou com uma trilogia original japonesa – o terceiro longa contava a origem de Sadako. E foi resgatada recentemente, refletindo as mudanças tecnológicas dos últimos anos. Sadako descobriu a internet em “A Invocação 3D” (Sadako 3D, 2012) e sua continuação de 2013, e acabou brigando com a segunda aparição de cabelos na cara mais famosa do J-horror, Kayako (de “O Grito”), num crossover chamado “Sadako vs. Kayako” (2016). Na nova trama, Mayu Akigawa (Elaiza Ikeda) é uma psicóloga que se envolve em um incidente com Yusuke Ishida (Takashi Tsukamoto). Jinko (Himeka Himejima) é uma garota misteriosa com amnésia que é levada para o hospital onde Mayu trabalha. Enquanto isso, o irmão mais novo de Mayu, Kazuma Akigawa (Hiroya Shimizu) é um aspirante a YouTuber que tenta testar a maldição de Sadako para conseguir mais seguidores… A estreia está marcada para 24 de maio no Japão e ainda não há previsão de lançamento em outros países.
Hebe Camargo ressurge empoderada no trailer de sua cinebiografia
A Warner divulgou o trailer de “Hebe – A Estrela do Brasil”, cinebiografia da apresentadora Hebe Camargo. Bastante politizada, a prévia mostra a estrela da TV brasileira enfrentando preconceitos e fazendo revoluções comportamentais, da introdução de Roberta Close como “a mulher mais bonita do Brasil” à famosa “bicota” em Roberto Carlos. O detalhe é que isso acontece não numa suposta juventude rebelde, mas no apogeu de sua carreira, em plena meia-idade, sob o olhar fulminante de produtores, marido e representantes da censura federal. Além disso, chama muito atenção a interpretação de Andrea Beltrão, convincente no papel. A trama se passa na década de 1980, no final da ditadura militar, quando Hebe completa 40 anos de profissão, está madura e já não aceita ser apenas um produto televisivo para o que se acredita ser a família brasileira. Mais do que isso, já não suporta ser uma mulher submissa ao marido, ao salário baixo, ao governo de direita e aos costumes vigentes. A trama pretende mostrar a apresentadora lidando com o marido ciumento e preconceituoso, e abraçando comportamentos avançados para se transformar em uma das personalidades mais amadas do Brasil. O elenco ainda conta com Marco Ricca, Caio Horowicz, Danton Mello, Gabriel Braga Nunes, Danilo Grangheia, Otávio Augusto, Claudia Missura, Karine Teles e Daniel Boaventura – que vai viver outra personalidade famosa da TV brasileira, ninguém menos que Silvio Santos. Com roteiro de Carolina Kotscho (“2 Filhos de Francisco”) e direção de Maurício Farias (“Vai que Dá certo”), o filme tem estreia prevista para 26 de setembro.












