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  • Filme

    Ethan Hawke tem Catherine Deneuve como sogra em trailer de comédia dramática

    28 de dezembro de 2019 /

    A IFC Films divulgou o pôster e o trailer americanos da comédia dramática “The Truth” (La Verité), primeiro filme ocidental do premiado cineasta japonês Hirokazu Koreeda, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes em 2018 com “Assunto de Família”. A prévia mostra o encontro do personagem do americano Ethan Hawke com sua sogra francesa venenosa, vivida por Catherine Deneuve. Curiosamente, os dois também interpretam atores na trama. Apresentada como uma diva, Deneuve tem uma relação conflituosa com a filha, que ganha vida por meio de outra grande estrela francesa, Juliette Binoche. Paralelamente ao enredo central, o longa ainda presta uma homenagem à carreira de Deneuve, ao longo de várias reminiscências. “The Truth” teve première em agosto no Festival de Veneza e estreia comercialmente em 20 de março nos EUA. Por enquanto, não há previsão para seu lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Never Rarely Sometimes Always: Drama indie com a cantora Sharon Van Etten ganha primeiro trailer

    28 de dezembro de 2019 /

    A Focus Features divulgou o primeiro trailer de “Never Rarely Sometimes Always”, filme selecionado para o Festival de Sundance 2020. A prévia capricha no drama, ao acompanhar duas primas adolescentes, que partem do interior da Pennsylvania para a cidade de Nova York, em busca de auxílio médico para interromper uma gravidez não planejada. Escrito e dirigido por Eliza Hittman (da série “13 Reasons Why”), “Never Rarely Sometimes Always” traz Sidney Flanigan como a garota grávida e Talia Ryder como sua prima. Ambas são estreantes em longa-metragem. O elenco também inclui, em sua estreia cinematográfica, a cantora Sharon Van Etten, além dos atores Ryan Eggold (“New Amsterdam”) e Théodore Pellerin (“Boy Erased”). A première vai acontecer em 24 de janeiro no Festival de Sundance (EUA) e a estreia comercial está marcada para 13 de março nos cinemas norte-americanos. Não há previsão para o lançamento no Brasil.

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  • Filme

    The Sonata: Último terror estrelado por Rutger Hauer ganha trailer

    28 de dezembro de 2019 /

    A Screen Media divulgou o pôster e o trailer de “The Sonata”, último terror estrelado pelo ator Rutger Hauer (“Blade Runner”), falecido em julho passado. Ele deixou mais três filmes inéditos, mas em outros gêneros. Na trama, Hauer é um músico excêntrico que deixa sua mansão de herança para a filha (Freya Tingley, de “Hemlock Grove”), uma violinista virtuosa. Ao descobrir a partitura de uma composição inédita do pai no imóvel, ela inicia uma pesquisa que a convence se tratar da “música do diabo”, uma sonata capaz de seduzir o anticristo. O diretor Andrew Desmond (“Galaxy of Horrors”) foi premiado pelo trabalho no FilmQuest, festival de cinema fantástico de Utah (EUA). Coprodução entre França e Reino Unido, o filme também traz no elenco Simon Abkarian (“No Limite”), James Faulkner (“Game of Thrones”) e Matt Barber (“Downton Abbey”). A estreia nos cinemas americanos está marcada para 10 de janeiro e não há previsão para lançamento no Brasil.

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  • Etc,  Filme

    Minha Mãe É uma Peça 3 é o último grande lançamento de 2019

    26 de dezembro de 2019 /

    Em clima de ressaca natalina, as telas recebem apenas cinco estreias… e “Cats”. Apesar de estar em cartaz há uma semana, o musical que miou nas bilheterias agora pode se considerar “oficialmente” lançado. Entre as novidades, “Minha Mãe É uma Peça 3” tem a distribuição mais ampla, virando o último grande lançamento de 2019 nos cinemas brasileiros. Com a perda literal de peso de Leandro Hassum, Paulo Gustavo virou o maior chamariz de público para as produções nacionais. Seu humor tem se provado bastante popular, mas o mercado não é mais o mesmo da época dos primeiros “Minha Mãe”. Mesmo assim, o final da trilogia de Dona Hermínia (Paulo Gustavo), que vai virar série, segue à risca a fórmula das produções do gênero, inclusive na viagem obrigatória para os EUA de toda franquia de comédia nacional. A situação é tão batida que o próprio Paulo Gustavo já viveu esse contexto em “Minha Vida em Marte”, com direito à piada parecida de inglês ruim na hora de pedir comida. A diretora, por sinal, também é a mesma – Susana Garcia. A programação alternativa é totalmente europeia. O destaque é “Aqueles que Ficaram”, drama pós-Holocausto que representou a Hungria na busca por uma indicação ao Oscar de Filme Internacional. Complexo, o primeiro longa do diretor Barnabás Tóth tende a render discussões, ao apresentar uma “Lolita” sobrevivente do Holocausto, um relacionamento proibido aos olhos da sociedade e como a substituição do nazismo pelo comunismo no Leste Europeu trocou uma repressão cruel por outra. Confira abaixo mais detalhes das estreias da semana com todos os títulos, suas sinopses e trailers. Minha Mãe É uma Peça 3 | Brasil | Comédia Dona Hermínia (Paulo Gustavo) vai ter que se redescobrir e se reinventar porque seus filhos estão formando novas famílias. Essa supermãe vai ter que segurar a emoção para lidar com um novo cenário de vida: Marcelina (Mariana Xavier) está grávida e Juliano (Rodrigo Pandolfo) vai casar. Dona Hermínia está mais ansiosa do que nunca! Para completar as confusões, Carlos Alberto (Herson Capri), seu ex-marido, que esteve sempre por perto, agora resolve se mudar para o apartamento ao lado. Aqueles que Ficaram | Hungria | Drama Na Húngria,após o fim da 2ª Guerra Mundial, uma nação de sobreviventes do Holocausto tenta se curar através do amor. Em meio ao conflito nacional e ao trauma, um médico de meia idade e uma jovem menina de luto por familiares perdidos em campos de concentração formam uma conexão e ajudam um ao outro a retomar suas vidas. Deus É Mulher e seu Nome É Petúnia | Macedônia | Drama Todo dia 19 de janeiro, um ritual único é realizado na Macedônia. O pároco mais importante de cada cidade lança uma cruz no rio, e centenas de homens mergulham para alcançá-la, sob a promessa de que assim terão felicidade e prosperidade durante o ano. Na pequena vilda de Stip, a cerimônia é interrompida por um acontecimento inédito. Petrunya, mulher de 31 anos que está solteira e desempregada, mergulha para pegar a cruz e se torna a vencedora. Mas o povo de sua cidade não permitirá que ela seja reconhecida como tal. O Último Amor de Casanova | França | Drama Casanova (Vincent Lindon), conhecido por gostar de participar de diversão e esbórnia, chega em Londres após ser obrigado a se exilar. Nesse novo lugar, ele conhece Marianne de Charpillon (Stacy Martin), uma moça que o atrai a ponto de fazê-lo deixar sua vida de conquistador de lado. Minha Irmã de Paris | França | Comédia Uma atriz de comédia decide contratar uma “dublê” para tomar seu lugar no set de filmagens, depois que uma cirurgia plástica dá errado. E a impostora não poderia ser mais prefeita: é a sua própria irmã gêmea – que ela nem sabia da existência.

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    Buffaloed: Zoey Deutch é cobradora de dívidas em trailer de comédia indie

    25 de dezembro de 2019 /

    O estúdio indie Magnolia Pictures divulgou o trailer e o pôster de “Buffaloed”, comédia em que Zoey Deutch (de “Zumbilândia: Atire Duas Vezes”) vive uma ex-presidiária vigarista que se transforma numa cobradora de dívidas implacável. Tão implacável que decide tomar o negócio de seu patrão (ninguém menos que Jai Courtney, de “Esquadrão Suicida”). O filme tem direção de Tanya Wexler (do divertido “Histeria”) e inclui em seu elenco Judy Greer (“Halloween”), Noah Reid (“Kevin from Work”) e Jermaine Fowler (“Crashing”). Exibido no Festival de Tribeca, “Buffaloed” atingiu 100% de aprovação, mas com poucas críticas registradas no Rotten Tomatoes. A estreia vai acontecer em 14 de fevereiro nos EUA, mas ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

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    Saint Maud: Novo terror do estúdio de Hereditário ganha trailer perturbador

    25 de dezembro de 2019 /

    A A24 divulgou o primeiro trailer de “Saint Maud”. A prévia evoca o fanatismo e a paranormalidade de “Carrie, a Estranha”, e alinha-se ao estilo de produções perturbadoras do estúdio indie que lançou “A Bruxa”, “Hereditário” e “Midsommar”. “Saint Maud” (Santa Maud) é o apelido que uma enfermeira devota (vivida por Morfydd Clark, de “His Dark Materials”) recebe de sua paciente Amanda (Jennifer Ehle, de “A Hora Mais Escura”), uma mulher rica, doente e que não acredita em Deus. Isto se torna fonte de frustração para Maud, que não tem vida social e se dedica a servir os outros, mantendo-se livre de pecados pela prática de autoflagelo – verdadeiras torturas infligidas contra si mesma. Conforme o deboche a sua crença aumenta, maior se torna a obsessão de Maud para salvar a alma de Amanda, com resultados assustadores. Estreia em longas da diretora e roteirista Rose Glass, a produção britânica foi premiada no Festival de Londres e atingiu 91% no Rotten Tomatoes após impressionar no Festival de Toronto. A estreia está marcada para 27 de março nos EUA, mas ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.

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    Magnatas do Crime: Matthew McConaughey é o poderoso chefão em novo trailer

    23 de dezembro de 2019 /

    A STX divulgou um novo trailer de “The Gentleman”, que ganhou o título de “Magnatas do Crime” no Brasil. A produção traz o diretor Guy Ritchie de volta às histórias de gângsteres britânicos, repletas de humor negro, que lhe renderam fama no começo de sua carreira – época de “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” (1998) e “Snatch: Porcos e Diamantes” (2000). Definitivamente, não é “Aladdin” (2019) nem “Rei Arthur: A Lenda da Espada” (2017). Mas o protagonista é o intérprete do Rei Arthur, Charlie Hunnam, um gângster bem educado, que trabalha para um chefão do crime interpretado por Matthew McConaughey (“Interestelar”), americano que construiu um império de drogas no Reino Unido. Quando rumores começam a circular sobre uma aposentadoria do chefão, todos os outros criminosos de Londres criam seus próprios esquemas para tomar o lugar dele. O elenco ainda inclui Henry Golding (“Podres de Ricos”), Michelle Dockery (“Downton Abbey”), Jeremy Strong (“Succession”), Eddie Marsan (“Ray Donovan”), Colin Farrell (“Dumbo”) e Hugh Grant (“Florence: Quem é Essa Mulher?”). A estreia está marcada para 24 de janeiro nos Estados Unidos e apenas três meses depois, em 23 de abril, no Brasil.

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  • Filme

    Ascenção Skywalker é fanfic que enfraquece a Força da saga Star Wars

    23 de dezembro de 2019 /

    No belíssimo plano final de “Os Últimos Jedi”, o diretor Rian Johnson estabelecia três pontos muito claros: a Força não era mais apenas exclusiva de uma família, mas sim estava em toda a galáxia, em todas as pessoas – isso, por si só, definia que qualquer pessoa poderia almejar se tornar um herói. O segundo ponto era de que a esperança havia retornado à galáxia, visto que o sacrifício de Luke Skywalker o transformara em uma lenda ainda maior, o homem capaz de reconhecer seus erros e usá-los a seu favor. O terceiro, e talvez principal ponto, era o de que a saga apontava finalmente para o futuro: o olhar do garoto para um espaço infinito abria também infinitas possibilidades de avanço. O recado era claro: vamos deixar o passado para trás. Deixar de viver eternamente presos a um nome, mas acreditar em uma ideia, em um ideal, em um futuro brilhante no qual todos podemos fazer a nossa parte. Pois é. Pena que nem tudo é perfeito. A ousadia e a coragem de Rian Johson foram vistas por uma pequena – mas barulhenta – parte dos fãs de “Star Wars” como uma heresia. Muitos foram – e ainda são – incapazes de aceitar que Luke Skywalker talvez não fosse o mesmo personagem de 35 anos atrás. Afinal, quem muda em 35 anos?? Como era possível que o herói idealizado por décadas de repente se tornasse um velho ermitão ranzinza que em determinado momento da vida cometeu uma falha que o maculou para sempre (vale aqui lembrar que a ideia de que Luke fosse um sujeito isolado a la Coronel Kurtz veio de ninguém menos que George Lucas)? Como era possível que uma garota qualquer tivesse familiaridade com a Força? Como era possível que o Snoke morresse daquela forma sem sabermos mais sobre ele (um personagem cujo hype foi criado única e exclusivamente pelos fãs)? Tudo isso, alinhado a uma necessidade quase infantil de atender expectativas fez com que J.J Abrams – que havia feito um trabalho dos mais consistentes em “O Despertar da Força”, mesmo remakeando sem firulas o “Episódio IV” – transformasse este “A Ascensão Skywalker” em uma salada indigesta de fan service mesclada com uma trama digna de fanfic com a pior inspiração possível. Desta vez, a história começa com o retorno[!] do Imperador Palpatine, que aparentemente está fazendo um podcast em algum lugar da galáxia e avisando que construiu em segredo ao longo dos últimos 35 anos uma esquadra maligna com centenas de naves para dominar a galáxia. Sim, é isso mesmo. Os rebeldes, cientes dessa ameaça, precisam ir para um lugar achar uma adaga que precisa ser traduzida em outro lugar para que esta indique outro lugar onde estará o sinalizador que indicará o lugar onde está Palpatine. Ou algo assim. Nesse meio tempo, Kylo Ren é orientado por Palpatine a destruir Rey por motivos de ‘porque sim’ mas que no fundo não é bem isso porque ele tem outros planos para a garota. Este roteiro é de J.J escrito em parceria com Chris Terrio, o cara por trás de “Batman v Superman”. O que diz muita coisa. Nitidamente com o objetivo de disfarçar a fragilidade dessa história, J.J. faz uma escolha criativa que se mostra fatal para a trama, criando um filme acelerado, com uma montagem que parece saída de alguma obra de Michael Bay. Não há tempo para que o espectador possa apreciar ou mesmo ser tocado por certas passagens. Nem mesmo os money shots são aproveitados. Pra piorar, o filme usa um recurso vagabundo de morre/não morre várias vezes, o que enfraquece completamente o envolvimento do espectador, tanto que na hora da morte real de uma personagem realmente importante, esta acaba não tendo o menor impacto. As sequências de ação são eficientes, como sempre, mas não há sequer UM momento capaz de maravilhar o público, seja por conta de obviedade de suas escolhas (há um momento em que só faltou Lando Calrissian dizer “on your left” para Poe Dameron) como por uma mis en scène trôpega (como na sequência do sequestro de Chewbacca, em que todo mundo parece perder a visão periférica) e a completa falta de criatividade na criação de novos mundo (sim, temos novamente uma floresta, um deserto e um oceano). Nem mesmo o humor funcional de J.J. dá certo aqui, com C3-PO fazendo o possível para dar um mínimo de alma a essa obra planejada por comitê. A decisão de “esquecer” o que havia sido estabelecido em “Os Últimos Jedi” afeta o próprio desenvolvimento do trio principal de heróis [aqui vamos entrar na área de SPOILERS]. Se no último filme Rey havia finalmente se livrado do peso do passado ao descobrir que seus pais não eram ninguém e estava finalmente pronta para desenvolver seus dons naturais da Força, aqui J.J. dá uma marcha a ré indigna e a coloca como NETA de Palpatine – deixando pelo menos felizes todos os que a acusavam de ser uma Mary Sue, algo que nunca ninguém questionou em Anakin ou Luke. Na visão de Rian Johnson, qualquer pessoa pode ser um herói. Na de J.J. não, apenas quem for descendente de UMA única família. Finn, do mesmo modo, retorna ao seu personagem em busca de um caminho do primeiro filme. Se em “Os Últimos Jedi” ele havia finalmente compreendido – sim, lá em Canto Bight – que sua luta deveria ser em prol de um bem maior e não apenas “cadê a Rey”, aqui ele volta a ser o cara que passa o filme inteiro atrás da Rey. Já Poe Dameron, que, pelo sacrifício da General Holdo, finalmente compreendera a força e a necessidade de uma liderança carismática, aqui volta a ser o aventureiro engraçadão – e o filme ainda inventa um link com Han Solo ao informar aleatoriamente que ele havia sido um contrabandista no passado. Pelo menos, mas pelo menos, Kylo Ren consegue finalizar seu arco de forma digna, ainda que obviamente dentro das expectativas. Nada porém bate a covardia feita com a atriz Kelly Marie Tran e sua personagem Rose Tico, que aqui vira uma coadjuvante irrelevante com menos falas do que Greg Gunberg, amigão de J.J. O mesmo pode ser dito do General Hux, presenteado com um plot twist (mais um) vergonhoso. Maz Kanata (o dinheiro mais fácil ganho por Lupita N´yongo esse ano) entra apenas para explicar ao público o que está acontecendo – “Veja, Leia vai se conectar com seu filho, isso vai sugar toda sua energia vital”… Carrie Fischer, por sua vez, é inserida no filme com sobras de sua participação nos dois filmes anteriores, o que soa tristemente artificial, pois é nítido que os diálogos são adaptados para suas respostas – que na maioria das vezes, porém, não correspondem ao que está sendo conversado. Com truques baratos e soluções facilitadas para os protagonistas (como o fato deles caírem numa areia movediça que – nossa, olha só – leva eles diretamente para o objeto que estão procurando), “A Ascensão Skywalker” poderia se redimir por conta de uma conclusão poderosa – caso de “Retorno de Jedi”, um filme medíocre em seus dois terços iniciais mas com uma conclusão antológica. Nem isso. J.J. cria um clímax que parece saído de alguma produção genérica, que chupa – conscientemente ou não – momentos recentes de “Vingadores: Ultimato” (não falta nem um “Eu sou …. todos os Jedi”), o famigerado raio azul da morte de 90% dos filmes de ação desta década e uma conclusão basicamente igual a de “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II”. E nem vamos citar aqui a claque de personagens obscuros que fica observando tudo isso em uma arena sem iluminação e sem noção de espaço, dando a impressão de que Palpatine passou os últimos 30 anos criando uma armada invencível e clones para ficarem aplaudindo seus gritos de vilão de terceira. Há momentos emocionantes? Sim, há. Confesso que chorei duas ou três vezes ao longo do filme – ver Chewbacca finalmente ganhar a sua medalha é um fan service muito bacana. A conclusão, em que heróis confraternizam por sua vitória emociona, mas fica claro que essa emoção não vem por causa deste filme em especial, mas por toda a conexão estabelecida há anos pelo público com a saga. O plano final, ainda que lindo, é tão evidente que qualquer pessoa poderia imaginá-lo assim que o filme começa. Talvez seja este o grande problema de “Ascensão Skywalker”: com medo de desagradar o público, J.J. entrega um filme sem surpresas, sem imaginação, com plot twists que variam entre vergonhosos e inconsequentes e com um triste retrocesso nas possibilidades estabelecidas por Rian Johnson no filme anterior. Não é o pior filme de “Star Wars”. “Ataque dos Clones”, “Ameaça Fantasma” e “Han Solo” ainda tem seu lugar cativo. Não é um filme chato ou entediante. Há aqui e ali muito da magia que fez e faz “Star Wars” ser uma das sagas mais amadas de todos os tempos. Mas é triste perceber que a equipe criativa por trás deste novo filme pareceu muito mais preocupada em não ofender um público sensível do que em avançar a história, olhar para a frente. “Star Wars” – ou pelo menos esta saga – termina com um gosto amargo, em um filme que no afã de agradar todo mundo, acabou virando uma obra sem um pingo de personalidade, incapaz de reconhecer seus próprios erros e aprender com eles. Algo que até um personagem fictício como Luke Skywalker aprendeu.

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  • Filme

    Aves de Rapina recebe classificação “R”, proibido para menores nos EUA

    21 de dezembro de 2019 /

    A produção de “Aves de Rapina” recebeu oficialmente a classificação “R” nos Estados Unidos. Trata-se do equivalente ao “proibido para menores”, embora não seja a classificação mais elevada. Um filme “R-Rated” é proibido para menores de 17 anos, mas pode ser visto por adolescentes que forem acompanhados por pais ou responsáveis. Já a classificação seguinte, “NC-17”, proíbe terminantemente a presença de menores, mesmo com o pai e a mãe. A razão para a faixa etária elevada, segundo a MPA (Associação do Cinema dos EUA), são “cenas fortes de violência, palavras de baixo calão e alguns materiais envolvendo sexo e drogas”. Com isso, “Aves de Rapina” se junta a “Kick-Ass”, “Kick-Ass 2”, “Deapool”, “Logan” e “Coringa” na lista de filmes de super-heróis/vilões de quadrinhos rotulados pela MPA com um “R”. Os quatro últimos foram lançados no Brasil com indicação para maiores de 16 anos, mas “Kick-Ass”, que veio antes (em 2010), acabou recebendo “censura” para 18 anos. Escrito por Christina Hodson (“Bumblebee”), dirigido pela chinesa Cathy Yan (“Dead Pigs”) e com um longo título oficial, “Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa”, o filme vai juntar a Arlequina (vida por Margot Robbie) com novas “amiguinhas”: o grupo de heroínas conhecido como Aves de Rapina, formado por Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell, de “True Blood”), Caçadora (vivida por Mary Elizabeth Winstead, de “Rua Cloverfield, 10”), Cassandra Cain (Ella Jay Basco, da série “Teachers”) e até a policial Renee Montoya (Rosie Perez, de “O Conselheiro do Crime”) na versão do cinema. Para completar, ainda entram na história os vilões Máscara Negra (Ewan McGregor, de “Christopher Robin”) e Victor Zsasz (Chris Messina, de “The Mindy Project”). A estreia está prevista para 6 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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  • Filme

    Eduardo e Mônica: Filme baseado na música do Legião Urbana ganha primeiro trailer

    21 de dezembro de 2019 /

    A Gávea Filmes divulgou o primeiro trailer de “Eduardo e Mônica”, romance estrelado por Alice Braga (“A Rainha do Sul”) e inspirado na famosa música da banda Legião Urbana. A prévia destaca a diferença cultural gritante entre o casal, que também pertence a gerações diferentes, além de fazer referências às descrições contidas na canção, escrita por Renato Russo. A música, escrita por Renato Russo, conta a história de amor entre dois jovens, um vestibulando de jornalismo e uma estudante de medicina, que eram tão diferentes um do outro que se completaram. Alice Braga vive a Mônica e Gabriel Leone (novela “Os Dias Eram Assim”) é o Eduardo A direção está a cargo de um “especialista” em Legião Urbana, René Sampaio, que já levou com sucesso outra música da banda para o cinema, “Faroeste Caboclo” (2013), e o elenco coadjuvante também inclui um integrante daquele filme, Fabricio Boliveira – além de Victor Lamoglia (“Socorro! Virei uma Garota”), Otávio Augusto (“Hebe”), Bruna Spinola (“Impuros”) e Ivan Mendes (“Me Chama de Bruna”). “Eduardo e Mônica” tem estreia marcada para 9 de abril.

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  • Filme,  Música

    Respect: Jennifer Hudson é Aretha Franklin no primeiro teaser da cinebiografia

    20 de dezembro de 2019 /

    A MGM divulgou os primeiros teaser e pôster de “Respect”, cinebiografia da cantora Aretha Franklin (1942 – 2018). A prévia traz apenas o título do filme e a intérprete da Rainha do Soul, Jennifer Hudson, cantando a música que dá título à produção. Hudson já ganhou um Oscar ao viver uma cantora no cinema, no filme “Dreamgirls” (2006). Não há muita informação sobre a produção de “Respect”, mas a trama deverá ser ambientada nos anos 1960 e 1970, quando Aretha se consagra como uma das maiores artistas dos EUA, cantando clássicos imortais como “I Say a Little Prayer”, “Think”, “(You Make Me Feel Like) A Natural Woman” e a faixa-título, além de viver um conturbado relacionamento com seu então marido Ted White. A equipe criativa é estreante no cinema. O roteiro foi escrito por Tracey Scott Wilson, da série “The Americans” e da recente telebiografia “Fosse/Verdon”, enquanto a direção está a cargo de Liesl Tommy, que anteriormente comandou episódios de “The Walking Dead”, “Jessica Jones” e “Mrs. Fletcher”. Por outro lado, a produção é comandada por Scott Bernstein, que recentemente fez outra cinebiografia musical de sucesso, “Straight Outta Compton” (2015), e pelo produtor musical Harvey Mason Jr., que trabalhou com Franklin e também no filme “Dreamgirls”, que consagrou Hudson. O elenco ainda destaca Forest Whitaker (“Pantera Negra”), Tate Donovan (“Rocketman”), Leroy McClain (“A Maravilhosa Sra. Meisel”), Marlon Wayans (“Seis Vezes Confusão”), Marc Maron (“GLOW”), Tituss Burgess (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), Audra McDonald (“The Good Fight”) e a cantora Mary J. Blige (“Mudbound”). A estreia está marcada para 17 de setembro no Brasil, um mês após o lançamento nos EUA.

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  • Filme

    Keira Knightley interrompe concurso de Miss Mundo no trailer de Misbehaviour

    20 de dezembro de 2019 /

    O estúdio Pathe divulgou o primeiro pôster, fotos e o trailer de “Misbehaviour”, drama feminista estrelado por Keira Knightley (“Segredos Oficiais”). A prévia revela uma estrutura ambiciosa, com vários personagens e tramas paralelas, mais parecida com uma série que um filme. A trama é baseada em fatos reais e retrata, entre outros temas, um protesto feminista contra o concurso de Miss Mundo de 1970. Na ocasião, mulheres lideradas por Sally Alexander (Knightley) interromperam piadas machistas do comediante Bob Hope (Greg Kinnear, de “House of Cards”), apresentador do concurso, para chamar atenção para a desigualdade de gênero e o sexismo da atração, que se resumia a julgar mulheres por seus corpos. Por outro lado, entre as concorrentes estava a candidata de Granada, Jennifer Hosten (Gugu Mbatha-Raw, de “Uma Dobra no Tempo”), que acreditava poder chamar atenção para as minorias raciais com sua participação. Para ampliar ainda mais a polêmica, o evento também apresentou duas candidatas da África do Sul, uma branca e uma negra, durante o auge do apartheid, e enfrentou um atentado terrorista da Angry Brigade, organização da extrema esquerda britânica. O resultado do concurso acabou sendo histórico. O roteiro foi escrito por Gaby Chiappe (“Sua Melhor História”) e Rebecca Frayn (“Além da Liberdade”), a direção é de Philippa Lowthorpe (da série “The Crown” ) e o elenco ainda inclui Jessie Buckley (“As Loucuras de Rose”), Suki Waterhouse (“Pokémon: Detetive Pikachu”), Emma Corrin (“Pennyworth”), Rhys Ifans (“O Espetacular Homem-Aranha”) e Lesley Manville (“Trama Fantasma”). A estreia está marcada para 13 de março no Reino Unido, mas inda não há previsão para o lançamento no Brasil.

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    Continuação de Para Todos os Garotos que Já Amei ganha trailer romântico legendado

    19 de dezembro de 2019 /

    A Netflix divulgou o trailer legendado da continuação de “Para Todos os Garotos que já Amei”, que também é estrelada por Lana Condor e Noah Centineo. A prévia explora o romance do casal, mas também introduz um segundo destinatário das cartas do primeiro filme, transformando a história de amor num possível triângulo. A adaptação do best-seller juvenil “Para Todos os Garotos que Já Amei” foi originalmente produzido para o cinema pela Awesomeness, uma divisão da Paramount, que acabou vendendo seus direitos para a Netflix numa negociação envolvendo vários projetos. A história sobre a garota tímida que escreve cartas secretas para seus crushes sem intenção de enviá-las, e que é obrigada a lidar com a situação quando as cartas vão parar no correio, tornou-se um dos maiores sucessos da plataforma. No novo longa, Lara Jean (Condor) e Peter (Centineo) não fingem mais ser um casal, eles são um casal. Mas quando John Ambrose (Jordan Fisher), um outro recipiente de uma das cartas de Lara Jean, entra em sua vida novamente, ela precisa confiar nela mesma para enfrentar seu primeiro dilema real: será que ela pode amar dois garotos ao mesmo tempo? Intitulada “Para Todos os Garotos: P.S. Eu Ainda Amo Você”, a sequência vai estrear no serviço de streaming no dia 12 de fevereiro de 2020. Entretanto, este não será o fim da história. A Netflix já confirmou a produção de um terceiro filme baseado nos livros de Janny Han. “Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre, Lara Jean” ainda não tem previsão de lançamento, mas já começou a ser rodado. Os três filmes vão contar toda a trilogia literária assinada por Jenny Han.

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