Millie Bobby Brown vai estrelar thriller criminal na Netflix
A Netflix planeja juntar Millie Bobby Brown (a Eleven de “Stranger Things”) e Jason Bateman (o Marty de “Ozark”) na produção de um novo filme exclusivo. . Segundo apurou o site Deadline, Brown vai estrelar a adaptação do romance “The Girls I’ve Been”, de Tess Sharpe (“Barbed Wire Heart”), e coproduzi-lo com Bateman. Os dois serão sócios no projeto por meio de suas produtoras, PCMA Productions e Aggregate Films, respectivamente. “The Girls I’ve Been” é um thriller centrado numa vigarista, Nora, que deve usar seus poderes de persuasão e interpretação para libertar a si mesma, sua namorada e seu ex-namorado de um roubo que vira uma situação de reféns em um banco. O livro de Tess Sharpe ainda é inédito e só será publicado pela Penguin Random House no início do próximo ano. A Netflix não quer deixar de trabalhar com Brown. Além desse projeto e de “The Strange Things”, a plataforma também vai lançar o próximo longa-metragem da atriz, “Enola Holmes”, em que ela interpreta a irmã adolescente e rebelde de Mycroft e Sherlock Holmes. Esse filme está programado para estrear em streaming no mês de setembro.
Julia Roberts e Denzel Washington vão estrelar suspense apocalíptico na Netflix
Os atores Julia Roberts e Denzel Washington vão voltar a se juntar num novo suspense, 27 anos depois de “O Dossiê Pelicano” (1993). Intitulado “Leave the World Behind”, o projeto tem roteiro e direção de Sam Esmail, criador de “Mr. Robot”, que trabalhou com Roberts na 1ª temporada da série “Homecoming”, da Amazon. A nova produção também será lançada em streaming, mas na Netflix, que, segundo o site Deadline, venceu uma disputa milionária com a Apple e a MGM pelos direitos de exibição. A trama é baseado num livro homônimo de Rumaan Alam, que será publicado em setembro nos EUA, e segue um casal de férias com os filhos adolescentes, num local remoto de Long Island, nos EUA. Quando os donos da casa que eles alugaram surgem inesperadamente em pânico, dizendo que um repentino apagão tomou conta da cidade, o casal não sabe ao certo em que acreditar. Sem eletricidade e serviço de celular, as duas famílias são levadas a conviver numa situação de tensão. A descrição dos personagens retrata os locatários como e ricos e brancos, e os proprietários como sofisticados e negros. As questões de raça e classe farão parte da trama, na medida em que estranhos estrondos sônicos destroem a paz do campo e a saúde física e mental das famílias passa a se desintegrar. Roberts será a mãe da família que aluga a casa. Washington será o proprietário. O filme ainda não tem previsão de lançamento.
Rogue: Megan Fox enfrenta leoa assassina em trailer de filme de ação
A Lionsgate divulgou o pôster e o trailer de “Rogue”, filme de ação estrelado por Megan Fox (“As Tartarugas Ninja”). A prévia começa como uma missão de resgate, em que a atriz integra um grupo de mercenários contratados para salvar uma adolescente sequestrada e mantida em cativeiro num zoológico clandestino. Com a troca de tiros e explosões, uma leoa faminta escapa de sua jaula e passa a caçar os mercenários. A diretora M.J. Bassett (“Silent Hill: Revelação”) escreveu o filme com a filha, Isabel Bassett, e o elenco também inclui Jessica Sutton (“Motherland: Fort Salem”), Philip Winchester (“Strike Back”), Calli Taylor (“A Princesa e a Plebeia”), Adam Deacon (“Casualty”) e Brandon Auret (“Elysium”) A estreia vai acontecer no dia 28 de agosto em VOD nos EUA e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
7500 cria tensão claustrofóbica em trama de sequestro aéreo
Longa-metragem de estreia do alemão Patrick Vollrath, “7500”, disponibilizado em streaming pela Amazon, consegue montar uma história de tensão claustrofóbica, que se passa totalmente dentro da cabine de um avião atacado por terroristas. O fato de apresentar uma visão limitada pelas paredes da cabine acaba por tornar tudo ainda mais interessante. Uma produção mais convencional teria toda a reviravolta com os passageiros sofrendo a pressão e o terror da situação (ataque físico dos terroristas, avião prestes a cair etc). Em vez disso, e até como forma de diminuir os custos de produção, o que Vollrath apresenta é uma obra que foge da vulgaridade. É também uma obra que se pretende realista. O ator que interpreta o capitão do avião é um verdadeiro piloto, e muito do ótimo desempenho de Joseph Gordon-Levitt, no papel do copiloto isolado, deve-se ao fato de ele ter aprendido com o profissional e ter criado certa intimidade com a cabine, com seus botões, alavancas, meios de comunicação etc. Para trazer este realismo, o filme até flerta com estilo documental, iniciando com imagens de câmeras de segurança de um aeroporto de Berlim, e com uso do silêncio como trilha sonora. Vollrath parece querer construir um thriller anti-hollywoodiano, no sentido de sair das convenções da maioria dos filmes de ataques ou sequestros em aviões. A câmera não é estática, mas permanece boa parte do tempo focada no personagem de Gordon-Levitt, como se houvesse uma terceira pessoa ali dentro da cabine como testemunha. E essa testemunha somos nós, os espectadores. O filme é bem-sucedido especialmente em sua primeira metade, quando a tensão crescente mantém o interesse sobre o desenrolar da situação. Porém, conforme a resolução se aproxima, depois da segunda metade da narrativa, a impressão é que o diretor e seu corroteirista não souberam desenvolver um desfecho satisfatório. Enquanto os terroristas estão – com exceção de um deles – , do lado de fora da cabine, lutando para entrar, o medo e a tensão se manifestam de maneira bastante intensa. Inclusive, com as ameaças de morte a membros da tripulação e de passageiros se intensificando e se tornando cada vez mais dramáticas. Talvez a estrutura de filme B funcionasse melhor se o diretor optasse por um projeto de duração ainda menor, com cerca de 70 minutos, por exemplo. Isso tornaria o filme, além de mais enxuto, muito mais eficiente na construção da densidade dramática, já que a meia hora final quase leva tudo a perder. Ainda assim, “7500” é um thriller bem-feito e bem-vindo, e mais um exemplo de como é possível realizar voos ousados com pouco orçamento, ao fugir das convenções de Hollywood.
Irmãos Russo voltarão a trabalhar com Chris Evans em thriller de ação da Netflix
Os irmãos Anthony e Joe Russo, diretores do blockbuster “Vingadores: Ultimato”, vão voltar a trabalhar com Chris Evans, o Capitão América, em seu próximo filme. Eles fecharam a produção de “The Gray Man” com a Netflix e, além de Evans, o thriller de ação e espionagem contará com Ryan Gosling (“La La Land”) no elenco central. “The Gray Man” será o segundo filme dirigido pelos Russo após quebrarem todos os recordes de arrecadação com “Vingadores: Ultimato”, no ano passado. Antes da pandemia de covid-19, eles voltaram a se reunir com Tom Holland, o Homem-Aranha, no drama criminal “Cherry”, que está atualmente em pós-produção. Sua próxima produção vai custar mais de US$ 200 milhões e deve quebrar outro recorde, como o longa mais caro já feito pela Netflix. Segundo o Deadline, a aposta é alta para transformar o filme no começo de uma franquia “no nível de James Bond”. Inspirado no livro de estreia de Mark Greaney, publicado em 2009, “The Gray Man” vai trazer Gosling como um assassino de aluguel e ex-agente da CIA, que é caçado ao redor do mundo por um ex-colega de agência (Evans). Desde a publicação de “The Gray Man”, o matador freelance Court Gentry, papel de Gosling, já apareceu em outras quatro aventuras literárias. A mais recente, “One Minute Out”, foi publicada em fevereiro deste ano nos EUA. A adaptação foi escrita por Joe Russo e revisada por Christopher Markus e Stephen McFeely, a dupla de roteiristas que assinou os quatro filmes dos Russo para a Marvel – dois “Capitão América” e dois “Vingadores”. Por curiosidade, esta não é a primeira tentativa de adaptação da saga literária de Greaney. Há alguns anos, Brad Pitt quase virou o Homem Cinzento, com direção de James Gray. O projeto não saiu do papel, mas os dois fizeram “Ad Astra”.
Charlize Theron diz que continuação de Atômica deve ser lançada pela Netflix
A atriz Charlize Theron informou que “Atômica 2”, sequência do filme de ação da Universal que ela estrelou em 2017, deve ser lançada na Netflix. “Nós levamos ‘Atômica 2’ para a Netflix e Scott Stuber [diretor da divisão de filmes da plataforma] ficou bastante interessado. Nós conversamos com ele e estamos no processo de escrever o roteiro agora”, contou a atriz, em entrevista para a revista Total Film. Ela disse que a continuação vai aprofundar a história da espião Lorraine Broughton. “Aquela personagem foi construída de uma forma em que pouco foi revelado sobre ela. Então eu sinto que o projeto tem bastante potencial. O parâmetro está bem alto, mas nós estamos bastante animados com isso”. Embora tenha mencionado o desenvolvimento do projeto anteriormente, é a primeira vez que Theron aponta a negociação com a Netflix. Ela acaba de estrelar seu primeiro filme para o serviço de streaming: “The Old Guard”, adaptação de quadrinhos que estreou na sexta-feira (10/7) na plataforma. “Atômica” também é uma adaptação da quadrinhos – da graphic novel “The Coldest Day”, de Antony Johnston (roteirista do game “Dead Space”) e Sam Hart, que não tem sequência. Mas o filme termina com um gancho para novas aventuras, graças a mudanças do roteirista Kurt Johnstad (“300”), que foi responsável, entre outras coisas, por mudar o sexo da personagem vivida por Sofia Boutella (“A Múmia”) no longa, dando origem a cenas lésbicas de alta voltagem. No filme original, Charlize vive a “loira atômica” do título durante a época da Guerra Fria, nos anos 1980. Sua personagem é uma espiã britânica enviada para Berlim Ocidental numa missão extremamente perigosa: investigar a morte de um colega e recuperar uma lista perdida de agentes duplos. Caso o filme ganhe sequência, será o segundo trabalho do diretor David Leitch a virar franquia. O primeiro foi “De Volta ao Jogo”, em que Keanu Reeves deu vida ao matador John Wick. Leitch não deve retornar para a direção de “Atômica 2”, e não há confirmação se o roteirista do primeiro filme também está envolvido na sequência. Não há maiores informações sobre o projeto.
Shia LaBeouf enfrenta gangues latinas em trailer de filme violento do diretor de Esquadrão Suicida
A RLJE Films divulgou o pôster, as fotos e o trailer de “The Tax Collector”, escrito e dirigido por David Ayer (de “Esquadrão Sucidida”), em que Shia LaBeouf (“Transformers”) vive um gângster de sangue frio, que os inimigos acreditam ser “o diabo”. E talvez ele seja mesmo, como diz o personagem na prévia, mas também tentará ser o anjo da guarda da família de seu parceiro e melhor amigo, que entra na mira de rivais. Em “The Tax Collector”, LaBeouf e seu parceiro, interpretado por Bobby Soto (“Uma Vida Melhor”), são “coletores de impostos” para um chefão do crime chamado Wizard. Isto significa que eles são responsáveis por cobrar, pelos métodos que forem necessários, uma fatia dos lucros ilícitos dos criminosos da área latina de Los Angeles dominada pelo chefão, um cargo que implica muito dinheiro e muito perigo. Situação que chega ao limite quando a velha gangue rival de Wizard decide expandir seus negócios do México para LA e vai atrás dos coletores armada até os dentes. O filme marca a segunda parceria entre Ayer e LaBeouf, após os dois colaborarem no filme de guerra “Corações de Ferro” (2014). O elenco também inclui George Lopez (“Lopez”), Cinthya Carmona (“East Los High”), Chelsea Rendon (“Vida”), Lana Parrilla (“Once Upon a Time”) e Jose Conejo Martin (“Deputy”). A expectativa é que “The Tax Collector” tenha um lançamento simultâneo nos cinemas e digital no dia 7 de agosto. Ainda não há previsão para a estreia no Brasil.
Nikolaj Coster-Waldau caça serial killer em trailer de suspense
A Saban Films divulgou o pôster e o trailer do suspense “The Silencing”, estrelado por Nikolaj Coster-Waldau (“Game of Thrones”) e Annabelle Wallis (“Peaky Blinders”). Na prévia, os dois caçam um serial killer que mata adolescentes numa região florestal. O astro dinamarquês interpreta um caçador que busca pistas de sua filha, desaparecida misteriosamente anos atrás. A jornada o leva a uma região interiorana assombrada por um serial killer, que ataca jovens com equipamentos de caça. Ao perceber que o assassino pode ter relação com o destino de sua filha, ele se junta à xerife local (Wallis) para encontrar o criminoso. “The Silencing” é a estreia em inglês do cineasta belga Robin Pront, que estreou com o aclamado thriller “The Ardennes” (2015), premiado no circuito dos festivais europeus, e seu elenco ainda destaca Hero Fiennes Tiffin (“After”) e Melanie Scrofano (a “Wynnona Earp”). A estreia está marcada para 16 de julho exclusivamente no serviço de VOD da DirecTV, nos EUA, chegando aos cinemas e em outras plataformas em 14 de agosto.
The Capture: Thriller britânico com 95% no Rotten Tomatoes ganha trailer para o streaming
A nova plataforma americana Peacock, serviço de streaming com conteúdo da NBCUniversal, divulgou o pôster e o trailer da série “The Capture”, thriller britânico que conquistou elogios rasgados da crítica. A atração foi exibida no ano passado pelo canal BBC One no Reino Unido, ocasião em que atingiu 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. Teve repercussão tão positiva que vai chegar aos EUA após ter sua 2ª temporada confirmada – que será transmitida simultaneamente pela Peacock no ano que vem. Criada, escrita e dirigida por Ben Chanan (“The Missing”), a série traz Holliday Grainger (a Lucrezia de “Os Borgias”) como a detetive policial Rachel Carey, designada para um caso corriqueiro de assassinato envolvendo um oficial condecorado das forças especiais do Reino Unido, supostamente flagrado cometendo o crime pelo serviço de câmeras públicas de Londres. Mas o oficial (vivido por Callum Turner, de “Emma.”) jura inocência e se dedica a limpar seu nome, fazendo a detetive questionar se as imagens podem ter sido manipuladas para esconder o verdadeiro assassino, alguém bastante poderoso. O elenco da 1ª temporada ainda inclui Laura Haddock (“Da Vinci’s Demons”), Ben Miles (“The Crown”), Lia Williams (também de “The Crown”), Paul Ritter (“Belgravia”), Ralph Ineson (“A Bruxa”) e Ron Perlman (“Sons of Anarchy”). Disponibilizada desde abril em período de teste para os assinantes da Comcast (provedora de internet e TV que é dona da NBCUniversal), a Peacock terá sua inauguração oficial em 15 de julho. Mas ainda não há previsão para a chegada desse – e de vários outros – serviço de streaming ao Brasil.
Ava: Jessica Chastain vira John Wick feminina em trailer de filme de ação
A Vertical Entertainment divulgou o pôster e o trailer de “Ava”, filme em que Jessica Chastain vive uma espécie de John Wick feminina. A prévia mostra (demais, por sinal) como ela passa de assassina profissional à alvo de todos os “colegas” de sua agência secreta. O filme volta a reunir a atriz e o cineasta Tate Taylor, após trabalharem juntos em “Vidas Cruzadas” (The Help, 2011). Originalmente, a trama seria dirigida pelo australiano Matthew Newton (“From Nowhere”), responsável pelo roteiro, mas ele se demitiu após denúncias de abuso e violência doméstica. Chastain, que é produtora de “Ava”, convocou Taylor para assumir o projeto enquanto os dois discutiam planos para filmar “The Eyes of Tammy Faye”, cinebiografia de uma famosa tele-evangelista americana, planejada para o ano que vem. Outra mudança no desenvolvido do projeto foi em seu título. O filme seria chamado de “Eve”. Mas aí ficaria evidente a semelhança com outra produção: a série “Killing Eve”. Na trama, Chastain interpreta a personagem-título, uma assassina que trabalha para uma agência de espionagem, forçada a lutar por sua própria sobrevivência depois de uma missão falhar perigosamente. O impressionante elenco de apoio inclui Colin Farrell (“O Sacrifício do Cervo Sagrado”), Common (“Selma”), John Malkovich (“22 Milhas”) e Geena Davis (“Thelma e Louise”). A estreia está marcada para 25 de agosto em VOD nos EUA e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Edgar Wright vai dirigir thriller sinistro de sequestro
Enquanto aguarda a reabertura dos cinemas para lançar seu novo filme, Edgar Wright (“Em Ritmo de Fuga”) fechou com a Universal seu próximo trabalho, um thriller de sequestro chamado “The Chain”. A trama sinistra é baseada no best-seller homônimo de Adrian McKinty, que está sendo adaptada pela roteirista Jane Goldman (“Kingsman: O Círculo Dourado”). “The Chain” acompanha uma mulher que tem a filha de 11 anos sequestrada e descobre que a única maneira de recuperá-la é sequestrar outra criança. Mas sua filha só será libertada quando os pais da próxima vítima sequestrarem outra criança. Edgar Wright rodou no ano passado um filme misterioso, que não teve seu enredo revelado. Tudo o que se sabe sobre o projeto é o título, “Last Night in Soho”, e parte do elenco – Anya Taylor-Joy (“Vidro”), Matt Smith (“The Crown”), Terence Stamp (“O Lar das Crianças Peculiares”), Diana Rigg (“Game of Thrones”) e Thomasin McKenzie (“Sem Rastros”). Especula-se que a trama seja um terror psicológico passado em Londres, mas a divulgação foi interrompida devido à pandemia de coronavírus. Previsto para chegar aos cinemas em setembro, o longa foi adiado para abril de 2021.
Wasp Network, 7500, Aberrações e Aniara são destaques digitais do fim de semana
“Wasp Network: Rede de Espiões”, lançamento da Netflix, não é exatamente a melhor estreia digital da semana, mas com certeza é a que chama mais atenção na programação, pela equipe envolvida e por ser uma coprodução brasileira, baseada em livro de autor nacional – “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, de Fernando Morais, lançado em 2011. O elenco é uma verdadeira seleção ibero-americana, com destaque para o brasileiro Wagner Moura (“Narcos”), a espanhola Penélope Cruz (“Dor e Glória”), o mexicano Gael García Bernal (“Museu”), a cubana Ana de Armas (“Entre Facas e Segredos”), o venezuelano Édgar Ramírez (“A Garota no Trem”) e o argentino Leonardo Sbaraglia (também de “Dor e Glória”). Com direção do premiado cineasta francês Olivier Assayas (Melhor Diretor no Festival de Cannes de 2016 por “Personal Shopper”), o filme é repleto de reviravoltas, que ilustram os esforços da espionagem cubana durante a Guerra Fria. Entretanto, há filmes melhores disponíveis em outras plataformas, como “7500”, “Aberrações” e “Aniara”. Confira abaixo mais detalhes destes e de outros lançamentos digitais inéditos nos cinemas brasileiros, que valem a conferida nos serviços de VOD (locadoras online) e streaming neste fim de semana. A curadoria não inclui títulos clássicos e produções que, em outros tempos, sairiam diretamente em vídeo. Wasp Network: Rede de Espiões | França, Brasil | 2020 O thriller de espionagem conta a história da Rede Vespa, um grupo de agentes duplos cubanos que se passaram por desertores para se infiltrar em organizações anticastristas de extrema-direita em Miami, entre as décadas de 1980 e 1990. Uma das curiosidades de seu elenco estrelado (veja a lista completa acima) é que volta a juntar Warner Moura e Ana de Armas, que viveram par romântico em “Sergio”, outro lançamento da Netflix, disponibilizado no mês passado. A produção é da RT Features, do brasileiro Rodrigo Teixeira, em parceria com a francesa CG Cinemas e sua première aconteceu no último Festival de Veneza. Na época, a crítica achou chato (41% no Rotten Tomatoes), mas o filme acabou recebendo um prêmio especial do Festival de Deauville, realizado uma semana depois na França. Netflix 7500 | EUA | 2020 O título 7500 refere-se ao código para sequestro aéreo, alerta transmitido pelo co-piloto de um voo de rotina de Berlim para Paris após ver terroristas tentando tomar o controle do avião e se trancar na cabine. Como os sequestradores não conseguem invadir a cabine, passam a ameaçar de morte todos os passageiros para forçar o co-piloto a abrir a porta. Com Joseph Gordon-Levitt (“Snowden”) no papel principal, o filme explora a tensão psicológica que resulta desse impasse – e tem 65% de aprovação no Rotten Tomatoes Amazon Aberrações (Freaks) | EUA | 2019 Mistura de suspense e sci-fi ao estilo de “Rua Cloverfield, 10”, traz uma menina de sete anos trancada em casa pelo pai perturbado (Emile Hirsch), que a alerta para nunca sair, devido aos graves perigos do lado de fora. Até que um homem misterioso (o veterano Bruce Dern) surge e tenta convencer a garota a se juntar a ele em uma jornada ao mundo exterior. Longe de ser frenético, o filme é para fãs de atmosferas psicológicas e foi premiado nos festivais de cinema fantástico de Paris, Bruxelas e Trieste. Com direção da dupla Zach Lipovsky e Adam B. Stein, que assinou o bem-sucedido telefilme live-action de “Kim Possible”, tem a melhor avaliação crítica desta lista: 87% no Rotten Tomatoes! iTunes, Now, Oi Play e Vivo Play Aniara | Suécia, Dinamarca | 2018 Sci-fi espacial escandinava sobre uma nave repleta de passageiros que, após um acidente num voo para Marte, fica à deriva no espaço. Com clima mais melancólico que catastrófico, explora as diferentes reações à situação de mergulho sem volta na imensidão, que vão da resignação ao desespero, trazendo à tona um retrato cru da humanidade. A obra adapta um poema do vencedor do Noel Harry Martinsson e conquistou prêmios em festivais do gênero, atingindo 70% de aprovação no Rotten Tomatoes – e quase 100% nos gatilhos de depressão. Now, Vivo Play e Sky Play Olhos de Gato (A Whisker Away) | Japão | 2020 Anime sobre uma garota que se transforma em gato para ficar perto do garoto que ama. Escrita por Mari Okada (de “Maquia: Quando a Flor Prometida Floresce”), a história, digamos, peculiar mescla aspectos culturais japoneses com uma trama romântica adolescente. Vale observar que um dos diretores, Jun’ichi Satô, é veterano da animação japonesa, tendo trabalhado em clássicos como “Sailor Moon” e “Neon Genesis Evangelion”. Netflix Feel The Beat | EUA | 2020 Sofia Carson (a Evie de “Descendentes”) é uma dançarina malvada que vira professara de dança infantil numa comédia de desenvolvimento previsível, mas divertido. Após seu fracasso em um teste para Broadway tornar-se um vídeo viral, ela volta para a cidade onde nasceu e lá é convidada a treinar um grupo de crianças para uma competição. A malvadinha só aceita ao descobrir que a final teria jurados da Broadway, e então decide transformar as meninas inexperientes em bailarinas vencedoras… em duas semanas! Netflix Anton: Laços de Amizade | Ucrânia | 2019 Dois meninos, um católico e um judeu, crescem juntos em 1919, aprendendo sobre amizade e preconceito em meio às tragédias e à revolução bolchevique na Ucrânia. O drama marcou a despedida do diretor georgiano Zaza Urushadze, que disputou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2015 por “Tangerinas”. Ele morreu em dezembro passado, de ataque cardíaco aos 57 anos. Cinema Virtual iTunes Wendy | EUA | 2019 Incluído mais por curiosidade que recomendação, trata-se de um desastre retumbante. O filme tem roteiro e direção de Benh Zeitlin, que em 2012 encantou os cinéfilos de todo o mundo com seu primeiro longa, “Indomável Sonhadora”, vencedor do Festival de Sundance, premiado em Cannes e indicado ao Oscar de Melhor Filme. Ele demorou sete anos para voltar a filmar e “Wendy” têm vários pontos em comum com o trabalho anterior, a começar pelo fato de contar uma história fantástica filtrada pelo olhar de uma menina. Trata-se, na verdade, de uma versão de “Peter Pan”, em que crianças abandonadas embarcam para uma ilha distante, trocando suas vidas duras por um cotidiano de aventuras, com o bônus de o tempo não parecer passar. Até que “piratas” descobrem o local, colocando em risco sua liberdade e os obrigando a crescer. O problema é que qualquer vestígio dessa narrativa é enterrado pela fotografia da paisagem, ainda mais exasperante que nos filmes de Terrence Malick. Seu belo visual não esconde a bela decepção, com pífios 38% no Rotten Tomatoes. iTunes, Now, Google Play e YouTube Filmes Revelação (Disclosure) | EUA | 2020 O documentário sobre a representação de pessoas trans no cinema e na TV mostra como Hollywood ao mesmo tempo reflete e cria ansiedades relacionadas à questão de gênero. No longa, ativistas e artistas trans famosos nos EUA, como Laverne Cox (“Orange Is the New Black”), Lilly Wachowski (“Matrix”), Yance Ford (“Strong Island”), MJ Rodriguez (“Pose”), Jamie Clayton (“Sense8”) e Chaz Bono (“American Horror Story”), explicam suas reações e resistências à forma como a transexualidade é apresentada nas telas, discutindo o contraste entre a ficção, o que pensa a sociedade e a realidade das pessoas trans. Netflix
Lily James vai estrelar filme do argentino Pablo Trapero
A atriz inglesa Lily James (“Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo”) vai estrelar “The Paris Trap”, estreia do diretor argentino Pablo Trapero (“O Clã”) numa produção falada em inglês. O filme é uma produção britânica do Studiocanal e será apresentado a distribuidores durante o mercado virtual de Cannes Com roteiro de Daniel Taplitz (“Cão Vermelho”) e Michael Lesslie (“Assassin’s Creed”), “The Paris Trap” é descrito como um thriller hitchcockiano, que gira em torno de um caso de identidade equivocada envolvendo uma jovem turista americana (Lily James) em Paris. Enredada em uma operação internacional secreta, ela precisará desempenhar o papel da falsa identidade para salvar sua própria vida, buscando encontrar uma forma de escapar da “armadilha”. As filmagens devem acontecer em Paris no início do próximo ano. Trapero recentemente dirigiu a série internacional “ZeroZeroZero” para o Studiocanal, que foi lançada pela Amazon em março. E James concluiu, antes da pandemia, um thriller realmente hitchcockiano, o remake de “Rebecca, a Mulher Inesquecível” (1940), que será disponibilizado na Netflix em data ainda não divulgada.












