Ao Cair da Noite transforma terror apocalíptico em filme de arte
Filmes sobre o fim do mundo, devastado por uma doença contagiosa e mortal, não são novidade, mas é novo o modo como a história de “Ao Cair da Noite” é contada. Na trama, só o que conhecemos é uma pequena família. Depois, um outro personagem adentra a casa e uma nova família é apresentada. No fundo, o diretor Trey Edward Shults trata, como em seu filme anterior “Krisha” (2015), de estruturas familiares. “Ao Cair da Noite” se distancia do que normalmente se vê de mais vulgar no gênero. Há muito pouco gore e os sustos são bem discretos. Na verdade, o filme não se apoia em sustos, mas na atmosfera, no medo do desconhecido, no que está escondido na floresta, no que está invisível aos nossos olhos, mas visível para os personagens. O filme apresenta algo que só o personagem Travis (Kelvin Harrison Jr., de “O Nascimento de uma Nação) vê e a câmera nos nega a visão. Os pesadelos de Travis, sua natureza, são baseados naquilo que lhe impressiona: os medos, os desejos, os traumas. Uma das primeiras cenas é extremamente cruel. O avô moribundo, pai de Sarah (Carmen Ejogo, de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”), é levado em um carro de mão para ser abatido e enterrado longe, na floresta. Seu neto, Travis, está junto com o pai, Paul (Joel Edgerton, de “Aliança do Crime”), o chefe da família que toma medidas extremas para manter a si e aos seus vivos diante de um cenário apocalíptico. Esse tom mórbido e desolador contrasta com a beleza das imagens (seja dos exteriores, seja de interiores), tão bem enquadradas pela câmera de Shults. Mesmo quando não há nada no fundo, apenas a escuridão, como na cena do primeiro jantar sem a presença do avô, até a escuridão funciona como um trabalho de direção de arte admirável. Mais adiante, de dia, teremos vislumbres da casa, que possui uma intrigante porta vermelha, que se destaca do restante da mobília. Há uma cena exterior digna de nota: Paul leva Will (Christopher Abott, da série “Girls”) à bordo da caminhonete para buscar a mulher e o filho pequeno para morarem juntos com sua família. Mas o clima de tensão faz com que Paul fique constantemente olhando para Will no retrovisor da caminhonete. O que se segue é quase esperado, mas serve para mostrar um pouco daquele mundo desalmado, em que água e alimentos são preciosos. Quase um “The Walking Dead” sem zumbis. Cada cena de “Ao Cair da Noite” tem a sua importância, em um filme em que pouca coisa de fato acontece: não há monstros ou algo do tipo. Mas é justamente por isso que o segundo filme de Shults é cheio de tanta classe, já que tem um pé no arthouse, embora bem distante do drama tenso de “Krisha”. É cinema de gente grande, desses que restabelece a fé na renovação do gênero horror. Preste atenção nas últimas cenas, que assumem imagens vistas nos pesadelos de Travis. O que pode significar que aquilo tudo, aquela série de cenas mais movimentadas, é um pesadelo do rapaz que tomou conta da realidade (uma ideia interessante). Porém, há algo que desmonta ou perturba essa teoria, e que também coloca “Ao Cair da Noite” entre os melhores filmes de terror do ano.
Terror que conta a origem de Leatherface ganha primeiras imagens
O terror “Leatherface”, centrado na origem do psicopata mascarado de “O Massacre da Serra Elétrica” (1974), ganhou um pôster oficial e teve três fotos divulgadas pelo site Bloody Disgusting (como atesta o indefectível logotipo). As imagens não economizam sangue, dando uma mostra do que se pode esperar da produção. A trama vai acompanhar quatro foragidos de um hospital psiquiátrico, entre eles o jovem que se tornará Leatherface. Durante a fuga, eles raptam uma jovem enfermeira e a arrastam em uma viagem de pesadelo, enquanto são perseguidos por um homem da lei igualmente perturbado. O filme não revela qual dos quatro foragidos é Leatherface, mas apenas três são homens. Seus intérpretes são: Jessica Madsen (série “Tina and Bobby”), Sam Strike (novela “EastEnders”), James Bloor (“Lembranças de um Amor Eterno”) e Sam Coleman (o jovem Hodor em “Game of Thrones”). O elenco central ainda inclui Vanessa Grasse (“Roboshark”) no papel da enfermeira raptada, Stephen Dorff (“Um Lugar Qualquer”) como o xerife que os persegue e Lili Taylor (série “Hemlock Grove”) como Vera Sawyer, a avó de Leatherface. O personagem Leatherface foi apresentado em “O Massacre da Serra Elétrica” (1974) como membro de uma família de canibais. Apesar de ser um coadjuvante no filme, foi ele quem mais chamou a atenção, ganhando mais importância nos filmes seguintes e se tornando um ícone do cinema de terror. Seu intérprete original, o islandês Gunnar Hansen, morreu em 2015. A direção é da dupla Alexandre Bustillo e Julien Maury (“A Invasora”). A estreia está marcada para outubro nos Estados Unidos e não há previsão para o lançamento no Brasil. Clique nas fotos para ampliá-las.
O brinquedo assassino volta a matar nos trailers de O Culto de Chucky
A Universal divulgou dois trailers de “O Culto de Chucky”, o sétimo filme do monstrinho introduzido em “Brinquedo Assassino” (1988). As prévias se diferenciam pela quantidade de violência que apresentam. Mas a mais explícita (red band) também revela algumas mortes importantes da trama, acabando com as surpresas. A premissa explora uma situação já vista na franquia “Jogos Mortais”: uma terapia de grupo com antigas vítimas do boneco. Na trama, Nica Pierce (Fiona Dourif, filha do dublador de Chucky, Brad Dourif) está internada num hospício, sendo convencida de que ela, e não Chucky, matou sua família inteira. Porém, quando seu terapeuta resolve levar um boneco para as sessões em grupo, visando provar que o medo de Chucky é irracional, uma nova série de assassinatos faz Nica perceber que ela não é tão louca quando querem lhe fazer acreditar. O filme também traz de volta Andy Barclay (Alex Vincent), o menino que encarou Chucky no primeiro filme, e Jennifer Tilly, intérprete da personagem-título de “A Noiva de Chucky” (1998). Além disso, o próprio Chucky retoma seu visual de brinquedo novo, que há muito tempo não era visto na franquia. “O Culto de Chucky” tem roteiro e direção de Don Mancini, que escreveu o filme original, e vai sair direto em vídeo nos EUA, em outubro. O mesmo deve acontecer no Brasil.
Alice Braga entra no filme dos Novos Mutantes
A atriz Alice Braga (série “Queen of the South”) entrou no elenco do filme dos Novos Mutantes, passado no universo dos “X-Men”. Segundo o site The Hollywood Reporter, ela ficará com um papel que estava sendo negociado com Rosario Dawson (série “Punho de Ferro”). Alice Braga será a segunda representante do Brasil no projeto, após a contratação de Henry Zaga (série “13 Reasons Way”) para o papel de Mancha Solar, o super-herói brasileiro da Marvel. Ela irá interpretar a médica mutante Dra. Cecilia Reyes, que tem descendência porto-riquenha. A personagem nunca fez parte dos Novos Mutantes nos quadrinhos, tendo surgido uma década depois das aventuras dos heróis adolescentes e relutando a se envolver com os X-Men. Entretanto, relatos de diversos sites a posicionam como mentora do grupo, situação inédita que seria uma forma de suprir a ausência de Charles Xavier (James McAvoy nos novos filmes dos X-Men). Os outros personagens do filme são Lupina, vivida por Maisie Williams (a Arya de “Game of Thrones”), Magia, interpretada por Anya Taylor-Joy (“Fragmentado”), Míssil, encarnado por Charlie Heaton (série “Stranger Things”), e Miragem, papel de Blu Hunt (série “The Originals”). “Os Novos Mutantes” será dirigido por Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”), com filmagens marcadas para julho em Boston e estreia prevista para abril de 2018.
Trailer da versão americana de Death Note tem clima de filme de terror
A Netflix divulgou sete fotos e o primeiro trailer legendado da versão americana do mangá “Death Note”. A prévia traz cenas impactantes e ressalta um clima assumido de terror, mas também evoca a iconografia original japonesa. Curiosamente, até agora pouco se reclamou do “embranquecimento” desta produção, ao contrário das ressalvas feitas em relação à adaptação hollywoodiana de “Ghost in the Shell”. O filme traz Nat Wolff (“A Culpa É das Estrelas”), no papel do protagonista Light Turner (o nome foi ocidentalizado para o público americano), Keith Stanfield (“Straight Outta Compton”) como o misterioso L e Willem Dafoe (“Ninfomaníaca”) como o espírito Ryuk. O elenco também conta com Margaret Qualley (“Dois Caras Legais”), Shea Whigham (série “Agente Carter”), Paul Nakauchi (“O Grande Ataque”) e Masi Oka (série “Heroes”). O mangá original foi criado por Tsugumi Ohba e Takeshi Obata e já foi adaptado em duas séries (uma anime e outra com atores), além de quatro filmes live action no Japão, sendo que o mais recente será exibido no Brasil em 2 de agosto. A Warner Bros. tentava desenvolver a adaptação americana há cerca de seis anos, até que desistiu, permitindo à Netflix assumir a produção. O roteiro é de Jeremy Slater (“Quarteto Fantástico”) e a direção é de Adam Wingard (da continuação da “Bruxa de Blair”). A estreia está marcada para 25 de agosto.
Adaptação americana de Death Note ganha pôster sombrio
A Netflix divulgou um pôster sombrio para a versão americana de “Death Note”. A arte ressalta um clima assumido de terror, mas também evoca a iconografia original japonesa. Curiosamente, até agora pouco se reclamou do “embranquecimento” desta produção, ao contrário das ressalvas feitas em relação à adaptação hollywoodiana de “Ghost in the Shell”. O filme traz Nat Wolff (“A Culpa É das Estrelas”), no papel do protagonista Light Turner (o nome foi ocidentalizado para o público americano), Keith Stanfield (“Straight Outta Compton”) como o misterioso L e Willem Dafoe (“Ninfomaníaca”) como o espírito Ryuk. O elenco também conta com Margaret Qualley (“Dois Caras Legais”), Shea Whigham (série “Agente Carter”), Paul Nakauchi (“O Grande Ataque”) e Masi Oka (série “Heroes”). A versão americana tem roteiro de Jeremy Slater (“Quarteto Fantástico”) e direção de Adam Wingard (da continuação da “Bruxa de Blair”). A estreia foi marcada para 25 de agosto. Vale lembrar que o mangá original criado por Tsugumi Ohba e Takeshi Obata já foi adaptado em duas séries (uma anime e outra com atores), além de quatro filmes live action no Japão, sendo que o mais recente será exibido no Brasil em 2 de agosto.
Kevin Bacon vai estrelar série baseada no terror O Ataque dos Vermes Malditos
O canal pago SyFy encomendou o piloto de uma série baseado na franquia de terror “O Ataque dos Vermes Malditos”. A produção será uma continuação da história original, estrelada pelo ator do filme de 1990, Kevin Bacon. A adaptação está sendo desenvolvida por Andrew Miller (criador da série “The Secret Circle”) e vai se passar 25 anos após os eventos do filme original, quando Valentine McKee (Bacon) voltará a encontrar os vermes gigantes subterrâneos, que se alimentam de carne humana. Além de estrelar, Bacon também irá coproduzir a série, caso o piloto seja encomendado, junto da produtora Blumhouse Television. O filme original, produzido pela Universal Pictures, arrecadou apenas US$ 16 milhões nas bilheterias, mas se tornou cult ao sair em vídeo, a ponto de ganhar cinco sequências. O Syfy chegou a desenvolver uma série com as mesmas criaturas em 2003. Entretanto, “Tremors: The Series” foi cancelada após uma temporada de 13 episódios. “Este é o único personagem que já que pensei em reviver”, disse Bacon, no comunicado do projeto. “Eu já cheguei a pensar: onde esse cara acabaria depois de 25 anos? Andrew Miller tem uma visão fantástica e esperamos criar uma série que seja divertida e assustadora para os fãs do filme e pessoas que ainda não o descobriram.” O piloto precisará ser aprovado para “Tremors” (o título original) virar série.
Atriz de O Homem nas Trevas vai estrelar a nova série de terror Castle Rock
A atriz Jane Levy (“O Homem nas Trevas”) será a protagonista feminina de “Castle Rock”, série de terror produzida pelo cineasta J.J. Abrams (“Westworld”) e o escritor Stephen King (“A Torre Negra”). A série é inspirada pelo universo literário de King, e trará Levy como uma mulher obcecada pelas mortes e acontecimentos sobrenaturais da cidade do título. Ela vai contracenar com André Holland (“Moonlight”), intérprete de um advogado com clientes condenados à pena de morte, e Sissy Spacek (a “Carrie, a Estranha” original), professora aposentada e mãe adotiva do personagem de Holland. Não há mais informações sobre a trama, além das descrições destes personagens. Mas o site The Hollywood Reporter especula que se trata de uma série de antologia, ao estilo de “Fargo” e “American Horror Story”, em que cada temporada contaria uma história diferente e com personagens diferentes, conectadas pelo mesmo universo ficcional. King concebeu a cidade fictícia de Castle Rock no livro “Dead Zone” (1979), que virou o filme “A Hora da Zona Morta” em 1983. E voltou a visitar a comunidade, localizada no Maine, em diversas outras obras. O nome se tornou tão popular que até batizou uma companhia cinematográfica, a Castle Rock Entertaiment, criada por Rob Reiner após o diretor filmar “Conta Comigo” (1986), outra adaptação das obras de King passada na cidadezinha fictícia. A produção será disponibilizada no site de streaming Hulu, mas ainda não tem previsão de estreia.
Produção de Invocação do Mal 3 é confirmada e define roteirista
A New Line deu sinal verde para a produção de “Invocação do Mal 3”, contratando o roteirista David Leslie Johnson para desenvolver a história. Ele escreveu o segundo filme da franquia, que originou dois novos spin-offs – “The Nun” e “The Crooked Man”. A trama do terceiro filme está sendo mantida em sigilo, mas será baseada em outro “caso real” investigado pelo casal Warren, interpretados no cinema por Patrick Wilson e Vera Farmiga. O cineasta James Wan também deve retornar na continuação, mas apenas como produtor, já que está envolvido com as filmagens de “Aquaman”. “Invocação do Mal 3” deverá consolidar o universo compartilhado da franquia, que, além dos dois spin-offs citados, ainda incluem os filmes da boneca “Annabelle”. O próximo lançamento desse mundo assustador será “Annabelle 2: A Criação do Mal”, que estreia em agosto no Brasil.
Oitavo Jogos Mortais vai se chamar Jigsaw como o vilão da franquia
O título do revival da franquia “Jogos Mortais” foi alterado. Originalmente apresentado como “Saw Legacy” (Jogos Mortais: O Legado), o terror será lançado nos cinemas norte-americanos como “Jigsaw”, nome do icônico assassino da franquia. O estúdio Lionsgate confirmou o título ao divulgar o logotipo oficial da produção (veja abaixo) e sua sinopse. Segundo a sinopse, a investigação de uma nova série de assassinatos brutais traz evidências que apontam para um homem: John Kramer. O problema é que o homem conhecido como Jigsaw está morto há mais de uma década. Vale lembrar que as primeiras imagens das filmagens a circular nas redes sociais mostravam o caixão de John Kramer sendo desenterrado. O roteiro foi escrito por Josh Stolberg e Pete Goldfinger, dupla de “Pacto Secreto” (2009) e “Piranha 3D” (2010), e a direção está a cargo dos irmãos gêmeos Michael e Peter Spierig, da elogiada sci-fi “O Predestinado” (2014). O elenco destaca a atriz Laura Vandervoort (série “Bitten”), Hannah Anderson (série “Shoot the Messenger”) e Mandela Van Peebles (minissérie “Raízes”), além de Tobin Bell como Kramer/Jigsaw. O primeiro “Jogos Mortais” é de 2004 e se tornou famoso não apenas por popularizar o subgênero do terror conhecido como “torture porn”, mas por lançar a carreira do jovem cineasta malaio James Wan, que criou a franquia com o australiano Leigh Whannell, iniciando uma filmografia que o consagraria como o mais bem-sucedido diretor de terror do século 21. Wan e Whannell continuam envolvidos com “Jigsaw”, atuando como produtores executivos. A estreia do filme no Brasil está marcada para o dia 2 de novembro, uma semana após a estreia norte-americana (27 de outubro).
Larissa Manoela tem seu grande teste nos cinemas com a estreia de Meus 15 Anos, a maior da semana
A comédia teen “Meus 15 anos” é a maior estreia da semana. Aproveitando a falta de um concorrente estrangeiro de peso, a produção estrelada por Larissa Manoela chega às telas em cerca de 500 salas. Isto é menos da metade do que vem sendo reservado para os blockbusters americanos neste ano, ainda que exista grande expectativa comercial com o lançamento, alimentado pela forte presença da atriz adolescente nas mídias sociais. Larissa recentemente atingiu 10 milhões de seguidores no Instagram. Como se não bastasse, o filme ainda tem participação de Anitta, outro fenômeno de popularidade. “Meus 15 Anos” testará a capacidade de Larissa para carregar um filme num circuito que claramente privilegia produções de Hollywood. É seu primeiro trabalho como protagonista, após dividir a cena (alguns diriam roubar a cena) com seus coleguinhas da franquia “Carrossel”. Independente do resultado, a história permite que ela cresça diante do olhar do público, transitando do cinema infantil para o juvenil conforme sua própria faixa etária. Baseado no livro homônimo de Luiza Trigo, mais conhecida como Luly Trigo, “Meus 15 Anos” conta a história de Bia, a primeira nerdzinha interpretada por Larissa, que usa óculos nas cenas. Na trama, ela é uma garota pouco popular que descobre que vai ganhar uma grande festa de debutante, capaz de mudar tudo em sua vida. A questão é saber se a imagem do pôster, em que ela aparece como uma princesa pink da Disney, será entendido como a moral da história, ou se o público perceberá que a personagem é um pouco mais madura que isso. O maior concorrente do filme nacional, com estreia em 415 salas, é estrelado por uma princesa Disney de verdade: Emma Watson, protagonista de “A Bela e a Fera”. Mas nem sua presença ao lado de Tom Hanks (“Sully”) impediu a implosão de “O Círculo” na América do Norte. Adaptação do best-seller homônimo de Dave Eggers, o filme gira em torno de uma nova rede social, mais intrusiva que todas já existentes, cujo slogan resume sua aspiração de Big Brother: “Saber é bom, saber tudo é melhor”. Como as redes sociais atuais parecem mais avançadas que a imaginária, foi considerado uma grande decepção. Não apenas para a crítica, com 15% (abaixo do nível “Transformers”) no site Rotten Tomatoes, mas para o próprio público americano, com com nota D+ no CinemaScore, uma das mais baixas dos últimos tempos. Quem busca uma atmosfera mais tensa, terá a disposição “Ao Cair da Noite”, um terror claustrofóbico e pós-apocalíptico. Na trama, Joel Edgerton (“Aliança do Crime”) protege sua família de uma ameaça não natural que aterroriza o mundo, mantendo uma tênue ordem doméstica numa cabana isolada. Tem 86% de aprovação no Rotten Tomatoes. Outros quatro longas brasileiros também estreiam nesta quinta (22/6), dois deles premiados em festivais. O drama “Mulher do Pai”, inclusive, foi o filme mais premiado do último Festival do Rio: Melhor Direção para a gaúcha Cristiane Oliveira, em seu primeiro longa-metragem, Melhor Fotografia para Heloísa Passos (“Lixo Extraordinário”) e Melhor Atriz Coadjuvante para a uruguaia Verónica Perrota. Também ganhou prêmios da crítica no Festival do Uruguai e na Mostra de São Paulo, além de ter sido selecionado para o Festival de Berlim deste ano. Passado no interior gaúcho, perto da fronteira com o Uruguai, “Mulher do Pai” ainda pode ser visto como o lado B de “Meus 15 Anos”, nem tanto pela proposta cinematográfica diferente, mas por também mostrar a vida de uma adolescente (a estreante Maria Galant). A jovem tem seu cotidiano alterado radicalmente após a morte da avó, precisando assumir o trabalho de cuidar do pai (Marat Descartes, de “Quando Eu Era Vivo”), deficiente visual, no mesmo momento em que ela começa seu despertar sexual. O estranhamento inicial dá lugar ao ciúme quando uma atraente uruguaia (Verónica Perrota, de “Una Noche sin Luna”) ganha espaço na vida de ambos. “Divinas Divas” venceu o prêmio do público de Melhor Documentário do Festival do Rio e o mesmo prêmio na Mostra Global do festival americano SXSW (South by Southwest), um dos eventos mais importantes de cinema indie dos Estados Unidos. A produção marca a estreia da atriz Leandra Leal como diretora e evoca a ligação histórica de sua família com o Teatro Rival, que serviu de palco para inúmeros espetáculos de revista. É neste palco que se passa o filme, documentando a reunião de alguns dos travestis mais famosos do Brasil para um espetáculo musical, com muitas confidências de bastidores, celebrando 50 anos das primeiras apresentações do gênero no país. Outro documentário, “Tudo é Irrelevante”, que estreia em apenas uma sala no Rio de Janeiro, retrata a vida e o pensamento do cientista político brasileiro Hélio Jaguaribe. Foi exibido no festival É Tudo Verdade. A lista ainda inclui “Bruxarias”, animação infantil espanhola com um produtor gaúcho, o experiente animador Otto Guerra (“Até que a Sbórnia nos Separe”). Estreia em longas da diretora espanhola Virginia Curiá, acompanha uma menina que descobre uma poção encantada de sua avó que a permite voar, e a usa para salvar a velhinha de uma corporação gananciosa, que quer suas receitas mágicas. Foi indicada ao Prêmio Platino. O circuito limitado abrigada mais três produções francesas. Duas foram antecipadas pelo Festival Varilux. “Frantz”, de François Ozon, foi indicado a nada menos que 11 Césars (o Oscar francês), mas só venceu o prêmio de Melhor Fotografia por suas deslumbrantes imagens em preto e branco. Passado após a 1ª Guerra Mundial, evoca os antigos melodramas da era de ouro do cinema, ao mostrar como uma jovem alemã (Paula Beer, de “O Vale Sombrio”) conhece um tenente francês (Pierre Niney, de “Yves Saint Laurent”), quando este deixa flores no túmulo de seu noivo, Frantz, falecido no conflito. Ao descobrir que os dois eram antigos amigos, ela leva o francês para conhecer os pais de Frantz, que se encantam com o recém-chegado, forçando sua permanência da vida de todos, mesmo a contragosto da comunidade alemã. A história original, baseada numa peça do francês Maurice Rostand, já havia sido levada ao cinema, no clássico “Não Matarás” (1932), do mestre alemão Ernst Lubitsch. Mas a versão de Ozon inclui detalhes que não poderiam ser exibidos nos anos 1930. “Na Vertical” tem direção de Alain Guiraudie, que há quatro anos causou impacto com as cenas de sexo homossexual explícito em “Um Estranho no Lago” (2013). Seu novo trabalho não teve a mesma repercussão, mesmo repisando temas similares, como o suspense que acompanha a chegada de um estranho numa pequena comunidade. O protagonista é um diretor em busca de ideias para um filme, que é compelido a permanecer no lugarejo após ver um jovem atraente na estrada, a quem gostaria de filmar. Desta vez, as cenas de sexo não são exclusivamente gays, mas incluem práticas pouco ortodoxas. Completa a programação “A Garota Ocidental – Entre o Coração e a Tradição”, coprodução da França dirigida pelo belga Stephan Streker (“Michael Blanco”), sobre o mesmo choque cultural do mais famoso “Cinco Graças” (2015). A garota do título é uma imigrante de família paquistanesa que vive na França. Acostumada ao modo de vida europeu, ao completar 18 anos ela se recusa a ser a próxima filha a seguir a tradição dos casamentos precoces e arranjados, e entra em conflito com os pais. Clique nos títulos em destaque para ver os trailers de todos os lançamentos da semana.
Ator de Arrow entra na 7ª temporada de American Horror Story
O criador de “American Horror Story”, Ryan Murphy, anunciou um novo integrante no elenco da 7ª temporada da série de antologia. Colton Haynes, intérprete de Arsenal na série “Arrow”, foi confirmado com uma foto e uma mensagem de boas-vindas no Instagram do produtor. Veja abaixo. Ele vai se juntar a Leslie Grossman (série “The Good Place”), Billy Eichner (série “Parks and Recreation”) e Billie Lourd, filha de Carrie Fisher, que já trabalhou com Murphy em “Screen Queens”, além de veteranos da atração, como Sarah Paulson e Evan Peters. Os novos episódios terão como tema as últimas eleições americanas e só começarão a ser exibidos em setembro nos EUA, no canal pago FX. Criada por Murphy e Brad Falchuk em 2011, “American Horror Story” já venceu 15 Emmys (o “Oscar da TV”) e dois Globos de Ouro, e encontra-se renovada até sua 8ª temporada. Welcome to American Horror Story, Colton Haynes Uma publicação compartilhada por Ryan Murphy (@mrrpmurphy) em Jun 20, 2017 às 5:22 PDT
Diretor revela diversas fotos de bastidores do filme da freira demoníaca de Invocação do Mal
O diretor Corin Hardy (A Maldição da Floresta) divulgou em seu Instagram um diário de produção de “The Nun”, o filme da freira demoníaca de “Incarnação do Mal 2”. As fotos, cujos destaques podem ser conferidos abaixo, acompanham desde o começo das filmagens, na primeira semana de maio, até seu final, nesta semana. O elenco inclui Demián Bichir (“Os Oito Odiados”), Taissa Farmiga (série “American Horror Story”), Jonas Bloquet (“Faces de uma Mulher”), Charlotte Hope (série “Game of Thrones”), Ingrid Bisu (“Toni Erdmann”), Jonny Coyne (série “Mom”) e Bonnie Aarons (“Invocação do Mal 2”) como a personagem-título. A produção ainda não teve sinopse divulgada, mas deve contar como a freira foi amaldiçoada. O diretor James Wan (de “Invocação do Mal” e sua continuação) e o roteirista Gary Dauberman (de “Annabelle” e sua sequência), assinam a história, que tem estreia prevista para 12 de julho de 2018 no Brasil. Segundo apurou o site The Hollywood Reporter, a freira demoníaca foi inserida na trama de “Invocação do Mal 2” numa última versão do roteiro, durante as filmagens. Wan chegou a rodar uma primeira versão do filme em que o antagonista de Lorraine (Vera Farmiga) e Ed Warren (Patrick Wilson) era uma figura com chifres. Insatisfeito, ele “teve um momento de iluminação” e decidiu mudar o conceito para uma freira, o que acarretou filmagens adicionais – realizadas três meses antes da estreia. O investimento não só valeu a pena, pelo sucesso de “Invocação do Mal 2”, como agora vai render um filme novo, inteiramente dedicado à personagem improvisada. Os dois “Invocação do Mal” mais “Annabelle”, derivado do primeiro filme, arrecadaram juntos quase US$ 1 bilhão em bilheteria mundial, algo realmente assustador para uma franquia de terror. E, além do filme da freira, uma continuação de “Annabelle” chegará aos cinemas em agosto. Além disso, os produtores acabam de anunciar um terceiro spin-off, baseado no Homem-Torto introduzido em “Invocação do Mal 2”. Start shooting #TheNun this week. Hey @creepypuppet, can you put a good word in for me and see if I can upgrade my trailer, feels a little cramped. Uma publicação compartilhada por Corin Hardy (@corinhardy) em Mai 1, 2017 às 3:11 PDT Day 1 of #TheNun. And. We're off. Uma publicação compartilhada por Corin Hardy (@corinhardy) em Mai 3, 2017 às 10:08 PDT Day 2 on #TheNun is done. But it began a little like… Uma publicação compartilhada por Corin Hardy (@corinhardy) em Mai 4, 2017 às 12:20 PDT #TheNunMovie Day 3. Head casting session.. but who's beneath the silicone?… Uma publicação compartilhada por Corin Hardy (@corinhardy) em Mai 5, 2017 às 7:27 PDT #TheNunMovie shoot day 4. Evidence. Uma publicação compartilhada por Corin Hardy (@corinhardy) em Mai 9, 2017 às 11:08 PDT #TheNunMovie Day 7. Rain. Rain. Rain. (Real, Transylvanian) #NunArmageddon Uma publicação compartilhada por Corin Hardy (@corinhardy) em Mai 15, 2017 às 6:47 PDT #TheNunMovie Day 9. Reposting @jonasbloquet The Chairs Of Doom. #nunarmageddon Uma publicação compartilhada por Corin Hardy (@corinhardy) em Mai 17, 2017 às 2:29 PDT #TheNunMovie Shoot Day 13. Unlucky for Nun. Uma publicação compartilhada por Corin Hardy (@corinhardy) em Mai 23, 2017 às 4:01 PDT Day 15: A grave end to a long week shooting #TheNunMovie. My natural habitat. Uma publicação compartilhada por Corin Hardy (@corinhardy) em Mai 27, 2017 às 2:37 PDT Who goes there? Spooked out end to Day 21. #TheNunMovie Uma publicação compartilhada por Corin Hardy (@corinhardy) em Jun 2, 2017 às 5:10 PDT Day 27 on #thenunmovie. Birds eye BTS. Uma publicação compartilhada por Corin Hardy (@corinhardy) em Jun 11, 2017 às 3:05 PDT Day 29. What an average day at the office looks like on #TheNunMovie.. Photo thanks to @sharon_gilham Uma publicação compartilhada por Corin Hardy (@corinhardy) em Jun 13, 2017 às 2:30 PDT Day 31. #TheNunMovie Legends. @taissafarmiga @bonnieaarons1 @demianbichiroficial Uma publicação compartilhada por Corin Hardy (@corinhardy) em Jun 15, 2017 às 3:35 PDT The gangs all here. Day 33 #TheNunMovie. Pre-Wrap Party shenanigans. What's that spell?.. Uma publicação compartilhada por Corin Hardy (@corinhardy) em Jun 17, 2017 às 1:37 PDT












