Os Novos Mutantes ganha nova data de estreia no cinema
A Disney não desistiu de lançar “Os Novos Mutantes” nos cinemas. Nove dias depois do filme aparecer como futuro lançamento digital na Amazon, o estúdio definiu uma nova data de estreia, a quarta desde o início da produção. O anúncio foi feito no Twitter oficial do longa, por meio de um novo pôster que destaca o lançamento em 28 de agosto. Ainda não há confirmação da data no Brasil. “Os Novos Mutantes” é um dos filmes mais adiados de todos os tempos – só deve perder para a continuação de “Avatar”. A estreia anterior estava marcada para março, data que se tornou inviável devido à pandemia de coronavírus. Mas enquanto outros filmes da Disney foram rapidamente remanejados, a última produção da Fox com heróis da Marvel tinha ficado fora do calendário do estúdio até esta quarta-feira (13/5), alimentando rumores sobre seu destino. Filmado em 2016, “Os Novos Mutantes” deveria ter estreado originalmente em 2018, mas a Fox decidiu agendar refilmagens e remarcou seu lançamento para 2019. Só que neste meio tempo a Disney comprou a Fox e as refilmagens nunca foram feitas. Enquanto o novo proprietário decidia o que fazer com o longa, mais um ano se passou. O trabalho de pós-produção ficou interrompido por meses sem que os efeitos visuais tivessem sido finalizados, nem os efeitos sonoros, edição, trilha e vários outros detalhes. O diretor Josh Boone (de “A Culpa É das Estrelas”) só retomou a produção no fim do ano passado, acrescentando efeitos que aprimoraram o visual das habilidades místicas de Illyana/Magia, notadamente sua espada de energia, além de Lockheed, o dragão roxo da personagem, para lançar o longa em março. O que, de novo, não aconteceu. Enquanto isso, acumulam-se três anos de trailers que não revelam muita coisa, refletindo uma sinopse incrivelmente curta sobre cinco jovens mutantes que ainda estão descobrindo seus poderes e que são mantidos reclusos em um local contra a sua vontade. Os intérpretes dos Novos Mutantes são Maisie Williams (a Arya Stark, de “Game of Thrones”) como Lupina, Charlie Heaton (O Jonathan Byers de “Stranger Things”) como Míssil, Anya Taylor-Joy (“Vidro”) como Magia, Blu Hunt (a vilã Hollow em “The Originals”) como Miragem e o brasileiro Henry Zaga (série “13 Reasons Why”) como Mancha Solar. Para completar, o elenco inclui a também brasileira Alice Braga (série “Queen of the South”) como a Dra. Cecilia Reyes. we’re back pic.twitter.com/JsoRciPYpj — New Mutants (@NewMutantsFilm) May 13, 2020
Série baseada no terror japonês O Grito ganha primeiro trailer da Netflix
A Netflix divulgou o primeiro trailer de “Ju-on: A Maldição – Origens” (Ju-On: Origins), série baseada em “Ju-On”, longa japonês que inspirou a franquia americana de terror “O Grito” (The Grudge). A prévia é sangrenta, tétrica e pesada, sugerindo uma atração mais forte que os filmes americanos. A série vai contar a origem da maldição de Kayako e seu filho, mostrando como sua casa se tornou mal-assombrada por seus espíritos vingativos. A sinopse oficial da Netflix acrescenta que a trama é baseada em “eventos reais” que aconteceram há 40 anos. A história de “Ju-On”, na verdade, surgiu exatamente há duas décadas, num telefilme japonês de 2000, escrito e dirigido por Takashi Shimizu. A produção ganhou versão de cinema em 2002, quando os filmes de J-horror com mulheres fantasmas de cabelo na cara ainda eram novidade. E fez tanto sucesso que rendeu inúmeras continuações e até um crossover, “O Chamado vs. O Grito” (Sadako vs. Kayako”, 2016), em que sua mulher fantasma de cabelo na cara enfrentou a mulher fantasma de cabelo na cara de “O Chamado” (Ringu, em japonês). O primeiro remake americano foi lançado em 2004 com direção do próprio Shimizu, que mudou apenas a etnia da protagonista. Ela virou uma enfermeira americana (Sarah Michelle Gellar) que enfrentava uma maldição enquanto trabalhava em Tóquio, no Japão. Fez sucesso suficiente para também ganhar continuações – mas o terceiro filme já saiu direto em vídeo. Neste ano, um segundo remake americano de “Ju-On” chegou aos cinemas com produção da Sony Pictures, e foi destruído pela crítica, com apenas 20% de aprovação no site Rotten Tomatoes. “Ju-on: A Maldição – Origens” tem produção de Takashige Ichinose, responsável pela franquia japonesa original e também por outros clássicos do J-horror, como “Ringu: O Chamado” (1998) e “Água Negra” (2002). O elenco destaca Yuina Kuroshima, que estrelou o penúltimo filme da saga de Kayako, “O Grito: o Começo do Fim” (2014). Ela vive a protagonista feminina, uma mulher atormentada pelo som de passos em sua casa no meio da noite, que pede ajuda a um investigador paranormal, vivido por Yoshiyoshi Arakawa (“Too Young to Die”). Já a direção está a cargo do cineasta Shô Miyake (“And Your Bird Can Sing”), que estreia tanto em séries quanto no gênero terror. Com 6 episódios, a atração será lançada em 3 de julho.
American Horror Story vai ganhar série derivada
“American Horror Story” vai ganhar um spin-off após 10 anos de sucesso no canal pago FX. O produtor Ryan Murphy anunciou a produção de “American Horror Stories”, uma variação que se diferencia pelo título no plural. O derivado também será uma série de terror em formato de antologia, mas, em vez de contar apenas uma história por temporada, terá histórias de horror diferentes e completas em cada um de seus episódios. Daí, o “Stories”. Em um post no Instagram, Murphy mostrou a reação do elenco da série original à notícia e explicou a premissa. Veja abaixo. Apesar da imagem da videoconferência coletiva, o encontro não foi aberto ao público como outras lives do aplicativo Zoom. Tratou-se de uma reunião privada, para que Murphy compartilhasse com o elenco os planos para a 10ª temporada de “American Horror Story”, como a data prevista para o começo das gravações e “outros detalhes que não posso revelar”, ele escreveu. Os atores que participaram da reunião foram Jessica Lange, Lily Rabe, Evan Peters, Sarah Paulson, Denis O’Hare, Kathy Bates, Angela Bassett, Emma Roberts, Anjelica Ross, Leslie Grossman, Finn Wittrock, Taissa Farmiga, Billie Lourd, Dylan McDermott, Adina Porter e Cody Fern. Adiada pela pandemia de coronavírus, a 10ª temporada de “American Horror Story” também contará com Macaulay Culkin (o eterno Kevin, de “Esqueceram de Mim”). Ainda não há previsão para a estreia. Ver essa foto no Instagram “American Horror Story” cast zoom call…where we reminisced about the good times…the spin off we're doing called "American Horror Stories" (one hour contained episodes)…when we will start filming the next season of the mothership…and other stuff I cannot print. It was so much fun and I'm glad we caught up. I miss everyone! Uma publicação compartilhada por Ryan Murphy (@mrrpmurphy) em 11 de Mai, 2020 às 6:53 PDT
Skyplay estreia Emma e anuncia A Caçada para este mês
A plataforma Skyplay, da provedora de TV por assinatura Sky, está promovendo estreias de filmes antes do cinema e de serviços on demand rivais. Neste fim de semana, lançou “Emma”, nova adaptação da obra clássica de Jane Austen, e anunciou ainda para este mês “A Caçada”, que ganhou repercussão ao ser atacado por Donald Trump. A nova versão de “Emma”, que foi grafada no exterior como “Emma.”, com ponto final, traz a atriz Anya Taylor-Joy (“A Bruxa”) no papel-título. A personagem, também vivida por Gwyneth Paltrow em 1996, é uma jovem do começo do século 19 que adora arranjar namoros e casamentos para seus amigos, causando mil confusões, mas se vê totalmente perdida quando o assunto é sua própria vida amorosa. O Sr. Knightley, pretendente de Emma, é vivido pelo ator britânico Johnny Flynn (“Genius”) e o elenco ainda inclui Bill Nighy (“Questão de Tempo”), Gemma Whelan (“Game of Thrones”), Mia Goth (“Suspiria”), Josh O’Connor (“The Crown”) e Callum Turner (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”). A direção é de Autumn de Wilde, que estreia em longas-metragens após dirigir vários clipes do músico Beck, e o lançamento nos cinemas estava marcado para 23 de abril no Brasil. Ele chegou a ser exibido brevemente nos cinemas americanos, em fevereiro passado. Mas o atraso do calendário nacional coincidiu com a chegada da pandemia de coronavírus no pais, fazendo a estreia ser cancelada e o filme remanejado para VOD. Já “A Caçada” (The Hunt) chegaria em 28 de maio, após estrear em março nos EUA. O lançamento em VOD deve seguir de perto a data original no lançamento no país. O filme mostra uma dúzia de militantes da extrema direita americana que acordam em uma clareira e percebem que estão sendo caçados por milionários da esquerda liberal. Os alvos se consideram “pessoas comuns”, vítimas da “elite” na trama, numa metáfora pouco sutil, que transforma o discurso de coitadismo dos heterossexuais brancos americanos em sátira de terror. Isto incomodou Trump que foi ao Twitter tachar o filme de “racista”, termo que ele usa para se referir a ataques contra pessoas brancas. Ele chamou Spike Lee de “racista” após o cineasta fazer um discurso político no Oscar 2019, e chegou a se referir à série “Black-ish”, sobre uma família negra, como “racismo no maior nível”. Por outro lado, quando precisou se manifestar a respeito do ataque de supremacistas brancos contra ativistas negros, que resultou numa morte, Trump preferiu dizer que havia pessoas de bem dos dois lados. “A Caçada” foi escrita por Nick Cuse e Damon Lindelof, que estabeleceram sua parceria criativa na série “The Leftovers”, onde o primeiro atuou como roteirista da equipe comandada pelo segundo – um episódio escrito pelos dois foi indicado a prêmio do Sindicato dos Roteiristas. Lindelof ainda trabalhou famosamente com o pai de Nick, Carlton Cuse, na série “Lost”. A direção é de Craig Zobel, que também dirigiu episódios de “The Leftovers”, além dos filmes “Obediência” (2012) e “Os Últimos na Terra” (2015). A produção é de Jason Blum, que ainda produziu o “racista” (no sentido trumpiano da palavra) “Corra!” (2017), indicado ao Oscar de Melhor Filme. Já o elenco traz vários astros de séries, como Betty Gilpin (“GLOW”), Emma Roberts (“American Horror Story”), Justin Hartley (“This Is Us”), Ike Barinholtz (“The Mindy Project”), Glenn Howerton (“It’s Always Sunny in Philadelphia”) e Hilary Swank (“Trust”). Todos brancos. Tanto “A Caçada” quanto “Emma” são produções da Universal, que os liberou para VOD no fim de março nos EUA. Veja os trailers oficiais legendados dos dois filmes abaixo.
Remake de Colheita Maldita está sendo filmado em plena pandemia
Nem todas as produções foram paralisadas devido à pandemia de coronavírus. O site The Hollywood Reporter apurou que o remake de “Colheita Maldita” (Children of the Corn) conseguiu contornar a suspensão de suas filmagens ao adotar medidas de proteção para a equipe, em conjunto com as autoridades da cidade australiana em que está sendo rodado. O diretor Kurt Wimmer (“Ultravioleta”), responsável pela nova versão do conto de Stephen King, readaptou o planejamento das filmagens com a ajuda das autoridades locais e do produtor Lucas Foster (“Ford vs Ferrari”). A equipe foi reduzida e tem seguido todas as regras estipuladas pelo governo australiano para o período de isolamento social. Segundo a organização Screen NSW, os realizadores têm “mantido a polícia local informada de sua operação”. Essa será a terceira versão do livro a chegar às telas. A estrela de “Exterminador do Futuro”, Linda Hamilton, protagonizou a primeira versão em 1984. Depois de sete continuações, a história ganhou seu primeiro remake em 2009, feito para TV, que, por sua vez, rendeu mais duas sequências – a última em 2018. Apesar da continuidade das filmagens, o novo “Colheita Maldita” ainda não tem previsão de estreia.
Diretor de Hereditário e Midsommar vai produzir remake de comédia sci-fi sul-coreana
O cineasta Ari Aster, diretor dos filmes de terror “Hereditário” (2018) e “Midsommar: O Mal Não Espera a Noite” (2019), definiu seu próximo projeto. Ele vai produzir um remake americano do filme sul-coreano “Save the Green Planet!” (2003). Entretanto, não fará a direção. O responsável pela refilmagem será o próprio diretor do filme original, Jang Joon-hwan. Comédia de sci-fi, o filme acompanha um sujeito que acredita que mundo está sendo invadido por alienígenas. Num ato desesperado, ele decide salvar o planeta sequestrando o homem que seria o chefe da invasão. O filme original venceu vários prêmios, inclusive como Melhor Filme do Festival de Bruxelas, na Bélgica, e adquiriu fama de cult entre fãs de cinema alternativo. A trama original será adaptada por Will Tracy, roteirista da série “Succession” e do programa “Last Week Tonight with John Oliver”. Ainda não há previsão para o início da produção do remake.
Diretor de Doutor Sono vai adaptar novo terror de Stephen King
A adaptação do romance sobrenatural “Revival”, de Stephen King, mudou de mãos. O projeto foi iniciado por Josh Boone, diretor de “A Culpa É das Estrelas” e do vindouro “Os Novos Mutantes”, que escreveu um roteiro em 2016. Mas depois da confusão entre Disney e Fox, que adiou infinitamente “Os Novos Mutantes” e paralisou a carreira do diretor, a adaptação acabou a cargo de Mike Flanagan, que já filmou duas obras de Stephen King – “Jogo Perigoso” em 2017 e “Doutor Sono” em 2019. A princípio, Flanagan vai escrever e produzir a adaptação, mas seu contrato prevê a opção de dirigir o longa. Um dos mais recentes livros de King, publicado em 2014, “Revival” foi lançado no Brasil com o título original e segue o pregador Charles Jacobs, que perde sua fé após sua esposa e filho morrerem em um acidente. Ele logo se torna obcecado em encontrar o poder da cura, transformando-se num curandeiro. Um de seus primeiros milagres ajuda um jovem, que combate seus próprios demônios, e é aliciado por Jacobs para auxiliá-lo em sua cruzada. Unidos por uma obsessão secreta, a parceria chega ao fim após o pregador ser banido da cidade. Mas anos depois a dupla se reencontra, num período em que o garoto vive uma vida de rockstar com sua banda. Apesar de perder o projeto, Boone continua envolvido com o universo de Stephen King. Ele está trabalhando na produção de “The Stand – A Dança da Morte”, minissérie da plataforma CBS All Access sobre o livro mais famoso do escritor jamais adaptado para o cinema. Esta trama, por sinal, ganhou ainda mais atualidade devido à pandemia do novo coronavírus, como o próprio Stephen King admitiu.
Neve Campbell negocia voltar à franquia de terror Pânico
Protagonista dos quatro filmes da franquia “Pânico”, a atriz Neve Campbell está negociando participar do quinto. “Eles me procuraram e estamos conversando”, disse a intérprete de Sidney ao site Rotten Tomatoes. “No momento, é difícil afirmar, por causa da covid, mas espero que possamos acertar todos os elementos para que isso aconteça”, completou a atriz. Grande sucesso dos anos 1990, “Pânico” teve seus quatro longas anteriores escritos por Kevin Williamson (criador de “The Vampire Diaries”) e dirigidos por Wes Craven (criador de “A Hora do Pesadelo”). Mas Craven morreu em 2015 e não está envolvido na nova produção. Dois diretores assumirão seu lugar atrás das câmeras: Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, que assinaram o recente terrir “Ready or Not”, lançado diretamente em VOD no Brasil com o título alternativo de “Casamento Sangrento”. “Eu estava apreensiva por fazer o filme sem Wes Craven, ele é o motivo pelo qual os filmes são o que são. Mas os diretores me escreveram uma carta adorável, elogiando o trabalho que fizemos, como Wes Craven é uma inspiração para eles e como realmente querem honrá-lo. Isso significou muito para mim”, explicou. Campbell ainda acrescentou: “Estou muito agradecida por esses filmes… eu amo Sidney Prescott. É sempre divertido para mim voltar a vivê-la, e é sempre divertido reencontrar o elenco e fazer um desses filmes novamente, especialmente tentar fazer outro filme bom.” Até essa entrevista, os detalhes do retorno da franquia eram escassos. A participação de Neve Campbell descarta as hipóteses de reboot e remake, apontando para mais uma continuação da história da sobrevivente Sidney Prescott, como todas as sequências anteriores no cinema. O filme original de 1996 revolucionou e rejuvenesceu o cinema de horror ao realizar uma abordagem geek do gênero, com humor cínico, metalinguagem e várias citações, sem abrir mão das matanças, da tensão, do suspense e das reviravoltas. Fez tanto sucesso que ganhou três sequências e uma série de televisão. Ainda não há data prevista para as filmagens ou mesmo de lançamento para o novo longa.
Macaulay Culkin e Kathy Bates terão cena de sexo louca em American Horror Story
O produtor Ryan Murphy revelou que convenceu Macaulay Culkin, o eterno Kevin de “Esqueceram de Mim”, a participar da 10ª temporada de “American Horror Story” com a proposta de um papel “deliciosamente maluco” e uma cena de sexo “louca e erótica” com a colega de elenco Kathy Bates. Embora Culkin não atue muito hoje em dia, Murphy ligou para o ex-astro mirim por ser “um grande fã de seu trabalho”. “Eu normalmente não digo nada para os atores quando os convido para uma série, mas dessa vez falei: ‘Ok, cara, aqui vai a minha proposta'”, contou o produtor ao programa de notícias do canal pago E!. “Ele ouviu sobre este personagem absurdo, e sobre a cena de sexo entre ele e Kathy, além de algumas outras coisas. Ele ficou quieto por um tempo, e depois disse: ‘OK, eu estou dentro, esse parece ser o personagem que eu nasci para interpretar'”, completou o criador de “American Horror Story”. Segundo Murphy, os roteiros estão prontos e a produção só espera o fim da crise sanitária para iniciar a produção. “Os roteiros estão escritos, e estou animado para vê-lo interpretando este papel”, contou. Conhecido por trabalhar repetidamente com os mesmos atores, Murphy ainda confessou que adoraria ver Culkin se tornando um “habitué” de suas produções. “Eu acho que ele é um cara fascinante, muito interessante, e cheio de alma”, elogiou. Vale lembrar que a citada Kathy Bates venceu o Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante por “American Horror Story” em 2013.
Stephen King pede desculpas por ter previsto coronavírus e Donald Trump
O escritor Stephen King pediu desculpas por ter “previsto” o novo coronavírus e a reação à crise sanitária do presidente dos EUA, Donald Trump, em dois dos seus livros mais famosos, respectivamente em “A Dança da Morte” (The Stand) e “Zona Morta” (Dead Zone). O autor disse ao apresentador Stephen Cobert, em entrevista por vídeo no “The Late Show”, que muitos fãs passaram a perguntar sobre suas previsões recentemente. “Eu escrevi um livro chamado ‘Zona Morta’, que tinha um personagem, um comediante popular, que dizia aos americanos que conseguiria resolver o problema da poluição ‘mandando ela toda para o espaço'”, relembrou King, comparando o plano a declarações de Trump em relação à covid-19. “Eu acho que, comparado a dizer para as pessoas injetarem desinfetante para curar o coronavírus, aquele plano de enviar a poluição para o espaço parece bem sensato”, brincou. Outra publicação de King bastante lembrada durante a pandemia é “A Dança da Morte”, onde um vírus misterioso devasta o planeta e causa transformações profundas na sociedade, antecipando o apocalipse. A obra, inclusive, vai ganhar nova versão em breve, como minissérie na plataforma CBS All Access. “Eu escrevi ‘A Dança da Morte’ em 1976 e ainda estou pedindo desculpas por isso, porque mais de 40 anos depois as pessoas falam, atrás de suas máscaras, que estão vivendo num livro de Stephen King. Minha resposta é: ‘Me desculpe por isso'”, relatou. “Quando escrevi aquele livro, tinha acabado de acontecer um vazamento químico em Utah [nos EUA]. Eu fui a um médico que eu conhecia e perguntei: ‘Como seria se um vírus matasse 98% da população da Terra?’. Os olhos dele se iluminaram. Médicos adoram projetar esses cenários apocalípticos, quando eles são hipotéticos, é claro”, completou. Stephen King ainda fez uma previsão aterradora sobre a pandemia. “Meu medo é que, com o coronavírus, as coisas voltem lentamente ao normal e o vírus sofra uma mutação e retorne”. Ele acrescenta: “O cenário de pesadelos, que para é onde a minha mente vai – desculpem! – , é que ele retorne mais letal que nunca”. Veja a íntegra da entrevista no vídeo abaixo.
What We Do in the Shadows: Mark Hamill aparece como vampiro em foto da série
O canal pago americano FX divulgou a primeira foto de Mark Hamill (“Star Wars: Ascensão Skywalker”) na série “What We Do in the Shadows”, baseada na comédia de vampiros “O Que Fazemos nas Sombras” (2014). O eterno Luke Skywalker vai interpretar um vampiro ancião na atração, fazendo uma participação especial no episódio que vai ao ar em 13 de maio nos Estados Unidos. Na imagem (acima), ele aparece caracterizado como vampiro. Em entrevista à revista Entertainment Weekly, o astro disse ser fã do longa que inspirou a série de TV e que está aberto a voltar a aparecer na atração. “Nunca diga nunca”. Além de Hamill, a 2ª temporada de “What We do in the Shadows” também conta com participações especiais de Craig Robinson (“Ghosted”) e Haley Joel Osment (até hoje lembrado como o menino de “O Sexto Sentido”). Criada pelos mesmos responsáveis pelo filme, Taika Waititi (que ganhou proeminência após dirigir “Thor: Ragnarok” e “Jojo Rabbit”) e Jemaine Clement (visto em outro projeto recente da Marvel, como ator na série “Legion”), a série acompanha o dia-a-dia de vampiros entediados de Nova York. O filme original foi concebido como um falso documentário sobre o cotidiano de vampiros neozelandeses e venceu diversos festivais, como Sitges, o mais famoso dos eventos internacionais do cinema fantástico, e a mostra Midnight Madness, do Festival de Toronto. Já a série sofreu várias mudanças, além da locação e do elenco. Para começar, os protagonistas não são três vampiros preguiçosos, mas dois vampiros e uma vampira que não aceita desaforos, e ainda há um assistente humano. O elenco é formado por Matt Berry (da saudosa série “The IT Crowd”), Natasia Demetriou (“Year Friends”), Kayvan Novak (“As Aventuras de Paddington”) e Harvey Guillen (“The Magicians”). No Brasil, a série é exibida pelo canal FOX Premium 1.
Os Novos Mutantes tem estreia digital anunciada pela Amazon
Depois de tantos adiamentos, o longa dos Novos Mutantes deve ser lançado direto em streaming. O filme do diretor Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”) apareceu nesta segunda (4/5) em pré-venda digital na Amazon nos Estados Unidos, com o preço de US$ 25 para compra – e não para aluguel – , mas a loja digital não informa quando ele será disponibilizado. Veja abaixo. A Amazon fechou um acordo internacional com a Disney, que lhe deu prioridade de lançamento de filmes do estúdio nos países que ainda não tem acesso à plataforma Disney+ (Disney Plus) – caso do Brasil. Mas o anúncio de VOD sugere que “Os Novos Mutantes” terá distribuição fora do streaming do estúdio até na América do Norte. A Disney ainda não se pronunciou oficialmente sobre o destino da produção, que deveria chegar aos cinemas no dia 2 de abril. A estreia foi suspensa devido à pandemia do novo coronavírus, mas nenhuma outra data foi anunciada para seu lançamento. O estúdio já divulgou um novo cronograma para os filmes adiados pela crise sanitária sem citar “Os Novos Mutantes”. Por outro lado, adiantou que “Artemis Fowl” sairia diretamente em streaming, pela plataforma Disney+ (Disney Plus). O silêncio embute uma culpa da própria Disney no destino do longa. Concebido para inaugurar uma nova franquia derivada dos X-Men, “Os Novos Mutantes” deveria ter estreado em abril do ano passado, caso a Disney não tivesse comprado a Fox. O trabalho de pós-produção foi interrompido por meses sem que os efeitos visuais tivessem sido finalizados, nem os efeitos sonoros, edição, trilha e vários outros detalhes. Boone só retomou a produção no fim do ano passado, acrescentando efeitos que aprimoraram o visual das habilidades místicas de Illyana/Magia, notadamente sua espada de energia, além de Lockheed, o dragão roxo da personagem. Segundo a sinopse do longa, cinco jovens mutantes que ainda estão descobrindo seus poderes são mantidos reclusos em um local contra a sua vontade. Os intérpretes dos Novos Mutantes são Maisie Williams (a Arya Stark, de “Game of Thrones”) como Lupina, Charlie Heaton (O Jonathan Byers de “Stranger Things”) como Míssil, Anya Taylor-Joy (“Vidro”) como Magia, Blu Hunt (a vilã Hollow em “The Originals”) como Miragem e o brasileiro Henry Zaga (série “13 Reasons Why”) como Mancha Solar. Para completar, o elenco inclui a também brasileira Alice Braga (série “Queen of the South”) como a Dra. Cecilia Reyes.
John Lafia (1957 – 2020)
O cineasta John Lafia, que co-escreveu o filme de terror “Brinquedo Assassino” em 1988 e dirigiu sua continuação de 1990, suicidou-se em Los Angeles, na quarta-feira passada (29/4). Ele tinha 63 anos. Lafia colaborou com o diretor Tom Holland e o co-roterista Don Mancini na história do filme original. Não apenas ajudou a criar um dos monstros mais famosos do terror moderno como também o batizou. Foi ele quem sugeriu o nome Chucky e criou a frase “Oi, eu sou Chucky, quer brincar?”. “Brinquedo Assassino” foi um dos grandes campeões de bilheteria de 1988 e recebeu um prêmio Saturn de Melhor Filme de Terror do ano. O criador de Chucky se formou em cinema e televisão pela UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles). Ele trabalhou no departamento de arte de “Fugitivos das Galáxias” (1983) e no cultuado “Repo Man: A Onda Punk” (1984), de Alex Cox, antes de progredir para roteiros e direção. A carreira de cineasta começou com “The Blue Iguana”, uma comédia de ação que ele escreveu e dirigiu em 1988, no mesmo ano de “Brinquedo Assassino” – e que teve première no Festival de Cannes. Mas o sucesso de seu terror eclipsou todo o resto. Ao coescrever e dirigir “Brinquedo Assassino 2”, que fãs e críticos consideram o melhor da franquia, consolidou sua identificação com o gênero. Os trabalhos que se seguiram foram episódios da série baseada no terror “A Hora do Pesadelo” e um filme de cachorro feroz, “Max: Fidelidade Assassina” (1993), que ele também escreveu e dirigiu. O fracasso nas bilheterias desse lançamento enterrou sua carreira cinematográfica. Nos 13 anos seguintes, ele ficou restrito a trabalhos televisivos, dirigindo episódios de “Babylon 5” e “The Dead Zone” (O Vidente, na TV aberta) e telefilmes de baixa qualidade, até o teledesastre “Fogo Mortal” (2006). Sem ser remunerado, ele decidiu realizar por conta própria um último projeto, “The Ballad of Frank and Cora”. Lafia escreveu, dirigiu, editou, produziu e ainda desenvolveu a trilha do filme, em parceria com o músico Bill Jones. Mas, com apenas 30 minutos, a ópera rock teve um lançamento limitadíssimo em vídeo em 2013 e nem mesmo o IMDb identifica o responsável pela obra. “The Ballad of Frank and Cora” foi a culminação de outro aspecto pouco conhecido de sua carreira. Lafia fez parte da cena musical underground de Los Angeles na década de 1980. Seu último registro artístico, por sinal, foi uma compilação de suas gravações, um álbum duplo chamado “John Lafia 1980-1985”, lançado em 2019. Ele também recebeu créditos pelo roteiro original de “Brinquedo Assassino” na produção do remake de 2019. Seu co-roteirista nos filmes de Chucky, Don Mancini, se disse arrasado ao saber da morte do antigo parceiro e amigo. “Estamos arrasados ao saber da morte de nosso amigo John Lafia. Ele foi uma parte crucial da família ‘Chucky’ desde o início. Ele co-escreveu o roteiro original de ‘Brinquedo Assassino’, juntamente com o diretor Tom Holland e eu, e John dirigiu ‘Brinquedo Assassino 2’ – o filme favorito entre os fãs de ‘Chucky’. John era um artista incrivelmente generoso. Ele me deixou acompanhá-lo em todas as reuniões e observá-lo no set; ele me ensinou mais sobre cinema durante a produção daquele filme que vários semestres na escola de cinema. John também foi uma das pessoas mais naturalmente curiosas e constantemente criativas que eu já conheci, alguém que estava sempre tirando fotos e anotando idéias”, pronunciou-se Mancini, em comunicado divulgado pelos dois filhos de Lafia.











