CEO da Disney confirma: cinemas não voltarão ao que eram
Menos de uma semana após a ViacomCBS anunciar que a janela cinematográfica de 90 dias tinha acabado, apresentando sua plataforma Paramount+ com a promessa de lançar seus filmes em streaming após 45 dias de exibição nos cinemas, a Disney confirmou que o circuito não voltará mesmo a ser o que era antes da pandemia. Em uma conferência de investimento virtual organizada pela empresa financeira Morgan Stanley, o CEO da Disney, Bob Chapek, apontou que a empresa também estuda diminuir o período de exclusividade dos cinemas, quando seus filmes voltarem a ser exibidos primeiro em tela grande. “O consumidor provavelmente está mais impaciente do que nunca”, disse ele sobre as mudanças no mercado durante a covid-19, “principalmente porque agora eles tiveram o luxo de passar um ano inteiro recebendo títulos em casa praticamente quando quiseram. Portanto, não tenho certeza se há um retorno”. Ele acrescentou que os espectadores não “terão muita tolerância para esperar por meses que um título saia dos cinemas”, enquanto “apenas fica lá, juntando poeira”, antes de migrar para o streaming ou outras janelas. Vale lembrar que o estúdio que começou a encolher a janela cinematográfica foi a Universal, ao lançar seus filmes em VOD (locação digital) após 17 dias (três fins de semana) em cartaz. Mas na ocasião, justificou a decisão com a necessidade de fazer caixa na pandemia, afirmando que se tratava de medida provisória. Os 45 dias anunciados pela Paramount na semana passada seriam permanentes. Chapek não mencionou um número específico de dias de exclusividade dos cinemas como o CEO da ViacomCBS, Robert Bakish. Mas quando a Disney, que controla cerca de metade do mercado e lançou os maiores sucessos de bilheteria dos últimos anos, aponta que pretende alterar o tempo em que os cinemas terão primazia, as mudanças se tornam inevitáveis. “Mas certamente não queremos fazer nada radical como cortar totalmente a exibição cinematográfica”, acrescentou o CEO da Disney, ponderando que a solução possa ser um caminho intermediário. Uma alternativa seria o que a Disney vem chamando de “Premier Access”: disponibilizar em streaming filmes que estreiam nos cinemas a um preço extremamente elevado, de modo a manter o circuito cinematográfico competitivo, mas também oferecer uma alternativa de conforto para quem quiser pagar mais para assistir aos títulos em casa. A animação “Raya e o Último Dragão” será lançado por esse método na próxima sexta (5/3), custando US$ 30 para assinantes do Disney+ nos EUA e R$ 69,90 no Brasil (mais a assinatura mensal do serviço!). Janela menor ou lançamento “premium” simultâneo em streaming, o fato é que o circuito cinematográfico será profundamente alterado ao final da pandemia.
Diretor de fotografia de Nomadland manda Tarantino se f…
Não é segredo que Quentin Tarantino é um ávido defensor da filmagem tradicional em celuloide e nunca escondeu sua aversão à cinematografia digital. Em uma entrevista coletiva no Festival de Cannes 2014, o diretor de “Era uma Vez em… Hollywood” chegou a dizer: “Para mim, a projeção digital é a morte do cinema. O fato de a maioria dos filmes não ser mais apresentada em 35 mm significa que o mundo está perdido. A projeção digital é apenas a televisão no cinema.” Pois o diretor de fotografia do premiadíssimo “Nomadland”, da cineasta Chloé Zhao, resolveu responder a tese de Tarantino com um palavrão. “Tarantino diz que o digital é a morte do cinema. Vai se f…, cara”, desabafou Joshua James Richards em entrevista à revista The New Yorker. “Chloé não teve apoio, porque é chinesa. Com o formato digital, pudemos fazer nossos próprios filmes por US$ 100 mil num nível que é puro cinema”, ele defendeu. Richards começou a colaborar com Chloé Zhao em seu primeiro longa-metragem “Songs My Brother Taught Me”, em 2015. O segundo longa da parceria, “Domando o Destino” (2017), foi premiado no Festival de Cannes e venceu o Gotham Awards. O terceiro é “Nomadland”, que depois de vencer os festivais de Veneza e Toronto no ano passado, acaba de conquistar o Globo de Ouro 2021 de Melhor Filme de Drama. O quarto filme de Chloé Zhao também terá fotografia digital. Mas não será mais uma produção independente. É “Eternos”, uma superprodução da Marvel, orçada em US$ 200 milhões, que reúne um elenco grandioso encabeçado por Angelina Jolie. A estreia está marcada para novembro.
Lançamento da Paramount+ é golpe letal na janela cinematográfica
O lançamento da Paramount+ na próxima quinta (4/3) representa mais uma pedra a atingir a janela de exibição cinematográfica. A perda de arrecadação nos cinemas, devido a pandemia de coronavírus, encorajou os estúdios a quebrar seu velho pacto firmado com os exibidores. Até o ano passado, os filmes ficavam em cartaz por 90 dias antes de aparecerem em outras mídias. Antigamente, este era o tempo que demorava para um filme sair em vídeo. O início da era digital manteve inalterada essa “reserva de mercado”. Até a chegada da pandemia, que coincidiu com o lançamento de vários serviços de streaming e uma nova realidade financeira, em que os exibidores perderam poder de pressão, enfraquecidos pelo fechamentos de suas salas e restrições causadas pela covid-19. Quando a Universal ousou lançar “Trolls 2” direto em VOD, no começo da pandemia, donos das maiores redes de cinema dos EUA subiram o tom e ameaçaram boicotar os filmes do estúdio. Mas isso foi quando muitos achavam que pandemia ia durar dois meses. Um ano depois, o tom dos exibidores é completamente diferente. Por conta da mudança de ânimos, o anúncio dos novos planos da Paramount para deixar seus filmes em cartaz por apenas 45 dias, cortando a janela pela metade, antes de lançá-los em sua plataforma de streaming, foi recebido com resignação, porque é mais generoso do que Hollywood tem sido neste momento de crise financeira dos cinemas. A ideia da Paramount é acelerar a chegada ao streaming de seus blockbusters, como “Missão: Impossível 7”, “Top Gun: Maverick” e “Um Lugar Silencioso 2”, para atrair assinantes para seu serviço, que passaria a ter exclusividade digital dos títulos. A iniciativa ocorre após a Universal encolher sua janela para apenas 17 dias (três fins de semana), após a Warner acabar completamente com a janela ao lançar filmes simultaneamente nos cinemas e streaming, e após a Disney deixar os cinemas sem vários de seus lançamentos. Mas enquanto Universal, Warner e Disney justificam suas ações com a necessidade de fazer caixa na pandemia, afirmando que se tratava de medida provisória, a Paramount é o primeiro estúdio a afirmar que sua nova janela é permanente. Durante o anúncio da programação da Paramount+, o conglomerado ViacomCBS afirmou que pretende lançar suas novas produções na plataforma com esta janela mesmo após a pandemia, deixando filmes menores em cartaz por 30 dias e os blockbusters por 45. Este é um modelo que será implantado para sempre. A decisão deixa claro que os cinemas nunca mais serão os mesmos depois da pandemia e do streaming.
Paramount+ estreia na próxima semana com várias séries inéditas no Brasil
O serviço de streaming Paramount+ foi confirmado oficialmente no Brasil. Apesar do nome ser o mesmo, ele é diferente da versão “light” que já existia por aqui – e que costumava ser chamada de Paramount Mais. Agora, até a pronúncia mudou. A nova Paramount+ é Paramount Plus. A versão “plus” da plataforma será inaugurada na próxima quinta-feira, dia 4 de março, com teste gratuito de 7 dias e assinatura mensal de R$ 19,90. A plataforma chega no Brasil com uma configuração diferente da oferecida nos EUA, incluindo em seu acervo todas as séries do canal pago Showtime – que manteve seu streaming individual separado da Paramount+ americana. Em compensação, o serviço nacional não terá canais ao vivo de notícias e esportes como a versão em inglês. Entre os títulos que o público poderá encontrar no lançamento estão séries do Showtime inéditas no Brasil, como “Black Monday”, “City on a Hill”, “Your Honor”, “The Good Lord Bird”, “The Comey Rule” e “Escape at Dannemora”, além de séries “clássicas” do canal, como “Dexter”, “Ray Donovan” e “The Affair”. Além disso, o serviço oferecerá todas as vindouras atrações do Showtime, entre elas “American Rust” e a antologia “The First Lady”, atualmente em produção. O conteúdo da (prestes a ser extinta) CBS All Access, que serve de base para a nova plataforma nos EUA, é outro atrativo da Paramount+ no Brasil, mas algumas séries anteriormente negociadas com Amazon e Netflix não devem entrar automaticamente no pacote. A plataforma ainda oferece a programação infantil da Nickelodeon, com sucessos como “Bob Esponja”, “As Tartarugas Ninja” e “Dora, A Aventureira”, programas e reality shows da MTV como “De Férias Com o Ex”, “Catfish” e “Are You The One?”, filmes da Paramount, como as franquias de sucesso “Missão Impossível”, “Star Trek” e “O Poderoso Chefão”, sem esquecer novas temporadas das séries atualmente produzidas pelo conglomerado ViacomCBS, incluindo “Yellowstone” e “The Handmaid’s Tale”. E, claro, muito conteúdo inédito e exclusivo. Na noite de quarta-feira (25/2), os executivos da ViacomCBS realizaram um evento de apresentação da plataforma para o mercado em que anunciaram a produção de mais de três dezenas de séries novas para a Paramount+. Os títulos abrangem versões serializadas de clássicos cinematográficos da Paramount, como “Grease: Nos Tempos da Brilhantina” (1978), “Flashdance” (1983), “Love Story” (1970), “Um Golpe à Italiana” (1969), “O Homem Que Caiu na Terra” (1976), “Atração Fatal” (1987) e “A Trama” (1974), e revivals de séries variadas dos canais CBS, Nickelodeon, Comedy Central e MTV, com destaque para “Criminal Minds”, “Frasier”, “iCarly”, “Inside Amy Schumer”, “Beavis and Butt-head” e “Rugrats – Os Anjinhos”. A ideia é explorar marcas conhecidas, o que se reflete ainda numa minissérie focada nos bastidores do filme “O Poderoso Chefão” (1972), chamada “The Offer”, versões live-action dos desenhos “Dora, a Aventureira” e “Os Padrinhos Mágicos”, uma atração sci-fi derivada do game “Halo”, um telefilme para encerrar a trama de “Ray Donovan”, que tinha ficado sem final após seu súbito cancelamento no Showtime, e até o retorno dos programas “Acústico MTV” (MTV Unplugged) e “Yo MTV Raps!”. A plataforma também vai transformar o conceito da minissérie “Waco”, lançado no canal pago Paramount Network em 2018, em tema de série antológica, que a cada ano contará uma tragédia diferente. O projeto ganhou o título de “American Tragedy”. Além disso, a Paramount+ será lar de vários spin-offs de programas de sucesso da ViacomCBS, de “Yellowstone” e “Star Trek” a “Bob Esponja: Calças Quadradas” e “Avatar – A Lenda de Aang”. A lista interminável segue com as séries “Mayor of Kingstown”, criada por Taylor Sheridan (“Yellowstone”), dirigida por Antoine Fuqua (“O Protetor”) e estrelada por Jeremy Renner (“Vingadores: Ultimato”), “Two Weeks to Live”, estrelada por Maise Williams (“Game of Thrones”), uma nova animação do universo trekker, “Star Trek: Prodigy”, projetos inéditos de Kenya Barris (criador de “Black-ish”), planos para lançar um novo reality por mês, etc. Já na programação de filmes, a plataforma terá, além do catálogo e últimas estreias da Paramount, todos os títulos da Miramax (antigo estúdio dos irmãos Weinstein) e as produções da MGM e da Lionsgate, graças a acordos fechados para dar à Paramount+ prioridade como segunda janela após as estreias de cinema desses estúdios. Isto significa que a Paramount+ será o primeiro streaming a oferecer “Missão: Impossível 7”, “007 – Sem Tempo para Morrer” e “Mundo em Caos”, por exemplo. Além disso, devido a pandemia de coronavírus, alguns filmes ganharão distribuição direta em streaming. Um deles é “Meu Pai” (The Father), drama estrelado por Anthony Hopkins, que tem se destacado na atual temporada de premiações que antecede o Oscar nos EUA – detalhe: o filme ainda consta com estreia marcada para abril nos cinemas brasileiros. Para completar, o acervo também vai incluir produções latino-americanas, entre elas os reality shows “Acapulco Shore” e “Are You The One?: Brazil” e as séries “The Envoys”, produção sobrenatural do cineasta argentino Juan José Campanella (diretor do filme vencedor do Oscar “O Segredo dos Seus Olhos”), e “Cecilia”, comédia dramática do também argentino Daniel Burman (“Supermax”), estrelada pela atriz mexicana Mariana Treviño (“A Casa das Flores”). O novo Paramount+ estará disponível no site ParamountPlus.com e em smartphones e smart TVs, através do aplicativo Paramount+ para iOS e Android. O serviço também terá ampla distribuição nos principais parceiros latino-americanos, incluindo Mercado Livre, Claro Brasil, Vivo e Oi.
Paramount+ anuncia dezenas de séries derivadas de filmes e atrações clássicas
A ViacomCBS anunciou uma enxurrada de conteúdo para vitaminar a Paramount+, a nova versão de sua plataforma de streaming CBS All Access, que será lançada na quinta-feira que vem (4/3) nos Estados Unidos, Canadá e América Latina. Em evento virtual realizado nesta quarta-feira (24/2), a empresa divulgou vários projetos em andamento, que incluem títulos das marcas Paramount, Showtime, CBS, Nickelodeon, MTV, Comedy Central, BET e Smithsonian Channel. Entre as novidades exclusivas da plataforma incluem-se mais de três dezenas séries originais. Os títulos abrangem versões serializadas de clássicos cinematográficos, como “Grease: Nos Tempos da Brilhantina” (1978), “Flashdance” (1983), “Love Story” (1970), “Um Golpe à Italiana” (1969), “O Homem Que Caiu na Terra” (1976), “Atração Fatal” (1987) e “A Trama” (1974), e revivals de séries variadas, incluindo “Criminal Minds”, “Frasier”, “iCarly”, “Inside Amy Schumer”, “Beavis and Butt-head” e “Rugrats – Os Anjinhos”. A ideia é explorar marcas conhecidas, o que se reflete ainda numa minissérie focada nos bastidores do filme “O Poderoso Chefão” (1972), chamada “The Offer”, versões live-action dos desenhos “Dora, a Aventureira” e “Os Padrinhos Mágicos”, uma atração sci-fi derivada do game “Halo”, um telefilme para encerrar a trama de “Ray Donovan”, que tinha ficado sem final após seu súbito cancelamento no Showtime, e até o retorno dos programas “Acústico MTV” (MTV Unplugged) e “Yo MTV Raps!”. A plataforma também vai transformar o conceito da minissérie “Waco”, lançado no canal pago Paramount Network em 2018, em tema de série antológica, que a cada ano contará uma tragédia diferente. O projeto ganhou o título de “American Tragedy”. Além disso, a Paramount+ será lar de vários spin-offs de programas de sucesso da ViacomCBS, de “Yellowstone” e “Star Trek” a “Bob Esponja: Calças Quadradas” e “Avatar – A Lenda de Aang”. A lista interminável segue com as séries “Mayor of Kingstown”, criada por Taylor Sheridan (“Yellowstone”), dirigida por Antoine Fuqua (“O Protetor”) e estrelada por Jeremy Renner (“Vingadores: Ultimato”), uma nova animação do universo trekker, “Star Trek: Prodigy”, projetos inéditos de Kenya Barris (criador de “Black-ish”) e planos para lançar um novo reality por mês. Já na programação de filmes, a plataforma terá, além do catálogo e últimas estreias da Paramount, todos os títulos da Miramax (antigo estúdio dos irmãos Weinstein) e as produções da MGM e da Lionsgate, graças a acordos fechados para dar à Paramount+ prioridade como segunda janela após as estreias de cinema desses estúdios. Isto significa que a Paramount+ será o primeiro streaming a oferecer “Missão: Impossível 7”, “007 – Sem Tempo para Morrer” e “Mundo em Caos”, por exemplo. Para completar, o acervo também vai incluir produções latino-americanas, entre elas os reality shows “Acapulco Shore” e “Are You The One?: Brazil” e as séries “The Envoys”, produção sobrenatural do cineasta argentino Juan José Campanella (diretor do filme vencedor do Oscar “O Segredo dos Seus Olhos”), e “Cecilia”, comédia dramática do também argentino Daniel Burman (“Supermax”), estrelada pela atriz mexicana Mariana Treviño (“A Casa das Flores”). “A Paramount provou ao longo do anos que não importa o quanto as tecnologias mudam, o conteúdo sempre prevalece”, resumiu o CEO da ViacomCBS, Robert Bakish, durante a revelação dos projetos no evento da empresa destinado a investidores e à imprensa. “Nós temos uma marca forte”, completou a COO internacional Kelly Day. Muitos destes projetos estrearão ainda em 2021, mas a plataforma já vai chegar com cerca de 30 mil episódios de séries em seu catálogo, dos quais 7 mil são de programas infantis e 5 mil de reality shows. A assinatura para o público brasileiro vai custar R$ 19,90 mensais.
Canal Fox vira Star no Brasil
A Disney finalizou a mudança do nome dos canais Fox para Star. A transformação foi oficializada nesta segunda (23/2), dois meses após a Walt Disney Company Latin America anunciar que a marca “Star” passaria a ser usada para definir sua “oferta de entretenimento geral” na TV, até então apresentada sob a marca “Fox”. De acordo com o comunicado oficial, “os canais Star continuarão o legado dos canais Fox”, mantendo a mesma programação de séries e filmes de diversos gêneros. “Séries como ‘Os Simpsons’, ‘The Walking Dead’ e produções de sucesso dos canais Fox continuarão na programação do Star”, diz o texto. Em outras palavras, mudou apenas o nome, mas não a programação do canal. A mudança envolve, ao todo, quatro canais da marca Fox. O Fox Channel passará a ser chamado de Star Channel, o Fox Life passará a ser chamado de Star Life, o Fox Premium 1 será Star Hits e o Fox Premium 2 será Star Hits 2. Já os canais FX e Fox Sports permanecerão com o mesmo nome – a Disney deve vender ou dissolver a marca Fox Sports. O conglomerado já tinha alterado as denominações de outras empresas da antiga 21st Century Fox, limando o nome Fox após concluir a compra dos ativos do magnata Rupert Murdoch e seus sócios acionistas – nas divisões de cinema da Disney, a 20th Century Fox virou 20th Century Studios, enquanto a Fox Searchligh se tornou Searchlight Studios, por exemplo. A alteração se tornou necessária porque a marca Fox foi mantida na rede de TV americana, que não foi vendida para a Disney – incluindo, também, a Fox News nos EUA, que defende uma linha política oposta à adotada nos últimos anos pela Disney. O novo nome dos canais Fox vem de outra propriedade adquirida pela Disney ao comprar a 21st Century Fox, a rede Star India, uma espécie de Globo indiana com atividades multimídias. A plataforma de streaming Fox Play, entretanto, continua com seu nome atual nesta segunda-feira. Mas ela vai virar Star+ (Star Plus) em breve. O cronograma dessa mudança no streaming ainda não foi anunciado. Ao contrário da simples renomeação dos canais Fox, ela deve ser acompanhada por uma reformulação completa da plataforma, que passará a representar uma espécie de Hulu internacional. Nos EUA, a Hulu recebe as séries da FX e muito material exclusivo, especialmente da 20th Century Television e ABC Signature. O serviço é especializado em programas adultos e serve como complemento da plataforma “de família” Disney+. A chegada da Star+ está sendo anunciada para meados de 2021 na América Latina, onde a plataforma será oferecida como um serviço individual. Na Europa, onde já estreou nesta segunda, a Star+ foi incluída como um canal de conteúdo dentro da Disney+, ao lado das atrações da Marvel, Star Wars, etc. Um anúncio específico sobre o lançamento da plataforma digital no Brasil deverá ser realizado em breve, junto com mais detalhes do serviço.
Novo episódio de WandaVision derruba a Disney+ nos EUA
Vários usuários americanos da Disney+ (Disney Plus) que tentaram assistir “WandaVision” no minuto em que a série foi disponibilizada nesta sexta (19/2) enfrentaram problemas de conexão. Quedas e interrupções afetaram a plataforma de streaming nos EUA, principalmente na Costa Oeste do pais, devido ao aumento de tráfego decorrente do grande interesse na série. A interrupção, porém, não foi longa. Durou aproximadamente 10 minutos, de acordo com a própria empresa. Entretanto, os relatórios sobre a duração da interrupção variaram no Twitter, com algumas pessoas tendo problemas por cerca de 30 minutos, levando ao surgimento de tópicos em torno da queda – como #Disney+Down. Também houve relatos de instabilidade entre assinantes da Costa Leste e até do Reino Unido. Vale lembrar que esse tipo de problema já tinha acontecido anteriormente com a HBO Go, que não conseguiu dar conta do tráfego originado pelo interesse nos capítulos finais de “Game of Thrones”.
Disney+ já tem 95 milhões de assinantes em todo o mundo
A plataforma Disney+ (Disney Plus) atingiu 94,9 milhões de assinantes em todo o mundo em 2 de janeiro de 2021, anunciou a empresa em comunicado ao mercado nesta quinta (11/2). Os números demonstram que o serviço conquistou mais de 8 milhões de inscritos em apenas um mês, levando em consideração que no começo de dezembro a plataforma tinha 86,8 milhões de assinantes pagos. Alguns lançamentos exclusivos ajudam a explicar esse crescimento contínuo de assinantes. Em dezembro, a plataforma disponibilizaou a animação “Soul”, da Pixar, que ganhou projeção internacional. Além disso, o serviço de streaming exibiu os últimos episódios de “The Mandalorian” (The Mandalorian), seu maior sucesso. Além disso, o serviço de streaming chegou ao Brasil e outros países da América Latina em novembro de 2020. Os números devem subir ainda mais no próximo levantamento, quando comemorará oficialmente a superação dos 100 milhões de clientes, atraídos por “WandaVision”, que só estreou após o fechamento do atual relatório. Vale lembrar que, em seu lançamento em novembro de 2019, a empresa calculava conquistar no máximo 90 milhões de assinantes em quatro anos. O montante foi ultrapassado após apenas um ano e dois meses. Por conta disso, a projeção agora é para 250 milhões até setembro de 2024. O que deve acontecer com uma injeção vitaminada de novos conteúdos, especialmente séries derivadas de “Star Wars” e do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), além de uma prioridade total ao streaming entre as produção da Disney.
HBO Max chega em junho no Brasil
A WarnerMedia anunciou nesta quinta (11/2) os primeiros detalhes do planos de expansão internacional da plataforma HBO Max, incluindo a aguardada previsão de estreia no Brasil. O serviço de streaming vai chegar ao Brasil no final de junho, junto com seu lançamento em mais 38 países da América Latina e do Caribe. A iniciativa também marca o começo da ampliação da base de assinantes da plataforma para fora dos Estados Unidos, que ainda este ano levará a HBO Max à Europa. Com a chegada da plataforma, o público brasileiro terá acesso ao catálogo robusto de empresas como a centenária Warner Bros., HBO, TNT, DC, New Line, CNN, TBS, truTV e Adult Swim, que inclui filmes, programas e séries adorados em todo o mundo, além de muitas produções exclusivas, como a sci-fi “Raised by Wolves”, produzida pelo cineasta Ridley Scott (“Alien”), o suspense “The Flight Attendant”, estrelado por Kaley Cuoco (“The Big Bang Theory”), e a vindoura versão de “Liga da Justiça” do diretor Zack Snyder. Sem esquecer dos lançamentos dos filmes da Warner, que acontecerão simultaneamente nos cinemas e em streaming ao longo de 2021. A HBO Max também promete movimentar a indústria local, como mais uma plataforma interessada em produções nacionais. “Estamos muito entusiasmados com o lançamento da HBO Max na América Latina e no Caribe. Este é o primeiro passo para levar nossos serviços para consumidores fora dos Estados Unidos e para o mundo todo”, disse em comunicado Johannes Larcher, líder da HBO Max International. “Combinando a HBO com o melhor do catálogo de séries e filmes da WarnerMedia, bem como com produções locais dos principais criadores da América Latina, a HBO Max oferecerá aos fãs da região uma experiência de entretenimento rica e inesquecível.” No lançamento, tanto os assinantes diretos da HBO GO como aqueles que pagam o serviço por meio de parceiros da empresa terão acesso automático à HBO Max. Paralelamente, o atual serviço da HBO GO na América Latina e no Caribe será descontinuado. Os assinantes serão repassados à HBO Max, que reproduzirá a experiência com o produto disponível nos Estados Unidos, incluindo recursos que aprimoram a maneira como a audiência se conecta com os conteúdos da WarnerMedia. Mais informações serão apresentadas nos próximos meses, preparando o lançamento da plataforma no país. Veja abaixo o primeiro trailer nacional da HBO Max.
Universo Star Trek ganha destaque em novo comercial da Paramount+
A plataforma Paramount+ divulgou um novo comercial de seu serviço de streaming centrado nas séries da franquia “Star Trek”, que no vídeo é batizada de “Star Trek Universe”. Com narração de Patrick Stewart, o eterno Capitão Picard, o vídeo apresenta personagens das séries “Star Trek: Picard” (o próprio Picard e Sete de Nove), “Star Trek: Discovery” (Michael Burnham e Saru) e da vindoura “Star Trek: Strange New Worlds” (Christopher Pike e Sr. Spock) e enaltece os valores positivos que caracterizam a franquia criada nos anos 1960 por Gene Roddenberry. Além destas três séries, a expansão atual da grife sci-fi também inclui a animação “Star Trek: Lower Decks” e a série de curtas “Short Treks”. Comandado pelo produtor-roteirista-diretor Alex Kurtzman, o “Star Trek Universe” se teleporta para a Paramount+ em 4 de março, quando a plataforma CBS All Access ganha seu novo nome e inicia seu projeto de expansão internacional.
Paramount+ reúne principais personagens em vídeo do Super Bowl
A Paramount+ divulgou o primeiro comercial de seu serviço de streaming durante o intervalo do Super Bowl 2021, a final do campeonato americano de futebol, que foi ao ar na noite de domingo (7/2) nos EUA. O vídeo mostra Patrick Stewart (da série “Star Trek: Picard”) em traje de gala, recebendo alpinistas famosos no topo do monte Paramount para revelar que os convidou a escalar a montanha porque agora todos moram lá. As imagens incluem, entre outros, o casal clássico (e em preto e branco) Lucy e Ricky Ricardo (de “I Love Lucy”), os capitães Michael Burnham (de “Star Trek: Discovery”) e Christopher Pike (da vindoura “Star Trek: Strange New Worlds”), o Sr. Spock (também de “Strange New Worlds”), a advogada Diane Lockhart (de “The Good Fight”), os policiais Daniel “Hondo” Harrelson (de “SWAT”) e Frank Reagan (“Blue Bloods”), o Jovem Sheldon, os apresentadores de talk show Stephen Colbert e James Corden, os apresentadores de reality show Jeff Probst e RuPaul, o jurado de reality show DJ Khaled, os desenhos Dora, a Aventureira, Bob Esponja, Patrulha Canina, Leonardo das Tartarugas Ninja e Beavis & Butt-head, além de uma personagem que deixa todos nervosos, Samara (a criatura de “O Chamado”). A variedade de personagens serve para demonstrar a abrangência da plataforma, que vai exibir os programas do conglomerado ViacomCBS e até recentemente era conhecida nos EUA como CBS All Access. A mudança de nome vai acontecer em 4 de março.
Jeff Bezos vai deixar comando da Amazon após lucro recorde
A Amazon anunciou que seu fundador Jeff Bezos deixará o cargo de CEO no terceiro trimestre de 2021, assumindo uma nova função como presidente executivo. Andy Jassy, atualmente CEO da Amazon Web Services (AWS), plataforma de serviços de computação em nuvem da empresa, será o novo CEO da gigante do comércio eletrônico. O anúncio desta terça (2/2) foi acompanhado pelo relatório de explosão dos lucros da Amazon no quarto trimestre de 2020, seu maior trimestre de receita e lucro líquido de todos os tempos. Em comunicado, Bezos disse que era um “momento ideal” para a transição do CEO, porque a Amazon está “no seu estado mais criativo de todos os tempos”. O executivo de 57 anos, uma das pessoas mais ricas do mundo, com um patrimônio líquido atual de cerca de US$ 197 bilhões, fundou a Amazon.com como uma livraria online em 1994 e dirige a empresa desde então. “A Amazon é o que é por causa da invenção”, disse Bezos no texto que anunciou a transição. “Quando você olha para nossos resultados financeiros, o que você realmente vê são os resultados cumulativos de longo prazo da invenção. Neste momento, vejo a Amazon no seu estado mais criativo de todos os tempos, o que faz deste um momento ideal para esta transição. ” O executivo descreveu as “coisas malucas” que a Amazon transformou em “normais”. “Fomos pioneiros em análises de clientes, 1-Click, recomendações personalizadas, remessa incrivelmente rápida do Prime, compras Just Walk Out, Climate Pledge, Kindle, Alexa, marketplace, infraestrutura de computação em nuvem, Career Choice e muito mais. Se você fizer isso direito, alguns anos depois de uma invenção surpreendente, as novidades se tornam normais. Pessoas bocejam. E esse bocejo é o maior elogio que um inventor pode receber”, continuou Bezos. O substituto de Bezos como executivo-chefe, Andy Jassy, ingressou na Amazon em 1997 como gerente de marketing. Jassy formou a AWS em 2003 e a Amazon o promoveu de SVP a CEO do setor em 2016. Sob a liderança de Jassy, a AWS experimentou um crescimento massivo – e lucratividade massiva. No quarto trimestre, a AWS teve US$ 12,7 bilhões em receita (aumento de 28%) e receita operacional de US$ 3,6 bilhões (aumento de 37%). A unidade de serviços e infraestrutura web teve uma margem operacional de 30% para 2020, em comparação com a margem operacional de 5,9% para a empresa como um todo. No geral, a Amazon continuou a aproveitar os ventos favoráveis do coronavírus no quarto trimestre, historicamente o maior trimestre do varejista eletrônico graças às compras de fim de ano. As vendas aumentaram 44%, para impressionantes US$ 125,6 bilhões no quarto trimestre, e o lucro líquido da empresa mais que dobrou ano a ano, para US $ 7,2 bilhões. Isso se traduziu em ganhos de US$ 14,09 por ação diluída – esmagando completamente as expectativas de Wall Street. Os analistas, em média, esperavam que a Amazon postasse US$ 119,7 bilhões em receita e lucro por ação de $ 7,23 para o trimestre final do ano de 2020, de acordo com a Refinitiv. Enquanto isso, durante o trimestre, a Amazon Studios anunciou acordos para diversas séries e filmes novos do setor Prime Video, incluindo a esperada comédia de Eddie Murphy “Um Príncipe em Nova York 2”, com estreia marcada para março. Além disso, os dispositivos Fire TV, da Amazon, agora alcançam mais de 50 milhões de usuários ativos mensais em todo o mundo. A empresa também conseguiu novos acordos de conteúdo com provedores de streaming premium, incluindo HBO Max, Discovery Plus e Xfinity nos Estados Unidos, bem como Now TV no Reino Unido, Canal Plus na França e Disney Plus no México e no Brasil.
Samsung TV Plus e Pluto TV lançam novos canais gratuitos
As plataformas gratuitas de streaming Samsung TV Plus e Pluto TV aumentaram seus cardápios de programação para o público brasileiro nesta semana. Cada um deles lançou três novos canais. O aplicativo de streaming da Samsung, exclusivo das TVs da marca, acrescentou Record News, Runtime e Qwest TV Jazz & Beyond. Embora a Record News supra uma lacuna de noticiário nacional, o destaque é o Qwest TV, um canal musical que tem curadoria do jazzista Quincy Jones e oferece uma variedade de shows e programas com artistas clássicos de jazz, blues, soul e funk. Já o Runtime se soma a outros canais gratuitos de filmes, como MyTime Movie Network e o especializado em produções fantásticas Dark Matter. A Pluto TV, que pertence à ViacomCBS, oferece como novidades os canais Filmes Suspense, Vida Real e Tastemade. O primeiro deles é o que o nome indica, enquanto o segundo traz conteúdos sobre temas do cotidiano, como programas sobre medicina e guarda de fronteira, por exemplo. Por fim, o canal Tastemade oferece produções de culinária e viagens – e já estava disponível no Samsung TV Plus.












