Liga da Justiça: Filme de super-heróis ganha logo e sinopse oficiais
A Warner Bros. divulgou o logo e a sinopse oficiais do filme da “Liga da Justiça”, que vai juntar os principais super-heróis da DC Comics. Além disso, foi confirmado que, ao contrário do originalmente planejado, a produção não será dividida em duas partes, contando uma história completa. A sinopse oficial diz: “Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes – Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.” Novamente escrito por Chris Terrio e dirigido por Zack Snyder (ambos de “Batman vs Superman”), o filme tem estreia marcada para novembro de 2017.
Liga da Justiça: Ator de Game of Thrones será o Rei de Atlantis
A Warner Bros abriu o set de filmagens da “Liga da Justiça” para a imprensa internacional e revelou várias novidades sobre a produção. Além da primeira imagem do novo Batmóvel e a informação sobre os novos veículos de Batman no filme, um novo ator foi confirmado no elenco: o islandês Kristofer Hivju (série “Game of Thrones”) viverá o Rei de Atlantis. A escalação também descortina um aspecto da trama, que privilegiará a história de Aquaman, vivido por Jason Momoa (outro egresso da série “Game of Thrones”). Para confirmar a tendência, um dos segredos desvendados no set foi o papel do anteriormente escalado Willem Dafoe. Ele viverá Vulko, mentor de Aquaman. O site Collider apurou ainda que a história irá destacar as Caixas Maternas (“mother box”, no original), tecnologia superpoderosa do planeta Apokolips, sendo que três caixas estariam na Terra, de posse dos atlantes e também das amazonas. Ou seja, a mitologia grega que acompanha a Mulher Maravilha também terá importância na trama. E, claro, Darkeid está vindo. “Liga da Justiça” vai juntar Batman (vivido por Ben Affleck), Super-Homem (Henry Cavill), Mulher Maravilha (Gal Gadot), Aquaman (Jason Momoa), Flash (Ezra Miller) e Ciborgue (Ray Fisher), além de trazer de volta o vilão Lex Luthor (Jesse Eisenberg), de “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”. Novamente escrito por Chris Terrio e dirigido por Zack Snyder (ambos de “Batman vs Superman”), o filme tem estreia marcada para novembro de 2017.
Supergirl: Ator de Teen Wolf será o novo Superman da TV
Os produtores de “Supergirl” já definiram quem viverá Superman na 2ª temporada da série. O ator Tyler Hoechlin (o Derek de “Teen Wolf”) foi confirmado e vai aparecer como Clark Kent e Superman nos dois primeiros episódios da estreia da série na rede CW. “Greg Berlanti e eu queríamos trabalhar com Tyler há muito tempo, e isso torna perfeita sua escolha”, disse Andrew Kreisberg, produtor do seriado, em comunicado. Visto apenas como um vulto na 1ª temporada, Superman não integrará a série, aparecendo apenas para uma breve visita à sua prima Kara. Assim que os produtores revelaram planos para mostrar o personagem, o fã clube de Tom Welling chegou a fazer lobby pelo retorno do ator ao papel, que ele desempenhou por dez anos na série “Smallville”. Mas não foi desta vez. Por curiosidade, “Supergirl” já conta com um ex-intérprete de Superman, Dean Cain, o protagonista de “Lois e Clark – As Novas Aventuras do Superman”, no papel recorrente de pai adotivo da heroína. Além do super-herói, os próximos episódios de “Supergirl” ainda contarão com a estreia de outros personagens dos quadrinhos, como Snapper Carr, Lena Luthor (irmã de Lex Luthor) e a policial Maggie. A 2ª temporada vai estrear na rede CW durante o outono, entre setembro e novembro, nos EUA. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Warner.
Supergirl: Série vai ganhar novos coadjuvantes famosos dos quadrinhos
Superman não será o único personagem famoso que visitará a série “Supergirl” em sua 2ª temporada. Segundo o site TV Line, a produção está atualmente escalando cinco personagens que devem se tornar recorrentes na atração. Quatro deles são bem conhecidos pelos fãs dos quadrinhos. Confira as descrições dos novos personagens: Lena Luthor: “Sexy, esperta e determinada, na faixa de 25-35 anos”. Nos quadrinhos, Lena é a irmã mais nova de Lex Luthor, nascida e criada em Smallville. Nick Farrow: “Filho de um repórter famoso que tenta deixar para trás um passado egoísta e hedônico; o convívio com Kara irá despertar o herói que existe dentro dele”. O personagem não existe nas publicações da DC Comics. A Doutora: “Líder do Projeto Cadmus que usa suas habilidades cirúrgicas para implantar tecnologia alienígena em prisioneiros”. Trata-se de uma extrapolação, já que o vilão do Projeto Cadmus era um homem, Dabney Donovan, o cientista chefe responsável pelas experiências genéticas do laboratório secreto. Cadmus, porém, tinha uma cientista proeminente, Serling Roquette, que entretanto sempre foi aliada de Superman e Jimmy Olsen. Snapper Carr:”Jornalista veterano indicado por Cat para reestruturar a divisão jornalística”. O personagem era originalmente o “mascote” e alívio cômico da Liga da Justiça. Criado em 1960 pelo genial Gardner Fox (o Stan Lee da DC Comics), ele acabou se tornando importante nos quadrinhos com participação em diversas sagas, publicações e, por um breve período, até adquiriu superpoderes. Mas nunca foi jornalista. Maggie: “Detetive lésbica inspirada nos quadrinhos que lida com ameaças alienígenas e de meta-humanos”. A descrição cai como uma luva em Maggie Sawyer, capitã da divisão de crimes especiais de Metrópolis, que, após se destacar como coadjuvante dos quadrinhos de Superman, muda-se para Gotham City e passa a namorar a Batwoman (Kathy Kane).
Supergirl: 2ª temporada terá participação de Superman
Superman vai finalmente ser visto na série “Supergirl”. A rede americana CW conseguiu autorização para uma visita do Homem de Aço, após o personagem ser bastante referenciado e aparecer de relance na 1ª temporada da atração – quando a série era exibida na rede CBS. Não foram revelados maiores detalhes da participação de Superman, que é primo de Supergirl (interpretada por Melissa Benoist), mas o processo de seleção para escolher quem viverá o herói na televisão já começou. “Greg [Berlanti], Ali [Adler] e eu estamos muito animados para receber Clark Kent e seu alter ego ligeiramente mais famoso no mundo da Supergirl”, disse o produtor executivo Andrew Kreisberg, em comunicado. “Superman vai aparecer nos dois primeiros episódios da nova temporada e mal podemos esperar para ver quem será o próximo a vestir a capa vermelha!” Poucas horas após a notícia vir a público, os fãs de “Smallville” tomaram as redes sociais para pedir que Tom Welling fosse convidado a reprisar o papel que o tornou famoso. Caso a participação acontecesse, Welling seria o segundo intérprete do Homem de Aço na atração, que já inclui Dean Cain, o protagonista de “Lois e Clark – As Novas Aventuras do Superman”, no papel recorrente de pai adotivo de Supergirl. A série também já homenageou duas intérpretes de Supergirl com participações: Helen Slater, estrela do filme da personagem de 1984, vive a mãe da heroína, e Laura Vandervoort, a Supergirl de “Smallville”, teve um arco como a vilã Indigo. “Supergirl” terá sua 2ª temporada exibida na rede CW durante a próxima temporada de outono, entre setembro e novembro, nos EUA. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Warner.
Filme da Liga da Justiça tem seu título confirmado
Após a Warner afirmar que o filme de seu grupo de super-heróis não seria mais dividido em duas partes, e que “Liga da Justiça – Parte 1” seria renomeado, muitos boatos sobre possíveis títulos surgiram na internet. Para encerrar as especulações, o produtor Geoff Johns, chefe da DC Films, decidiu usar seu Twitter para divulgar o verdadeiro título do longa. “Esclarecendo quaisquer equívocos: o filme da Liga da Justiça se chama ‘Liga da Justiça’!”, ele postou. Na sexta-feira (3/6), o site nerd mais chutador da internet, Heroic Hollywood, chegou a revelar quatro opções de títulos para o filme. Novamente escrito por Chris Terrio e dirigido por Zack Snyder (ambos de “Batman vs Superman”), “Liga da Justiça” vai juntar os heróis Batman (Ben Affleck), Super-Homem (Henry Cavill), Mulher Maravilha (Gal Gadot), Aquaman (Jason Momoa), Flash (Ezra Miller) e Ciborgue (Ray Fisher), além de trazer de volta o vilão Lex Luthor (Jesse Eisenberg). A estreia está marcada para novembro de 2017.
Jesse Eisenberg revela que vai participar do filme da Liga da Justiça
O ator Jesse Eisenberg, que deu vida a Lex Luthor em “Batman Vs Superman: A Origem da Justiça”, revelou, durante a Comic-Con de Londres, que vai participar do filme da “Liga da Justiça”. “Eles começaram as filmagens há pouco tempo, então estou esperando minha participação. Não o sei o que posso dizer sobre o filme, porque sinto que deve ter algum drone da DC me seguindo, e se eu dizer algo errado, você sabe…”, brincou. Ele ainda acresceu que adora as pessoas que estão envolvidas com o filme. “É um grupo muito talentoso”, comentou. Novamente escrito por Chris Terrio e com direção de Zack Snyder (a dupla de “Batman vs. Superman”), o filme já começou a ser produzido, reunindo em seu elenco principal os atores Ben Affleck (Batman), Henry Cavill (Superman), Gal Gadot (Mulher-Maravilha), Ray Fisher (Ciborgue), Ezra Miller (Flash) e Jason Momoa (Aquaman). A estreia está prevista para novembro de 2017.
Willem Dafoe entra no filme da Liga da Justiça
O ator Willem Dafoe (“Meu Amigo Hindu”) vai voltar às adaptações de quadrinhos. Depois de viver o vilão Duende Verde na primeira trilogia do Homem-Aranha (2002-2007), ele vai debutar no universo dos personagens da DC Comics como integrante do elenco de “Liga da Justiça”. Segundo o site da revista The Hollywood Reporter, desta vez Dafoe vai interpretar um personagem do bem, mas não há maiores detalhes sobre seu papel. A história de “Liga da Justiça”, escrita por Chris Terrio (“Batman vs Superman”), será dividida em dois filmes, ambos dirigidos por Zack Snyder (também de “Batman vs. Superman”). A primeira parte tem estreia prevista para novembro de 2017 e a segunda apenas para junho de 2019. Dafoe está escalado para participar dos dois longas. No filme, Batman (Ben Affleck), Super-Homem (Henry Cavill), Mulher Maravilha (Gal Gadot), Aquaman (Jason Momoa), Flash (Ezra Miller) e Ciborgue (Ray Fisher) se juntam para combater uma nova e poderosa ameaça.
Warner anuncia dois novos filmes “misteriosos” de super-heróis da DC Comics
O “fracasso” de “Batman vs. Superman” deve ter subido à cabeça da Warner Bros. No dia em que o longa superou os US$ 700 milhões de bilheteria mundial, o estúdio anunciou a produção de mais dois filmes de super-heróis da DC Comics em seu já lotado calendário de lançamentos. Os novos filmes, ainda sem título ou maiores detalhes, foram programados para 5 de outubro 2018 e 1 de novembro de 2019, dando início a diversas especulações. Nos últimos dias, o diretor Zack Snyder (“Batman vs. Superman”) comentou que gostaria de filmar mais uma aventura solo de Superman, e os agentes de Ben Affleck comentaram que ele escreveu o roteiro de um novo filme de “Batman”. Mas a Warner também encomendou um roteiro sobre o anti-herói espacial Lobo. As novas datas aumentam os lançamentos já confirmados de adaptações dos quadrinhos da DC Comics. O calendário da Warner prevê ainda as estreias de “Esquadrão Suicida” em agosto, “Mulher-Maravilha” em junho de 2017, “Liga da Justiça – Parte 1” em novembro de 2017, “Flash” em março de 2018, “Aquaman” em julho de 2018, “Shazam!” em abril de 2019, “Liga da Justiça – Parte 2” em junho de 2019, “Ciborgue” em abril de 2020 e “Tropa dos Lanternas Verdes” em junho de 2020.
Zack Snyder quer fazer mais um filme solo do Superman
O cineasta Zack Snyder revelou interesse em comandar um novo filme solo do Superman, dando continuidade a “O Homem de Aço” (2013) e à trama de “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016), que ele dirigiu. “Acho que se tivéssemos um bom roteiro, seria ótimo ter um novo filme solo do Superman. Eu acho que seria divertido”, disse o diretor, em entrevista ao site IGN. O astro Henry Cavill ecoou o interesse, mas ressalvou que a Warner “já têm um plano feito para outras coisas, ‘Liga da Justiça e vários outros filmes’. “É mais sobre encontrar espaço no cronograma, na realidade, mas eu estaria interessado em fazer”, acrescentou. Para completar, o produtor Charles Roven afirmou que, embora não haja previsão para o filme, o sucesso de “Batman vs. Superman” pode mudar isso. “Ainda estamos no processo de descobrir isso”, avaliou. O estúdio Warner Bros. planejou uma série de filmes com personagens da DC, incluindo duas produções da Liga da Justiça e aventuras solo da Mulher Maravilha, Flash Aquaman e Tropa de Lanternas Verdes, mas não reservou datas para novas produções do Superman. Nem de Batman. Entretanto, após diversos rumores sobre um filme solo do herói de Gotham City, os agentes de Ben Affleck revelaram que ele escreveu um roteiro para um novo “Batman”. Aguardem as cenas dos próximos capítulos.
Mas já? Warner divulga primeira cena inédita do Blu-ray de Batman vs. Superman
“Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” acaba de estrear no fim de semana, quebrando diversos recordes de bilheteria, mas o marketing da Warner Bros. não perdeu tempo para divulgar seu lançamento em Blu-ray. Quatro dias após o filme chegar nos cinemas, o estúdio divulgou a primeira cena cortada da produção, que estará na “Edição do Diretor”, disponibilizada exclusivamente em home vídeo com 30 minutos a mais de duração e censura “R” (para maiores de 17 anos) nos EUA. A prévia (veja abaixo) mostra Lex Luthor (Jesse Eisenberg) na nave do General Zod, quando ele se depara com um ser misterioso. Rumores apontam que o tal personagem seria o Lobo da Estepe (Steppenwolf), tio do vilão Darkseid – o que explicaria porque Luthor termina o filme falando sobre outros monstros que estão a caminho. Outra personagem que será vista apenas em vídeo é a vivida por Jena Malone, cuja participação foi eliminada na montagem feita para os cinemas. A versão do diretor deve ajudar a preencher melhor alguns buracos na narrativa, que muitos perceberam durante a projeção. Tudo indica que os 30 minutos cortados para baixar a classificação etária fazem falta na história, ainda que deixem o filme com 3 horas de duração. Em termos comparativos, enquanto o Blu-ray terá 3 horas e classificação “R”, a versão em cartaz nos cinemas tem 2h31 minutos e classificação “PG-13” (para maiores de 13 anos) nos EUA. No Brasil, o filme está sendo exibido para maiores de 12 anos.
Batman vs. Superman é sério, sombrio e violento. Em suma, não é um filme da Marvel
O trailer que contava mais ou menos o resumo da história prometia algo pavoroso. E aquele resumo é mesmo o que é mostrado no cinema. Mas “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”, o novo filme de super-heróis de Zack Snyder, não é tão ruim quanto algumas (a maioria das) críticas prometem. Seu “pecado”, aparentemente, é não ser um filme da Marvel. De modo geral, o filme segue a linha das adaptações dos quadrinhos da DC Comics dos últimos anos, com histórias mais dramáticas e épicas, que privilegiam os aspectos mais sombrios dos quadrinhos. Tal preferência se manifesta até na escolha de filtros e uma palheta de cores mais escura, além de trilha sonora triste e efeitos visuais de fim de mundo. É, de fato, grande o contraste com a leveza das aventuras da Marvel/Disney. E isso é bem demarcado logo nos créditos de abertura, que resumem as memórias do trauma de infância de Bruce Wayne, na noite em que ele perdeu seus pais durante um assalto em uma rua mal iluminada. Por sinal, os créditos iniciais – elemento tão elegante e em falta no cinema atual -, revelam uma preocupação em reintroduzir Bruce Wayne para situá-lo nesse “novo” universo compartilhado com Superman, incorporando-o aos eventos mostrados no último ato de “O Homem de Aço” (2013), também de Snyder. Ou seja, toda aquela destruição causada durante a luta entre Superman (Henry Cavill) e o General Zod (Michael Shannon), que causou controvérsia entre os fãs dos quadrinhos, devido aos milhares de mortes que resultariam de tamanha violência, não só foi levada em consideração como virou o marco da animosidade inicial entre os dois heróis, fornecendo a motivação que faz Batman (Ben Affleck, muito bem no papel) encarar o kryptoniano como uma ameaça para a humanidade. Além disso, a intervenção de Lex Luthor contribui para que os dois se confrontem, por mais que suas motivações não sejam muito bem exploradas, o que tornam o vilão o ponto mais fraco do filme. Ainda assim, Jesse Eisenberg constrói uma imagem até simpática de menino mimado para seu Luthor, fugindo dos estereótipos de supervilões chatos e histéricos. Tanto é que apenas em determinado momento o público o vê como alguém desprezível de verdade. O clima sombrio também se manifesta na personalidade dos protagonistas. Bruce Wayne, em conversa com seu mordomo e parceiro Alfred (Jeremy Irons), afirma ser mesmo um criminoso. E esse seu aspecto fica ainda mais marcante durante seu combate com Superman, uma figura que também é (quase) contaminada pelo ódio generalizado. “Não há como escapar da maldade” (ou algo assim), ele afirma em uma sequência, em conversa rápida com Lois Lane (Amy Adams). Lois, inclusive, é quem mais surpreende na trama. Como está encantadora! Ela se revela tão heroína quanto a Mulher Maravilha (Gal Gadot, deslumbrante), apesar de ser apenas uma jornalista, que por acaso é namorada do sujeito mais poderoso da Terra. Quanto à famosa amazona dos quadrinhos, sua aparição é relativamente pequena, embora crie frisson ao surgir em cena, para ajudar os heróis a enfrentar o supervilão Apocalipse – isso só é spoiler para quem não viu o trailer, veiculado à exaustão desde o ano passado. E a música-tema da Mulher Maravilha é tão linda quanto ela. Quem tem/teve um pouco de contato com os quadrinhos nas últimas décadas sabe que Apocalipse é um monstrengo marcante na história do Homem de Aço, e não apenas por ser praticamente indestrutível. Por isso, imaginava-se que ele se tornaria o grande estraga-prazeres de “Batman vs. Superman”. Felizmente, não é bem isso que acontece. Afinal, quem acompanhou a pancadaria de Superman contra Zod no filme anterior já sabe o que esperar agora, ainda que no novo filme tudo seja mais épico e dramático. Com tanta luta, há quem possa reclamar da falta de diálogos mais bem trabalhados, mas Snyder preferiu centrar o seu filme na ação, em especial no embate entre os dois heróis. E não dá para dizer, sinceramente, que cometeu um erro por conta disso. Inclusive, ver o filme em IMAX 3D torna a experiência ainda mais intensa, mal dando para perceber a passagem de suas duas horas e meia de duração. (Há várias cenas filmadas com câmeras IMAX, e dá para percebê-las com a mudança frequente da janela de aspecto.) E por mais que Superman seja essa criatura extraordinária de bondade, um deus vivendo entre os homens e o coração da história, é Bruce Wayne/Batman quem conduz o tom do filme. A inspiração, desde sua amargura solene, sua idade mais avançada e até do uniforme mais escuro do Batman, vem claramente de “Cavaleiro das Trevas”, a graphic novel de Frank Miller. E isso diferencia bastante o personagem de suas encarnações anteriores, menos circunspectas, dando-lhe contornos bem interessantes. Ao final, o herói de Gotham City é quem sai como verdeiro vencedor de “Batman vs. Superman”, embora seja possível atribuir sua vitória a um conjunto de condução narrativa (com duas sequências de sonho fantásticas), excelente elenco de apoio, promessa de uma Liga da Justiça muito interessante para os próximos filmes, uma Mulher Maravilha linda, forte e enigmática, um trabalho de direção de arte e figurinos deslumbrantes, efeitos especiais de ponta (mesmo com o CGI do Apocalipse) e cenas de ação muito boas – inclusive com maior agilidade do Batman, em comparação com os outros filmes do personagem. Por outro lado, quem tem cisma com o Zack Snyder vai continuar encontrando os mesmos defeitos de sempre, podendo reduzir “Batman vs. Superman” apenas a um exercício épico de destruição exagerada, preenchido por diálogos medíocres e mais efeitos que profundidade. Mas, convenhamos, em seus filmes os super-heróis não ganham um assistente mirim como em “Homem de Ferro 3”, que a maioria da crítica aplaudiu. Ao menos, Snyder leva o gênero a sério. A questão, na verdade, parece se resumir ao quão sério devem ser os filmes de super-heróis. E positivamente “Batman vs. Superman” não tem piadinhas, como a maioria dos filmes da Marvel.
Batman vs. Superman vai ocupar 45% de todo o circuito de cinema do Brasil
O aguardado lançamento de “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” chega nesta quinta (24/3) a 1.331 salas de cinema do Brasil. Isto equivale a 45% de todas as telas disponíveis no país, entre elas 867 com projeção 3D e 12 salas Imax. O monopólio de salas tem o objetivo de, além de permitir acesso ao grande público, garantir seu sucesso. Uma conquista garantida pela falta de outras opções. A aposta da Warner Bros. é alta – fala-se em US$ 400 milhões de gastos entre produção e divulgação – e deposita, sobre os ombros largos da produção, a responsabilidade de ampliar seu universo de personagens de quadrinhos no cinema. O longa mostra pela primeira vez o encontro dos principais heróis da editora DC Comics. Além do Superman, vivido por Henry Cavill (“O Homem de Aço”), e a estreia do Batman de Ben Affleck (“Argo”), a produção introduz a Mulher Maravilha, interpretada por Gal Gadot (“Velozes & Furiosos 6”). O desejo de garantir seu sucesso vai além do esgotamento do mercado. A crítica ficou impedida de escrever sobre o filme até a última hora. Com isso, ganharam destaque as opiniões dos fãs, que babaram sobre a obra, criando uma expectativa positiva. Mas, agora, com as primeiras sessões em andamento, não há mais como esconder os problemas do filme. O site Rotten Tomatoes, que mede a aprovação dos críticos americanos, avaliou as primeiras resenhas e constatou o tom negativo: apenas 32% das críticas são positivas. Muito sombrio, lotado de efeitos e pirotecnia, e amarrado por uma narrativa absurda, o filme é o equivalente cinematográfico de um show de heavy metal. Para a sorte da Warner, há muitos fãs de rock pesado em todo o mundo. Mas, vale lembrar, é o pop levinho (Marvel) que vende mais. Quem não quiser ver super-heróis terá poucas opções em cartaz, e a maioria são filmes bíblicos. Dois novos lançamentos juntam-se a “Ressurreição”, que estreou na semana passada, e à novela “Os 10 Mandamentos”, que ganha nova edição limitada, com cenas inéditas, especialmente para a Semana Santa. No clima da Páscoa, “O Jovem Messias” chega a 278 salas. Adaptação do best-seller de Anne Rice (a escritora de “Entrevista com o Vampiro”), o filme narra a infância de Jesus. Apesar de cobrir um período narrado apenas em Evangelho Apócrifo, a produção consegue ser mais estereotipada que os filmes de Páscoa dos anos 1950 – o menino Jesus é um loirinho que nasceu onde seria a Palestina, vejam só. O outro lançamento religioso, “Nos Passos do Mestre”, vai na linha oposta e ocupa o circuito limitado, abrindo em apenas oito salas (cinco em São Paulo, duas em Fortaleza e uma em Boa Vista). Qual a diferença? Para começar, traz um Jesus brasileiro. Misturando cenas contemporâneas com a encenação de Jesus entre os Apóstolos, o filme nacional questiona a maioria dos dogmas cristãos sob um viés espírita. Longe de ser um presépio, pode criar saias-justas na Páscoa. A programação ainda destaca “Conspiração e Poder”, uma espécie de anti-“Spotlight”, que passou em branco nos EUA, apesar do bom elenco. O filme traz Robert Redford como o prestigiado âncora americano Dan Rather e Cate Blanchett como sua produtora, que, na ânsia de dar um furo de notícia, usa fontes maliciosas e divulga uma mentira escandalosa sobre o então presidente George W. Bush, que lhes custa suas carreiras. O filme é uma lição de humildade para o jornalismo investigativo que se propõe a ser paladino da justiça. Como os EUA preferem idealizar a imprensa, “Spotlight” venceu o Oscar, enquanto “Conspiração e Poder” percorreu circuito alternativo, fazendo apenas US$ 2,5 milhões. De todo modo, seu timing cai bem no circuito brasileiro. O circuito limitado ainda destaca o brasileiro “A Luneta do Tempo”, primeiro longa dirigido pelo cantor Alceu Valença, que conta a história de dois rivais do agreste pernambucano durante a década de 1930. A produção será exibida em 14 salas, exclusivamente na rede Cinépolis. Completam a programação o drama islandês “Desajustados” (em quatro salas no Rio e São Paulo), o documentário “No Vermelho”, sobre ambulantes nas avenidas de Belo Horizonte (por sinal, lançado apenas numa sala de Belo Horizonte), e o drama romeno “Autorretrato de uma Filha Obediente (uma sala em São Paulo). Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado












