Esvaziada, San Diego Comic-Con aponta futuro da indústria de forma diferente da imaginada pelos nerds
Começa nesta quinta (19/7) a San Diego Comic-Con, que até poucos anos atrás era apenas Comic Con. Como os blockbusters que promove, ela também virou franquia, ganhou spin-offs e versões estrangeiras. Mas, sim, há muito tempo deixou de ser a Comic Con que surgiu para celebrar o amor de um grupo de fãs pelos quadrinhos. Descrita pela revista Rolling Stone como o “Super Bowl das pessoas que não gostam do Super Bowl”, a San Diego Comic-Con é, na verdade, o intervalo do Super Bowl estendido por um fim de semana inteiro. Um lugar de comerciais e comércio potencializado, onde se paga para entrar, para fazer compras, para pegar autógrafo, para tirar foto. A programação está cheia de painéis identificados não por produtos da cultura pop, mas pelas empresas que os fabricam. O painel da Sony, da Warner, etc. Que desfilam entrevistas cronometradas e corridas, nas quais elencos não tem tempo para dizer nada, e que transformam em frisson propagandas de filmes, séries, quadrinhos, games e brinquedos. A única coisa espontânea e original deste negócio são os fãs, que acreditam se identificar com um nicho cultural ao vestir fantasias de seus personagens favoritos, felizes por desfilar nos corredores lotados do pavilhão de convenção de San Diego. Para eles, a Comic Con é a semana do orgulho nerd. Ícone máximo dessa geração, a Marvel ficou de fora do evento deste ano. A empresa tinha sido responsável por um dos últimos momentos de excitação espontânea gerada na Comic Con, ao usar o palco principal do evento para apresentar, um a um, os Vingadores que chegariam ao cinema em 2012. Mas a Disney tem um faro que nenhum outro estúdio possui. Assim como quer ter seu próprio serviço de streaming para competir com a Netflix, também já faz sua própria Comic Con, que tende a se tornar cada vez mais popular. Com reforço de marketing – e, quem sabe, troca para um nome melhor – , a D23 Expo pode ficar maior que a Comic Con, simplesmente por reunir Marvel, Lucasfilm, Pixar e em breve as atrações da Fox, sem falar das próprias produções do estúdio. Sem essa fatia significativa do mercado geek, a Comic Con 2018 já gera menor interesse que nos anos passados, colocando sua ênfase nas produções da Warner baseadas nos quadrinhos da DC Comics, que têm, à exceção da “Mulher-Maravilha”, fracassado no cinema. Caso tivesse se saído bem, talvez até a Warner considerasse realizar seu próprio evento – já que é responsável pela maioria dos painéis de cinema e TV, além da própria decoração da “feira”. Afinal, a D23 já é reflexo da percepção de como essas convenções de fãs funcionam como peças publicitárias importantes. São os upfronts nerds, em que se estabelecem as estratégias de marketing, aferem-se preferências do público, analisam-se alcance dos títulos nas mídias sociais e prepara-se o mercado para cada produto-evento anunciado, fomentando expectativas de pré-venda de ingressos, interesse em intervalos comerciais, reserva de mais salas de cinema, patrocínios em produtos, etc. A ascensão do streaming trouxe uma nova palavra-chave para o mercado: direct-to-consumer – ou D2C, na sigla do jargão publicitário. E não há nada mais direto ao consumidor, no marketing atual, que eventos como a Comic Con, em que executivos podem oferecer seus produtos diretamente para quem vai consumi-los e ver a reação in loco. Vai haver muitas notícias, muitas aspas, muitos trailers, muitas revelações de novos produtos nos próximos dias em San Diego, quando a indústria cultural baterá bumbo e assoprará apitos para vender o que investiu milhões e milhões para produzir. E grande parte da imprensa, infelizmente cooptada, achará que se trata de um carnaval nerd. Não é. É a indústria funcionando da forma mais fria, mecânica e calculada possível. Bem-vindos à San Diego Comic-Con 2018. Pode ser uma das últimas da Fox. E, quem sabe, aquela em que as empresas rivais notarão como a estratégia da Disney a mantém líder disparada das bilheterias, sem a Comic Con.
Super-herói brasileiro O Doutrinador combate a corrupção em novas fotos e trailer repleto de ação
A Downtown Filmes divulgou pôsteres de personagens, fotos e o trailer completo do filme do super-herói brasileiro “O Doutrinador”. A prévia mostra a raiva do protagonista, ao ver a filha ferida sem atendimento num hospital. A partir daí ele se transforma, com máscara e uniforme pretos, buscando vingança contra os corruptos do país. Quem achou “O Mecanismo” caricato pode se preparar para outra avalanche de imagens extraídas dos noticiários e também dos cartuns recentes, como o politico corrupto que ri sozinho na frente de um copo de whisky, membros do judiciário que engavetam processos de corrupção e empresários que carregam malas de dinheiro. Vivido pelo ator Kiko Pissolato (“Os Dez Mandamentos”), o Doutrinador foi originalmente concebido em 2008 pelo quadrinista Luciano Costa, que deixou os quadrinhos na gaveta até 2013, quando resolveu publicar as primeiras páginas em seu Facebook. Três meses depois, explodiram as manifestações de protesto no país e o Doutrinador virou cult, ao encarnar, ainda que de forma extrema, a indignação com o panorama político e a revolta contra “tudo o que está aí”. A adaptação tem tudo para ser polêmica, já que o personagem divide opiniões. Há quem o considere fascista e outros que o enxerguem como manifestação da anarquia. Agente da polícia federal, Miguel virou justiceiro por não aguentar mais tanta impunidade. Revoltado com o sistema e com sede de vingança por uma tragédia pessoal, ele não mede esforços para eliminar políticos, donos de empreiteiras, dirigentes do futebol e até líderes religiosos, matando corruptos de todos os matizes. Luciano Costa assumiu ter se inspirado nos quadrinhos do Batman de Frank Miller. Mas o personagem está mais para o Zorro, o mascarado perseguido pela justiça por enfrentar os governantes corruptos do pueblo de Los Angeles. Com roteiro a cargo do ator Gabriel Wainer (visto na novela “Passione”), reescrito por mais cinco nomes, e direção de Gustavo Bonafé (do vindouro “Legalize Já!”, cinebiografia da banda Planet Hemp) e Fabio Mendonça (“A Noite da Virada”), o filme ainda inclui no elenco Eduardo Moscovis, Marília Gabriela, Helena Ranaldi, Tainá Medina, Carlos Betão, Samuel de Assis e Tuca Andrada, entre outros. A estreia está prevista para setembro, em plena campanha presidencial, e a história deve continuar numa série em 2019, que será exibida no canal pago Space.
Batwoman deve ganhar série própria após crossover do Arrowverse
A heroína Batwoman pode ganhar uma série interligada ao Arrowverse, o universo dos super-heróis da DC Comics que faz parte da programação da rede americana CW. A novidade foi divulgada após o canal anunciar que a personagem iria aparecer no crossover anual entre “The Flash”, “Arrow”, “Legends of Tomorrow” e “Supergirl”. A ideia é aproveitar a audiência geralmente recorde desse tipo de evento como ponto de partida da nova série. Além das séries citadas, a rede CW ainda exibe “Black Lightning” com outro herói da DC Comics: Raio Negro. Todas as séries são produzidas por Greg Berlanti, que desenvolve mais duas atrações de super-heróis para o serviço de streaming DC Universe – “Titans” (dos Novos Titãs) e “Doom Patrol” (Patrulha do Destino). Caso o projeto emplaque, “Batwoman” será a 15ª série do produtor – não da carreira, mas – a ir ao ar em 2019. Um recorde histórico. Caroline Dries será a roteirista e showrunner do projeto. Ela tem uma longa história junto à CW, tendo trabalhado como roteirista e produtora em “The Vampire Diaries” e “Smallville”, e compartilha a mesma orientação sexual da heroína. Os produtores estão atualmente em busca de uma intérprete para a personagem, que será lésbica assumida na série, assim como nos quadrinhos. A preferência é justamente por uma atriz que seja lésbica de verdade. Mas a lógica de escalação de elenco das demais séries da DC Comics também sugere uma atriz negra. Afinal, Batwoman é ruiva nos quadrinhos – e veja-se o que aconteceu com os ruivos Jimmy Olsen, Miss Marte, Iris Allen, Kid Flash/Wally West e até a vindoura Estelar em “Titans”. A introdução de Batwoman no crossover marcará a primeira vez que a heroína ganhará versão em carne e osso – na TV ou mesmo cinema. Para quem não acompanha quadrinhos, é interessante saber que ela foi a primeira heroína de Gotham City. Kate Kane, a versão feminina de Batman, surgiu 12 anos antes de Batgirl, criada por Edmond Hamilton e Sheldon Moldoff em 1956 como possível interesse romântico do Homem-Morcego, em resposta às alegações sobre a suposta homossexualidade do herói – denunciada pelo controvertido livro “Sedução dos Inocentes”. Isto acabou se tornando irônico, devido ao posterior desenvolvimento da personagem. A fase original acabou em 1964, quando o editor Julius Schwartz resolveu cortar a maioria dos coadjuvantes supérfluos de Batman – havia até um batcão. E Batwoman só foi retornar com força em 2006, numa versão repaginada pelo evento “52”, que rebutou os quadrinhos da editora. Foi nessa volta que ela se assumiu lésbica, tornando-se a mais proeminente heroína LGBTQIA+ da editora. É interessante reparar que esta opção sexual não foi facilmente assimilada pela Warner, que demorou a incorporar a personagem em seus projetos da DC Comics. Até a animação que tinha seu nome no título, “Batman: O Mistério da Mulher-Morcego”, optou por retratar a heroína com uma identidade diferente. Mas os tempos evoluem e, há dois anos, a animação “Batman: Sangue Ruim” finalmente debutou a versão atual de Kate Kane, com a voz de Yvonne Strahosky (da série “The Handmaid’s Tale”) e a mesma orientação sexual dos quadrinhos. A heroína vai chegar à TV após a série “Arrow” fazer uma citação explícita a Gotham City – e Bruce Wayne – num episódio de outubro passado e após a passagem da policial Maggie Sawyer (vivida por Floriana Lima) em “Supergirl”. Maggie e Kate Kane chegaram a noivar nos quadrinhos. As duas só não casaram porque a DC vetou, o que levou à demissão dos responsáveis pela história do casal em 2013. Avanços e retrocessos. A previsão de exibição do crossover é para dezembro nos Estados Unidos, e a aprovação da série de “Batwoman” vai depender da repercussão da história. No crossover passado, o Arrowverse introduziu o herói gay Ray, vivido por Russell Tovey (da série inglesa “Being Human”). E o personagem ganhou uma série animada.
Primeiro pôster de Aquaman traz Jason Momoa cercada por tubarões
A Warner divulgou o primeiro pôster de “Aquaman”, que traz Jason Momoa no papel-título, de tridente em punho e em meio a cardumes de tubarões de todos os tipos, orcas, arraias, golfinhos e até tartarugas. O filme contará a origem do herói apresentado em “Liga da Justiça” com a presença de vários personagens clássicos dos quadrinhos, como Mera, vivida por Amber Heard (“A Garota Dinamarquesa”), o vilão Arraia Negra (também chamado de Manta Negra na tradução nacional), encarnado por Yahya Abdul-Mateen II (da série “The Get Down”), o maligno Mestre dos Oceanos, interpretado por Patrick Wilson (“Invocação do Mal”), o conselheiro Vulko, vivido por Willem Dafoe (“Projeto Flórida”), a rainha Atlanna, interpretada por Nicole Kidman (“Lion”) e Thomas Curry, papel de Temuera Morrison (“Lanterna Verde”). Com direção de James Wan (“Invocação do Mal”), o próximo filme de super-herói da DC Comics tem estreia marcada para dezembro.
Diretor revela trabalho de pós-produção no trailer de Aquaman
A divulgação de “Aquaman” começa a esquentar com a expectativa do lançamento do primeiro trailer na San Diego Comic-Con, nesta semana. E para atiçar ainda mais os fãs, o diretor James Wan postou em suas redes sociais uma foto do trabalho de pós-produção da prévia, que revela o herói vivido por Jason Momoa com o tridente em punho, num clima épico. “Trabalhando em hora extra para dar os toques finais para esta próxima semana”, diz o texto de Wan. Próximo filme de super-herói da DC Comics, “Aquaman” tem estreia marcada para dezembro. Working overtime to put the finishing touches for this coming week!! Eeeeeee ? #SDCC2018 Uma publicação compartilhada por James Wan (@creepypuppet) em 15 de Jul, 2018 às 8:43 PDT
Hotel Transilvânia 3 estreia em 1ª lugar, enquanto Arranha-Céu se queima na América do Norte
“Hotel Transilvânia 3 – Férias Monstruosas” estreou em 1º lugar na bilheteria norte-americana, tirando “Homem-Formiga e a Vespa” do topo em seu segundo fim de semana em cartaz. A animação fez US$ 44,1m (milhões) nas mais de 4 mil salas em que foi lançado nos Estados Unidos e no Canadá, valor condizente com o faturamento dos dois filmes anteriores da franquia da Sony. O filme de super-heróis da Marvel caiu para o 2º lugar, com US$ 28,8m. Mas já soma US$ 132,8 milhões em dez dias no mercado doméstico, à frente do desempenho do primeiro “Homem-Formiga” no mesmo período em 2015. Por outro lado, a segunda estreia ampla da semana foi considerada um fracasso. Em 3º lugar, “Arranha-Céu – Coragem sem Limite” queimou sua largada com US$ 25,4m, uma abertura muito abaixo da expectativa do estúdio, considerando o orçamento de US$ 125m. Já é a quarta produção recente realizada pela Legendary com projeção de prejuízo financeiro – após “Warcraft”, “A Grande Muralha” e “Círculo de Fogo: A Revolta”. Entre as teorias citadas para o fiasco, uma delas deve incomodar o astro da produção: excesso de Dwayne Johnson no cinema. O ano ainda está na metade, mas ele também esteve em “Jumanji – Bem-Vindo à Selva” e “Rampage – Destruição Total” nos últimos meses. Quem liga a TV nos Estados Unidos, encontra o ator sempre promovendo um filme novo. E quando parece que vai dar folga, ele retorna com uma nova temporada de “Ballers” na HBO. Mas “Arranha-Céu” também não teve boa aceitação entre a crítica, que não aprovou o mashup de “Duro de Matar” com “Inferno na Torre”, considerado medíocre na média do Rotten Tomatoes – 51%. E olha que “Hotel Transilvânia 3” não se saiu muito melhor, com 59%. “Os Incríveis 2”, ampliando seu recorde doméstico, e “Jurassic World: Reino Ameaçado” completam o Top 5. Confira abaixo os rendimentos dos demais filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique nos títulos para ler sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Hotel Transilvânia 3 Fim de semana: US$ 44,1m Total EUA e Canadá: 45,3m Total Mundo: US$ 100,1m 2. Homem-Formiga e a Vespa Fim de semana: US$ 28,8m Total EUA e Canadá: US$ 132,8m Total Mundo: US$ 283,7m 3. Arranha-Céu – Coragem sem Limite Fim de semana: US$ 25,4m Total EUA e Canadá: 25,4m Total Mundo: 65,8m 4. Os Incríveis 2 Fim de semana: US$ 16,2m Total EUA e Canadá: US$ 535,8m Total Mundo: US$ 856,9m 5. Jurassic World: Reino Ameaçado Fim de semana: US$ 15,5m Total EUA e Canadá: US$ 363,2m Total Mundo: US$ 1,1b 6. A Primeira Noite de Crime Fim de semana: US$ 9,1m Total EUA e Canadá: US$ 49,5m Total Mundo: US$ 72,6m 7. Sorry to Bother You Fim de semana: US$ 4,2m Total EUA e Canadá: US$ 5,3m Total Mundo: US$ 5,3m 8. Sicário: Dia do Soldado Fim de semana: US$ 3,8m Total EUA e Canadá: US$ 43,2m Total Mundo: US$ 59m 9. Tio Drew Fim de semana: US$ 3,2m Total EUA e Canadá: US$ 36,6m Total Mundo: US$ 38m 10. Oito Mulheres e um Segredo Fim de semana: US$ 2,9m Total EUA e Canadá: US$ 132,2m Total Mundo: US$ 251,4m
HBO anuncia série de super-heroínas do diretor dos Vingadores
A HBO anunciou a produção de uma nova série de Joss Whedon, o criador de “Buffy”, “Firefly”, “Dollhouse”, “Agents of SHIELD” e diretor de dois filmes dos Vingadores. Intitulada “The Nevers”, a série vai acompanhar um grupo de super-heroínas na Inglaterra vitoriana. Descrita como “um épico drama de ficção científica”, “The Nevers” seguirá um grupo de mulheres do século 19 que descobrem superpoderes e se juntam em uma missão que pode mudar o mundo para sempre. Whedon vai escrever o piloto, produzir e servir como showrunner da 1ª temporada, algo que ele não fazia desde o cancelamento de “Dollhouse” em 2010. “Eu, honestamente, não poderia estar mais animado”, disse em declaração oficial. “‘The Nevers’ é provavelmente a história mais ambiciosa que eu já criei, e não consigo pensar em uma casa melhor para ela do que a HBO”. A encomenda já reflete a nova política do canal pago sob a orientação de John Stankey, chefe da Warner Media (empresa resultante da aquisição da Time Warner pela AT&T). Em seu primeiro discurso para os funcionários, ele avisou que a HBO deverá aumentar o volume de sua programação original, buscar uma audiência maior e ganhar mais presença no mercado de streaming. “The Nevers” ainda não tem previsão de estreia. Além dessa série, Whedon também está atualmente trabalhando no piloto de “Pippa Smith: Grown-Up Detective”, atração de comédia desenvolvida para o canal adolescente Freeform sobre uma jovem detetive. A diferença é que, para este projeto ir ao ar, o piloto ainda precisará ser gravado e aprovado.
Joaquin Phoenix diz que é “assustador” interpretar o Coringa no cinema
Após ser confirmado como intérprete do Coringa no primeiro filme solo do personagem, o ator Joaquin Phoenix finalmente abordou o projeto numa entrevista. Falando ao site Collider, ele confessou que o papel assusta, principalmente por causa do mundo criado pelo diretor Todd Phillips para a origem do personagem. “Parece único, é um mundo próprio de certa forma, e isso, de certa maneira, me assusta pra cara*ho. Talvez seja algo que vá assustar o público também”, disse. Curiosamente, o que teria motivado o ator a participar do filme foi a oportunidade de trabalhar com o diretor Todd Phillips, mentor do projeto, que só fez comédias de tom besteirol em toda a carreira, como a trilogia “Se Beber Não Case”. Phillips também assina o roteiro em parceria com Scott Silver (“O Vencedor”). A história será situada nos anos 1980 e o filme se aproximará mais de um suspense do que um filme de super-herói. “Eu não diria que se trata de um filme de super-herói ou um filme de estúdio. Me parece único e acredito que, mais importante do que tudo, Todd está dando tudo para este projeto”, acrescentou o ator. Phoenix ainda contou que teve uma ideia semelhante ao que a Warner pretende realizar há alguns anos. Na época, ele considerava pouco provável que um projeto assim pudesse ser focado no Coringa. “Há três ou quatro anos, liguei para o meu agente e disse ‘por que eles não pegam um desses personagens e fazem um filme de baixo orçamento sobre ele, um estudo de personagem? Por que não pegam um dos vilões?’. E pensei ‘não dá para ser o Coringa, porque já foi feito’. Então, estava tentando pensar em outros personagens e ele disse ‘vou marcar uma reunião geral com a Warner Bros’. Respondi que não iria. Então, esqueci completamente sobre isso e, então, ouvi essa ideia. Fiquei pensando: ‘isso é tão emocionante, esse é o tipo de experiência que queria ter em um filme com um personagem dos quadrinhos’. Senti que poderia render algo interessante nas telas.” As filmagens vão começar em setembro, mas o filme ainda não tem título ou previsão de estreia.
Cineasta australiana vai dirigir o filme da Viúva Negra
A Marvel definiu a diretora do filme solo da Viúva Negra. A revista The Hollywood Reporter apurou – e vários sites confirmaram – que a escolhida foi Cate Shortland, cineasta australiana responsável pelos premiados “Somersault” (2004), “Lore” (2012) e “A Síndrome de Berlin” (2017). Ela estava na lista de favoritas que vinham sendo mencionadas pela imprensa, mas o THR afirma que Kevin Feige chegou a considerar 70 cineastas para o cargo. Contratar uma cineasta feminina era prioridade, mas num determinado momento o estúdio chegou a listar diretores masculinos. Shortland é tão indie que nem tem representação de agência. Mas tinha um fã com poder de definição: Scarlett Johansson, que pressionou por sua escolha. A atriz adora “Lore”, um drama aclamado pela crítica sobre uma jovem que conduz seus irmãos menores em fuga para a casa dos avôs quando as forças aliadas avançam sobre a Alemanha. O roteiro está sendo escrito por Jac Schaeffer (do curta “Olaf em uma Nova Aventura Congelante de Frozen”). Rumores sugerem que o longa pode ser um prelúdio, passado antes do primeiro de “Os Vingadores” (2012), e incluir o Soldado Invernal (vivido por Sebastian Stan) na história. Caso isso se confirme, seria o quinto filme consecutivo em que Johansson e Stan contracenariam na Marvel. Até o momento, porém, a Marvel ainda não anunciou oficialmente a produção.
Filme do super-herói Shazam! ganha primeira foto oficial
A Warner divulgou a primeira foto de “Shazam!”, novo filme de super-herói da DC Comics. Anticlimática, a imagem parece propaganda de refrigerante, mostrando o herói do título (vivido por Zachary Levi, da série “Chuck”) e seu “irmão” pré-adolescente Freddy Freman (Jack Dylan Grazer, de “It – A Coisa”) tomando refrigerantes na porta de uma loja de conveniências. O filme vai adaptar a versão mais recente dos quadrinhos de Shazam, que foi criado nos anos 1940 como Capitão Marvel. Após longa evolução, duas brigas diferentes por direitos autorais e vários reboots, o herói chegou a sua nova forma em 2012 (nos “Novos 52”), que aumentou bastante a antigamente chamada Família Marvel. Nos quadrinhos originais, o personagem tinha apenas uma irmã (gêmea, ainda por cima), Mary Batson, que virava Mary Marvel, e um amigo adolescente, Freddy Freeman, que se transformava no Capitão Marvel Jr (Shazam Jr. no reboot). Mas agora sua família se multiplicou com cinco irmãos adotivos – Freddy entre eles. Pelo menos, o básico do personagem continua. O herói não passa de um menino franzino chamado Billy Batson (vivido por Asher Angel, da série “Andi Mack”) que vira um super-herói adulto e fortão ao pronunciar a palavra mágica “Shazam!”. Com direção de David F. Sandberg (“Annabelle 2: A Criação do Mal”), “Shazam!” é o segundo filme na fila de estreias dos heróis da DC – após “Aquaman”, previsto para dezembro de 2018, e antes de “Mulher-Maravilha 2”, que chega em novembro do ano seguinte. A previsão de estreia é para abril de 2019.
Filme do Coringa com Joaquin Phoenix ganha sinal verde da Warner
A Warner deu sinal verde para o começo da proução do filme solo do Coringa, que será estrelado por Joaquin Phoenix. As filmagens vão começar em setembro e serão realmente dirigidas por Todd Phillips, que só fez comédias de tom besteirol em toda a carreira, como a trilogia “Se Beber Não Case”. Ele também assina o roteiro em parceria com Scott Silver (“O Vencedor”). Phoenix teria pensado bastante sobre o convite e aceitado o papel, o que acelerou a produção. O orçamento do projeto está na faixa de US$ 55 milhões, significativamente menor do que as produções de super-heróis do estúdio – um quinto do valor especulado de “Liga da Justiça”, por exemplo. A Warner ainda não definiu o título nem uma data de lançamento para o filme, que está sendo descrito mais como um drama criminal que uma história de supervilão. O lançamento não fará parte do universo cinematográfico da DC Comics (leia-se “Liga da Justiça”). Isto é, será independente dos outros filmes de super-heróis da Warner, sem seguir a cronologia das aparições de Batman no cinema. Com isso, o longa também irá testar a viabilidade de versões mais autorais de personagens de quadrinhos em histórias auto-contidas. Além deste filme, a Warner tem outro filme do Coringa em desenvolvimento com Jared Leto, que interpretou o personagem em “Esquadrão Suicida”. Ao contrário do filme com Joaquin Phoenix, este projeto fará parte do universo conectado dos filmes da DC.
Homem-Formiga e a Vespa não consegue superar Os Incríveis 2 no Brasil
Em seu fim de semana de estreia, “Homem-Formiga e a Vespa”, novo lançamento da Marvel, não conseguiu superar “Os Incríveis 2”, que em seu segundo fim de semana em cartaz no Brasil voltou a levar mais de 1 milhão de pessoas aos cinemas. Apenas no Brasil, o filme já arrecadou R$ 60 milhões em duas semanas de exibição, de acordo com dados da consulturia comScore. Entre quinta-feira e domingo foram 1,1 milhão de espectadores. Somando com àqueles que assistiram ao filme na semana de estreia, 3,8 milhões de pessoas já assistiram a animação da Disney. Assim, uma família de super-heróis da Disney venceu outra, já que “Homem-Formiga e a Vespa” também tem distribuição do mesmo estúdio. O longa ocupou o 2º lugar com 744 mil espectadores e arrecadação de R$ 13,4 milhões. O Top 3 se fechou com “Jurassic World: Reino Ameaçado” com público de 378 mil pessoas. Os demais filmes mais vistos da semana no Brasil foram “Oito Mulheres e um Segredo”, “Mulheres Alteradas”, “Sexy por Acidente”, “Sicário: Dia do Soldado”, “Desobediência”, “Hereditário” e “Do Jeito que Elas Querem”.
Djimon Hounsou viverá o Mago poderoso do filme Shazam!
Após viver um vilão da Marvel (Korath em “Guardiões da Galáxia”), o ator Djimon Hounsou vai se juntar aos heróis da DC. Ele entrou no elenco de “Shazam!”. No filme, Hounsou será o Mago (antigamente conhecido como Shazam) que concede ao jovem Billy Batson (Asher Angel, de “Andi Mack”) o poder de se transformar no super-herói musculoso (Zachary Levi, da série “Chuck”). Ele assume o papel após o ator Ron Cephas Jones (da série “This Is Us”), originalmente escalado como o Mago, deixar a produção em função de conflitos na sua agenda. Leitores eventuais dos quadrinhos devem lembrar que o personagem, introduzido há 79 anos por C. C. Beck, criador do Capitão Marvel (atualmente conhecido como Shazam), era um homem branco, de roupas brancas e longa barba branca. Mas o reboot mais recente da DC mudou tudo, transformando-o… não exatamente num negro, mas num aborígene. Veja acima. A trama também alterou seu nome, para diferenciá-lo do herói – Capitão Marvel virou Shazam após problemas com a editora Marvel. Ele revelou que na verdade era Mamaragan, o deus do trovão da mitologia aborígene. Por isso, a escalação de um ator africano para o papel é etnicamente incorreta. Enfim… O filme vai contar a nova versão da origem de Shazam, conforme apresentada nos quadrinhos a partir de 2011. Por isso, quem lembra do personagem como Capitão Marvel será surpreendido com uma trama completamente diferente da estabelecida nos anos 1940, quando ainda era publicado pela Fawcett Comics, e até mesmo de seu resgate nos anos 1970, quando virou herói da DC. Toda a trajetória do personagem foi zerada no evento “Novos 52”, que reformulou não só Shazam, mas também os coadjuvantes da sua família – antigamente chamada de Família Marvel. Pelo menos, o básico do personagem continua. Ele é um menino franzino chamado Billy Batson que vira um super-herói adulto e fortão ao pronunciar a palavra mágica “Shazam!”. Com direção de David F. Sandberg (“Annabelle 2: A Criação do Mal”), “Shazam!” é o segundo filme na fila de estreias dos heróis da DC – após “Aquaman”, previsto para dezembro de 2018, e antes de “Mulher-Maravilha 2”, que chega em novembro do ano seguinte. A previsão de estreia é para abril de 2019.











