Ator de Heroes acusa colega e produtores de racismo
O ator Leonard Roberts assinou um artigo para a revista Variety, nesta quinta (17/12), sobre os bastidores conturbados de sua passagem pela série “Heroes”, há 13 anos, em que acusa uma atriz e os produtores de racismo. Roberts interpretou brevemente o personagem D.L. Hawkins e apontou que, do início de sua participação, até sua demissão sofreu atitudes racistas do criador Tim Kring, do produtor Dennis Hammer e da colega de cena Ali Larter. Em seu relato, Roberts repara que, logo no início da produção, os roteiros dos episódios eram constantemente modificados para atrasar a estreia do seu personagem — inicialmente, ele estava no piloto, mas a aparição continuou sendo adiada até se concretizar só no sexto episódio da trama. O ator ainda contou que ficou esperando uma ligação de Tim Kring para que os dois se reunissem para discutir ideias para o personagem, como ele havia feito com outros atores, mas a tal ligação nunca se concretizou. “Eu descobri que, apesar de ter três atores principais negros, não havia nenhum roteirista negro na equipe de ‘Heroes’. Depois, tivemos um photoshoot promocional, no qual todos os atores principais negros adultos foram relegados para a parte de trás e as laterais da foto – eles disseram que nós éramos ‘altos'”, escreveu o ator. Quando finalmente estreou na série, Roberts teve problemas com Ali Larter, que interpretava sua mulher na trama, Niki Sanders. “Eu sou um ator do teatro, então estou acostumado com os intérpretes se tornando um pouco passionais no processo. Por isso, após as primeiras tensões entre nós, enviei uma garrafa de vinho a Ali com um bilhete, afirmando o comprometimento com uma colaboração frutífera. Ela nunca me respondeu ou mencionou isso para mim”, disse. Roberts também recordou um momento em que Larter brigou com o diretor de um episódio, Greg Beeman, que pediu que ela abaixasse as alças de sua blusa em uma cena em que Niki e D.L. estavam juntos na cama, conversando. Beeman queria passar a impressão que Niki estava nua por baixo das cobertas, sem de fato pedir para a sua estrela se despir, mas Larter se recusou. Pouco depois, Roberts descobriu que a sua colega de elenco já havia filmado anteriormente uma cena em que sua personagem precisava seduzir Nathan Petrelli (Adrian Pasdar), um homem branco, e que ela não tinha visto problemas de aparecer de lingerie naquele momento da série. “Não pude deixar de pensar: será que minha cor foi pesou na recusa dela?”, ponderou. Após o fim das filmagens, durante uma sessão de fotos para promover a série, onde os casais de “Heroes” apareceriam em capas de revista individuais, Larter se aproximou de Roberts e falou: “Me disseram que a nossa capa é a que está vendendo menos”. O ator relembra: “A mensagem dela era clara: você está manchando a minha imagem”. Por fim, Roberts recorda o momento em que foi demitido da série, quando recebeu uma mensagem de Kring na caixa postal do seu telefone, dizendo que seu personagem morreria fora de cena, antes do início da 2ª temporada, e que o ator poderia marcar uma reunião com ele, se quisesse, para discutir a situação. Quando a reunião aconteceu, o produtor Dennis Hammer também estava presente. O criador mencionou Larter pelo nome ao explicar a decisão de demitir Roberts, enquanto Hammer tentou tranquilizá-lo ao dizer que “ele era amado por todos no set, enquanto ela era odiada”. Acho que eles estavam esperando que eu me juntasse a eles em criticar minha colega de cena. Eu não fiz isso. […] Foi quando Hammer disse que eu não deveria me preocupar, que ainda teria muitas oportunidades no futuro: ‘Não pense nisso como a situação em que um cara negro foi demitido, e a mulher branca venceu’.” O criador e o produtor teriam tentado, então, agradar Roberts ao mudar os planos para o personagem, concedendo a ele mais dois episódios, incluindo uma cena de morte impactante. “Quando filmarmos, vai ver o quanto você significa para todos nós na família ‘Heroes'”, teria dito Hammer. Quando recebeu os roteiros, Roberts descobriu que D.L. seria morto por um tiro, embora o seu poder na série fosse a capacidade de atravessar paredes e outros obstáculos sólidos. “Aparentemente, balas de revólver não estavam incluídas aí”, ironizou o ator. Na cena final de D.L. Hawkins, o meu assassino levantava a sua arma e eu, de costas para a câmera, tiro o meu corpo para fora. Com o som do tiro, a cena termina em um close-up no rosto de Niki, manchado com o meu ‘sangue’. Foi tudo filmado em um take. […] Minha colega de elenco me deu um abraço de adeus, que foi o maior sinal de afeição que já demonstramos na frente ou atrás das câmeras. Todo mundo foi embora. Enquanto estava andando até o meu carro, as palavras de Hammer ecoavam na minha cabeça: ele estava certo, agora eu via o quanto significava para a ‘família’ de ‘Heroes’.” Roberts conclui seu artigo refletindo sobre as sequelas que a experiência deixou. “Eu internalizei um sentimento de raiva e derrota que nunca tinha sentido antes. Percebi que não tinha agência para exigir nada de um ambiente de trabalho no qual, mesmo assim, era esperado que eu entregasse um trabalho excelente”, disse. Para o ator, saber que qualquer outro trabalho poderia levar a uma experiência similar o deixou “exausto” da profissão. “Eu me afastei de colegas, amigos e entes queridos, porque acreditava ser um fracassado, que tudo podia ter sido diferente se eu fosse um ator ou uma pessoa melhor. Minha voz e minha luz foram enfraquecidas”, continuou. “Será que as pessoas com quem trabalhei eram racistas? Mesmo agora, meu instinto é dizer que não, que conheci muita gente incrível em ‘Heroes’, gente que eu chamo de ‘amigo’ até hoje. […] Mas será que dizer isso, mesmo que seja verdade, nega que eu tenha trabalhado em um ambiente onde a branquitude era o padrão, o ideal? Ou que o meu propósito naquela série era preservar esse ideal, na frente das câmeras e atrás delas, não importa o quanto isso me prejudicasse como artista, profissional e homem? Não, não nega.” Com a repercussão do texto, Ali Larter respondeu aos relatos do ex-colega de elenco: “Me sinto profundamente triste ao ouvir sobre a experiência de Leonard Roberts em ‘Heroes’, e estou de coração quebrado ao ler sobre a percepção que ele tinha do nosso relacionamento, que não combina com a minha memória, ou a minha experiência, da série. […] Peço desculpas pelo papel que posso ter desempenhado na experiência dolorosa dele naquela época, e desejo a ele e sua família tudo de melhor”, ela se manifestou, ao ser contatada pelo site TVLine. Kring e Hammer também se defenderam das acusações. O criador da série disse que reunir um elenco diverso sempre foi uma prioridade para ele em “Heroes”, mas reconheceu o seu erro ao não incluir roteiristas e outros profissionais negros por trás das câmeras. Já o produtor disse apenas que “14 anos é muito tempo atrás”, mas se lembrava de Roberts “como um ótimo profissional”.
Veja os primeiros minutos de Mulher-Maravilha 1984
A Warner divulgou um vídeo com os primeiros minutos de “Mulher-Maravilha 1984”. A prévia é narrada por Gal Gadot, que interpreta a personagem-título, mas acompanha a heroína em sua infância, durante um torneio das amazonas. A versão mirim da Mulher-Maravilha é vivida por Lilly Aspell, que já tinha interpretado a pequena Diana no primeiro filme. “Mulher-Maravilha 1984” é novamente dirigido por Patty Jenkins e ainda traz de volta Connie Nielsen como Hipólita e Robin Wright como a guerreira Antiope. As duas são vistas na abertura do filme. Além delas, Chris Pine também retorna como o Capitão Steve Trevor. Apesar de poucos detalhes sobre enredo terem sido revelados, Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”) e Pedro Pascal (“Narcos”) viverão os vilões da produção, nos papéis da Mulher-Leopardo e do milionário Maxwell “Max” Lord. Originalmente previsto para 4 de junho no Brasil, o filme foi adiado devido à pandemia do novo coronavírus e finalmente vai estrear nesta quinta (17/12), acompanhado de críticas elogiosas da imprensa internacional.
Mulher-Maravilha 1984 estreia com elogios da crítica internacional: “Um presente de Natal”
Depois de meses de adiamentos, a tão esperada continuação de “Mulher-Maravilha” finalmente chega aos cinemas brasileiros nesta quinta (17/12). E as primeiras críticas publicadas nos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá dizem que a demora é mais que compensada por um filme excelente. “Mulher-Maravilha 1984” recebeu uma resposta extremamente positiva da crítica internacional, mesmo dos que apontaram problemas no roteiro. Entre os elogios, o filme é descrito como “um presente de Natal” (Chicago Sun-Times) e “o tipo de escapismo que precisamos neste momento” (Financial Times). A maioria das críticas segue esse tom, destacando que o otimismo do longa, novamente estrelado por Gal Gadot e Chris Pine, e dirigido por Patty Jenkins, ressoa com particular importância em 2020, como distração e como mensagem para a humanidade, diante dos problemas do mundo atual. Kate Erbland, do site IndieWire, descreveu o lançamento como “algo alegre, maluco e profundamente agradável”. “E ainda está transbordando com a mesma maravilha e alegria do primeiro filme, um filme raro – de qualquer faixa – que não quer apenas acreditar na bondade das pessoas, mas está disposto a fazê-las realmente trabalhar para isso. Isso é super-heróico. ” Hoai-Tran Bui, do site Slash Film, ressalta que “os encantos otimistas de desenho animado de ‘Mulher-Maravilha 1984’ parecem uma crítica direta da paisagem política e cultural atual, de uma forma que é inquestionavelmente canastrona, mas é – tão banal quanto repetir esta frase repetida demais – um bálsamo muito necessário para 2020.” Brian Truitt, do jornal USA Today, acrescenta: “Grande parte de ‘1984’ é, para usar o vernáculo da época, radical. A química de Gadot e Pine foi um dos melhores aspectos do primeiro ‘Mulher-Maravilha’ e eles trazem muita vida para o novo, enquanto uma alegre Diana apresenta ao deslocado Steve as pochetes e calças paraquedas da época… Adicione uma trilha de Hans Zimmer e, juntos, os dois pombinhos dão ao filme uma vibração emocionante e séria que se materializa no projeto de super-herói recente da DC mais próximo do coração do ‘Superman’ original de Christopher Reeve.” Wendy Ide, do Financial Times, reflete que “com seu enredo emocionante e descrição otimista de uma humanidade que é capaz de aceitar sacrifícios pessoais para um bem maior, ‘Mulher-Maravilha 1984’ é exatamente o tipo de escapismo inebriante de que precisamos agora”. Richard Roeper, do jornal Chicago Sun-Times, concorda, escrevendo que o filme é “um presente de Natal, com partes emocionantes, cômicas, românticas e cheias de ação, e um tom que lembra os filmes do ‘Superman’ de Richard Donner e os filmes do ‘Homem-Aranha’ de 2000. Com certeza, temos um enredo clássico de filme de quadrinhos sobre um louco megalomaníaco com a intenção de dominar o mundo, mas muitas vezes há um tom relativamente leve durante todo essa abordagem. O resultado é um espetáculo de puro entretenimento pop à moda antiga.” Ben Travis, da revista Empire, elogia a atriz principal: “Como no último filme, o coração e a alma de ‘Mulher Maravilha 1984’ é Gadot. Sua Diana exala graça e bondade, e seu poder é exibido com uma feminilidade ousada que ainda soa reveladora em meio a uma paisagem repleta de heróis machos dilacerados”. Peter Debruge, da Variety, destaca a diretora: “Jenkins é uma cineasta extremamente talentosa em quem o estúdio arriscou – raramente questionada quando comparada a homens – e ela prova seu valor ao nunca permitir que o espetáculo abafe as performances… Assim como Wakanda representa uma terra livre das restrições da supremacia branca em ‘Pantera Negra’, sua Diana Prince representa o que qualquer mulher poderia alcançar, se elevada acima do patriarcado”. Alex Abad-Santos, do site Vox, acha que o filme é bem-sucedido, mas… “‘Mulher-Maravilha 1984’ são três filmes em um: é ao mesmo tempo um romance sobre o amor perdido; uma história sobre o ciúme em nossas amizades; e a história de um homem triste e destruído, desesperado para dominar o mundo. E são apenas os dois primeiros que realmente nos levam a algum lugar maravilhoso… Já vimos antes outros adultos tristes e infantilizados que querem dominar o mundo ou conduzi-lo ao apocalipse (Loki em ‘Vingadores’, Ultron em ‘Vingadores: Era de Ultron’, Luthor em ‘Batman vs Superman’). Essa história estereotipada é algo adequado para os outros caras. Quanto mais tempo se gasta nisso, menos tempo ‘Mulher-Maravilha 1984′ passa sendo maravilhoso.” Apesar dessa ressalva, Kevin Maher, do jornal The Times, insiste que tudo dá certo no final: “O roteiro de Jenkins e dos co-roteiristas Geoff Johns e Dave Callaham faz uma coisa notável – ele se desdobra na premissa e trata o material com a maior seriedade. E, de alguma forma, funciona”. Vale ressaltar que, apesar dos elogios, a maioria concorda que o filme tem falhas. “’Mulher Maravilha 1984’ é um filme com uma mensagem bem-intencionada, mas que não tem ideia de como colocar essa mensagem em uma história convincente. O filme é culpado por tentar fazer muito e se torna sobrecarregado por causa disso, e é culpado por fazer pouco com sua trama tênue e motivações confusas de personagens”, avalia Matt Goldberg, do site Collider. Segue Peter Debruge, da Variety: “Muitos dos efeitos são fracos. Alguns são absolutamente constrangedores (como quando a Mulher-Maravilha interrompe uma perseguição no deserto bem coreografada para resgatar duas crianças em perigo). E o grande final é um fracasso… pois Jenkins tenta espremer sua grande ideia em alguns minutos apressados de exibição”. Mas ele alerta que, mesmo assim, o filme é “inspirador”. “Jenkins disse que gostaria que o filme durasse 15 minutos a mais. Alguns espectadores talvez preferissem que fosse 15 minutos mais curto. Mas, na maior parte do tempo, eles ficarão felizes em estar na companhia da Mulher-Maravilha. À sua maneira antiquada e pouco cínica, ‘Mulher-Maravilha 1984’ é um dos melhores blockbusters feitos desde 1984”, conclui Nicholas Barber, da rede britânica BBC.
Disney+ (Disney Plus) anuncia série sobre o MCU, Marvel Studios: Legends
O canal pago Disney+ (Disney Plus) anunciou uma nova produção da Marvel. Trata-se de “Marvel Studios: Legends”, uma série documental da plataforma de streaming focada no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês). A atração vai revisitar momentos icônicos dos filmes do estúdio, com cada episódio dedicado à jornada de um personagem. Os dois primeiros capítulos, focados na Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e no Visão (Paul Bettany), serão disponibilizados no serviço em 8 de janeiro, uma semana antes da estreia de “WandaVision”, série protagonizada pelo casal. A Marvel não divulgou mais detalhes da série, que adiciona mais uma produção televisiva do estúdio na Disney+ (Disney Plus). A plataforma vai receber só em 2021, além de “WandaVision”, as estreias de “Falcão e o Soldado Invernal” (19 de março), “Loki” (maio), “What If…” (no verão americano) e “Ms. Marvel” (no fim do ano). Ao mesmo tempo, a Marvel pretende lançar três longas nos cinemas: “Viúva Negra” (7 de maio), “Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings” (9 de julho) e “Eternos” (5 de novembro).
Atriz descobriu na internet que tinha sido substituída pela Marvel
A atriz Emma Fuhrmann descobriu que estava desempregada pela internet. Assim como todos os fãs da Marvel, Fuhrmann viu o nome de sua personagem nos filmes da Marvel, Cassie Lang, ganhar outra intérprete durante o evento Dia do Investidor da Disney, na semana passada. Aparentemente, ninguém a procurou para avisar que ela não estaria no terceiro longa do Homem-Formiga, e ela só soube que foi substituída quando viu que atriz escalada no papel que ela desempenhou em “Vingadores: Ultimato”. No blockbuster, ela apareceu como a versão crescida da filha de Scott Lang, o Homem-Formiga (interpretado por Paul Rudd no cinema). No próximo filme, batizado como “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”, o papel de Cassie será vivido por Kathryn Newton (“Freaky – No Corpo de um Assassino”). Fuhrmann desabafou no Twitter e agradeceu aos fãs que enviaram mensagens de apoio após a notícia. “Eu só queria passar aqui e dizer que eu vi todas as suas mensagens gentis. Obrigada por todo o apoio, isso significa tudo para mim. Eu fiquei tão triste quanto vocês ao ouvir a notícia na quinta-feira. Só posso esperar que isso signifique que há alguma outra coisa guardada para mim no futuro do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel)”, ela escreveu. A atriz ainda acrescentou que “sempre será grata por ter feito parte” da franquia e especialmente de “Vingadores: Ultimato”, o filme de maior bilheteria da história. “Ser atriz é minha maior paixão, e estou ansiosa para ver o que me aguarda no futuro”, completou. Para azar da jovem, a troca acontece no momento em que Cassie Lang começa a se tornar importante nos filmes da Marvel. Kathryn Newton já deu a entender, em uma postagem no Instagram, que o desenvolvimento da personagem vai refletir os quadrinhos e incluirá sua transformação na heroína Estatura — que, assim como o pai, é capaz de aumentar e diminuir o próprio tamanho. Esta mudança também é um passo rumo ao lançamento dos Jovens Vingadores no cinema. I will always be grateful to have been a part of the MCU & the biggest movie of all time. Being an actress is still my #1 passion & I look forward to what the future holds. Xo Emma ❤️ — Emma Fuhrmann (@EmmaFuhrmann) December 15, 2020
Zack Snyder acha que sua versão de Liga da Justiça será para maiores
Zack Snyder acrescentou tanta coisa na nova edição da “Liga da Justiça” – e mudou tanto o filme exibido nos cinemas – que ele acredita que a obra de quatro horas receberá classificação “R” – o equivalente ao “proibido para menores” nos EUA. “O filme é insano e tão épico que provavelmente será classificado como ‘R’ – isso é uma coisa que eu acho que vai acontecer, que será uma versão censurada, com certeza”, revelou o cineasta em uma entrevista à revista EW. “Nós não ouvimos da MPA (responsável pela classificação etária), mas essa é minha intuição. ” Algumas das situações que podem levar o filme a ter uma classificação etária elevada é que o Batman de Ben Affleck diz um palavrão forte (começa com a letra F) em uma cena, Ciborgue fala o que pensa e o vilão Lobo da Estepe (Steppenwolf) é bastante violento, “cortando pessoas ao meio”, explicou o diretor. Ao revelar que o estúdio está considerando lançar essa versão nos cinemas – paralelamente ao lançamento como minissérie – , Snyder ponderou a estratégia muito criticada da Warner Bros de disponibilizar todos os seus filmes de 2021 simultaneamente na HBO Max e nos cinemas. “Pareceu uma jogada bastante ousada e que talvez a implicação não tenha sido 100% pensada”, disse ele à EW. “Eu sinto que há muitas pessoas em pânico durante a covid-19. Espero que, no final, seja isso mesmo – algum tipo de empurrão para passar essa fase e não algum tipo de movimento maior para interromper a experiência cinematográfica”. A Warner Bros. ainda não fez nenhum anúncio sobre a possível classificação “R” e lançamento da nova versão de “Liga da Justiça” nos cinemas.
Adão Negro: Atriz de Gatunas será heroína da DC no cinema
A atriz Quintessa Swindell, da série “Gatunas” (Trinkets) da Netflix, juntou-se à Sociedade da Justiça no filme de “Adão Negro”, adaptação da DC Comics estrelada por Dwayne “The Rock” Johnson. Ela vai viver Maxien Hunkel, também conhecida como a super-heroína Ciclone, que tem o poder de manipular o vento e o som. Ela confirmou sua participação com um post em seu Instagram, demonstrando sua diferença física para a personagem dos quadrinhos – que é ruiva. Quintessa se junta a um elenco heroico que também inclui Aldis Hodge (“O Homem Invisível”) no papel de Gavião Negro, Noah Centineo (“Para Todos os Garotos que Já Amei”) como o Esmaga-Átomo e Sarah Shahi (“Pessoa de Interesse”) como uma ativista e professora universitária, que deve ser Adrianna Tomaz, a poderosa Isis. A produção ainda vai escalar o intérprete do Sr. Destino (Dr. Fate), cuja presença no filme foi revelada durante a DC Fandome. “Adão Negro” tem roteiro de Adam Sztykiel, que trabalhou com Johnson em “Rampage: Destruição Total”, e será digido por Jaume Collet-Serra (“Sem Escalas”), outro parceiro recente do ator. Os dois filmaram “Jungle Cruise”, da Disney, que a pandemia de covid-19 adiou para 2021. O filme ainda não tem previsão de lançamento. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por QUINTESSA Q. SWINDELL (@q.uintessa)
Hulu cancela Helstrom, série de terror da Marvel
A plataforma Hulu oficializou o cancelamento de “Helstrom”, última série live-action da Marvel Television. O fim da produção desce o pano na divisão televisiva do conglomerado Disney, que agora tem apenas produções animadas em desenvolvimento. Os fracassos consecutivos da divisão televisiva levaram à dissolução do núcleo comandado por Jeph Loeb. Foi o executivo quem fechou o negócio pioneiro com a Netflix, que rendeu um mini-universo Marvel em streaming, encabeçado pelo “Demolidor”, mas também quem realizou o fiasco de “Inumanos”, cuja baixa qualidade depôs contra a marca. Com o cancelamento das séries da Netflix, em retaliação ao projeto da plataforma Disney+ (Disney Plus), as produções da Marvel Television, como “Manto e Adaga”, “Fugitivos” e “Agents of SHIELD”, acabaram tendo seu final acelerado para a Marvel Television ser devidamente desativada. A partir de “WandaVision”, todas as séries live-action da Marvel passam a ser produzidas pela Marvel Studios, até recentemente apenas uma divisão cinematográfica, que virou um núcleo de conteúdo geral da Marvel sob o comando de Kevin Feige, o executivo responsável pelos blockbusters. A mudança, com a devida promoção de Feige a Chefe de Conteúdo Criativo da Marvel, foi anunciada no ano passado. “Helstrom” acabou sendo dano colateral dessa mudança de comando. Apesar do cancelamento ter sido anunciado nesta segunda (14/12), a série chegou na Hulu já sabendo que não teria continuação. Seis meses antes da estreia, o showrunner da atração, Paul Zbyszewski (“Agents of SHIELD”), teve seu contrato encerrado, sinalizando a falta de interesse no projeto. Uma pena, porque a Marvel deixa passar a oportunidade de introduzir um universo de terror bastante interessante, ficando restrita apenas aos super-heróis. O pior disso é que a personagem da atriz Sydney Lemmon (vista como piloto de helicóptero num episódio memorável de “Fear the Walking Dead”) tinha enorme potencial. Nos quadrinhos, os Helstrom são Daimon e Satana, filhos de um demônio e uma mulher mortal chamada Victoria Wingate – tanto que suas publicações foram lançadas no Brasil com o título de “Filho de Satã”. Os dois herdaram poderes da escuridão. No entanto, enquanto Satana abraçou sua herança, Daimon se agarrou a sua humanidade. Ainda criança, ele foi internado num orfanato jesuíta e cresceu obcecado em destruir o mal. Mas a série mudou um pouco a premissa, a começar pelo nome da irmã, que virou Ana. Interpretados por Tom Austen (o Jasper de “The Royals”) e Sydney Lemmon, os irmãos foram separados na infância, enquanto sua mãe, Victoria Helstrom, ficou enclausurada em um hospício, possuída por um demônio. Décadas se passaram e ela ainda está presa, enquanto o filho tenta curá-la e a filha espera nunca mais vê-la. Elizabeth Marvel (“Homeland”) tem o papel da mãe dos protagonistas, O elenco ainda inclui Robert Wisdom (“Ballers”), June Carryl (“Mindhunters”) e Alain Uy (“The Passage”), além de Ariana Guerra (“Raising Dion”), que vive a versão feminina de outro famoso personagem da Marvel. Ela interpreta Gabriella Rosetti, que na verdade é Gabriel Rosetti nos quadrinhos, um padre inspirado no filme “O Exorcista” (1973) e conhecido como Devil-Hunter, o caçador de demônios. A 1ª temporada termina com uma reviravolta, que serviria de gancho para a 2ª temporada. Infelizmente, os fãs jamais saberão o que aconteceria nos próximos capítulos. Tudo o que resta da Marvel Television agora são duas séries animadas em desenvolvimento para a Hulu, “MODOK” e “Hit-Monkey”, previstas para 2021 – e que foram completamente ignorados na apresentação do Dia do Investidor da Disney. Eles deveriam formar um universo animado com “Howard the Duck” e “Tigra & Dazzler”, mas as duas últimas foram abandonadas em janeiro, após diferenças criativas.
Katherine McNamara diz que voltará a interpretar a Arqueira Verde
Os fãs de “Arrow” estão esperando há quase um ano por uma definição da rede The CW sobre o spin-off da série, chamado de “Green Arrow and the Canaries”. O episódio de “Arrow” que serviu de piloto para a nova atração bateu recorde de audiência nos EUA, mesmo assim o canal não anunciou a produção. Mas também não formalizou, até agora, que tinha desistido do projeto. Em entrevista ao site TVLine no fim de semana, a atriz Katherine McNamara, que interpreta Mia Smoak, a filha de Oliver Queen e a nova Arqueira Verde do Arrowverso, admitiu que também não sabe nada sobre o futuro da série, mas, no que diz respeito a sua participação, ela ainda “não terminou” de interpretar a personagem. “Eu não tenho ideia do que está no horizonte sobre a série, mas eu sei que ainda não terminei de interpretar Mia Smoak”, ela revelou. “Como você sabe, naquele universo as pessoas são trazidas de volta para participar de episódios a toda hora. Eu adoraria voltar e brincar naquele mundo.” McNamara se refere, claro, a participações especiais em outras séries da DC Comics exibidas no canal americano. Mas ela ainda tem esperança de estrelar a sua própria atração, onde poderia explorar melhor a “dualidade do personagem”. “Me entusiasma o fato de que ela tem um futuro pós-crise e conhece a linha temporal pré-crise, além de ter que lidar com a responsabilidade de substituir seu pai antes que se sinta pronta, e antes que sinta que merece esse lugar”, ela explicou.
Kathryn Newton sugere formação dos Jovens Vingadores no cinema
A atriz Kathryn Newton, estrela de “The Society” e “Freaky – No Corpo de um Assassino”, comemorou em seu Instagram a oficialização de sua participação em “Homem-Formiga 3”, agora oficialmente conhecido como “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”. Durante o evento chamado Dia do Investidor da Disney, o chefão da Marvel, Kevin Feige, revelou que Newton viveria a versão adolescente de Cassie Lang – que em “Vingadores: Ultimato” tinha sido interpretada por Emma Fuhrmann. Newton replicou o anúncio em seu Instagram, acrescentando detalhes reveladores. “Ontem à noite, eu sonhei em ser uma super-heroína. #Marvel #ESTATURA #CASSIELANG”, ela postou. Nos quadrinhos, Cassie, a filha de Scott Lang, o Homem-Formiga (interpretado por Paul Rudd no cinema), vira a super-heroína Estatura (Stature, em inglês), demonstrando os mesmos poderes de encolhimento e crescimento de seu pai. Embora Newton possa estar apenas se divertindo com os fãs, a transformação de Cassie em Estatura segue na direção que outras revelações do evento da Disney parecem apontar para o futuro do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel): a formação dos Jovens Vingadores, que conta com Cassie Lang, Kate Bishop (Hailee Steinfeld, na série “Hawkeye”) e outros heróis adolescentes. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por KATHRYN NEWTON (@kathrynnewton)
Superman & Lois: Série ganha novas imagens dos protagonistas
A rede The CW divulgou duas imagens de sua nova série de super-heróis, “Superman & Lois”, que destacam os personagens do título. Uma das imagens traz o casal Clark & Lois, mostrando Tyler Hoechlin de óculos em sua identidade civil de Clark Kent, ao lado da esposa Lois Lane, vivida por Elizabeth Tulloch. A outra destaca o ator como Superman, num traje que adiciona uma “estrutura muscular aerodinâmica” às clássicas calças azuis e vermelhas. Segundo a sinopse oficial, “Superman & Lois” “segue o super-herói e a jornalista mais famosos dos quadrinhos” enquanto eles “lidam com todo o estresse, pressão e complexidades de pais que trabalham na sociedade de hoje”. Na série, o casal terá dois filhos adolescentes, Jonathan (Jordan Elass) e Jordan Kent (Alexander Garfin). Rumores apontam que a trama irá acompanhar a evolução dos jovens até se transformarem em super-heróis como o pai. Nunca é demais lembrar que a paternidade de Superman chegou a ser explorada no filme “Superman – O Retorno” (2006), mas era um tema inédito na TV. “Superman & Lois” também será a primeira série protagonizada por Superman neste século – a primeira desde “Lois & Clark: As Novas Aventuras de Superman” (1993-1997) – , lembrando que “Smallville” era centrada em Clark Kent, o herói conhecido como “Borrão” (Blur). Na época, os produtores foram proibidos de chamar o super-herói de Superman por imposição da divisão de cinema da Warner. Curiosamente, Tyler Hoechlin e Tom Welling, o intérprete do “Borrão”, chegaram a dividir uma cena durante o crossover do Arrowverso do ano passado, “Crise nas Infinitas Terras”, que mostrou o que aconteceu com Clark após o final de “Smallville”. Neste encontro, foi revelado que ele também teve filhos com sua Lois (Erica Durance).
Mulher-Maravilha 1984 terá première virtual em novo DC FanDome
A WarnerMedia vai realizar uma versão especial de seu evento DC FanDome na terça-feira (15/12) com o objetivo de divulgar o lançamento de “Mulher-Maravilha 1984”. A própria Mulher-Maravilha, Gal Gadot, e a diretora do filme, Patty Jenkins, fizeram o anúncio, via comunicado oficial e também pelas rede sociais. “Temos os melhores fãs do mundo e é por isso que estamos tão animadas para comemorar o lançamento da ‘Mulher Maravilha 1984’ de uma forma tão grande. Ser um evento virtual nos permite compartilhar o momento com os superfãs da Mulher-Maravilha em todo o mundo, que não teriam a chance de assistir à première do filme”, as duas disseram em comunicado. Ao contrário do evento realizado entre agosto e setembro, o novo DC Fandome será inteiramente dedicado à produção de “Mulher-Maravilha 1984”, sem dividir atenção com outros títulos do universo DC. A ideia é realmente transformá-lo numa espécie de première do filme, incluindo um tapete vermelho virtual, com entrevistas que normalmente aconteceriam na entrada do cinema. A atração será apresentada por Tiffany Smith (do “DC FanTalk”) e contará com todo o elenco do longa, que inclui Chris Pine, Kristen Wiig e Pedro Pascal, para responder à perguntas enviadas por fãs. A programação também terá uma apresentação musical do maestro e compositor Hans Zimmer, responsável pela trilha do filme, além de vídeos exclusivos da produção, incluindo cenas inéditas e documentários de bastidores. O DC FanDome especial está marcado para começar ao meio-dia em Hollywood – 17h no horário de Brasília – no endereço DCFanDome.com. Já o filme “Mulher-Maravilha 1984” estreia na quinta (17/12) nos cinemas brasileiros.
Veja a apresentação completa da Marvel no Dia do Investidor da Disney
Perdeu algum dos anúncios da Marvel no evento Dia dos Investidor da Disney? A apresentação do chefe da Marvel Studios, Kevin Feige, chegou ao YouTube, listando todas as séries e filmes revelados e atualmente em desenvolvimento para estreia até 2023. Durante cerca de 20 minutos de duração, Feige apresenta trailers, faz revelações de projetos inéditos, confirma elencos e define as datas de estreias de cada atração. Entre as novidades, destaca-se o crossover “Secret Invasion”, estrelado por Samuel L. Jackson como Nick Fury, os planos para duas séries focadas no legado do Homem de Ferro e a chegada do Quarteto Fantástico ao MCU (universo cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês). Tudo já foi bastante detalhado na Pipoca Moderna, mas a voz de Feige deixa mais claro como cada lançamento se conecta ao outro, formando um grande quadro, que amplia ainda mais o MCU, enquanto introduz uma nova geração de heróis – os Jovens Vingadores.












