Reese Witherspoon e Kerry Washington vão estrelar e produzir nova série dramática
A atriz Reese Witherspoon (série “Big Little Lies”) e Kerry Washington (“Scandal”) vão estrelar e produzir uma série baseada no livro “Little Fires Everywhere”, de Celeste Ng. A própria Reese fez o anúncio, ao lado da escritora, num vídeo disponibilizado no Facebook. Veja abaixo. Segundo a revista The Hollywood Reporter, a produtora Hello Sunshine, de Witherspoon, está negociando a exibição do projeto com diversas emissoras e serviços de streaming, num verdadeiro leilão de propostas. Além de produzir “Big Little Lies” no canal pago HBO, a empresa já emplacou três séries na vindoura plataforma da Apple. A trama de “Little Fires Everywhere” acompanha duas famílias distintas que se aproximam devido aos filhos, numa comunidade rica de Shaker Heights, Ohio, durante os anos 1990. A adaptação está a cargo da roteirista-produtora Liz Tigelaar, criadora da série “Life Unexpected”, que também será a showrunner da série. O livro será publicado no Brasil em maio sob o título “Pequenos Incêndios por Toda Parte”, pela editora Intrínseca.
Trailer legendado promete que tudo vai piorar na 2ª temporada de Desventuras em Série
A Netflix divulgou o pôster nacional e o trailer legendado da 2ª temporada de “Desventuras em Série” (Lemony Snicket’s A Series Of Unfortunate Events), que promete que tudo ficará ainda pior para os orfãos Violet (Malina Weissman), Klaus (Louis Hynes) e o bebê Sunny Baudelaire. Desta vez, eles vão parar num colégio interno, com um diretor que não gosta de pequenos órfãos. A série é baseada nos livros homônimos escritos por Daniel Handler sob o nome Lemony Snicket, que mostram como os irmãos Baudelaire enfrentam provações, tribulações, infortúnios e um tio maldoso que quer se apoderar de sua fortuna. Tudo isso enquanto buscam descobrir o segredo da morte de seus pais. Neil Patrick Harris vive o tio vilão Conde Olaf e a nova temporada contará com as participações de Nathan Fillion (série “Castle”), Tony Hale (série “Veep”), Sara Rue (série “Bones”), Lucy Punch (“Professora sem Classe”) e Roger Bart (série “Revenge”). Embora a plataforma não divulgue seus dados, a Symphony Advanced Media, empresa que usa um mecanismo de reconhecimento de dados através de celulares de usuários registrados, revelou que a 1ª temporada de “Desventuras em Série” foi um dos maiores sucessos da Netflix. Criada pelo roteirista Mark Hudis (série “True Blood”), a série tem produção e direção do cineasta Barry Sonnenfeld (“A Família Addams”, “Os Homens de Preto”). A 2ª temporada estreia em 30 de março – e a série já garantiu seu terceiro ano de produção, que deve ser o último da trama. O ator Neil Patrick Harris, que além de estrelar também produz “Desventuras em Série”, revelou que a série terá apenas três temporadas.
Série Titans completa elenco da Patrulha do Destino
A DC Entertainment completou o elenco de intérpretes da Patrulha do Destino, grupo de heróis que fará participação na vindoura série “Titans”, sobre os quadrinhos dos Novos Titãs. Os atores Jake Michaels (visto num episódio de “Designated Survivor”) e Dwain Murphy (em dois episódios de “Star Trek: Discovery”) vão viver, respectivamente, Cliff Steele, o Homem-Robô, e Larry Trainor, o Homem-Negativo. Ambos eram originalmente pilotos, que viraram heróis após sofrerem acidentes. Cliff Steele era um piloto de corridas que teve seu cérebro transplantado para um corpo de metal, após sofrer um grave acidente nas pistas. Já Larry Trainor era um piloto de testes da Força Aérea que entrou em contato com uma estranha energia radioativa durante um acidente de avião. Ele pode projetar-se fora de seu corpo, voar e muito mais, mas precisa se manter coberto por bandagens para evitar a propagação de sua radioatividade. Eles se juntam a April Bowlby (a Kandi da série “Two and a Half Men” e a Stacy de “Drop Dead Diva”), que viverá Rita Farr, a Mulher-Elástica, e Bruno Bichir (série “Narcos”), intérprete do líder da Patrulha, o Dr. Niles Calder, conhecido justamente como Chefe. A Patrulha do Destino é considerado os X-Men da DC Comics, mas o mais correto, pela ordem de lançamento, seria chamar os X-Men de Patrulha do Destino da Marvel. Os heróis criados pelos roteiristas Arnold Drake, Bob Haney e o artista Bruno Premiani chegaram às bancas três meses antes de Stan Lee e Jack Kirby introduzirem os X-Men em 1963. A participação desses personagens na série deve servir para introduzir Mutano (Ryan Potter, de “Supah Ninjas”) entre os Titãs. Como os fãs dos quadrinhos sabem, Garfield Logan fazia parte da Patrulha do Destino antes de entrar no time dos heróis adolescentes. Ele era, inclusive, filho adotivo de Rita Farr e seu marido Steve Dayton (Mento). O episódio que introduzirá a Patrulha foi escrito por Geoff Johns e deve ter relação com este fato, já que Mutano é um dos personagens fixos da produção. Chefão da DC Entertainment e cocriador da série “The Flash”, Johns é também um dos criadores de “Titans”, ao lado do roteirista Akiva Goldsman (dos fracassos “Transformers: O Último Cavaleiro” e “A Torre Negra”) e o produtor Greg Berlanti, responsável pelas séries de super-heróis da DC Comics na rede CW. Segundo a sinopse da atração, a história gira em torno de Robin (Brenton Thwaites, de “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”), que sai da sombra de Batman para se tornar o líder de um grupo destemido de novos heróis, incluindo Estelar (Anna Diop, da série “24: Legacy”), Ravena (Teagan Croft, da novela “Home and Away”) e o mencionado Mutano. Além deles, Rapina (Alan Ritchson, da série “Blood Drive”) e Columba (Minka Kelly, da série “Friday Night Lights”) também farão participações recorrentes. A produção está sendo concebida para inaugurar a “Netflix” da DC Comics, um serviço de streaming só com produções dos quadrinhos da editora da Liga da Justiça. Ainda não há previsão para a estreia.
Luke Cage ganha novas fotos e teaser legendado com data de estreia da 2ª temporada
A Netflix divulgou três novas fotos e o primeiro teaser da 2ª temporada de “Luke Cage”. A prévia traz o herói vivido por Mike Colter invocado, enumerando seus poderes ao som de “I Ain’t No Joke”, um dos maiores clássicos do hip-hop, lançado pela dupla Eric B & Rakim em 1987. Curtinho, o objetivo do vídeo é apenas divulgar a data de estreia dos próximos capítulos: 22 de junho. Já as imagens oficiais mostram confrontos com gângsteres e o braço biônico de Misty Knight (Simone Missick) em ação. Vale lembrar que anteriormente, fotos já tinham revelado a participação de Danny Rand (Finn Jones), o Punho de Ferro. Os dois personagens se conheceram na minissérie “Os Defensores”, mas nos quadrinhos da Marvel têm uma parceria antiga, que os levou a dividir uma agência de heróis de aluguel e até a mesma revista, entre 1972 e a morte de Punho de Ferro em 1986. Morreu, mas já está bem, ressuscitou e voltou a trabalhar com Luke Cage numa minissérie em 2011 e numa nova revista em 2016. Ainda não há detalhes sobre a participação de Rand/Punho de Ferro na trama, mas pode ter relação com o fato dele ser dono do hospital que tratou de Misty Knight, após ela ter o braço amputado no final de “Os Defensores”. Nos quadrinhos, é Tony Stark quem desenvolve o braço biônico da personagem.
Trailer legendado de Perdidos no Espaço revela muitas diferenças da série clássica dos anos 1960
A Netflix divulgou o pôster nacional e o trailer completo legendado de “Perdidos no Espaço”. A prévia revela diversas diferenças em relações à série clássica. Além do Dr. Smith ser uma mulher, como antecipado, houve uma mudança na origem do Robô, que os roteiristas resolveram tornar alienígena. O tom dramático também destoa dos episódios mais leves dos anos 1960 e parece substituir o monstro da semana por desafios de sobrevivência num ambiente desconhecido e hostil. Para quem esqueceu, ou é muito jovem para saber, “Perdidos no Espaço” é uma versão sci-fi do clássico literário juvenil “A Família Robinson”, história de uma família que naufraga numa ilha deserta, escrita pelo pastor suíço Johann David Wyss em 1812. Na série criada em 1965 pelo lendário produtor Irwin Allen (o mesmo de “Viagem ao Fundo do Mar”, “Túnel do Tempo” e “Terra de Gigantes”), a ilha foi substituída por outro planeta. A trama original se passava em 1997 – o futuro da época – , no começo do programa de colonização espacial dos Estados Unidos, com o envio da família Robinson em uma viagem de 5 anos e meio para fundar a primeira base espacial humana num planeta de outro sistema solar, na constelação da estrela Alpha Centauri. Porém, o espião Dr. Zachary Smith (o papel da vida de Jonathan Harris) sabotava a missão, levando a nave Júpiter 2 a sair da rota e ficar perdida no espaço. Até, eventualmente, chegar num planeta desconhecido. A nova versão da série vai trazer Toby Stephens (série “Black Sails”) como John Robinson, Molly Parker (série “House of Cards”) como Maureen Robinson, o menino Maxwell Jenkins (série “Sense8”) como Will, a adolescente Taylor Russell (série “Falling Skies”) como Judy, Mina Sundwall (“O Plano de Maggie”) como Penny, o argentino Ignacio Serricchio (série “Bones”) como o navegador Don West e Parker Posey (“O Homem Irracional”) como a Dra. Smith. As maiores mudanças em relação ao casting original ficaram por conta da troca de sexo do vilão Dr. Smith, imortalizado por Jonathan Harris, e a inclusão de um latino (Serricchio) e uma mulher negra (Russell) na tripulação. Por sinal, Don e Judy formavam um casal na série clássica. O remake foi escrito por Matt Sazama e Burk Sharpless, autores dos filmes “Dracula – A História Nunca Contada” (2014), “O Último Caçador de Bruxas” (2015) e “Deuses do Egito” (2016), um pior que o outro. Além deles, a atração terá produção de Zack Estrin, roteirista-produtor de “Prison Break” e criador da fraquíssima “Once Upon a Time in Wonderland”. A estreia está marcada para 13 de abril
Série Black Mirror é renovada para sua 5ª temporada
A Netflix anunciou a renovação da série “Black Mirror” para sua 5ª temporada. A novidade foi compartilhada no Twitter, por meio de um vídeo da série, que se encerra com o anúncio de que a atração “volta logo em seguida”. O anúncio não foi acompanhado de maiores detalhes, como a quantidade de episódios que constituirá a próxima temporada ou uma previsão de estreia para sua exibição. A série sci-fi britânica, criada por Charlie Brooker, teve seis episódios nas duas últimas temporadas, quando passou a ser produzida com exclusividade para a Netflix. Mas os dois primeiros anos foram feitos pelo Channel 4 britânico e tiveram, respectivamente, três e quatro episódios. Confira o anúncio abaixo. The future will be brighter than ever. pic.twitter.com/slVeg3VPd7 — Black Mirror (@blackmirror) March 5, 2018
Saiba onde ver e os detalhes polêmicos da transmissão do Oscar 2018
Evento mais importante de Hollywood, o Oscar 2018 será transmitido ao vivo por três canais no Brasil. Além disso, terá cobertura de seu tapete vermelho e promoção pelas redes sociais. A cerimônia vai acontecer no Dolby Theatre, em Los Angeles, com apresentação de Jimmy Kimmel, repetindo sua participação do ano passado, a partir das 22 horas (horário de Brasília). Mas a transmissão da Globo só começará depois do “BBB”, por volta da meia-noite, quando os vencedores das primeiras categorias, inclusive Melhor Ator e Atriz Coadjuvantes, já tiverem sido definidos. O programa terá apresentação e comentários dos jornalistas Maria Beltrão (da GloboNews) e Artur Xexéo (jornal O Globo), além da atriz Dira Paes (do filme “Redemoinho” e da novela “Velho Chico”). O canal pago TNT vai começar sua transmissão muito mais cedo, a partir das 20h30, com comentários e entrevistas do blogueiro Hugo Gloss e da top model Carol Ribeiro no tapete vermelho da premiação. A premiação começa as 22h com apresentação de Marina Person e comentários sobre os filmes, como sempre ferinos, a cargo do crítico Rubens Ewald Filho. A exibição terá tradução simultânea e opção de áudio original. O feed da transmissão também estará disponível pelo canal pago TBS, que pertence ao mesmo grupo, e por streaming, via aplicativo TNT Go. O tapete vermelho ainda contará com a tradicional cobertura do canal pago E!, que este ano também faz parte das notícias do evento por dois motivos polêmicos. O principal se deve a sua opção de manter na cobertura o apresentador Ryan Seacrest, acusado de assédio por sua ex-estilista. Mas o canal também enfrenta controvérsia por ter demitido uma produtora que colocou no ar, em outro tapete vermelho, críticas à diferença salarial entre seus funcionários homens e mulheres. As reclamações foram feitas ao vivo pelas atrizes Debra Messing e Eva Longoria, durante o Globo de Ouro, após denúncia e demissão da apresentadora do “E! News” Catt Sadler. Logo depois, a produtora responsável pela exibição, Aileen Gram-Moreno, perdeu o emprego. Por sinal, o E! vai dedicar praticamente o inteiro à premiação, com uma contagem regressiva com vídeos dos concorrentes. Suas entrevistas do tapete vermelho também começam mais cedo, a partir das 19h. Mas com um detalhe: acontecerão com atraso de 30 segundos para que o novo produtor responsável pela transmissão possa cortar qualquer comentário embaraçoso – e manter o emprego. Nas redes sociais, a cobertura oficial em português acontece no Twitter, numa parceria com a TNT. Já a cobertura em inglês ficará por conta do Facebook da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e da emissora americana ABC, que transmitirão ao vivo a chegada dos famosos ao Oscar. Ao final da premiação, o Oscar volta a ocupar a programação do E! com a cobertura batizada de “after party”, sobre as grandes festas de Hollywood patrocinadas pelos estúdios e mídia, frequentadas pelos vencedores.
Diretora de Mudbound defende que cinema é arte e não tamanho de tela no Spirit Awards 2018
A diretora Dee Rees, que recebeu o troféu Robert Altman no Spirit Awards 2018, fez um discurso para despertar discussões, durante seu agradecimento em nome da equipe de “Mudbound”. Distribuído pela Netflix, “Mudbound” tem despertado polêmica por concorrer a diversos prêmios de cinema, inclusive ao Oscar 2018. Mas para a cineasta, não há o que questionar. Ao listar toda a equipe técnica envolvida na criação de “Mudbound” e toda a arte conjurada pelo filme, ela demonstrou que não havia diferença na confecção da obra exibida por streaming dos longas projetados nos multiplexes. E arrematou: “Cinema não tem nada a ver com uma tela de smartphone, uma tela de televisão ou uma tela gigante de IMAX”. Em suma, cinema não é tela, é arte. “‘Mudbound’ é cinema”, ele decretou, sob aplausos efusivos da plateia formada por artistas independentes. E se, por enquanto, o Oscar tende a concordar com Dee Rees, já existe uma comissão da Academia com debates agendados sobre este tema, que pode chegar a uma conclusão diferente. Para o Festival de Cannes, por exemplo, a conclusão é que cinema é sim tela. Após exibir duas produções da Netflix sob protestos no ano passado, a organização do festival decidiu que filmes que não forem exibidos em circuito cinematográfico não poderão mais ser inscritos em seus próximos eventos. Afinal, é uma tela que define o que é cinema? Ou é tudo aquilo que Dees Rees cita em seu longo discurso – e que pode ser ouvido integralmente abaixo:
Filha de Uma Thurman e Ethan Hawke entra no elenco de Stranger Things
A jovem atriz Maya Hawke foi anunciada no elenco da 3ª temporada de “Stranger Things”. Com 19 anos, a filha dos atores Uma Thurman (“Kill Bill”) e Ethan Hawke (“Boyhood”) vai viver Robin, uma “garota alternativa”, seja lá o que isso significa. A definição dos produtores provavelmente tem a ver com o gosto musical da personagem, que também é descrita como alguém que odeia seu trabalho, mas fica animada quando descobre um segredo da cidade misteriosa. Sua introdução pode servir para desencalhar Steve (Joe Keery), personagem que surpreendeu os próprios autores, os irmãos Matt e Ross Duffer, ao evoluiu de coadjuvante desprezível para herói inesperado da série. Maya Hawke estreou como atriz na minissérie britânica “Little Women”, no ano passado. Além dela, a atriz Priah Ferguso, intérprete de Erica, a irmãzinha de Lucas (Caleb McLaughlin), foi promovido ao elenco central. A menina de 11 anos apareceu em quatro episódios da 2ª temporada e ganhou a admiração dos irmãos Duffer, que já tinham prometido lhe dar mais espaço. Ela vai se envolver na ação dos próximos episódios com “um exército” de amigos, segundo comunicado da Netflix, ajudando a salvar sua cidade de uma nova ameaça.
Ryan Kwanten vem ao Brasil promover sua nova série policial
O ator australiano Ryan Kwanten, que ficou conhecido ao interpretar Jason Stackhouse na série “True Blood”, vem ao Brasil divulgar sua nova série. Ele participará do evento Rio2C – RioContentMarket 2018 para lançamento de “The Oath”, série original da plataforma Crackle sobre o mundo secreto das gangues policiais. Além dele, o criador, produtor executivo e roteirista de “The Oath”, Joe Halpin (de “Hawaii Five-0”), também virá promover a estreia da atração. Os dois estarão no Rio de Janeiro no mesmo dia em que a Crackle disponibilizará a série, em 6 de abril. “The Oath” promete desvendar o submundo das organizações secretas formadas por policiais e documentar a vida daqueles que estão dispostos a arriscar tudo, para ter tudo. Além de Ryan Kwanten, a série é estrelada por Sean Bean (o Ned Stark de “Game of Thrones”), Katrina Law (a Nyssa al Ghul de “Arrow”), Arlen Escarpeta (o príncipe Ess de “The Magicians”), Elisabeth Röhm (a Allison Shaw de “The Last Ship”), Joseph Julian Soria (o Marco de “Animal Kingdom”) e Cory Hardrict (“Sniper Americano”).
Netflix anuncia que investirá US$ 8 bilhões em 700 produções originais em 2018
A Netflix anunciou nesta terça-feira (27/2) que planeja investir US$ 8 bilhões em 700 produções originais… apenas neste ano. As cifras elevadas foram reveladas pelo diretor financeiro da empresa, David Wells, em uma conferência em São Francisco. “Vamos continuar acrescentando conteúdo: está funcionando e gera crescimento”, defendeu o responsável pelas finanças da plataforma. A Netflix fechou 2017 com 117,6 milhões de assinantes em todo mundo, o que Wells considera pouco. “Há mais não-membros do que assinantes no mundo e essa é a nossa oportunidade”, afirmou o executivo, que tomou como parâmetro a existência estimada de 700 milhões de usuários globais “disponíveis” para o conteúdo da companhia. Para isso, estão sendo desenvolvidos produtos para vários países diferentes, desde o Brasil até o Líbano. Além do alto investimento em produções originais, a Netflix também vai aumentar os investimentos em marketing em mais de 50% neste ano. O objetivo é chamar ainda mais atenção para a plataforma. “Costumávamos acreditar que era melhor gastar com conteúdo, mas o marketing multiplica o valor que gastamos com conteúdo”, explicou o executivo sobre a decisão. Apesar do alto investimento em conteúdo original, David Wells afirma que a Netflix pretende continuar fazendo licenciamentos de filmes e séries já exibidos no cinema e na TV. “Não acho que vamos chegar a 100%, mas pode ser que passe dos 50%”, explicou sobre o crescimento do material exclusivo. Esta ênfase na produção de conteúdo original é a estratégia da plataforma para enfrentar ameaças a seus planos de domínio mundial, manifestadas pelo anúncio de novos serviços de streaming, em desenvolvimento por gigantes como Apple e Disney.
Apple anuncia série de suspense produzida e dirigida por M. Night Shyamalan
A Apple anunciou nesta terça-feira (27/2) ter contratado a produção de uma série de M. Night Shyamalan, diretor de “O Sexto Sentido” (1999) e “Fragmentado” (2016). A série, que ainda não tem nome, será um suspense psicológico. Shyamalan, que já produziu uma série fantástica, “Wayward Pines”, com duas temporadas na Fox, vai repetir a função no novo projeto, além de dirigir o primeiro episódio. A nova atração não teve sua premissa revelada, mas é uma criação de Tony Basgallop, criador da série inglesa “Hotel Babylon” e roteirista de “24 Horas: Viva Um Novo Dia”. O anúncio confirma a busca da Apple por séries desenvolvidas por nomes de prestígio do cinema. A empresa prepara o lançamento de seu novo serviço de streaming com atrações produzidas por Damien Chazelle (diretor de “La La Land”), Steven Spielberg (“The Post”) e Reese Whiterspoon (série “Big Little Lies”), entre outros. Ainda não há previsão de estreia para nenhum desses projetos.
Netflix vai produzir sua primeira série árabe, um terror sobre o “gênio da lâmpada”
A Netflix prepara sua primeira série original árabe. Intitulada “Jinn”, a produção libanesa é um terror adolescente sobre um grupo de amigos que tem suas vidas ameaçadas quando um ser sobrenatural, o Jinn do título, aparece para eles na forma de um adolescente na antiga cidade de Petra. Suas amizades e romances jovens serão testados enquanto as trevas ameaçam destruir o mundo. “Jinn” é criação do roteirista Bassel Ghandour, produtor assistente do premiado “Guerra ao Terror” e escritor de “O Lobo do Deserto”, indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira em 2016. Com direção do cineasta libanês Mir-Jean Bou Chaaya (“Very Big Shot”), a série terá seis episódios e começa a ser gravada na Jordânia no final do ano, para um lançamento na Netflix de todo o mundo em 2019. Criaturas da mitologia islâmica, jinns – às vezes referidos como “gênios” – marcam presença na cultura popular desde as “Mil e Uma Noites”, de onde saiu a fábula clássica de Aladim e o gênio da lâmpada, várias vezes filmada por Hollywood. Mas os jinns não costumam ser retratados como seres benevolentes como o dublado por Robin Williams na animação da Disney de 1992. Eles são mais parecidos com as criaturas malévolas do filme de terror “O Mestre Dos Desejos” (1997). “É muito comum no Oriente Médio que as pessoas conheçam alguém que tenha uma história de jinns, por isso é bom levar isso e transformá-lo em uma aventura adolescente divertida e misteriosa que todos podem desfrutar”, disse Ghandour, em comunicado. “Em um aspecto mais amplo, acho ótimo que a Netflix invista na região, o que pode representar uma virada. Temos uma cultura narrativa muita rica e, finalmente, poderemos desfrutar de conteúdo árabe com a qualidade da Netflix”. Erik Barmack, diretor internacional de séries da Netflix, completou o comunicado, dizendo: “Estamos muito felizes em trabalhar com tal variedade de talentos para lançar nossa primeira série original árabe no Oriente Médio. Estamos extremamente entusiasmados por trazer esta história para um público global e para celebrar a juventude e a cultura árabes. Mal podemos esperar para compartilhar mais detalhes no final deste ano”. “Jinn” é, na verdade, o segundo projeto da Netflix no Oriente Médio, após produzir o show de comédia stand-up “Adel Karam: Live From Beirut”, que deverá ser lançado em 1º de março.












