Santo: Série espanhola estrelada por Bruno Gagliasso ganha trailer intenso
A Netflix divulgou o trailer de “Santo”, thriller criminal espanhol estrelado pelo brasileiro Bruno Gagliasso (“O Sétimo Guardião”). A prévia tem clima intenso e apresenta o personagem-título como um mito ao estilo de Keyser Söze (personagem icônico de “Os Suspeitos”). Criada pelo espanhol Carlos López (“Tempos de Guerra”), a trama gira em torno da investigação de um narcotraficante brasileiro que ninguém nunca viu, mas todos conhecem pelo apelido de Santo. Notícias de que ele vai em Madri mobilizam a polícia espanhola e atraem o policial brasileiro Ernesto Cardona (Gagliasso). Ele acaba se juntando a Miguel Millán (Raúl Arévalo, de “Pecados Antigos, Longas Sombras”), formando uma dupla radicalmente oposta, que terá que aprender a colaborar entre si para resolver o caso e manter suas vidas seguras. A série policial, que teve gravações no Brasil e na Espanha, também é estrelada pelas espanholas Greta Fernández (“O Vazio do Domingo”), Iria del Río (“Elite”), a portuguesa Victoria Guerra (“Variações”) e o brasileiro Gustavo Lipsztein (“Travessia Mortal”), além de incluir o diretor Vicente Amorim (“A Divisão”) atrás das câmeras. A estreia vai acontecer em 16 de setembro.
Festival de Veneza começa com Netflix e clima de Oscar
O Festival de Veneza começa nesta quarta (31/9) sua 79ª edição com a ambição de equilibrar obras de streaming e do circuito de arte, numa iniciativa bem definida que tem consolidado o evento como o início para valer da temporada de premiações que culmina no Oscar. Nos últimos anos, vários filmes introduzidos nas sessões do Palazzo del Cinema acabaram ganhando tração junto à crítica e conquistando troféus da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA. E a programação de 2022 é uma das mais impressionantes do festival, com muitos diretores consagrados na disputa do Leão de Ouro. Por sua política de boa vizinhança com a Netflix, Veneza reuniu mais projetos hollywoodianos que o Festival de Cannes, que recusa produções de streaming. A diferença na seleção entre os dois festivais mais prestigiosos do mundo reforça que Cannes está sendo ultrapassado por Veneza como opção de lançamento mundial de grandes títulos e base de projeção para o Oscar. A competição abre oficialmente nesta quarta com a exibição de “Ruído Branco”, novo filme de Noah Baumbach estrelado por Adam Driver e Greta Gerwig, que assim se torna a primeira produção da Netflix a abrir um festival de primeira linha internacional. Baseado no romance homônimo de Don DeLillo (“Cosmópolis”), a produção americana é uma comédia absurda, horripilante, lírica e apocalíptica, que acompanha as tentativas de uma família americana dos anos 1980 para lidar com os pavores da vida cotidiana e a possibilidade de felicidade num mundo incerto. O clima é de desesperança, mas embora a família central esteja em fuga de um nuvem tóxica, o pânico que norteia a trama se deve a uma condição psicológica: um medo exagerado da morte, que acompanha cada passo do protagonista. Adam Driver vive o personagem principal, fazendo sua segunda parceria com Baumbach, após ser indicado ao Oscar por seu desempenho em “História de um Casamento” (2019). Na trama, ele é casado com Greta Gerwig, mulher do diretor do filme, que não atuava numa produção live-action desde “Mulheres do Século 20” (2016) – basicamente, desde que decolou como cineasta com “Lady Bird: A Hora de Voar” (2017). E a produção ainda inclui Don Cheadle (“Vingadores: Ultimato”), Raffey Cassidy (“Tomorrowland”), Jodie Turner-Smith (“Sem Remorso”), Alessandro Nivola (“Os Muitos Santos de Newark”) e seus filhos Sam e May Nivola, entre outros. Na competição pelo Leão de Ouro também está outra produção da Netflix: “Blonde”, de Andrew Dominik, que conta com Ana de Armas no papel de Marilyn Monroe. A lista de novos projetos de grandes cineastas que serão lançados no festival ainda inclui “Bones and All”, de Luca Guadagnino, “The Whale”, de Darren Aronofsky, “Bardo”, de Alejandro González Iñárritu, “The Son”, de Florian Zeller, “Tár”, de Todd Field, “The Eternal Daughter”, de Joanna Hogg, e “The Banshees of Inisherin”, de Martin McDonagh. Embora a maioria desses diretores não seja americana, todos trabalham em Hollywood e participam das premiações de cinema dos EUA. O mexicano Iñárritu, por sinal, tem até dois Oscars de Melhor Filme no currículo – “Birdman” (2016) e “O Regresso” (2016). A competição traz igualmente novos lançamentos dos italianos Emanuele Crialese, Gianni Amelio, Susanna Nicchiarelli e Andrea Pallaoro, dos franceses Roschdy Zem, Romain Gavras, Alice Diop e Rebecca Zlotowski, do japonês Koji Fukada, do argentino Santiago Mitre e dos iranianos Vahid Jalilvand e Jafar Panahi – o último está atualmente preso em seu país. O organizador Alberto Barbera, que se aproveita da presença da obra de Panahi para angariar simpatia política, prefere dizer que o evento é apolítico ao defender a exibição do último filme do sul-coreano Kim Ki-duk, morto em 2020 por covid-19, em meio a denúncias de abuso de atrizes em seus filmes. “Call of God” será apresentado fora de competição. Além dele, outros filmes americanos muito esperados farão suas estreias mundiais fora da competição no festival, como “Não Se Preocupe, Querida”, de Olivia Wilde, “Pearl”, de Ti West, e “Master Gardener”, de Paul Schrader. Na principal mostra paralela ainda destaca “A Noiva”, do diretor brasileiro Sérgio Tréfaut, que participa da competição da seção Horizontes. “A Noiva”, que realiza sua estreia mundial em Veneza no dia 9 de setembro, é uma ficção inspirada em histórias reais de meninas europeias que se casaram com jihadistas do Estado Islâmico, e foi filmada no Curdistão iraquiano. Não bastasse a programação cinematográfica, neste ano também serão apresentadas séries. Dois cineastas consagrados, Lars Von Trier e Nicolas Winding Refn, apresentarão seus novos projetos neste formato: “The Kingdom Exodus” e “Copenhagen Cowboy”, respectivamente. A exibição das dezenas de títulos programados nas mostras principais e paralelas também vai reunir uma constelação de estrelas no tapete vermelho. São esperadas as presenças de Harry Styles, Adam Driver, Timothée Chalamet, Hugh Jackman, Cate Blanchett, Tilda Swinton, Sadie Sink, Greta Gerwig, Ana de Armas, Penelope Cruz, Colin Farrell, (talvez) Florence Pugh e a veterana Catherine Deneuve, que será homenageada com um Leão de Ouro Honorário pela carreira. O Festival de Veneza 2022 vai acontecer até o dia 10 de setembro. Confira abaixo uma lista com alguns dos títulos da programação principal. Mostra Competitiva “Ruído Branco”, de Noah Baumbach “Il Signore delle Formiche”, de Gianni Amelio “The Whale”, de Darren Aronofsky “L’Immensita”, de Emanuele Crialese “Saint Omer”, de Alice Diop “Blonde”, de Andrew Dominik “Tár”, de Todd Field “Love Life”, de Koji Fukada “Bardo”, de Alejandro González Iñárritu “Athena”, de Romain Gavras “Bones and All”, de Luca Guadagnino “The Eternal Daughter”, de Joanna Hogg “Beyond the Wall”, de Vahid Jalilvand “The Banshees of Inisherin”, de Martin McDonagh “Argentina, 1985″, de Santiago Mitre “Chiara”, de Susanna Nicchiarelli “Monica”, de Andrea Pallaoro “No Bears”, de Jafar Panahi “All the Beauty and the Bloodshed”, de Laura Poitras “A Couple”, de Frederick Wiseman “The Son”, de Florian Zeller “Our Ties”, de Roschdy Zem “Other People’s Children”, de Rebecca Zlotowski Fora da Competição Closing Film: “The Hanging Sun”, de Francesco Carrozzini “When the Waves Are Gone”, de Lav Diaz “Living”, de Oliver Hermanus “Dead for a Dollar”, de Walter Hill “Call of God”, de Kim Ki-duk “Dreamin’ Wild”, de Bill Pohlad “Master Gardener”, de Paul Schrader “Siccita”, de Paolo Virzi “Pearl”, de Ti West “Não Se Preocupe, Querida”, de Olivia Wilde Fora da Competição (Não Ficção) “Freedom on Fire: Ukraine’s Fight for Freedom”, de Evgeny Afineevsky “The Matchmaker”, de Benedetta Argentieri “Gli Ultima Giorni Dell’Umanita”, de Enrico Ghezzi, Alessandro Gagliardo “A Compassionate Spy”, de Steve James “Music for Black Pigeons”, de Jorgen Leth and Andreas Koefoed “The Kiev Trial”, de Sergei Loznitsa “In Viaggio”, de Gianfranco Rosi “Bobby White Ghetto President”, de Christopher Sharp and Moses Bwayo “Nuclear”, de Oliver Stone Fora da Competição (Séries) “The Kingdom Exodus”, de Lars von Trier “Copenhagen Cowboy”, de Nicolas Winding Refn
Netflix revela sua versão de “O Resgate na Caverna Tailandesa”
Depois de render documentário e filme dramático, o resgate na caverna tailandesa agora vai virar série. A Netflix divulgou o pôster e o trailer da produção, que se chama, claro, “O Resgate na Caverna Tailandesa”. A produção conta a história real do salvamento de 12 jovens jogadores de futebol tailandeses e seu treinador de uma caverna inundada. O incidente de 2018 chamou atenção de todo o mundo e atraiu mais de 10 mil voluntários, que se uniram a um grupo internacional de especialistas para organizar e executar um dos resgates mais ousados e perigosos de todos os tempos. Com locações na Tailândia, as gravações da série acontecerem nas casas onde viviam os meninos resgatados na vida real e na própria caverna da inundação. O elenco também é totalmente tailandês e o nome mais conhecido é do ator Papangkorn Lerkchaleampote. O intérprete do técnico dos meninos participou da série “The Stranded”, da Netflix, e morreu em março aos 25 anos. A série foi desenvolvida por Michael Russell Gunn (“Billions”) e Dana Ledoux Miller (“Narcos”), tem direção de Baz Poonpiriya (“One for the Road”) e Kevin Tancharoen (“O Livro de Boba Fett”), e conta com produção-executiva do cineasta Jon M. Chu (“Em um Bairro de Nova York”). Chu chegou a considerar fazer um filme dessa história, mas Ron Howard (“Han Solo: Uma História Star Wars”) saiu na frente, lançando “Treze Vidas” em 5 de agosto na plataforma Prime Video, da Amazon. Só que enquanto o longa contou a história sob a perspectiva da equipe de resgate, a série da Netflix será uma narrativa centrada nos meninos. “O Resgate na Caverna Tailandesa” estreia em 22 de setembro.
Erika Januza teve medo de subir a Rocinha fardada em “Arcanjo Renegado”
A atriz Erika Januza confessou ter sentido medo durante as gravações da 2ª temporada de “Arcanjo Renegado”, que estreou na quinta (25/8) na Globoplay. Sua personagem, Sarah, se transforma em policial militar nos novos episódios e, numa das cenas, precisa subir o morro da favela da Rocinha. Este contato direto com a realidade carioca levou a mineira de Contagem a refletir. “Isso me marcou muito. Era um incômodo. Uma cena de tiroteio, de ficção, num lugar em que as pessoas passam por isso de verdade”, contou em entrevista ao OstaLab, de Otaviano Costa. “O que me deixou temerosa foi subir fardada. Até entenderem que era uma gravação, as pessoas nos olhavam como se perguntassem: ‘o que eles estão fazendo aqui’? Elas olhavam pra gente, mas não era com uma cara boa”, desabafou. Passado o susto inicial, porém, a recepção se tornou bastante positiva, com muitas pessoas se amontoando para acompanhar as gravações. Um dos atrativos do público foi a participação da cantora Ludmilla, que entrou no elenco como Diana, uma nova policial da trama. “E ela arrasou, viu? Concentrou-se, pediu algumas dicas, mas ela foi muito bem, foi muito elogiada pelos diretores”, contou a atriz, revelando, ainda que Ludmilla “improvisava, fazia coisas geniais”. Erika Januza também confirmou a renovação da série. “A 3ª temporada de ‘Arcanjo Renegado’ já está escrita e vem aí. E, se tudo der certo, Ludmilla vem junto comigo”, disse. Além da série policial criada por José Junior (fundador do grupo cultural AfroReggae e autor também de “A Divisão”), a atriz faz parte do elenco de “A Magia de Aruna”, série infantil da Disney+ prevista para 2023, em que vive uma bruxa, junto com Giovanna Ewbank e Cleo Pires. Ela revelou que recebeu uma cartinha divertida da produção da Disney durante as gravações. “Dizia: ‘você se tocou que agora pertence ao clã das bruxas da Disney?’ Eu não tinha me tocado!”
Ney Lima reclama de prejuízo por “desconvite” de A Fazenda: “Me queimei com a Netflix”
O ator Ney Lima, intérprete de Cezinha na série “A Sogra que Te Pariu”, da Netflix, botou a boca no mundo para reclamar da rede Record nesta terça (30/8). Ele acusa a emissora de lhe dar um prejuízo financeiro e profissional por induzi-lo a acreditar que estaria em “A Fazenda 14” e excluí-lo após ele ter passado por várias fases e quase ir para o pré-confinamento. O ator e influenciador digital afirmou que fez um ensaio fotográfico com o tema do reality rural, comprou roupas novas, mudou a agenda de trabalho e ainda teve uma consulta com a psicóloga da emissora. Ele também encurtou sua participação na série da Netflix para encaixar o programa da Record em sua agenda. “Terçou com T de tombada pelo bispo”, alfinetou o humorista nas redes sociais, em referência a Edir Macedo, dono da emissora. Ele deu detalhes do que aconteceu numa sequência de Stories no Instagram. Segundo Lima, os organizadores de ‘A Fazenda’ o teriam procurado em julho e ele passou por duas entrevistas, uma via mensagem de texto e outra online. Após a assessoria de Lima dar certeza de que ele participaria da atração, o ator falou com a Netflix para diminuir sua participação e adiantar as cenas de seu personagem na 2ª temporada de “A Sogra que Te Pariu”. “Acreditando e emocionada, gravei e participei só de cinco episódios por conta disso. Fizemos um acordo. E quando foi essa semana, passei pela psicóloga. Quem passa pela psicóloga, pelo que me falam, o pessoal que já foi, é porque já é babado. Já está encaminhado e tudo bem. No dia que eu estava na praia [disseram]: ‘Não rolou’. Eu perguntei: ‘Como assim não rolou?'”, relatou ele, indignado. “Falaram assim ‘apareceu outra pessoa com o mesmo perfil que você, e não rolou’. Amor? Chocada fiquei. Mais de R$ 20 mil que eu gastei só de roupa, as botas que eu encomendei”, revoltou-se. Num dos vídeos, Lima mostrou várias botas que havia comprado para usar no reality show. “Acham que eu estou de brincadeira? Mais de R$ 3 mil de botas. Imaginem só”. O pior foi seu problema com série, avalia. “Eu abri mão da Netflix, que é um projeto mundial, pela Record TV. Me queimei com a Netflix…” Após o desabafo, o humorista publicou no Instagram as fotos do ensaio, que custou R$ 1.500. “A vaqueira que o bispo nunca vai ter” e “era CowGay” foram algumas das legendas que ele usou para cutucar a Record. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por NEY LIMA🍍 (@neylima) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por GOSSIP DO DIA (@gossipdodia)
José Padilha processa produtor de “Narcos” por desviar milhões de dólares
O cineasta brasileiro José Padilha (“Tropa de Elite”) está processando o produtor e showrunner da série “Narcos”, Eric Newman. No processo aberto na sexta (26/8) na Corte Superior de Los Angeles, Padilha alega que o produtor está ocultando milhões de dólares gerados pela série que ele desenvolveu para a Netflix. O acordo de Padilha lhe dá direito a metade de toda a receita gerada pela atração, incluindo o dinheiro de auditorias e bônus dado pela empresa Gaumont Television. “Apesar de ter voluntariamente aceitado a confiança depositada nele pelos Autores, e em violação desta relação de confiança, Newman (tanto individualmente quanto em nome da sua produtora Spahn Ranch) fez com que os lucros de ‘Narcos’ fossem pagos única e diretamente aos Réus, sem fazer com que os Autores soubessem que essas receitas de ‘Narcos’ foram recebidas pelos réus”, afirma a queixa apresentada no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles. Em outras palavras, o produtor recebeu sozinho toda a renda de “Narcos” e não avisou para Padilha que havia recebido mais dinheiro (sendo que metade desse dinheiro seria de Padilha). Entretanto, o contrato dos dois prevê que “cada parte receba uma quantidade igual de Receitas Brutas em todos os momentos”. O argumento apresentado por Padilha é de que o contrato foi escrito de tal maneira que o valor pago a Newman pela Gaumont não é totalmente transparente. Segundo ele, Newman recebeu vários milhões em receitas que não foram relatadas. “Dado que eles eram sócios, os Autores confiaram que os Réus eram leais, e não negociavam em favor de si próprios, não tomavam qualquer ação que interferisse no direito dos Autores de receber sua parte de toda e qualquer receita, renda e produto da exploração da série, e prestariam as contas oportunas, precisas e completas de todas as receitas geradas e despesas incorridas na exploração da série”, afirma o processo. Padilha não é a única pessoa que entrou com processo pelos lucros de “Narcos”. A executiva Katie O’Connell Marsh processou a Gaumont em 2018 por quebra de contrato, afirmando que não recebeu a sua parte das receitas brutas geradas pelas séries “Narcos”, “Hannibal”, “Hemlock Grove” e “F Is for Family”. Um julgamento deve começar em dezembro. Lançada em 2015, “Narcos” teve um total de três temporadas e também rendeu um derivado, “Narcos: Mexico”.
Ben Kingsley vai reprisar papel de “Homem de Ferro 3” na série do herói Magnum
O ator Ben Kingsley vai reprisar o papel de Trevor Slattery, introduzido em “Homem de Ferro 3” (2013), na vindoura série do herói Magnum (Wonder Man), desenvolvida para o serviço de streaming Disney+. Slattery era um ator fracassado que foi contratado para interpretar o papel do vilão Mandarim em vídeos ameaçadores, a mando do vilão Aldrich Killian (Guy Pearce). Depois disso, o personagem foi visto no curta-metragem “All Hail the King” (2014), que o mostrou sendo libertado da prisão por um dos associados do verdadeiro Mandarim, e mais recentemente em “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” (2021), quando foi encontrado por Shang-Chi, o filho do Mandarim. Produzida por Destin Daniel Cretton (diretor de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), “Wonder Man” (título original) ainda não tem previsão de estreia. O herói da série não é dos mais famosos, mas possui uma trajetória bastante interessante. Criado em 1964 por Stan Lee, Jack Kirby e Don Heck, Simon Williams (a identidade de Magnum) surgiu como capanga do Barão Zemo, mas foi reconfigurado nos anos 1970 como herói (e um dos Vingadores), até passar a usar sua superforça para trabalhar como dublê e astro de filmes de ação de Hollywood. Enquanto estava nos Vingadores, o personagem também desenvolveu fortes laços com Visão e Wanda, a Feiticeira Escarlate. Histórias chegaram a sugerir que Magnum e Visão era praticamente irmãos. Ele ainda desenvolveu sentimentos por Wanda, depois que o Visão foi desmantelado. Ainda não está claro qual fase do personagem a série da Disney+ vai abordar. Mas vale lembrar que “Guardiões da Galáxia Vol. 2” chegou a filmar – e posteriormente descartar – uma cena cheia de pôsteres de cinema em que o ator Nathan Fillion (“Castle”, “The Rookie”) aparecia como o astro Simon Williams. Fillion acabou encarnando o personagem apenas como dublador, na série animada “M.O.D.O.K” – que não faz parte oficialmente do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Ben Kingsley tem diversos projetos prestes a estrear, entre eles a fantasia “A Escola do Bem e do Mal”, que chega em 21 de outubro na Netflix, e o drama “Dalíland”, cinebiografia do pintor Salvador Dalí, que fará a sua première no Festival de Toronto.
“Inventando Anna” rende processo de difamação contra Netflix
A Netflix está envolvida em um processo de difamação por causa da sua minissérie “Inventando Anna”. O processo foi movido por Rachel Williams, que aparece como uma personagem na série, retratada como uma aproveitadora que traiu a melhor amiga em benefício próprio. Segundo Williams, a Netflix deturpou a sua representação. “Inventando Anna” foi criada por Shonda Rhimes (criadora de “Grey’s Anatomy”) e narra a história real da vigarista Anna Delvey (também conhecida como Anna Sorokin). Na série, a protagonista consegue se infiltrar na alta sociedade de Nova York afirmando ser uma herdeira alemã e comete fraudes milionárias como forma de financiar o seu estilo de vida. A atração se define da seguinte maneira: “Esta história é completamente verdadeira. Exceto pelas partes que são totalmente inventadas”. E, aparentemente, a personagem de Williams entrou na lista dessas invenções. Williams trabalhou como editora de fotos na revista Vanity Fair e publicou um artigo sobre o tempo que passou com Sorokin. Mas ela alega que sua representação na minissérie se difere da realidade. Alexander Rufus-Isaacs, advogado de Williams, aponta uma entrevista de Shonda Rhimes, na qual ela supostamente admite aquilo que o processo está afirmando. “Queríamos saber o que estávamos inventando”, disse Rhimes na entrevista. “Nós não queríamos inventar coisas só por inventar. Queríamos intencionalmente ficcionalizar momentos em vez de apenas acidentalmente ficcionalizá-los”. Em outra entrevista ao The Hollywood Reporter, Rhimes admitiu que “houve coisas que inventamos porque precisavam ser inventadas para fazer a história realmente engrenar e ser o que deveria ser.” A atriz Katie Lowes, que interpreta Williams na minissérie, também disse durante uma entrevista que sua personagem quer agradar as outras pessoas. “Ela é jovem, ingênua e teve uma vida privilegiada. Não acho que isso seja necessariamente verdade para a Rachel Williams da vida real; eu acho que isso é verdade para a personagem que Shonda escreveu e para o que Shonda precisava que a personagem fosse na série.” O advogado de Williams afirma que declarações como estas constituem uma admissão. Para ele, a Netflix sabia que as ações da personagem eram falsas, mas ainda assim optou por retratá-la como a vilã da história, inclusive usando o nome de Williams. Entretanto, o processo não cita nem Rhimes nem a produtora Shondaland. O alvo é a própria Netflix. “Esta ação vai mostrar que a Netflix tomou uma decisão deliberada para fins dramáticos ao mostrar Williams fazendo ou dizendo coisas na série que a retratam como uma pessoa gananciosa, esnobe, desleal, desonesta, covarde, manipuladora e oportunista”, afirma a queixa, apresentada no tribunal federal de Delaware. Na minissérie, Williams aceita os presentes e as viagens de Sorokin, mas trai a sua amiga, entregando-a às autoridades assim que descobre que ela mentiu sobre sua fortuna. Na ação, Williams cita momentos específicos da minissérie, como as cenas em que um advogado força a personagem baseada nela a admitir que Sorokin sempre pagava a conta quando as duas saíam juntas. A intenção dessa cena é mostrá-la como uma aproveitadora. Mas Williams afirma que, na verdade, ela pagou a conta várias vezes e em outras ocasiões as duas dividiram. Em outro momento, Williams é mostrada abandonando Sorokin no Marrocos depois que o cartão de crédito de Sorokin foi recusado em um resort de luxo. Segundo Williams, ela havia dito a Sorokin antes da viagem que ela teria que voltar numa data específica porque já tinha agendado uma viagem de trabalho para França. “Williams não deixou de ser amiga de Sorokin porque Sorokin estava tendo problemas no Marrocos, mas porque ela posteriormente descobriu em seu retorno a Nova York que Sorokin era uma mentirosa e uma vigarista cujas declarações e promessas falsas haviam induzido Williams a incorrer em passivos de cerca de US$ 62 mil em nome de Sorokin, e ela só a reembolsou em US$ 5 mil, apesar das inúmeras promessas de reembolsar seus US$ 70 mil para compensar a dívida total e quaisquer taxas atrasadas”, afirma o processo. Williams terá uma longa batalha pela frente, já que, para que um processo de difamação seja bem sucedido, é preciso comprovar que as declarações difamatórias foram feitas com real intenção de malícia. Ou seja, é preciso que haja o conhecimento prévio de que as alegações feitas são falsas e de que houve a intenção de prejudicar a pessoa retratada. “A Netflix usou propositalmente meu nome real e aspectos reais da minha vida para criar uma caracterização totalmente falsa e difamatória de mim”, disse Williams em entrevista ao site The Hollywood Reporter. “A verdade importa e retratar pessoas reais requer uma responsabilidade real. Estou entrando com este processo para responsabilizar a Netflix por sua imprudência deliberada.” O advogado de Williams vai ainda mais longe, afirmando que a motivação de Netflix deve-se, em parte, ao fato de Williams ter vendido os direitos da sua matéria escrita para a Vanity Fair e do seu livro ainda não publicado para a HBO. “A razão pela qual tivemos que entrar com esse processo é porque a Netflix usou o nome real de Rachel e detalhes biográficos, e a fez parecer uma pessoa horrível, o que ela não é. O dano devastador à reputação dela poderia ter sido evitado se a Netflix tivesse usado um nome fictício e detalhes diferentes. Por que eles não fizeram isso por ela, quando fizeram por tantos outros personagens da série? Talvez o motivo tenha sido que ela escolheu jogar no outro time, ou seja, HBO.” Assista abaixo ao trailer de “Inventando Anna”.
Eugênio Derbez, do vencedor do Oscar “No Ritmo do Coração”, passa por cirurgia após acidente
O ator mexicano Eugenio Derbez, do filme vencedor do Oscar 2022 “No Ritmo do Coração”, será submetido a uma cirurgia complicada após sofrer um acidente. A informação foi divulgada pela esposa do ator, a atriz e cantora Alessandra Rosado, em um comunicado publicado na noite de segunda (29/8) em seu Instagram. Sem entrar em detalhes a respeito do acidente, Rosado afirmou que Derbez está bem, mas que as “lesões que ele sofreu são delicadas e exigirão que ele seja submetido a uma cirurgia complicada nas próximas horas”. Segundo ela, a recuperação será “longa e difícil” e exigirá “muitas semanas de descanso e reabilitação”. Rosado também agradeceu aos fãs pelo apoio e disse que sente que “todas as boas energias que estão nos enviando, com a ajuda de Deus, vão ajudar o Eugénio a recuperar em breve”. Derbez será visto em breve em “Acapulco”, série da Apple TV+ que ele produz e estrela. A 2ª temporada já foi inteiramente gravada e estreia em 21 de outubro. Ele também filmou “Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe”, que terá a sua première no Festival de Toronto. Devido à sua recuperação, Derbez não deve participar dos eventos de promoção dessas atrações. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alessandra Rosaldo (@alexrosaldo)
Joseph Gordon-Levitt entra na sequência de “Um Tira da Pesada”
A continuação de “Um Tira da Pesada” ganhou título oficial e acrescentou dois atores ao seu elenco: Joseph Gordon-Levitt (“Os 7 de Chicago”) e Taylour Paige (“Zola”). O quarto filme vai se chamar “Um Tira da Pesada: Axel Foley” (Beverly Hills Cop: Alex Foley). Eddie Murphy vai voltar ao papel de Alex Foley, o policial de Detroit que, até aqui, viajou três vezes a Los Angeles para resolver casos ao longo da franquia. Os papeis dos novos atores não foram divulgados. O projeto faz parte de um acordo firmado em 2019 entre a Netflix e a Paramount, e só chegou ao streaming depois que tentativas anteriores de relançar a franquia foram frustradas – desde o piloto de uma série rejeitada até um filme que seria dirigido por Adil El Arbi e Bilall Fallah (“Bad Boys para Sempre”) em 2016. “Um Tira da Pesada: Axel Foley” vai retomar a história interrompida há 28 anos. Os três primeiros filmes foram lançados em 1984, 1987 e 1994, respectivamente, e faturaram um total de US$ 735,5 milhões em todo o mundo. A continuação foi escrita por Will Beall (“Aquaman”) e tem direção de Mark Molloy, que assina seu primeiro longa-metragem após ganhar vários prêmios por seu trabalho em publicidade. Já a produção continua a cargo de Jerry Bruckheimer, responsável pela trilogia original. O projeto foi acelerado após Eddie Murphy estrelar com sucesso outra sequência de filme dos anos 1980, “Um Príncipe em Nova York 2”, que virou um dos filmes mais vistos da Amazon Prime Video, mas ainda não tem previsão de estreia.
Diretora de “Aves de Rapina” desenvolve série baseada no anime “Paprika”
O anime “Paprika” vai virar série live-action com produção e direção de Cathy Yan, a diretora de “Aves de Rapina”. Lançado em 2006, o longa animado foi o quarto e último trabalho do visionário diretor Satoshi Kon (“Padrinhos de Tóquio”) antes de sua morte prematura por câncer em 2010, aos 46 anos, e chamou atenção pela beleza e riqueza de detalhes, chegando a vencer seis prêmios internacionais. Embora o desenhos sejam inevitavelmente a principal lembrança de “Paprika”, a trama original foi publicada num romance de 1993 de Yasutaka Tsutsui (autor também de “A Garota que Conquistou o Tempo”). A história gira em de um dispositivo futurista usado por terapeutas para entrar nos sonhos de seus clientes, com o objetivo de tratar suas doenças psicológicas. Mas a tecnologia é roubada por um criminoso desconhecido, que passa a usar o dispositivo para controlar mentes. Uma terapeuta e sua equipe correm contra o tempo para identificar o ladrão e impedir uma tragédia. A produção está sendo desenvolvida para a Prime Video, plataforma de streaming de Amazon, e ainda não tem previsão de estreia. Confira abaixo o trailer do anime.
Jennifer Connelly vai estrelar nova série sci-fi
Jennifer Connelly vai continuar na ficção científica após o final da série “Expresso do Amanhã” (Snowpiercer). Ela fechou contrato para estrelar “Dark Matter”, uma trama de multiverso que será lançada em nove capítulos na plataforma de streaming Apple TV+. A produção é uma adaptação do livro homônimo de Blake Crouch, o autor de “Wayward Pines”, que está assinando o roteiro da nova série. A trama gira em torno de Jason Dessen, um físico, professor e pai de família que, enquanto caminha para casa nas ruas de Chicago, é sequestrado por uma versão alternativa de si mesmo. Quando tenta retornar à sua vida, ele se vê jogado num multiverso de realidades alternativas. Perdido num labirinto de dimensões alucinantes, ele faz de tudo para encontrar sua verdadeira família e salvá-la do inimigo mais aterrorizante e imbatível que consegue imaginar: ele mesmo. Dressen será vivido pelo ator Joel Edgerton (“Treze Vidas: O Resgate”) e Connelly vai interpretar sua esposa, Daniela. A atriz, que atualmente pode ser vista nos cinemas e em VOD no blockbuster “Top Gun: Marverick”, está encerrando seu trabalho em “Expresso do Amanhã”, que vai terminar em sua vindoura 4ª temporada – prevista para estrear em 2023.
Evan Rachel Wood é Madonna no trailer da biografia de “Weird” Al Yankovic
A plataforma americana Roku divulgou dois pôsteres e o primeiro trailer de “Weird: The Al Yankovic Story”, que traz Daniel Radcliffe (o Harry Potter) como o comediante “Weird Al” Yankovic. A prévia mostra que o filme é uma paródia de cinebiografias musicais, com vários clichês do gênero apresentados de forma exagerada. O que é perfeito para um artista que fez sucesso parodiando músicas. Quase tudo é invenção, como o relacionamento de Yankovic com Madonna, interpretada de forma tão convincente por Evan Rachel Wood (“Westworld”), que chega a roubar as cenas do vídeo. Conhecido por lançar clipes com versões engraçadinhas de músicas de sucesso, Yankovic virou o artista de comédia com mais discos vendidos de todos os tempos. Cinco vezes vencedor do Grammy, seu lançamento de 2014, “Mandatory Fun”, foi o primeiro álbum de comédia da história a estrear em 1º lugar na parada de discos da Billboard. O filme pseudobiográfico foi escrito pelo próprio Yankovic em parceria com Eric Appel. Os dois já tinha feito um curta em 2010 para o canal “Funny of Die” contando uma versão fictícia da vida do comediante, que na ocasião foi interpretado por Aaron Paul (“Breaking Bad”). Como fez no curta, Eric Appel também assina a direção o filme, que tem produção do Funny or Die. “Weird: The Al Yankovic Story” terá première no Festival de Toronto em setembro, antes na chegar na Roku em 4 de novembro. Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.












