Sindicato dos Diretores dos EUA divulga indicados a seu prêmio anual
O Sindicato dos Diretores de Hollywood (DGA em inglês) divulgou a lista dos indicados a sua premiação anual, DGA Awards. E desta vez apenas cineastas homens receberam indicações ao prêmio principal, de Melhor Direção em Longa-Metragem. Os indicados foram Todd Field (por “Tár”), Joseph Kosinski (“Top Gun: Maverick”), Martin McDonagh (“Os Banshees de Inisherin”), Steven Spielberg (“Os Fabelmans”) e a dupla Daniel Kwan & Daniel Scheinert (“Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo”). Geralmente, os indicados do DGA antecipam a lista de concorrentes ao Oscar da categoria. Num contraste gritante, o prêmio de Melhor Estreia na Direção foi quase todo dominado por mulheres: Alice Diop (“Saint Omer”), Audrey Diwan (“O Acontecimento”), Antoneta Alamat Kusijanovic (“Murina”), Charlotte Wells (“Aftersun”) e John Patton Ford (“Emily the Criminal”) – o único homem indicado na categoria. Os prêmios televisivos foram um pouquinho mais diversificados, com duas indicações femininas: Aoife McArdle (“Ruptura”) na categoria de Melhor Direção em Série de Drama e Amy Sherman-Palladino (“Maravilhosa Sra. Maisel”) em Melhor Direção em Série de Comédia. A competição de série dramática ainda conta com Jason Bateman (“Ozark”), Vince Gilligan (“Better Call Saul”), Sam Levinson (“Euphoria”) e Ben Stiller (“Ruptura”). E o prêmio de comédia inclui na disputa Tim Burton (“Wandinha”), Bill Hader (“Barry”), Christopher Storer (“O Urso”) e Mike White (“The White Lotus”). A cerimônia da 75ª edição do DGA Awards vai acontecer em 18 de fevereiro, no Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles. Confira abaixo a lista completa dos indicados. Melhor Direção em Longa-Metragem Todd Field (“Tár”) Joseph Kosinski (“Top Gun: Maverick”) Daniel Kwan & Daniel Scheinert (“Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo”) Martin McDonagh (“Os Banshees de Inisherin”) Steven Spielberg (“Os Fabelmans”) Melhor Direção de Estreia Alice Diop (“Saint Omer”) Audrey Diwan (“O Acontecimento”) John Patton Ford (“Emily the Criminal”) Antoneta Alamat Kusijanovic (“Murina”) Charlotte Wells (“Aftersun”) Melhor Direção em Documentário Sara Dosa (“Fire of Love”) Matthew Heinman (“Retrograde”) Laura Poitras (“All the Beauty and the Bloodshed”) Daniel Roher (“Navalny”) Shaunak Sen (“All That Breathes”) Melhor Direção em Série de Drama Jason Bateman (“Ozark”) Vince Gilligan (“Better Call Saul”) Sam Levinson (“Euphoria”) Aoife McArdle (“Ruptura”) Ben Stiller (“Ruptura”) Melhor Direção em Série de Comédia Tim Burton (“Wandinha”) Bill Hader (“Barry”) Amy Sherman-Palladino (“Maravilhosa Sra. Maisel”) Christopher Storer (“O Urso”) Mike White (“The White Lotus”) Melhor Direção em Telefilme ou Minissérie Eric Appel (“Weird: The Al Yankovic Story”) Deborah Chow (“Obi‑Wan Kenobi”) Jeremy Podeswa (“Station Eleven”) Helen Shaver (“Station Eleven”) Tom Verica (“Inventando Anna”) Melhor Direção em Programa Infantil Tim Federle (“Apresentando, Nate”) Bonnie Hunt (“Amber Brown”) Dean Israelite (“Clube do Terror”) Michael Lembeck (“Snow Day The Musical”) Anne Renton (“Best Foot Forward”) Melhor Direção em Programa de Variedades Paul G. Casey (“Real Time With Bill Maher”) Jim Hoskinson (“The Late Show with Stephen Colbert”) David Paul Meyer (“The Daily Show with Trevor Noah”) Liz Patrick (“Saturday Night Live”) Paul Pennolino (“Last Week Tonight with John Oliver”) Melhor Direção em Especial de Variedades Ian Berger (“The Daily Show with Trevor Noah Presents: Jordan Klepper Fingers the Globe ‑ Hungary for Democracy”) Hamish Hamilton (“Super Bowl LVI Halftime Show 2022”) James Merryman (“Norman Lear: 100 Years of Music and Laughter”) Marcus Raboy (“Mark Twain Prize 2022: Celebrating Jon Stewart”) Glenn Weiss (“The 75th Annual Tony Awards”) Melhor Direção em Reality Show Joseph H. Guidry (“The Big Brunch”) Carrie Havel (“The Go‑Big Show”) Rich Kim (“Lego Masters”) Michael Shea (“FBoy Island”) Ben Simms (“Running Wild with Bear Grylls”) Melhor Direção em Comercial Juan Cabral (“For All Life’s Moments, John Lewis”) Kim Gehrig (“Accessibility, Apple”) Craig Gillespie (“Hard Knocks, Apple Watch Series 7”) David Shane (“Detectives, iPhone 13 Pro”) Ivan Zachariáš (“Data Auction, iPhone”)
Conheça todos os vencedores do Globo de Ouro 2023
A cerimônia do Globo de Ouro 2023 virou a madrugada desta quarta (10/1) com apresentação do comediante Jarrod Carmichael em Los Angeles, nos EUA. Sem transmissão para o Brasil e boicotada por alguns astros importantes, a cerimônia dos melhores do cinema e da TV consagrou “Os Fabelmans”, de Steven Spielberg, e “Os Banshees de Inisherin”, de Martin McDonaugh, nas categorias de Melhor Filme de Drama e Comédia, respectivamente. Embora o Globo de Ouro não seja parâmetro para o Oscar, já que é votado por jornalistas estrangeiros que cobrem Hollywood, os dois filmes já vinham sendo premiados em vários eventos anteriores. “Os Fabelmans” venceu o Festival de Toronto e “Os Banshees de Inisherin” conquistou os prêmios de Melhor Roteiro e Ator (Colin Farrell) no Festival de Veneza. Os mesmos troféus foram entregues ao filme de Martin McDonaugh pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês). Já Spielberg conquistou também o prêmio de Melhor Direção, empatando com Clint Eastwood, Martin Scorsese, Oliver Stone, Milos Forman e David Lean numa lista dos cineastas mais premiados do evento em todos os tempos. Todos venceram três vezes. Além de Farrell como Melhor Ator de Comédia, o Globo de Ouro premiou Austin Butler (“Elvis”) como Ator de Drama, Michelle Yeoh (“Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”) como Atriz de Comédia, e Cate Blanchett (“Tár”) como Atriz de Drama. Com sua vitória, Blanchett também chegou ao terceiro Globo de Ouro da categoria, empatando como Meryl Streep, Ingrid Bergman e Jane Fonda no ranking das mais premiadas da HFPA. Outros destaques de cinema foram as vitórias de “Pinóquio por Guillermo del Toro” e da produção argentina “Argentina, 1985”, como Melhor Animação e Filme Internacional. Entre as produções de TV, “A Casa do Dragão” foi eleita a Melhor Série de Drama, “Abbott Elementary” a Melhor Comédia e “The White Lotus” a Antologia (ou Minissérie) do ano. “Abbott Elementary” acabou se destacando como a atração televisiva mais premiada da noite. Foram três troféus, incluindo Melhor Atriz e Ator Coadjuvante de Comédia para Quinta Brunson e Tyler James Williams. A premiação das séries de Comédia também consagrou Jeremy Allen White (“O Urso”) como Melhor Ator. Os prêmios de interpretação dramática ficaram com Kevin Costner (“Yellowstone”) e Zendaya (“Euphoria”), além de Julia Garner (“Ozark”) como Melhor Coadjuvante. Evan Peters (“Dahmer: Um Canibal Americano”) e Amanda Seyfried (“The Dropout”) foram os melhores protagonistas de Antologia/Minissérie, enquanto Paul Walter Hauser (“Black Bird”) e Jennifer Coolidge (“The White Lotus”) foram os principais coadjuvantes da categoria. Confira abaixo a lista completa com todos os vencedores. FILMES A look at this year's Golden Globe WINNER for Best Picture – Drama, @thefabelmans! What a FANTASTIC film 🎥✨ #GoldenGlobes pic.twitter.com/HAnoMQULT9 — Golden Globe Awards (@goldenglobes) January 11, 2023 .@banshees_movie WINS the award for Best Picture – Musical/Comedy! Congratulations on your big WIN tonight! 🥳 #GoldenGlobes pic.twitter.com/DLrvYVx5pr — Golden Globe Awards (@goldenglobes) January 11, 2023 MELHOR FILME DE DRAMA “Os Fabelmans” MELHOR FILME DE COMÉDIA OU MUSICAL “Os Banshees de Inisherin” MELHOR ATOR EM FILME DE DRAMA Austin Butler (“Elvis”) MELHOR ATRIZ EM FILME DE DRAMA Cate Blanchett (“Tár”) MELHOR ATOR EM FILME DE COMÉDIA OU MUSICAL Colin Farrell (“Os Banshees de Inisherin”) MELHOR ATRIZ EM FILME DE COMÉDIA OU MUSICAL Michelle Yeoh (“Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”) MELHOR ATOR COADJUVANTE EM FILME Ke Huy Quan (“Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM FILME Angela Bassett (“Pantera Negra: Wakanda Para Sempre”) MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO “Pinóquio” MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO-INGLESA “Argentina, 1985” (Argentina) MELHOR DIREÇÃO Steven Spielberg (“Os Fabelmans”) MELHOR ROTEIRO Martin McDonagh (“Os Banshees de Inisherin”) MELHOR TRILHA SONORA Justin Hurwitz (“Babilônia”) MELHOR CANÇÃO ORIGINAL “Naatu Naatu,” Kala Bhairava, MM Keeravani, Kala Bhairava, Rahul Sipligunj (“RRR”) SÉRIES CONGRATS on winning Best Drama Series, @houseofdragon! We're already dying to re-watch! ⭐️⭐️⭐️ #GoldenGlobes pic.twitter.com/yS58Ild2wo — Golden Globe Awards (@goldenglobes) January 11, 2023 A huge round of applause for your WIN for Best Musical/Comedy Series, @abbottelemabc! ✨🎞 Watch the #GoldenGlobes LIVE on NBC and Peacock! pic.twitter.com/eLQHT67ka5 — Golden Globe Awards (@goldenglobes) January 11, 2023 So excited to see The White Lotus take home the WIN for Best Limited Series, Anthology Series, or Television Motion Picture! 💛 Watch the #GoldenGlobes LIVE on NBC and Peacock! pic.twitter.com/n6pjumE1w7 — Golden Globe Awards (@goldenglobes) January 11, 2023 MELHOR SÉRIE DE DRAMA “A Casa do Dragão” MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA OU MUSICAL “Abbott Elementary” MELHOR MINISSÉRIE, ANTOLOGIA OU FILME PARA TV “The White Lotus” MELHOR ATOR EM SÉRIE DE DRAMA Kevin Costner (“Yellowstone”) MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA Zendaya (“Euphoria”) MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA OU MUSICAL Jeremy Allen White (“O Urso”) MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA OU MUSICAL Quinta Brunson (“Abbott Elementary”) MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE, ANTOLOGIA OU FILME PARA TV Evan Peters (“Dahmer: Um Canibal Americano”) MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE, ANTOLOGIA OU FILME PARA TV Amanda Seyfried (“The Dropout”) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA-MUSICAL OU DRAMA Julia Garner (“Ozark”) MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA-MUSICAL OU DRAMA Tyler James Williams (“Abbott Elementary”) MELHOR ATOR COADJUVANTE EM MINISSÉRIE, ANTOLOGIA OU FILME PARA TV Paul Walter Hauser (“Black Bird”) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM MINISSÉRIE, ANTOLOGIA OU FILME PARA TV Jennifer Coolidge (“The White Lotus”)
Spielberg vira um dos diretores mais premiados do Globo de Ouro
Ao vencer o Globo de Ouro como Melhor Diretor por “Os Fabelmans”, Steven Spielberg se juntou a Clint Eastwood, Martin Scorsese, Oliver Stone, Milos Forman e David Lean numa lista dos cineastas mais premiados do evento em todos os tempos. Todos venceram três vezes. Indicado 14 vezes, mais que qualquer outro, Spielberg conquistou sua terceira vitória na madrugada desta quarta (11/1), após vitórias anteriores por “A Lista de Schindler” em 1994 e “O Resgate do Soldado Ryan” em 1999. “Os Fabelmans” é baseado nas lembranças da juventude do diretor. Em seu agradecimento, ele explicou por que demorou tanto para contar sua história pessoal na tela grande e por que finalmente teve a coragem de fazê-lo. “Eu me escondo dessa história desde os 17 anos”, disse Spielberg. “Eu coloquei muitas coisas no meu caminho da história. Contei a história em partes e episódios durante toda a minha carreira. ‘ET’ tem muito a ver com a história, ‘Encontros Imediatos’ tem muito a ver com a história. Mas nunca tive coragem de bater de frente com a história. Até que Tony Kushner, quando estávamos trabalhando em ‘Munique’, que foi há muito tempo, sentou comigo e disse: ‘Comece a me contar sobre todas essas histórias que ouvi sobre sua vida’. E começamos uma conversa que durou toda a filmagem de ‘Munique’, ‘Lincoln’ e ‘Amor, Sublime Amor'”. Ele continuou: “Acho que tudo o que fiz até agora me preparou para finalmente ser honesto sobre o fato de que não é fácil ser criança, o fato de que todo mundo me vê como uma história de sucesso e todo mundo vê tudo nós da maneira como eles nos percebem com base em como obtêm informações, mas ninguém realmente sabe quem somos até que tenhamos coragem suficiente para contar a todos quem somos, e passei muito tempo tentando descobrir quando poderia contar essa história. E eu descobri quando fiz 74 anos, eu disse, ‘é melhor você fazer isso agora. É melhor você fazer isso agora!’ Estou realmente muito feliz por ter feito isso. Em sua vitória no Globo de Ouro de 2023, Spielberg superou James Cameron (“Avatar: O Caminho da Água), Daniel Kwan e Daniel Scheinert (“Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”), Baz Luhrmann (“Elvis”) e Martin McDonagh (“Os Banshees de Inisherin”).
Steven Spielberg lamenta impacto de “Tubarão” nos próprios tubarões
O cineasta Steven Spielberg (“Amor, Sublime Amor”) disse que se arrepende do impacto negativo que seu filme “Tubarão” (1975) teve na maneira como a população passou a enxergar tubarões. Durante participação no programa “Desert Island Discs”, da BBC, o diretor também lamentou que a obra tenha contribuído para a “dizimação na população de tubarões”. O assunto surgiu quando o diretor foi questionado sobre como se sentiria se estivesse em uma ilha deserta cercada por tubarões. “Essa é uma das coisas que ainda temo – não ser comido por um tubarão, mas que os tubarões estejam de alguma forma bravos comigo pelo frenesi que aconteceu depois de 1975, o que eu realmente, e até hoje, lamento: a dizimação da população de tubarões por causa do livro e do filme”, explicou ele. “Eu realmente, realmente me arrependo disso.” “Tubarão” foi responsável por transformar o figura do grande peixe em um verdadeiro monstro. E como o próprio Spielberg apontou, depois do lançamento do filme – que é baseado em um livro de Peter Benchley (1940-2006) -, disparou o número da “pescas esportivas” de tubarões. George Burgess, diretor do Programa de Pesquisa de Tubarões da Flórida definiu essa pesca esportiva como “uma corrida coletiva de testosterona” que “varreu a costa leste dos EUA”, exterminando os tubarões da região. “Milhares de pescadores partiram para pegar tubarões-troféu depois de assistirem a ‘Tubarão’”, disse ele à BBC. “Foi uma pesca de colarinho azul. Você não precisava ter um barco ou equipamento sofisticado – um Zé Ninguém poderia pescar peixes grandes e não havia remorso, pois havia essa mentalidade de que eles matavam homens.” O próprio Benchley, que escreveu o livro, também já se desculpou publicamente pelo seu papel na queda acentuada da população de tubarões. O escritor passou boa parte da sua vida após a publicação de “Tubarão” trabalhando em uma campanha para salvar os tubarões. “’Tubarão’ era inteiramente uma ficção”, disse ele ao London Daily Express em 2006. “Sabendo o que sei agora, nunca poderia escrever esse livro hoje.” “Os tubarões não têm como alvo os seres humanos e certamente não guardam rancor”, continuou ele. “Não existe tubarão devorador de homens com gosto por carne humana. Na verdade, os tubarões raramente dão mais de uma mordida nas pessoas, porque somos muito magros e pouco apetitosos para eles.” Ainda que se arrependa das consequências negativas do seu filme, Spielberg se orgulha da maneira como conseguiu contornar os problemas de produção – especificamente, o tubarão mecânico que não funcionava direito – e usar esses problemas a seu favor. Ele credita o cineasta Alfred Hitchcock (“Psicose”) por tê-lo inspirado a chegar a soluções criativas e criar suspense na trama. “Eu tive que ser engenhoso para descobrir como criar suspense e terror sem ver o próprio tubarão”, disse ele. “Hitchcock fazia isso e acho que Hitchcock foi um tremendo guia para mim na maneira como ele era capaz de assustá-lo sem que você realmente visse nada”. Spielberg disse ainda que “foi uma sorte que o tubarão continuasse quebrando. Foi minha sorte e acho que foi sorte do público também, porque é um filme mais assustador sem vermos tanto do tubarão”. O cineasta dirigiu recentemente o drama autobiográfico “Os Fabelmans”, seu primeiro filme premiado num festival – venceu o Festival de Toronto – , que chega aos cinemas brasileiros em 9 de fevereiro. Assista abaixo ao trailer de “Tubarão”.
Diretor de “Minari” fará sequência do filme de catástrofe “Twister”
O diretor Lee Isaac Chung, indicado ao Oscar por “Minari” (2020), abriu negociações para dirigir a sequência do filme de catástrofe “Twister” (1996) para a Universal Pictures e Amblin Entertainment. O filme original foi um grande sucesso e trazia Helen Hunt e Bill Paxton como dois “caçadores de tempestades” (e também um ex-casal) que se juntam para perseguir tornados — a intenção é implementar um sistema avançado de alerta climático, que só funciona se colocado no caminho de tempestades devastadoras. Paxton já não pode mais viver o personagem do filme, pois morreu em 2017. O longa original foi dirigido pelo holandês Jan de Bont logo depois do blockbuster “Velocidade Máxima” (1994) e seu roteiro foi assinado pelo autor de best-sellers Michael Crichton, que teve vários sucessos literários levados para as telas, entre eles “Jurassic Park” e “Westworld”. O roteiro da sequência foi escrito por Mark L. Smith (“O Regresso”) e o produtor será o mesmo do filme original, ninguém menos que Steven Spielberg. De acordo com fontes do Deadline, a trama se focaria na relação da estrela original, Helen Hunt, com a filha que ela teve com o personagem interpretado pelo falecido Bill Paxton. A jovem também teria se tornado uma caçadora de tempestade destemida.
Filha de Steven Spielberg vai estrear como cineasta
Destry Allyn Spielberg, filha do veterano cineasta Steven Spielberg (“Os Fabelmans”), está seguindo o caminho do pai. Ela foi contratada para dirigir seu primeiro longa-metragem. Intitulado “Four Assassins (And A Funeral)”, o filme foi escrito por Ryan Hooper e figurou na Black List, a lista informal dos melhores roteiros não filmados de Hollywood. Detalhes sobre a trama ainda não foram divulgados, mas o filme é descrito como uma mistura entre de “Kingsman: Serviço Secreto” (2014), “Entre Facas e Segredos” (2019) e “Succession”. O título original também sugere uma conexão com a comédia clássica “Quatro Casamentos e Um Funeral” (1994), mas isso ainda não foi confirmado. Apesar da estreia em longa-metragem, Destry Allyn Spielberg já comandou os curtas “Rosie” (2019) e “Let Me Go the Right Way” (2022). O segundo venceu o City of Angels Women’s Film Festival neste ano. “Assistimos ao curta de Destry e ficamos impressionados – e depois de conhecê-la e ouvir que ela queria fazer filmes de ação, procuramos encontrar algo”, disse Erica Lee, da produtora Thunder Road, em comunicado. “’Four Assassins’ é o veículo perfeito para ela, e estamos empolgados com o que sua voz única trará para o projeto”. A jovem Spielberg, de 26 anos, disse no comunicado que está “emocionada e honrada por ter o privilégio de trabalhar com a Thunder Road para contar esta história sobre família, engano e assassinato”. “Four Assassins (And A Funeral)” começa a ser rodado no ano que vem, mas ainda não tem previsão de estreia. Além da sua carreira como diretora do curtas, Destry Allyn Spielberg também fez alguns trabalhos como atriz. Seu maior destaque foi no filme “Licorice Pizza” (2021).
Críticos dos EUA elegem “Top Gun: Maverick” como filme do ano
A National Board of Review (NBR), a mais antiga associação de críticos, cinéfilos e acadêmicos dos Estados Unidos, anunciou nessa quinta (8/12) a sua lista com os melhores filmes de 2022. E “Top Gun: Maverick”, estrelado por Tom Cruise, foi o grande vencedor. “’Top Gun: Maverick’ é um filme empolgante que agrada ao público e que é habilmente elaborado em todos os níveis”, disse a presidente da NBR, Annie Schulhof. “[O ator] Tom Cruise, [o diretor] Joseph Kosinski e toda a equipe de filmagem conseguiram fazer um filme incrivelmente popular que trouxe o público de volta aos cinemas, ao mesmo tempo em que foi uma conquista cinematográfica completa.” O cineasta veterano Steven Spielberg foi eleito o Melhor Diretor por seu trabalho no drama autobiográfico “Os Fabelmans”. Já os principais prêmios de atuação foram para Colin Farrell (por “Os Banshees de Inisherin”) e Michelle Yeoh (por “Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo”). Os filmes “Os Banshees de Inisherin” e “Nada de Novo no Front” venceram nas categorias de Melhor Roteiro Original e Melhor Roteiro Adaptado, respectivamente. E o prêmio de Melhor Animação ficou com a produção indie da A24 “Marcel the Shell with Shoes On”, que derrotou as superproduções da Disney e da Pixar. Vale destacar que a preferência da NBR não costuma ter influência na eleição da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Para se ter ideia, apenas um vencedor da votação dos críticos foi também vencedor do Oscar neste século: “Green Book”, em 2018. De forma mais expressiva ainda, o longa agraciado pela NBR em 2020, “Destacamento Blood”, de Spike Lee, nem entrou na disputa de Melhor Filme do Oscar. Por outro lado, a consagração de “Top Gun: Maverick” também repercutiu no Sindicato dos Produtores dos EUA (PGA, na sigla em inglês), formado por membros que votam no Oscar. A entidade anunciou uma homenagem especial ao astro Tom Cruise após o sucesso do filme nos cinemas. Cruise receberá o David O. Selznick Achievement Award, prêmio conferido à produtores que realizaram grandes feitos na área audivisual. Ou seja, “Top Gun: Maverick” tem chances de ao menos ser indicado. Veja abaixo a lista completa da NBR, que também inclui os tradicionais Top 10 de fim de ano da crítica americana. Melhor Filme “Top Gun: Maverick” Melhor Diretor Steven Spielberg (“Os Fabelmans”) Melhor Ator Colin Farrell (“Os Banshees de Inisherin”) Melhor Atriz Michelle Yeoh (“Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo”) Melhor Ator Coadjuvante Brendan Gleeson (“Os Banshees de Inisherin”) Melhor Atriz Coadjuvante Janelle Monáe (“Glass Onion: Um Mistério Knives Out”) Melhor Roteiro Original “Os Banshees de Inisherin” Melhor Roteiro Adaptado “Nada de Novo no Front” Desempenho Inovador Danielle Deadwyler (“Till – A Busca por Justiça”) e Gabriel LaBelle (“Os Fabelmans”) Melhor Estreia na Direção Charlotte Wells (“Aftersun”) Melhor Animação “Marcel the Shell with Shoes On” Melhor Filme Estrangeiro “Close” (França) Melhor Documentário “Sr.” Melhor Conjunto de Elenco e Direção “Women Talking” Realização Notável em Cinematografia “Top Gun: Maverick” Prêmio NBR de Liberdade de Expressão “All the Beauty and the Bloodshed” e “Argentina, 1985” Top 10: Melhores Filmes de Hollywood (em ordem alfabética) “A Mulher Rei” “Aftersun” “Avatar: O Caminho da Água” “Glass Onion: Um Mistério Knives Out” “Os Banshees de Inisherin” “Os Fabelmans” “RRR” “Till – A Busca por Justiça” “Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo” “Women Talking” Top 5: Melhores Filmes em Língua Estrangeira (em ordem alfabética) “Argentina, 1985” “Decisão de Partir” “EO” “Nada de Novo no Front” “Saint Omer” Top 5: Melhores Documentários (em ordem alfabética) “All the Beauty and the Bloodshed” “All That Breathes” “Descendant” “Turn Every Page – The Adventures of Robert Caro and Robert Gottlieb” “Wildcat” Top 10: Melhores Filmes Independentes (em ordem alfabética) “Armageddon Time” “Emily the Criminal” “Funny Pages” “Living” “Nanny” “O Milagre” “The Eternal Daughter” “The Inspection” “Uma Noite no Lago”
Festival de Berlim vai homenagear Steven Spielberg
A organização do Festival de Berlim anunciou que o evento de 2023 vai homenagear Steven Spielberg com um Urso de Ouro honorário pelas realizações de sua carreira. Diretor de clássicos que vão desde “Tubarão” nos anos 1970 até o recente “Fabelmans”, Spielberg só foi começar a disputar festivais de cinema neste ano, quando venceu o Festival de Toronto com “Fabelmans”. Mas é reverenciado tanto por seus blockbusters de qualidade como por seu trabalho artístico, a ponto de já ter presidido o Festival de Cannes – em 2013, deu a Palma de Ouro para o romance lésbico “Azul É a Cor Mais Quente”. Spielberg também é vencedor de dois Oscars de Melhor Direção, por “A Lista de Schindler” (1993), que também foi premiado como Melhor Filme, e “O Resgate do Soldado Ryan” (1998). “Com uma carreira incrível, Steven Spielberg não só encantou gerações de espectadores ao redor do mundo, mas também deu um novo significado à palavra ‘cinema’ como a fábrica de sonhos”, diz o comunicado do festival, assinado pelos diretores de Berlinale, Mariette Rissenbeek e Carlo Chatrian. O Festival de Berlim de 2023 vai acontecer de 16 a 26 de fevereiro na capital alemã.
Bradley Cooper vai estrelar “Bullitt” de Steven Spielberg
O ator Bradley Cooper (“Nasce uma Estrela”) fechou contrato para estrelar um projeto baseado no filme clássico “Bullitt”, que será dirigido por Steven Spielberg. Ele dará vida ao personagem-título, Frank Bullitt, que marcou época no cinema e na carreira do ator Steve McQueen em 1968. O projeto não seria um remake, mas uma nova história com o mesmo personagem. Cooper também vai produzir o longa com Spielberg. O roteiro está a cargo de Josh Singer, vencedor do Oscar por “Spotlight” (2015). No filme de 1968, Frank Bullitt é apresentado como um policial durão de São Francisco em busca do chefão da máfia que matou sua testemunha. Além de ser considerado um dos papéis mais icônicos do ator, o filme também é destaque na História do cinema por apresentar uma das cenas de perseguição mais famosas das telas, com carros em alta velocidade literalmente voando pelas ruas íngremes das colinas de São Francisco. Spielberg vinha cogitando dirigir um filme de Bullit há algum tempo e chegou perto de priorizá-lo em 2021, mas as negociações dos direitos com os herdeiros de McQueen demoraram mais do que o esperado, fazendo o diretor filmar “Fablemans” antes dessa produção. Assim que as filmagens do drama baseado em suas lembranças de infância terminaram, Spielberg retomou o projeto policial, fechando acordo com os filhos do ator, Chad e Molly McQueen, pelos direitos de imagem e para participarem do projeto como produtores executivos. Veja abaixo o trailer do filme estrelado por McQueen e dirigido por Peter Yates.
Confira os destaques de cinema da semana
Com “Pantera Negra: Wakanda para Sempre” ocupando a maioria das telas do país, os lançamentos da semana se concentram no circuito limitado. A exceção é o drama espírita nacional “Nada é por Acaso”, que chega em quase 500 telas. A programação inclui mais três produções nacionais, um terror derivado de série sul-coreana, o relançamento de um clássico e até uma produção da Netflix. Confira abaixo. | A MALDIÇÃO – DESPERTAR DOS MORTOS | O terror sul-coreano é baseado na série “The Curse”, disponível na Netflix, e volta a contar com direção de Kim Yong-wan (“Champion”), roteiro de Yeon Sang-ho (criador também da série “Profecia do Inferno”) e o elenco original, com destaque para as atrizes Uhm Ji-won (“As Três Irmãs”) e Jung Ji-so (“Profecia do Inferno”). A trama gira em torno de assassinatos cometidos por mortos-vivos. Um mago poderoso detém o poder de despertar os mortos e os usa para assassinar desafetos. Sem medo de se incriminar, ele desafia a polícia a detê-lo, anunciando suas intenções. E quando a polícia prepara um cerco para pegá-lo, é surpreendida pelo ataque de um exército de mortos. | NADA É POR ACASO | O drama espírita nacional acompanha duas mulheres desconhecidas que, após muitos encontros furtuitos, percebem estar ligados por laços formados além dessa vida. Curiosamente, o diretor Márcio Trigo, que estreia no cinema, é mais conhecido por programas humorísticos do Multishow, como “Treme Treme”, “Xilindró” e “Multi Tom”. O elenco destaca Giovanna Lancellotti (“Temporada de Verão”), Mika Guluzian (“Pacto de Sangue”) e Rafael Cardoso (“Salve-se Quem Puder”). | DIÁRIO DE VIAGEM | Manoela Aliperti (de “As Five”) vive uma adolescente dos anos 1990, que volta de uma viagem de intercâmbio na Irlanda com transtorno alimentar e precisa encarar os desafios da idade e do corpo. Roteiro e direção são de Paula Un Mi Kim (“Família Perfeita”). | OS BRAVOS NUNCA SE CALAM | A comédia gaúcha parte de uma investigação de mistério para satirizar os clichês do gênero, com direito a interpretações canastronas e situações esdrúxulas. Tudo começa quando os filhos de um escritor desconfiam que ele foi morto por ter descoberto um grande esquema de corrupção, que seria tema de seu próximo livro. Mas sua investigação atrapalhada faz os dois serem cercados de inimigos, ameaças e paranoia, descobrindo que nem tudo é o que parece. A direção é de Marcio Schoernardie (da série “Rotas do Ódio”) e o elenco destaca Duda Meneghetti (“Proibido para Maiores”) e Eduardo Mendonça (“A Nuvem Rosa”) como os filhos e o veterano José Rubens Chachá (“O Rei da TV”) como o pai falecido. | BARDO, FALSA CRÔNICA DE ALGUMAS VERDADES | O novo filme do diretor Alejandro González Iñárritu, vencedor do Oscar por “Birdman” e “O Regresso”, ganha exibição limitada nos cinemas um mês antes de chegar na Netflix. A trama acompanha um jornalista mexicano, vivido por Daniel Giménez Cacho (“Quem Matou Sara?”), que, durante uma crise existencial, retorna à sua cidade natal, onde precisa se reconectar com sua família, suas lembranças e sua própria identidade, travando uma luta intensa contra as próprias memórias e arrependimentos, ao mesmo tempo em que tenta fazer as pazes com as transformações sociais do México. Descrita como uma “comédia nostálgica”, a produção tem tom delirante e é a primeira falada em espanhol de Iñárritu desde “Amores Brutos” (2000). Escrita pelo próprio cineasta em parceria com Nicolás Giacobone (roteirista de “Birdman”), também destaca em seu elenco a atriz Griselda Siciliani (também de “Quem Matou Sara?”). | KOBRA AUTO-RETRATO | A diretora Lina Chamie (“Os Amigos”) documenta a obra do grafiteiro Kobra, enquanto ele relata episódios de sua vida, desde a infância difícil na periferia até o sucesso mundial como muralista. Nessa trajetória de vida, desde o grafite ilegal nas ruas de São Paulo até os grandes murais em mais de 30 países e diante da ONU, Kobra também apresenta a arte de rua como veículo de inserção política e de despertar democrático. | E.T. – O EXTRATERRESTRE | O clássico do alienígena fofinho volta às telas no aniversário de 40 anos de seu lançamento, totalmente repaginado para exibição pela primeira vez em versão IMAX. Lançado em dezembro 1982, o filme dirigido por Steven Spielberg já encantou gerações com a história do garotinho Elliott (Henry Thomas) e sua pequena irmã Gertie (Drew Barrymore) que ajudam um extraterrestre pacífico a escapar da perseguição de agentes do governo e retornar em segurança para seu planeta natal. A produção foi vencedora de quatro estatuetas do Oscar, marcando época também pela trilha sonora premiada de John Williams.
Homem que inspirou filme “O Terminal” morre em aeroporto de Paris
Mehran Karimi Nasseri, o refugiado iraniano que inspirou o filme “O Terminal” (2004), morreu neste sábado (12/11) aos 76 anos. Ele sofreu um ataque cardíaco fatal no aeroporto Charles de Gaulle em Paris, na França. Nasseri morou no terminal de desembarque do aeroporto francês de 1988 a 2006. E, de acordo com o tabloide britânico The Mirror, tinha voltado a morar no Charles de Gaulle nas últimas semanas. O motivo dele ficar “preso” no local foi a falta de documentos para desembarcar na França. Nasseri disse ter sido expulso do Irã em 1977 por protestar contra o xá e, por isso, recebeu o título de refugiado pela Bélgica. Mas não tinha documentos e as investigações nunca comprovaram sua expulsão do país. Em novembro de 1988, ele viajou para outros países da Europa na tentativa de encontrar sua mãe e acabou detido na França, com nenhum outro país aceitando recebê-lo por não possuir passaporte. Sem ter para onde enviá-lo, as autoridades francesas o liberaram no terminal de desembarque, fazendo com que ele dependesse de funcionários do aeroporto para conseguir comida e medicações. O caso foi parar na Justiça e em 1992 um tribunal francês decidiu que Nasseri não podia ser expulso do aeroporto, mas também não podia entrar no país. Diante do impasse, posteriormente França e Bélgica ofereceram residência para o iraniano, que para surpresa de todos recusou, seguindo no aeroporto até 2006. Apesar de não ser mencionado oficialmente como inspiração para o filme de Steven Spielberg, o diretor comprou os direitos de sua biografia para produzir “O Terminal”. Na ficção, o personagem interpretado por Tom Hanks era chamado de Viktor Navorski, um viajante natural do país fictício Krakozhia. Após um golpe de estado, Viktor não consegue entrar nos Estados Unidos nem voltar para seu país de origem, já que o governo americano não reconhece o novo governo do local. Por isso, é forçado a viver no terminal de desembarque do Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York. Veja abaixo o trailer do filme.
Spielberg diz que pais o “incomodavam” para que fizesse filme sobre eles
O cineasta Steven Spielberg (“Amor, Sublime Amor”) revelou numa entrevista ao site The Hollywood Reporter que os seus pais ficavam lhe incomodando para que fizesse um filme sobre eles. Segundo o diretor, foi essa “incomodação” que gerou o recente “Fabelmans”, filme que venceu o Festival de Toronto e tem grandes chances no Oscar do ano que vem. “Eles estavam realmente me incomodando, dizendo ‘quando você vai contar essa história sobre nossa família, Steve?’ E isso era algo que eles estavam muito entusiasmados”, contou Spielberg. Infelizmente, eles não verão o resultado, visto que sua mãe, Leah, morreu em 2017 aos 97 anos e seu pai Arnold morreu em 2020 aos 103. Além dos pedidos dos pais, outra motivo que impulsionou Spielberg em direção a “Fabelmans” foi a vontade de fazer algo diferente. “Comecei a pensar seriamente, se eu tivesse que fazer um filme que ainda não fiz, algo que eu realmente quero fazer em um nível atômico muito pessoal, o que seria isso? E havia apenas uma história que eu realmente queria contar.” “Minha vida com minha mãe e meu pai me ensinou uma lição, que espero que este filme transmita isso de uma forma pequena”, disse ele. “Que é: quando um jovem de uma família começa a ver seus pais como seres humanos? No meu caso, por causa do que aconteceu entre os 7 e 18 anos, comecei a apreciar minha mãe e meu pai não como pais, mas como pessoas reais.” Spielberg também define o filme como “a primeira história de amadurecimento que eu já contei”. Mas existem alguns elementos em “Fabelmans” que são comuns à carreira do diretor, como as temáticas da religião, holocausto e antissemitismo. “Fabelmans” retrata o bullying e o preconceito religioso sofrido pelo protagonista, da mesma maneira como Spielberg sofreu na sua infância. “Meus pais sempre falaram sobre o Holocausto, e não estou comparando o Holocausto ao bullying antissemita, mas [o Holocausto] era uma abstração para mim”, disse Spielberg. “Quando passei por aquele semestre de bullying antissemita, de repente essas histórias encontraram um significado pessoal para mim. E isso moldou muitas das histórias que eu contaria no futuro.” O ator Seth Rogen (“Casal Improvável”), que faz parte do elenco do filme, disse que Spielberg muitas vezes se emocionava no set durante a produção. “Foi uma experiência muito emocionante. Ele estava chorando muito no set”, contou Rogen. “É muito diretamente baseado em sua vida e praticamente tudo o que acontece no filme é algo que aconteceu com ele. Enquanto estávamos filmando, eu questionava ‘Isso aconteceu na vida real?’, e a resposta foi ‘sim’, 100% das vezes.” “Fabelmans” é uma dramatização das memórias de infância e adolescência do diretor, que se inspirou em sua própria vida para contar uma história de amor pela família e pelo próprio cinema. Spielberg co-escreveu o roteiro com Tony Kushner, com quem já trabalhou em “Munique”, “Lincoln” e no remake de “Amor, Sublime Amor”. O elenco destaca Michelle Williams (“Todo o Dinheiro do Mundo”) e Paul Dano (“Batman”) como os pais, Gabriel LaBelle (“Predador”) como a versão adolescente do protagonista, Rogen como seu tio favorito e mais Chloe East (“Generation”), Julia Butters (“Bela, Recatada e do Lar”), Jeannie Berlin (“Café Society”), Gabriel Bateman (“Brinquedo Assassino”), Nicolas Cantu (“The Walking Dead: World Beyond”), o veterano Judd Hirsch (“Numb3rs”) e até o diretor David Lynch, conhecido por filmes como “Veludo Azul” e “Cidade dos Sonhos”. Aplaudidíssimo e com 94% de aprovação no Rotten Tomatoes após a première no Festival de Toronto, o filme só vai estrear no Brasil em 9 de fevereiro, três meses após o lançamento comercial nos EUA. Assista abaixo ao trailer do filme.
“E.T. – O Extraterrestre” celebra 40 anos com volta ao cinema em versão IMAX
O clássico “E.T. – O Extraterrestre” (1982) vai voltar ao cinema no aniversário de 40 anos de seu lançamento. E voltará repaginada. A produção será apresentada em versão IMAX pela primeira vez. A informação foi divulgada pela Universal Pictures, que confirmou que os fãs poderão celebrar a amizade de Elliott com um pequeno e fofo alienígena a partir de 2 de novembro, Dia de Finados (feriado nacional) no Brasil. Lançado em dezembro 1982, o filme dirigido por Steven Spielberg encantou o mundo com a história do garotinho (Henry Thomas) e sua pequena irmã (Drew Barrymore) que ajudam um extraterrestre pacífico a escapar da perseguição de agentes do governo e retornar em segurança para sua terra natal. A produção foi vencedora de quatro estatuetas do Oscar, marcando época também com a trilha premiada de John Williams. Você não pode perder uma das obras mais icônicas da história do cinema. O #ETExtraterrestreFilme retorna às telonas no dia 2 de novembro. Consulte a programação em sua cidade. pic.twitter.com/Bb9dkdzBlI — Universal Pictures Brasil (@UniversalPicsBr) October 27, 2022











