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    Volta de “Who’s the Boss?” é oficializada com elenco original

    28 de junho de 2022 /

    Uma das séries de comédia mais populares dos anos 1980 teve sua continuação oficializada. A plataforma Freevee (ex-IMDB TV), de acesso gratuito da Amazon, encomendou a produção da 1ª temporada do revival de “Who’s the Boss?”, que voltará a trazer Tony Danza e Alyssa Milano em seus papéis originais. Eles voltarão a viver Tony e Samantha Micelli, pai e filha que vão morar na casa de uma patroa rica onde Tony arranja trabalho como empregado doméstico. Considerada bastante progressiva para 1984, a comédia lidava com uma inversão de papéis e de estereótipos de gênero, refletindo as mudanças de comportamento da época, quando mais mulheres conseguiam sucesso em carreiras de executivas. Muito bem recebida pelo público, a atração durou 8 temporadas na rede ABC, entre 1984 e 1992, chegando a atingir uma média impressionante de 33 milhões de telespectadores ao vivo. Ao longo da série, o público também acompanhou o crescimento de Milano, que tinha 11 anos no primeiro episódio e 19 em seu encerramento. A premissa da continuação vai colocar a atriz no centro dos novos capítulos. Trinta anos depois do fim da série original, Samantha (Milano) é agora uma mãe solteira, que mora na mesma casa em que foi criada. Desta vez, em vez de explorar diferenças de gênero e classe, a série terá como tema as diferenças geracionais, além de visões de mundo opostas e contará com a dinâmica de uma família moderna nos anos 2020. Outros membros do elenco original, como Judith Light, a antiga patroa Angela, e Danny Pintauro, seu filho Jonathan, também devem aparecer como seus personagens no programa. Todos os atores da série se tornaram grandes amigos e permanecem em contato até hoje. A encomenda do revival para a Sony Television reflete o sucesso atual das sitcoms clássicas, que tem rendido grandes audiências em streaming e inspirado a tendência de resgate de produções antigas – adaptadas para as novas gerações em versões repaginadas, como “One Day at a Time” e “Fuller House”. A sequência de “Who’s the Boss?” terá produção executiva do veterano Norman Lear, produtor original da atração – e criador de “One Day at a Time”, entre outros líderes de audiência do passado. Danza e Milano também servirão como produtores executivos. Ainda não há previsão de estreia.

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    Trailer de “Harley Quinn” traz James Gunn e polêmica sexual de Batman

    28 de junho de 2022 /

    A HBO Max divulgou o trailer da 3ª temporada de “Harley Quinn”, a série animada adulta da Arlequina. A prévia traz Harley e Ivy (a Hera Venenosa) em namoro assumido e faz algumas brincadeiras com o Esquadrão Suicida, incluindo o rapto de Amanda Waller (a chefona do Esquadrão) e uma participação de James Gunn, o diretor do último filme do grupo, que interpreta a si mesmo na produção. O vídeo também tem um trecho picante com Batman e Mulher-Gato, lembrando que as cenas da vida sexual do casal foram censuradas pela DC Comics. O co-criador do desenho, Justin Halpern, afirmou que executivos da DC vetaram uma cena de sexo oral, “recomendando” que ela fosse removida da 3ª temporada da animação. Em entrevista para a revista Variety, Halpern contou que censura foi uma exigência de marketing, “pois, segundo a DC, seria difícil vender um boneco do Batman quando ele aparece na televisão fazendo sexo oral na Mulher-Gato”, contou o produtor. “Eles me disseram ‘você absolutamente não pode fazer isso, já que heróis não fazem isso’”. O desenho não é uma criação do time das animações da DC Comics, que criou a Arlequina, mas dos três produtores da subestimada série de comédia da DC “Powerless”, Justin Halpern, Patrick Schumacker e Dean Lorey. O elenco de dubladores destaca Kaley Cuoco (a Penny de “Big Bang Theory”) como a anti-heroína do título, Lake Bell (“Bless This Mess”) como a voz de Hera Venenosa, Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”) como o Coringa e Cara de Barro, Jim Rash (“Community”) como o Charada, Ron Funches (“Doze é Demais”) como Tubarão Rei, Diedrich Bader (“Veep”) como Batman, Sanaa Lathan (“Alien vs. Predador”) como Mulher-Gato e Wayne Knight (o Newman de “Seinfeld”) como o Pinguim. Os novos episódios vão estrear em 28 de julho nos EUA, mas não há data confirmada para o Brasil. As duas primeiras temporadas demoraram a ser disponibilizadas no serviço nacional da HBO Max.

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    Produtora revela detalhes da série inspirada em “Os Goonies”

    28 de junho de 2022 /

    A produtora Gail Berman revelou os primeiros detalhes de “Our Time”, série inspirada no filme clássico “Os Goonies”, confirmando seu desenvolvimento para a plataforma Disney+. O projeto foi escrito por Sarah Watson (criadora de “The Bold Type”) e não é uma adaptação do filme de 1985, mas uma homenagem. A premissa gira em torno de uma professora substituta que conhece três estudantes que sonham filmar sua própria versão do lendário filme de Richard Donner. Em entrevista para a Variety sobre o sucesso de “Elvis”, sua mais recente produção, Berman foi perguntada sobre a série e contou como a ideia surgiu e em que pé se encontra. “Quando eu estava na Paramount, havia esses garotos fazendo um filme sobre ‘Os Caçadores da Arca Perdida’, um remake cena a cena. Na época, o estúdio ficou muito chateado com isso. Mas eu achei que era uma ideia incrível e isso ficou na minha cabeça – como você pode pegar uma ideia como essa e a transforma em uma série?”, indagou Berman. Fãs de “High School Musical” já sabem a resposta, mas vamos adiante. Ele continuou: “Precisávamos de um ótimo roteirista e grandes parceiros, então trouxemos a ideia para a Amblin e os caras adoraram. Sarah Watson é nossa criadora. A série é uma história de uma cidade e uma família ao estilo de ‘Friday Night Lights’, e dentro disso eles contam a história de um remake de ‘Os Goonies’. Tivemos que ir para a Warner Bros., para Toby Emmerich, e perguntar se poderíamos ter direitos [do filme]. Eles disseram que sim, obviamente, por causa de Spielberg e dos Donners. Agora estamos fazendo isso para a Disney+.” Os Donners citados são o falecido diretor Richard Donner, que realizou o longa de 1985 e planejava fazer uma continuação, antes de morrer no ano passado, e sua esposa Lauren Shuler Donner, produtora dos filmes e séries dos X-Men. Além de contar com Richard Donner (que também fez “Superman – O Filme”) atrás das câmeras, “Os Goonies” foi escrito por Chris Columbus (“Esqueceram de Mim”) e por Steven Spielberg em sua fase áurea (época de “E.T,” e “Indiana Jones”), e reuniu um elenco mirim que acabou ficando bem famoso, como as então crianças Josh Brolin (“Vingadores: Ultimato”), Sean Astin (“O Senhor dos Anéis”), Corey Feldman (“Garotos Perdidos”) e Martha Plimpton (“The Real O”Neals”). Nenhum ator foi anunciado para o elenco da série, que prestará tributo ao clássico. Nem há previsão de estreia.

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    HBO oficializa volta de “True Detective” com Jodie Foster

    28 de junho de 2022 /

    A 4ª temporada de “True Detective” foi oficializada pela HBO nesta terça-feira (28/2), com Jodie Foster, vencedora do Oscar por “Acusados” (1988) e “O Silêncio dos Inocentes” (1991), no papel principal. Ela terá a companhia de Kali Reis, atriz, roteirista e boxeadora, que foi indicada ao Spirit Awards (o Oscar indie) por seu desempenho de estreia em “Catch the Fair One” (2021). A trama da nova temporada tem o subtítulo de “Night Country” e vai girar em torno do desaparecimento de seis homens numa estação de pesquisa no Ártico. Foster e Reis viverão detetives responsáveis por resolver o mistério. Jodie Foster não estrelava uma série desde a infância. Ela integrou o elenco de algumas produções nos anos 1970, como “Meus 3 Filhos”, “Bob & Carol & Ted & Alice” e “Paper Moon”, antes de estourar em 1976 no filme “Taxi Driver”, de Martin Scorsese. Seu retorno à TV acontece numa das séries mais premiadas da HBO, com 5 vitórias e 23 indicações no Emmy. Concebida como antologia, com uma história completa por temporada, a atração foi anteriormente exibida em 2014, 2015 e 2019. Mas a 4ª temporada será a primeira sem concepção de seu criador, Nic Pizzolatto. O roteiro foi desenvolvido por Issa López, cineasta mexicana de filmes como “Todo Mal” (2018) e “Os Tigres Não Têm Medo” (2017), e a produção está a cargo de Barry Jenkins, diretor do filme vencedor do Oscar “Moonlight” (2017) e criador da minissérie “The Underground Railroad” (2021). Os dois também devem dirigir episódios. Ainda não há previsão de estreia para os novos capítulos.

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    Netflix se preocupa com cenas fortes de Klara Castanho em “Bom Dia, Verônica”

    28 de junho de 2022 /

    A Netflix vai dar atenção especial à edição das cenas de Klara Castanho na 2ª temporada de “Bom Dia, Verônica”. A atriz, que revelou recente ter sido estuprada, engravidado e dado o bebê para adoção, tem uma cena forte de estupro na produção. Na trama, Klara interpreta uma jovem de 18 anos que é abusada sexualmente pelo próprio pai, um líder religioso interpretado por Reynaldo Gianecchini. O desafio dos produtores é editar a cena de modo adequado, sem mostrar nada traumatizante, mas que reflita a trama. A 2ª temporada já foi totalmente gravada e a equipe está atualmente trabalhando na finalização dos episódios, que vão revelar que o personagem de Gianecchini é quem está por trás da perigosa organização criminosa da trama, responsável por infiltrar aliados em cargos importantes na polícia e no judiciário. Na produção do streaming, o personagem do ator é considerado “gente de bem”, livre de suspeitas. Por isso, será um inimigo difícil de ser combatido pela protagonista Verônica (Tainá Müller). Produção da Zola Filmes, a série é baseada no romance policial de mesmo nome de Ilana Casoy e Raphael Montes (autores de “A Menina que Matou os Pais”), lançado originalmente sob o pseudônimo de Andrea Killmore. Os dois também escrevem e produzem a atração, concebida pelo próprio Raphael Montes. Ainda não há previsão de estreia para os novos episódios.

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    Carol Burnett vai participar de “Better Call Saul”

    28 de junho de 2022 /

    O canal pago americano AMC anunciou que a lenda do humor Carol Burnett (“Louco por Você”) fará uma aparição especial na 6ª e última temporada de “Better Call Saul”. A atriz de 89 anos, que batiza um troféu especial do Globo de Ouro, interpretará uma personagem chamada Marion, mas não há outros detalhes sobre sua entrada na trama. “Estou emocionada por fazer parte do meu programa favorito”, disse Burnett em um comunicado. A notícia da participação da atriz vem logo após a confirmação de que Bryan Cranston e Aaron Paul reprisarão seus icônicos papéis de Walter White e Jesse Pinkman na reta final da série. Desenvolvida por Vince Gilligan, o criador de “Breaking Bad”, e Peter Gold, que introduziu o personagem Saul Goodman naquela atração, “Better Call Saul” é um prólogo de “Breaking Bad” que revela como o advogado do título se tornou tão picareta. A série conta a história do personagem vivido por Bob Odenkirk, que perdeu carreira e fortuna ao final de “Breaking Bad”. Após o piloto mostrar seu destino, a trama assume a forma de um interminável flashback, em que ele reflete sua vida antes de cruzar o caminho de Walter White. Passadas cinco temporadas, a fase derradeira vai finalmente mostrar sua transformação no personagem de “Breaking Bad”, deixando de ser o advogado idealista Jimmy McGill para assumir a identidade do vigarista que batiza a atração: Saul Goodman. “Better Call Saul” foi indicada ao Emmy de Melhor Série Dramática ao longo de todas as suas cinco temporadas anteriores. A parte 2 da 6ª temporada e derradeira temporada tem estreia marcada para 11 de julho. A série é disponibilizada no Brasil pela Netflix.

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    “Sob Pressão” pode acabar na 5ª temporada

    27 de junho de 2022 /

    Série brasileira mais comentada da Globo, “Sob Pressão” pode acabar na 5ª temporada. E o motivo não é falta de audiência. Julio Andrade, que interpreta o Dr. Evandro, personagem principal da série, sinalizou interesse em outros projetos. Ao ser questionado sobre a continuidade da trama, ele disse ao Notícias da TV: “Você pode deixar essa pergunta em aberto, por favor?”. Diante da insistência, respondeu: “Sim, tenho alguns outros projetos e ainda não sei o que vou fazer”. Por causa disso, a trama teria plantado um substituo na história. Nos novos episódios disponibilizados no Globoplay toda quinta-feira, Emilio Dantas vem ganhando destaque como um mastologista chamado Daniel. Ex-namorado de Carolina (Marjorie Estiano), ele volta a se aproximar da médica quando ela adoece. A ideia é que ele “ocupe” o lugar de Evandro caso a franquia seja renovada. Apesar dessa possibilidade, o roteirista Lucas Paraizo considera muito difícil imaginar “Sob Pressão” sem o personagem de Julio Andrade. “São cinco temporadas com ele e Carolina. Por mais que tenhamos possibilidades, não consigo ainda pensar num ‘Sob Pressão’ sem Evandro. E, principalmente, sem Evandro e Carolina”, explicou o autor da série. Já o diretor Andrucha Waddington acredita que “Sob Pressão” ainda renderia muitas temporadas. “As histórias são infinitas, poderia fazer 20 temporadas. A gente sempre diz que é a última, mas duvido que seja. Não posso falar isso, pois não foi encomendado ainda, mas a equipe já está ali esperando a encomenda para a galera começar a escrever. É muito bom fazer, temos arcos longos, que são as histórias dos protagonistas, e os arcos verticais que acontecem e duram um episódio, e, aí, falamos do Brasil inteiro. Acho que isso faz com que o ‘Sob Pressão’ seja inesgotável e tenha essa aceitação tão unânime do público.” A Globo ainda não encomendou novos capítulos. Isto porque a 5ª temporada de “Sob Pressão” é a primeira disponibilizada diretamente em streaming. Por conta disso, os parâmetros de audiência são outros e a Globo, que costuma esperar o retorno do público para decidir se continua investindo no projeto, ainda não determinou a renovação da série. O detalhe é que, sem saber se a história terá continuação, o roteirista Lucas Paraizo decidiu terminar a trama da temporada em cliffhanger. “Tem gancho, sim. Esse spoiler eu posso dar, tem um belo de um gancho para uma próxima temporada”, contou o escritor.

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    Dark Winds: Série policial de autor de “Game of Thrones” é renovada

    26 de junho de 2022 /

    O canal pago americano AMC anunciou a renovação de “Dark Winds”, série policial produzida pelo escritor George R.R. Martin (autor dos livros que viraram “Game of Thrones”) e o veterano astro Robert Redford (“Meu Amigo, O Dragão”). O anúncio chega duas semanas após a estreia da atração em 12 de junho. De acordo com a medição da Nielsen, o episódio inaugural atraiu 2,2 milhões de espectadores, a quinto maior audiência da TV paga americana neste ano. O canal ainda complementou a informação revelando que também foi o maior lançamento de série nova em seu serviço de streaming, AMC+. Desenvolvida por Graham Roland (criador de “Jack Ryan”), a atração é baseada numa franquia literária do escritor Tony Hillerman (“Skinwalkers”) sobre o oficial navajo Joe Leaphorn e seu parceiro Jim Chee, e se passa numa reserva indígena durante os anos 1970. O título da produção vem da crença navajo de que ventos sombrios entram nas almas de homens que fazem o mal. A produção traz Zahn McClarnon (“Longmire”, “Westworld”) como Leaphorn, um oficial da polícia tribal, responsável por manter a lei na reserva navajo, que se vê forçado a encarar suas crenças quando investiga um caso de duplo homicídio, possivelmente praticado por um serial killer. Para isso, ele precisa trabalhar com um novo assistente recém-chegado, Jim Chee (Kiowa Gordon, da “Saga Crepúsculo”), que tem contas antigas para acertar desde sua juventude na reserva. Juntos, os dois homens lutam contra as forças do mal, um com outro e contra seus próprios demônios pessoais. A produção trabalhou em estreita colaboração com a Nação Navajo. Com permissão especial, 70% de “Dark Winds” foi gravado em terras tribais em Tesuque Pueblo, enquanto os outros 30% da aconteceram em terras tribais em Cochiti Pueblo, ambas no Novo México. O elenco também inclui Jessica Matten (“Frontier”), Rainn Wilson (“The Office”) e Noah Emmerich (“The Americans”). “Esta equipe criativa e elenco únicos entregaram algo verdadeiramente especial com ‘Dark Winds’”, disse Dan McDermott, presidente de entretenimento do AMC Studios e da AMC Networks. “Mal podemos esperar para compartilhar o resto do passeio emocionante desta 1ª temporada e seguir Joe Leaphorn e Jim Chee em uma 2ª temporada no AMC e AMC+ no próximo ano. Gratidão imensa a toda nossa equipe de produção e um agradecimento especial aos produtores executivos Robert Redford, George RR Martin, Chris Eyre e, claro, Zahn McClarnon, que também lidera o elenco e traz humanidade, autoridade e sabedoria de experiências ricamente vividas em tudo que faz.” A série ainda é inédita no Brasil.

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    Conservadorismo aumentou relevância de “The Handmaid’s Tale”, diz produtor

    25 de junho de 2022 /

    O produtor executivo de “The Handmaid’s Tale”, Warren Littlefield, disse que a decisão de sexta-feira (2/6) da Suprema Corte dos EUA, permitindo que estados conservadores considerem o aborto ilegal, tornou a série distópica de streaming ainda mais relevante. “Nós dissemos muitas vezes, ao longo de vários anos, que adoraríamos ser menos relevantes, mas, infelizmente, a série tem sido assustadoramente relevante. E hoje parece ainda mais”, ele afirmou, em entrevista ao site americano Deadline. “Acho que todos nós desejaríamos ser esse conceito bizarro, distópico, em que ninguém acreditaria. Todos nós desejávamos ser apenas uma ficção científica fantasiosa”. O fato é que a série saiu das telas para a realidade, e várias mulheres vestidas como as aias da trama foram protestar na frente da Suprema Corte durante o julgamento que reverteu os direitos reprodutivos femininos para uma condição anterior a dos anos 1970. Escrito por Margaret Atwood, o romance sci-fi (“O Conto da Aia” no Brasil) adaptado na série premiada se passa num futuro próximo quando os EUA se transformam num patriarcado religioso e totalitário – conhecido como República de Gilead – onde as mulheres tem seus direitos suprimidos. A série começou a ser desenvolvida na primavera de 2016 pelo criador Bruce Miller, quando ninguém imaginava que uma ameaça aos direitos reprodutivos poderia surgir durante sua exibição. Mas já no outono tudo começou a mudar. “Todos nós ficamos acordados até muito tarde na noite da eleição, sentindo que estaríamos celebrando a posse da primeira mulher presidente dos Estados Unidos. Achamos que, mesmo assim, [‘The Handmaid’s Tale’] ainda seria relevante e importante”, lembrou Littlefield. “De repente, Trump foi eleito e o mundo mudou. Quando entramos no ar [em abril de 2017], foi o início do governo Trump”, e a partir daí “The Handmaid’s Tale” ganhou surpreendente relevância. Foi Trump quem formou a maioria conservadora da Suprema Corte, substituindo juízes progressistas, como a lendária Ruth Bader Ginsburg, falecida em 2020, por defensores de legislações repressivas. A onda conservadora também levou a uma série de mudanças nas legislações estaduais de estados como Geórgia, Ohio e Texas. E quanto mais os direitos regrediam, mais trajes de aias passaram a ser vistos nos protestos, tornando-se um símbolo da resistência. “É uma tremenda fonte de orgulho ver protestos em todo o país – e também protestos em todo o mundo – onde as mulheres estão vestindo a fantasia de aia – os mantos vermelhos, os chapéus – e vemos isso se tornar um símbolo da luta pela liberdade e os direitos das mulheres”, disse Littlefield. “Mas hoje sinto uma tremenda tristeza, raiva e frustração por causa de quem somos agora e o que isso diz. Nos últimos anos, vimos em todo o planeta a ascensão da extrema direita, e com a ascensão desse movimento as restrições dos direitos e liberdade das mulheres têm sido contínuas”. O produtor ainda reparou que a diferença política vista na série, entre Gilead (EUA) e Canadá, também se refletiu na forma como os americanos da produção, que é gravada no Canadá, receberam apoio da equipe local após a decisão da Suprema Corte. “Eu ouvi de vários canadenses que trabalham conosco: ‘Estamos tão tristes quanto você, e estamos com você’”, contou. “Então tem havido uma conexão, em que os cidadãos do mundo ficam chocados, consternados e percebem que nossa narrativa dramática está cada vez mais próxima da realidade, e isso é extremamente desconfortável. Mas também nos diz que somos um farol importante, e essa é a nossa pequena parte nisso, eu acho.” Ele adiantou que a 5ª temporada, marcada para estrear em 14 de setembro, vai “mergulhar em como a direita se infiltrou até no Canadá, que foi tratado anteriormente como um lugar muito sagrado”. “Vamos mostrar que Gilead cresce lá também”, adiantou. Littlefield acrescentou que não foi preciso fazer nenhum ajuste de última hora nos episódios da série para refletir a guinada conservadora do mundo real. Atualmente, as equipes estão gravando os dois capítulos finais da temporada, dirigidos pelas estrelas da série Bradley Whitford (episódio 9) e Elizabeth Moss (o final da temporada). “Suspeito que não haverá [mudanças] porque temos uma narrativa bastante poderosa. Quero dizer, a série ecoa o que estamos vivendo hoje”, explicou. Na conversa com a imprensa, o produtor foi questionado sobre se o avanço do conservadorismo não justificaria a continuidade da série, ou ao menos uma renovação para a 6ª temporada. “Acho que, desde o primeiro dia, o objetivo foi ter uma narrativa poderosa e dramática com June assumindo a luta e nós, como público, unindo-nos a ela em busca de esperança. Bem, ela não desistiu e não podemos desistir”, disse o produtor. “Acho que é uma mensagem importante e poderosa que, apesar de tudo o que June enfrenta em Gilead, há um raio de esperança em sua luta e determinação. Acho que isso é valioso e importante, ainda somos relevantes, e enquanto Bruce e a equipe de roteiristas sentirem que há mais a dizer, é isso que faremos.” Produzida pela MGM e exibida na plataforma Hulu nos EUA, “The Handmaid’s Tale” chega ao Brasil pela Paramount+ e Globoplay.

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    Criador de “The Boys” revela único pedido da Amazon para produção do “Herogasm”

    25 de junho de 2022 /

    O criador e showrunner de “The Boys”, Eric Kripke, revelou o único pedido que a Amazon fez durante a produção do já famoso episódio do “Herogasm” (“Supersuruba” no Brasil). E não foi um pedido para maneirar. Ao contrário. “A única mensagem que recebemos da Amazon, e que foi uma boa sugestão, foi: ‘Em todos os momentos, nós temos de entender que isto é uma orgia de super-heróis, e não só uma orgia'”, contou o produtor à revista americana Variety. “Nós então adicionamos várias novas piadas e efeitos visuais”, explicou, citando como exemplo um vibrador que flutua pela cena. “Nós adicionamos depois, digitalmente. Há muitos momentos como esse que meio que só acontecem ao fundo da cena”. O episódio, claro, é bem menos explícito que os quadrinhos. Mas Kripke garantiu que nunca pretendeu fazer uma adaptação literal das páginas escritas por Garth Ennis e desenhadas por Darick Robertson. “Por mais louca que a série seja, os quadrinhos são exponencialmente mais loucos”, disse ele. “E havia algumas coisas lá que eu simplesmente não gostaria de tocar – literal ou figurativamente. Então era mais sobre nós tentarmos decidir o que parecia adequado para nós – o que seria ultrajante, mas não gratuito”, completou. O episódio “Herogasm/Supersuruba” foi disponibilizado na sexta (24/6) na plataforma Prime Video, da Amazon, e a orgia é apenas um detalhe em sua trama, que ainda tem muito sangue, mortes impactantes, o aparente fim dos Sete e o aguardado confronto entre Capitão Pátria (Homelander) e Soldier Boy.

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    “Woke” é cancelada após duas temporadas

    24 de junho de 2022 /

    A plataforma Hulu cancelou “Woke”, série de comédia que teve duas temporadas estreladas por Lamorne Morris, o Winston de “New Girl”. A atração era baseada na vida e na arte do cartunista Keith Knight (criador da história em quadrinhos “The K Chronicles”) e abordava um tema absolutamente atual: o racismo estrutural. Criada pelo próprio artista em parceria com Marshall Todd (roteirista de “Uma Turma do Barulho”), a série trazia Morris como Keef, um ilustrador e cartunista que vive em San Francisco. Bem-sucedido, o protagonista tem uma visão cor-de-rosa do mundo, até sentir na própria pele o racismo da polícia. A partir desse momento, ele começa a alucinar e ser criticado por seus próprios personagens – que ganham vida onde quer que vá – , tudo para forçá-lo a reconsiderar sua visão de mundo e sua própria arte. O elenco também incluía o comediante T. Murph, a ex-integrante do “Saturday Night Live” Sasheer Zamata e o ator Blake Anderson (da série “Workaholics”). Inédita no Brasil, a série venceu alguns prêmios de organizações ligadas à cultura afro-americana e teve seu último episódio exibido em abril deste ano. Confira o trailer do lançamento original abaixo.

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    The Boys: “Herogasm” é proibido em quatro países

    24 de junho de 2022 /

    O muito comentado episódio “Herogasm”, da série “The Boys”, foi censurado em quatro países. A revelação foi feita pelo criador da série, Eric Kripke, em entrevista ao site espanhol SensaCine. “O episódio 6 é ilegal em quatro países”, ele contou. “Tivemos que cortar partes muito grandes para permitir a transmissão”. Kripke não mencionou quais países proibiram o conteúdo, mas concordou que seu tema – uma “Supersuruba” na tradução nacional – foi além do que se espera de uma série, mesmo no streaming. “É provavelmente um dos episódios mais explícitos que eu acho que alguém já viu. Eu acho que você realmente tem que recorrer à pornografia para ver coisas que sejam mais explícitas [do que o episódio]”, ele ponderou em outra entrevista, ao site TVLine. “Existem regras divertidas sobre quantas vezes você pode simular f*der e se você pode ou não mostrar um pênis ereto e por quanto tempo você pode mostrar uma parte íntima. Existem todas essas regras, mas, apesar de tudo, ficamos dentro dos limites do que era permitido”, afirmou o criador. O episódio “Herogasm/Supersuruba” foi disponibilizado nesta sexta (24/6) na plataforma Prime Video, da Amazon, e a orgia é apenas um detalhe em sua trama, que ainda tem muito sangue, mortes impactantes, o aparente fim dos Sete e o aguardado confronto entre Capitão Pátria (Homelander) e Soldier Boy.

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    “The Boys” cumpre promessa de orgia e entrega muito mais em seu melhor capítulo

    24 de junho de 2022 /

    O episódio “Herogasm”, de “The Boys”, chegou nesta sexta (24/6) na Amazon Prime Video arregaçando tudo. Adaptação de uma das edições mais polêmicas dos quadrinhos em que a série se baseia, o capítulo mostrou uma orgia de super-heróis e teve seu título traduzido no Brasil como “Supersuruba”. Distanciando-se da história original de Garth Ennis, mas mantendo a perversão, a série apresentou o “Herogasm” como uma tradição secreta dos super-heróis, que anualmente se juntam numa orgia onde vale tudo. Em destaque, rolou muita nudez, inclusive frontal, e várias opções de pênis, desde um superlonguíssimo até um consolo criado com superpoderes de gelo, sem esquecer a zoofilia do Profundo (Deep) e jorros gigantes de fluídos. Mas a supersuruba dura pouco e nem é o ponto alto do episódio, que muitos já consideram o melhor da série. Afinal, em meio aos peladões acontece o aguardado confronto entre o Capitão Pátria (Homelander) e Soldier Boy, que abala a confiança do líder dos Sete. Por sinal, que Sete? Depois dos eventos desta semana, a “Liga da Justiça” da série ficou resumida a dois remanescentes. E a habilidade de um deles se limita à capacidade de falar e transar com criaturas marinhas. O sangue também correu solto. Há algumas mortes chocantes, outras engraçadas e até, aparentemente, uma inesperada. E há o melhor final de episódio de toda a série: uma simples live, que reduz o tamanho da tela ao formato de um celular, em que Luz-Estrela (Starlight) se dirige a seus seguidores. Por sinal, que Luz-Estrela? A série deve ter batido seu recorde de audiência, mas, depois de tudo o que aconteceu e o gancho final, quem viu deve estar ainda mais desesperado para assistir ao próximo episódio – dia 1 de julho, na plataforma de streaming da Amazon. Haverá muitas consequências.

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