Netflix anuncia produção de sua primeira série brasileira de terror
A Netflix anunciou a produção de sua 10ª série brasileira. Com apenas seis episódios, “O Escolhido” será a primeira produção nacional de terror da plataforma. Mas é meio mexicana, escrita por brasileiros de Los Angeles. A trama é inspirada na série mexicana “Niño Santo”, criada por Pedro Peirano e Mauricio Katz, que será adaptada pelo casal Raphael Draccon (roteirista de “Supermax”) e Carolina Munhóz (coautora do livro juvenil “O Reino das Vozes Que Não Se Calam” com a atriz Sophia Abrahão), radicados em Los Angeles. A versão brasileira vai acompanhar três jovens médicos, que viajam a um vilarejo do Pantanal para vacinar seus moradores contra uma nova mutação do vírus Zika. Eles acabam presos nessa comunidade cheia de segredos e cujos residentes são devotos de um líder misterioso, que tem o dom de curar doenças de forma sobrenatural. “Estamos muito animados com a oportunidade de apresentar aos nossos assinantes ao redor do mundo essa releitura de Carolina e Raphael para a série. Eles conseguiram imprimir uma visão única brasileira à produção, e desenvolveram de maneira magistral esses ricos personagens, além de um mundo estranho, cheio de especificidades e muitas vezes assustador no qual a história se desenrola”, disse em comunicado Chris Sanagustin, diretora de conteúdo internacional original da Netflix. “O Brasil é rico em mitologia e crenças espirituais e estamos muito contentes com esta oportunidade de mostrar ao mundo um pouco mais sobre esse lado da nossa cultura, além das particularidades da região do Pantanal, por meio da Netflix”, afirmou Raphael Draccon. “’O Escolhido’ é um thriller sobrenatural, um gênero ainda pouco explorado na nossa cinematografia, mas popular entre os brasileiros”, completou Carolina Munhóz. “O Escolhido” chega à Netflix após “3%”, “O Mecanismo” e “Samantha!”, já exibidas e renovadas, e “Sintonia”, “Coisa Mais Linda”, “Cidades Invisíveis”, “Ninguém Tá Olhando”, “A Facção” e a animação “Super Drags”, atualmente em produção – sem contar “Vai Anitta”, uma série documental sobre a cantora Anitta. As filmagens estão marcadas para começar em setembro, visando uma estreia mundial em 2019.
Bryan Cranston acredita que Walter White não morreu e criador de Breaking Bad diz que ele vai voltar
Duas declarações complementares agitaram os bastidores do primeiro dia da San Diego Comic-Con. A primeira veio à tona durante uma entrevista do ator Bryan Cranston a Conan O’Brien, em uma edição especial do programa do apresentador no evento. Questionado sobre o final de “Breaking Bad”, Cranston surpreendeu ao dizer que talvez seu personagem não tenha morrido na conclusão da série. “Talvez Walter White tenha se safado de tudo no fim”, disse Cranston. “Nós vimos um relatório policial (sobre a morte)? Não. Há um obituário? Não.” A afirmação do ator foi tratada como piada por Conan. “Acho que Cranston está procurando trabalho!”, riu ele. Vale lembrar que, na cena final de “Breaking Bad”, Walter White é visto agonizando, com um ferimento à bala, enquanto a polícia se aproxima, sugerindo que aqueles são seus últimos momentos de vida. Poucos minutos depois de Cranston questionar o desfecho da série, o roteirista e produtor Vince Gilligan revelou que Walter White e Jesse Pinkman (Aaron Paul) voltarão a aparecer na TV em breve, em participação especial no spin-off “Better Call Saul”. Entretanto, não será nesta temporada. “Vocês não verão Walt e Jesse nessa temporada, mas eu diria que seríamos muito relapsos se eles não aparecessem na série até o final dela”, afirmou Gilligan durante um painel da Comic-Con homenagem aos dez anos da série. Neste caso, também convém lembrar que a primeira cena do episódio inaugural de “Better Call Saul” introduziu a história como um longo flashback, a partir da fuga do personagem Saul Goodman (Bob Odenkirk), de “Breaking Bad”. Portanto, não se trata de um prólogo tradicional, mas lembranças de eventos passados. Desde então, a história vem avançando até chegar, segundo Gilligan, na cronologia de “Breaking Bad” na 4ª temporada, que começa em 13 de agosto nos Estados Unidos. Neste ritmo, a trama pode, sim, ultrapassar o que foi mostrado em “Breaking Bad” e revelar o que aconteceu após Walter White agonizar em seu confronto final.
Criador dos quadrinhos de The Walking Dead confirma saída de Rick da série
O escritor Robert Kirkman, criador dos quadrinhos de “The Walking Dead”, confirmou a saída de Andrew Lincoln da série, apurada em maio pelo site Collider. O anúncio ainda não foi feito oficialmente pelo canal pago AMC, nem o ator se pronunciou a respeito, mas Kirkman entregou que o intérprete de Rick terá um final “incrível”. Em entrevista ao site IMDB durante a San Diego Comic-Con, ele afirmou que a saída do protagonista “tornará a diferença entre os quadrinhos e a série ainda mais acentuada”. “No fundo, trata-se de ver o lado de Andrew Lincoln”, disse o quadrinista. “Ele é um ser humano. É uma pessoa que conheço há mais de uma década, uma pessoa que amo. Ele tem suado na Georgia, longe de sua família, há muito tempo”. E conclui afirmando que o ator quer se despedir de forma especial. “Ele se importa profundamente com os fãs e quer fazer algo especial na despedida. Temos algo incrível planejado. Não quero estragar nada, mas qualquer um que tenha sido um fã desta jornada, que ama Rick Grimes, que ama o mundo de ‘Walking Dead’, vai querer ver o que iremos fazer”. Kirkman, que é creditado como produtor da série, é a segunda pessoa da equipe a confirmar a saída de Lincoln. Anteriormente, Michael Satrazemis, um dos diretores da atração, usou seu Instagram pessoal para agradecer e se despedir do ator. “Muitos de nós passamos os últimos oito anos de nossas vidas trabalhando, criando, dando tudo de si, abraçando e as vezes até mesmo sangrando de verdade, com o Andy [Lincoln]. Tudo isso para fazer algo especial. Ele é um dos maiores homens que eu já conheci. E um amigo. A série sentirá a falta dele tanto quanto vocês. Ela será diferente, mas ainda será ótima. Todos nós que amamos fazer ‘The Walking Dead’ continuaremos dando o nosso melhor para a criação e as vezes até sangraremos por vocês”, ele escreveu, ao lado de uma foto em que abraça Lincoln, coberto de sangue cenográfico. O diretor deve ter recebido um pito enorme dos produtores e do canal, já que o post ficou pouco tempo no ar. O AMC continua tentando preservar o segredo de polichinelo, repetindo a tática da Warner, que fez questão de ignorar Superman no marketing da “Liga da Justiça”, enquanto o intérprete do herói dava entrevistas sobre sua participação no filme. A perda de Andrew Lincoln pode representar um golpe duro na audiência de “The Walking Dead”, já que muitos fãs afirmaram que abandonariam a série caso isso se confirmasse. E o pior é que não deve ser o único baque. Lauren Cohan, a Maggie, também se prepara para deixar a produção após a 9ª temporada, pois, como o AMC não quis negociar seu aumento, ela vai estrelar outra série, “Whiskey Cavalier”. E como desgraceira pouca é bobagem, a showrunner Angela Kang revelou que o contrato de Danai Gurira, a Michonne, é outro que se encerra na 9ª temporada e, por enquanto, o retorno da atriz após este período está igualmente indefinido, graças aos convites que ela tem recebido para papéis de cinema.
Punho de Ferro ganha teaser e confirma Alice Eve como a vilã Mary Tyfoid na 2ª temporada
A Netflix divulgou o primeiro teaser da 2ª temporada de “Punho de Ferro” (Iron Fist), que traz o herói vivido por Finn Jones numa briga de rua, para revelar a data de estreia dos novos episódios. A forma como a briga é apresentada já é resultado de mudanças profundas na produção. A 2ª temporada de “Punho de Ferro” está sendo desenvolvida por um novo showrunner, Raven Metzner (produtor-roteirista de “Sleepy Hollow”), após Scott Buck sair para comandar a série dos “Inumanos”, pior produção da Marvel. E ele trouxe a bordo um novo coreógrafo das lutas: o coordenador de dublês Clayton Barber, que trabalhou em “Pantera Negra”. Outra novidade dos próximos capítulos será a participação da atriz Alice Eve (“Além da Escuridão: Star Trek”), que vai viver a supervilã Mary Tyfoid (Typhoid Mary, no original). O papel foi confirmado durante a San Diego Comic-Con. Nos quadrinhos, Mary é inimiga/amante do Demolidor. Ela possui poderes psiônicos, incluindo leve telecinesia e forte pirocinese (capacidade de provocar chamas), além de ser uma grande artista marcial. Geralmente, ela trabalha como assassina contratada pelo crime organizado e sofre com distúrbios mentais, que a fazem ter mais de uma personalidade. Com sua identidade de Mary Walker, ela é uma mulher tímida e pacifista. Já Tyfoid é aventureira, desinibida e violenta. E ainda há a personalidade de Bloody Mary, uma assassina sádica que odeia os homens. Antes mesmo do anúncio, rumores apontavam que a série teria uma vilã poderosa em sua 2ª temporada. Uma chamada de testes revelou que a produção procurava intérprete para “uma agente secreta freelancer” e “uma camaleoa adepta em desempenhar papéis diferentes para cada missão”. Os novos episódios chegam ao streaming no feriado de 7 de setembro.
Insatiable: Debby Ryan vive ex-gordinha com planos de vingança no trailer da nova série teen da Netflix
A Netflix divulgou o pôster, 32 fotos, um teaser e o trailer legendado da série “Insatiable”, que acompanha a vingança de uma ex-gordinha. Vítima de bullying no colegial, ela decidiu mudar de dieta, ficou glamourosa e buscar um treinador de concursos de beleza para virar miss e ir à forra. A prévia é cheia de momentos ultrajantes, no melhor estilo “Heathers” (o filme, não a série aparentemente cancelada). O projeto estava sendo desenvolvido na rede CW, que não aprovou o piloto. Era aparentemente muito controvertido, pelo que o trailer demonstra. E já causa polêmica antes da estreia, acusado de body shaming nas redes sociais. Criada por Lauren Gussis (roteirista de “Dexter”), “Insatiable” destaca a atriz Debby Ryan (estrela da série “Jessie”, do Disney Channel) no papel principal, Alyssa Milano (de “Charmed” e “Mistresses”) como sua mãe e Dallas Roberts (“The Walking Dead”) como o treinador, além de Christopher Gorham (“Covert Affairs”), Erinn Westbrook (“Awkward.”), Michael Provost (“Em Defesa de Cristo”), Sarah Colonna (“Chelsea Lately”), Kimmy Shields (“Big Little Lies”), Irene Choi (“As Calouras”), Arden Myrin (“Shameless”), James Lastovic (novela “Days of Our Lives”) e Beverly D’Angelo (do cássico “Férias Frustradas”). A 1ª temporada conta com 12 episódios e chega ao streaming em 10 de agosto. Além de “Insatiable”, a Netflix também resgatou o piloto de “Mixtape”, recusado pela Fox.
Jaime King vai estrelar nova série de zumbis na Netflix
A Netflix vai produzir uma série de zumbis, “Black Summer”, estrelada por Jaime King (de “Hart of Dixie” e personagem-título de “Sin City: A Dama Fatal”). Na trama, King interpretará uma mãe que se vê separada de sua filha e embarca em uma jornada angustiante para encontrá-la. Junto a um pequeno grupo de refugiados, ela deve enfrentar um novo mundo hostil e tomar decisões brutais durante o fase mais mortal de um apocalipse zumbi. Parece dramático. Mas será? Afinal, os responsáveis são Karl Schaefer e John Hyams, respectivamente co-criador e produtor-executivo de “Z Nation”, série trash de zumbis do canal pago SyFy – atualmente renovada para sua 5ª temporada. Segundo o site da revista The Hollywood Reporter, o projeto é justamente um spin-off de “Z Nation”, que é disponibilizado no mercado internacional pela Netflix. A atração terá oito episódios em sua 1ª temporada e ainda não tem previsão de estreia.
Nightflyers: Série sci-fi inspirada na obra do autor de Game of Thrones ganha trailer legendado
A Netflix divulgou fotos e o trailer completo legendado da série “Nightflyers”, sci-fi baseada no livro de mesmo nome de George R.R. Martin (autor da franquia literária “As Crônicas de Gelo e Fogo”, que inspirou “Game of Thrones”). O vídeo capricha no clima de terror espacial, com cenário ensanguentado, avisos de perigo, desespero e delírios. “Isto é um aviso e não um pedido de ajuda. Não embarquem na nave”, diz Gretchen Mol (série “Boardwalk Empire”), toda respingada de sangue. Ou seja, o clima está mais para “O Enigma do Horizonte” (1997) que para a primeira adaptação da obra. Para quem não lembra, “Nightflyers” já rendeu um filme, bem trash, em 1987. De todo modo, a trama é muito, mas muito parecida com a de outra série em desenvolvimento: “Origin”, do YouTube Premium, que também teve um trailer revelado nesta quinta (19/7) durante a San Diego Comic-Con. A trama espacial se passa num futuro apocalíptico. Às vésperas da destruição do planeta Terra, uma tripulação de cientistas e um poderoso telepata embarca no veículo mais avançado da galáxia, a nave Nightflyer, para interceptar uma misteriosa fonte de sinais do espaço que pode representar uma chance de sobrevivência para a humanidade. Contudo, à medida em que a tripulação se aproxima de seu destino, descobre que a inteligência artificial da nave e seu misterioso capitão estão conduzindo-os para horrores mortais. A adaptação está a cargo do roteirista Jeff Buhler (“O Último Trem”) e o elenco também inclui Eoin Macken (série “The Night Shift”), David Ajala (“Velozes e Furiosos 6”), Sam Strike (novela britânica “EastEnders”), Maya Eshet (série “Teen Wolf”), Angus Sampson (série “Fargo”), Jodie Turner-Smith (série “The Last Ship”) e Brían F. O’Byrne (série “The Magicians”). A produção era originalmente do canal pago SyFy, que também divulgou um pôster. Após dar sinal verde para as gravações, o Syfy cedeu a distribuição internacional para a Netflix, num acordo para viabilizar o orçamento – mais elevado que “The Expanse”, a ex-série mais cara da emissora. A estreia vai acontecer na temporada de outono norte-americana, entre setembro e novembro.
Origin: Trailer da nova série sci-fi espacial junta atores de Harry Potter com diretor de Resident Evil
O YouTube Premium divulgou o primeiro trailer de “Origin”, série sci-fi espacial estrelada por Tom Felton e Natalia Tena, ambos ex-integrantes da franquia “Harry Potter” – ele viveu o bruxinho Draco e ela a ninfadora Tonks. Os dois serão tripulantes de uma viagem rumo a um planeta distante. O problema é que os passageiros foram abandonados à bordo e precisam trabalhar juntos para sobreviver, até que percebem que um deles não é quem diz ser. Natalia Tena será Lana, membro da equipe que se torna uma espécie de capitã, e Felton será Logan, o antagonista principal, um jovem bravo que é uma ameaça tanto para si quanto para o resto da tripulação. Origin é o nome da nave, mas a trama também terá flashbacks para mostrar a vida dos personagens antes do voo. Ou seja, resultará numa espécie de “Lost” (2004-2010) com os passageiros perdidos no espaço – na verdade, mais ao estilo de “Pandorum” (2009) e “O Enigma do Horizonte” (1997) do que da série “Perdidos no Espaço”. A direção é justamente do responsável por “O Enigma do Horizonte”, o cineasta Paul W.S. Anderson (da franquia “Resident Evil”). Ele assina os dois primeiros episódios – de um total de dez – , que ainda não têm previsão de lançamento. A série foi criada por Mika Watkins (roteirista de “Troy: Fall of a City”) e o elenco também inclui Nora Arnezeder (série “Mozart in the Jungle”), Fraser James (“Resident Evil 6: O Capítulo Final”), Philipp Christopher (“Laços de Sangue”), Madalyn Horcher (“Jack Reacher: Sem Retorno”), Jóhannes Haukur Jóhannesson (série “Game of Thrones”) e Siobhán Cullen (“Jimi: Tudo a Meu Favor”).
DC Universe terá nova série de super-heróis centrada em Stargirl
A plataforma DC Universe vai ganhar mais uma série de super-heróis. O produtor e quadrinista Geoff Johns anunciou o projeto de “Stargirl”, durante a San Diego Comic-Con. A personagem, que às vezes tem o nome traduzido como Sideral no Brasil, já apareceu no Arrowverse, como é chamado o universo compartilhado das séries da DC exibidas pela rede americana CW. Ela foi introduzida como integrante da Sociedade da Justiça da América em três episódios da 2ª temporada de “Legends of Tomorrow”. O produtor-roteirista não revelou se a série da personagem vai se passar na mesma linha temporal, já que isso colocaria Stargirl nos anos 1940, nem se a atriz Sarah Grey retomaria o papel na nova atração. Mas a Sociedade da Justiça da América é citada na sinopse antecipada. “Stargirl” vai seguir Courtney Whitmore, uma estudante do ensino médio com superpoderes, que inesperadamente assume o papel de líder do supergrupo Sociedade da Justiça da América e encoraja outros heróis a lutarem não só contra vilões, mas contra fantasmas dos seus próprios passados. “‘Stargirl’ foi a primeira personagem que criei para a DC”, disse Johns na Comic Con, lembrando como introduziu a heroína nos quadrinhos em 1999, como enteada do Star-Spangled Kid (também traduzido como Sideral no Brasil). “Mais importante, Courtney Whitmore foi inspirado pela minha irmã que faleceu”, acrescentou. “Ter uma oportunidade de contar uma história para celebrar essa super-heroína era literalmente a primeira coisa que eu queria fazer porque é muito pessoal para mim. Além disso, uma personagem que fala em ser jovem, em um legado e em avançar parece muito importante para mim hoje em dia”. Johns voltará a trabalhar no projeto com o produtor responsável pelo Arrowverse, Greg Berlanti, que assim aumentará para 16 atrações o seu recorde de produções simultâneas no ar. A dupla divide créditos de criação das séries “The Flash” e “Titans”. A nova produção já é a quinta série live action anunciada para o DC Universe, mas, por enquanto, apenas “Titans”, série dos Novos Titãs, mostrou imagens – e trailer! As demais são “Swamp Thing” (do Monstro do Pântano), “Doom Patrol” (com o supergrupo Patrulha do Destino) e “Metropolis” (um prólogo de Superman centrado em Lois Lane e Lex Luthor).
Primeiro trailer da série Titans é sombrio, sanguinário e manda Batman se f*der
A Warner revelou na San Diego Comic-Con o primeiro trailer da série “Titans”, baseada nos quadrinhos dos Novos Titãs. E a primeira impressão, nas palavras de Robin, é um “F*ck, Batman”. Realmente, quem acha Batman sombrio pode se arrepiar ao ver um Robin (Brenton Thwaites, de “Deuses do Egito” e “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”) ainda mais intenso e sanguinário. A prévia traz uma abordagem completamente diferente do que os fãs estão acostumados a ver na TV, nas produções do “Arrowverse”. A nova atração emerge extremamente séria, violenta e sinistra. E isto reflete em boa medida o arco dos quadrinhos em que a trama se baseia, criados por Marv Wolfman e George Pérez em 1980, no qual o grande vilão é um demônio. Com condução de Ravena, a Titã que veio das trevas, o trailer sugere como os heróis se juntam – numa cena que, na verdade, evoca mais o encontro de Lilith com Robin nos anos 1960. Segundo a sinopse oficial, a história gira em torno de Dick Grayson, que sai da sombra de Batman para se tornar o líder de um grupo destemido de novos heróis, incluindo Ravena (Teagan Croft, da novela “Home and Away”), Estelar (Anna Diop, da série “24: Legacy”) e Mutano (Ryan Potter, da série “Supah Ninjas”, do Nickelodeon), além de eventualmente Rapina (Alan Ritchson, da série “Blood Drive”) e Columba (Minka Kelly, da série “Friday Night Lights”). O vídeo oferece relances do visual de todos esses personagens. A aparição de Estelar ganhou mais efeitos. Mas ainda é a que divide opiniões – pela mania do produtor Greg Berlanti de escalar atores negros para viver personagens ruivos. Assim como a violência demonstrada por Robin, que chega a disparar tiros contra bandidos numa cena de potencial polêmico. Não é a série que a maioria esperava. Longe de lembrar o espírito leve e infantil de “Os Jovens Titãs em Ação”, está mais para uma fan fiction distorcida, escrita pelo Coringa. Vai rachar os fãs, mas também pode surpreender. Para quem não conhece o histórico dos personagens, a “Turma Titã” original foi criada pelo roteirista Bob Haney em 1964, quando ele juntou Robin, Kid Flash e Aqualad, os parceiros adolescentes (então com 13 anos) de Batman, Flash e Aquaman, numa mesma aventura. Foi um grande sucesso editorial e a DC voltou a reunir os heróis mirins mais duas vezes antes de decidir lançar uma revista com o grupo, batizada de “Teen Titans”, em inglês. Os Titãs clássicos também incluíram Ricardito (Speedy) e Dianinha, a Moça-Maravilha, que com o tempo viraram Arsenal e Troia, além de Lilith, Rapina, Columba e outros menos famosos. Robin também mudou sua identidade para Asa Noturna nos anos 1980 (e logo Kid Flash virou Flash e Aqualad, Tempestade) e até a Turma Titã teve sua denominação alterada para Novos Titãs, numa fase em que a equipe deixou de ser totalmente teen, trazendo Asa Noturna, Ciborgue, Ravena, Estelar e Mutano, praticamente a equipe da série – e da animação “Jovens Titãs”. Mas as mudanças não acabaram ali. Quando novos membros deram origens a outras formações – e à Justiça Jovem – , a equipe original voltou a se reunir, já adulta, sob o nome simplificado de Titãs, o mesmo escolhido para a produção live action. “Titans” está sendo desenvolvida por Akiva Goldsman, roteirista do pior de todos os “Transformers” e do fiasco “A Torre Negra”, em parceria com o produtor Greg Berlanti, responsável pelas séries de super-heróis da DC Comics na rede CW, e Geoff Johns, ex-diretor da DC Entertainment e cocriador de “The Flash”. A produção será a segunda tentativa de transformar os heróis juvenis da DC em série. O canal pago TNT chegou a encomendar um piloto, mas acabou rejeitando o projeto no ano passado. O roteirista, por sinal, era o mesmo Akiva Goldsman. Desta vez, a produção está sendo concebida para inaugurar a “Netflix” da DC Comics, um serviço de streaming só com produções dos quadrinhos da editora da Liga da Justiça. A previsão para a estreia da série – e do lançamento do serviço de streaming, batizado de DC Universe – é para o outono norte-americano, entre setembro e novembro. A princípio, a plataforma só estará disponível nos Estados Unidos, mas há planos para expandir para outros territórios.
The Crown: Helena Bonham Carter aparece como a primeira Margaret em novas fotos da 3ª temporada
A Netflix divulgou novas imagens da 3ª temporada de “The Crown”. Após revelar a primeira foto de Olivia Colman (série “Broadchurch”) como a rainha Elizabeth II, plataforma de streaming mostrou os visuais de Helena Bonham Carter (“Cinderela”) como a princesa Margaret, irmã da monarca, e Ben Daniels (série “The Exorcist”) caracterizado como Antony Armstrong-Jones, o controverso marido da princesa. Todo o elenco central vai mudar nos novos episódios para refletir a passagem do tempo, pois a série, que iniciou com episódios passados na década de 1950, vai chegar agora aos anos 1970. O elenco central também trará Tobias Menzies (série “Outlander”) como o príncipe Philip e Jason Watkins (“A Bússola de Ouro”) no papel do primeiro-ministro Harold Wilson. Apesar do começo da divulgação, ainda não foram revelados os intérpretes de alguns personagens importantes, como o príncipe Charles, Camilla Parker Bowles e Diana Spencer. A princesa Diana deve aparecer no final do terceiro ano da série para ganhar mais destaque na 4ª temporada, situada uma década depois. Diana conheceu o Príncipe Charles em 1977, quando tinha 16 anos e o herdeiro da coroa britânica namorava sua irmã mais velha, Lady Sarah. Já Camilla Parker Bowles foi a primeira namorada séria do Príncipe Charles e virou sua amante enquanto ele era casado com Lady Di. Após o divórcio de Diana, os dois assumiram o relacionamento, o que gerou grande polêmica na sociedade britânica da época. A 3ª temporada ainda não tem previsão de estreia. Por outro lado, a Netflix informou que irá produzir o quarto ano simultaneamente, com o mesmo elenco, o que diminuirá o intervalo de exibição entre as duas temporadas.
Clássico do terror Creepshow vai virar série do criador dos zumbis de The Walking Dead
O clássico de terror “Creepshow: Arrepio do Medo” vai virar série. O filme de 1982 era uma antologia de cinco contos assustadores, reunidos numa estrutura que prestava homenagem aos quadrinhos do gênero dos anos 1950, como “Contos da Cripta”. Mas a produção também se tornou celebrada por juntar dois mestres do terror, rendendo um dos poucos roteiros originais escritos por Stephen King para o cinema, com direção de George A. Romero (o criador dos zumbis modernos). Fez tanto sucesso que gerou duas continuações, em 1987 e 2006, sem o envolvimento direto de King. A série vai manter a estrutura de antologia, contando uma história completa por episódios, com produção a cargo de um discípulo de Romero: Greg Nicotero, diretor, produtor e responsável pela maquiagem dos zumbis de “The Walking Dead”. Nicotero tem forte ligação com o original. Foi durante uma visita ao set da produção que ele conheceu o seu mentor Tom Savini, de quem virou assistente de maquiagem no clássico de zumbis “Dia dos Mortos” (1985), dirigido por Romero. Ele também trabalhou nos efeitos de “Creepshow 2”, antes de virar um mestre da maquiagem de terror. “Esse é um projeto muito pessoal para mim”, disse Nicotero em nota oficial. “‘Creepshow’ é um daqueles filmes que realmente abraçam o espírito do terror, tem histórias que causam empolgação e arrepios, e que celebram uma das expressões mais puras do gênero, as história sem quadrinhos. Sinto-me honrado em poder continuar essa tradição”. A atração será produzida para o serviço de streaming Shudder, especializada em terror, lançado há três anos pelo canal pago AMC – que exibe “The Walking Dead” nos Estados Unidos. Pretendendo investir em conteúdo original para atrair mais assinantes, o Shudder também está desenvolvendo outros projetos, incluindo uma série criada por Patty Jenkins (diretora de “Mulher-Maravilha”). Ainda não há previsão de estreia para as novas atrações da plataforma.
Primeiras fotos acompanham reboot e mudança de título da série Narcos
A Netflix divulgou as primeiras fotos do que seria a 4ª temporada da série “Narcos”, destacando seus dois novos protagonistas. Mas esta não é a maior novidade da produção, e sim o fato de que as imagens pertencem, na verdade, à 1ª temporada de “Narcos: México”. A atração mudou de título e será reiniciada com a mudança da locação, deixando de acompanhar o narcotráfico baseado na América do Sul para centrar a ação nos cartéis do México. A mudança foi tão radical que não repetirá mais os protagonistas das temporadas anteriores. Por isso, fez sentido tratar a produção como uma série diferente. As imagens e a sinopse divulgadas confirmam que a nova história será estrelada por Diego Luna (“Rogue One”) e Michael Peña (“Homem-Formiga e a Vespa”). Os dois trabalharam juntos anteriormente na cinebiografia dramática “Cesar Chavez” (2014), que Peña protagonizou e Luna dirigiu. Diz a sinopse oficial: “Ao deixar o território colombiano depois de três temporadas, ‘Narcos: México’ explora a origem da atual guerra do tráfico na região ao voltar às suas raízes, um período em que o universo das drogas mexicano era protagonizado por uma gangue desorganizada de produtores e traficantes independentes. A série mostra a ascensão do Cartel de Guadalajara nos anos 1980, quando Félix Gallardo (Diego Luna) assume o comando e une os traficantes para construir um império. Quando o agente do DEA (Drug Enforcement Administration, departamento de combate às drogas dos EUA) Kiki Camarena (Michael Peña) se muda da Califórnia com sua esposa e filho para assumir um novo cargo em Guadalajara, descobre rapidamente que sua tarefa será mais difícil do que poderia imaginar. À medida que Kiki se familiariza com os métodos de Félix e se envolve cada vez mais com sua missão, tem início uma série de acontecimentos trágicos que mudarão as regras do tráfico local e a forma como ele será combatido por muitos e muitos anos”. “Narcos: Mèxico” vai estrear em 2018, em data ainda não confirmada.












