Trailer de documentário sobre Game of Thrones traz choro de Kit Harington e última cena de Daenerys
A HBO divulgou o trailer do documentário “The Last Watch”, que apresenta os bastidores de produção da 8ª e última temporada de “Game of Thrones”. A prévia traz imagens emocionais dos atores e dos criadores David Benioff e D.B. Weiss, reunidos para ler pela primeira vez os roteiros da 8ª temporada. É possível ver Kit Harington (Jon Snow) chorando e Conleth Hill (Varys) abraçando a colega Gwendoline Christie (Brienne). Há também imagens do trabalho de diretores, figurinistas, designers de produção e técnicos de efeitos especiais, entre outros membros da equipe de produção, e o momento em que Emilia Clarke filma a sua última cena como Daenerys Targaryen. O documentário é dirigido pela britânica Jeane Finlay (“Orion: The Man Who Would Be King”), que, segundo a sinopse oficial, registrou “as lágrimas e os triunfos envolvidos no desafio de trazer à vida o mundo de fantasia de Westeros”. Com duas horas de duração, o especial de bastidores será exibido no dia 26 de maio, uma semana depois do último episódio da série.
Netflix renova Coisa Mais Linda para a 2ª temporada
A Netflix anunciou a renovação da série brasileira “Coisa Mais Linda” para sua 2ª temporada. O anúncio veio acompanhado por um vídeo, que pode ser visto abaixo. A série é estrelada por Maria Casadevall (novela “Os Dias Eram Assim”) como Maria Luiza (Malu), que, após o marido desaparecer com seu dinheiro, resolve se mudar de São Paulo para o Rio, onde ele ia abrir um restaurante, e decide transformar aquela propriedade numa casa noturna dedicada à Bossa Nova. Nesta transformação impulsionada pela paixão, ela será inspirada por novas amigas liberais e feministas, interpretadas por Pathy Dejesus (série “Rua Augusta”), Fernanda Vasconcellos (série “3%”) e Mel Lisboa (“Os Dez Mandamentos – O Filme”). A trama também destaca Leandro Lima (novela “Belaventura”) como Chico, um talentoso músico carioca que compartilha a paixão de Malu pelos sons e estilo de vida de um Rio de Janeiro efervescente. O elenco da atração ainda conta com Thaila Ayala (“Pica-Pau: O Filme”) e Ícaro Silva (“Sob Pressão”) em papéis de destaque. Criada por Heather Roth e Giuliano Cedroni (roteirista de “Estação Liberdade” e produtor da série “(fdp)”), a temporada inaugural contou com sete episódios disponibilizados em 22 de março. Já a 2ª temporada terá 6 episódios, com gravações previstas para o segundo semestre de 2019, no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Empire vai acabar na próxima temporada
A rede americana Fox confirmou nesta segunda (13/5) que a série “Empire” vai terminar em sua 6ª temporada. A notícia foi confirmada por Charlie Collier, CEO da Fox Entertainment, durante a apresentação da nova programação da emissora – evento chamado de upfront. Sobre os planos para trazer de volta a personagem interpretada pelo ator Jussie Smollett, Collier disse que dependia dos roteiristas, que ainda estão trabalhando nos roteiros que encerrarão a série. “Até podemos colocar Jussie de volta na série, mas não temos planos para isso”, afirmou o CEO. Smollett se envolveu num escândalo e chegou a ser preso por suspeita de forjar o ataque homofóbico e racista que sofreu em 29 de janeiro. Graças a um acordo com a promotoria e problemas nas evidências materiais, ele se livrou de ir a julgamento. Mas embora mantenha sua versão e jure ser inocente, a polêmica foi grande o suficiente para inspirar dúvidas nos mais crentes. Assim, seu personagem em “Empire” ganhou um final feliz antecipado, via casamento com Kai (Toby Onwumere) e viagem de lua de mel, com possível mudança para Londres. Apesar da confusão do ator, a produção nunca correu risco de ser cancelada. “Empire” é atualmente a segunda série mais vista da Fox, atrás apenas de “9-1-1”, com média de 2,1 pontos entre adultos de 18 a 49 anos e cerca de 6,6 milhões de telespectadores ao vivo. No ar desde janeiro de 2015, a série é centrada em uma gravadora de música e a disputa do controle do grupo por uma família, encabeçada por Terrence Howard, que interpreta um ex-rapper e dono da gravadora, e Taraji P. Henson, sua ex-mulher. Jussie Smollett interpretava o personagem Jamal Lyon, um dos filhos do casal e assumidamente gay na série. O ator também se assumiu publicamente gay em 2015, em entrevista a Ellen DeGeneres.
Criadores de Game of Thrones comentam episódio infernal de domingo
A HBO divulgou um novo vídeo em que os criadores de “Game of Thrones”, David Benioff e D.B. Weiss, comentam as cenas mais importantes do penúltimo episódio da série, “The Bells”, que transformou Porto Real num inferno. Tudo, claro, é spoiler. O título se refere aos sinos de Porto Real, que sinalizaram a rendição da cidade. Um detalhe prontamente ignorado pela nova rainha louca, Daenerys (Emilia Clarke). Os produtores, que escreveram esse episódio, abordam outros momentos-chaves, como detalhes das mortes de personagens e o resultado da batalha entre Daenerys e Cersei (Lena Headey). Batalha? Foi um massacre. Com a exibição de “The Bells”, faltam só um episódio na série. O final vai ao ar no próximo domingo (19/5) no canal pago HBO.
Evil: Série de terror com astro de Luke Cage ganha primeiro trailer
A rede americana CBS divulgou fotos e o primeiro trailer de “Evil”, série de terror que fará parte da programação da próxima temporada. “Evil” é o novo projeto do casal Robert e Michelle King, criadores de “Good Wife” e seu spin-off “The Good Fight”. A trama acompanha um funcionário da Igreja Católica, encarregado de investigar casos de possessões, que pede ajuda a uma psicóloga forense para distinguir casos reais de surtos psicóticos. Mike Colter (o “Luke Cage”) vive o homem da Igreja e a atriz holandesa Katja Herbers (a Emily de “Westworld”) interpreta a psicóloga. O elenco também destaca Aasif Mandvi (“The Brink”) como assistente do personagem de Colter. Além deles, a produção traz Michael Emerson (“Person of Interest”) no papel de Townsend, especialista da defesa em um caso de assassinato em massa que pode ser um agente do Mal. Outros coadjuvantes incluem a adolescente Brooklyn Shuck (“Rise”) e a menina Skylar Gray (“Married”).
Kal Penn quer salvar o sonho americano no primeiro trailer da série Sunnyside
A rede americana NBC divulgou o primeiro trailer de “Sunnyside”, série de comédia que fará parte da programação da próxima temporada. A premissa de “Sunnyside” é politizada, por abordar os chamados “dreamers”, filhos de imigrantes que têm sua permanência nos EUA questionada pelo governo americano. Ela foi criada pelo ator Karl Penn (“House”) em parceria com Matt Murray (produtor-roteirista de “The Good Place”). Além de produzir e escrever, Kal Penn estrela a atração como Garrett Modi, um ex-vereador da cidade de Nova York, descendente de imigrantes, que perdeu o rumo e foi preso por intoxicação pública. Agora, ele vive com sua irmã, Mallory, e tenta entender como tudo deu errado. Quando é abordado para ajudar um grupo diversificado de imigrantes que sonham em se tornar cidadãos americanos, Garrett encontra um novo objetivo e uma chance de redenção. O elenco também inclui Diana Maria Riva (“Man with a Plan”), Joel Kim Booster (“Funemployed”), Kiran Deol (“Nicky, Ricky, Dicky & Dawn”), Poppy Liu (“Mercy Mistress”), Moses Storm (“Youth & Consequences”) e Samba Schutte (“The Grind”).
Primeiro trailer da série Perfect Harmony revela Glee da meia-idade
A rede americana NBC divulgou o primeiro trailer de “Perfect Harmony”, série prevista para a próxima temporada. Combinando comédia, drama e musical, a produção pode ser descrita como um “Glee” da meia-idade. Ou, ainda, como um “Glee” evangélico. “Perfect Harmony” acompanha o ex-professor de música de Princeton Arthur Cochran (interpretado por Bradley Whitford, de “The Handmaid’s Tale”), que, desiludido com a vida, enche a cara, sai dirigindo e resolve se matar com pílulas. Mas, na última hora, pede um sinal a Deus. Como ele estacionou seu carro justamente diante de uma igreja, a deixa faz ressoar um coral sacro. Para resumir, ela acorda de ressaca dentro da igreja, cercado por um grupo de cantores desafinados que mal podem esperar para começar a ter aulas com seu novo professor. Diante dos personagens conflitantes a seu redor, Arthur logo percebe que aquela dissonância é o que ele precisa para se reinventar e redescobrir um pouco de felicidade. A prévia promete muitas versões de músicas conhecidas em arranjos de coral. Daí, a referência a “Glee”. A série foi criada por Lesley Wake (roteirista de “Life in Pieces”) e a produção inclui Jason Winer (também de “Life in Pieces”), que dirigiu o episódio piloto. Já o elenco desafinado destaca Anna Camp, que tem experiência no gênero como uma das estrelas da trilogia musical “A Escolha Perfeita”, além de Tymberlee Hill (“Search Party”), Rizwan Manji (“The Magicians”), Will Greenberg (“Wrecked”), Geno Segers (“Banshee”) e Spencer Allport (“Zero”).
Trailer de Bluff City Law revela volta de Jimmy Smits às séries jurídicas
A rede americana NBC divulgou o primeiro trailer de “Bluff City Law”, série prevista para a próxima temporada. Trata-se de mais um drama jurídico que segue advogados de uma firma de elite. O diferencial é que a equipe é liderada por pai e filha, que tem um relacionamento tumultuado. A atração representa uma volta às tramas jurídicas para o veterano Jimmy Smits (“Nova York Contra o Crime” e “Sons of Anarchy”), que nos anos 1980 estrelou a série clássica “L.A. Law” (1986–1994). Já Caitlin McGee (vista em dois episódios de “Grey’s Anatomy”) terá o principal papel de sua carreira como Sydney, a filha do personagem de Smits. A advogada Sydney Strait costumava trabalhar na firma do pai, Elijah, até que as diferenças de opiniões e atitude – ela é conservador, ela é arrojada – os afastaram. Mas, após anos de distância, a morte inesperada de sua mãe volta a aproximar Sydney do pai, que a convence a retornar para a empresa em Memphis. Ela concorda porque, apesar de seu ressentimento e desconfiança, sabe que trabalhar ao lado do pai é sua melhor chance de vencer casos controversos de direitos civis e, assim, mudar o mundo, se ao menos eles conseguirem se entender. Criada por Dean Georgaris (criador de “The Brave” e roteirista do filme “Megatubarão”), “Bluff City Law” ainda traz em seu elenco de apoio os atores Scott Shepherd (“True Detective”), Barry Sloane (“Revenge”), Michael Luwoye (“The Gifted”) e Jayne Atkinson (“House of Cards”).
Crystal Reed se apaixona pelo Monstro do Pântano em novo teaser da série
A plataforma DC Universe divulgou um novo teaser de “Swamp Thing”, a série do Monstro do Pântano. A prévia traz a personagem Abby Arcane (Crystal Reed, que interpretou Sofia Falcone em “Gotham”), envolvida por galhos, folhas e mergulhada no pântano de forma sensual, revelando a seu lado, nas sombras, a companhia do monstro do título. Na narração, ela comenta “coisas estranhas que acontecem no pântano” e que “às vezes o homem dos seus sonhos acaba sendo um monstro”. Desenvolvida pelos roteiristas-produtores Mark Verheiden (“Constantine”) e Gary Dauberman (“It: A Coisa”), a série vai modificar o foco dos quadrinhos criados em 1972 pelos lendários Len Wein (também pai de Wolverine) e Bernie Wrightson, para enfatizar a protagonista feminina. Abby Arcane também terá sua introdução modificada, como uma pesquisadora do Centro de Controle de Doenças Contagiosas (CDC, na sigla em inglês), que retorna a sua casa de infância na cidadezinha de Marais, na Louisiana, para investigar um vírus mortal transmitido pelo pântano. Ela desenvolve um vínculo com o cientista Alec Holland (Andy Bean, o Stanley adulto de “It: A Coisa, Capítulo 2”), apenas para tê-lo tragicamente tirado dela. Mas quando forças poderosas agem sobre o local com a intenção de explorar as misteriosas propriedades do pântano para seus próprios propósitos, Abby descobre que o lugar guarda segredos místicos e que seu potencial interesse romântico pode não estar morto. O elenco também inclui Jennifer Beals (das séries “Taken” e “The L Word”), Virginia Madsen (“Designed Survivor”), Will Patton (“Falling Skies”), Kevin Durand (da série “The Strain”), Maria Sten (“Straight Outta Compton”), Jeryl Prescott (“Ray Donovan”, “The Walking Dead”), Henderson Wade (“Extant”), Leonardo Nam (“Westworld”), Adrienne Barbeau (que estrelou o filme do “Monstro do Pântano” de 1982) e Derek Mears (o Jason da franquia “Sexta-Feira 13”) como o Monstro do Pântano. Originalmente, a 1ª temporada teria 13 episódios, mas os executivos da Warner mandaram encerrar a produção após a gravação do 10º capítulo. Este fato originou muitas especulações, mas o estúdio não emitiu nenhum comunicado oficial. A série do “Monstro do Pântano” tem produção do cineasta James Wan (diretor de “Aquaman” e “Invocação do Mal”) e seu episódio de estreia é assinado por outro diretor de cinema, Len Weiseman (“Anjos da Noite”). A estreia está marcada para 31 de maio na plataforma DC Universe, disponível apenas nos Estados Unidos.
This Is Us é renovada para mais uma, duas… três novas temporadas!
A rede americana NBC anunciou a renovação da série “This Is Us”. E não apenas para a 4ª temporada, mas para mais três anos completos de produção. O programa continua sendo um dos maiores sucessos de audiência da emissora, com 8,3 milhões de telespectadores semanais e média de 2.0 pontos na demo. Cada ponto inteiro equivale a 1,3 milhão de público adulto qualificado na medição da consultoria Nielsen. Assim como as três temporadas iniciais, os próximos três anos de “This Is Us” terão 18 episódios cada. A expectativa é que a série seja encerrada com a encomenda desses episódios, ao final da 6ª temporada, prevista para 2022. Mas nenhuma decisão oficial foi tomada nesse sentido. O que sugere isso é uma declaração do showrunner da atração, Isaac Aptaker, que em fevereiro revelou já saber exatamente como a série vai acabar. “Nós temos o final em mente há muito tempo, então somos capazes de planejá-lo e tentar fazer com que tudo se complete, ao invés de deixar ‘This Is Us’ como uma série que se estende eternamente”. “This Is Us” é uma criação de Dan Fogelman (criador de “Galavant” e “The Neighbors”) e acompanha as vidas de três irmãos durante épocas diferentes de suas vidas: na infância, na adolescência e na vida adulta, em tramas paralelas. Seu grande elenco destaca Justin Hartley (“Smallville”), Chrissy Metz (“American Horror Story”), Sterling K. Brown (“American Crime Story: The People v. O.J. Simpson”), Milo Ventimiglia (“The Whispers”) e Mandy Moore (série “Red Band Society”).
Whiskey Cavalier é cancelada e Lauren Cohan deve voltar a Walking Dead
A rede americana ABC anunciou o cancelamento de “Whiskey Cavalier” em sua 1ª temporada. A decisão foi tomada antes do final da exibição dos episódios produzidos, restando dois capítulos para a conclusão da série. “Whiskey Cavalier começou com grande audiência e expectativa, com 4,7 milhões de espectadores ao vivo, mas não conseguiu sustentar o público inicial, perdendo metade dos telespectadores ao longo da temporada. Seu episódio mais recente, exibido na quarta (8/5), foi visto por 2,4 milhões e marcou 0,4 ponto na demo. Cada ponto inteiro equivale a 1,3 milhão de público adulto qualificado na medição da consultoria Nielsen. O ator Scott Foley (o Jake de “Scandal”) comentou o cancelamento por meio de um vídeo no Instagram, em que se dirigiu aos fãs, acompanhado de sua esposa Marika Dominczyk, que também atuava na série. Veja abaixo. Na comédia de ação criada por Dave Hemingson – que não tinha nenhum piloto aprovado desde “Kitchen Confidential” em 2005, também cancelada na 1ª temporada – , Scott Foley dividia o protagonismo com Lauren Cohen (a Maggie de “The Walking Dead”). Os dois encarnavam uma espécie de Sr. e Sra. Smith, rivais de diferentes agências do governo, que ao competirem entre si para resolver o mesmo caso inspiram a formação de uma equipe multi-agências, que juntava os dois agentes para lidar com ameaças contra o mundo – embora a maior ameaça que precisassem enfrentar fosse a dificuldade de lidar um com o outro. O fim de “Whiskey Cavalier”, porém, é uma boa notícia para os fãs de “The Walking Dead”, pois Lauren Cohan ficou com sua agenda livre para retornar à série. A aposta dos produtores da atração de zumbis, que prefiram esperar para ver, sem “matar” a personagem da atriz, acabou compensando. A intérprete de Maggie já vinha conversando com a equipe de “The Walking Dead” sobre seu retorno, conforme revelou no mês passado. “Jamais senti como se tivesse ficado no passado. É uma coisa muito estranha, mas penso em Maggie o tempo todo. Ela está sempre dentro de mim. Em parte, porque sei que a história está inacabada. Converso o tempo todo com os produtores”, contou, em entrevista para a revista Entertainment Weekly. “Definitivamente, há muitas maneiras interessantes de retornar. Ainda faço parte desse universo. E não acabou. Então, para mim, é empolgante. Fico muito animada ao falar dessas diferentes possibilidades”, acrescentou. Visualizar esta foto no Instagram. Thanks to all who watched and enjoyed and believed in our show. RIP #whiskeycavalier Uma publicação compartilhada por Scott Foley (@scottkfoley) em 12 de Mai, 2019 às 11:07 PDT
Lúcio Mauro (1927 – 2019)
O ator e comediante Lúcio Mauro, que estrelou diversos programas humorísticos da rede Globo, morreu na madrugada deste domingo (12/5) aos 92 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado há cerca de dois meses na Clínica São Vicente, com problemas respiratórios. Lúcio Mauro era seu nome artístico. O artista nasceu em Belém do Pará, no dia 14 de março de 1927, batizado como Lúcio de Barros Barbalho. Ele começou a carreira no teatro e só foi estrear na televisão aos 33 anos, em 1960, com a inauguração da TV Rádio Clube de Pernambuco, onde fez seu primeiro programa de humor, “Beco sem Saída”, contracenando com José Santa Cruz no quadro “Jojoca e Zé das Mulheres”. Em 1963, Lúcio e sua esposa, a atriz Arlete Salles, mudaram-se para o Rio de Janeiro, indo trabalhar na TV Rio. De lá, ele foi para a TV Tupi, onde participou do “Grande Teatro Tupi”, foi jurado de calouros de Flávio Cavalcanti, dirigiu e atuou no programa “A, E, I, O… Urca!” e o infantil “Essa Gente Inocente”, além de estrelar, junto de Arlete Salles, o humorístico “I Love Lúcio”, uma paródia da sitcom americana “I Love Lucy”. Neste mesmo ano, Lúcio Mauro estreou no cinema ao lado de Arlete em “Terra sem Deus”, de José Carlos Burle. A experiência foi seguida pelas comédias “007 1/2 no Carnaval” (1966), uma paródia de James Bond com Costinha e Chacrinha, e “O Rei da Pilantragem” (1968), escrito por Carlos Imperial. Mas a carreira cinematográfica ficou de lado quanto a televisiva estourou, após estrear na Globo em 1966. Ele começou na emissora no humorístico “TV0–TV1”, ao lado de uma constelação de humoristas que marcaram época na televisão: Jô Soares, Agildo Ribeiro, Paulo Silvino e outros. Dois anos depois, Lúcio criou e dirigiu na Globo o humorístico “Balança Mas Não Cai” (1968), com releituras de quadros de sucesso da Rádio Nacional nos anos 1950. O formato da programa de esquetes com um grande elenco, que se alternava num mesmo cenário sem mudar o contexto das piadas, fez enorme sucesso e inspirou o humor brasileiro durante décadas. Foi nesse período, inclusive, que Lúcio emplacou sua criação mais famosa, o quadro “Fernandinho e Ofélia”, em que vivia um homem rico e sofisticado, constantemente constrangido pela burrice da esposa (Sônia Mamede), que cometia grandes gafes diante de convidados ilustres, apesar de repetir o bordão “Só abro a boca quando tenho certeza!”. Quando “Balança Mas Não Cai” foi para a TV Tupi, nos anos 1970, ele acompanhou os colegas do programa e deixou a Globo por um tempo. A época também marcou o fim de seu casamento com Arlete. Mas ele ficou pouco tempo solteiro, casando-se com Ray Luiza Araujo Barbalho em 1974. Menos tempo ainda passou longe da Globo, para onde voltou pelas mãos de Chico Anysio, um de seus maiores parceiros, vindo a integrar o elenco de todos os programas humorísticos do famoso criador – de “Chico City” (1973) a “Escolinha do Professor Raimundo” (1990). Ele criou personagens marcantes ao lado de Chico Anysio, como o diretor Da Julia, que trabalhava com o ator canastrão Alberto Roberto, e o aluno Aldemar Vigário, da “Escolinha do Professor Raimundo”. Puxador de saco do professor, Vigário contava contos épicos de supostos grandes feitos do mestre com o bordão “Quem? Quem? Raimundo Nonato!”. Nos anos 1980, Lúcio Mauro emplacou uma nova versão de “Balança Mas Não Cai” (1982) na Globo, e ajudou a conceber e dirigir “A Festa é Nossa” (1983), humorístico que tinha como cenário fixo a cobertura de Fernandinho e Ofélia. O ator também participou de “Chico Anysio Show” (1982) e “Os Trapalhões” (1989), revivendo a dupla Fernandinho e Ofélia com Nádia Maria, após a intérprete original ser diagnosticada com leucemia e se afastar da TV – Sônia Mamede veio a falecer em 1990. Mas Lúcio não fez apenas comédias. Em 1983, interpretou o médium Chico Xavier no “Caso Verdade Chico Xavier, um Infinito Amor”. E, em 1988, fez uma participação na minissérie “O Pagador de Promessas”, de Dias Gomes, como Dr. Quindim. A diversificação aumentou nos anos 1990, com um episódio de “Você Decide” (1992), a novelinha teen “Malhação” (1995), atuando como Dr. Palhares, pai do Mocotó (André Marques), e a novelinha infantil “Caça-Talentos” (1996), com Angélica. Em 1998, encarnou o bicheiro mafioso Neca do Abaeté na minissérie “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, e o advogado Nonato na segunda versão da novela “Pecado Capital”, atuou em um episódio de “Sai de Baixo” e participou da novela “Meu Bem Querer”. A partir de 1999, Lúcio Mauro retomou personagens em “Zorra Total”. Refez o quadro Fernandinho e Ofélia, desta vez com Claudia Rodrigues. E começou a contracenar com seu filho, o ator Lúcio Mauro Filho. Além disso, criou um novo personagem, Ataliba, um vovô surfista, revivendo com José Santa Cruz a parceria de sua estreia na TV em 1960. Nos últimos anos, dedicou-se a fazer mais participações em novelas – como “Paraíso Tropical” (2006), “A Favorita” (2008) e “Gabriela” (2012). E filmes. Embora sua filmografia comece nos anos 1960, foi só nos últimos anos que Lúcio realmente se dedicou ao cinema, atuando em “Redentor” (2004), de Claudio Torres, “Cleópatra” (2008), de Júlio Bressane, “Muita Calma Nessa Hora” (2010), de Felipe Joffily, e “Vai que Dá Certo” (2013), de Maurício Farias. Neste último, também contracenou com o filho. O humorista gostava de trabalhar com os filhos, tanto que estrelou a peça “Lúcio 80-30” (2008) com três deles, Lúcio Mauro Filho, Alexandre Barbalho e Luly Barbalho. E voltou a contracenar com dois deles em 2014, no penúltimo episódio de “A Grande Família”, como o pai de Luly, a irmã de Tuco, personagem de Lúcio Mauro Filho. Sua despedida das telas aconteceu em 2015, numa participação especial da releitura da “Escolinha do Professor Raimundo”, que foi exibida na TV Globo e no canal pago Viva. Desde 2016, quando sofreu um derrame, Lúcio Mauro enfrentou diversos problemas de saúde, sendo forçado a se aposentar. Relembre abaixo três dos personagens mais famosos do humorista.
Peggy Lipton (1946 – 2019)
Atriz Peggy Lipton, que estrelou as séries clássicas “Mod Squad” e “Twin Peaks”, morreu de câncer no sábado (11/5), em sua casa, aos 72 anos. “Ela fez sua jornada pacificamente com suas filhas e sobrinhas a seu lado”, disseram as filhas, a modelo Kakida e a também atriz Rashida Jones em comunicado. Uma das atrizes mais belas da televisão, Peggy Lipton começou a carreira como modelo. Ela resolveu tentar a atuação em 1965 com uma aparição em “A Feiticeira”. Mas apesar da beleza e esforço, só conseguiu pequenas participações antes de emplacar seu primeiro papel fixo em 1968. E que papel! Peggy foi escalada como a principal personagem feminina de “Mod Squad”, a hippie Julie Barnes. A série marcou época por trazer temas da juventude contemporânea para as tramas policiais. Os episódios acompanhavam três jovens rebeldes – “um branco, um negro e uma loira” – , que, após fazer um acordo com a polícia para evitar a prisão, viram informantes e passam a se infiltrar em escolas e movimentos sociais. “Mod Squad” foi a primeira abordagem televisiva da contracultura – um ano antes do filme “Easy Rider” – e apesar de defender “o Sistema”, tinha como regra nunca mostrar nenhum adolescente ser preso. Os vilões eram os adultos que se aproveitam dos jovens. E graças à temática, acabou sendo também pioneira na dramatização de problemas sociais como aborto, violência doméstica, abuso infantil, analfabetismo, manifestações estudantis, imigração ilegal, brutalidade policial, racismo, traumas psicológicos de guerra, tráfico e consumo de drogas. O produtor era ninguém menos que Aaron Spelling, o mesmo de “Barrados no Baile”. O sucesso foi tanto que, durante as cinco temporadas da série, entre 1968 e 1973, Peggy Lipton virou uma das estrelas mais populares da TV. Ela chegou a lançar discos como cantora e até namorou Elvis Presley. E também foi reconhecida por seu desempenho, indicada a quatro prêmios Emmy. Acabou vencendo um Globo de Ouro de Melhor Atriz Dramática em 1971. Em 1974, após o fim da produção, a atriz se casou com o jazzista Quincy Jones, um casamento interracial que chegou a causar controvérsia na época. Ela teve suas filhas logo em seguida, o que acabou interrompendo sua carreira. Só voltou a atuar num telefilme de reunião de “Mod Squad” em 1979, exceção durante sua pausa prolongada, que se estendeu por quase duas décadas. A segunda fase da sua carreira começou apenas durante seu processo de divórcio, quando ela decidiu retornar à TV, entrando no elenco de outra série que se tornou parte da História da TV: “Twin Peaks”, em 1989. Seu papel era Norma Jennings, dona da lanchonete Double R Diner, um dos principais cenários da produção. Ela ainda repetiu essa interpretação no filme “Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer” (1992) e no recente revival da série, “Twin Peaks: O Retorno”, lançado em 2017. Novamente em evidência, desta vez Peggy deu sequência à carreira, aparecendo em filmes como “O Mensageiro” (1997), “Quando em Roma” (2010) e “Quatro Vidas de um Cachorro” (2017). Atuou ainda em séries tão diferentes quanto “Popular” (quatro episódios em 2000), “Alias” (três episódios em 2004), “Psych” (um episódio temático dos anos 1960, em 2014), “Claws” (como ela mesma em 2017), além de “Angie Tribeca”, em que contracenou com sua filha Rashida Jones na pele de Peggy Tribeca, justamente a mãe da personagem-título (Rashina), em dois episódios de 2016 e 2017.









