Irmandade: Vídeo de bastidores traz depoimentos de Seu Jorge, Naruna Costa e Hermila Guedes
A Netflix divulgou um vídeo de bastidores de “Irmandade”, série nacional estrelada por Seu Jorge (“Cidade de Deus”) sobre uma facção criminosa nascida em presídios. A prévia traz depoimentos do elenco e cenas da trama, que se passa nos anos 1990 e traça paralelos com a fundação do PCC e as rebeliões nos presídios paulistas do período. Além de Seu Jorge, destacam-se no vídeo as participações de Naruna Costa (“Hoje eu Quero Voltar Sozinho”) e Hermila Guedes (“Céu de Suely”). Na série, a advogada Cristina (Naruna Costa) é pressionada a se reaproximar do irmão Edson (Seu Jorge), líder da Irmandade, para virar informante da polícia. Com as batidas e prisões que se seguem, outro líder da facção, Carniça (Pedro Wagner, de “Tungstênio”), passa a desconfiar que há um rato (traidor) na organização, e o cerco começa a se fechar. Ao mesmo tempo, conforme se infiltra na Irmandade, Cristina começa a questionar seus próprios valores sobre a lei e a justiça, e entra em contato com um lado sombrio de si mesma que não imaginava ter. O elenco também inclui Lee Taylor (“O Mecanismo”) como Ivan, um detento oportunista afiliado à Irmandade. A série tem produção da 02 e foi criada pelo cineasta Pedro Morelli (“Zoom”), que divide a direção dos episódios com Gustavo Bonafé (“O Doutrinador”) e Aly Muritiba (“Ferrugem”), e conta com Felipe Sant’Angelo (“Pedro e Bianca”) como roteirista-chefe. Os oito episódios da 1ª temporada foram disponibilizados na sexta (25/10) em streaming.
Toda Forma de Amor: Bruno Barreto assina série LGBTQIA+ que estreia nesta sexta
O diretor Bruno Barreto, de longas como “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, que levou 10 milhões de brasileiros aos cinemas, e “O Que É Isso Companheiro?”, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, vai estrear como diretor de uma série de ficção com “Toda Forma de Amor”, que chega ao Canal Brasil nesta sexta (25/10). A emissora disponibilizou um vídeo com cenas da atração e depoimentos da equipe, além de fotos da produção. Veja abaixo. Escrita por Marcelo Pedreira (“Incuráveis”), a série aborda o tema do amor LGBTQIA+ e também o ódio contra pessoas trans no Brasil e é estrelada por Gabrielle Joie, que também está na novela “Bom Sucesso”, da Globo. “Toda Forma de Amor” foi gravada em São Paulo e tem como principais cenários a casa noturna Trans World e um consultório de psicologia comandado por uma psicóloga lésbica, Hannah, interpretada por Guta Ruiz (“Gostosas, Lindas e Sexies”). No elenco, estão o ator Rômulo Arantes Neto (“Mais Forte que o Mundo: A História de José Aldo”), como Daniel, empresário hétero e dono da boate que se apaixona por Marcela (Gabrielle Joie), uma DJ trans, sem saber de sua sexualidade. Completam o elenco os atores Otávio Martins, Juan Alba, Wallie Ruy, Christiana Ubach, Daniel Infantini, Alexandre Cioletti e Eucir de Souza, Fabiana Gugli, além de participações especiais de Rita Batata e do argentino Juan Manuel Tellategui. “A série lida com questões muito atuais, que são texto e não contexto. É sobre a condição humana. Não importa qual o seu gênero ou orientação sexual. No final, todos queremos a mesma coisa”, disse Bruno Barreto em entrevista ao programa “Cinejornal”, do Canal Brasil. Os quatro primeiros episódios da série também estão sendo lançados em streaming no dia da estreia televisiva, inclusive para não assinantes, no Canal Brasil Play, Now, Vivo Play e Oi Play.
Cauã Reymond vai estrelar nova série do diretor de Ilha de Ferro
Com o fim da produção de “Ilha de Ferro”, que estreia sua última temporada na sexta (25/10), Cauã Reymond prepara-se para estrelar uma nova série. Ele está gravando o piloto de “Próteses”, nova empreitada do cineasta Afonso Poyart, responsável justamente por “Ilha de Ferro”. O piloto, porém, não é uma produção da Globo. Trata-se de uma iniciativa da produtora de Poyart, Black Filmes, que será oferecido ao mercado depois de finalizado. “Próteses” tem uma trama de sci-fi tecnológica, que vai mostrar atletas paraolímpicos intensamente disputados por grandes corporações que fabricam próteses. Além de Cauã, o elenco inclui o recordista paraolímpico de salto em altura Flávio Reitz e o ator Alli Willow (de “Bacurau”).
Ilha de Ferro: Trailer da última temporada tem excesso de ação, tiros e explosões
O Globoplay divulgou fotos e um trailer trepidante da 2ª e última temporada de “Ilha de Ferro”, série mais cara já feita no Brasil, que retorna em streaming. A prévia tem excesso de ação, tiros e explosões. Produção original mais badalada do serviço de streaming da Globo, lançado em novembro do ano passado com grande repercussão, “Ilha de Ferro” transformou-se também na primeira atração cancelada da plataforma. A explicação da Globoplay para o cancelamento foi sucinta: “porque preferiu encomendar novos originais”. O detalhe é que, meses antes, os produtores receberam sinal verde para desenvolver os roteiros da 3ª temporada, que acabaram jogados no lixo. Até os cenários da série, inclusive a plataforma de petróleo de 3 mil m² que foi reproduzida nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com um custo estimado de R$ 2 milhões, já foram desmontados. Apesar de não divulgar números, na época do lançamento, a plataforma de streaming da Globo indicou que a série tinha entrado no top 5 de seus programas mais vistos, com audiência próxima das novelas da emissora. Além disso, a produção conquistou aval internacional, ao ser elogiada pela revista americana Variety, numa reportagem que considerou “Ilha de Ferro” uma das melhores séries estrangeiras do ano. Mas o texto elogioso já chamava atenção para o fato de ser uma aposta arriscada da Globo, porque cara demais. A produção acompanha o cotidiano de profissionais de uma plataforma de petróleo, alterando-se entre dramas no isolamento do alto-mar e dilemas envolvendo suas famílias em terra firme. O investimento elevado incluía cenas cinematográficas, como uma queda de helicóptero no mar, e um acordo com a Marinha brasileira para utilização de navios e equipamentos. Não se sabe se o novo governo mudou de ideia em relação à parceria e descontinuou o auxílio da Marinha. Em várias intervenções, o presidente Bolsonaro afirmou considerar a imprensa, em particular a Folha de S. Paulo e o grupo Globo, como sua inimiga. Escrita por Adriana Lunardi e o já falecido Max Mallmann, com supervisão de Mauro Wilson, a série tinha direção do cineasta Afonso Poyart (“Mais Forte que o Mundo: A História de José Aldo”) e destacava no elenco Cauã Reymond (“Não Devore Meu Coração”), Maria Casadevall (“Mulheres Alteradas”), Sophie Charlotte (“Reza a Lenda”), Klebber Toledo (série “A Fórmula”), Osmar Prado (minissérie “Nada Será Como Antes”) Taumaturgo Ferreira (“Os Parças”), Jonathan Azevedo (novela “A Força do Querer”), Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”) e Moacyr Franco (“Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”). Além disso, Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”), Eriberto Leão (“De Pernas pro Ar 2”) e Romulo Estrela (“Entre Irmãs”) entraram na 2º temporada. A última temporada teve suas gravações encerradas em março e estreia na sexta-feira (25/10) em streaming.
Ninguém Tá Olhando: Série de anjos com Kéfera e Projota ganha primeiras fotos
A Netflix divulgou as primeiras cinco fotos de “Ninguém Tá Olhando”, série de comédia brasileira que destaca em seu elenco Kéfera Buchmann (“Eu Sou Mais Eu”) e Projota (“Carcereiros”). Os oito episódios da série criada e dirigida pelo cineasta Daniel Rezende (“Bingo: O Rei das Manhãs”, “Turma da Mônica: Laços”) gira em torno de anjos da guarda. Ou melhor, Angelus, que usam camisa e gravata para trabalhar e proteger os humanos. Um deles é Uli (Victor Lamoglia, do canal “Parafernalha”), que se revolta contra as ordens arbitrárias que recebe diariamente. Por conta própria, Uli decide ajudar os humanos, entre eles a cativante Miriam (Kéfera), o veterinário Sandro (Leandro Ramos) e Richard (Projota), um homem que teve o coração partido. Em poucas horas, o novato quebra todas as regras — mas, para sua surpresa, não é punido. Será que o chefe (deus?) está realmente de olho? O elenco também traz Julia Rabelo (“Porta dos Fundos”), Danilo de Moura (“Sequestro Relâmpago”), Augusto Madeira (“Bingo: O Rei das Manhãs”) e Telma Souza (“Ò Paí Ó”) como anjos. “Ninguém Tá Olhando” é uma criação de Daniel Rezende em parceria com Teodoro Poppovic (“3%”) e Carolina Markowicz (“O Órfão”). Além do cineasta, Fernando Fraiha (“Choque de Cultura”) e Marcus Baldini (“Bruna Surfistinha”) também dirigem alguns episódios. A estreia está marcada para o dia 22 de novembro.
Netflix vai disponibilizar primeiro episódio de Irmandade de graça
A Netflix vai disponibilizar o primeiro episódio de “Irmandade”, sua nova série original brasileira, gratuitamente no site oficial da plataforma, entre 25 de outubro a 22 de novembro. Tática parecida ajudou “Sintonia” a se tornar a segunda série brasileira mais vista da história do serviço de streaming. A trama de “Irmandade” se passa em São Paulo nos anos 1990. Naruna Costa (“Hoje eu Quero Voltar Sozinho”) vive Cristina, uma advogada honesta e dedicada, que descobre que seu irmão Edson (Seu Jorge, de “Cidade de Deus”) é líder de uma ascendente facção criminosa, a Irmandade. Coagida pela polícia, ela é obrigada a se tornar informante e trabalhar contra o irmão a quem ela sempre idolatrou. Mas, conforme se infiltra na Irmandade, Cristina começa a questionar seus próprios valores sobre a lei e a justiça, e entra em contato com um lado sombrio de si mesma que não imaginava ter. O elenco também inclui Hermila Guedes (“Céu de Suely”) no papel de Darlene, esposa de Edson, e Lee Taylor (“O Mecanismo”) como Ivan, um detento oportunista afiliado à Irmandade. A série foi criada pelo cineasta Pedro Morelli (“Zoom”), que divide a direção com Gustavo Bonafé (“O Doutrinador”) e Aly Muritiba (“Ferrugem”). Com produção da 02, a 1ª temporada terá oito episódios que estreiam na sexta-feira (25/10).
Sintonia foi segunda melhor estreia brasileira da Netflix
O Brasil também apareceu no relatório trimestral da Netflix, apresentado nesta quarta (16/10) para investidores. O material alardeia o sucesso de “Sintonia”, mas sem trazer os números da audiência à tona, ao contrário das revelações feitas sobre os recordes de acessos da 3ª temporada de “Stranger Things” e do desempenho internacional de “La Casa de Papel”. Segundo a Netflix, “Sintonia” teria registrado o segundo melhor público para uma série estreante do Brasil. A primeira colocada não teve seu nome revelado, já que a empresa prefere manter a “caixa preta” da sua audiência longe do alcance da concorrência. Apesar disso, a Netflix ainda não confirmou a produção da 2ª temporada da série, que foi lançada em 9 de agosto na plataforma. “Sintonia” foi criada e também é dirigida por KondZilla, apelido de Konrad Cunha Dantas, paulista conhecido por fazer clipes de sucesso do funk ostentação e dono do canal mais visto do YouTube, com mais de 30 milhões de inscritos. A série é estrelada pelo funkeiro MC Jottapê, dono do hit “Ladrão da Noite”, e o ator Christian Malheiros, cuja atuação no longa “Sócrates” lhe rendeu indicação na categoria de melhor ator do Independent Spirit Awards, uma das principais premiações do cinema independente americano. MC Jottapê interpreta Doni, um músico ansioso para voar além dos modestos sonhos que sua família planejou para ele. Seu melhor amigo, o ambicioso e ousado Nando (Malheiros), escolhe o caminho arriscado do crime organizado, mesmo indo contra seu senso de ética. O elenco ainda destaca Bruna Mascarenhas em sua estreia como atriz, no papel da rebelde e engenhosa Rita, além de Julia Yamaguchi, Fernanda Viacava, Danielle Olímpia, Leilah Moreno e Vanderlei Bernadino. Kondzilla desenvolveu o projeto com a atriz Alice Braga (série “Queen of the South”) e o roteirista Felipe Braga (série “Mandrake”), por meio da produtora da dupla, Losbragas. Felipe Braga e Guilherme Quintella (roteirista de “Meu Amigo Hindu”) também são creditados como cocriadores de “Sintonia”, ao lado do diretor de clipes.
Produtor brasileiro de Me Chame pelo Seu Nome e Ad Astra vai começar a fazer séries
A produtora brasileira RT Features vai entrar no mercado de séries. Após se destacar no mercado americano com filmes premiados, como “Frances Ha” (2012), “A Bruxa” (2015), “Me Chame pelo Seu Nome” (2017) e os recentes “O Farol” e “Ad Astra”, a empresa de Rodrigo Teixeira fechou parceria com a produtora americana Anonymous Content, responsável pela série “True Detective”, e a agência de talentos CAA para lançar a RT Television. O novo empreendimento terá sede em São Paulo e será liderado por Bárbara Teixeira, que era diretora de produções originais da Sony Brazil. A empresa vai apostar em conteúdo original e terceirizado. Além disso, a ideia é ter produções em inglês e em português, que serão creditadas duplamente à RT Features e à Anonymous Content, além de parceiros eventuais. A RT Features já desenvolveu uma série derivada do filme “Alemão” – na verdade, uma versão estendida dividida em capítulos – para a rede Globo, que recebeu indicação ao prêmio Emmy Internacional. Ela também é produtora de “A Vida Invisível”, selecionado pelo Brasil para disputar uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2020. “É um privilégio incrível fechar essa parceria com duas companhias que traçaram o caminho para a excelência no espaço de TV internacional”, afirmou Rodrigo Teixeira em comunicado oficial. “Enquanto a identidade artística da RT vai exercer um papel em cada projeto que executarmos, essa parceria vai possibilitar mais inovações criativas, fazendo com que possamos trazer o melhor conteúdo para o público local e o melhor dos criadores brasileiros para o mundo.” A aposta em produção de séries reflete o crescimento da demanda pelo surgimento de novas opções em streaming. Em 2020, Disney+ (Disney Plus) e HBO Max lançarão suas plataformas no Brasil, esquentando o mercado já movimentado por Netflix e Globoplay.
Brasil disputa cinco prêmios no Emmy Kids Internacional
Cinco produções brasileiras foram selecionadas para a disputa do Emmy Kids Internacional 2019. A premiação, que reconhece atrações infantis da TV mundial, teve seus indicados anunciados nesta segunda-feira (14/10) pela Academia da Televisão e premiará os vencedores em 31 de março numa cerimônia em Cannes, na França. Duas das indicações brasileiras são da série teen “Malhação”, da Globo. Vencedora do Emmy Kids 2018 com a temporada “Viva da Diferença”, a novelinha volta a concorrer como Melhor Série por “Vidas Brasileiras”. A trama contou a história de Gabriela Fortes (Camila Morgado), uma professora brasileira idealista que ultrapassava os limites da escola para entender cada um de seus alunos. A cada 15 dias, a trama mergulhava na vida de um dos alunos. A história tratou de temas como drogas, machismo, idealização do corpo, racismo, assédio, intolerância religiosa e maternidade precoce, entre outros. A segunda indicação veio pela ação “Malhação Ao Vivo”, do site Gshow, que trazia o elenco da série, ao lado de influenciadores digitais, fãs e especialistas, discutindo os acontecimentos da trama em transmissões nas redes sociais. “Malhação Ao Vivo” concorre na categoria de conteúdo digital. Os demais indicados são a 3ª temporada de “Irmão do Jorel”, do Cartoon Network, que concorre como Melhor Série de Animação, “The Voice Kids”, indicado na categoria de reality show pelo terceiro ano, e o documentário “Nosso Sangue, Nosso Corpo”, da Fox, que desmistifica a menstruação e foi indicado como Melhor Conteúdo Factual. Confira abaixo a lista completa das indicações. Melhor Série Infantil De Regels van Floor (Holanda) Guru Paarvai 4 (Cingapura) Jamie Johnson (Reino Unido) Malhação: Vidas Brasileiras (Brasil) Melhor Série de Animação Grizzy et les Lemmings (França) Irmão do Jorel (Brasil) Lamput (Índia) Zog (Reino Unido) Melhor Telefilme ou Minissérie Der Krieg und ich (Alemanha) Jacqueline Wilson’s Katy (Reino Unido) Joe All Alone (Reino Unido) Just Dance (Coreia do Sul) Melhor Conteúdo Pré-Escolar Animanimals (Alemanha) Bluey (Austrália) Petit (Chile) SuperWings Mission Teams (Coreia do Sul) Melhor Conteúdo Digital Lik Meg (Noruega) Malhação Ao Vivo (Brasil) MarcoPolo World School (Reino Unido) Ultra Nyt (Dinamarca) Melhor Conteúdo Factual My Life: Hike to Happiness (Reino Unido) Nosso Sangue, Nosso Corpo (Brasil) Ultras Like-Eksperiment (Dinamarca) What’s New? (Nigéria) Melhor Reality Show Hua Na Ha Kuob (Tailândia) Lego Masters (Reino Unido) Nachtraven (Bélgica) The Voice Kids (Brasil)
Minissérie da HBO sobre Santos Dumont ganha trailer, fotos e vídeos de bastidores
A HBO divulgou dez fotos e oito vídeos da minissérie “Santos Dumont”, que narra a vida do “pai da aviação” nacional. São dois trailers, um deles em espanhol para o mercado latino-americano, e seis vídeos de bastidores, que detalham os desafios da produção, uma das mais ambiciosas já realizadas no Brasil. As prévias não evitam o tom ufanista nem as limitações evidentes do orçamento em reais, ao tentar evocar o visual grandioso de época que o público se acostumou a esperar dos dramas americanos e europeus da HBO. Trata-se da primeira minissérie brasileira histórica do canal, baseada na vida e na época do pioneiro da aviação. A atração mira o glamour da virada do século 20 e a façanha de Alberto Santos Dumont como o primeiro homem a voar em um avião, além de mostrar detalhes da vida do inventor bon vivant, que também criou o relógio de pulso. Ambientada na França e no Brasil, a trama acompanha a trajetória do aviador desde a infância nos cafezais de sua família no interior de Minas Gerais até os sofisticados salões e aeroclubes de Paris. A direção está a cargo de Estevão Ciavatta, que fez a fraquinha comédia “Made in China” (2014), estrelada por Regina Casé, e dirigiu a série “Preamar” (2012) na própria HBO, em parceria com Fernando Acquaron, que estreia na função após produzir documentários dirigidos por Ciavatta. O papel principal é encarnado por João Pedro Zappa, que brilhou em “Gabriel e a Montanha” (2017). Ele vive Santos Dumont da adolescência aos 40 anos, sendo antecedido no papel pelo menino Guilherme Garcia e sucedido pelo ator Gilberto Gawronski (“Aline”) na fase mais velha. Outro destaque é Bruna Scavuzzi (vista na série “Cidade Proibida”) como Aída de Acosta, socialite cubano-americana que virou a primeira mulher a voar sozinha num dirigível – façanha realizada seis meses antes dos irmãos Wright tentarem seu voo inaugural. “Santos Dumont” vai estrear em 10 de novembro.
Chuteira Preta: Amazon disponibiliza série brasileira sobre lado sombrio do futebol
A Amazon Prime Video disponibilizou nesta semana para seus assinantes uma nova série brasileira sobre o submundo do futebol. Intitulada “Chuteira Preta” (Dark Soccer, no mercado internacional), a série foi criada e dirigida pelo cineasta Paulo Nascimento (“A Oeste do Fim do Mundo”) e aborda, de forma ficcional, os elementos sombrios que têm ocasionado o declínio de carreiras promissoras de jogadores e prejuízos financeiros milionários na indústria mundial do esporte. A trama acompanha a decadência da carreira do multipremiado jogador Kadu (interpretado pelo ator Márcio Kieling). Após passagem bem-sucedida em times de Portugal e Espanha, o atleta tem um retorno desastroso ao futebol brasileiro e acaba ficando sem contrato com clubes. Mesmo assim, suas despesas financeiras não param de aumentar, pois o pai Cedenir (Kadu Moliterno), um jogador fracassado da série C, decidiu viver à custa do dinheiro do filho, e a esposa, Flávia (Karin Roepke), busca benefícios financeiros através do domínio emocional exercido sobre o jogador. Em meio ao drama de sua vida, ele decide voltar às suas raízes em campos de várzea da periferia, quando jogava com os pés descalços. Para isso, tenta ajuda do tio Jair (Nuno Leal Maia), ex-craque dos anos 1970 que não conseguiu enriquecer com a atividade. Mas os antigos conhecidos que optaram pelo crime, além da exploração religiosa, armações futebolísticas e os problemas familiares o seguem o tempo inteiro para atrapalhar seus planos para o final de sua carreira. Também integram o elenco Marcos Breda, Nicola Siri, Rafael Sieg, Maria Zilda Bethlem, Ingra Lyberato, Pedro Garcia Netto, Juan Manuel Tellategui, Cristiano Garcia e Gabrielle Fleck, entre outros. Gravada em Porto Alegre, a produção chega ao serviço de streaming com 13 episódios com áudio original em português e legendas em inglês e espanhol, e já tem 2ª temporada garantida para o próximo ano. A produção foi realizada de forma independente, via apoio do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) e da Ancine, e lançada originalmente em julho no canal pago Prime Box Brazil (com “z” mesmo). Veja abaixo o trailer feito na ocasião, para a estreia televisiva.
Justiça manda governo Bolsonaro retomar edital de séries com temática LGBTQIA+
A 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro derrubou nesta segunda-feira (7/10), em liminar, a portaria do Ministério da Cidadania que suspendia o edital de séries com temática LGBTQIA+, criticado pelo presidente Jair Bolsonaro durante uma live em 15 de agosto. Na decisão, a juíza Laura Bastos Carvalho afirma que a posição do governo traz indícios de discriminação (leia-se homofobia). “A alegação de uma necessidade que, em uma primeira análise, é irrelevante para o prosseguimento do certame suspenso, traz indícios de que a discriminação alegada pelo Ministério Público Federal pode estar sendo praticada”, analisa. O edital suspenso previa a produção de 80 séries brasileiras de vários gêneros, entre elas as atrações de temática LGBTQIA+ que Bolsonaro disse que mandaria “pro saco”. Citando quatro títulos do edital, o presidente afirmou em agosto que tinha vetado as produções porque não tinha “cabimento fazer filmes com esse tema”. Bolsonaro, porém, não tinha poder para vetar determinadas séries – que ele achava que eram filmes. Assim, contou com a ajuda do ministro da Cidadania Osmar Terra, que assinou uma portaria suspendendo o edital inteiro e prejudicando os 80 projetos que estavam aguardando a liberação de verbas para começar suas produções. Como justificativa, o ministro citou a necessidade de recomposição dos membros do Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (CGFSA), responsável por direcionar as verbas arrecadadas com o Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, taxa cobrada da indústria de cinema, TV e telefonia), para poder liberar o financiamento. A portaria também afirma que, uma vez recomposto, o comitê revisaria os critérios e diretrizes para a aplicação dos recursos do fundo, assim como os parâmetros de julgamento dos projetos e seus limites de valor. A medida foi considerada como um ato de censura formal praticado pelo governo, motivado por homofobia. Na decisão, a magistrada afirma que as possíveis mudanças no CGFSA não teriam impacto no prosseguimento no edital. Ela explica que a fase pendente para o fim do processo envolvia uma decisão da Comissão de Seleção Nacional, que não tem relação com o Comitê. “A necessidade de recomposição dos membros do Comitê Gestor do FSA não teria o condão, em um primeiro olhar, de suspender os termos do Edital de Chamamento, já que o referido Comitê não teria participação na etapa final do certame, que conta com comissão avaliadora própria, cuja composição foi definida pelas regras do edital publicado”, diz. A juíza cita ainda a necessidade de uma resposta rápida da Justiça ao caso. Segundo ela, “os direitos fundamentais a liberdade de expressão, igualdade e não discriminação merecem a tutela do Poder Judiciário”. Como exemplo, ela lembra da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou uma medida cautelar contra o processo de censura ocorrido na Bienal do Livro do Rio de Janeiro no começo de setembro. “O perigo na demora, referente ao caso posto nos presentes autos, traduz-se na possibilidade de que as obras selecionadas sejam inviabilizadas pela suspensão do certame, por até um ano. A falta de recursos para a sua concretização em um tempo razoável pode fazer com que tais projetos nunca saiam do papel, em evidente prejuízo à cultura nacional e à liberdade de expressão”, afirma. O Ministério Público Federal também está processando Osmar Terra por improbidade administrativa, em virtude da suspensão do edital. O MPF considerou que a suspensão causou prejuízo aos cofres públicos, uma vez que o governo federal já havia gasto quase R$ 1,8 milhão na análise das 613 propostas que disputavam o edital, aberto em março de 2018 e que já se encontrava na fase final. A suspensão também causou a saída do secretário de Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires, que pediu demissão no dia 21 de agosto, chamando a atuação de Osmar Terra de “censura”. Este não é o único problema enfrentado pela “política cultural” de Bolsonaro. A censura prévia que os bancos públicos — mais especificamente Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal — instituíram para a aprovação de projetos culturais patrocinados ou realizados pelas duas instituições é alvo de outro processo no Tribunal de Contas da União (TCU), que vê irregularidade nos atos.
Ministério Público Federal processa ministro da Cidadania no caso da suspensão de edital de séries LGBTQIA+
O Ministério Público Federal ajuizou nesta quarta (2/10) no Rio de Janeiro uma ação civil pública contra o ministro da Cidadania, Osmar Terra, por improbidade administrativa, em virtude da suspensão de um edital da Ancine para produções de audiovisual para emissoras de televisão públicas. O edital suspenso previa a produção de 80 séries brasileiras, entre elas atrações de temática LGBTQIA+ que foram alvo de críticas preconceituosas do presidente Jair Bolsonaro em uma live de agosto passado. Citando quatro títulos do edital, Bolsonaro afirmou que tinha vetado as produções porque não tinha “cabimento fazer filmes com esse tema”. Após esse ataque, o ministro da Cidadania Osmar Terra assinou uma portaria suspendendo o edital e prejudicando os 80 projetos que estavam aguardando a liberação de verbas para começar suas produções. Como justificativa, o ministro citou a necessidade de recomposição dos membros do Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), responsável por direcionar as verbas arrecadadas com o Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, taxa cobrada da indústria de cinema, TV e telefonia), para poder liberar o financiamento. A portaria também afirma que, uma vez recomposto, o comitê revisará os critérios e diretrizes para a aplicação dos recursos do fundo, assim como os parâmetros de julgamento dos projetos e seus limites de valor. A medida foi considerada como um ato de censura formal praticado pelo governo, motivado por homofobia. O MPF considerou ainda que a suspensão causou prejuízo aos cofres públicos, uma vez que o governo federal já havia gasto quase R$ 1,8 milhão na análise das 613 propostas que disputavam o edital, aberto em março de 2018 e que já se encontrava na fase final. Na ação, o MPF pede a anulação da portaria que cancelou o edital, a conclusão do concurso e que o ministro devolva o dinheiro gasto até agora aos cofres públicos. Além da devolução do dinheiro gasto, a ação do MPF pode resultar, em caso de condenação, na perda do cargo do ministro, a suspensão de seus direitos políticos por oito anos e o pagamento de multa de duas vezes o valor do dano – R$ 3,6 milhões. Se Terra for condenado, ele poderá ainda ser proibido de ser contratado pelo Poder Público Federal ou dele receber benefícios ou incentivos fiscais durante cinco anos. Em sua defesa, o Ministério da Cidadania afirma que o concurso previa a possibilidade de suspensão ou anulação. Segundo a nota, “o edital suspenso não havia sido discutido por esse governo”. Ou seja, o projeto é anterior à eleição de Bolsonaro, o que não serve de desculpa para descaso com o dinheiro público, censura e homofobia. Para o MPF, a questão da censura e da homofobia está subentendida na suspensão. A ação contra o ministro afirma que o objetivo do ministro foi impedir que os projetos mencionados pelo presidente tivessem a chance de vencer o concurso. Como não havia meio legal de tirar os quatro projetos do concurso em sua fase final, a “solução” encontrada foi a de sacrificar todo o processo, de acordo com a análise do MPF. Além dos danos aos cofres públicos causados pela suspensão do concurso, o MPF afirma que “a discriminação contra pessoas LGBT promovida ou referendada por agentes públicos constitui grave ofensa aos princípios administrativos da honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade as instituições”. O texto do processo lembra que em junho de 2019 o Supremo Tribunal Federal, na ação que criminalizou a homofobia, afirmou expressamente que “os homossexuais, os transgêneros e demais integrantes do grupo LGBT têm a prerrogativa, como pessoas livres e iguais em dignidade e direitos, de receber a igual proteção das leis e do sistema político-jurídico instituído pela Constituição da República, mostrando-se arbitrário e inaceitável qualquer estatuto que exclua, que discrimine, que fomente a intolerância, que estimule o desrespeito e que desiguale as pessoas em razão de sua orientação sexual ou de sua identidade de gênero”. A ação do MPF é a segunda proposta na Justiça Federal do Rio sobre o caso. Em agosto, o deputado federal Marcelo Calero (Cidadania-RJ), ex-ministro da Cultura na gestão Michel Temer (MDB), ajuizou uma ação popular para anular a portaria que cancelou o edital. O deputado alega que a medida é inconstitucional. No final de agosto, a juíza Andréa de Araújo Peixoto, da 29ª Vara Federal do Rio, abriu a ação e deu 20 dias para o governo federal explicar a suspensão do edital. Em agosto, procuradores da área de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico do MPF-RJ, instauraram Inquérito Civil Público para apurar o caso. Além disso, a suspensão do edital também está enfrentando processos da entidades representantes da indústria audiovisual brasileira. A suspensão do edital causou a saída do secretário de Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires, que pediu demissão no dia 21 de agosto, chamando claramente a anulação do edital de “censura”. Ele prestou depoimento no inquérito do MPF, no último dia 26 de setembro e afirmou que considera que a suspensão do edital foi “imotivada”, ou seja, não foi baseada em critérios legais. Segundo as regras do edital, o Ministro da Cidadania e o Secretário Especial de Cultura, enquanto órgãos de direção superior, não participam legalmente do processo de seleção dos projetos. Entretanto, de acordo com o que foi apurado pelo MPF, no dia seguinte à manifestação de Bolsonaro, Terra determinou a elaboração de pareceres para uma minuta de portaria para a suspensão do concurso, justificando, para tanto, que a medida era necessária para a recomposição dos membros do Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual. O detalhe é que a formação do comitê depende das indicações de seis integrantes do governo, vindos de diferentes ministérios. Em dez meses de governo, Bolsonaro ainda não indicou nenhum representante. O decreto assinado por Osmar Terra prevê a suspensão do edital por 180 dias, podendo prorrogar o prazo caso o comitê gestor continue sem as indicações dos membros do governo. Trata-se de uma paralisia provocada propositalmente pelo governo, com aviso prévio de prorrogação indefinida. E se for considerada válida, na prática impede qualquer financiamento de produção nacional pelo FSA. Isto porque o Ministério da Cidadania afirmou que a recomposição do Comitê Gestor do FSA (CGFSA) depende da posse do Conselho Superior de Cinema (CSC), que ainda não tem data. Mesmo assim, o mesmo Ministério disse não haver previsão de suspender mais editais. Entretanto, se a justificativa para suspender um edital específico não se aplicar aos demais, o caso assume dimensões criminais, por condução arbitrária e/ou fraude na seleção de concursos públicos. Desde 2011, isto pode render pena de até oito anos de reclusão, quando o crime tiver sido cometido por funcionário público. Por enquanto, a investigação se dá na esfera civil, levando em conta apurações sobre prática de censura, dano aos cofres públicos e ato de homofobia. Mas a situação do ministro pode piorar, dependendo da reação da governo. E, caso Bolsonaro se manifeste oficialmente, também pode ser incluído entre os réus, fornecendo matéria prima para seu Impeachment.








