Associação coreana protesta contra inclusão de “dorama” nos dicionários brasileiros
A Associação Brasileira dos Coreanos protestou na sexta (27/10) contra decisão da Academia Brasileira de Letras (ABL) de incluir nos dicionários da língua portuguesa a palavra “dorama” como sinônimo de produção audiovisual do Leste Asiático. A nota chama a ação de “preconceituosa”, por generalizar produções da região ao adotar uma denominação japonesa. “Não é certo generalizar expressões culturais. Cada produção tem suas características, peculiaridades e um público específico. Generalizar é confundir as peculiaridades. É como falar que toda comida nordestina é comida baiana”, diz o texto. A principal razão do protesto é que “dorama” é uma palavra de origem japonesa e não deveria ser usada para se referir a produções de outros países. A posição da ABL Ironicamente, a Academia Brasileira de Letras anunciou a inclusão da palavra na última semana porque as séries produzidas na Coreia do Sul vêm ganhando força no Brasil. “Obra audiovisual de ficção em formato de série, produzida no leste e sudeste da Ásia, de gêneros e temas diversos, em geral com elenco local e no idioma do país de origem”, define o verbete criado para a nova palavra. Na sequência, a ABL se aprofunda na explicação. “Os doramas foram criados no Japão na década de 1950 e se expandiram para outros países asiáticos, adquirindo características e marcas culturais próprias de cada território”, diz ainda o texto. “Para identificar o país de origem, também são usadas denominações específicas, como, por exemplo, os estrangeirismos da língua inglesa J-drama para os doramas japoneses, K-drama para os coreanos, C-drama para os chineses.”
“Dorama” vira oficialmente palavra brasileira
A palavra “Dorama” ganhou passaporte do Brasil. A chegada oficial do termo ao vocabulário nacional foi sacramentada pela Academia Brasileira de Letras (ABL). A definição, revelada na seção “novas palavras” nas redes sociais da instituição, caracteriza “dorama” como uma “obra audiovisual de ficção em formato de série, produzida no leste e sudeste da Ásia, de gêneros e temas diversos, em geral com elenco local e no idioma do país de origem”. O anúncio da ABL também traça uma breve genealogia da palavra, indicando que os doramas “foram criados no Japão na década de 1950 e se expandiram para outros países asiáticos, adquirindo características e marcas culturais próprias de cada território”. A globalização dos doramas pode ser notada não só pela adaptação linguística mas também pela adoção de terminologias específicas que identificam o país de origem. Conforme exposto pela academia, as denominações como J-drama, K-drama e C-drama servem para diferenciar as produções japonesas, coreanas e chinesas, respectivamente. Brasil também tem K-drama A inclusão de “dorama” no léxico brasileiro acontece após o país produzir sua primeira série do gênero K-drama, “Além do Guarda-Roupa”, da HBO Max. Ou seja, “doramas” (palavra japonesa para J-dramas) não são só obras produzidas no “leste e sudeste da Ásia”. Há uma estética e apelo envolvidos. Passada no bairro do Bom Retiro, que concentra a comunidade coreana em São Paulo, “Além do Guarda-Roupa” foi estrelado por Sharon Cho, filha de imigrantes, no papel da adolescente Carol. Aspirante a bailarina, ela quer distância de tudo que vem da Coreia, desde que foi abandonada pelo seu pai. Entretanto, seu guarda-roupa tem outros planos. Ele abre um portal mágico para o dormitório do ACT, o maior grupo fictício de K-pop do mundo, o que faz com que o quarto da jovem seja invadido por ídolos da música pop, virando seu mundo de ponta cabeça. Confira o trailer da atração abaixo.
Fim | Série criada por Fernanda Torres atravessa décadas. Veja o trailer
A Globoplay divulgou o trailer de “Fim”, nova série brasileira que transita entre humor, drama e o irrevogável destino de cada ser humano – a morte. Adaptada do livro homônimo da atriz e escritora Fernanda Torres, a série, que estreia nesta quarta-feira (25/10), conduz o espectador por um túnel do tempo que se estende de 1968 a 2012, acompanhando as vidas de um grupo de amigos ao longo de quatro décadas, desde a juventude até a velhice, e o que acontece quando se reencontram após o primeiro deles morrer. Enredo e elenco A trama inicia com a morte de Ciro, interpretado por Fábio Assunção (“Desalma”), o mais admirado do grupo, que encontra seu fim sozinho em uma cama de hospital. Na juventude, Ciro apaixona-se e casa com Ruth, personagem de Marjorie Estiano (“Sob Pressão”), que é encantada pelo seu carisma. O grupo de amigos vivencia diversos momentos marcantes ao longo das décadas, incluindo festas, casamentos e separações, que são revisitados na narrativa, conforme os personagens são retratados em quatro fases distintas de suas vidas, proporcionando uma visão abrangente de suas trajetórias pessoais e das mudanças ocorridas ao longo dos anos. O elenco também conta com Emilio Dantas (“Vai na Fé”), Bruno Mazzeo (“Escolinha do Professor Raimundo”), Laila Garin (“Deserto Particular”), Thelmo Fernandes (“Todo Dia a Mesma Noite”), Débora Falabella (“Depois a Louca Sou Eu”), David Júnior (“Bom Sucesso”) e Heloisa Jorge (“How To Be a Carioca”). Produção e bastidores Fernanda escreveu “Fim” durante seu tempo livre enquanto trabalhava na série “Tapas e Beijos” (2011-2015). A mudança de cinco homens no livro para cinco casais na série é uma das transformações que expandem a trama, tornando a narrativa mais rica e diversificada. Além de autora do texto original, ela é criadora da série, assina o roteiro e faz uma participação especial na trama. A direção da série é de Andrucha Waddington, marido de Fernanda, e Daniela Thomas, colaboradora de longa data da atriz – desde a filmagem de “Terra Estrangeira”, em 1994. O clima familiar se completa com a participação de Joaquim Waddington, filho de Torres e Waddington, que interpreta o filho de Marjorie Estiano e Fábio Assunção. Vale apontar ainda que Marjorie já trabalhou com o diretor em “Sob Pressão” e Fábio integrava o elenco de “Tapas e Beijos” ao lado de Fernanda Torres. A estreia está marcada para esta quarta-feira (25/10) em streaming.
Globoplay revela primeiras imagens de novas temporadas e séries inéditas de 2024
O Globoplay divulgou seus próximos lançamentos para 2024 e 2025. As novidades foram reunidas num vídeo, exibido em primeira mão durante o evento Upfront Globo, que aconteceu na noite de quinta (21/10) em São Paulo. Disponibilizada na internet, a prévia traz as primeiras imagens de séries inéditas, incluindo novas temporadas e atrações inéditas. Com o mote “aqui tem um pouco de BR em tudo”, o material reforça o compromisso do Globoplay com a cultura nacional em sua programação. Dentre as estreias anunciadas para 2024, destacam-se as novas temporadas de “Rensga Hits”, “Os Outros”, “Encantados”, “A Divisão” e “As Five”, bem como as inéditas “O Jogo que Mudou a História”, “Cilada”, “Cosme e Damião Quase Santos”, “Sócrates Brasileiro” e “Dr4gon”. “O Jogo que Mudou a História” promete mergulhar na formação e evolução das facções do narcotráfico no Rio de Janeiro, enquanto a série documental “Sócrates Brasileiro” abordará a vida do icônico jogador de futebol. Além disso, o universo dos e-Sports ganha espaço em “Dr4gon”, onde uma família de classe média busca sustento através da equipe de e-Sports dos filhos após a falência. Para completar, a comédia “Cosme e Damião Quase Santos” promete levar humor com as peripécias de seus protagonistas, interpretados por Rafael Portugal e Cézar Maracujá, na Zona Oeste carioca. As novas temporadas de “Rensga Hits”, “Os Outros”, “Encantado’s”, “A Divisão” e “As Five” prometem trazer novos desenvolvimentos e personagens, garantindo a continuidade de tramas já queridas pelo público. Já “Justiça 2” retorna com novas histórias de novos personagens que buscam justiça fora do sistema prisional, agora com Brasília e Ceilândia como cenário. Aguardados para 2025 Antecipando a programação de 2025, o Globoplay anunciou também “Guerreiros do Sol”, terceira novela Original da plataforma, centrada em Lampião, Maria Bonita e o cangaço brasileiro, e “Espécie Invasora”, uma série que mescla terror e fantasia, que explora o encontro entre uma lobimoça e uma humana. Para completar, a plataforma prepara ainda o documentário “Para Sempre Tão Bom – Paquitas”, sobre as assistentes de palco de Xuxa, que ainda não tem previsão de estreia.
DNA do Crime: Série brasileira mais cara da Netflix ganha trailer repleto de ação
A Netflix divulgou o trailer e a data de estreia de “DNA do Crime”, considerada a série brasileira mais cara já feita pela plataforma. A prévia é repleta de ação, com muitas explosões de bancos, tiroteios, batidas policiais e perseguições armadas por rodovias. Baseada em fatos reais, a trama narra o roubo de um carro forte na fronteira entre Brasil e Paraguai, que chocou a todos pela sua organização em 27 de abril de 2017. A investigação feita pela Polícia Federal identificou o DNA de 60 suspeitos e envolvimento do PCC, uma das maiores organizações criminosas do Brasil, além de conectar o roubo com outros crimes recentes. Com as provas, os agentes organizaram uma operação complexa para prender criminosos dos dois países. A série chama atenção pelo alto orçamento investido na produção, porque cada episódio dirigido por Heitor Dhalia (do filme “Tungstênio” e da série “Arcanjo Renegado”) tem pelo menos dois “set pieces”, cenas elaboradas que envolvem muita gente e equipamentos. O elenco destaca Maeve Jinkings (“Aquarius”) e Rômulo Braga (“O Rio do Desejo”), intérpretes de policiais, e Thomás Aquino (“Bacurau”) como líder da quadrilha. Com oito episódios, “DNA do Crime” tem estreia marcada para 14 de novembro.
Série biográfica mostra ascensão de Anderson Silva no UFC. Veja o trailer
A Paramount+ divulgou o trailer de “Anderson Spider Silva”, minissérie biográfica sobre a vida do campeão de UFC Anderson Silva. A prévia mostra o bullying sofrido pelo futuro astro das lutas, Seu Jorge (“Marighella”) como o adulto responsável por sua criação e muitas lutas no ringue. O lutador é vivido por Caetano Vieira e Bruno Vinícius na infância e juventude, quando aprendeu a lutar para sobreviver na periferia de Curitiba, enquanto sua versão adulta é interpretada por William Nascimento (“Genesis”), que passou três meses treinando em academias no Rio de Janeiro para encarnar o auge de um dos maiores campões de MMA do UFC. Equipe e elenco Parte dos roteiristas da série veio do projeto Narrativas Negras, que desenvolve conteúdo exclusivo para a ViacomCBS, conglomerado dono da Paramount+. Entre eles, Marton Olympio, Nathalia Cruz, Eliana Alves Cruz, Luiz Assis e Raul Perez. Marton Olympio (“Alemão 2”) é o roteirista principal e Caito Ortiz (“Papai é Pop”) dirige a produção, que ainda destaca no elenco Tatiana Tiburcio (“Malhação: Viva a Diferença”) , Douglas Silva (“Fuzuê”), Jean Paulo Campos (“Carrossel: O Filme”), Jeniffer Dias (“Rensga Hits!”), Larissa Nunes (“Coisa Mais Linda”), Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”) e Vaneza Oliveira (“3%”). A estreia está marcada para 16 de novembro.
Cauã Reymond desenvolve série sobre assédio no futebol para Globoplay
Cauã Reymond prepara série para o Globoplay que abordará temas como assédio sexual a jogadores de futebol das categorias de base. Intitulada “Mata Mata”, a produção também terá cenas de sexo e sequências de uso de drogas. A trama seguirá um ex-atleta que se torna agente de esportistas. A série, descrita nos bastidores como uma fusão entre “The Idol”, da HBO, e “Dix pour Cent”, da Netflix, será um drama com elementos de humor. Roteiristas A princípio, a produção contará com 12 episódios. Thiago Dottori (da série “Psi” e do filme “Turma da Mônica – Laços”) é redator-chefe, enquanto Lucas Paraizo, conhecido por seu trabalho em “Sob Pressão” e “Os Outros”, será o supervisor de texto. A expectativa é que todos os roteiros sejam entregues até o final deste ano. O diretor da série ainda não foi escolhido, assim como as datas para o início das gravações. Cauã Reymond atualmente está no ar como Caio na novela “Terra e Paixão”, exibida no horário das 21h pela TV Globo.
Marco Nanini é João de Deus no teaser de série sobre prisão do médium
O Canal Brasil divulgou o teaser de “João Sem Deus – Os Últimos Dias de Abadiânia”, que traz Marco Nanini como o médium João de Deus. A história é contada a partir do ponto de vista das irmãs Carmem (Bianca Comparato, de “3%”) e Cecília (Karine Teles, de “Manhãs de Setembro”), que vão para Goiás conhecer o líder espiritual. Uma das irmãs fica traumatizada pela chamada “cirurgia de cura espiritual”, enquanto a outra se torna uma fiel colaboradora do médium, alegando ter vivenciado o milagre da cura da irmã. Dezessete anos depois, durante a semana que antecede a queda e prisão do “maior curador do Brasil”, acusado de cometer centenas de abusos sexuais ao longo de décadas, Cecília, a irmã traumatizada que foi morar em Lisboa, retorna a Abadiânia para resgatar Carmem, agora leal funcionária de João. O reencontro das irmãs – cada uma de um lado da história – acontece em meio à queda do império de João de Deus. Produção e estreia Coprodução com o canal TVI português, a série também conta no elenco com Antonio Saboia (“Rotas do Ódio”) e artistas portugueses. Os roteiros são de Patrícia Corso e Leonardo Moreira (ambos de “Coisa Mais Linda”), e a direção é de Marina Person (“Califórnia”). A série terá première no Festival do Rio, no dia 9 de outubro, e estreia no dia 13 no Canal Brasil. Os episódios serão disponibilizados na Globoplay + Canais após a exibição no canal pago.
Paramount+ revela teaser da série sobre Anderson Silva
A Paramount+ divulgou o teaser de “Anderson Spider Silva”, minissérie biográfica sobre a vida do campeão de UFC Anderson Silva. A prévia mostra o bullying sofrido pelo futuro astro das lutas e sua capacidade de superar os rivais, além de destacar Seu Jorge (“Marighella”) como o adulto responsável por sua criação. Já o lutador é vivido por Caetano Vieira e Bruno Vinícius na infância e juventude, quando aprendeu a lutar para sobreviver na periferia de Curitiba, enquanto sua versão adulta é interpretada por William Nascimento (“Genesis”), que passou três meses treinando em academias no Rio de Janeiro para encarar o auge de um dos maiores campões de MMA do UFC. Equipe e elenco Parte dos roteiristas da série veio do projeto Narrativas Negras, que desenvolve conteúdo exclusivo para a ViacomCBS, conglomerado dono da Paramount+. Entre eles, Marton Olympio, Nathalia Cruz, Eliana Alves Cruz, Luiz Assis e Raul Perez. Marton Olympio (“Alemão 2”) é o roteirista principal e Caito Ortiz (“Papai é Pop”) dirige a produção, que ainda destaca no elenco Tatiana Tiburcio (“Malhação: Viva a Diferença”) , Douglas Silva (“Fuzuê”), Jean Paulo Campos (“Carrossel: O Filme”), Jeniffer Dias (“Rensga Hits!”), Larissa Nunes (“Coisa Mais Linda”), Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”) e Vaneza Oliveira (“3%”). Ainda não há previsão de estreia.
Luva de Pedreiro vai ganhar documentário da HBO Max
A HBO Max deu início à produção de uma série documental sobre Iran Ferreira, mais conhecido como Luva de Pedreiro, influenciador que ganhou notoriedade com vídeos de futebol na internet. A série, que terá gravações em diversas cidades, incluindo Bahia, Recife, São Paulo e Paris, promete oferecer um olhar aprofundado sobre a indústria dos influenciadores digitais. Bastidores da indústria O documentário não apenas abordará a trajetória de vida de Iran Ferreira, mas também explorará o motivo pelo qual grandes empresas globais optam por investir em um jovem oriundo do interior da Bahia. A série contará com três episódios e incluirá entrevistas, imagens de arquivo e materiais exclusivos. A produção também se propõe a analisar a indústria que sustenta os influenciadores digitais, oferecendo um olhar detalhado sobre os mecanismos e estratégias que tornam possível a monetização e o alcance dessas personalidades na internet. A carreira de Luva de Pedreiro Com uma carreira meteórica, o jovem natural de Quijingue, cidade a 322 quilômetros de Salvador, começou a viralizar na internet em meados de março de 2021 quando publicou seu primeiro vídeo. Logo, seus vídeos virailizaram, sempre gravados num campinho de terra batida, em que ele chuta uma bola no ângulo do gol, sem dar chances ao goleiro. Sua comemoração “Receba”, ao marcar os gols, acabou virando meme. Sua curta trajetória também foi marcada por uma disputa judicial com seu ex-empresário, Allan Jesus, alegando não receber o devido por seu conteúdo. O rompimento litigioso rendeu processo, em que o empresário exige uma fortuna do jovem baiano.
Diogo Vilela e Guilherme Weber farão par romântico em série
O ator Diogo Vilela, atualmente no elenco do programa humorístico “Vai Que Cola” do Multishow, entrou no elenco de “Body by Beth”, nova sitcom do canal pago TNT. Ele dará vida ao ex-marido da protagonista Beth, interpretada por Marisa Orth (“Sai de Baixo”), e formará um casal homoafetivo com Guilherme Weber (da novela “Cara e Coragem”). A notícia foi dada por Guilherme em suas redes sociais. “Meu novo par romântico na TV! Diogo Vilela, sempre te vi, sempre te amei!”, ele escreveu, ao lado de uma foto em que posa com Diogo. Detalhes da série “Body by Beth” terá dez episódios e focará na vida de uma ex-musa fitness, abordando temas delicados e atuais como etarismo, gordofobia e relações tóxicas. O elenco ainda conta com Gillray Coutinho, conhecido por seu papel como o sheik árabe Omar em “Mar do Sertão”, e Ana Hikari, que interpretou Tina em “Malhação: Viva a Diferença” (2017) e no spin-off “As Five”, do Globoplay. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Guilherme Weber (@guilherme.weber)
Os 10 melhores lançamentos de streaming da semana
Nesta semana, a programação de streaming destaca filmes de cineastas renomados e spin-offs de séries de sucesso. Entre os spin-offs, “Gen V” na Prime Video amplia o universo violento de “The Boys”, enquanto “Castlevania: Noturno” dá continuidade à saga de caçadores de vampiros na Netflix. Já na seleção de cinema em casa, os titulares são os diretores Wes Anderson, John Carney, Hirokazu Kore-eda e Ana Lily Amirpour. A lista de recomendações ainda oferece uma variedade de opções que vão de thrillers policiais sul-coreanos à tramas adolescentes brasileiras. Confira abaixo os 10 melhores títulos. GEN V | AMAZON PRIME VIDEO O aguardado spin-off da série “The Boys” mantém o clima violento da série original, com muito sangue, vísceras e palavrões. Mas com personagens mais jovens e um enredo de thriller. Na atração original, “V” é o nome da droga usada pela empresa Vought para dar superpoderes à população. O spin-off apresenta a Universidade Godolkin, uma faculdade exclusivamente de super-heróis, comandada pela Vought. No local, a nova geração V estuda como controlar seus poderes, enquanto disputa os melhores contratos de patrocínio como representantes da companhia, além de uma possível vaga no supergrupo Os Sete. Entretanto, o ano letivo não corre como o previsto. Os estudantes acabam descobrindo uma conspiração no campus e começam a se rebelar. Produzida por Seth Rogen e Evan Goldberg, responsáveis por “The Boys”, a série recebeu uma classificação “R-Rated” (para maiores de 17 anos) nos EUA. Inicialmente desenvolvida pelo roteirista Craig Rosenberg (“O Mistério das Duas Irmãs”), que abandonou o projeto durante a produção do piloto, alegando diferenças criativas, a atração acabou assinada por Michele Fazekas e Tara Butters, criadoras de “Reaper” e “Emergence”, que assumiram o posto de showrunners e fizeram várias mudanças no projeto – inclusive no elenco inicialmente cogitado. Com participação do brasileiro Marco Pigossi (“Cidade Invisível”), visto brevemente no trailer, o elenco destaca Jaz Sinclair e Chance Perdomo (ambos de “O Mundo Sombrio de Sabrina”), Lizze Broadway (“Here and Now”), Maddie Phillips (“Caçadoras de Recompensas”), London Thor (“Shameless”), Derek Luh (“Shining Vale”), Shelley Conn (“Bridgerton”), Patrick Schwarzenegger (o filho de Arnold), Sean Patrick Thomas (“A Tragédia de Macbeth”) e o estreante Asa Germann. A INCRÍVEL HISTÓRIA DE HENRY SUGAR | NETFLIX O novo filme de de Wes Anderson é uma adaptação do escritor Roald Dahl (“A Fantástica Fábrica de Chocolate”) realizada com o estilo visual marcante do cineasta, responsável por “O Grande Hotel Budapeste”, “A Crônica Francesa” e do recente “Asteroid City”. Ou seja, a produção é marcada por grandes simetrias, imagens centralizadas e cores pastéis. Mas acrescenta um detalhe que torna tudo ainda mais artificial que o costume: narração literária. Os personagens comentam falas e pensamentos, como se lessem um livro. Na trama, Henry Sugar estuda meditação e aprende a enxergar sem os olhos, conseguindo até “ver” cartas de baralho de adversários num jogo, o que lhe rende grande fortuna, mas também desgosto pelo dinheiro fácil. Após causar tumulto jogando dinheiro pela janela, ele é aconselhado a fazer filantropia, decidindo criar orfanatos bem equipados. Mas, ao mesmo tempo, torna-se alvo da máfia pela quantidade de dinheiro que ganhou em cassinos, precisando passar a se disfarçar para evitar atentados. Também como é típico dos filmes de Anderson, a adaptação do livro de 1977 é estrelada por um grande elenco, com destaque para Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”) no papel-título, além de Ralph Fiennes (“O Grande Hotel Budapeste”), Dev Patel (“A Lenda do Cavaleiro Verde”), Ben Kingsley (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), Rupert Friend (“Obi-Wan Kenobi”) e Richard Ayoade (“The IT Crowd”). “A Incrível História de Henry Sugar” é a segunda adaptação de uma obra de Dahl dirigida por Anderson, que em 2009 assinou a animação “O Fantástico Sr. Raposo”. FLORA E FILHO – MÚSICA EM FAMÍLIA | APPLE TV+ O drama musical tem direção de John Carney, um dos maiores especialistas no gênero, responsável por “Apenas uma Vez” (2007), “Mesmo se Nada Der Certo” (2013) e “Sing Street” (2016). Desta vez, ele escalou ninguém menos que Eve Hewson (“Robin Hood: A Origem”), a filha do cantor Bono, do U2, como protagonista. Hewson vive a Flora do título, uma mãe solteira batalhadora da Irlanda, que tem problemas para se conectar com o filho rebelde adolescente (o estreante Orén Kinlan) e lidar com o ex-companheiro (Jack Reynor de “Periféricos”). Ao encontrar um velho violão, ela tenta formar uma conexão com o menino através da música, mas é desprezada. Como ele não se interessa pelo instrumento, ela mesma resolve ter aulas de violão por zoom com um músico decadente de Los Angeles, vivido por Joseph Gordon-Levitt (“Power”). E pouco a pouco a música começa a mudar a via de todos os envolvidos. Como é típico de John Carney, o filme é uma ode ao poder transformador da música, com toques de humor e sensibilidade. A combinação encantou o público do Festival de Sundance deste ano, onde o longa fez sua première sob aplausos calorosos e elogios rasgados da crítica, atingindo 93% de aprovação no Rotten Tomatoes. MONA LISA AND THE BLOOD MOON | AMAZON PRIME VIDEO A nova fantasia estilizada de Ana Lily Amirpour mergulha no universo sobrenatural e marginal de Nova Orleans. A trama segue Mona Lisa, interpretada por Jeon Jong-seo (“La Casa de Papel: Coreia”), uma paciente foragida de hospital psiquiátrico com habilidades telecinéticas. Após escapar da instituição, ela encontra Bonnie (Kate Hudson, de “Glass Onion: Um Mistério Knives Out”), uma dançarina de boate que a acolhe não apenas por caridade, mas também pelo potencial de Mona em resolver conflitos de rua. O elenco ainda conta com Craig Robinson (“A Ressaca”) como um policial determinado a capturar Mona e Evan Whitten (“Ahsoka”) no papel de Charlie, filho negligenciado de Bonnie, que se torna o amigo mais próximo da jovem. O filme é ambientado em uma Nova Orleans saturada de cores, capturando a energia vulgar da cidade através de lentes distorcidas e uma variedade de efeitos de iluminação. A narrativa é pontuada por momentos de humor e referências culturais, incluindo uma cena de perseguição particularmente lenta envolvendo Bonnie e o policial, ambos com dificuldades de locomoção. A estética visual do filme é contrastante com o trabalho anterior de Amirpour, “A Girl Walks Home Alone at Night”, que foi filmado em preto e branco e tinha um ritmo mais contemplativo. Premiada no Festival de Veneza, a fantasia oferece não apenas uma experiência visualmente rica, mas também aborda temas de alienação e busca por pertencimento, especialmente através da relação entre Mona e Charlie. Além disso, tem sido comparado a produções de super-heróis anti-convencionais como “Esquadrão Suicida” e “X-Men”, especialmente em sua abordagem de personagens marginalizados com habilidades especiais. Além de seus poderes telecinéticos, Mona Lisa também tem o poder de controlar as ações das pessoas, o que é explorado de forma tensa e às vezes humorística na trama. BROKER – UMA NOVA CHANCE | VOD* O novo filme do premiado cineasta japonês Hirokazu Kore-eda (“Assunto de Família”) é, curiosamente, falando em sul-coreano e estrelado por astros do país vizinho, como Song Kang-ho (“Parasita”), Gang Dong-won (“Invasão Zumbi 2”) e Doona Bae (“O Mar da Tranquilidade”). Como todos os filmes de Kore-eda, o tema é a família. Quando dois homens encontram um bebê abandonado e decidem procurar um lar para ele, a mãe aparece e desconfia que eles querem vender a criança. Ainda assim, ela acaba se juntando aos dois na missão de encontrar novos pais para a criança, sem saber que são observados por duas detetives de polícia, que investigam um esquema de intermediação de bebês. O filme venceu 10 prêmios internacionais, inclusive o troféu de Melhor Ator no Festival de Cannes passado, conquistado por Song Kang-ho. O PIOR DO MAL | STAR+ A nova série policial sul-coreana é ambientada nos anos 1990 e foca na infiltração de investigadores disfarçados em uma grande organização criminosa, responsável pelo tráfico de drogas entre Coreia, China e Japão. Bastante conhecido por K-dramas românticos e thrillers de ação, Ji Chang-wook (“O Som da Magia”) interpreta Park Joon-mo, um policial dedicado que mergulha no perigoso mundo do crime organizado. Ele é acompanhado por Im Se-mi (“Empire”), que interpreta Yoo Eui-jung, a esposa do protagonista e também policial de narcóticos, e Wi Ha-joon (“Round 6”), que dá vida a Jung Gi-cheol, o enigmático líder da organização criminosa. O roteiro, assinado por Jang Min-suk, também explora vários coadjuvantes em arcos complexos, que mantêm o espectador envolvido do começo ao fim, enquanto alimenta uma atmosfera densa e sombria, que captura a essência do filmes de crime dos anos 1990. CASTLEVANIA: NOTURNO | NETFLIX A série animada derivada de “Castlevania” acompanha o personagem Richter Belmont, protagonista dos jogos “Symphony of Night” e “Blood of Rondo”, que enfrenta uma nova geração de vampiros com planos de dominação mundial. Richter é descendente de Trevor Belmont e Sypha Belnades, protagonistas da série original, e é acompanhado na nova aventura por Maria Renard, originalmente uma caçadora de vampiros que é apresentada nos jogos com apenas 12 anos – e eventualmente desenvolve um domínio poderoso sobre feitiços, espíritos animais e bestas celestiais. Os dois fazem parte do jogo “Castlevania: The Dracula X Chronicles” (remake de “Rondo of Blood”). “Noturno” também avança no tempo, deixando de lado a história medieval de Drácula para apresentar uma trama passada em 1792, durante a Revolução Francesa, o que permite aproveitar o pano de fundo histórico para desenvolver novas intrigas e vilões. Fundamental na História da programação original da Netflix, “Castlevania” foi lançada em julho de 2017 como a primeira série de estilo anime criada especificamente para o serviço de streaming. Bem recebida pela crítica, rapidamente desenvolveu fãs devotados, que estimularam a plataforma a investir em novas atrações no formato. Desta vez, contudo, a produção não conta com roteiros de Warren Ellis (“Red – Aposentados e Perigosos”), showrunner original de “Castlevania”. Depois de terminar a 4ª temporada, ele foi afastado da produção em meio a alegações de má conduta sexual. Sem mais envolvimento com a franquia, Ellis não fez parte do desenvolvimento do spin-off. Em seu lugar, a atração é comandada por Clive Bradley, principal escritor da série islandesa “Trapped”. DESTINOS À DERIVA | NETFLIX A atriz espanhola Anna Castillo (“Um Conto de Fadas Perfeito”) estrela esse thriller de sobrevivência como uma grávida perdida no mar. Na trama, ela se esconde em um contêiner para fugir de um país totalitário com o marido. Separada dele à força, ela precisa lutar pela sobrevivência quando uma violenta tempestade a atira ao mar dentro do container. Sozinha, trancada e à deriva no meio do oceano, ela dá a luz e precisa superar todos os limites para salvar sua vida e a filha, enquanto o container começa a encher de água. A direção é do espanhol Albert Pintó, que assinou o terror “O 3º Andar: Terror na Rua Malasaña” (2020), além de episódios de “La Casa de Papel” e “Sky Rojo”. TUDO IGUAL… SQN 2 DISNEY+ A produção nacional para o público adolescente acompanha Carol (Gabriella Saraivah, de “Juacas”), que aos 16 anos atravessa uma crise com várias mudanças em sua vida, incluindo o súbito segundo casamento de sua mãe, o novo irmão postiço, o primeiro namoro e testes em relação às amizades antigas que ela tanto estima. Se na 1ª temporada, ela e outros personagens tiveram que aprender a lidar com o perdão, a culpa e os arrependimentos para descobrirem que não são mais crianças, agora terão que lidar com os primeiros amores e os conflitos da vida adolescente. A Série é baseada no romance infanto-juvenil “Na Porta ao Lado”, de Luiza Trigo (autora de “Meus 15 Anos”), e conta com roteiros da própria escritora e de André Rodrigues (“Juacas”). O elenco ainda inclui Guilhermina Libanio (“Órfãos da Terra”), Duda Matte (“Ela Disse, Ele Disse”), Ana Jeckel (“Super Nova”), a cantora Clara Buarque, Kiko Pissolato (“O Doutrinador”), Miá Mello (“A Vida Secreta dos Casais”) e vários jovens estreantes. CAMALEÕES | NETFLIX O suspense traz Benicio Del Toro (“Sicario”) como detetive...
Antigo jornal Notícias Populares vira série no Canal Brasil
O extinto jornal Notícias Populares virou uma série homônima do Canal Brasil, com estreia marcada nesta sexta-feira (29/9). A produção vai resgatar reportagens curiosas, como o nascimento do “Bebê Diabo”, e até explicar um pouco da realidade surreal do nosso país. A trama acompanha a chegada de Paloma (Luciana Paes) à Redação após ter sido correspondente de um jornal renomado em Paris. A atriz se inspirou em profissionais reais para criar a jornalista fictícia, entre elas Renata Lo Prete, hoje no “Jornal da Globo”. “A personagem é uma junção de várias pessoas, porque no processo de ensaio a gente queria entender: Quem seria o Ovni [Objeto Voador Não Identificado] dentro do Notícias Populares hoje?”, explicou o diretor Marcelo Caetano ao Notícias da TV. “A gente tirou muito dessa brincadeira de imaginar a Renata trabalhando dentro da redação do NP para construir a Paloma”. O diretor ainda buscou outras referências para a jornalista Rata (Bruna Linzmeyer), que disputa os furos mais espetaculares com Paloma e não utiliza os meios mais éticos para obtê-los. “Nós assistimos muita Sônia Abrão, vimos o ‘Aqui Agora’ [1991-1997]”, provocou ele, que também se inspirou em Andrea Caracortada, a apresentadora exagerada do filme “Kika” (1993). Mais detalhes André Barcinski, um dos criadores da série, falou sobre a necessidade de resgatar o consumo coletivo de notícias dos anos 1990, algo que se perdeu com a chegada da era digital. Ele ainda destaca as próprias experiências com o antigo jornal para descrever a experiência do passado. “O Notícias Populares não tinha assinantes; pelo contrário, sobrevivia por meio das vendas. As pessoas liam o jornal na banca ou a caminho do trabalho. Elas estavam no meio da cidade, do barulho. Eu me lembro de comprar o NP antes de ir para a escola, e toda a garotada ler junto no fundo do ônibus. É uma experiência cada vez mais rara. Quem não pôde ler o original vai fazer isso assistindo à série.” Os criadores argumentam que o Notícias Populares não fazia parte da “indústria das fake news”, apesar da abordagem sensacionalista do extinto jornal. Segundo eles, as reportagens abriam espaço para a imaginação dos leitores e acabavam virando lendas urbanas. “Notícias Populares” estreia nesta sexta-feira (29/9), às 22h30, no Canal Brasil.












