Tenet e Mulher-Maravilha 1984 sofrem novos adiamentos no Brasil
Com os cinemas ainda fechados na maioria dos estados do Brasil, a Warner decidiu comunicar o adiamento oficial de suas próximas estreias, “Tenet” e “Mulher-Maravilha 1984”. O filme de Christopher Nolan, que já estreou em vários países e chega nesta quinta (3/8) aos cinemas americanos, sofreu novo adiamento, remarcado de 24 de setembro para 15 de outubro. Como esta era a data prevista para o lançamento nacional de “Mulher-Maravilha 1984”, o longa da heroína também precisou ser remanejado, sendo transferido para 5 de novembro. Os planos iniciais previam que “Tenet” chegaria em 23 de julho no Brasil. Desde então, a Warner já adiou quatro vezes a exibição, sempre atrasando a estreia em algumas semanas. Só que, de “pulinho” em “pulinho”, o filme vai estrear quase três meses depois da data originalmente prevista, devido à pandemia de coronavírus. Apesar da reação divisiva da crítica, o site Rotten Tomatoes colocou sua credibilidade em cheque por ignorar as resenhas negativas e considerar como positivas diversas críticas cheias de ressalvas, mantendo a nota do filme elevada até sua estreia internacional, quando faturou US$ 53 milhões em cerca de 40 países no fim de semana passado. Desde então, as opiniões negativas começaram a ser acrescentadas e a nota do filme despencou, de 83% para 77% de aprovação. Ainda assim, mantém-se elevada, considerando o tom geral. “O que diabos foi isso?”, sintetizou a resenha do New York Post, incluída nesta quarta (2/9). Promovido como um grande mistério, o filme é, aparentemente, daqueles que precisam de explicação mesmo depois do espectador terminar de assisti-lo. Confirmando comentários do próprio elenco de que o filme é difícil de entender, as resenhas apontam que o roteiro é o ponto fraco da produção. A trama foi mantida em segredo durante toda a divulgação, explicada apenas numa sinopse que afirma: “Armado com apenas uma palavra – Tenet – e lutando pela sobrevivência do mundo, o protagonista (John David Washington, de “Infiltrado na Klan”) precisa partir em uma missão dentro do mundo da espionagem internacional, que irá revelar algo além do tempo. Não é viagem no tempo. É inversão.” O texto nem se dá ao trabalho de nomear o personagem principal. Já as situações vistas no trailer incluem balas que disparam na direção contrária dos tiros e carros que capotam de trás pra frente, numa espécie de “efeito rewind”, que questiona a linearidade do tempo e lembra que o diretor responsável é o mesmo de “A Origem” (2010) e “Interestelar” (2014). O elenco também inclui Robert Pattinson (“Bom Comportamento”), Elizabeth Debicki (“As Viúvas”), Clémence Poésy (“The Tunnel”), Martin Donovan (“Big Little Lies”), Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”) e Dimple Kapadia (“Confinados”), atriz veterana de Bollywood em seu primeiro grande papel em Hollywood, além de dois velhos conhecidos dos filmes de Nolan, Michael Caine (trilogia “Batman”) e Kenneth Branagh (“Dunkirk”). Curiosamente, “Mulher-Maravilha 1984” deveria ter sido exibido antes de “Tenet” no Brasil. Originalmente previsto para 4 de junho, o lançamento sofreu três adiamentos e agora será lançado quatro meses depois do planejamento inicial. Nos EUA, o filme segue com previsão de estreia em 4 de outubro. A direção é novamente de Patty Jenkins e, além da volta a atriz Gal Gadot como a personagem-título, o longa ainda contará com o retorno de Chris Pine como o Capitão Steve Trevor. Apesar deste enredo também ter pouco detalhes revelados, os atores Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”) e Pedro Pascal (“Narcos”) vivem os vilões, nos papéis da Mulher-Leopardo e do milionário Maxwell “Max” Lord.
Star Trek: Discovery inclui primeiros personagens trans e não binário da franquia futurista
Conhecida por seu pioneirismo em representatividade e inclusão desde os anos 1960, a franquia futurista “Star Trek” anunciou que passará a contar com mais personagens da comunidade LGBTQIA+, introduzindo seus primeiros personagens trans e não binário. A série “Star Trek: Discovery”, principal título atual da franquia e que já tem um casal gay em sua tripulação original, incluirá um personagem não-binário, interpretado por Blu Del Barrio, estreante na atuação, e um trans vivido por Ian Alexander, que os fãs de “The OA” devem lembrar pelo papel de Buck Vu. Blu Del Barrio viverá Adira, oficial que chega à USS Discovery trazendo muita confiança e inteligência ao time. Durante a temporada, Adira vai forjar uma amizade inesperada com o tenente comandante Paul Stamets (Anthony Rapp) e com o Dr. Hugh Culber (Wilson Cruz), o casal gay original da produção. Já Ian Alexander será Gray, um jovem caloroso e empático cujo sonho é se tornar hospedeiro da raça alienígena de simbiontes conhecida como Trill. Entretanto, algo acontece para tirar esse plano dos trilhos. Em comunicado, a showrunner Michelle Paradise disse que os roteiristas trabalharam com os atores e com a organização ativista GLAAD para criar personagens que refletissem com respeito a comunidade LGBTQIA+. “‘Star Trek’ sempre teve a missão de dar visibilidade a comunidades pouco representadas, porque acreditamos em mostrar um futuro em que as pessoas não sofrem divisões com base em suas raças, identidades de gênero ou orientações sexuais. Queremos mostrar que isso é possível e alcançável”, disse Paradise. “Estamos muito orgulhosos de trabalhar com Blu, Ian e com a GLAAD para criar estes personagens extraordinários de forma compreensiva e empoderadora.” Del Barrio foi aprovada no teste para viver Adira durante seu último ano na Academia de Música e Arte Dramática de Londres. “Star Trek: Discovery” será seu primeiro crédito como atriz profissional. Alexander, o primeiro transgênero asiático-americano a atuar na TV, além de ter aparecido em “The OA”, da Netflix, também trabalhou no videogame “The Last of Us – Parte II”. A 3ª temporada de “Star Trek: Discovery” tem estreia marcada para 15 de outubro na plataforma americana CBS All Access. A série costuma ser exibida no Brasil um dia após a exibição nos EUA pela Netflix.
Disney marca estreia da 2ª temporada de The Mandalorian
A Disney+ (Disney Plus) anunciou pelas redes sociais a data de estreia dos novos episódios de “The Mandalorian”. A 2ª temporada da primeira série live-action do universo “Star Wars” vai chegar ao streaming no dia 30 de outubro. “Este é o dia. Novos episódios começam a ser transmitidos no dia 30 de outubro”, anunciou a plataforma, junto de um novo logo da série, que agora inclui Baby Yoda ao lado do personagem-título – por motivos óbvios, visto o fenômeno de popularidade atingido pelo pequeno personagem, conhecido na trama apenas como “A Criança”. A data é próxima da inauguração da Disney+ (Disney Plus) no Brasil. O serviço vai chegar no país no dia 17 de novembro, a tempo dos usuários acompanharem os novos episódios, que são disponibilizados semanalmente. Criada por Jon Favreau (“Homem de Ferro”, “O Rei Leão”), a 2ª temporada da série completou as gravações antes do agravamento da pandemia do novo coronavírus e seus capítulos foram dirigidos por cineastas famosos, como Robert Rodriguez (“Alita: Anjo de Combate”), Peyton Reed (“Homem-Formiga e a Vespa”) e Sam Hargrave (“Resgate”), Conforme tem sido especulado, os novos episódios vão incluir personagens conhecidos de “Star Wars”, como
Adam Driver vai estrelar sci-fi dos roteiristas de Um Lugar Silencioso
Adam Driver vai voltar a estrelar uma ficção científica após a recente trilogia “Star Wars”. O intérprete de Kylo Ren será o protagonista de um longa chamado apenas de “65”. A produção é um projeto misterioso da Sony, desenvolvido pelos roteiristas responsáveis por “Um Lugar Silencioso”. Além de escrever, a dupla Scott Beck e Bryan Woods também vai dirigir e produzir o longa, junto com a produtora do cineasta Sam Raimi (“Homem-Aranha”). Indicado pela primeira vez ao Oscar por “História de um Casamento” (2019), Driver recentemente finalizou o musical “Annette”, do cineasta francês Leos Carax, atualmente em pós-produção, e encontra-se em meio às filmagens de “The Last Duel”, novo longa de Ridley Scott.
Criadores de Game of Thrones anunciam série sci-fi épica na Netflix
Os criadores de “Game of Thrones”, David Benioff e D.B. Weiss, anunciaram a produção de uma nova série para a Netflix. Trata-se de uma adaptação da trilogia “O Problema dos Três Corpos” (The Three-Body Problem), do chinês Liu Cixin, premiada com o Hugo Award (o Oscar da literatura sci-fi). A série vai contar a história do primeiro contato da humanidade com uma civilização alienígena e os responsáveis pela produção a consideram épica e “ambiciosa”. Mais épica e ambiciosa que “Game of Thrones”? Aparentemente. “A trilogia de Liu Cixin é a saga de ficção científica mais ambiciosa que já lemos, levando os leitores em uma jornada dos anos 1960 até o fim dos tempos, da vida em nosso ponto azul aos limites distantes do universo”, disseram Benioff e Weiss, no comunicado que apresentou o projeto. “Esperamos passar os próximos anos de nossas vidas trazendo isso à vida para o público em todo o mundo.” A dupla se juntará ao showrunner de “The Terror: Infamy”, o roteirista-produtor Alexander Woo, para adaptar a trilogia para a Netflix. Além deles, o projeto também conta com o cineasta Rian Johnson (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), os astros Rosamund Pike (“Garota Exemplar”), Brad Pitt (via sua produtora Plan B) e o próprio Liu Cixin entre seus produtores executivos. “David Benioff, DB Weiss e Alexander Woo têm experiência em lidar com sagas ambiciosas no tempo e no espaço”, disse Peter Friedlander, vice-presidente de séries originais da Netflix. “Rian Johnson e [o parceiro de produção] Ram Bergman há muito tempo deslumbram os fãs com épicos emocionantes e alucinantes. Todos são ferozes defensores de ‘O Problema dos Três Corpos’. Como fãs fervorosos, foi especialmente significativo para nós obter o apoio de Liu Cixin, que criou este universo expansivo. Todos nós compartilhamos o mesmo objetivo: homenagear esta incrível história e levar seus integrantes na aventura de uma vida. ” “Tenho o maior respeito e fé na equipe criativa que adaptará ‘O Problema dos Três Corpos’ para o público da televisão”, disse o autor Cixin. “Eu me propus a contar uma história que transcende o tempo e os confins de nações, culturas e raças; uma que nos obriga a considerar o destino da humanidade como um todo. É uma grande honra como autor ver esta ficção científica única de viagens conceituais ganhar um fandom em todo o mundo e estou animado para que fãs novos e existentes em todo o mundo descubram a história na Netflix. ” A trilogia de Liu Cixin foi lançada no Brasil pela editora Suma e, além do volume inicial, “O Problema dos Três Corpos”, é composta por “A Floresta Sombria” e “O Fim da Morte”. “The Three-Body Problem” é a segunda série que Benioff e Weiss apresentam para a Netflix desde que assinaram um acordo geral milionário com a plataforma em 2019. A primeira foi “The Chair”, uma comédia dramática criada pela atriz Amanda Peet (“As Viagens de Gulliver”), esposa de Weiss, que acompanhará as intrigas e burocracias que cercam o departamento do curso de Inglês de uma grande universidade. Atualmente em pré-produção, “The Chair” será estrelada por Sandra Oh (de “Killing Eve”) e Jay Duplass (“Togetherness”).
Tenet surpreende com US$ 53 milhões de bilheteria internacional
A aposta da Warner num lançamento internacional de “Tenet” antes da normalização do mercado americano deu certo. O filme de Christopher Nolan atingiu uma abertura de US$ 53 milhões na bilheteria de cerca de 40 países, incluindo o Canadá. Os números representam um bom presságio para o estúdio, que vai lançar a produção nos Estados Unidos, China e outros mercados a partir de quinta (3/9). E são bem melhores do que as projeções mais otimistas do mercado, considerando que este é o primeiro grande filme de Hollywood a ser lançado em todo o mundo durante a pandemia de coronavírus – a outra superprodução da semana, “Os Novos Mutantes”, foi distribuída apenas nos EUA. O resultado de “Tenet” surpreende principalmente porque, longe da normalidade, muitos cinemas continuam fechados, os que estão abertos têm restrição de público e, mesmo com máscaras e outras medidas de proteção, os espectadores ainda receiam voltar às salas de projeção. Considerada uma estreia encorajadora e promissora, o desempenho de “Tenet” também está sendo comemorado por estúdios rivais da Warner, que começam a ver uma luz no fim do túnel – ou nos mercados internacionais – para retomar seus cronogramas de lançamentos. A celebração rendeu, inclusive, um comunicado oficial da Warner, assinado pelo presidente do estúdio, Toby Emmerich. “Começamos de maneira fantástica internacionalmente e não poderíamos estar mais satisfeitos. Christopher Nolan apresentou mais uma vez um filme digno de um evento que exige ser visto na tela grande, e estamos entusiasmados com o fato de que o público em todo o mundo está tendo a oportunidade de ver ‘Tenet'”, escreveu o executivo. “Obrigado aos nossos parceiros de exposição pelos seus esforços incansáveis em reabrir os seus cinemas de forma segura e socialmente distanciada. Dadas as circunstâncias sem precedentes deste lançamento global, sabemos que estamos correndo uma maratona, não uma corrida, e esperamos uma longa exibição para este filme por muitas semanas em todo o mundo”, acrescentou. Apesar desse otimismo, a experiência na Coreia do Sul também serve de alerta. Após uma boa abertura local, as salas foram esvaziadas devido ao aumento de casos de covid-19, fazendo a Disney suspender seus planos para “Mulan” e “Os Novos Mutantes” no país. A estreia de “Tenet” no Brasil está prevista para 24 de setembro, após novo adiamento. Mas, por enquanto, apenas os cines drive-in estão funcionando normalmente no país.
A Esfera: Equipe de Westworld prepara nova série baseada em Michael Crichton
A HBO vai produzir uma série baseada no livro sci-fi “A Esfera” (Sphere, no original), escrito por Michael Crichton, autor de “Jurassic Park”. A produção está a cargo da equipe responsável por “Westworld”, que também se baseia numa obra de Crichton. “A Esfera” tem uma premissa similar à “A Chegada”, mas passada no fundo do mar. A trama gira em torno de um grupo de cientistas que investiga uma nave alienígena nas profundezas do oceano, onde descobrem coisas terríveis. A história já foi adaptada para o cinema em 1998, em um filme dirigido por Barry Levinson e estrelado por Dustin Hoffman, Sharon Stone e Samuel L. Jackson. Apesar desse elenco, foi considerado um grande desperdício de tempo pela crítica, com apenas 11% de aprovação no Rotten Tomatoes. Imagina-se que a produção irá aproveitar apenas a premissa, como aconteceu com “Westworld”, para criar uma trama mais envolvente. A adaptação será escrita e comandada por Denise Thé, roteirista e produtora da 3ª temporada de “Westworld”, com produção do casal Lisa Joy e Jonathan Nolan, os criadores da série “Westworld”, em parceria com a produtora do astro Robert Downey Jr., a Team Downey. Em etapa inicial, a produção ainda não definiu elenco ou cronograma de gravação. Veja abaixo o trailer do filme de 1998 para lembrar da premissa da produção.
Altered Carbon é cancelada após duas temporadas
A Netflix cancelou a série de ficção científica “Altered Carbon”, seis meses após a exibição da sua 2ª temporada. A série também rendeu um longa animado, lançado em março passado, mas teria sofrido queda de audiência após a mudança de protagonista entre o primeiro e o segundo ano de produção. Graças à sua premissa sci-fi, a troca de intérprete foi integrada ao roteiro. Vivido pelo ator sueco Joel Kinnaman (o Rick Flag de “Esquadrão Suicida”), Takeshi Kovacks foi interpretado por Anthony Mackie (o Falcão de “Vingadores: Ultimato”) na última temporada. O personagem, por sinal, também já foi mostrado como um homem oriental, encarnado por Will Yun Lee (da série “The Good Doctor”) em flashbacks da temporada inaugural e como um clone na temporada final. Esta multiplicidade de aparências se deve a “Altered Carbon” se passar num futuro distante, em que a mente humana foi digitalizada e quem tem dinheiro pode transferir todas as suas memórias e sua personalidade de um corpo para outro, conforme vai envelhecendo, para usufruir da vida eterna. A série foi criada pelos roteiristas Laeta Kalogridis (“O Exterminador do Futuro: Gênesis”) e David H. Goodman (série “Fringe”), e era baseada numa saga literária cyberpunk de Richard K. Morgan. O elenco de coadjuvantes ainda incluía Renée Elise Goldsberry e Chris Conner como a líder rebelde Quellcrist Falconer e a inteligência artificial Poe, além de Simone Missick (a Misty Knight de “Luke Cage”), Dina Shihabi (“Jack Ryan”), Toren Liebrecht (“Operação Final”) e James Saito (“Eli Stone”) na 2ª temporada.
John Carpenter confirma produção de novo Enigma de Outro Mundo
O lendário diretor John Carpenter confirmou, durante sua participação no Fantasia International Film Festival em Montreal, que a Blumhouse Productions está desenvolvendo um reboot da clássica sci-fi de terror “O Enigma de Outro Mundo” (The Thing), de 1982. Ao receber o prêmio Cheval Noir, o cineasta foi questionado se tem um novo projeto em desenvolvimento com o fundador e CEO da produtora, Jason Blum. “Conversamos sobre algo”, respondeu. “Acho que ele vai trabalhar no ‘O Enigma de Outro Mundo”, reiniciar o filme. Talvez eu me envolva com isso, mais adiante.” Infelizmente, Carpenter não deu maiores detalhes, mas o filme já ganhou um prólogo relativamente recente, “A Coisa” (também “The Thing”), em 2011, com Mary Elizabeth Winstead e Joel Edgerton. O filme de 1982 já era um remake, de “O Monstro do Ártico (The Thing from Another World), de 1951. Curiosamente, foi um fracasso de crítica e bilheteria. Mas seu lançamento em vídeo levou a uma redescoberta do filme, que passou a ser cultuado como uma das melhores obras de terror dos anos 1980. A revelação do diretor coincide com notícias sobre o desenvolvimento de um novo longa da franquia pela Blumhouse, que vieram à tona em janeiro. Na época, a ideia foi apresentada como uma nova adaptação do conto “Who Goes There?”, de John W. Campbell Jr., que inspirou os filmes de 1951 e 1982. O novo filme seria uma versão diferenciada por adaptar, pela primeira vez, a história completa, encontrada apenas recentemente. Originalmente publicado em 1938, o conto acompanhava um grupo de cientistas no Ártico (Antártica no filme de 1982) que passa a ser caçado dentro de sua base por uma criatura alienígena, capaz de tomar a forma humana, levantando suspeita e paranoia entre os sobreviventes, enquanto elimina um por um. O detalhe é que, em 2018, um manuscrito inédito de Campbell Jr. foi encontrado, apresentando uma versão diferente, que expandia a história dos personagens e a ambientação. Intitulado de “Frozen Hell”, a obra foi publicada postumamente e é considerada a versão completa do conto original. Além dessa história, o universo desenvolvido no cinema por Carpenter também inspirou uma publicação em quadrinhos da Dark Horse Comics, passada alguns anos após o fim do longa dos anos 1980.
Estreia de Tenet sofre novo adiamento no Brasil
A estreia de “Tenet”, aguardada superprodução da Warner dirigida por Christopher Nolan (“A Origem”), sofreu mais um adiamento no Brasil. Como tem sido norma, trata-se de alguns “pulinhos” para trás e não de um grande atraso. Previsto, no último adiamento, para o dia 10 de setembro, o longa agora vai estrear em 24 de setembro. Ainda assim, não dá para cravar que esta seja, finalmente, a data definitiva, porque os cinemas ainda não abriram nos estados com maior número de salas, como São Paulo e Rio. De “pulinho” em “pulinho”, o filme vai estrear dois meses depois da data originalmente prevista, devido à pandemia de coronavírus. Os planos iniciais previam um lançamento em 23 de julho no Brasil. Desde então, a Warner adiou três vezes a exibição. Com a desistência da Disney de lançar “Mulan” nos cinemas, o mercado tem esperado com ansiedade por “Tenet”, que ficou com a missão de reabrir e atrair o público de volta às salas de projeção. O filme estreia já nesta quarta-feira (26/8) na Europa e no Canadá, e até o fim de semana que vem terá entrado em cartaz na maioria dos mercados internacionais. O lançamento nos EUA está marcado para 3 de setembro. Por lá, o público ainda tem evitado as salas, na tímida reabertura que começou em alguns estados do país. Por conta da proximidade da data, as primeiras críticas já começaram a ser publicadas nos EUA e no Reino Unido. O site Rotten Tomatoes registra uma média de 82% de aprovação, que é elevada, mas uma olhada nas resenhas destacadas sugere uma franca distorção nesta cotação, porque há muitos senões na maioria dos textos considerados “positivos”. Eis um exemplo de crítica “positiva”, publicada no site da revista The Hollywood Reporter: “Assisti ao filme duas vezes e ainda me sinto muito confusa sobre o que deveria estar acontecendo e por que […]. Ao final, torna-se frio e cerebral — fácil de admirar, especialmente por ser tão rico em audácia e originalidade, mas quase impossível de amar, pela falta de certa humanidade.” Já a crítica do jornal The Guardian, que descreveu no título “Tenet” como “um fracasso com formato de palíndromo”, até agora não entrou na seleção de resenhas sobre o filme. Nestas horas, vale lembrar que a Warner é acionista do Rotten Tomatoes.
Tenet: Críticos não se empolgam com filme ambicioso e confuso de Christopher Nolan
Com a desistência da Disney de lançar “Mulan” nos cinemas, o misterioso “Tenet”, produção da Warner dirigida por Christopher Nolan (“A Origem”), ficou com a missão de reabrir e atrair o público de volta às salas de projeção. O filme estreia quarta-feira (26/8) na Europa e no Canadá e até o fim de semana que vem terá entrado em cartaz na maioria dos mercados internacionais. O lançamento nos EUA está marcado para 3 de setembro e há a ilusão de que ele chegará no dia 10 de setembro ao Brasil, mas, por enquanto, os cinemas continuam fechados tanto lá quanto aqui. Imagina-se que os exibidores agora aumentem a pressão pela reabertura, conforme essas datas se aproximam. Mas todas as apostas em torno da obra depende da repercussão crítica. Só elogios muito positivos devem animar parte do público a bancar cobaias, como os primeiros a ir ao cinema com máscaras de proteção. Pois bem, as críticas começaram a ser publicadas neste fim de semana nos EUA e no Reino Unido. E não há unanimidade em torno do filme. O site Rotten Tomatoes registra uma média de 80% de aprovação, que é elevada, mas não chega a ser cotação de, digamos, Oscar. E uma olhada nas resenhas destacadas chega, inclusive, a passar a impressão que essa percentagem está superestimada, já que há muitos senões na maioria dos textos considerados “positivos”. Em geral, os críticos americanos gostaram, sim, do filme, mas não acharam tudo aquilo que o marketing vendia. Confirmando comentários do próprio elenco de que o filme é difícil de entender, as resenhas apontam que o roteiro é o ponto fraco da produção. Já o forte são as cenas de ação, supostamente entre as melhores filmadas pelo diretor. “Quando terminar, você pode não saber totalmente o que diabos aconteceu, mas é emocionante mesmo assim”, resume a revista Empire. Por outro lado, a crítica do jornal inglês The Guardian, ainda não computada pelo Rotten Tomatoes, define o filme, em seu título, como “um fracasso com formato de palíndromo”. Confira abaixo algumas frases que expressam a opinião de publicações importantes sobre o filme. Variety “A pura meticulosidade da estética de ação de Nolan é cativante, como se para compensar os fios soltos e os paradoxos de seu roteiro – ou talvez simplesmente para sublinhar que eles não importam tanto. Tenet não é o Santo Graal, mas apesar de todas as suas caras sérias e solenes, é um entretenimento estonteante, caro e barulhento da velha e da nova escola de cinema. Empire “Tenet mais uma vez prova o compromisso perene de Nolan com a emoção da tela grande. Há muito em jogo neste filme, para ressuscitar o cinema, para afastar as pessoas de suas televisões, máscaras e tudo. Pode muito bem funcionar. Se você busca um bom e velho orgasmo cerebral explosivo feito por Nolan, é exatamente isso que você vai conseguir. Quando terminar, você pode não saber totalmente o que diabos aconteceu, mas é emocionante mesmo assim. É ferozmente divertido.” IndieWire “Grande, certamente: em escala IMAX e 150 minutos de duração, mesmo depois de uma edição visivelmente implacável. É inteligente, também – sim, o título palíndromo tem uma correlação narrativa – , mas de uma forma exaustiva e sem contagiar. Ver ‘Tenet’ é como testemunhar um Sermão da Montanha pregado por um salvador que fala exclusivamente em enigmas rígidos e sérios. Qualquer temor é anulado por perguntas subsequentes.” The New York Times “‘Tenet’ deslumbra os sentidos, mas não comove o coração — uma crítica comum a todos os filmes originais de Nolan. Mas não é apenas a falta de ânimo que impede ‘Tenet’. Nolan imagina tecnologias impossíveis, mas não explora suas implicações mais profundas. Isso é frustrante, porque, com Sator (Kenneth Branagh), ele chega tão perto. A motivação de Sator em trazer o futuro para a guerra com o passado tem ramificações assustadoras. Em vez disso, no ápice, Nolan recua para a relativa segurança da convenção de filmes de espionagem.” The Hollywood Reporter “Se parece que esta crítica está se esquivando de descrever o enredo, isso não é apenas uma preocupação em evitar spoilers. Assisti ao filme duas vezes e ainda me sinto muito confusa sobre o que deveria estar acontecendo e por que […]. Ao final, torna-se frio e cerebral — fácil de admirar, especialmente por ser tão rico em audácia e originalidade, mas quase impossível de amar, pela falta de certa humanidade.” The Guardian “Você sai do cinema com um pouco menos de energia do que estava entrando. Há algo desagradável em um filme que insiste em detalhar sua pseudociência, ao mesmo tempo em que assume que você provavelmente não terá entendido nada. Ficamos sobrecarregados com o enredo, então nos confortamos com homilias que simplificam o que aconteceu como algo que aconteceu. O mundo está mais do que pronto para um blockbuster fabuloso, especialmente um que apresenta máscaras e fala sobre voltar no tempo para evitar uma catástrofe. É uma pena que ‘Tenet’ não seja isso.”
Netflix cancela “renovadas” The Society e I Am Not Okay With This
Anúncios de renovação não significam mais renovação hoje em dia, pelo menos na Netflix, que voltou atrás na encomenda de novos episódios de “The Society” e “I Am Not Okay With This”, duas séries de temática sci-fi com protagonistas femininas. Ambas tiveram 2ª temporada confirmadas. Mas os fãs jamais verão novos episódios e suas histórias ficarão sem conclusão. Fontes do site The Hollywood Reporter dizem que o criador de “The Society”, Chris Keyser, já tinha os roteiros prontos e estava escalando novos papéis para a 2ª temporada da produção. Todos foram surpreendidos com a decisão, que veio um ano após a encomenda de novos episódios. Apesar de mais recente, “I Am Not Okay With This” também teria roteiros prontos para gravação. Em comunicado, a Netflix culpou a pandemia pela decisão. “Tomamos a difícil decisão de não seguir em frente com as segundas temporadas de ‘The Society’ e ‘I Am Not Okay With This'”, disse a Netflix em um comunicado nesta sexta-feira (21/8). “Estamos desapontados por ter que tomar essas decisões devido às circunstâncias criadas pelo coronavírus, e somos gratos a esses criadores, incluindo: Jonathan Entwistle, Christy Hall, Shawn Levy, Dan Levine, Dan Cohen e Josh Barry na 21 Laps Entertainment por ‘I Am Not Okay With This’; Chris Keyser, Marc Webb e Pavlina Hatoupis por ‘The Society’; e todos os escritores, elencos e equipes que trabalharam incansavelmente para fazer esses programas para nossos membros ao redor do mundo.” Embora a Netflix tenha ficado satisfeita com o desempenho de ambos os programas, as fontes do THR sugerem que a incerteza em torno das datas de produção, os esforços para equilibrar as necessidades e disponibilidade de agenda de um grande elenco (como ‘The Society’), além de aumentos orçamentários inesperados por causa da pandemia levaram aos cancelamentos. Criado por Keyser e estrelado pela estrela em ascensão Kathryn Newton (“Pokémon – Detetive Pikachu”), “The Society” girava em torno de um grupo de adolescentes que ao voltar de uma viagem escolar descobrem que todos os adultos de sua cidade estão desaparecidos e que não há como sair dali. Baseado na história em quadrinhos de Chuck Forsman, “I Am Not Okay With This” era estrelada por outra jovem estrela, Sophia Lillis (de “It: A Coisa”), como uma adolescente que, além dos problemas típicos do colégio e da idade, precisava aprender a lidar com superpoderes misteriosos que começam a despertar. O título de “I Am Not Okay With This” resume o que os fãs devem estar pensando sobre as más notícias.
Criadores garantem que Stranger Things não acaba na próxima temporada
“Stranger Things” não deve acabar na próxima temporada. Em entrevista ao site da revista The Hollywood Reporter, os irmãos Matt e Ross Duffer, criadores da série, encerraram especulações afirmando que não pretendem dar fim à série agora. “A 4ª temporada não será o fim. Nós sabemos o que é o final e quando será”, disse Ross, mas não entrou em detalhes. A declaração coincide com a revelação feita há dois meses ao Deadline pelos criadores, que afirmaram que já ter ideia de como a série terminaria, mas que não sabiam quando isto iria acontecer. Isto, porém, originou os rumores, alimentados por fãs, de que talvez a próxima temporada fosse a última. Ainda de acordo os irmãos Duffer, o elenco está muito animado para retomar às gravações e a equipe tomará todas as medidas de segurança para preservar a todos na volta ao set. Por conta da pandemia do coronavírus, as gravações da 4ª temporada tiveram que ser interrompidas, atrasando a estreia dos novos episódios. Apesar disso, Ross afirmou que este hiato proporcionou tempo para que eles refletissem mais sobre os caminhos que querem dar para o enredo.












