Tenet: Críticos não se empolgam com filme ambicioso e confuso de Christopher Nolan
Com a desistência da Disney de lançar “Mulan” nos cinemas, o misterioso “Tenet”, produção da Warner dirigida por Christopher Nolan (“A Origem”), ficou com a missão de reabrir e atrair o público de volta às salas de projeção. O filme estreia quarta-feira (26/8) na Europa e no Canadá e até o fim de semana que vem terá entrado em cartaz na maioria dos mercados internacionais. O lançamento nos EUA está marcado para 3 de setembro e há a ilusão de que ele chegará no dia 10 de setembro ao Brasil, mas, por enquanto, os cinemas continuam fechados tanto lá quanto aqui. Imagina-se que os exibidores agora aumentem a pressão pela reabertura, conforme essas datas se aproximam. Mas todas as apostas em torno da obra depende da repercussão crítica. Só elogios muito positivos devem animar parte do público a bancar cobaias, como os primeiros a ir ao cinema com máscaras de proteção. Pois bem, as críticas começaram a ser publicadas neste fim de semana nos EUA e no Reino Unido. E não há unanimidade em torno do filme. O site Rotten Tomatoes registra uma média de 80% de aprovação, que é elevada, mas não chega a ser cotação de, digamos, Oscar. E uma olhada nas resenhas destacadas chega, inclusive, a passar a impressão que essa percentagem está superestimada, já que há muitos senões na maioria dos textos considerados “positivos”. Em geral, os críticos americanos gostaram, sim, do filme, mas não acharam tudo aquilo que o marketing vendia. Confirmando comentários do próprio elenco de que o filme é difícil de entender, as resenhas apontam que o roteiro é o ponto fraco da produção. Já o forte são as cenas de ação, supostamente entre as melhores filmadas pelo diretor. “Quando terminar, você pode não saber totalmente o que diabos aconteceu, mas é emocionante mesmo assim”, resume a revista Empire. Por outro lado, a crítica do jornal inglês The Guardian, ainda não computada pelo Rotten Tomatoes, define o filme, em seu título, como “um fracasso com formato de palíndromo”. Confira abaixo algumas frases que expressam a opinião de publicações importantes sobre o filme. Variety “A pura meticulosidade da estética de ação de Nolan é cativante, como se para compensar os fios soltos e os paradoxos de seu roteiro – ou talvez simplesmente para sublinhar que eles não importam tanto. Tenet não é o Santo Graal, mas apesar de todas as suas caras sérias e solenes, é um entretenimento estonteante, caro e barulhento da velha e da nova escola de cinema. Empire “Tenet mais uma vez prova o compromisso perene de Nolan com a emoção da tela grande. Há muito em jogo neste filme, para ressuscitar o cinema, para afastar as pessoas de suas televisões, máscaras e tudo. Pode muito bem funcionar. Se você busca um bom e velho orgasmo cerebral explosivo feito por Nolan, é exatamente isso que você vai conseguir. Quando terminar, você pode não saber totalmente o que diabos aconteceu, mas é emocionante mesmo assim. É ferozmente divertido.” IndieWire “Grande, certamente: em escala IMAX e 150 minutos de duração, mesmo depois de uma edição visivelmente implacável. É inteligente, também – sim, o título palíndromo tem uma correlação narrativa – , mas de uma forma exaustiva e sem contagiar. Ver ‘Tenet’ é como testemunhar um Sermão da Montanha pregado por um salvador que fala exclusivamente em enigmas rígidos e sérios. Qualquer temor é anulado por perguntas subsequentes.” The New York Times “‘Tenet’ deslumbra os sentidos, mas não comove o coração — uma crítica comum a todos os filmes originais de Nolan. Mas não é apenas a falta de ânimo que impede ‘Tenet’. Nolan imagina tecnologias impossíveis, mas não explora suas implicações mais profundas. Isso é frustrante, porque, com Sator (Kenneth Branagh), ele chega tão perto. A motivação de Sator em trazer o futuro para a guerra com o passado tem ramificações assustadoras. Em vez disso, no ápice, Nolan recua para a relativa segurança da convenção de filmes de espionagem.” The Hollywood Reporter “Se parece que esta crítica está se esquivando de descrever o enredo, isso não é apenas uma preocupação em evitar spoilers. Assisti ao filme duas vezes e ainda me sinto muito confusa sobre o que deveria estar acontecendo e por que […]. Ao final, torna-se frio e cerebral — fácil de admirar, especialmente por ser tão rico em audácia e originalidade, mas quase impossível de amar, pela falta de certa humanidade.” The Guardian “Você sai do cinema com um pouco menos de energia do que estava entrando. Há algo desagradável em um filme que insiste em detalhar sua pseudociência, ao mesmo tempo em que assume que você provavelmente não terá entendido nada. Ficamos sobrecarregados com o enredo, então nos confortamos com homilias que simplificam o que aconteceu como algo que aconteceu. O mundo está mais do que pronto para um blockbuster fabuloso, especialmente um que apresenta máscaras e fala sobre voltar no tempo para evitar uma catástrofe. É uma pena que ‘Tenet’ não seja isso.”
Netflix cancela “renovadas” The Society e I Am Not Okay With This
Anúncios de renovação não significam mais renovação hoje em dia, pelo menos na Netflix, que voltou atrás na encomenda de novos episódios de “The Society” e “I Am Not Okay With This”, duas séries de temática sci-fi com protagonistas femininas. Ambas tiveram 2ª temporada confirmadas. Mas os fãs jamais verão novos episódios e suas histórias ficarão sem conclusão. Fontes do site The Hollywood Reporter dizem que o criador de “The Society”, Chris Keyser, já tinha os roteiros prontos e estava escalando novos papéis para a 2ª temporada da produção. Todos foram surpreendidos com a decisão, que veio um ano após a encomenda de novos episódios. Apesar de mais recente, “I Am Not Okay With This” também teria roteiros prontos para gravação. Em comunicado, a Netflix culpou a pandemia pela decisão. “Tomamos a difícil decisão de não seguir em frente com as segundas temporadas de ‘The Society’ e ‘I Am Not Okay With This'”, disse a Netflix em um comunicado nesta sexta-feira (21/8). “Estamos desapontados por ter que tomar essas decisões devido às circunstâncias criadas pelo coronavírus, e somos gratos a esses criadores, incluindo: Jonathan Entwistle, Christy Hall, Shawn Levy, Dan Levine, Dan Cohen e Josh Barry na 21 Laps Entertainment por ‘I Am Not Okay With This’; Chris Keyser, Marc Webb e Pavlina Hatoupis por ‘The Society’; e todos os escritores, elencos e equipes que trabalharam incansavelmente para fazer esses programas para nossos membros ao redor do mundo.” Embora a Netflix tenha ficado satisfeita com o desempenho de ambos os programas, as fontes do THR sugerem que a incerteza em torno das datas de produção, os esforços para equilibrar as necessidades e disponibilidade de agenda de um grande elenco (como ‘The Society’), além de aumentos orçamentários inesperados por causa da pandemia levaram aos cancelamentos. Criado por Keyser e estrelado pela estrela em ascensão Kathryn Newton (“Pokémon – Detetive Pikachu”), “The Society” girava em torno de um grupo de adolescentes que ao voltar de uma viagem escolar descobrem que todos os adultos de sua cidade estão desaparecidos e que não há como sair dali. Baseado na história em quadrinhos de Chuck Forsman, “I Am Not Okay With This” era estrelada por outra jovem estrela, Sophia Lillis (de “It: A Coisa”), como uma adolescente que, além dos problemas típicos do colégio e da idade, precisava aprender a lidar com superpoderes misteriosos que começam a despertar. O título de “I Am Not Okay With This” resume o que os fãs devem estar pensando sobre as más notícias.
Criadores garantem que Stranger Things não acaba na próxima temporada
“Stranger Things” não deve acabar na próxima temporada. Em entrevista ao site da revista The Hollywood Reporter, os irmãos Matt e Ross Duffer, criadores da série, encerraram especulações afirmando que não pretendem dar fim à série agora. “A 4ª temporada não será o fim. Nós sabemos o que é o final e quando será”, disse Ross, mas não entrou em detalhes. A declaração coincide com a revelação feita há dois meses ao Deadline pelos criadores, que afirmaram que já ter ideia de como a série terminaria, mas que não sabiam quando isto iria acontecer. Isto, porém, originou os rumores, alimentados por fãs, de que talvez a próxima temporada fosse a última. Ainda de acordo os irmãos Duffer, o elenco está muito animado para retomar às gravações e a equipe tomará todas as medidas de segurança para preservar a todos na volta ao set. Por conta da pandemia do coronavírus, as gravações da 4ª temporada tiveram que ser interrompidas, atrasando a estreia dos novos episódios. Apesar disso, Ross afirmou que este hiato proporcionou tempo para que eles refletissem mais sobre os caminhos que querem dar para o enredo.
Intérprete de Morpheus diz que não foi convidado a filmar Matrix 4
O ator Laurence Fishburne, intérprete de Morpheus nos três filmes de “Matrix”, contou à New York Magazine que não está envolvido no quarto longa da franquia porque, simplesmente, não foi convidado. “Eu não fui convidado. Talvez eu escreva uma peça com o tempo livre. Eu desejo o melhor para eles [da produção de ‘Matrix 4’]. Espero que seja um ótimo filme”, disse Fishburner. Fãs da franquia devem ter percebido o paradoxo. Morpheus foi o único integrante original da trilogia que sobreviveu ao final de “Matrix: Revolutions” (2003). Já Neo (Keanu Reeves) e Trinity (Carrie-Anne Moss), que morreram no último filme, estarão de volta. De acordo com rumores que circulam desde o começo da produção de “Matrix 4”, Morpheus deve, sim, participar da trama, mas numa versão mais jovem, o que pode indicar algum elemento de viagem no tempo na trama. O ator Yahya-Abdul Mateen, conhecido por papéis em “Aquaman” e “Watchmen”, que faz parte do elenco, é apontado como o intérprete da nova versão do personagem vivido por Fishburne. Atualmente sendo filmado em Berlim, na Alemanha, com direção de Lana Wachowski, o filme também contará com Neil Patrick Harris (“How I Met Your Mother”), Jessica Henwick (“Punho de Ferro”), Jonathan Groff (“Mindhunter”) e quatro atores de “Sense8” (série também criada por Lana Wachowski): Brian J. Smith (Will Gorski na série da Netflix), Eréndira Ibarra (Daniela), Max Riemelt (Wolfgang) e Toby Onwumere (Capheus). Nenhum deles teve os papéis revelados. Apesar da retomada relativamente rápida das filmagens, o longa, que estrearia em maio de 2021, teve seu lançamento adiado para 2022.
Ator de Mulan vai dirigir continuação de 47 Ronins
A fantasia de samurais e efeitos visuais “47 Ronins”, estrelada por Keanu Reeves em 2014, vai ganhar uma sequência. A Universal contratou Ron Yuan para dirigir o novo longa. Ele é mais conhecido como ator, dublê e coordenador de dublês. Inclusive, viverá o Sargento Qiant no live-action de “Mulan”, que estreia em setembro em streaming nos EUA. Como diretor, seu trabalho mais recente foi “Step Up China” (2019), novo capítulo da franquia musical “Ela Dança, Eu Danço”, que revelou Channing Tatum em 2006. Ao contrário do primeiro longa, situado no Japão feudal, a continuação de “47 Ronins” será uma sci-fi futurista, passada 300 anos no futuro, e terá uma estética cyberpunk. Outra diferença é que o filme não será lançado no cinema. A continuação será exibida pela Netflix. “Estou muito animado de trabalhar com a Universal e com a equipe de produtores nesse filme que mistura gêneros de artes marciais, ação, terror e cyberpunk”, afirmou Yuan. “Será uma viagem divertida, intensa e cheia de emoção para o público do mundo todo”. Dirigido por Carl Rinsch, o filme original não foi exatamente um sucesso. Destruído pela crítica, com apenas 16% de aprovação, “47 Ronins” arrecadou apenas US$ 151,7 milhões em todo o mundo, menos que seu orçamento de US$ 175 milhões.
Produtor divulga novas fotos das filmagens de Avatar 2
O produtor Jon Landau divulgou em seu Instagram novas fotos dos bastidores das filmagens de “Avatar 2”. Uma delas traz o diretor James Cameron sentado no meio do cenário, outra mostra uma construção no set cenográfico e há também dois veículos multifuncionais submersíveis que fazem parte do filme. A equipe da produção desembarcou no dia 30 de maio na Nova Zelândia e passou por uma quarentena de 14 dias antes de retomar as filmagens do longa. A produção ficou três meses suspensa devido à da pandemia de coronavírus. Ainda com fronteiras fechadas para grande parte das pessoas, a viagem da equipe à Nova Zelândia foi liberada pelo “significativo valor econômico” das filmagens para o país. Por tratar-se de uma grande produção, com locação em diversos estúdios, “Avatar” recebe subsídios do governo local. Além disso, a Nova Zelândia estabeleceu uma série de instruções de higiene e segurança para permitir a realização de produções audiovisuais no período da pandemia. “Avatar 2” foi a primeira obra estrangeira a seguir estas normas. “Avatar 2” tem lançamento marcado para dezembro de 2022, com sua sequência prevista para dezembro de 2024. Outros dois filmes também foram programados, mas eles só deverão ser filmados após o resultado das bilheterias da continuação. Ver essa foto no Instagram WIDE SHOT: Our High Camp Bio Lab set on stages in New Zealand. SECOND SHOT: Jim studying the set before filming. A salute to the Kiwi crew for their attention to the artistry of their crafts. Uma publicação compartilhada por Jon Landau (@jonplandau) em 12 de Ago, 2020 às 9:26 PDT Ver essa foto no Instagram The Crabsuit… a human driven multifunction submersible. One of the many new RDA vehicles that will be seen in the Avatar sequels. I want one! Uma publicação compartilhada por Jon Landau (@jonplandau) em 4 de Ago, 2020 às 12:21 PDT
Adria Arjona entra na nova série Star Wars da Disney+
A atriz Adria Arjona foi confirmada na nova série de “Star Wars” em desenvolvimento para a plataforma Disney+ (Disney Plus). Conhecida por papéis nos filmes “Círculo de Fogo: A Revolta” (2018), “Operação Fronteira” e “Esquadrão 6” (ambos de 2019), a atriz porto-riquenha vai se juntar ao mexicano Diego Luna no elenco central. Ainda não tem título, a série será centrada no personagem Cassian Andor, que Luna viveu em “Rogue One: Uma História Star Wars” (2016). Também farão parte do elenco os atores Stellan Skarsgard (vencedor do Globo de Ouro por “Chernobyl”), Kyle Soller (da série “Poldark”), Denise Gough (“Colette”) e Genevive O’Reilly, que interpretou Mon Mothma em “Rogue One”. Além deles, há a expectativa da volta de Alan Tudyk como voz do robô K-2SO, Em desenvolvimento desde 2018, a série está sendo escrita por Tony Gilroy, um dos roteiristas de “Rogue One”, e será a segunda atração do universo “Star Wars” na plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus), que já conta com “The Mandalorian”. A trama mostrará a formação da Aliança Rebelde antes dos eventos apresentados em “Rogue One”. Em termos de cronologia, a história vai se passar entre o primeiro longa da saga clássica, “Guerra nas Estrelas” (1977), e “Star Wars: A Vingança dos Sith” (2005). A previsão original da Disney era para uma estreia em 2021, mas não há confirmação sobre a manutenção deste cronograma diante da paralisação do setor audiovisual pela pandemia do novo coronavírus.
Jared Leto confirma que vai estrelar continuação de Tron: O Legado
A Disney avançou com a esperada continuação do filme “Tron: O Legado”, lançado há dez anos. O ator Jared Leto (o Coringa de “Esquadrão Suicida”) confirmou sua escalação na produção. O ator está ligado ao projeto desde 2017 e nesta segunda (10/8) postou no Twitter: “Estou muito animado e orgulhoso de confirmar que SIM, vou estrelar ‘Tron’. Vamos trabalhar o máximo que pudermos para criar algo que espero que todos vocês amem. Temos algumas ideias muito especiais reservadas para todos vocês…” Ele ainda acrescentou: “Tenho grande gratidão pela oportunidade de dar vida a este filme, especialmente porque tanto o videogame original quanto o filme me afetaram profundamente quando eu era uma criança. O fato de fazer parte deste novo capítulo é alucinante”. O anúncio foi feito no mesmo dia em que o site The Hollywood Reporter revelou que o estúdio contratou Garth Davis, diretor de “Lion: Uma Jornada Para Casa”, para realizar o fecho da trilogia, iniciada em 1982 com o clássico “Tron: Uma Odisseia Eletrônica”. A produção deve chegar aos cinemas a tempo de refletir os 40 anos do filme original. Além do diretor recém-contratado, a equipe inclui o roteirista Jesse Wigutow, que só tem um lançamento de cinema no currículo, a comédia “Acontece nas Melhores Famílias” de 2003. O papel de Leto deve se chamar Ares, um personagem inédito na franquia, mas que figurava com destaque num roteiro antigo e não filmado do terceiro longa. Para se ter ideia, esta continuação chegou a entrar no cronograma de produções da Disney para 2015, mas o fracasso de “Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada É Impossível” (2015) mudou os planos do estúdio. Assim como “Tron: O Legado”, a continuação seria dirigida por Joseph Kosinski e estrelada por Garrett Hedlund e Olivia Wilde. Em 2011, o diretor afirmou que pretendia continuar a história de “O Legado” acompanhando Quorra (Olivia Wilde) no mundo real. Mas agora, sem Kosinski, a Disney pode optar por um reboot. Além de estrelar, Leto será um dos produtores da continuação junto com Justin Springer, produtor de “Tron: O Legado” e de “Oblivion”, dois filmes dirigidos por Kosinski. E o fato de Springer estar a bordo pode ser um bom sinal para quem torce por uma continuação direta da história. Para quem não lembra, o filme original contava a história de Kevin Flynn, um programador que adentra um mundo cibernético para provar a fraude de um colega de trabalho. O elenco contava com Jeff Bridges e Bruxe Boxleitner, que depois voltaram para a continuação. “Tron: O Legado”, por sua vez, era centrado no filho de Flynn, que entrava no mesmo mundo digital para resgatar o pai preso lá há desde os anos 1980, e ao final escapava acompanhado por uma mulher digital, Quorra. I am so very excited and proud to confirm that YES – I will be starring in TRON. We will work as hard as we possibly can to create something that I hope you all will love. We have some very special ideas in store for you all…🤗 See you in the grid!👨🏼🎤 — JARED LETO (@JaredLeto) August 10, 2020
Hilary Swank viaja à Marte no trailer legendado da série Away
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de “Away”, série que traz a atriz Hilary Swank, vencedora de dois Oscars (por “Meninos Não Choram” e “Menina de Ouro”) como uma astronauta. A prévia destaca a família e a viagem da protagonista rumo à Marte, num registro mais próximo do melodrama do que de um thriller sci-fi. Criada pelo roteirista Andrew Hinderaker (“Penny Dreadful”), a série é inspirada numa reportagem da revista Esquire sobre o cotidiano na Estação Espacial Internacional que orbita a Terra, mas tem tratamento de obra de ficção, com personagens sem correspondentes na vida real. Na trama, Swank interpreta uma astronauta americana chamada Emma Green, que deixa seu marido e sua filha adolescente para comandar uma tripulação internacional numa missão arriscada: a primeira expedição humana para o planeta Marte. O tema já foi explorado em outras séries, como “The First”, em que Sean Penn era o astronauta rumo à Marte. A produção perdeu impulso na partida e acabou cancelada na 1ª temporada. Há também a híbrida “Mars”, que combina documentário e ficção sobre uma viagem à Marte. E não se pode esquecer da pioneira “Defying Gravity”, que tinha o mesmo tom de novela do trailer de “Away” e, ao tentar chegar a Vênus em 2009, também foi cancelada na 1ª temporada. A equipe de produção de “Away” junta o cineasta Matt Reeves (“Planeta dos Macacos: A Guerra”), o produtor Jason Katims (“Parenthood”) e a roteirista Jessica Goldberg (criadora de “The Path”), que vai servir como showrunner. A atração será a segunda série consecutiva de Hilary Swank, que em 2018 estrelou “Trust” no canal pago FX. Embora tenha se consagrado no cinema, ela começou a carreira como atriz de TV e chegou até a participar das séries clássicas “Barrados no Baile” e “Buffy – A Caça-Vampiros”, nos anos 1990. A estreia de “Away” está marcada para 4 de setembro.
The 100: Fotos e vídeo revelam que Bellamy está vivo
A rede americana The CW divulgou fotos e o comercial do próximo episódio de “The 100”, que revela que Bellamy Blake (Bob Morley) está vivo. Um dos personagens principais da série, ele tinha sido eliminado sem cerimônias no começo da temporada, desintegrado ou transportado para um planeta sem possibilidade de sobrevivência. Mas os fãs – e críticos geeks – jamais acreditaram neste desfecho, porque as mortes dos protagonistas costumam ter maior repercussão. Intitulado “Etherea”, o episódio vai mostrar a luta de Bellamy para sobreviver no lugar inóspito em que se encontra – provavelmente chamado de Etherea. A prévia o mostra escalando montanhas, comendo escorpiões e enfrentando geadas. Já as fotos revelam que ele não está sozinho naquele lugar. O ator que aparece a seu lado é Jonathan Scarfe (o Axel de “Van Helsing”), que dará vida a um personagem denominado de “Condutor”. Após a exibição do episódio na quarta (12/8) vão faltar apenas cinco capítulos para o final da série, que concluirá sua história ao fim da temporada. No Brasil, a 7ª temporada vai estrear apenas em setembro pelo canal pago Warner, enquanto a Netflix só deve receber os episódios finais em 2021.
Diretora diz que transexualidade inspirou Matrix
A intenção original de “Matrix” era ser uma grande alegoria sobre transexualidade, revelou Lilly Wachowski durante uma entrevista ao Netflix Film Club, um canal de YouTube dedicado aos filmes disponíveis na plataforma de streaming. Lilly e Lana Wachowski dirigiram o primeiro filme como “os irmãos Wachowski”, passando a virar irmãs apenas após o final da trilogia. Por conta disso, muitas pessoas na comunidade trans adotaram as ideias do longa como metáforas para suas existências, dando origem a várias teorias debatidas há anos nas redes sociais. Agora, uma das autoras de “Matrix” assume que a ideia por trás da criação do universo da franquia veio realmente da exploração da identidade trans a partir da ficção científica. Ela afirma que o filme “deveria servir como uma alegoria trans e utilizar a ficção-científica como uma forma de explorar as questões de identidade e evolução” e se diz agradecida por o público finalmente ter conversas sobre “Matrix” por esta ótica. “Eu fico feliz que tenha se tornado aparente, esta foi a intenção original”, comentou Wachowski, que lembrou como em 1999, época do lançamento original, “o mundo não estava exatamente preparado” para algo assim “em um nível corporativo”, aludindo ao fato de “Matrix” ter sido produzido pelo estúdio Warner. Um tópico do Twitter da Netflix cita o personagem principal do filme, Neo, como um bom exemplo da narrativa trans. Ele faz a transição de Thomas Anderson para Neo durante sua jornada. Mas Wachowski diz que havia um exemplo mais claro. Ela citou Switch, um personagem do primeiro filme, como representante da intenção de o filme ser sobre transformação sexual. No roteiro original, o personagem mudou de gênero ao entrar na Matrix – um homem no mundo “real”, uma mulher em Matrix. A Warner Bros. rejeitou a ideia e decidiu que as pessoas teriam sempre o mesmo gênero no filme original. Wachowski disse que sempre gostou de ficção científica como forma de explicar o que estava sentindo. “Estávamos existindo em um espaço onde as definições não existiam, então vivíamos sempre em um mundo de imaginação”. A cineasta não está participando das filmagens atuais da nova continuação. “Matrix 4” está sendo comandado apenas por Lana Wachowski, assim como aconteceu com a série “Sense8”, que marcou a separação criativa das irmãs. Atualmente em produção em Berlim, na Alemanha, “Matrix 4” tem previsão de estreia apenas para 2022.
Eva Green é processada por dar prejuízo à produção de filme sci-fi
A atriz Eva Green (“Penny Dreadful”) está sendo processada na Suprema Corte de Londres por supostamente dar prejuízo à produtora de um thriller de ficção científica, chamado de “A Patriot”, que ela estrelaria ao lado de Helen Hunt e Charles Dance. Pelo contrato firmado em maio do ano passado, Green se comprometia a fazer o papel de Kate Jones, uma capitã de Fronteira de um estado autoritário futurista. Dan Pringle (“K-Shop”) deveria ter dirigido a partir de seu roteiro original. Green, que também era produtora executiva do projeto, iniciou no mês passado seu próprio processo judicial contra a produtora do filme, White Lantern (Britannica) Ltd. A atriz alegou que tinha um acordo de “filmar ou pagar”, que lhe dá direito a US$ 1,04 milhão caso o projeto fosse abandonado. Ela também quer que a produtora cinematográfica pague seus custos legais. Em fevereiro, Green foi informado de que a Sherborne Media Finance havia assumido o controle da White Lantern e “pretendia notificar a rescisão do contrato com o artista”. A empresa alegou em outubro passado que ela havia violado o acordo, então não era elegível para a taxa. Green diz que a empresa não forneceu informações sobre a violação relatada. Segundo o jornal britânico Evening Standard, que teve acesso ao processo, a White Lantern afirma que a atriz fez várias exigências que acarretaram no encarecimento da produção, originalmente orçada em US$ 5,22 milhões, e abandonou o papel, levando à inviabilização do filme. Ela teria exigido que uma equipe adicional fosse contratada, o que teria somado US$ 326 mil ao orçamento, embora tenha se oferecido para pagar o montante com parte de seus próprios honorários. A White Lantern alega que Green queria colocar o produtor Paul Sarony (“Juliet, Nua e Crua”) no filme, supostamente insistindo: “Precisamos absolutamente dele a bordo, caso contrário o navio afundará.” A produtora afirma ter dito à atriz que Sarony seria “incrivelmente caro” e bastante redundante no set. Também alega que Green tentou contratar o supervisor de efeitos visuais George Zwier, cujos créditos incluem “Star Wars: A Ascensão Skywalker” e “Artemis Fowl”, bem como sua própria equipe de assistentes pessoais, dizendo: “Eles não podem trabalhar por menos e não posso trabalhar sem eles.” Green também queria recrutar a supervisora de roteiro Jeanette McGrath (“Game of Thrones”, “Penny Dreadful”), falando: “Por favor, realmente precisamos da Jeanette a bordo para a qualidade do filme”. As filmagens deveriam durar sete semanas em Dublin, na Irlanda, a partir de agosto do ano passado, mas a produção foi adiada duas vezes, antes de ser abandonada. De acordo com a White Lantern, a produção foi forçada a se encerrar porque a atriz se afastou do projeto. Por conta do prejuízo com seu investimento inicial, a empresa agora cobra US$ 1,3 milhão de despesas criadas pela atriz e também busca uma compensação pelos “lucros que o filme teria gerado” – US$ 130 milhões na estimativa da produtora. O advogado da empresa, Max Mallin, disse no processo que Eva Green “se engajou em uma conduta que demonstrou que ela não tinha intenção e/ou desejo de concluir a produção do filme. [Suas] exigências eram irracionais… [Elas] criaram distrações, atrasos e custos adicionais significativos para a White Lantern.”
Paramount suspende produção de Star Trek do criador de Fargo
A Paramount Pictures decidiu suspender a produção do novo filme “Star Trek”, que seria escrito e dirigido por Noah Hawley (criador de “Fargo” e “Legion”). A decisão reflete uma mudança no comando do estúdio, cinco semanas após a ex-executiva de cinema da 20th Century Fox, Emma Watts, tornar-se presidente do Paramount Motion Picture Group. Fontes da revista Variety indicaram que Watts freou o projeto para obter mais clareza sobre como lidar com o próximo filme da franquia sci-fi, mas acrescentaram que o projeto não foi abandonado. O problema, aparentemente, estaria no tema do longa, que mostraria um vírus dizimando a vida do universo. Diante da pandemia do coronavírus, o tema teria sido considerado sensível. Se este for o caso, a Paramount não deve ter levado em conta que um dos maiores sucessos de VOD durante a pandemia foi o filme “Contágio” (2011). O estúdio também estava desenvolvendo um projeto “Star Trek” com Quentin Tarantino e ainda tentou lançar outro filme em 2018, que seria o primeiro dirigido por uma mulher, SJ Clarkson, com Chris Hemsworth (o Thor) de volta ao papel de pai do Capitão Kirk, visto em “Star Trek” (2009). Nenhum desses projetos saiu do papel. O próximo filme será o 14º da franquia. O último foi “Star Trek: Sem Fronteiras”, de 2016.











