Brad Pitt vai ao espaço em novo trailer da sci-fi Ad Astra
A Fox divulgou novos pôsteres e trailer da sci-fi “Ad Astra”, primeira sci-fi do diretor James Gray (“Z: A Cidade Perdida”), que traz Brad Pitt em uma missão espacial. A prévia tem clima dramático, com momentos que remetem a “Interestelar” (2014). O roteiro é do próprio Gray em parceria com Ethan Gross (da série “Fringe”). Na trama, Pitt interpreta um astronauta que embarca numa viagem pelo sistema solar para reencontrar seu pai, 20 anos depois dele partir em uma missão para Netuno em busca de sinais de inteligência extraterrestre, Na ocasião, chegou a ser dado como morto. Mas mudanças na Terra sugerem que ele passa estar vivo e fazendo experiências com consequências catastróficas para a sobrevivência da humanidade. Tommy Lee Jones (“James Bourne”) vive o pai de Pitt e o elenco ainda inclui Donald Sutherland (“Jogos Vorazes), Ruth Negga (“Preacher”), Liv Tyler (“The Leftovers”), Kimmy Shields (“Insatiable”), Jamie Kennedy (“Pânico”), John Ortiz (“O Paradoxo Cloverfield”) e Greg Bryk (“The Handmaid’s Tale”). O filme é uma coprodução internacional, que inclui tem participação da produtora RT Features, do brasileiro Rodrigo Teixeira (“Me Chame pelo seu Nome”). Ele é um dos produtores, junto do próprio Brad Pitt e outros. “Ad Astra” tem previsão de estreia em 19 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Tarantino descreve seu filme de Star Trek como “Pulp Fiction no espaço”
Em meio à divulgação de “Era uma Vez em Hollywood”, seu novo filme, Quentin Tarantino tem sido bastante questionado sobre se realmente pretende dirigir um filme da franquia “Star Trek”. E ele contou diversas novidades sobre o projeto. Falando ao site Deadline, ele afirmou que ainda não sabe se vai dirigir o longa. Mas se o fizer, o resultado será uma espécie de “‘Pulp Fiction’ no espaço”. A comparação é uma resposta à entrevistas do ator Simon Pegg sobre o futuro da franquia. “Ele não sabe nada do que está acontecendo e fica fazendo comentários como se soubesse”, disse Tarantino ao Deadline. “Em um dos comentários, ele disse ‘bem, não será um Pulp Fiction no espaço’. Claro que será! Se eu fizer o filme, será exatamente assim”. Tarantino elogiou o roteiro assinado por Mark L. Smith (“O Regresso”) e lembrou que o produtor J.J. Abrams não vê problemas na história ser para maiores. Segundo o cineasta, Abrams teria amado a ideia e disse que a franquia tem liberdade para seguir qualquer caminho. Em entrevista ao podcast Reelblend, do site Cinema Blend, ele ainda acrescentou que não consideraria o filme na cota de dez longas que definiu para se aposentar. “Eu acho que ‘Star Trek’ não conta”, disse, considerando que o filme não teria um roteiro de sua autoria nem personagens originais. “Eu posso fazer ‘Star Trek’… mas naturalmente eu terminaria com um original”, afirmou o diretor, lembrando o plano de encerramento de sua carreira no cinema, que teria apenas mais um longa original. “Eu tenho uma brecha aí, e posso encaixar esse filme nela”, completou. O “Star Trek” de Tarantino foi inicialmente anunciado em 2017. Desde então, o diretor encomendou um roteiro, que Mark L. Smith já entregou. Ele pretende se debruçar sobre a história assim que terminar a divulgação de “Era uma Vez em Hollywood”, que estreia nos cinemas americanos em 15 de agosto – duas semanas antes do lançamento no Brasil. Ele também reafirmou que é fã da série clássica e dos filmes recentes de “Star Trek”, elogiou o elenco atual da franquia no cinema, mas jura que ainda não sabe se vai filmar essa história. Entretanto, se mostra bastante inclinado. Caso o projeto sair do papel, deverá ser o próximo filme de Tarantino.
John Krasinski anuncia começo das filmagens de Um Lugar Silencioso 2
O diretor John Krasinski publicou uma imagem em suas redes sociais anunciando o início de filmagens de “Um Lugar Silencioso 2”. A foto de uma claquete traz como título da produção apenas “Part II”. Ainda não há detalhes sobre a história da sequência, que trará Krasinski de volta como diretor e roteirista, mas não como ator porque… spoiler, seu personagem morreu na trama. Em compensação, sua esposa Emily Blunt e os atores mirins Noah Jupe e Millicent Simmonds retornam ao elenco, que terá também participações de Cillian Murphy (“A Origem”) e Brian Tyree Henry (“Atlanta”). Não há detalhes conhecidos sobre a nova história, que continuará os eventos vistos no primeiro longa – um alívio para quem já cansou dos prólogos com elenco completamente diferente, produzidos como sequências de sucessos cinematográficos. O filme original acompanhou os esforços da família formada por Blunt, Krasinski e seus filhos num mundo pós-apocalíptico, criado pelo ataque em massa de monstros desconhecidos, que reagem ao menor barulho. Com um orçamento de US$ 17 milhões, “Um Lugar Silencioso” arrecadou US$ 341 milhões nos cinemas de todo o mundo e venceu vários prêmios, do troféu do Sindicato dos Atores (SAG Award) para Emily Blunt ao Critics Choice de Melhor Filme de Terror/Sci-Fi do ano passado. Ver essa foto no Instagram #PartII Uma publicação compartilhada por John Krasinski (@johnkrasinski) em 15 de Jul, 2019 às 6:51 PDT
The Mandalorian: Jon Favreau já trabalha na 2ª temporada da série inédita de Star Wars
A estreia de “The Mandalorian”, primeira série live-action da saga “Star Wars”, ainda está distante, mas seu criador Jon Favreau (que dirigiu os remakes de “O Rei Leão” e “Mogli”) revelou já estar trabalhando na 2ª temporada. “Eu estava escrevendo a 2ª temporada esta manhã antes de vir aqui”, contou o cineasta em entrevista ao site Collider. Segundo o site, o trabalho nos novos episódios vão além do roteiro. A 2ª temporada já teria entrado em pré-produção, num processo inicial de produção de efeitos visuais, que serão incluídos em tempo real nas cenas durante as gravações definitivas. Este trabalho aponta que “The Mandalorian” vai usar a tecnologia de ponta que deu vida aos animais falantes realistas de “O Rei Leão”. Trata-se de um processo digital que permite que o diretor veja as cenas com efeitos já durante as filmagens, para ter a noção exata de como vão aparecer na tela, em vez de depender da equipe de pós-produção para materializar os efeitos previstos em roteiro. Isto dá ao diretor muito mais controle sobre o produtor final. “Se você visitar o set de ‘The Mandalorian’, verá uma parede de vídeo onde é possível vislumbrar os personagens imersos no cenário digital e interagindo com criações digitais, ao mesmo tempo em que gravam com tela azul ao fundo”, contou Favreau. Mas para que isso aconteça, ele e sua equipe precisam mapear todos os efeitos antes em pré-produção. Que é o ponto em que se encontra “The Mandalorian” em relação à 2ª temporada. A série da plataforma Disney+ (Disney Plus) vai se passar após a queda do Império e antes da emergência da Primeira Ordem. Isto é, entre os filmes “Star Wars: O Retorno de Jedi” (1983) e “Star Wars: O Despertar da Força” (2015). O título refere-se a um nativo do planeta Mandalore, que os fãs de “Star Wars” conhecem como a terra natal dos notórios caçadores de recompensas Boba Fett e Jango Fett. O personagem será interpretado pelo chileno Pedro Pascal (de “Game of Thrones” e “Narcos”). O elenco também inclui Giancarlo Esposito (“Breaking Bad”), Emily Swallow (“Supernatural”), Omid Abtahi (“Deuses Americanos”), Nick Nolte (“Temporada de Caça”) e até o cineasta alemão Werner Herzog (“O Homem Urso”). Dave Filoni, responsável pelas séries de animação “The Clone Wars” e “Star Wars Rebels”, dirige o piloto da série, que também tem episódios comandados pelos diretores Taika Waititi (“Thor: Ragnarok”), Rick Famuyiwa (“Dope: Um Deslize Perigoso”), Deborah Chow (“Fear the Walking Dead”) e a atriz Bryce Dallas Howard (de “Jurassic World”). E uma curiosidade é que o pai da atriz, Ron Howard, dirigiu o recente “Han Solo: Uma História Star Wars” (2018). “The Mandalorian” deve estrear junto do lançamento da plataforma Disney+ (Disney Plus), que será disponibilizado em 12 de novembro nos Estados Unidos, com planos de chegar a outros países em 2020.
Outra Vida: Atriz de Battlestar Galactica volta ao espaço em trailer legendado de nova série
A Netflix divulgou o pôster e o trailer final legendado de “Another Life”, nova série de ficção científica que ganhou o título nacional de “Outra Vida”. A atração marca a volta de Katee Sackhoff às tramas espaciais, dez anos após o final da cultuada “Battlestar Galactica”, e apresenta tramas paralelas na Terra e no espaço. A trama da série é centrada na astronauta Niko Breckinridge (personagem de Sackhoff), que lidera uma missão para explorar a existência de vida inteligência alienígena, por meio da investigação de uma nave misteriosa que pousa na Terra. Isto leva sua equipe a enfrentar um perigo inimaginável e uma viagem possivelmente sem volta. A premissa lembra uma combinação de “2001 – Uma Odisseia no Espaço” (1968), “Esfera” (1998) e “A Chegada” (2016). O elenco também inclui Selma Blair (do “Hellboy” original), Elizabeth Faith Ludlow (“The Walking Dead”), Justin Chatwin (“Shameless”), Tyler Hoechlin (“Supergirl”), Jake Abel (“The Beach Boys: Uma História de Sucesso”), Jessica Camacho (“The Flash”), Blu Hunt (“The Originals”), A.J. Rivera (“Grandfathered”), Samuel Anderson (“Witless”), Alexander Eling (“Shadowhunters”) e Greg Hovanessian (“The Mist”). “Outra Vida” é uma criação de Aaron Martin (criador da série de terror “Slasher”) e tem produção de Noreen Halpern (minissérie “Alias Grace”). Com 10 episódios, a 1ª temporada estreia em 25 de julho em streaming.
Millie Bobby Brown diz que chorou de verdade no final de Stranger Things
A 3ª temporada de “Stranger Things” foi um roda gigante de sentimentos, para usar parte de sua cenografia como metáfora. De momentos nojentos a cenas de suspense, teve de tudo um pouco. Mas, para a atriz mirim Millie Bobby Brown, intérprete de Eleven (ou On, na tradução nacional), nada foi tão difícil quanto as cenas finais, de despedida dos personagens. Spoilers ahoy. Em entrevista à revista Entertainment Weekly, a atriz de 15 anos contou que não quis ouvir a gravação de David Harbour, em que o ator narra o rascunho de um discurso que seu personagem, o Xerife Hopper, pretendia fazer para Eleven na série. Ela dispensou até ensaios, para que a câmera pudesse captar o impacto da leitura em seu rosto. “Eu queria que eles imediatamente colocassem a câmera em mim e captassem a minha reação”, afirmou a atriz. O resultado foi um dos momentos mais tocantes dos novos episódios. “O jeito que eu reagi foi de pura devastação e tristeza. Uma criança triste que acabou de perder seu pai – ao menos é o que ela pensa. É uma emoção muito crua, especialmente por causa da minha proximidade com Daivd Harbour. Ele é um ótimo homem. O que eu mais admiro nele é o seu respeito por garotas e mulheres. Eu me senti tão mal que pensei ‘isso é horrível’. São emoções cruas naquela cena com certeza”, ela explicou. Mas depois dessa tristeza, veio um momento ainda pior para a jovem, que confessou ter sentido o impacto das cenas de despedida de Eleven de seus amigos de Hawkins. Ela teria chorado de verdade. “Foi tão emocional quanto parece. Todos nós dissemos: ‘Vamos imaginar que esta é nossa última gravação pra sempre’. E todos começamos a chorar imediatamente assim que disseram ‘ação’. Foi como dizer adeus para os meus melhores amigos”, concluiu. A cena descrita mostra Eleven dando adeus ao namoradinho Mike (Finn Wolfhard) e seus amigos, prestes a embarcar num veículo de mudanças com a família Byers (de Winona Ryder), após ficar órfã novamente, para ir morar em outra cidade. Esta separação deve marcar a trama da 4ª temporada da série, que ainda não teve sua renovação oficialmente confirmada pela Netflix.
Felicity Jones vai se juntar a George Clooney em sci-fi da Netflix
A primeira sci-fi dirigida por George Clooney, “Good Morning, Midnight”, definiu sua protagonista feminina. Segundo fontes do site Deadline, a atriz Felicity Jones (“Rogue One”) já teria assinado contrato para atuar no longa ao lado de Clooney, que além de dirigir vai coestrelar a produção. Conhecida pelo papel de Jyn Erso, a rebelde protagonista de “Rogue One: Uma História Star Wars”, a atriz britânica já tem uma indicação ao Oscar (por sua performance em “A Teoria de Tudo”) e neste ano estrelou a cinebiografia “Suprema”, baseada na juventude da juíza Ruth Bader Ginsburg. “Good Morning, Midnight” é uma adaptação do livro de mesmo nome de Lily Brooks-Dalton, que está sendo desenvolvida para a plataforma Netflix. A trama pós-apocalíptica acompanha duas histórias paralelas: a de Augustine (Clooney), um cientista solitário no Ártico, que tenta fazer contato com a tripulação da nave espacial Aether, e da astronauta Sullivan (possivelmente Jones, ainda não confirmada), que retorna de uma missão pioneira à Júpiter sem saber que a Terra já não é mais a mesma. A adaptação foi escrita por Mark L. Smith, roteirista de “O Regresso” (2015) e “Operação Overlord” (2018). O último filme dirigido por Clooney foi a comédia de humor negro “Suburbicon: Bem-vindos ao Paraíso”, de 2017, que não foi bem-recebida por público e crítica. Depois disso, ele estrelou, produziu e dirigiu a série “Catch 22” na plataforma de streaming Hulu.
Another Life: Atriz de Battlestar Galactica volta ao espaço em teaser de nova série da Netflix
A Netflix divulgou as primeiras fotos e o teaser de “Another Life”, nova série de ficção científica que marca a volta de Katee Sackhoff às tramas espaciais, dez anos após o final da cultuada “Battlestar Galactica”. A trama da série é centrada na astronauta Niko Breckinridge (personagem de Sackhoff), que lidera uma missão para explorar a existência de uma inteligência alienígena, por meio da investigação de um artefato misterioso. Isto leva sua equipe a enfrentar um perigo inimaginável e uma viagem possivelmente sem volta. O elenco também inclui Selma Blair (do “Hellboy” original), Elizabeth Faith Ludlow (“The Walking Dead”), Justin Chatwin (“Shameless”), Tyler Hoechlin (“Supergirl”), Jake Abel (“The Beach Boys: Uma História de Sucesso”), Jessica Camacho (“The Flash”), Blu Hunt (“The Originals”), A.J. Rivera (“Grandfathered”), Samuel Anderson (“Witless”), Alexander Eling (“Shadowhunters”) e Greg Hovanessian (“The Mist”). “Another Life” é uma criação de Aaron Martin (criador da série de terror “Slasher”) e tem produção de Noreen Halpern (minissérie “Alias Grace”). Com 10 episódios, a 1ª temporada estreia em 25 de julho em streaming.
Divino Amor é mais que uma distopia neon-evangélica do Brasil
“Divino Amor” vem sendo lido como uma ficção distópica sobre o domínio da religião evangélica no Brasil após o governo Bolsonaro. Mas quem, a partir disso, esperar um filme caricato que julga por meio de reprimendas um certo modo de ser, acabará se surpreendendo, pois o filme vai muito além do estereótipo. De um lado, é nítido que o filme atua por meio da farsa ou da ironia. No ano de 2027, o Brasil estará controlado por evangélicos que se tornam um grupo hegemônico. Inclusive o desvio – as festas, a cultura – passa a ser dominado pelo evangelismo. Mas, para o diretor Gabriel Mascaro, a sociedade do futuro se afasta dos sonhos motorizados de “Os Jetsons” ou da realidade virtual ou aumentada de “Minority Report”. Estamos não muito distantes do mundo do hoje – não há hologramas, ou coisas do tipo, nem mesmo celulares. Ou seja, estamos diante de um futurismo de subúrbio de terceiro mundo. O futuro evangélico de Mascaro se afirma a partir do trabalho e da família. O trabalho é o cartório – a síntese da burocracia weberiana como forma de organização do espaço e dos corpos a partir de uma lógica utilitária. Ainda que se usem códigos genéticos e uma espécie de detector (não de metais mas de identidades) como forma de mostrar o avanço da tecnologia, é possível dizer que o cartório de Mascaro não é muito diferente da burocracia atual. Sua protagonista Joana (na grande interpretação de Dira Paes) é uma cartorária do setor de divórcios que tenta recrutar casais em crise para os ritos da seita “divino amor”. A ênfase em luzes neon entre o rosa e o roxo, em meio a névoas de fumaça, imprimem ao filme um tom claramente artificial ambíguo, entre o rasgadamente brega e o infantil (tom infantil reforçado pela narração que costura o filme). A ritualização das cerimônias do Divino Amor (a terapia de casais, o batismo) oscila entre o sensual e o kitsch. O filme apresenta o culto como uma reflexão distanciada sobre a estetização do evangelismo, numa relação complexa entre a adoração e a sedução, algo que remete ao trabalho de Barbara Wagner e Benjamin de Burca, especialmente em “Terremoto Santo” (2017). A epifania divina pode estar muito próxima de um orgasmo – e é preciso constatar o papel da estetização nos cultos. O tom irônico como essa sociedade do futuro controla o fluxo dos corpos, por meio de um regime maquínico que normatiza os modos de ser, pode ser visto em sua máxima expressão nas originalíssimas cenas em que Joana, a personagem de Dira Paes, se consulta com um pastor, entrando com seu carro por meio de um drive thru. As consultas espirituais passam a ser uma mescla de uma consulta médica com uma loja de fast food. A simplicidade da ornamentação (o pastor está simplesmente sentado em uma cadeira em torno de uma enorme redoma de vidro) apresenta um futurismo pragmático, uma estética minimalista e neutra, assim como boa parte das opções da direção de arte no cartório. É de se notar que os espaços públicos são raros no filme – a cidade está completamente ausente do filme. O tom tipicamente estilizado ocorre primordialmente no interior do “Divino Amor” – essa espécie de portal encantado em que, num recurso de fantasia tipicamente cinematográfico, os personagens entram em contato com o “divino” – numa estilização cênica do contato dos corpos tão kitsch que não seria exagero se nos lembrássemos do teatro de “Oh! Rebuceteio” (sem neon). Dessa forma, se, de um lado, é nítido o distanciamento do realizador em relação ao universo que ele apresenta, por meio dessas camadas críticas de ironia, ou ainda, se em alguns pontos o filme tangencia o caricato, com uma base cômica, a grande contribuição de Mascaro é de nunca propor meramente escrachar ou julgar seus personagens, mas procurar mergulhar nas contradições e paradoxos que surgem por dentro desse mesmo regime. Para além do panorama das transformações da sociedade brasileira, “Divino Amor” busca compreender os dilemas de sua protagonista. Joana é uma profunda seguidora dos princípios divinos, mas não se sente abençoada, já que seu trabalho e sua família estão por um triz. Ela precisa de um sinal, de uma prova do amor de Deus. Joana poderia elencar um rol de sacrifícios ao ser posta à prova do amor de Deus, como Moisés ou Abraão. Ao mesmo tempo, a ironia surge desse contraponto: seus dilemas surgem exatamente porque Deus atende a seu pedido, e a faz grávida. Talvez Joana seja condenada por amar demais. É a partir daí que vejo “Divino Amor” do ponto de vista do melodrama, sobre a importância do amor e sobre os riscos de quem ama verdadeiramente diante de um mundo maquínico – estes estão verdadeiramente condenados. “Divino Amor” vira então “Benilde”, de Manoel de Oliveira, ou mesmo um rastro de um filme de Jean-Claude Brisseau. É como se Mascaro observasse os paradoxos que surgem no interior de um regime de normatização dos corpos que, aliás extrapola o evangelismo (veja, por exemplo, o cartório). Joana curiosamente representa o desvio no interior do sistema, um abalo que surge justamente por ela, de forma pura, levar seu modus operandi até às últimas consequências. É o amor incondicional que rompe o sistema por dentro. Quando digo por dentro, me refiro também à própria questão do corpo. Um corpo que implode e passa a ser fértil. É muito curioso quando Mascaro propõe uma relação entre a fertilidade e a luz, ou seja, entre a natureza e o cinema (seja artificial por meio da estranha máquina, seja natural, no belíssimo plano em que Dira em pelo se posiciona para a luz). Dar a/à luz. O rebento que nasce ao final sinaliza esse doce desejo da revolução, que nasce não pelo ódio mas pelo amor. Quase ao avesso de “As Boas Maneiras” (2017), mas um avesso que confirma a regra, a criança de “Divino Amor” não canibaliza a normatividade: ela representa a esperança pelo desvio que surge justamente de uma extrapolação do próprio sistema. A ambiguidade com que o diretor compõe uma encenação que conjuga uma crítica irônica aos modos de ser e um afeto respeitoso diante do poder transformador do amor espelha esteticamente sua oscilação entre a comédia e o melodrama, entre o realismo e o futurismo, entre o infantil e o adulto, entre a distopia e a utopia. Como no filme anterior de Mascaro, “Boi Neon” (2015), a obra do diretor não está interessada em propor representações totalizantes do mundo contemporâneo. Ele prefere investigar esses agenciamentos turvos, que apresentam desvios ou que apontam para os paradoxos no interior desses regimes hegemônicos. Em comum, o amor ou o desejo é que rompem as porteiras da normatização dos regimes. E a estetização é o elemento que ativa a sedução dos corpos. Ou seja, a contribuição de Mascaro, para além dos discursos totalizantes, é observar a possibilidade de rachaduras ou desvios (utilizando essa palavra que se remete ao próprio nome da produtora de Mascaro e Rachel) no interior de determinados regimes.
Orbital Era: Nova animação do criador de Akira ganha primeiro teaser
O estúdio japonês de animação Sunrise divulgou o pôster e o primeiro teaser de “Orbital Era”, novo longa animado de Katsuhiro Otomo, o criador de “Akira”. O projeto foi anunciado durante a Anime Expo 2019, em Los Angeles, com a presença do lendário mangaká. Segundo o próprio Otomo, o filme é “uma trama de amadurecimento ambientada em uma estação espacial”, e vai combinar ficção científica com fantasia. A história mostrará as quatro estações do ano no espaço, narrando o desenvolvimento da relação dos personagens durante esse tempo. “Orbital Era” será o terceiro longa escrito e dirigido por Otomo, que também comandou a adaptação de “Akira”, de 1988, e “Steamboy”, de 2004. Além de “Orbital Era”, Otomo também está trabalhando numa nova adaptação de “Akira”, desta vez como série animada, que também será produzida pela Sunrise, mesmo estúdio de “Steamboy” e de outros animes clássicos como “Cowboy Bebop” e “Gundam”. Ainda não há previsão para a estreia de “Orbital Era”.
Akira vai ganhar nova adaptação como série animada
Enquanto o filme live-action não sai do papel, “Akira” vai ganhar uma nova adaptação animada, desta vez em formato de série. O projeto foi anunciado na Anime Expo 2019, que acontece em Los Angeles. Os detalhes são escassos, mas o projeto é basicamente uma adaptação do mangá de Katsuhiro Otomo e não uma sequência do longa animado clássico. Como os fãs de “Akira” sabem, a animação de 1988 foi lançada antes que Otomo tivesse terminado a história em quadrinhos e, por isso, sua porção final é mais curta e muito diferente do desfecho do mangá, cuja história só foi encerrada em 1990. A produção da série está a cargo do estúdio Sunrise, o mesmo de clássicos como “Cowboy Bebop” e “Gundam”. Além desse projeto, o painel dedicado a Katshuiro Otomo na Anime Expo revelou que o filme original será remasterizado em 4k e relançado nos cinemas japoneses em 2020. Enquanto isso, a versão live-action americana dirigida por Taika Waititi (“Thor: Ragnarok”) ganhou data de estreia. O planejamento da Warner prevê um lançamento em 21 de maio de 2021 nos Estados Unidos. É esperar para ver se o cronograma será cumprido, já que o estágio atual é o mesmo a que chegaram diversas outras iniciativas anteriores do estúdio, que tenta filmar “Akira” há pelo menos 17 anos.
Stranger Things ganha trailer patriótico e dezenas de imagens inéditas
A Netflix divulgou um novo trailer e mais 26 fotos da 3ª temporada de “Stranger Things”. A prévia tem clima patriótico, relacionado ao Dia da Independência dos Estados Unidos, data em que se passa a trama e que também é a mesma da estreia dos episódios. Já as imagens reúnem os personagens da série, com direito a duas novidades: Cary Elwes (“Jogos Mortais”) como o prefeito de Hawkins e Maya Hawke (minissérie “Little Women”), filha dos atores Uma Thurman (“Kill Bill”) e Ethan Hawke (“Boyhood”), como Robin, colega de trabalho de Steve (Joe Keery) no primeiro shopping center da cidade. As novas fotos se juntam ao material anteriormente divulgado, que pode ser conferido aqui. A 3ª temporada vai se passar no verão de 1985 e estará disponível em streaming na quinta-feira (4/7). [gallery targetsize=”full” captions=”hide” bottomspace=”ten” gutterwidth=”10″ columns=”3″ size=”medium” newtab=”true”
Killjoys: Última temporada da série sci-fi ganha dois trailers
O canal pago SyFy divulgou dois trailers (um para os EUA e outro para o Reino Unido) da 5ª e última temporada de “Killjoys”. A prévia destaca o humor da trama e o empoderamento de sua heroína. Criada por Michelle Lovretta (também criadora de “Lost Girl”), a série segue um trio de caçadores de recompensas interplanetárias – a líder rebelde Dutch (Hannah John-Kamen) e dois irmãos, o nerd de computação John Jaqobis (Aaron Ashmore) e o militar D’avin Jaqobis (Luke MacFarlane) – à beira de uma guerra multiplanetária. A atriz britânica Hannah John-Kamen ganhou grande projeção após estrelar a série, conquistando papéis em filmes como “Tomb Raider”, “Jogador Nº 1” e “Homem-Formiga e a Vespa”. Mas a trama repleta de gírias inventadas, mitologia hermética e referências sci-fi não é para o telespectador casual. Os últimos episódios começam a ser exibidos em 19 de julho na América do Norte.











