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    Cena inédita de “Viúva Negra” mostra muita ação

    11 de junho de 2021 /

    A Marvel divulgou uma nova coleção de pôsteres e uma cena inédita de ação do filme “Viúva Negra”. O vídeo traz Scarlett Johansson e Florence Pugh (“Midsommar”) nos papéis das “irmãs” Natasha Romanoff (a Viúva Negra) e Yelena Belova levando tiros e em fuga de agentes inimigas. Escrito por Jac Schaeffer (criadora de “WandaVision”) e dirigido pela australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”), o longa introduz a “família” russa da protagonista, formada também pelos personagens vividos por David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”). Além deles, o elenco ainda inclui O-T Fagbenle (o marido de June em “The Handmaid’s Tale”) em papel misterioso – que muitos acreditam ser o homem por trás da máscara do Treinador. O filme é um flashback passado entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”, e acompanha Natasha após fugir dos EUA por ter ajudado o Capitão América, buscando refúgio no Leste Europeu. Após mais de um ano de adiamento, a estreia vai finalmente acontecer no começo de julho, simultaneamente nos cinemas e na plataforma Disney Plus (por um custo adicional).

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    Viúva Negra ganha novo trailer com poucas cenas inéditas

    3 de junho de 2021 /

    A Marvel divulgou um novo trailer do filme “Viúva Negra”, que traz Scarlett Johansson de volta ao papel de Natasha Romanoff, a Viúva Negra. A prévia tem poucos segundos inéditos, voltando a enfatizar frases e cenas já vistas ao longo da campanha do lançamento, que começou a ser realizada há mais de um ano. Escrito por Jac Schaeffer (criadora de “WandaVision”) e dirigido pela australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”), o longa introduz a “família” russa da protagonista, formada pelos personagens vividos por Florence Pugh (“Midsommar”), David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”). Além deles, o elenco ainda inclui O-T Fagbenle (o marido de June em “The Handmaid’s Tale”) em papel misterioso. O filme é um flashback passado entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”, e acompanha Natasha após fugir dos EUA por ter ajudado o Capitão América, buscando refúgio no Leste Europeu. Após inúmeros adiamentos, a estreia vai finalmente acontecer no começo de julho, simultaneamente nos cinemas e na plataforma Disney Plus (por um custo adicional).

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    Jornalistas do Globo de Ouro teriam histórico de assédios a astros de Hollywood

    26 de maio de 2021 /

    A Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), responsável pela premiação do Globo de Ouro, aprovou de forma “esmagadora” um novo código de conduta que exigirá que os membros ajam “com respeito e profissionalismo em todos os eventos da HFPA e do setor”. Em comunicado sobre a necessidade do código, o conselho da HFPA acrescentou que “temos ficado preocupados com relatos de que alguns membros se envolveram em comportamentos inaceitáveis ​​no passado”. De fato, a conduta dos membros tornou-se outro ponto polêmico envolvendo o Globo de Ouro, em meio às já sensíveis revelações da falta de diversidade e de ética da HFPA. Em 2018, o ator Brendan Fraser (“A Múmia”) denunciou ter sofrido assédio de Philip Berk, ex-presidente da organização, dizendo que ele meteu a mão nas suas nádegas durante um dos eventos do Globo de Ouro. Em resposta, a HFPA disse na época que nada de grave aconteceu. Teria sido uma “piada” mal-interpretada, segundo comunicado oficial. No começo de maio, foi a vez de Scarlett Johnsson se manifestar contra o grupo de “jornalistas” do Globo de Ouro, afirmando que tem se recusado “por muitos anos” a participar de entrevistas com integrantes da HFPA devido a “perguntas e comentários sexistas de certos membros que beiram o assédio sexual”. Em busca de corroboração para este relato, a revista The Hollywood Reporter apurou transcrições das entrevistas de membros da HFPA que se alinham com as afirmações de Johansson. E o abuso é indistinto para todos os gêneros. Em uma entrevista com Tom Cruise, a alemã Frances Schoenberger, membro da HFPA, questionou o ator sobre suas cenas de cueca em “Magnolia”, perguntando se ele “colocou algo na cueca” para dar volume. Cruise, que recentemente prometeu devolver todos os seus troféus do Globo de Ouro, respondeu: “Não sei se devo me sentir elogiado ou insultado”. Para demonstrar que não era apenas uma piada ruim, a linha de questionamento continuou avançando, com a entrevistadora querendo saber se ele chegou a filmar totalmente nu e, novamente, se ele “colocou algo” em sua cueca. “Você está brincando?”, Cruise reagiu, antes de dizer “é por isso que eu não faço cenas como essa. Próxima.” Outras transcrições revelam que Rupert Everett foi repetidamente questionado sobre “ser um gigolô”, enquanto a atriz Denise Richards precisou responder se “já fez amor com outra mulher antes?”, devido ao filme “Garotas Selvagens” (1998). Ao que a atriz respondeu: “Com licença? Não faço comentários sobre minha vida sexual pessoal. ” Tais comportamentos estão enquadrados no novo código de ético aprovado pelo comitê da HFPA e podem levar o infrator a ser expulso da associação.

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    Marvel é a grande vencedora do MTV Movie & TV Awards

    17 de maio de 2021 /

    A MTV realizou na noite de domingo (16/5) sua premiação anual de cinema e televisão, o MTV Movie & TV Awards. E mesmo sem ter lançado nenhum filme durante a pandemia, a Marvel foi a grande vencedora, levando metade de todos os prêmios entregues no evento, realizado na tradicional casa de shows Palladium, em Los Angeles. A cerimônia apresentada pela comediante Leslie Jones entregou quatro pipocas douradas para “WandaVision” e duas para “Falcão e o Soldado Invernal”. A primeira atração levou o troféu de Melhor Série, Atriz (Elizabeth Olsen), Vilã (Kathryn Hahn) e Briga (Elizabeth Olsen vs Kathryn Hahn), enquanto a segunda ficou com Melhor Herói (Anthony Mackie) e Dupla (Anthony Mackie e Sebastian Stan). Para completar, Chadwick Boseman, mais lembrado como o Pantera Negra da Marvel, levou o troféu póstumo de Melhor Ator (por “A Voz Suprema do Blues”) e Scarlett Johansson, a Viúva Negra da Marvel, foi homenageada com o Troféu Geração pelas realizações de sua carreira. O que fez o marido da atriz, o comediante Colin Jost (do humorístico “Saturday Night Live”), se confundir e lhe dar um banho de gosma verde para comemorar. “Isto é na Nickelodeon!”, ela reclamou nervosa após o banho gratuito, que interrompeu seu discurso. Com a presença de Johansson, Olsen e Mackie, a premiação foi basicamente um filme dos Vingadores. “Marvel salva o dia!”, exclamou Olsen. E Mackie ainda provocou Tom Holland, o Homem-Aranha, após ser zoado pelo colega há alguns anos por não ter um filme próprio – ele vai estrelar “Capitão América 4”. De resto, Sacha Baron Cohen, intérprete de Borat, também recebeu uma homenagem pela carreira. E os demais prêmios foram para “Para Todos os Garotos: Agora e Para sempre” (Melhor Filme), a apresentadora do evento Leslie Jones (um prêmio de Comédia por “Um Prinícipe em Nova York 2”), Regé-Jean Page (Revelação por “Bridgerton”) e outras três séries da Netflix, “Outer Banks”, “A Maldição da Mansão Bly” e “Julie and the Phantoms” (em categorias de Beijos, Sustos e Músicas). Neste ano, a premiação tem duas partes. E depois da festa principal, a MTV fará nesta segunda (17/5) a entrega de troféus para reality shows, talk shows e atrações documentais – categorias que tem mais a ver com a própria MTV atual. Confira abaixo destaques da Marvel na premiação e logo em seguida a lista completa dos vencedores. Care to respond, @TomHolland1996? #MTVAwards pic.twitter.com/NCTo3b1CiD — MTV (@MTV) May 17, 2021 All *I* know is that Elizabeth Olsen and Kathryn Hahn gave us everything & more with this Best Show acceptance speech. 👏 Congrats, @wandavision! #MTVAwards pic.twitter.com/eX087vyM3W — MTV (@MTV) May 17, 2021 Me to my bestie: act cool Also, me & my bestie: #MTVAwards pic.twitter.com/xqcjHSLQKG — MTV (@MTV) May 17, 2021 It was Agatha all along…Kathryn Hahn accepts the award for Best Villain at the 2021 #MTVAwards for her role in #WandaVision! pic.twitter.com/e5wIgfkcFf — MTV (@MTV) May 17, 2021 Wow! What an honor! The iconic Scarlett Johansson takes home the Generation Award #MTVAwards 🏆 pic.twitter.com/YKKkPaeaME — MTV (@MTV) May 17, 2021 Dear Diary, I can’t believe I captured this video of Kathryn Hahn & Elizabeth Olsen at the #MTVAwards. BEST. NIGHT. EVER. Love, MTV ❤️ pic.twitter.com/KZNZVQ8Fvl — MTV (@MTV) May 17, 2021 .@AnthonyMackie + Elizabeth Olsen = this adorable #MTVAwards moment that I'm fully in my feels over & will be watching on repeat forever and ever and ever. pic.twitter.com/6SJXzBsiy0 — MTV (@MTV) May 17, 2021 Melhor Filme “Para Todos os Garotos: Agora e Para sempre” Melhor Série “WandaVision” Melhor Performance em Filme Chadwick Boseman, por “A Voz Suprema do Blues” Melhor Performance em Série Elizabeth Olsen, por “WandaVision” Melhor Herói Anthony Mackie, por “Falcão e o Soldado Invernal” Melhor Vilão Kathryn Hahn, por “WandaVision” Melhor Beijo Chase Stokes & Madelyn Cline, por “Outer Banks” Melhor Performance Cômica Leslie Jones, por “Um Príncipe em Nova York 2” Melhor Performance de Ator/Atriz Revelação Regé-Jean Page, por “Bridgerton” Melhor Luta “WandaVision” – Wanda vs Agatha Performance Mais Assustadora Victoria Pedretti, por “A Maldição da Mansão Bly” Melhor Dupla Falcão (Anthony Mackie) & Soldado Invernal (Sebastian Stan), de “Falcão e o Soldado Invernal” Melhor Momento Musical “Edge of Great”, em “Julie and the Phantoms”

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    Marvel libera cena inédita de ação de “Viúva Negra”

    16 de maio de 2021 /

    A Marvel divulgou uma cena inédita de ação do filme “Viúva Negra”, que traz Scarlett Johansson e Florence Pugh (“Midsommar”) nos papéis das “irmãs” Natasha Romanoff (a Viúva Negra) e Yelena Belova em disparada num carro, levando tiros de uma motoqueira. A forma como Yelena resolve o problema mostra a rapidez de raciocínio da personagem. Escrito por Jac Schaeffer (criadora de “WandaVision”) e dirigido pela australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”), o longa introduz a “família” russa da protagonista, formada também pelos personagens vividos por David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”). Além deles, o elenco ainda inclui O-T Fagbenle (o marido de June em “The Handmaid’s Tale”) em papel misterioso – que muitos acreditam ser o homem por trás da máscara do Treinador. O filme é um flashback passado entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”, e acompanha Natasha após fugir dos EUA por ter ajudado o Capitão América, buscando refúgio no Leste Europeu. Após mais de um ano de adiamento, a estreia vai finalmente acontecer no começo de julho, simultaneamente nos cinemas e na plataforma Disney Plus (por um custo adicional).

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    Scarlett Johansson será homenageada pela MTV com o prêmio Geração

    11 de maio de 2021 /

    A MTV anunciou que a edição deste ano de sua premiação de cinema e televisão, o MTV Movie & TV Awards, vai homenagear a atriz Scarlett Johansson com o Prêmio Geração pelas realizações de sua carreira. O Prêmio Geração celebra “atores amados cujas diversas contribuições para o cinema e a televisão os tornaram nomes conhecidos”, de acordo com a MTV. Os destinatários anteriores incluem Dwayne “The Rock” Johnson, Chris Pratt, Will Smith, Reese Witherspoon, Robert Downey Jr., Mark Wahlberg, Sandra Bullock, Jamie Foxx, Johnny Depp, Ben Stiller, Adam Sandler, Mike Myers, Tom Cruise, Jim Carrey e a franquia “Velozes e Furiosos”. Johansson já foi indicada seis vezes ao MTV Movie & TV Awards, levando para casa sua primeira Pipoca de Ouro em 2013 na categoria de Melhor Luta por “Os Vingadores”. Além da atriz, o evento deste ano também homenageará o ator Sacha Baron Cohen com o Prêmio Gênio da Comédia, celebrando o retorno a seu papel mais famoso em “Borat: Fita de Cinema Seguinte”. A premiação, que destaca “WandaVision” com o maior número de indicações (cinco no total), será apresentada por Leslie Jones e transmitida ao vivo de Los Angeles no próximo domingo (16/5), às 21h.

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    Viúva Negra: Personagens do filme ilustram pôsteres individuais

    10 de maio de 2021 /

    A Marvel divulgou uma coleção de pôsteres com os personagens de “Viúva Negra”. Além de Scarlett Johansson no papel principal, os cartazes destacam os principais coadjuvantes da produção, incluindo o vilão mascarado Treinador. Escrito por Jac Schaeffer (criadora de “WandaVision”) e dirigido pela australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”), o longa introduz a “família” russa da protagonista, formada pelos personagens vividos por Florence Pugh (“Midsommar”), David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”). O elenco também inclui O-T Fagbenle (o marido de June em “The Handmaid’s Tale”) em papel misterioso – que muitos acreditam ser o homem por trás da máscara do Treinador. O filme é um flashback passado entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”, e acompanha Natasha após fugir dos EUA por ter ajudado o Capitão América, buscando refúgio no Leste Europeu. Após mais de um ano de adiamento, a estreia vai finalmente acontecer no começo de julho, simultaneamente nos cinemas e na plataforma Disney Plus (por um custo adicional).

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    WarnerMedia reforça boicote ao Globo de Ouro

    10 de maio de 2021 /

    A WarnerMedia é o novo conglomerado a protestar contra a associação encarregada da premiação do Globo de Ouro. A empresa que contém os estúdios Warner Bros., o canal pago HBO e a plataforma de streaming HBO Max se juntou à Netflix e à Amazon num boicote à Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) até que “mudanças sejam implementadas”. “Embora elogiemos a aprovação dos membros do HFPA do plano para avançar em direção a uma reforma radical, não acreditamos que o plano vá longe o suficiente para abordar a amplitude de nossas preocupações, nem seu cronograma captura a necessidade urgente com a qual essas questões devem ser abordadas”, declarou o alto escalão da WarnerMedia em uma carta aberta endereçada ao presidente da HFPA, Ali Sar. “Os estúdios e canais da WarnerMedia vão se abster de envolvimento direto com a HFPA, incluindo entrevistas coletivas sancionadas pela associação e convites para seus jornalistas cubram outros eventos da indústria, até que as mudanças sejam implementadas”, continua a correspondência. “Isso abrange todas as produções da HBO, HBO Max, Warner Bros. Pictures Group, Warner Bros. Television, TNT e TBS.” Em sua declaração à imprensa, a WarnerMedia apontou: “Por muito tempo, exigências de ‘mimos’, favores especiais e pedidos pouco profissionais foram feitos [pelo time do Globo de Ouro] a nós e a outros em nossa indústria. Nos arrependemos de ter apenas reclamado, mas tolerado esse comportamento, até agora”. O poderoso conglomerado ainda “sugeriu” que as mudanças na HFPA deveriam incluir “um código de conduta específico e bem vigiado, que inclua uma política de tolerância zero a incidentes de contato físico não consentido com atores e equipe”. A sugestão leva em conta uma denúncia de Brendan Fraser (“A Múmia”), que acusou um ex-presidente da HFPA de assédio sexual durante um evento do Globo de Ouro. Sério. Mais detalhes dessa história estão incluídos em outra polêmica da HFPA abordada mais abaixo. A carta foi enviada pela WarnerMedia antes da rede NBC anunciar que não transmitirá o Globo de Ouro de 2022. A credibilidade da associação responsável pelo Globo de Ouro foi colocada em cheque após um escândalo de corrupção e racismo em seus quadros vir à tona no começo do ano. Tudo começou com uma das seleções mais controversas de indicados ao Globo de Ouro de todos os tempos, que originou acusações de “falta de representatividade” (eufemismo de racismo) em fevereiro. “Um constrangimento completo e absoluto”, escreveu Scott Feinberg, o respeitado crítico de cinema da revista The Hollywood Reporter, sobre os indicados. Dias depois, uma reportagem-denúncia do jornal Los Angeles Times revelou que a HFPA não tinha nenhum integrante negro. Para piorar, a reportagem ainda demonstrou que o costume de aceitar presentes dos estúdios influenciava votos na premiação. Um exemplo citado foi uma viagem totalmente paga para membros da HFPA para o set de “Emily em Paris” na França, que acabou revertida em indicação para a série da Netflix disputar o Globo de Ouro, na vaga de produções de maior qualidade. A polêmica gerou vários protestos online e chegou a ofuscar a cerimônia do Globo de Ouro deste ano, que teve sua pior audiência de todos os tempos. Na ocasião, o presidente da entidade se comprometeu a rever o modelo de funcionamento da HFPA. Mas, por via das dúvidas, vários setores da indústria anunciaram que cobrariam para que isso não ficasse no discurso, ameaçando proibir seus contratados (todos os grandes atores de cinema e TV) de participarem do Globo de Ouro de 2022 – o que, na prática, representaria o fim do prêmio. Como se não precisasse de mais confusão, em abril um ex-presidente da entidade, Philip Berk, de 88 anos e ainda membro da HFPA, encaminhou um e-mail aos colegas chamando o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), criado para protestar contra o extermínio de negros pela polícia dos EUA, de “um movimento de ódio racista”. Não satisfeito, ainda comparou uma das líderes do movimento ao psicopata Charles Manson. No texto, ele criticou uma das fundadoras do Black Lives Matter, Patrisse Cullors, por supostamente comprar uma casa no Topango Canyon. “A propriedade se localiza na mesma rua de uma das casas envolvidas nos assassinatos de Charles Manson, o que é apropriado, já que o objetivo dele era começar uma guerra racial. Este trabalho é continuado pelo Black Lives Matter hoje em dia”, disparou Berk. O conteúdo do e-mail foi revelado pelo jornal Los Angeles Times e serviu, aos olhos do mundo, para explicar o motivo da falta de integrantes negros na HFPA. Embora tenha sido rapidamente condenado por outros membros da organização como racista, “vil” e “não apropriada”, a opinião de Berk acendeu o sinal amarelo para o cancelamento do Globo de Ouro. Após mais um escândalo, a rede NBC se manifestou prontamente e começou a considerar encerrar seu contrato para exibir a premiação. Berk foi afastado, mas sua manifestação despropositada ainda lembrou que a HFPA tem o hábito de anunciar medidas que nunca toma. O e-mail foi o terceiro problema criado pelo sul-africano para a associação. Anteriormente, ele chegou a tirar licença após a repercussão de um livro de memórias que lançou em 2014 e que deixou a organização mal com vários artistas. E foi ele quem foi denunciado por assédio sexual pelo ator Brendan Fraser. Segundo o astro de “A Múmia”, Berk apalpou seu bumbum sem permissão durante um evento do Globo de Ouro. A HFPA chegou a dizer que estava investigando a acusação, mas nenhuma ação foi tomada contra seu ex-presidente. Berk continuou votando no Globo de Ouro e influenciando a premiação até este ano. Sem tempo para refletir o estrago, o anúncio das mudanças esperadas para os próximos Globos de Ouro aconteceu na quinta-feira passada (6/5), incluindo a promessa de acrescentar 20 novos membros, a maioria composta por jornalistas negros, a partir de setembro, e mais 20 até o fim do ano que vem. Ao perceber que isto não traria as alterações profundas que muitos esperavam, além de manter o predomínio dos membros atuais, várias empresas e artistas de Hollywood iniciaram protestos que, num efeito em cadeia, colocou em cheque a continuidade do Globo de Ouro. Juntando-se aos protestos, a organização Time’s Up, criada durante o movimento #MeToo para defender minorias de abusos da indústria, resumiu os questionamentos, num comunicado divulgado na sexta. “Infelizmente, a lista de ‘reformas’ adotada ontem e endossada pela NBCUniversal [dona da NBC] e pela Dick Clark Productions [produtora da cerimônia televisiva] é muito insuficiente e dificilmente transformadora. Em vez disso, essas medidas garantem que os atuais membros do HFPA permaneçam em maioria e que o próximo Globo de Ouro seja decidido com os mesmos problemas fundamentais que existem há anos. A lista de recomendações da HFPA em grande parte não contém especificações, nenhum compromisso com responsabilidade real ou mudança, e nenhum cronograma real para implementar essas mudanças. O prazo proposto pela HFPA para 1 de setembro para as primeiras – mas não todas – reformas localiza-se já no próximo ciclo de premiação”, escreveu Tina Chen, presidente e CEO da Time’s Up. “Os chavões de fachada adotados ontem não são nem a transformação que foi prometida nem o que nossa comunidade criativa merece. Qualquer organização que se propõe a julgar nossa vibrante comunidade de criadores e talentos deve fazer melhor”, acrescentou. A coalisão das agências de talento foi na mesma linha. “Temos preocupações específicas sobre o cronograma para mudanças, já que o calendário de premiação tradicional de 2022 se aproxima, e não queremos enfrentar outro ciclo de premiação do Globo de Ouro com a problemática estrutura existente da HFPA”, diz o comunicado conjunto dos empresários, que faz uma ressalva preocupante para a associação: “A menos que o Globo de Ouro seja adiado até 2023…” A indicação favorável ao boicote é reforçada em outro trecho, que encerra o texto: “Continuaremos a nos abster de quaisquer eventos sancionados pela HFPA, incluindo entrevistas coletivas de imprensa, até que essas questões sejam esclarecidas em detalhes com um firme compromisso com um cronograma que respeite a realidade iminente da temporada de 2022. Estamos prontos para colaborar com o HFPA para garantir que o próximo Globo de Ouro – seja em 2022 ou 2023 – represente os valores de nossa comunidade criativa”. A Netflix também não escondeu sua decepção com o plano da HFPA. “Como muitos em nosso setor, esperávamos pelo anúncio na esperança de que vocês reconhecessem a amplitude dos problemas enfrentados pela HFPA e oferecessem um roteiro claro para a mudança”, escreveu Ted Sarandos, chefe de conteúdo da plataforma, considerando o cronograma do plano da HFPA inaceitável. “Portanto, estamos interrompendo todas as atividades com sua organização até que mudanças mais significativas sejam feitas.” A Amazon fez coro. “Não estamos trabalhando com a HFPA desde que essas questões foram levantadas pela primeira vez e, como o resto da indústria, estamos aguardando uma resolução sincera e significativa antes de prosseguirmos”, disse a chefe do Amazon Studios Jennifer Salke. Atores como Mark Ruffalo e Scarlett Johansson expressaram suas frustrações e sugeriram o boicote, enquanto Tom Cruise foi além e devolveu as três estatuetas que tinha conquistado no Globo de Ouro. Pressionado, o comitê responsável por mudar a postura da HFPA terá agora que se desdobrar, acelerar seu cronograma e convencer a indústria de que seu prêmio ainda é viável. Caso contrário, arrisca-se a perder seu contrato milionário com a rede NBC – que ao tirar o Globo de Ouro do calendário de 2022, deu um prazo amplo, mas específico para a organização resolver seus problemas e entrar em sintonia com aquilo que os representantes de Hollywood esperam. O fato é que se os artistas decidirem não participar mais do prêmio, o Globo de Ouro deixa de ter viabilidade como programa de televisão e simplesmente acabará.

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    NBC não exibirá o Globo de Ouro em 2022

    10 de maio de 2021 /

    O Globo de Ouro recebeu seu golpe mais mortal. A rede NBC anunciou que não vai transmitir a premiação em 2022. O contrato milionário com o canal, pelos direitos de transmissão da cerimônia, é que sustenta a Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês). Sem esse negócio, não só o Globo de Ouro, mas a própria entidade corre o risco de se tornar inviável. A NBC divulgou a seguinte declaração nesta segunda-feira (10/5): “Continuamos a acreditar que o HFPA está comprometida com uma reforma significativa. No entanto, uma mudança dessa magnitude exige tempo e trabalho, e acreditamos fortemente que o HFPA precisa de tempo para fazê-lo da maneira certa. Como tal, a NBC não irá transmitir o Globo de Ouro de 2022. Supondo que a organização execute seu plano, temos esperança de estar em posição de transmitir o programa em janeiro de 2023”. A decisão ecoa a pressão das plataformas Amazon e Netflix, de uma coalizão de 100 agências de talentos, que representam as principais estrelas do cinema e da televisão dos EUA e do Reino Unido, e, nas últimas horas, também da WarnerMedia. Todos anunciaram rompimento com a HFPA. As agências ainda chegaram a sugerir especificamente o cancelamento do Globo de Ouro em 2022, diante da falta de pressa da associação para promover as mudanças esperadas pela indústria do entretenimento. A credibilidade da HFPA foi colocada em cheque após um escândalo de corrupção e racismo em seus quadros vir à tona no começo do ano. Tudo começou com uma das seleções mais controversas de indicados ao Globo de Ouro de todos os tempos, que originou acusações de “falta de representatividade” (eufemismo de racismo) em fevereiro. “Um constrangimento completo e absoluto”, escreveu Scott Feinberg, o respeitado crítico de cinema da revista The Hollywood Reporter, sobre os indicados. Dias depois, uma reportagem-denúncia do jornal Los Angeles Times revelou que a HFPA não tinha nenhum integrante negro. Para piorar, a reportagem ainda demonstrou que o costume de aceitar presentes dos estúdios influenciava votos na premiação. Um exemplo citado foi uma viagem totalmente paga para membros da HFPA para o set de “Emily em Paris” na França, que acabou revertida em indicação para a série da Netflix disputar o Globo de Ouro, na vaga de produções de maior qualidade. A polêmica gerou vários protestos online e chegou a ofuscar a cerimônia do Globo de Ouro deste ano, que teve sua pior audiência de todos os tempos. Na ocasião, o presidente da entidade se comprometeu a rever o modelo de funcionamento da HFPA. Mas, por via das dúvidas, vários setores da indústria anunciaram que cobrariam para que isso não ficasse no discurso, ameaçando proibir seus contratados (todos os grandes atores de cinema e TV) de participarem do Globo de Ouro de 2022 – o que, na prática, representaria o fim do prêmio. Como se não precisasse de mais confusão, em abril um ex-presidente da entidade, Philip Berk, de 88 anos e ainda membro da HFPA, encaminhou um e-mail aos colegas chamando o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), criado para protestar contra o extermínio de negros pela polícia dos EUA, de “um movimento de ódio racista”. Não satisfeito, ainda comparou uma das líderes do movimento ao psicopata Charles Manson. No texto, ele criticou uma das fundadoras do Black Lives Matter, Patrisse Cullors, por supostamente comprar uma casa no Topango Canyon. “A propriedade se localiza na mesma rua de uma das casas envolvidas nos assassinatos de Charles Manson, o que é apropriado, já que o objetivo dele era começar uma guerra racial. Este trabalho é continuado pelo Black Lives Matter hoje em dia”, disparou Berk. O conteúdo do e-mail foi revelado pelo jornal Los Angeles Times e serviu, aos olhos do mundo, para explicar o motivo da falta de integrantes negros na HFPA. Embora tenha sido rapidamente condenado por outros membros da organização como racista, “vil” e “não apropriada”, a opinião de Berk acendeu o sinal amarelo para o cancelamento do Globo de Ouro. Após mais um escândalo, a rede NBC se manifestou prontamente e começou a considerar encerrar seu contrato para exibir a premiação. Berk foi afastado, mas sua manifestação despropositada ainda lembrou que a HFPA tem o hábito de anunciar medidas que nunca toma. O e-mail foi o terceiro problema criado pelo sul-africano para a associação. Anteriormente, ele chegou a tirar licença após a repercussão de um livro de memórias que lançou em 2014 e que deixou a organização mal com vários artistas. E em 2018 ele foi denunciado por assédio sexual pelo ator Brendan Fraser. Segundo o astro de “A Múmia”, Berk apalpou seu bumbum sem permissão durante um evento do Globo de Ouro. A HFPA chegou a dizer que estava investigando a acusação, mas nenhuma ação foi tomada contra seu ex-presidente. Ele continuou votando no Globo de Ouro e influenciando a premiação até este ano. Sem tempo para refletir o estrago, o anúncio das mudanças esperadas para os próximos Globos de Ouro aconteceu na quinta-feira passada (6/5), incluindo a promessa de acrescentar 20 novos membros, a maioria composta por jornalistas negros, a partir de setembro, e mais 20 até o fim do ano que vem. Ao perceber que isto não traria as alterações profundas que muitos esperavam, além de manter o predomínio dos membros atuais, várias empresas e artistas de Hollywood iniciaram protestos que, num efeito em cadeia, colocou em cheque a continuidade do Globo de Ouro. Juntando-se aos protestos, a organização Time’s Up, criada durante o movimento #MeToo para defender minorias de abusos da indústria, resumiu os questionamentos, num comunicado divulgado na sexta. “Infelizmente, a lista de ‘reformas’ adotada ontem e endossada pela NBCUniversal [dona da NBC] e pela Dick Clark Productions [produtora da cerimônia televisiva] é muito insuficiente e dificilmente transformadora. Em vez disso, essas medidas garantem que os atuais membros do HFPA permaneçam em maioria e que o próximo Globo de Ouro seja decidido com os mesmos problemas fundamentais que existem há anos. A lista de recomendações da HFPA em grande parte não contém especificações, nenhum compromisso com responsabilidade real ou mudança, e nenhum cronograma real para implementar essas mudanças. O prazo proposto pela HFPA para 1 de setembro para as primeiras – mas não todas – reformas localiza-se já no próximo ciclo de premiação”, escreveu Tina Chen, presidente e CEO da Time’s Up. “Os chavões de fachada adotados ontem não são nem a transformação que foi prometida nem o que nossa comunidade criativa merece. Qualquer organização que se propõe a julgar nossa vibrante comunidade de criadores e talentos deve fazer melhor”, acrescentou. A coalisão das agências de talento foi na mesma linha. “Temos preocupações específicas sobre o cronograma para mudanças, já que o calendário de premiação tradicional de 2022 se aproxima, e não queremos enfrentar outro ciclo de premiação do Globo de Ouro com a problemática estrutura existente da HFPA”, diz o comunicado conjunto dos empresários, que faz uma ressalva preocupante para a associação: “A menos que o Globo de Ouro seja adiado até 2023…” A indicação favorável ao boicote é reforçada em outro trecho, que encerra o texto: “Continuaremos a nos abster de quaisquer eventos sancionados pela HFPA, incluindo entrevistas coletivas de imprensa, até que essas questões sejam esclarecidas em detalhes com um firme compromisso com um cronograma que respeite a realidade iminente da temporada de 2022. Estamos prontos para colaborar com o HFPA para garantir que o próximo Globo de Ouro – seja em 2022 ou 2023 – represente os valores de nossa comunidade criativa”. A Netflix também não escondeu sua decepção com o plano da HFPA. “Como muitos em nosso setor, esperávamos pelo anúncio na esperança de que vocês reconhecessem a amplitude dos problemas enfrentados pela HFPA e oferecessem um roteiro claro para a mudança”, escreveu Ted Sarandos, chefe de conteúdo da plataforma, considerando o cronograma do plano da HFPA inaceitável. “Portanto, estamos interrompendo todas as atividades com sua organização até que mudanças mais significativas sejam feitas.” A Amazon fez coro. “Não estamos trabalhando com a HFPA desde que essas questões foram levantadas pela primeira vez e, como o resto da indústria, estamos aguardando uma resolução sincera e significativa antes de prosseguirmos”, disse a chefe do Amazon Studios Jennifer Salke. Atores como Mark Ruffalo e Scarlett Johansson expressaram suas frustrações e sugeriram o boicote, enquanto Tom Cruise foi além e devolveu as três estatuetas que tinha conquistado no Globo de Ouro. Pressionado, o comitê responsável por mudar a postura da HFPA terá agora que se desdobrar, acelerar seu cronograma e convencer a indústria de que seu prêmio ainda é viável. Caso contrário, arrisca-se a perder seu contrato milionário com a rede NBC – que ao tirar o Globo de Ouro do calendário de 2022, deu um prazo amplo, mas específico para a organização resolver seus problemas e entrar em sintonia com aquilo que os representantes de Hollywood esperam. O fato é que se os artistas decidirem não participar mais do prêmio, o Globo de Ouro deixa de ter viabilidade como programa de televisão e simplesmente acabará.

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    Tom Cruise devolve troféus do Globo de Ouro em protesto

    10 de maio de 2021 /

    O astro Tom Cruise devolveu suas três estatuetas do Globo de Ouro para a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês). Ele tinha troféus de Melhor Ator por “Nascido em 4 de Julho” (1989) e “Jerry Maguire” (1996), além de Melhor Ator Coadjuvante por “Magnólia” (1999). O gesto foi o protesto mais claro de um astro de Hollywood contra a associação responsável pela tradicional premiação de cinema e TV dos EUA, e acontece após Scarlett Johansson defender boicote contra a HFPA e a Amazon, Netflix e uma coalizão de 100 agências de talentos (responsáveis pelas carreiras das estrelas da indústria do entretenimento) ameaçarem não trabalhar mais com os jornalistas estrangeiros responsáveis pelo Globo de Ouro. A credibilidade da HFPA foi colocada em cheque após realizar uma das seleções mais controversas de indicados ao Globo de Ouro de todos os tempos, que originou acusações de “falta de representatividade” (eufemismo de racismo) em fevereiro. “Um constrangimento completo e absoluto”, escreveu Scott Feinberg, o respeitado crítico de cinema da revista The Hollywood Reporter, sobre os indicados. Dias depois, uma reportagem-denúncia do jornal Los Angeles Times revelou que a HFPA não tinha nenhum integrante negro. Para piorar, a reportagem ainda demonstrou que o costume de aceitar presentes dos estúdios influenciava votos na premiação. Um exemplo citado foi uma viagem totalmente paga para membros da HFPA para o set de “Emily em Paris” na França, que acabou revertida em indicação para a série da Netflix disputar o Globo de Ouro, na vaga de produções de maior qualidade. A polêmica gerou vários protestos online e chegou a ofuscar a cerimônia do Globo de Ouro deste ano, que teve sua pior audiência de todos os tempos. Na ocasião, o presidente da entidade se comprometeu a rever o modelo de funcionamento da HFPA. Mas, por via das dúvidas, vários setores da indústria anunciaram que cobrariam para que isso não ficasse no discurso, ameaçando proibir seus contratados (todos os grandes atores de cinema e TV) de participarem do Globo de Ouro de 2022 – o que, na prática, representaria o fim do prêmio. O anúncio das mudanças aconteceu na quinta-feira passada (6/5), incluindo a promessa de acrescentar 20 novos membros, a maioria composta por jornalistas negros, mas apenas a partir de setembro, quando a temporada de premiação estiver começando. Ao perceber que isto não traria as alterações profundas que muitos esperavam, além de manter o predomínio dos membros atuais, várias empresas e artistas de Hollywood iniciaram protestos que, num efeito em cadeia, ameaça a continuidade do Globo de Ouro.

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    Scarlett Johansson defende boicote contra o Globo de Ouro

    8 de maio de 2021 /

    Scarlett Johansson se tornou uma das primeiras estrelas de Hollywood a se manifestar claramente a favor de um boicote contra o Globo de Ouro. Em um comunicado divulgado à imprensa neste sábado (8/5), a intérprete de Viúva Negra destacou que cansou de enfrentar “perguntas e comentários sexistas” de jornalistas da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), organização responsável pela premiação do Globo de Ouro, e sugeriu que a indústria do cinema e da televisão se juntasse, após as iniciativas da Netflix, da Amazon e de 100 agências de talentos, que decidiram boicotar o Globo de Ouro pela dificuldade da entidade de adotar medidas para sanar seus problemas crônicos de falta de ética e representatividade. “Espera-se que uma atriz que promova um filme participe da temporada de premiações, o que inclui entrevistas coletivas e de cerimônias de premiação”, disse Johansson em seu comunicado. “No passado, isso geralmente significava enfrentar perguntas e comentários sexistas de certos membros da HFPA que beiravam o assédio sexual. Foi também a razão exata pela qual eu, por muitos anos, me recusei a participar de suas coletivas. A HFPA é uma organização que foi legitimada por nomes como Harvey Weinstein para ganhar impulso como prévia do reconhecimento da Academia e a indústria os seguiu. A menos que haja uma reforma fundamental necessária dentro da organização, acredito que é hora de dar um passo atrás em relação à HFPA e nos concentrar na importância e na força da unidade dentro de nossos sindicatos e da indústria como um todo”, ela concluiu. A declaração foi a mais contundente, mas não a única entre os astros de cinema dos EUA. Seu colega da Marvel, Mark Ruffalo, que venceu um Globo de Ouro neste ano (por seu papel na minissérie “I Know This Much Is True”), manifestou-se na noite de sexta (7/5) dizendo que era hora de “corrigir os erros do passado” da premiação, dizendo-se desanimado com a falta de empenho da entidade para mudar. “É desanimador ver a HFPA, que ganhou destaque e lucrou muito com seu envolvimento com cineastas e atores, resistir à mudança que está sendo pedida por muitos dos grupos que foram os mais privados de direitos por sua cultura de sigilo e exclusão. Agora é a hora de intensificar e corrigir os erros do passado”, ele declarou. “Nossa indústria está abraçando a oportunidade de maior igualdade neste belo momento. Não é perfeito ou exagerado, mas é claro o que deve acontecer e como. O Movimento de Justiça está oferecendo a todos nós, à HFPA e a todas as outras entidades de entretenimento, um bom caminho a seguir. Todos nós devemos seguir o exemplo. É nosso público e nosso maior senso de decência que estamos servindo com essas mudanças. Ambos são merecedores.” Os comentários refletem a frustração da indústria do entretenimento com as mudanças anunciadas pela HFPA na quinta-feira (6/5), como parte de um esforço para salvar o Globo de Ouro. A HFPA foi forçada a reavaliar seu funcionamento após realizar uma das seleções mais controversas de indicados ao Globo de Ouro de todos os tempos, que originou acusações de “falta de representatividade” (eufemismo de racismo) em fevereiro. “Um constrangimento completo e absoluto”, escreveu Scott Feinberg, o respeitado crítico de cinema da revista The Hollywood Reporter, sobre os indicados. Dias depois, uma reportagem-denúncia do jornal Los Angeles Times revelou que a HFPA não tinha nenhum integrante negro. Para piorar, a reportagem ainda demonstrou que o costume de aceitar presentes dos estúdios influenciava votos na premiação. Um exemplo citado foi uma viagem totalmente paga para membros da HFPA para o set de “Emily em Paris” na França, que acabou revertida em indicação para a série da Netflix disputar o Globo de Ouro, na vaga de produções de maior qualidade. A polêmica gerou vários protestos online e chegou a ofuscar a cerimônia do Globo de Ouro deste ano, que teve sua pior audiência de todos os tempos. Na ocasião, o presidente da entidade se comprometeu a rever o modelo de funcionamento da HFPA. Mas, por via das dúvidas, vários setores da indústria anunciaram que cobrariam para que isso não ficasse no discurso, ameaçando proibir seus contratados (todos os grandes atores de cinema e TV) de participarem do Globo de Ouro de 2022 – o que, na prática, representaria o fim do prêmio. O anúncio das mudanças aconteceu nesta semana, incluindo a promessa de acrescentar 20 novos membros, a maioria composta por jornalistas negros, mas apenas a partir de setembro, quando a temporada de premiação estiver começando. Ao perceber que isto não traria as alterações profundas que muitos esperavam, além de manter o predomínio dos membros atuais, plataformas como Amazon e Netflix, representantes de 100 agências de talentos (que cuidam da carreira das estrelas de Hollywood) e até os próprios artistas começaram a reagir com decepção, anunciando um boicote à premiação. “Infelizmente, a lista de ‘reformas’ adotada ontem e endossada pela NBCUniversal [dona da NBC] e pela Dick Clark Productions [produtora da cerimônia televisiva] é muito insuficiente e dificilmente transformadora. Em vez disso, essas medidas garantem que os atuais membros do HFPA permaneçam em maioria e que o próximo Globo de Ouro seja decidido com os mesmos problemas fundamentais que existem há anos. A lista de recomendações da HFPA em grande parte não contém especificações, nenhum compromisso com responsabilidade real ou mudança, e nenhum cronograma real para implementar essas mudanças. O prazo proposto pela HFPA para 1 de setembro para as primeiras – mas não todas – reformas localiza-se já no próximo ciclo de premiação”, escreveu Tina Chen, presidente e CEO da Time’s Up. “Os chavões de fachada adotados ontem não são nem a transformação que foi prometida nem o que nossa comunidade criativa merece. Qualquer organização que se propõe a julgar nossa vibrante comunidade de criadores e talentos deve fazer melhor”, acrescentou. A coalisão das agências de talento foi na mesma linha. “Temos preocupações específicas sobre o cronograma para mudanças, já que o calendário de premiação tradicional de 2022 se aproxima, e não queremos enfrentar outro ciclo de premiação do Globo de Ouro com a problemática estrutura existente da HFPA”, diz o comunicado conjunto dos empresários, que faz uma ressalva preocupante para a associação: “A menos que o Globo de Ouro seja adiado até 2023…” A Netflix também não escondeu sua decepção com o plano da HFPA. “Como muitos em nosso setor, esperávamos pelo anúncio na esperança de que vocês reconhecessem a amplitude dos problemas enfrentados pela HFPA e oferecessem um roteiro claro para a mudança”, escreveu Ted Sarandos, chefe de conteúdo da plataforma, considerando o cronograma do plano da HFPA inaceitável. “Portanto, estamos interrompendo todas as atividades com sua organização até que mudanças mais significativas sejam feitas.” A Amazon fez coro. “Não estamos trabalhando com a HFPA desde que essas questões foram levantadas pela primeira vez e, como o resto da indústria, estamos aguardando uma resolução sincera e significativa antes de prosseguirmos”, disse a chefe do Amazon Studios Jennifer Salke. Pressionado, o comitê agora terá que mostrar serviço, acelerar seu cronograma e convencer a indústria de que seu prêmio ainda é viável. Caso contrário, arrisca-se a perder seu contrato milionário com a rede NBC, que viabiliza o Globo de Ouro em troca da transmissão televisiva, pagando os polpudos salários dos membros da associação. O fato é que se os artistas não aparecerem, a cerimônia do Globo de Ouro deixa de ter atrativo como programa de televisão.

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    Viúva Negra: Novo trailer foi visto mais de 70 milhões de vezes em 24 horas

    6 de abril de 2021 /

    O novo trailer de “Viúva Negra” teria superado 70 milhões de visualizações em 24 horas. Os números foram divulgados pelo site The Hollywood Reporter sem informar a fonte. Oficialmente, o YouTube oficial da Marvel registra apenas 10% desse total. Considerando outros números fornecidos pela Disney, trata-se de um aumento considerável em comparação ao trailer anterior, que atingiu 53 milhões de views em seu primeiro dia. Geralmente, trailers subsequentes costumam ser menos vistos que os iniciais. Mas a Disney está há quase dois anos sem lançar um filme da Marvel, o que parece ter aumentado o desejo do público. O novo vídeo teria ultrapassou o interesse nos primeiros trailers das séries do Disney+ “WandaVision” (53 milhões), “Loki” ( 36 milhões ) e “Falcão e o Soldado Invernal” (20,3 milhões). “Viúva Negra” acompanha Natasha Romanoff (Johansson) após fugir dos EUA, passando-se entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”. Escrito por Jac Schaeffer (criadora de “WandaVision”) e dirigido pela australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”), o longa introduz a “família” russa da protagonista, formada por personagens vividos por Florence Pugh (“Midsommar”), David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”). Após mais de um ano de adiamento, a estreia vai finalmente acontecer em julho, simultaneamente nos cinemas e na plataforma Disney Plus (“por um custo adicional”). Aproveite para rever o trailer novamente.

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    Filme da Viúva Negra ganha 15 fotos

    4 de abril de 2021 /

    A Marvel divulgou 15 novas fotos de “Viúva Negra”, filme solo da heroína vivida por Scarlett Johansson. Além da protagonista, as imagens destacam os principais coadjuvantes da produção, incluindo o vilão mascarado Treinador. “Viúva Negra” acompanha Natasha Romanoff (Johansson) após fugir dos EUA, passando-se entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”. Escrito por Jac Schaeffer (criadora de “WandaVision”) e dirigido pela australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”), o longa introduz a “família” russa da protagonista, formada por personagens vividos por Florence Pugh (“Midsommar”), David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”). Após mais de um ano de adiamento, a estreia vai finalmente acontecer em julho, simultaneamente nos cinemas e na plataforma Disney Plus (“por um custo adicional”).

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