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  • Etc

    Miley Cyrus e Liam Hemsworth estariam de casamento marcado na Austrália

    10 de junho de 2016 /

    Miley Cyrus e Liam Hemsworth estariam de casamento marcado, segundo o site da revista americana de celebridades Us Weekly. Em estado avançado de planejamento, a cerimônia deverá acontecer numa praia da Austrália, terra do ator da franquia “Jogos Vorazes”. “Eles vão se casar na praia, os pais deles estão organizando a maioria das coisas”, contou uma fonte ao site. Apesar do relacionamento não ter dado certo inicialmente – os dois se conheceram durante as filmagens de “A Última Música” (2010), noivaram e terminaram -, a fonte garante que o casal está mais unido que antes. “Eles estão realmente felizes juntos agora”, disse. Não é a primeira vez que boatos sobre o casamento do casal ocupam as páginas das publicações de celebridades. A revista Life & Style foi mais longe e afirmou que eles até já tinha casado, numa cerimônia secreta e íntima no fim de 2015, quando a cantora visitou Liam na Austrália. A revista chegou a descrever a festa, que teria sido marcada por muito choro, derramado pelos noivos durante as declarações de votos. Em abril deste ano, porém, Liam Hemsworth desmentiu que tinha reatado o noivado com Miley Cyrus, em entrevista à TV Week. Apesar disso, os dois continuam sendo fotografados juntos.

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  • Filme

    A Montanha Entre Nós: Kate Winslet pode viver romance com Idris Elba

    10 de junho de 2016 /

    A atriz Kate Winslet (“O Leitor”) negocia coestrelar “The Mountain Between Us” com Idris Elba (“Beasts of No Nation”), informou o site The Hollywood Reporter. Baseado no livro homônimo de Charles Martin, traduzido no Brasil como “A Montanha Entre Nós”, a aventura romântica envolve um cirurgião viúvo e uma jornalista que se conhecem na área de embarque de um aeroporto e, quando seu voo é cancelado por conta do mau tempo, decidem alugar um avião particular para fazer o trajeto, mas um acidente deixa os dois sozinhos e feridos em um local ermo e congelante. O projeto original chegou a cotar os atores Charlie Hunnam (“Círculo de Fogo”) e Margot Robbie (“O Lobo de Wall Street”) nos papeis principais. O elenco envelheceu e se tornou mais diverso. E o roteiro foi refeito. Originalmente escrito por J. Mills Goodloe (“A Incrível História de Adaline”), ganhou nova versão de Chris Weitz (“Cinderela”). Produzido pelo estúdio Fox 2000, o filme será dirigido pelo israelense Hany Abu-Assad (do indicado ao Oscar “Paradise Now”). As filmagens vão começar em dezembro para uma estreia no final de 2017.

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  • Filme

    A Odisseia de Alice é viagem feminista de uma bela sem recato longe do lar

    10 de junho de 2016 /

    Vivida pela excelente atriz grega Ariane Labed (“Antes da Meia-Noite”), Alice é uma engenheira que trabalha em navios de carga, dando suporte técnico às embarcações. Isso faz com que ela passe longos períodos em alto-mar, sendo a única mulher entre muitos homens, nos navios. Ela é independente, corajosa e competente. Mas é também uma linda mulher, sensual e livre. Sua presença no navio, obviamente, vai mexer com muitos daqueles homens, que passam bom tempo no mar. Alice tem um namorado norueguês, Félix (Anders Danielsen Lie, de “Oslo, 31 de Agosto”), com quem vive uma experiência fortemente sexualizada e apaixonada, quando está em terra. Mas sua próxima missão será no navio Fidelio, onde ela descobrirá que o comandante é ninguém menos do que seu antigo namorado, Gael (Melvile Poupaud, de “Laurence Anyways”), sua primeira paixão. E por aí se seguirá uma trama muito bem construída pela diretora estreante Lucie Borleteau (roteirista de “Minha Terra África”), que também escreveu a trama em parceria com Clara Bourreau (criadora da série “Adresse Inconnue”). As imagens exploram o gigantismo do navio Fidelio, por dentro e por fora, e a imensidão do mar, em contraponto às figuras humanas, sua solidão, seus desejos e suas paixões mostrados bem de perto. Tudo segue sendo muito desafiador para todos os envolvidos na odisseia de Alice. O mais interessante do filme, porém, é a abordagem da questão de gênero. A narrativa empodera essa mulher bela e forte, cujo comportamento nos surpreende em muitos aspectos, já que remete a estereótipos masculinos, assim como alguns homens mostram atitudes mais frequentemente atribuídas ao feminino. Mas não se trata de uma inversão de valores e, sim, de sua superação. Há infinitas formas de se ser homem ou mulher e as expectativas quanto aos comportamentos esperados pelos gêneros sufocam e aprisionam os que divergem dos padrões previstos. Ao relativizar esses padrões, mostrando reações pouco usuais tanto num gênero quanto no outro, o filme areja de modo muito apropriado essa questão. A infidelidade é atributo masculino? Envolvimento amoroso com uma só pessoa é prerrogativa das mulheres? Iniciativa e agressividade são coisas de homem? Há formas femininas de expressá-las? Exercer controle sobre o próprio desejo é “natural” para as mulheres e difícil para os homens? Como se dão as relações quando as pessoas inovam no comportamento esperado delas, quanto às características socialmente associadas ao gênero? São bons questionamentos que o desenrolar da história de “Odisseia de Alice” permite levantar, dando ao filme uma dimensão que extrapola o drama romântico em que se pode classificar a película (será que essa palavra ainda vale no mundo do cinema digital?). Alice é, sem dúvida, bela, mas não recatada, nem do lar. Trata-se de um filme feminista, muito apropriado para um momento em que certos conceitos são embaralhados pelos conservadores, tentando barrar conquistas que a sociedade realizou nos últimos tempos. O papel da luta das mulheres e do movimento feminista tem sido fundamental nessa história. É bom que isso seja lembrado e valorizado, também por meio dos personagens de narrativas ficcionais, como “A Odisseia de Alice”.

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  • Série

    Outlander é renovada para mais duas temporadas

    7 de junho de 2016 /

    O canal pago americano Starz anunciou a renovação da série “Outlander” para mais duas temporadas. O anúncio foi feito no 25º aniversário da publicação do primeiro livro da saga criada por Diana Gabaldon nos Estados Unidos – traduzido como “A Viajante do Tempo” no lançamento brasileiro. Criada por Ronald D. Moore (série “Battlestar Galactica”), a atração possui elementos de romance, sci-fi, história e aventura, e acompanha uma enfermeira britânica chamada Claire (vivida por Caitriona Balfe, de “Jogo do Dinheiro”) que viaja no tempo, ao entrar numa ruína celta nos anos 1940, indo parar no ano de 1743, em meio a um conflito de escoceses rebelados contra o domínio inglês. A autora já lançou oito volumes da sua série literária, que vendeu mais de 20 milhões de cópias ao redor do mundo. No Brasil, os livros são publicados pela editora Rocco. Continuando a tradição, cada nova temporada fará a adaptação de um livro. Assim, o próximo ano será baseada no terceiro livro, “O Resgate no Mar”, enquanto o quarto ano será inspirado na obra seguinte, “Os Tambores de Outono”. Sucesso de crítica e público, “Outlander” recebeu três indicações ao Globo de Ouro 2016. Atualmente, a série está na 2ª temporada, que se encerra em julho. E a 3ª temporada já tem previsão de estreia: abril de 2017.

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  • Filme

    The Space Between Us: Trailer disfarça romance juvenil de doença como sci-fi

    28 de maio de 2016 /

    E se “Perdido em Marte” fosse um melodrama romântico adolescente de doença? O primeiro trailer de “The Space Between Us”, divulgada pela STX Entertainment, junto com duas fotos e o pôster, responde a essa excruciante questão existencial, ao acompanhar como o primeiro bebê nascido no espaço se torna o único adolescente de Marte, que se apaixona por uma jovem da Terra, com quem se correspondia do espaço. Claro que isso cobra um preço alto em sua saúde – mas não devido à atmosfera repleta de bactérias e poluentes, que matou os alienígenas de “Guerra dos Mundos”, e sequer afeta o rapaz que nunca a respirou. A culpa, neste caso, não é das estrelas, mas de outro título de filme: Gravidade. E, claro, da tendência mórbida tão em voga dos romances juvenis de doença. Ainda sem título em português, o filme traz Asa Butterfield (“Ender’s Game”) como protagonista, Britt Robertson (“Tomorrowland”) como o interesse romântico, além de Carla Gugino (série “Wayward Pines”) e Gary Oldman (“Mentes Criminosas”) como os adultos benevolentes. O roteiro é assinado por Allan Loeb (“Esposa de Mentirinha”) e a direção é de Peter Chelsom (“Hannah Montana – O Filme”), mais acostumados a trabalhar com comédias e sem nenhuma experiência no gênero da ficção científica. A estreia está marcada para 8 de setembro no Brasil, três semanas após o lançamento nos EUA.

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  • Filme

    Teaser de A Bela e a Fera bate recorde de visualizações de Star Wars

    25 de maio de 2016 /

    “A Bela e a Fera” já é um fenômeno. O primeiro teaser original (a versão em inglês) do filme, disponível na página oficial da Disney no YouTube, foi visto 91,8 milhões de vezes em apenas 24 horas. O número é recorde, superando com folga o antigo líder deste ranking, “Star Wars: O Despertar da Força”, visto 88 milhões de vezes em seu primeiro dia. Confira abaixo a versão do teaser legendada em português. “Star Wars: O Despertar da Força” ainda possui o recorde de trailer completo mais visto em 24h, com 112 milhões de visualizações no ano passado. Por enquanto, o trailer completo de “A Bela e a Fera” não tem previsão para ser divulgado. A antecipação é reflexo de um momento único na história da Disney, cujo domínio do mercado cinematográfico é tão amplo que celebra quebra de recordes em cima de suas próprias produções. Assim como “Mogli, o Menino Lobo”, atualmente em cartaz, “A Bela e a Fera” é uma adaptação com atores de um desenho clássico do estúdio, portanto mais fiel à versão da própria Disney do que à fábula original. Isto o diferencia de outros filmes baseados na história medieval, como a recente adaptação francesa com Vincent Cassel (“Em Transe”) e Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”). O filme traz Emma Watson (franquia “Harry Potter”) como a Bela, Dan Stevens (série “Downton Abbey”) como a Fera, Luke Evans (“Drácula – A História Nunca Contada”) como o vilão Gaston e um elenco de coadjuvantes famosos, formado por Josh Gad (“Jobs”), Stanley Tucci (“Jogos Vorazes”), Emma Thompson (“Walt nos Bastidores de Mary Poppins”), Kevin Kline (“Última Viagem a Vegas”), Ewan McGregor (“Jack, o Caçador de Gigantes”) e Ian McKellen (franquia “O Hobbit”). A direção é de Bill Condon (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer”), o roteiro de Stephen Chbosky (que dirigiu Emma Watson no drama adolescente “As Vantagens de Ser Invisível”) e a trilha de Alan Menken, que ganhou dois Oscars pelo clássico animado em 1991. Por sinal, o filme contará com regravações das canções originais, além de várias músicas inéditas compostas por Menken e Tim Rice. Ou seja, “A Bela e a Fera” preservará a característica musical da animação. Ainda distante, a estreia está marcada para o dia 16 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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  • Filme

    A Bela e a Fera: Emma Watson aparece no primeiro teaser legendado da fábula encantada

    23 de maio de 2016 /

    A Disney divulgou o primeiro teaser legendado de “A Bela e a Fera”, sua nova adaptação de fábula encantada. A prévia destaca a mansão da Fera e algumas vozes nas sombras, deixando para seu final a primeira aparição de Emma Watson (franquia “Harry Potter”) como Bela. Assim como “Mogli, o Menino Lobo”, atualmente em cartaz, o filme é uma adaptação com atores de um desenho clássico do estúdio, portanto mais fiel à versão da própria Disney do que à fábula original. Isto o diferencia de outros filmes baseados na história medieval, como a recente adaptação francesa, com Vincent Cassel (“Em Transe”) e Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”). O filme traz Dan Stevens (série “Downton Abbey”) como a Fera, Luke Evans (“Drácula – A História Nunca Contada”) como o vilão Gaston e um elenco de coadjuvantes famosos, formado por Josh Gad (“Jobs”), Stanley Tucci (“Jogos Vorazes”), Emma Thompson (“Walt nos Bastidores de Mary Poppins”), Kevin Kline (“Última Viagem a Vegas”), Ewan McGregor (“Jack, o Caçador de Gigantes”) e Ian McKellen (franquia “O Hobbit”). A direção é de Bill Condon (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer”), o roteiro de Stephen Chbosky (que dirigiu Emma Watson no drama adolescente “As Vantagens de Ser Invisível”) e a trilha de Alan Menken, que ganhou dois Oscars pelo clássico animado em 1991. Por sinal, o filme contará com regravações das canções originais, além de várias músicas inéditas compostas por Menken e Tim Rice. Ou seja, “A Bela e a Fera” preservará a característica musical da animação. Ainda distante, a estreia está marcada para o dia 16 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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  • Filme

    Cannes: Filme de Sean Penn é recebido com risos e piadas

    20 de maio de 2016 /

    A exibição do novo filme dirigido por Sean Penn, “The Last Face”, gerou uma reação inusitada do público e da crítica internacional presente no Festival de Cannes. Ao contrário de outros longas que não agradaram, ele não sofreu vaias. Em vez disso, rendeu risadas e piadas. “The Last Face” é uma história romântica sobre um médico de uma ONG, vivido pelo espanhol Javier Bardem (“007 – Operação Skyfall), e uma diretora de uma agência internacional de socorro a vítimas de regiões em conflito, interpretada pela sul-africana Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”). Ambientado entre campos de refugiados da África, o filme tem sua mensagem humanitária comprometida por um romantismo antiquado, repleto de diálogos melosos, que conferem à encenação uma atmosfera piegas e brega no último. “Defendo o filme como o ele é. Claro que todo mundo tem direito a reagir a ele da forma que quiser”, disse o ator e cineasta bissexto, que não dirigia desde “Na Natureza Selvagem” (2007). Na trama, o obstinado cirurgião dos Médicos Sem Fronteiras conhece a lobista humanitária durante a Guerra Civil da Libéria, em 2003, e seu romance é temperado pela luta pela sobrevivência durante o trabalho em várias zonas de conflito na África. O filme vai e volta para 2014, na África do Sul, quando os dois tentam uma reaproximação, depois de quase 10 anos separados. “Embarco no processo de fazer filmes olhando para o mundo. Muita coisa do filme é atual. A fome e ódio estão nos afastando de nossa humanidade. A melhor solução é encontrar beleza nas coisas. Mas o que entendemos por beleza hoje em dia é quase sempre uma perversão. E isso é lamentável”, ele proclama. Penn acredita que até um romance meloso pode ser politizado. “Acho importante entreter, quando entretenimento não é sinônimo do comportamento de um Donald Trump”, disse o diretor, referindo-se ao pré-candidato republicano à Presidência dos EUA. “Eu me interesso por filmes como esse, em que o amor está em guerra, e como essas coisas se misturam”, definiu o diretor. Entretanto, foi exatamente essa mistura que gerou constrangimento. As risadas começaram, na primeira exibição, quando a trama quis comparar “a brutalidade da guerra” com a “brutalidade de um amor impossível entre um homem e uma mulher”. E aumentaram quando ficou clara a quantidade de brancos (o franco-marroquino Jean Reno, o inglês Jared Harris, a francesa Adèle Exarchopoulos e até o filho do diretor estão no elenco) que ocupam o centro dramático, enquanto negros coadjuvam ou figuram como “causa”, numa África que há muito deixou de ser colonial. Isto até rende uma discussão política, mas não a que o diretor deve ter planejado. Penn quis fazer apenas um filme de amor em tempos de cólera e crise humanitária. O filme teria sido inspirado pelo romance entre Penn e Theron, ambos conhecidos por seus posicionamentos sociais. Mas, ao final da produção, esse relacionamento pessoal foi encerrado. Agora, os dois voltam a se encontrar, durante a divulgação, tendo que lidar com a rejeição ao trabalho. Destruído pela crítica, “The Last Face” está sendo considerado o pior longa-metragem do Festival de Cannes.

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    Cannes: Park Chan-wook seduz com lesbianismo explícito em The Handmaiden

    16 de maio de 2016 /

    Cannes ficou mais picante com a exibição do thriller erótico “The Handmaiden” (Ah-ga-ssi), do diretor sul-coreano Park Chan-wook (“Oldboy”). O filme é uma adaptação do romance lésbico “Na Ponta dos Dedos” da escritora galesa Sarah Waters, mesma autora do livro que inspirou a minissérie britânica “Toque de Veludo” (Tipping the Velvet, 2002) e o filme “Afinidade” (Affinity, 2008), todos de temática lésbica e passados na Inglaterra vitoriana. Park manteve o enredo, mas avançou algumas décadas, mudou a locação e alterou a etnia das personagens. Passada na Coreia nos anos 1930, durante o período de domínio colonial japonês, a trama acompanha Sook-Hee, uma espécie de “Oliver Twist” lésbica, garota órfã de bom coração que mora num cortiço com ladrões e vigaristas, que se vê envolvida num elaborado golpe do baú planejado por um vigarista profissional. O trapaceiro consegue empregar a jovem órfã como criada na casa de uma família japonesa rica, esperando que ela convença Lady Hideko, herdeira de uma fortuna, a casar-se com ele. Seu plano, porém, não conta com o sentimento que surge entre as duas mulheres. Não por acaso, o título de duplo sentido do romance original alude tanto aos dedos leves dos larápios quanto ao prazer sexual provocado por massagens no clitóris. A encenação das cenas de sexo evoca o frisson provocado por “Azul É a Cor Mais Quente”, vencedor da Palma de Ouro no festival de 2013. Durante o encontro com a imprensa, Park Chan-wook defendeu o lesbianismo explícito dizendo que evitar o sexo seria como fazer “um filme de guerra, sem cenas de batalha”. “É claro que o amor entre estas duas mulheres é o elemento chave do filme”, ele explicou. “Na interpretação deste amor, não há nenhuma maneira de contornar o ato que surge a partir de tanta emoção e desejo”. Mas quando o golpe de sedução falha e vira paixão, o filme adentra outra área, em que Park Chan-wook já se mostrou especialista: a vingança. Juntas, as duas mulheres traçam um plano sangrento contra os homens que tentaram destruí-las. O resultado é uma fantasia de vingança lésbica, que pode ser considerada apelativa para alguns, mas nem por isso deixa de ser lindamente fotografada, muito bem dirigida e absolutamente excitante. Se não estourar nos cinemas, vai virar cult. “Com tantos pequenos detalhes suculentos aqui e ali, eu diria que é a minha obra mais colorida”, acrescenta o cineasta. “The Handmaiden” é o terceiro longa do diretor exibido em Cannes, que reverenciou suas participações anteriores, “Oldboy” (2003) e “Sede de Sangue” (2009), com o Prêmio do Júri. A produção também marca o retorno de Park Chan-Wook ao seu país de origem, após filmar nos EUA o suspense “Segredos de Sangue” (2013). Além do filme, que vai ser lançado nos EUA pela Amazon, o diretor pretende lançar um livro com as fotografias em preto e branco que ele registrou no set durante as filmagens. Ainda não há previsão para a estreia.

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    Prova de Coragem queria ser grande num mercado que não cresce

    15 de maio de 2016 /

    “Prova de Coragem” é uma produção pequena, lançada em poucos cinemas e sem campanha de marketing. Mas não se trata de um filme indie, de proposta artística ousada, feito por um cineasta iniciante e com atores desconhecidos. É um filme que queria ser mainstream, estrelado por Mariana Ximenes (“Zoom”), dirigido pelo veterano Roberto Gervitz (“Feliz Ano Velho”) e fotografado pelo premiado Lauro Escorel (“Brincando nos Campos do Senhor”), que tem sua pretensão tolhida pelo mercado exaurido. Fosse americano, ganharia muitas salas para exibir seu romance, que vira melodrama, com direito até às cenas de flashback e de hospital que preenchem os similares adaptados dos livros de Nicholas Sparks. Seu único diferencial é se passar em uma região fronteiriça e adotar o sotaque gaúcho – em alguns momentos, inclusive, de difícil compreensão. A obra, na verdade, é baseada no romance “Mãos de Cavalo”, de Daniel Galera – também autor de “Até o Dia em que o Cão Morreu”, que deu origem a “Cão Sem Dono” (2007). O centro narrativo compreende o conflito gerado por uma gravidez inesperada, fruto do relacionamento entre o médico Hermano (Armando Babaioff, de “Sangue Azul”) e a artista plástica Adri (Mariana Ximenes). A vida estável do casal dá uma sacudida com a notícia da gravidez. Como o filho não foi planejado, as reações de ambos são inesperadas. Ela, por não respeitar uma gravidez de risco; ele, por manifestar um desejo de interromper a gestação. Como Hermano é o principal protagonista, o filme é narrado por seu ponto de vista, voltando no tempo para explorar sua adolescência e uma tragédia que o abalou. As cenas de flashback são as mais frágeis, talvez pela falta de melhor preparação dos atores, e isso compromete o impacto emocional que o filme poderia ter. A ambientação nos anos 1980, com canções dos Engenheiros do Hawaii, também se sai mal na comparação com outra obra mais bem-acabada sobre o período, “Califórnia” (2015), de Marina Person. Ainda que tenha a intenção – frustrada – de explorar e aprofundar não apenas os traumas de Hermano e sua vontade de vencer o medo, mas também a crise no relacionamento do casal, o filme de Roberto Gervitz não consegue ir além da superfície. As cenas em que o protagonista se prepara para escalar uma montanha com um amigo – a tal “prova de coragem” – são puro tédio. Foi exibido no Festival de Brasília, de onde saiu sem nenhum prêmio. Mas, pelo menos, o diretor procura uma solução relativamente satisfatória para sua conclusão. https://www.youtube.com/watch?v=mPw82sPnMTI

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  • Filme

    Southside With You: Romance indie sobre Michelle e Barack Obama ganha primeiro trailer

    2 de maio de 2016 /

    A Roadside Attractions divulgou o trailer de “Southside With You”, romance indie sobre o início do namoro dos jovens Michelle Robinson e Barack Obama. A prévia é fofa de doer, acompanhando o primeiro encontro do casal, que começa com a resistência de Michelle, mas termina como um dia perfeito. A trama se passa em 1989, quando Barack trabalhava como associado numa empresa de advocacia em Chicago e tomou coragem de convidar a outra única advogada negra da firma, Michelle Robinson, para um encontro. Os dois visitaram o Instituto de Arte e assistiram ao filme “Faça a Coisa Certa”, de Spike Lee (“Oldboy – Dias de Vingança”), antes de encerrarem o dia com um jantar romântico. “Southside With You” foi escrito e dirigido pelo estreante Richard Tanne e destaca em seu elenco Tika Sumpter (“Policial em Apuros”) como Michelle e Parker Sawyers (“Monstros 2: Continente Sombrio”) como Barack Obama. Exibido no Festival de Sundance, o filme estreia em 26 de agosto nos EUA. Não há previsão para seu lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Tulip Fever: Alicia Vikander vive romance proibido em trailer de drama de época

    1 de maio de 2016 /

    A Weinstein Company divulgou o primeiro trailer do drama de época “Tulip Fever”. A prévia destaca o triângulo amoroso entre o casal formado por Alicia Vikander (“O Agente da UNCLE”) e Christoph Waltz (“007 Contra Spectre”) e o pintor vivido por Dane DeHaan (“O Espetacular Homem-Aranha 2”). Baseado no livro homônimo de Deborah Moggach, o filme se passa em Amsterdam, no ano de 1630, época em que a “tulipomania” estava em alta – período em que flores de tulipa atingiram preços exorbitantes. Na trama, a jovem Sophia (Vikander) tem um romance proibido com o artista (DeHaan) contratado por seu marido (Waltz) para pintar o seu retrato. O elenco também inclui Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”), Zach Galifianakis (“Se Beber, Não Case”), Tom Hollander (“Missão Impossível: Nação Secreta”), Holliday Grainger (“Cinderela”), Jack O’Connell (“Invencível”), Matthew Morrison (série “Glee”), Kevin McKidd (série “Grey’s Anatomy”), David Harewood (série “Supergirl”), a socialite britânica Cressida Bonas e as top models Cara Delevingne (“Cidades de Papel”) e Daisy Lowe (“Sob Pressão”). A adaptação foi escrita pelo dramaturgo Tom Stoppard (“Shakespeare Apaixonado”) e a direção é de Justin Chadwick (“Mandela – O Caminho para a Liberdade”). A estreia está marcada para 15 de julho nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil. https://www.youtube.com/watch?v=puqEadT824c

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  • Música

    Sinfonia da Necrópole combina musical, terror e romance de forma divertida e original

    13 de abril de 2016 /

    Uma trama toda desenvolvida em cemitérios, no caso, o Araçá, o Consolação e outro em São Paulo, dá origem a um filme que engloba os gêneros terror, comédia e musical. Em meio aos túmulos, enterros e missa de corpo presente, há espaço para cantos, danças, piada e até romance (ma non troppo). Tudo amalgamado pelo talento criativo de Juliana Rojas, de “Trabalhar Cansa” (2011, em parceria com Marco Dutra). Ela fez até música para “Sinfonia da Necrópole”. O resultado surpreende pela inovação. O cemitério é o ambiente que, atingido pela superpopulação urbana, pede uma reforma e a sua verticalização, para poder atender à demanda. Só que isso pode trazer problemas para as famílias, para os túmulos abandonados, para a sensibilidade dos que temem mexer com os mortos e, talvez, possa incomodar os próprios mortos. Que podem voltar para reclamar, na forma de zumbis cantores. De qualquer modo, é preciso enfrentar o problema. É o que fazem os personagens, contando com a competência de um elenco faz tudo, que tem de dar conta de um musical, do drama, do humor e do fantástico da situação. Original, divertido.

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