Cinebiografia de Elvis Presley ganha trailer emocionante
A Warner divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Elvis”, a cinebiografia do Rei do Rock dirigida por Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”). E a prévia tem tudo o que os fãs poderiam desejar, cobrindo todas as fases da carreira do cantor, com uma recriação caprichada, atenta aos detalhes. Mais que isso, Luhrmann conecta os extremos, do despertar do interesse do menino Elvis Presley na música até final de sua carreira como cantor de baladas, encontrando um ponto comum pouco explorado. Em vez de artistas de blues, sua inspiração é conectada à performance de pastores negros, de forma a mostrar como o fervor religioso transmitido pelos spirituals lhe permitia entrar em transe ao cantar. Austin Butler (“Era uma Vez em… Hollywood”) incorpora a fisicalidade e se esforça para assumir o sotaque caipira do cantor, enquanto se transforma rapidamente na tela, desde um jovem roqueiro da metade dos anos 1950 num homem maduro em sua volta triunfal de 1968 e na fase final da carreira, nos megashows dos anos 1970. E a cereja em cima do bolo: em vez de dublar, ele canta mesmo as músicas que apresenta no filme. “Elvis” também destaca o ator Tom Hanks (“Finch”) bastante transformado como o coronel Tom Parker, empresário do Rei do Rock, além de Olivia DeJonge (a Ellie da série “The Society”) no papel de Priscilla, a esposa do cantor, e Maggie Gyllenhaal (a Candy de “The Deuce”) como Gladys, a mãe de Elvis. Filmado na Austrália, a produção superou paralisação durante a pandemia, com direito a contágio de Tom Hanks, para ser filmada e chegar aos cinemas em 14 de julho no Brasil – quatro semanas após os EUA.
Diretor revela novo teaser da cinebiografia de Elvis Presley
O diretor Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”) compartilhou em seu Twitter um novo teaser de sua cinebiografia de Elvis Presley, anunciando o trailer para quinta-feira. O vídeo curto mostra o ator Austin Butler (“Era uma Vez em… Hollywood”) de costas e dançando muito em momentos distintos da carreira do cantor – como um jovem roqueiro da metade dos anos 1950, em sua volta triunfal de 1968 e no palco de um megashow dos anos 1970. “Elvis” também destaca o ator Tom Hanks (“Finch”) como o coronel Tom Parker, empresário do Rei do Rock, Olivia DeJonge (a Ellie da série “The Society”) no papel de Priscilla, a esposa do cantor, e Maggie Gyllenhaal (a Candy de “The Deuce”) como Gladys, a mãe de Elvis. Filmado na Austrália, o filme enfrentou paralisação durante a pandemia, com direito a contágio de Tom Hanks, o que alterou sua estreia, originalmente prevista para novembro passado nos EUA. A nova data de lançamento é em 14 de julho no Brasil, quatro semanas após os EUA. Hey, it’s time to TCB!⚡️ I’ll have a trailer to share with you all on Thursday…#Elvis #TCB #ElvisMonday pic.twitter.com/NETP7mk1eA — Baz Luhrmann (@bazluhrmann) February 14, 2022
Veja 10 clipes novos de rock alternativo
Os clipes independentes da semana destacam 10 músicas de andamento lento com guitarras distorcidas, numa seleção de rock alternativo que abrange do grunge à psicodelia. A lista tem vários artistas novos, mas também alguns veteranos como Pete Doherty, ex-Libertines e Babyshambles, na nova fase francesa de sua carreira. O Top 10 semanal (sem rankeamento) é disponibilizado em dois formatos: convencional, com breves informações sobre os artistas abaixo de cada vídeo, e via playlist (localizada no final do post), para quem preferir uma sessão contínua – método mais indicado para assistir numa Smart TV (opção Transmitir, na aba de configurações do Chrome). THE MYSTERINES | INGLATERRA O power trio de Liverpool, liderado por Lia Metcalfe, começou a chamar atenção em 2019 com rocks pesados influenciados pelo grunge e PJ Harvey. O primeiro álbum, “Reeling”, está agendado para março. KING HANNAH | INGLATERRA Hannah Merrick e Craig Whittle se conheceram quando trabalhavam como garçons em Liverpool, em 2017. Desde então, lançaram um EP e um par de singles. Mas é seu novo blues etéreo, com um climão de PJ Harvey, que alimenta a expectativa pelo álbum de estreia, “I’m Not Sorry, I Was Just Being Me”, previsto para 25 de fevereiro. NEWDAD | IRLANDA O trio original frequentava a mesma escola, em Galway, na costa da Irlanda, quando resolveu formar uma banda. E depois de recrutar um baixista em 2020, cada novo lançamento conquista ainda mais a crítica com sua combinação pouco usual da distorção grunge com vocais de dreampop da cantora e guitarrista Julie Dawson, que os faz ser comparado tanto a Pixies quanto a Slowdive. “Banshee” é a faixa-título de seu segundo EP, lançado na quarta-feira (9/2). WUNDERHORSE | INGLATERRA O projeto solo de Jacob Slater, ex-Dead Pretties, que vai interpretar o baterista Paul Cook na vindoura série dos Sex Pistols, passa bem longe do punk rock. O título do terceiro single é uma referência a idade que ele tinha ao criar a música, período de sua adolescência em que ouvia muito Neil Young. KINDSIGHT | DINAMARCA O quarteto de Copenhague evoca a cena indie da virada dos anos 1980 e 1990, com guitarras distorcidas acompanhando batidas leves e a voz suave da cantora Nina Hyldgaard Rasmussen. E o fato de ser a primeira banda não sueca lançada pelo respeitado Rama Label inspirou o título irônico de seu álbum de estreia, “Swedish Punk”, previsto para 25 de março. LUCY DACUS | EUA “Kissing Lessons” foi gravada durante as sessões de “Home Video”, mas acabou ficando de fora do terceiro álbum da cantora americana, lançado no ano passado. Felizmente, não ficou guardada e sai agora como single. Curta, mas com uma narrativa de cinema, a música sobre aprender a beijar com a melhor amiga faz recordar os rocks confessionais de Liz Phair. SADURN | EUA Genevieve DeGroot começou Sadurn como um projeto solo em 2017 na Filadélfia, mas logo se viu à frente de uma banda de indie folk, que vai lançar seu álbum de estreia em maio. PETER DOHERTY & FRÉDÉRIC LO | FRANÇA O roqueiro inglês Peter Doherty, ex-The Libertines, mudou-se para a França, largou as confusões e formou uma dupla com o compositor e arranjador Frédéric Lo. Livre das drogas, Doherty enverada por melodias mais solares, num indie pop que chega a lembrar The Smiths e Suede, além de chansons francaises da década de 1960. A dupla vai lançar o primeiro álbum da parceria, “The Fantasy Life of Poetry & Crime”, em 18 de março. TRENTEMØLLER | DINAMARCA Ativo há duas décadas em diversos projetos indies, o multi-instrumentista Andres Trentemøller é um dos pioneiros da combinação de música eletrônica e dreampop. “Like A Daydream” é o quinto single e a música mais psicodélica de “Memoria”, o sexto álbum do artista, lançado na sexta-feira (11/2). THE HANGING STARS | INGLATERRA Após oito anos de atividade, o quinteto inglês aperfeiçoou seu estilo retrô marcante, inspirado na psicodelia californiana (The Byrds) e londrina (Pink Floyd) dos 1960. “Radio On” é o primeiro single de “Hollow Heart”, seu quarto álbum, que será lançado em 25 de março. THE MYSTERINES | INGLATERRA | KING HANNAH | INGLATERRA | NEW DAD | IRLANDA | WUNDERHORSE | INGLATERRA | KINDSIGHT | DINAMARCA | LUCY DACUS | EUA | SADURN | EUA | PETER DOHERTY & FRÉDÉRIC LO | FRANÇA | TRENTEMØLLER | DINAMARCA | THE HANGING STARS | INGLATERRA
Machine Gun Kelly faz clipe em homenagem às garotas emo
O cantor Machine Gun Kelly, que costumava ser rapper, pegou carona no atual revival do emo no divertido clipe de “emo girl”, música gravada em parceria com WILLOW, filha de Will Smith – outra recém-convertida em roqueira. O vídeo acompanha um passeio de crianças por um museu que exibe cenas da era emo, refletindo uma homenagem de Machine Gun Kelly pela iconografia do período encarnada por sua musa – que aparece em várias versões. WILLOW coadjuva com cabelo raspado fazendo sua própria ode LGBTQIAP+ à garota idealizada com piercing, roupas pretas e maquiagem pesada. A música foi produzida por Travis Barker, baterista do blink-182, que também faz um figuração como o professor que leva às crianças à excursão pelo museu dos anos 2000. A faixa é uma mostra do próximo álbum de Machine Gun Kelly, “Mainstream Sellout”, que será lançado em 25 de março, mesma data em que o cantor se apresentará no Lollapalooza em São Paulo.
Lily James usou 50 seios postiços para parecer Pamela Anderson em “Pam and Tommy”
A produção da minisssérie “Pam and Tommy” surpreendeu ao deixar Lily James (“Rebecca”) parecida com Pamela Anderson. Originalmente, as duas atrizes são muito diferentes. Mas a equipe de maquiagem conseguiu realizar uma transformação completa. Em entrevista ao site Refinery29, Jason Collins, chefe de maquiagem da produção, contou alguns dos segredos. Entre eles, estão o uso de nada menos que 50 seios postiços. “A verdade é usávamos um novo par todos os dias para filmar, o que significava ter 50 deles produzidos”, disse. Segundo Collins, outros 20 pares de seios acabaram sendo descartados durante as filmagens por causa de acidentes. Mais de uma dúzia foram destruídos durante as filmagens das cenas de sexo da atriz. “Nós passamos de 65 a 70 seios”, contou o chefe da maquiagem, revelando o atrito gerado pelas cenas íntimas entre Lily James e Sebastian Stan (“Falcão e o Soldado Invernal”), intérprete do roqueiro Tommy Lee, foi responsável pela perda de várias próteses. Além das próteses, a produção também contou com um time de cabeleireiros para mudar o cabelo de Lily James, além de uma equipe de maquiadores para mudar sua expressão. Barry Lee Moe, chefe do departamento de cabelo da produção, contou à revista Variety que antes das câmeras começarem a gravar, James passava de 3 a 5 horas diárias com cabeleireiros e maquiadores para ficar parecida com a estrela dos anos 1990. “Acabamos usando 25 perucas no final”, contou, lembrando ainda que todos os atores, incluindo Seth Rogen (“Vizinhos”), Nick Offerman (“Parks and Recreation”) e Taylor Schilling (“Orange Is the New Black”) usaram perucas na produção. “Nós os transformamos em novos personagens”, contou Lee Moe. Lançada na semana passada pela plataforma Star+, “Pam and Tommy” lembra o vazamento da sex tape mais famosa de todos os tempos, gravada na lua de mel da estrela da série “SOS Malibu” (Baywatch) e do baterista da banda Mötley Crüe, trazendo Lily James e Sebastian Stan nos papéis de Pamela Anderson e Tommy Lee. Para quem é muito jovem para lembrar, Anderson foi indiscutivelmente o maior ícone sexual da década de 1990 – ela detém o recorde de capas da revista Playboy – e Lee integrava a banda mais escandalosa de sua geração. O relacionamento dos dois, que se casaram uma semana após se conhecerem, vendeu mais tabloides que qualquer outro casal nos anos 1990. E muitos fãs puderam conferir em detalhes como foi sua lua de mel. A minissérie é produzida pela dupla Seth Rogen e Evan Goldberg (produtores de “Preacher” e “The Boys”). E além de trabalhar atrás das câmeras, Rogen ainda interpreta o homem que roubou a fita infame. Os três primeiros episódios já estão disponíveis, com os demais (de um total de oito) liberados semanalmente às quartas.
Os 10 clipes indies da semana exploram o lado dark da música eletrônica
A seleção de clipes independentes da semana reúne os melhores lançamentos de música eletrônica dos últimos dias. Mas não se trata de música alegrinha para encher pista de dança. É som de luz negra, que reflete o lado mais dark da eletrônica, com muitas referências góticas, mas sem perder o apelo dançante. Boa parte dos artistas destacados estão iniciando a carreira, como pode ser conferido a seguir. O Top 10 semanal (sem rankeamento) é disponibilizado em dois formatos: convencional, com breves informações sobre cada artista na descrição dos vídeos, e num playlist, localizado ao final, para uma sessão contínua – método indicado para quem quiser assistir ao conteúdo numa Smart TV (opção Transmitir, na aba de configurações do Chrome). Veja abaixo. MELT MOTIF | NORUEGA A banda eletrônica norueguesa, com passaporte carimbado em São Paulo, combina vocais de dreampop com batidas lentas, guitarras de rock industrial e clipes de terror. O álbum de estreia “A White Horse Will Take You Home” será lançado em maio. ARACHNIDA | CHILE Há uma década em atividade no Chile, o projeto eletrônico do cantor e músico Sebastián Mortiphero é influenciado por Depeche Mode e a estética gótica. A música “Product of Hate” foi originalmente lançada em 2018, mas só ganhou clipe no último fim de semana, graças à produção de uma versão remix, assinada pela dupla alemã Paradox Obscur. DEAD LIGHTS | INGLATERRA O cantor inglês Saul, aka Mr Strange, e o músico holandês Richard Van Kruysdijk se juntaram durante a pandemia. O som é EBM dark e pesada, mas muito dançante. Lançada na sexta (4/2), “Boom Boom Trash” é a faixa-título do segundo EP da dupla andrógina. SOLO ANSAMBLIS | LITUANIA O grupo pós-punk lituano lançou seu primeiro disco em 2016 e desde então vem chamando atenção com shows energéticos de eletrônica com atitude roqueira. A definição de seu som, segundo eles mesmos, é música dançante triste. ISOCULT | ALEMANHA Formada na véspera da pandemia, a banda alemã se inspirou na quarentena de coronavírus de 2021 para compor “White Noise”, uma música sobre isolar-se, consumir mídia o dia todo e perder-se no “ruído branco”. NNHMN | Alemanha NNHMN (Non-Human) é uma dupla alemã de dark wave eletrônica, especializada em batidas hipnóticas, climas de terror e vocais suspirantes. COATIE POP | EUA A novidade de Nova York se descreve como “uma dupla etérea pós-punk grunge rave”. E o som é realmente uma mistura de referências. O single de “City Song” é impulsionado por um sintetizador glacial, um baixo gótico, batidas dançantes de techno e os vocais de dreampop da cantora Courtney Watkins. O clipe ainda inclui participação da equipe de dança Nameless Shufflers para aumentar a confusão entre gêneros e cenas. O álbum de estreia, “Deathbed”, será lançado em 11 de fevereiro. MENTHÜLL | CANADÁ Juntos há dois anos, Gabriel e Yseult buscam calma e silêncio em seu novo single, que evoca New Order em francês. ALINA VALENTINA | HOLANDA “Queen of the Darkness” é o primeiríssimo clipe da artista eletrônica holandesa, apesar dela estar lançando já seu segundo álbum de synthwave retrô, “Life Is Like a Fairytale”, em 25 de fevereiro. BOY HARSHER | EUA A dupla de synthpop dark se junta a Mariana Saldaña, cantora do Boan, de Los Angeles, em uma música da trilha de “The Runner”, média-metragem (40 minutos) de terror totalmente musicado por Jae Matthews e Augustus Muller, e lançado na plataforma Shudder nos EUA. MELT MOTIF | NORUEGA | ARACHNIDA | CHILE | DEAD LIGHTS | INGLATERRA | SOLO ANSAMBLIS | LITUANIA | ISOCULT | ALEMANHA | NNHMN | Alemanha | COATIE POP | EUA | MENTHÜLL | CANADÁ | ALINA VALENTINA | HOLANDA | BOY HARSHER | EUA
Red Hot Chili Peppers retoma formação clássica e lança primeiro clipe em cinco anos
A banda Red Hot Chili Peppers lançou seu primeiro clipe em cinco anos. Com direção de Deborah Chow (da série “O Mandaloriana”), o vídeo também celebra o retorno da formação favorita dos fãs da banda, com John Frusciante na guitarra. Frusciante se juntou à Anthony Kiedis, Flea e Chad Smith em 1989, logo após a morte do guitarrista original, Hillel Slovak, e com apenas 18 anos. Ele mudou o som da banda, que explodiu com o disco “Blood Sugar Sex Magik” em 1991. Mas por causa de seu vício em drogas, passou a ser um membro inconstante, abandonando o grupo em duas ocasiões. A primeira foi logo após o estouro comercial, em 1992. Sua volta em 1999 rendeu outro disco bem-sucedido, “Californication”, antes dele largar tudo de novo em 2009. O quarteto voltou a se reunir em shows ao vivo na véspera da pandemia, e a música “Black Summer” é o primeiro sinal do que esperar desse revival. O som inicialmente chega a lembrar “Under the Bridge”, o maior sucesso de “Blood Sugar Sex Magik”, mas logo ganha solos de guitarra psicodélicos e uma batida funky que não conversam entre si. Em comunicado à imprensa, os integrantes da banda disseram que passaram “milhares de horas, juntos e individualmente, nos aprimorando e compartilhando para fazer o melhor álbum que pudéssemos”, e frisaram que estão “gratos por essa chance de estar juntos novamente na mesma sala”. O 12º álbum do grupo, intitulado “Unlimited Love”, está previsto para chegar ao mercado em 1º de abril.
Presidente do Spotify defende propagação de conteúdo ofensivo
Um discurso de 15 minutos do presidente e fundador do Spotify, Daniel Ek, vazado pelo site The Verge, escancarou que a empresa não está preocupada com repercussões negativas por abrigar negacionistas. Ek defendeu que o conteúdo ofensivo não é problemático se der audiência e lucro. Só que na verdade, em vez disso, está dando prejuízo para o Spotify. Bilionário. No discurso gravado por funcionários, o executivo abordou o podcast de Joe Rogan, responsável por questionar a eficácia das vacinas contra a covid-19, chamando-o de vital para sua companhia. Apesar de considerar “muito ofensivas” e estar “fortemente em desacordo” com “muitas coisas” que Joe Rogan diz, “para alcançar suas metas” a plataforma deve manter conteúdos que seus funcionários “podem não gostar”. “Nem tudo é válido, mas haverá opiniões, ideias e crenças com as quais discordamos fortemente, e inclusive que nos deixam furiosos ou tristes”, disse Ek justificando seu apoio a Rogan. Ele ainda acrescentou que não faria controle maior de conteúdo, ignorando pedidos neste sentido. “Não podemos escrever novas ou diferentes políticas com base em notícias ou questionamentos de pessoas”, disse o empresário. Em uma avaliação digna de podcast negacionista, Ek ainda afirmou que a expressão criativa e a segurança dos ouvintes “raramente entram em conflito”. Entretanto, programas negacionistas como o de Joe Rogan – que já recomendou remédios ineficazes com perigosos efeitos colaterais e afirmou que as vacinas podem alterar genes, sugerindo a jovens que não se vacinem – são capazes de causar danos irreparáveis à saúde dos ouvintes. Em defesa de sua política, Ek afirmou que alguns episódios do podcast de Rogan teriam sido eliminados por não se adequarem às regras do Spotify. Ele não citou quais, mas os episódios eliminados foram produzidos antes do acordo com a plataforma e continham os convidados mais radiativos do programa, incluindo golpistas conspiradores e predadores sexuais de baixíssimo nível. Já os episódios mais polêmicos sobre a covid ainda estão no ar e podem ser ouvidos por qualquer pessoa. No Brasil, a situação ainda é pior, já que dezenas de podcasts abrigados no Spotify propagam impunemente mensagens letais, que podem levar seus ouvintes à morte. O executivo ainda ressaltou que, por sua posição de líder no mercado mundial, seria “impossível ignorar a escala e o sucesso” do podcast “Joe Rogan Experience”, que tem total autonomia sobre seu conteúdo e com quem a plataforma assinou um contrato de exclusividade no ano passado. “Para ser honesto, se não tivéssemos tomado alguma das decisões que tomamos, tenho certeza de que nossa empresa não estaria onde está hoje”, acrescentou Ek. O vazamento do discurso deve aumentar ainda mais a pressão contra a empresa, que há pelo menos 10 dias não está onde Ek acha que está. Desde que o cantor Neil Young confrontou a plataforma sobre o podcast de Joe Rogan, o Spotify perdeu 25% de valor de mercado, o que representa bilhões de dólares de prejuízo. Na tarde quinta (3/2), durante e depois do vazamento, as ações da companhia despencaram ainda mais, caindo mais 16% em poucas horas. Com isso, a empresa atingiu a sua maior desvalorização em dois anos. Uma debandada de artistas em protesto contra podcasts negacionistas também tem sido noticiada diariamente. Caso um figurão da música pop desça do muro, o caos será inevitável.
Vida de Ronald Biggs no Brasil vai virar série documental
O Canal Brasil prepara uma série documental sobre o Ronald Biggs (1929-2013), que fugiu para o Brasil depois de ter participado do famoso assalto ao trem pagador na Inglaterra, crime que ficou conhecido como “O assalto do século”. Biggs chegou ao Rio com passaporte falso pouco antes da Copa de 1970. E virou celebridade quando participou do filme “A Grande Farsa do Rock” (1980), com integrantes da banda inglesa Sex Pistols. Ele também cantou no disco da trilha sonora. “No One is Innocent” foi lançado como single no Reino Unido, alcançando o 6° lugar nas paradas britânicas. Só que sua impunidade inspirou uma aventura ousada de ex-militares ingleses. Um grupo clandestino o sequestrou e o levou até Barbados, esperando receber alguma recompensa. Não deu certo e, aproveitando-se de brechas na lei, Biggs conseguiu voltar ao Brasil. Nos anos 1980, inspirado pelo pós-punk britânico, abriu uma famosa casa noturna carioca com sócios ingleses, Crepúsculo de Cubatão, que fomentou a cena alternativa do Rio. Além disso, sua história virou filme, “Prisioneiro do Rio” (1988), com direção do polonês Lech Majewski (“O Moinho e a Cruz”) e participação de José Wilker e Zezé Motta. Ele ainda voltou ao rock em 1991, como cantor convidado na faixa “Carnival In Rio (Punk Was)”, da banda punk alemã Die Toten Hosen. E seu filho brasileiro, Mike Biggs, foi um dos membros do popular grupo musical infantil Balão Mágico. Sua lendária boa vida carioca chegou ao fim em 2001, quando Biggs aceitou uma oferta em dinheiro do tabloide The Sun para retornar à Inglaterra, mesmo sabendo que seria imediatamente preso. Acabou adoecendo na prisão, sendo libertado oito anos depois por conta de seu estado de saúde. Ele faleceu em 2013 num abrigo de idosos na Inglaterra, e foi enterrado junto com bandeiras de seu país natal e do Brasil. A série “Biggs in Rio – No One Is Innocent” tem direção de Roberto Berliner (“Nise: O Coração da Loucura”) e Cris Pickard (escritor e jornalista inglês que já escreveu três livros sobre Biggs). A produção é dividida pela TvZero e a Critical Divide, da Inglaterra, além do Canal Brasil. Ainda não há previsão de estreia.
“Moonfall” estreia em mil salas de cinema
Segundo maior lançamento do ano nos cinemas brasileiros, “Moonfall – Ameaça Lunar” estreia em cerca de mil salas nesta quinta (3/2). Só perde para a animação “Sing 2”, lançada em 1,1 mil. A iniciativa busca tirar a liderança das bilheterias de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, que é o filme mais visto do Brasil desde meados de dezembro passado. Mas não vai ser fácil. Para atingir seu objetivo, a catástrofe americana terá que superar ainda a concorrência da comédia brasileira “Tô Ryca 2”, outra produção superexagerada – histeria no último – distribuída em 637 salas. Como nenhum dos dois filmes empolga a crítica, a grande ironia da programação é que o único filme que valeria a pena ver no cinema nesta semana, sem esperar pelo lançamento em streaming, é da Netflix. O premiado “Mães Paralelas”, de Pedro Almodóvar, chega em circuito mínimo, ou melhor, promocional, apenas para chamar atenção para sua estreia digital daqui a duas semanas. A lista de lançamentos ainda incluiu uma animação ucraniana de pouco apelo comercial e, entre segunda (7/2) e quinta (10/2), o último show dos Beatles em IMAX. Confira abaixo os trailers e mais detalhes de cada titulo. MOONFALL – AMEAÇA LUNAR Em sua nova sci-fi apocalíptica, Roland Emmerich (“Independence Day”, “O Dia Depois do Amanhã”) volta a mostrar o mundo sendo destruído por efeitos visuais grandiosos. Desta vez, é a lua que sai de órbita e inicia uma queda avassaladora sobre a Terra, abrindo buracos enormes no roteiro, assinado pelo diretor com a ajuda de dois especialistas em catástrofes planetárias, Spenser Cohen (“Extinção”) e Harald Kloser (“2012”). Esmagado pela gravidade das críticas, trata-se de um verdadeiro desastre, que desperdiça um elenco formado por Halle Berry (“John Wick 3: Parabellum”), Patrick Wilson (“Aquaman”), John Bradley (“Game of Thrones”), Michael Peña (“Homem-Formiga e a Vespa”), Donald Sutherland (“The Undoing”) e Charlie Plummer (“Quem É Você, Alaska?”). TÔ RYCA 2 A sequência deveria se chamar “Tô Pobre”, já que utiliza o mesmo artifício que justificou as continuações de “Até que a Sorte nos Separe”, fazendo a pobre que ficou milionária no primeiro filme perder tudo de uma hora para outra. Novamente miserável, ele enfrenta os perrengues típicos da classe trabalhadora, que são mostrados de forma mais estereotipada que os clichês de novo rico do filme “original”. Assim como no primeiro filme, o roteiro é de Fil Braz e a direção ficou a cargo de Pedro Antônio. Já o elenco acrescentou Rafael Portugal (“Porta dos Fundos: Te Prego Lá Fora”), Evelyn Castro (“Tô de Graça”) e participação especial da dupla sertaneja Maiara e Maraisa. AS AVENTURAS DE GULLIVER A animação ucraniana imagina a volta de Gulliver para Liliput, só que desta vez ele não é um gigante, mas um homem comum, que precisa lidar com a decepção dos moradores que contavam com sua ajuda descomunal para vencer seus inimigos. Além da “moral da história” evidente, o desenho também é bem simplezinho em seus aspectos técnicos, resultando numa animação sem muita expressividade. MÃES PARALELAS Com distribuição limitadíssima, duas semanas antes de ser lançado em streaming na Netflix, o novo filme de Pedro Almodóvar gira em torno da maternidade da personagem de Penélope Cruz, que volta a trabalhar com o diretor na esteira do sucesso de “Dor e Glória”. A produção reforça a mudança temática na filmografia de Almodóvar, que há tempos trocou o desejo, principal manifestação de seus primeiros trabalhos, por histórias de mães e filhos. A trama acompanha duas mulheres grávidas que dividem o quarto em uma maternidade, sem saber que esse breve encontro as unirá de maneiras que nunca poderiam imaginar. Ao mesmo tempo, a personagem de Cruz ainda lida com o legado da guerra civil espanhola, que marcou sua família e a de muitos de seus compatriotas. Além de Cruz, que venceu o Festival de Veneza por seu desempenho no filme, “Mães Paralelas” tem como protagonistas Aitana Sánchez Gijón (“Velvet Colección”), a novata Milena Smit (“No Matarás”) e Israel Elejalde (“Veneno”), e volta a reunir outras duas colaboradoras de longa data de Almodóvar, Julieta Serrano e Rossy de Palma, que trabalharam juntas em “Mulheres à Beira de um Colapso Nervoso” (1988) – o primeiro longa do cineasta espanhol indicado ao Oscar. THE BEATLES GET BACK: O ÚLTIMO SHOW O último show da melhor banda de todos os tempos, realizado no topo do prédio da Apple Records em Londres, em 30 de janeiro de 1969, será exibido no circuito IMAX apenas de segunda (7/2) a quinta (10/2). São 60 minutos de cenas que foram restauradas sob supervisão do diretor Peter Jackson para a série documental “The Beatles: Get Back”, da Disney+. O show histórico dos Beatles completou 53 anos no domingo passado (30/1), ocasião em que este trecho do documentário de Peter Jackson foi exibido em sessões IMAX nos Estados Unidos com muito sucesso.
Crosby, Stills e Nash se juntam a Neil Young em protesto contra Spotify
Um dos mais famosos quartetos do rock americano voltou a se juntar nesta quarta-feira (2/2). Mas não para fazer música. David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash emitiram um comunicado conjunto em apoio ao ex-colega de banda Neil Young, pedindo a remoção de suas músicas do Spotify em protesto contra podcasts negacionistas na plataforma. Na declaração, postada nas redes sociais dos artistas, os músicos que marcaram a História do Rock entre o final dos anos 1960 e meados dos 1970 assumem: “Apoiamos Neil e concordamos com ele que há desinformação perigosa sendo transmitida no podcast de Joe Rogan no Spotify. Embora sempre valorizemos pontos de vista alternativos, espalhar desinformação conscientemente durante essa pandemia global tem consequências mortais. Até que uma ação real seja tomada para mostrar que a preocupação com a humanidade deve ser equilibrada com o comércio, não queremos que nossa música – ou a música que fizemos juntos – esteja na mesma plataforma”. Em outro tuíte, o cantor David Crosby fez um apelo a Taylor Swift para se juntar ao protesto, lembrando que “ela foi a única que chutou o traseiro do Spotify com sucesso. A única. Acho que ela poderia nos dar bons conselhos. Isso está longe de acabar”. Taylor Swift deixou suas músicas fora do Spotify por três anos, entre 2014 e 2017, em protesto contra a modalidade de remuneração da plataforma por quantidade de publicidade exibida junto das gravações. Lembre abaixo um dos maiores sucessos da formação clássica de Crosby, Stills, Nash & Young (CSNY). pic.twitter.com/5xOoBsVQ15 — Stephen Stills Official (@Stephen__Stills) February 2, 2022
Último show dos Beatles será exibido nos cinemas no Brasil
O último show da melhor banda de todos os tempos, realizado no topo do prédio da Apple Records em Londres, em 30 de janeiro de 1969, será exibido nos cinemas do Brasil. O filme projetará 60 minutos de cenas que foram restauradas sob supervisão do diretor Peter Jackson para a série documental “The Beatles: Get Back”, do Disney+. A apresentação dos Beatles chegará às salas IMAX dos cinemas brasileiros com o título de “The Beatles Get Back: O Último Show”, e estará em cartaz de 10 a 13 de fevereiro. Os ingressos estão à venda. O show histórico completou 53 anos no último domingo (30/1), ocasião em que este trecho do documentário de Peter Jackson foi exibido em sessões IMAX nos Estados Unidos com muito sucesso. “Estou muito animado por o concerto no telhado de ‘The Beatles: Get Back’ ser visto em IMAX, naquela tela gigantesca”, afirmou o Peter Jackson em comunicado sobre o lançamento. “É a última apresentação dos Beatles e é a forma perfeita de ser vista e ouvida”. Lançada em novembro pelo Disney+, “The Beatles: Get Back” mostra, além do show, cenas inéditas dos bastidores da gravação de “Let It Be”, o último show dos Beatles.
Spotify terá aviso de conteúdo em podcasts sobre covid-19
Após Neil Young tirar suas músicas do Spotify e a empresa ver seu valor de mercado desabar da noite para o dia, a plataforma decidiu colocar um band-aid na hemorragia. O CEO da empresa, Daniel Ek, anunciou a implementação de um aviso em todos os conteúdos que tratarem de covid-19, em resposta aos protestos contra a manutenção, na plataforma, de podcasts acusados de espalhar desinformação sobre a pandemia. “O aviso que incluiremos na frente dos episódios de podcast que abarcam discussões sobre a covid-19 vai direcionar os usuários para a nossa central de informações sobre a pandemia, que por sua vez provém acesso fácil a fatos, dados e informações atualizadas compartilhadas por cientistas, médicos, acadêmicos e autoridades de saúde pública ao redor do mundo, além de links para fontes de informação confiáveis”, explicou Ek em comunicado à imprensa. A plataforma ainda anunciou que vai tornar públicas, pela primeira vez, as suas políticas de conteúdo, buscando promover maior transparência sobre o que é permitido ou não permitido no Spotify. No comunicado, Ek reiterou o comprometimento do serviço de streaming com a liberdade de expressão, deixando no mesmo patamar mentiras sobre a covid-19 que podem levar à morte com debates sobre temas políticos e sociais. “Escolha qualquer tópico, e você vai encontrar pessoas com opiniões diferentes sobre ele. Pessoalmente, há muitos indivíduos no Spotify que expressam visões com as quais eu discordo fortemente. Sabemos que temos que desempenhar, como empresa, o papel crítico de apoiar a expressão de nossos criadores, mas em equilíbrio com a segurança dos nossos usuários. É importante para mim que, nessa missão, nós não nos tornemos censores de conteúdo, mas estabeleçamos bem as regras e as consequências por quebrá-las”, escreveu o CEO. Por conta disso, o Spotify segue sem incluir botão de denúncia de conteúdo falso, ofensivo ou perigo, ao contrário do YouTube e redes sociais, usando a falácia da defesa de não fazer o papel de censor – em vez de equalizar as fake news da pandemia com “jogos” que incentivam situações de perigo para adolescentes, prontamente censurados sem discussão em todas as plataformas. Um dos principais acusados de promover desinformação no Spotify, Joe Rogan, também se manifestou. Ele postou um vídeo de mais de 10 minutos no Instagram um vídeo em que promete “pesquisar melhor os tópicos” que aborda no seu podcast e “convidar pessoas com opiniões diversas para expressá-las” no programa. “Eu não tenho a intenção de promover a desinformação, nem de ser controverso. Nunca tentei fazer nada com este podcast além de me sentar junto com as pessoas e ter conversas interessantes com elas. Tentarei o meu melhor para balancear os pontos de vista mais polêmicos de alguns convidados com as perspectivas de outras pessoas, para que possamos, talvez, encontrar uma opinião melhor”, disse ele. Durante a pandemia, Rogan (cujo podcast é ouvido por uma média de 10 milhões de usuários a cada episódio) foi criticado por desencorajar seus ouvintes mais jovens a tomarem a vacina contra a covid-19, e também por promover o uso da invermectina, remédio comprovadamente ineficaz contra a doença. Em seu vídeo, ele tenta responsabilizar os convidados pelas polêmicas. Mas assume que as entrevistas controversas foram iniciativas suas para apresentar uma narrativa diferente da “mainstream media”, fazendo um ataque velado às informações legítimas da imprensa profissional e uma defesa assumida da “desinformação”, porque “muitas das coisas que pensávamos como desinformação há pouco tempo agora são consideradas fatos”. Na verdade, a terra continua redonda, apesar dos terraplanistas. A revolta contra o podcaster eclodiu quando artistas como Neil Young e Joni Mitchell anunciaram que estavam retirando as suas músicas do Spotify por causa da insistência da plataforma em manter conteúdos como o de Rogan no ar.












