Metallica elogia “Stranger Things”: “Honra incrível”
A banda Metallica está oficialmente entre os fãs de “Stranger Things”. A banda usou sua conta oficial no Instagram para definir o uso de “Master of Puppets” no final da 4ª temporada como uma “honra incrível”. Metallica foi só elogios no post: “A maneira como os Irmãos Duffer incorporam música em ‘Stranger Things’ sempre foi de outro nível, então ficamos mais que empolgados por eles não apenas incluírem ‘Master of Puppets’, mas por terem uma cena tão crucial construída em torno da música. Estávamos todos loucos pra ver o resultado final e, quando vimos, ficamos totalmente impressionados…” O rock clássico de 1986 é tocado pelo personagem Eddie Munson (Joseph Quinn), que se coloca de guitarra em punho, em cima de um trailer, para atrair demônios voadores no momento mais heavy metal da série. “Foi tão extremamente bem feito, que algumas pessoas conseguiram adivinhar a música apenas vendo alguns segundos das mãos de Joseph Quinn no trailer!”, acrescentou a banda. “Foi uma honra incrível ser uma parte tão importante da jornada de Eddie e mais uma vez fazer companhia a todos os outros artistas incríveis apresentados na série”. O baixista da banda, Robert Trujillo, ainda compartilhou um detalhe curioso da produção em seu Instagram pessoal. Embora Joseph Quinn toque realmente guitarra na série, o som ouvido pelo público foi gravado pelo filho do músico. Tye Trujillo, de 17 anos, gravou uma nova base de guitarra para destacar o momento em que Eddie começa a tocar sozinho na cena. O pai coruja propagandeou: “Esse é o meu menino! Orgulhoso de você Tye!. Final de ‘Stranger Things’, arrasando em ‘Master of Puppets’…” No post, Trujillo ainda agradeceu ao guitarrista da banda pela gravação. “Grande obrigado a Kirk Hammett pela ajuda”, acrescentou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Metallica (@metallica) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Robert Trujillo (@robtrujillo)
“Stranger Things” coloca Metallica nas paradas de sucesso
O final da 4ª temporada de “Stranger Things” colocou o clássico do Metallica “Master of Puppets” no topo das paradas de sucesso neste final de semana. A canção icônica (porém adormecida há cerca de 40 anos) está em 1º lugar entre as mais tocadas do gênero de rock na plataforma do iTunes e ocupa a 29ª posição no ranking geral do streaming. Além disso, atingiu o 26º lugar no Top Mundial do Spotify nesta segunda-feira (4/7). Essa é a primeira vez que a gravação do Metallica experimenta sucesso comercial desde seu lançamento em março de 1986, repetindo o fenômeno de “Running Up That Hill”, de Kate Bush, que estourou ao ser incluída na Parte 1 de “Stranger Things 4″. De acordo com a supervisora musical da série, Nora Felder, os co-criadores colocaram a música no roteiro desde a pré-produção. “Foi mais um daqueles momentos ‘tem que ser essa música’”, ela contou à revista Variety. “Eu acredito que os Irmãos Duffer sentiram que tocar ‘Master of Puppets’ durante toda a cena estendida foi a escolha certa. Nenhuma outra música foi discutida e nós resolvemos adquiri-la imediatamente.” A supervisora também acrescentou que a canção, originalmente sobre drogas, serve de analogia à situação enfrentada pelos personagens com Vecna. “Cada um tem poderes destruidores, que roubam das pessoas sua força pessoal e essencial”, ela comparou. “’Master of Puppets’ é uma música bastante significativa no repertório do Metallica, e acho que é considerada a favorita em seus shows ao vivo”, ela apontou. “Eu queria que o Metallica entendesse completamente em que contexto a música estava sendo usada, além de como ela era integral para a cena e para esse novo personagem empolgante, Eddie Munson, que ninguém havia conhecido ainda nas temporadas anteriores”, explicou a executiva. A banda comprou a ideia na apresentação, sem que fossem necessárias maiores discussões. Na série, a música é tocada pelo personagem Eddie Munson (Joseph Quinn) durante a batalha dos adolescentes de Hawkins contra as forças malignas do vilão Vecna. Felder acredita que a faixa foi uma combinação perfeita para Eddie, pois amplificou a cena mais emocionante da 4ª temporada e se alinhou com “a personalidade pública aparentemente arrogante e abrasiva” do personagem. E, sim, é o ator que toca guitarra na cena. “Joseph teve tempo para aprender o riff de guitarra e, acompanhando a gravação. Todos acharam que ele fez um ótimo trabalho.” No entanto, apesar da cena do ator britânico chamar a atenção pela suposta habilidade musical, Joseph Quinn assumiu que recebeu uma ajudinha extra para que Eddie mandasse bem no solo. Em entrevista ao site Collider, o ator explicou que tocou a maior parte de “Master of Puppets”, mas precisou de um “faixa preta dos guitarristas de metal” para o solo insano e veloz. “Tive sorte de tocar desde jovem. Mas, quando li os roteiros, comprei a guitarra e comecei a praticar loucamente”, afirmou. “Mas o solo não foi meu. Eu não sou um guitarrista de heavy mental”, admitiu. Desta forma, a série “Stranger Things” provou ser muito mais do que uma atração de sucesso, mas também uma grande fonte de resgates musicais.
Documentário vai apresentar música inédita de Cazuza
O documentário “Cazuza: Boas Novas”, atualmente em desenvolvimento, vai apresentar uma canção inédita de Cazuza, que ele nunca gravou. A música se chama “Dúvidas” e faz parte do acervo de registros raros reunidos para a produção, que vai revisitar os últimos dois anos do cantor, desde o diagnóstico da Aids até a morte. O longa vai se concentrar no lado humano e na urgência de criação que acometeu o artista ao saber da doença. Produtor musical de Cazuza, o diretor Nilo Romero reuniu várias imagens pouco vistas — do cantor cuspindo na bandeira nacional durante um show no Rio de Janeiro à performance no casamento do músico George Israel — entremeadas com depoimentos de quem conviveu com ele em sua fase terminal. Entre os entrevistados, estão Gilberto Gil, Leo Jaime, Frejat, Flavio Colker, Arthur Dapieve e Ney Matogrosso, além de Lucinha Araújo, mãe do cantor. A filmagem é realizada pela produtora 5e60 e será exibida no Canal Curta no início de 2023.
Stranger Things: Veja vídeos de 15 músicas da Parte 2
Depois do estouro de “Running Up That Hill”, de Kate Bush, a trilha sonora da Parte 2 de “Stranger Things 4” era tão esperada quanto os episódios finais. A seleção de faixas, desta vez, pendeu para as músicas com sintetizadores – mas, ironicamente, sem nenhum exemplar do synthpop dos anos 1980. E embora o “tema de Max” tenha voltado a tocar – assim como “Dream a Little Dream of Me”, de Ella Fitzgerald (o tema de Vecna) – , a música que mais marcou a trama foi o metal pesado de “Master of Puppets”, acompanhada na guitarra por Eddie Munson (o personagem de Joseph Quinn). O clássico do Metallica também foi a única gravação de 1986 presente em toda a trilha dos capítulos 8 e 9 da atração. A trama se passa nesse ano, mas a maioria das músicas selecionadas saiu em anos anteriores – e algumas até posteriores a este período. Como curiosidade, a última canção que toca, já nos créditos finais, acaba chamando atenção entre as gravações de pop antigo por pertencer a um estilo alternativo até então ignorado pela série, apesar de ter tudo a ver com a guinada de terror da fase atual: “Spellbound”, do disco mais gótico de Siouxsie and the Banshees. Veja abaixo, pela ordem cronológica de seus lançamentos originais, as 15 músicas mais importantes dos dois episódios finais da 4ª temporada – disponibilizada na sexta (1/7) na Netflix. | ELLA FITZGERALD | 1957 | DREAM A LITTLE DREAM OF ME | JAMES TAYLOR | 1970 | FIRE AND RAIN | CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL | 1970 | UP AROUND THE BEND | RICK DERRINGER | 1973 | ROCK ‘N’ ROLL HOOCHIE KOO | SIOUXSIE AND THE BANSHEES | 1981 | SPELLBOUND | OLIVIA NEWTON-JOHN | 1983 | TWIST OF FATE | JOURNEY | 1983 | WORLD’S APART | PAT BENATAR | 1983 | LOVE IS A BATTLEFIELD | THE POLICE | 1983 | EVERY BREATH YOU TAKE | TANGERINE DREAM | 1984 | RARE BIRD | KATE BUSH | 1985 | RUNNING UP THAT HILL | METALLICA | 1986 | MASTER OF PUPPETS | MOBY | 1995 | WHEN IT’S COLD I’D LIKE TO DIE | VANGELIS | 1996 | FIELDS OF CORAL | PETER SANDBERG | 2019 | DEEP
10 clipes novos de bandas influenciadas pelo barulho shoegazer
Cada vez mais artistas da cena indie internacional têm assumido que ouviram muito os discos de seus pais, reciclando o rock alternativo que explodiu nos anos 1990. Embora seja mais lembrada pelo grunge, a década também foi a época em que o barulho shoegazer experimentou raro sucesso comercial e a seleção de clipes abaixo destaca diferentes abordagens dessa influência, com direito até a cover de The Jesus and Mary Chain, a banda que deu início ao gênero baseado em microfonias. Os vídeos são disponibilizados abaixo de duas formas: tradicional, com breves informações sobre os artistas junto de cada clipe, e via playlist (localizada no final do post), para quem preferir uma sessão contínua – método mais indicado para assistir numa Smart TV (opção Transmitir, na aba de configurações do Chrome, ou Mais Ferramentas/Transmitir etc no Edge). | DEATH BELLS | AUSTRÁLIA/EUA A banda dos australianos Will Canning e Remy Veselis, atualmente sediados na Califórnia, prepara o lançamento de seu terceiro álbum (“Between Here & Everywhere”), esperado para 29 de julho. O single mais recente é um encontro das melodias tristes do pós-punk com as microfonias do rock alternativo da geração do Sonic Youth. | THE CITY GATES | CANADÁ O quarteto de Montreal é claramente influenciado por Jesus e Mary Chain, com sua bateria pulsante, linha de baixo encharcada de fuzz e camadas de guitarras microfonadas. O clipe de “Claiming Race”, que evoca a estética da classe de 1986, foi produzido e editado pelo baterista Jahanzaib Mirza. | A PLACE TO BURY STRANGERS | EUA A veterana banda americana formada há 20 anos surge totalmente reformulada em seu disco mais recente (“See Through You”), mantendo apenas o cantor e guitarrista Oliver Ackermann da formação original – e soando cada vez mais como Jim Reid (The Jeus and Mary Chain). | PIT PONY | INGLATERRA Extraída do álbum de estreia “World To Me”, que chega em 1 de julho, “Supermarket” explora o relacionamento entre grunge e shoegazer numa jornada frenética, como a maioria dos relacionamentos tumultuados. | OBJECT OF AFFECTION | EUA Formado há dois anos em Los Angeles, Object of Affection é um supergrupo indie, que reúne integrantes das bandas Death Bells e Fury num projeto shoegazer que mais parece uma colaboração entre The Jesus and Mary Chain e My Bloody Valentine. | BEEN STELLAR | EUA O quinteto nova-iorquino, que é batizado com um trocadilho com o nome do ator Ben Stiller, acrescenta Television e pós-punk melódico à microfonia estridente shoegazer. Um detalhe interessante é que nenhum dos integrantes da banda, formada em Brooklyn, nasceu em Nova York e o guitarrista Nando Dale, inclusive, é brasileiro. | FLU FLU | ESPANHA O grupo shoegazer estridente de Sevilha destaca a vocalista Fran Lora, que se alterna em canções em inglês e espanhol. Mas os singles são geralmente as gravações no idioma da Rainha Elizabeth, porque Flu Flu lança discos por um selo inglês (Shore Dive Records). | SUAVE PUNK | EUA Justin Kim, o Suave Punk, começou a gravar no ano passado e ainda não lançou seu primeiro álbum. O novo single, “Petals”, é característico do estilo do artista: um balada triste com microfonia, que soa como Neil Young tocado pelos Pastels. | NEW CANDYS | ITÁLIA A banda de Veneza só canta em inglês e com “Volunteer” faz um mergulho inusitado na surf music com influência de Ride. Também é o single mais recente extraído do álbum “Stars Reach the Abyss”, lançado em março. | CAPITOL | CANADÁ Com tantas menções a Jesus and Mary Chain, não poderia faltar um cover: “Taste of Cindy”, do célebre álbum “Psychocandy” (1985). A cortesia fica por conta da banda Capitol, que curiosamente sempre demonstrou ter mais a ver com Joy Division. | PLAYLIST |
Série dos Sex Pistols ganha trailer nacional e data de estreia no Brasil
A plataforma Star+ divulgou o pôster oficial, o trailer legendado e a data da estreia nacional de “Pistol”, minissérie sobre a banda Sex Pistols com direção de Danny Boyle (“Trainspotting”). A série conta a história da banda responsável pela revolução do punk rock, além de fazer uma recriação detalhista da época. Baseada em “Lonely Boy: Tales From a Sex Pistol”, livro do guitarrista Steve Jones, mostra como Jones, o vocalista Johnny Rotten (John Lydon), o baterista Paul Cook e o baixista Glen Matlock – posteriormente substituído por Sid Vicious por saber tocar bem demais – criaram caos e distorção, instigados pelo empresário agitador Malcolm McLaren, mudando o rock para sempre. A trama também destaca a trupe punk original, que fazia ponto na butique Sex, de Vivienne Westwood. O roteiro é assinado por Craig Pearce (“Moulin Rouge!”) e Frank Cottrell Boyce (responsável por outra obra deste período: o filme “A Festa Nunca Termina”). O elenco traz Toby Wallace (“The Society”) como Jones, Anson Boon (“Predadores Assassinos”) como Rotten, o estreante Jacob Slater como Cook, Fabien Frankel (“The Serpent”) como Matlock e Louis Partridge (“Enola Holmes”) como Vicious, Thomas Brodie-Sangster (“Maze Runner”) como McLaren, Dylan Llewellyn (“Derry Girls”) como Wally Nightingale, que tocou com Jones, Sydney Chandler (“Don’t Worry Darling”) como a cantora Chrissie Hynde (dos Pretenders), Emma Appleton (“The Witcher”) como Nancy Spungen (namorada de Vicious), Beth Dillon (“Quatro Casamentos e um Funeral”) como Siouxie Sioux (da banda Siouxie and the Banshees) e Maisie Williams (“Game of Thrones”) no papel da ícone punk Jordan, uma atriz e modelo ligada a Westwood, que acompanhou o surgimento da banda em Londres e se tornou um símbolo da cultura punk pelo seu estilo. A produção chegou a ser ameaçada por um processo de John Lydon, o ex-Johnny Rotten, mas os demais integrantes da banda o derrotaram na Justiça para permitir que as gravações dos Sex Pistols fossem ouvidas na série. “Pistol” estreou em 31 de maio nos EUA e dividiu a crítica, atingindo apenas 56% de aprovação no Rotten Tomatoes. O lançamento no Brasil vai acontecer em 31 de agosto.
“Doutor Estranho” e as estreias digitais da semana
A programação de estreias digitais destaca o maior sucesso de cinema do ano, “Doutor Estranho no Universo da Loucura”, lançado com exclusividade na Disney+. Mas numa semana de opções fraquíssimas no streaming – o principal filme da Netflix, “O Homem de Toronto”, é uma bomba com só 25% de aprovação no Rotten Tomatoes – , os títulos que completam o Top 10 abaixo são todos de serviços de VOD (Video on Demand). A versão online das antigas videolocadoras não tem mensalidade. O público paga apenas o filme que deseja assistir, como nos velhos tempos da Blockbuster. E conta com novidades que estiveram recentemente em cartaz no circuito cinematográfico, além de produções premiadas em festivais internacionais – incluindo dramas LGBTQIAP+. O serviço é oferecido em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube. Confira os lançamentos. | DOUTOR ESTRANHO NO MULTIVERSO DA LOUCURA | DISNEY+ Maior bilheteria de cinema de 2022 (cerca de US$ 950 milhões em todo o mundo), o segundo filme do Doutor Estranho chega ao streaming após ter consolidado a transformação do Universo Cinematográfico da Marvel em Multiverso. Continuação direta do fenômeno “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, a produção conta o que acontece após o Doutor Estranho quebrar os limites entre as dimensões, resultando numa multiplicação de personagens e versões de personagens, com participações até de integrantes dos X-Men, Quarteto Fantástico, Inumanos e do desenho animado “What If…?”. Mas vale destacar que, além do Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) e sua (spoiler) inimiga Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen), a personagem mais importante do filme é America Chavez, uma heroína de outro universo vivida por Xochitl Gomez (“O Clube das Babás”). O roteiro é de Michael Waldron, criador de “Loki”, que plantou as sementes do multiverso naquela série e aqui se perde entre as dimensões. Já a direção ficou a cargo de Sam Raimi, que em seu retorno aos personagens da Marvel, após comandar a trilogia original do Homem-Aranha, tem a missão de fazer com que o multiexcesso vire diversão. | AMBULÂNCIA – UM DIA DE CRIME | CLARO TV+, VIVO PLAY, VOD* O novo thriller de ação de Michael Bay (“Transformers”) tem todos os tiros e explosões que se espera dos filmes do diretor. Na trama, Yahya Abdul-Mateen II (“A Lenda de Candyman”) e Jake Gyllenhaal (“Homem-Aranha: Longe de Casa”) vivem criminosos que improvisam a fuga de um assalto malsucedido numa ambulância roubada, fazendo a paramédica vivida por Eiza González (“Em Ritmo de Fuga”) de refém. Curiosamente, este é o segundo remake consecutivo de thriller dinamarquês estrelado por Gyllenhaal, que está também em “O Culpado”, na Netflix. O “Ambulancen” original foi lançado em 2005 e venceu alguns prêmios internacionais. O remake transforma o suspense de baixo orçamento num espetáculo de efeitos explosivos, com roteiro assinado por Chris Fedak, cocriador das séries “Chuck” e “Prodigal Son”, em sua estreia no cinema. | DOG – A AVENTURA DE UMA VIDA | VOD* Primeiro filme dirigido por Channing Tatum (“Kingsman: O Círculo Dourado”) traz o ator contracenando com um cachorro. O aspecto mais curioso é que os dois interpretam veteranos de guerra, em viagem para o funeral de um colega soldado. O projeto foi concebido pela entourage do ator. A história partiu de Brett Rodriguez, um assistente, dublê e consultor militar dos filmes de Tatum. E o roteiro final foi assinado por Reid Carolin (produtor-roteirista de “Magic Mike”), que é sócio e parceiro do astro há mais de uma década, e também dividiu a direção do filme com o amigão. O enredo é de um road movie rumo à superação, com um soldado que reluta em aceitar a vida civil e um cachorro que não aceita nenhum substituto para seu dono querido – o militar morto cujo funeral eles pretendem atender. Embora previsível como todo filme de jornada, é muito simpático e conquistou a crítica americana – 76% de aprovação no Rotten Tomatoes. | O PAI DA RITA | VOD* Este é apenas o segundo longa de ficção de Joel Zito Araújo, o diretor do premiado “Filhas do Vento”, vencedor de nada menos que oito kikitos no Festival de Gramado de 2005. Desde então, ele fez alguns curtas e documentários, mas a demora em retornar ao cinema autoral não deixa de ser significativa para ilustrar as dificuldades que enfrentam os cineastas negros no Brasil, especialmente quando decidem filmar histórias negras com atores negros. “O Pai da Rita” é uma comédia, de premissa até bem comercial, não muito diferente do novo sucesso de Maisa na Netflix, “Pai em Dobro”, mas com um ponto de vista inverso e tendo como pano de fundo a celebração do samba. Ailton Graça (“Galeria Futuro”) e Wilson Rabelo (“Dom”) vivem dois compositores da velha guarda da Vai-Vai, que compartilham uma kitnet, décadas de amizade, o amor por sua escola de samba e uma dúvida do passado: o que aconteceu com a passista Rita, paixão de ambos. O surgimento da Ritinha (Jéssica Barbosa, de “Mormaço”), filha da passista, traz uma nova dúvida e ameaça desmoronar essa grande amizade. O detalhe é que há um terceiro possível pai nesta história: o cantor e compositor Chico Buarque, que compôs uma música sobre sua paixão por Rita no começo da carreira. A música existe mesmo: “A Rita”. E este é apenas um dos muitos elementos que enriquecem a produção, que ainda comenta a situação do samba, a crise econômica, a especulação imobiliária e muito mais. | A NOITE DO TRIUNFO | VIVO PLAY, VOD* Premiada como Melhor Comédia da Europa (pela Academia Europeia de Cinema) em 2020, a produção francesa gira em torno de um ator decadente (Kad Merad, de “Um Amante Francês”) que começa a dar aulas de teatro num presídio na tentativa de encenar “Esperando Godot” com os encarcerados. Mesmo feito para divertir, o filme de Emmanuel Courcol (“Cessar Fogo”) apresenta momentos tocantes, especialmente na forma como busca identificar a situação dos presidiários com o drama existencial de Vladimir e Estragon, os personagens que esperam Godot. | POST-MORTEM – FOTOS DO ALÉM | VIVO PLAY, VOD* O terror húngaro se passa após a 1ª Guerra Mundial e acompanha um jovem fotógrafo especializado em registrar cadáveres ao lado de suas famílias. Ao ser convencido por uma pequena órfã a visitar sua vila, que teve muitas mortes por causa da gripe espanhola, ele fica perplexo com a quantidade de mortos que ainda não foram enterrados, devido à terra congelada pelo inverno. Mas se isso pode significar muitos clientes para suas fotos, o local sombrio tem um clima estranho, com barulhos noturnos e habitantes hostis, que refletem um terreno assombrado. Super atmosférico, o longa de Péter Bergendy (“Trezor”) colecionou 27 prêmios em festivais de cinema fantástico – 10 eles só no Toronto After Dark, incluindo Melhor Filme. | TERROR NO ESTÚDIO 666 | VOD* Na trama que mistura terror e comédia, a banda Foo Fighters é assombrada após se mudar para uma mansão antiga para gravar seu 10º álbum, “Medicine at Midnight”, sem saber que o local é habitado por forças ocultas que podem ameaçar os trabalhos — e suas vidas. A história foi concebida pelo cantor Dave Grohl e virou um dos últimos registros do baterista Taylor Hawkins, antes de morrer de overdose durante uma turnê da banda pela América do Sul neste ano. O roteiro é assinado por Jeff Buhler (o autor do remake de “Cemitério Maldito”) em parceria com Rebecca Hughes (da série “Cracking Up”) e a direção é de BJ McDonnell, diretor de clipes de heavy metal (Slayer e Exodus) que tem trabalhado como operador de câmera nos filmes do universo “Invocação do Mal”. | NORTH HOLLYWOOD | VIVO PLAY, VOD* Produzido pelo músico Pharrell Williams, “North Hollywood” acompanha um jovem que precisa se decidir entre o sonho de se tornar skatista profissional ou ir para faculdade como seu pai deseja. O filme marca a estreia na direção de Miley Alfred, dono da grife de street wear Illegal Civilization e produtor de outro filme de skate famoso, “Anos 90” (2018). A trama é praticamente sua história de vida. Ele cresceu entre skatistas na região de Los Angeles retratada na trama. Não por acaso, o elenco é repleto de skaters reais, entre eles o protagonista Ryder McLaughlin, que estreou como ator em “Anos 90”. Também há participações de Vince Vaughn (“Freaky”) e Miranda Cosgrove (a “iCarly”). | TREMORES | VIVO PLAY, VOD* Aos 40 anos, um homem evangélico, casado e com dois filhos, se envolve em um relacionamento amoroso com outro homem. Na tentativa de “curá-lo”, sua esposa recorre ao pastor da igreja que frequentam, e logo sua comunidade se volta contra ele, revelando uma sociedade profundamente repressiva. A nova consagração de Jayro Bustamante, o premiado diretor guatemalteco de “A Chorona” (2019), venceu o LA Outfest, o troféu de Melhor Filme Latino-americano do Festival de San Sebastián e mais 12 prêmios internacionais. Elogiadíssimo pela crítica, atingiu 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. | MAGNÍFICO | VIVO PLAY, VOD* O drama LGBTQIAP+ britânico acompanha Jackie, uma drag queen veterana que, aos 74 anos, descobre que tem uma doença terminal, ao mesmo tempo em que cria uma amizade inesperada com Faith, uma jovem drag queen iniciante, recém-chegada em seu club e com dificuldades financeiras. Solitária, sem amigos e apenas uma filha distante, Jackie decide aproveitar o que lhe resta de vida fazendo suas últimas performances e ajudando Faith. Escrito e dirigido pelo celebrado cineasta inglês Jamie Patterson, “Magnífico” tem 95% de aprovação no Rotten Tomatoes e venceu os troféus do Público e do Júri no LA Outfest. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Trailer e ensaio mostram transformação de Austin Butler em Elvis Presley
A Warner divulgou o terceiro trailer e um vídeo de ensaio de “Elvis”, a cinebiografia do Rei do Rock dirigida por Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”). Enquanto a prévia cobre todas as fases da carreira do cantor, com uma recriação atenta aos detalhes, o ensaio confirma que Austin Butler (“Era uma Vez em… Hollywood”) tocou e cantou todas as músicas de Elvis apresentadas no filme. O ator também incorpora a fisicalidade do artista icônico, enquanto se transforma rapidamente na tela, desde um jovem roqueiro da metade dos anos 1950 a um homem maduro na fase final da carreira, durante os megashows dos anos 1970. “Elvis” também traz o ator Tom Hanks (“Finch”) bastante transformado como o coronel Tom Parker, empresário do Rei do Rock, além de Olivia DeJonge (a Ellie da série “The Society”) no papel de Priscilla, a esposa do cantor, e Maggie Gyllenhaal (a Candy de “The Deuce”) como Gladys, a mãe de Elvis. Filmado na Austrália, a produção superou paralisação durante a pandemia, com direito a contágio de Tom Hanks, para ser finalizada e chegar aos cinemas em 14 de julho no Brasil – quatro semanas após os EUA.
Johnny Depp foca no rock e marca shows na Europa
Johnny Depp decidiu se focar no rock, enquanto sua carreira cinematográfica permanece em pausa devido às acusações de violência doméstica que teria cometido contra Amber Heard. A vitória em seu processo por difamação da ex-esposa, no começo do mês, parece não ter mudado ainda este status. Ele não tem nenhum projeto novo de cinema em vista. O ator tem se apresentado em alguns shows de Jeff Beck no Reino Unido e se reunirá novamente com o guitarrista para uma turnê na Europa até 25 de julho, data de uma apresentação em Paris. A dupla está colaborando num disco, intitulado “18”, que será lançado em 15 de julho. Duas músicas da parceria já foram reveladas: “This Is A Song For Miss Hedy Lamarr” e o cover de “Isolation”, de John Lennon. Depois disso, Depp também pretende fazer uma turnê pela Europa com sua banda Hollywood Vampires, que também inclui os astros do rock Alice Cooper, Joe Perry (Aerosmith) e Tommy Henriksen (Warlock). O supergrupo já havia cancelado uma turnê em março por causa de obstáculos relacionados à pandemia. Mas a vitória de Johnny Depp no processo contra Amber Heard serve de impulso para a retomada dos planos. “Os Hollywood Vampires estão de volta”, proclamou com exclamações o perfil oficial da banda no Instagram. Só que os shows ainda vão demorar. Hollywood Vampires agendou apresentações na Alemanha e Luxemburgo apenas para junho de 2023. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Hollywood Vampires (@hollywoodvampires)
“Elvis” chegou a ter 4 horas de duração
O diretor Baz Luhrmann revelou que cortou quase a metade das cenas filmadas para que seu novo filme, “Elvis”, tivesse 159 minutos de duração – isto é, mais de duas horas e meia de projeção. Em entrevista ao site britânico Radio Times, ele disse que a primeira montagem do filme tinha 240 minutos – ou seja, 4 horas. Entre as cenas deletadas, há o encontro entre Elvis Presley e o presidente Richard Nixon nos anos 1970. “Ele começa a fazer coisas malucas – como ver Nixon. Eu tive isso por um tempo, mas chega um ponto em que você não pode ter tudo, então tentei focar no espírito do personagem”, explicou. “Eu gostaria de me aprofundar mais em algumas das outras coisas – há muito mais. Quero dizer, há muitas coisas que eu filme, como o relacionamento com a banda, e tive que reduzir isso – e é muito interessante como o Coronel [Tom Parker] se livra deles.” A edição de 4 horas também tinha mais detalhes do relacionamento do cantor com sua primeira namorada, Dixie. Mesmo aos 159 minutos, vários críticos acharam “Elvis” muito abrangente. Com Austin Butler (“Era uma Vez em… Hollywood”) no papel-título e Tom Hanks (“Finch”) como seu empresário Tom Parker, o filme estreia em 14 de julho nos cinemas brasileiros – quatro semanas após o lançamento nos EUA.
In-Edit Brasil 2022 exibe de heavy metal a Belchior
O In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical começa sua 14ª edição nesta quarta (15/6), com uma programação presencial em São Paulo e online, estendendo-se até o dia 26. A programação inclui 67 filmes nacionais e internacionais, cobrindo artistas e estilos bem diferentes como o blues da veterana Tina Turner, o jazz de Thelonious Monk, o rock progressivo do King Crimson, o pop oitocentista do A-ha, grunges dos anos 1990 como Flaming Lips e Dinosaur Jr, e até representantes da nova geração indie como Courtney Barnett, sem esquecer uma seleção especial voltada ao heavy metal (com filmes sobre o metal brasileiro, o black metal norueguês, Ronnie James Dio, etc). A lista de filmes nacionais é igualmente diversificada, incluindo o punk dos Garotos Podres, o brega de Sidney Magal e a MPB alternativa de Belchior. O In-Edit terá ainda uma Feira de Vinil e pocket shows com Banda Mantiqueira, Mundo Livre SA, Black Pantera, Benjamim Taubkin, banda Test, Carline and Friends, Os Imitáveis, Garotos Podres e Alzira E, além de debates e encontros com artistas e cineastas. A abertura vai acontecer às 20h30, no CineSesc, com a exibição de “Nothing Compares”, filme sobre a cantora Sinead O’Connor, que teve première mundial no Festival de Sundance deste ano. Confira a programação completa no site oficial do festival: https://br.in-edit.org/.
Dissonantes: Marcelo Serrado é roqueiro grunge em trailer de comédia
A Star+ divulgou o pôster e o trailer de “Dissonantes”, nova comédia brasileira que investe na briga entre o pop e o rock. A trama traz Marcelo Serrado (“Crô em Família”) como um ex-grunge frustrado, que vê os ex-colegas dos anos 1990 seguindo outros caminhos, enquanto se afunda em dívidas para não comprometer sua integridade roqueira. A chance de uma virada chega a contragosto, quando um jurado de calouros da TV, ex-músico de sua antiga banda, propõe alugar seu estúdio para a gravação de uma artista do programa musical. Thati Lopes (“Diários de Intercâmbio”) vive a cantora em início de carreira, que convence o grunge aposentado a colocar guitarra no seu pop. Mais que isso, ela quer que ele se apresente com ela na disputa ao prêmio televisivo, que pode alavancar suas carreiras. “Dissonantes” tem roteiro de Mariana Trench Bascos (criadora de “Pico da Neblina”) e Pedro Riera (“Clube da Anittinha”), direção de Pedro Amorim (“Divórcio”) e produção da Querosene Filmes. A estreia está marcada para 23 de junho nos cinemas, antes do lançamento em streaming.
Demi Lovato vira roqueira em novo clipe
Demi Lovato agora é roqueira. A artista divulgou o clipe de “Skin of My Teeth”, em que aparece até tocando uma guitarra incendiária – isto é, com foguinho saindo pela ponta do instrumento. O clipe dirigido por Nick Harwood (Charlie XCX, Sophie, King Princess, Porches) se divide em duas sequências interlaçadas. A de fundo branco traz Demi com maquiagem emo e mergulhada numa banheira, de onde se levanta para enfrentar um stalker de filme de terror. Na de fundo preto, ela parece com maquiagem glam e roupa de couro, empunhando uma guitarra de circo – ou do rock farofa dos anos 1980. A música é supostamente influenciada pelo grunge. Mas Olivia Rodrigo é a maior suspeita pela transformação da pop star numa roqueira com referências confusas. “Skin of My Teeth” é a primeira prévia do álbum “Holy Fvck”, que já é o oitavo da carreira de Demi. O disco tem lançamento marcado para 19 de agosto.











