Mulher de Polanski é convidada a integrar Academia do Oscar e rejeita acusando hipocrisia
A atriz francesa Emmanuelle Seigner rejeitou o convite para se tornar membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Ela considerou a proposta “hipócrita” e “ofensiva”, por ter sido feita apenas dois meses depois da expulsão de seu marido, o diretor Roman Polanski. “Esta proposta é a gota que preenche o copo da minha relativa discrição”, reclamou Seigner, em carta aberta publicada neste domingo pelo jornal francês Le Journal du Dimanche. “A Academia americana de Artes e Ciências Cinematográficas propõe que me junte na companhia de outras atrizes, em nome de uma feminização necessária. Quem pode pensar que eu não me preocupe com a igualdade entre homens e mulheres?”, escreveu Emmanuelle. “Fui feminista desde sempre, mas como vou agir como se não soubesse que a Academia, há algumas semanas, expulsou o meu marido, Roman Polanski, para ficar bem com os tempos atuais. A mesma Academia que o premiou com um Oscar de Melhor Diretor por ‘O Pianista’, em 2003. Amnésia curiosa!”, acrescentou. “Esta Academia provavelmente pensa que sou uma atriz arrivista, sem carácter, para esquecer que sou casada há 29 anos com um dos maiores cineastas. Eu o amo, é meu marido, pai dos meus filhos. Rejeitam-no como a um pária e alguns acadêmicos invisíveis pensam que eu poderia ‘subir as escadas da glória’ nas costas dele? Hipocrisia insuportável!”, criticou. Taxando a proposta de “ofensiva”, a atriz garante ser “a única que pode dar conta de até que ponto ele [Polanski] lamenta o que aconteceu há quarenta anos”. Primeiro porque “foi sempre um pai de família e um marido excepcional”, e, além disso, porque ela mais que do ninguém sabe o quanto Polanski “lamenta” o que aconteceu em 1977 com a modelo Samantha Geimer, então menor. Na época, Polanski ficou preso por 42 dias na Califórnia, por abuso confesso de uma menor de 13 anos, e escapou para a França, seu país natal, quando obteve liberdade provisória. Desde então, luta na justiça americana para que o período preso seja considerado sentença cumprida, já que era parte de um acordo original com a promotoria, que o juiz do caso pretendia rejeitar – o que motivou sua fuga. Ele não pode sair da França sob pena de enfrentar processo de extradição, o que já aconteceu na Suíça em 2009, quando chegou a ficar dois meses detido, e mais recentemente na Polônia, onde o caso foi resolvido sem que ele fosse preso. Isto não o impediu ser premiado com o Oscar por “O Pianista”. “Tenho a impressão de que, desde os nazistas na sua infância até estes últimos anos, Roman foi condenado a fugir de forma perpétua sem a menor vontade”, acrescentou Seigner, que ainda recordou que Polanski criou “personagens femininas inesquecíveis” que foram interpretadas por atrizes como Sharon Tate, Catherine Deneuve, Mia Farrow, Faye Dunaway, Nastassja Kinski e Sigourney Weaver. “É uma hipocrisia insuportável”, concluiu. A vítima de Polanski, Samantha Geimer, atualmente com 55 anos, também reclamou da hipocrisia da Academia ao banir Polanski após lhe dar um Oscar, descrevendo a expulsão de “um membro que há 41 anos se declarou culpado de uma única acusação e cumpriu sua sentença” como um “ato cruel que só serve às aparências”. “Isso não contribui em nada para mudar a cultura sexista em Hollywood e prova que eles comeriam uns aos outros para sobreviver”, Geimer escreveu em seu blog pessoal.
Após pedir boicote de YouTuber por racismo, Bruno Gagliasso vira alvo por piadas homofóbicas
Como no ditado da pedra e do teto de vidro. Pouco dias após conclamar boicote de patrocinadores ao YouTuber Júlio Cocielo por piada racista, o ator Bruno Gagliasso teve piadas antigas de cunho homofóbico descobertas em sua timeline. Questionadas por internautas por veicularem comerciais com o ator, tanto a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual, da Prefeitura do Rio, quanto o banco Itaú se pronunciaram. O órgão municipal afirmou que a campanha na qual Bruno aparecia, com o slogan “Homofobia é uma violência de ódio”, foi veiculada em 2015, durante o evento Rio Sem Preconceito, feita pela gestão passada, e que agora “aposta em militantes e ativistas para trazer visibilidade para a causa”. O atual coordenador de diversidade sexual do Rio, Nélio Georgini, falou sobre o caso em seu Facebook: “Não me colocarei juiz do ato do ator (que me parece ser um cara do bem que errou)”. No Twitter, uma usuária identificada como Chris Delgado cobrou um posicionamento do Itaú a respeito de campanhas publicitárias envolvendo Gagliasso. O perfil oficial do banco respondeu: “Nós repudiamos todo tipo de preconceito e discriminação. Esse vai ser sempre o nosso posicionamento. O ator citado não faz mais parte das nossas campanhas.” Após a repercussão de publicações feitas há quase uma década, Bruno usou seu perfil no Twitter para se justificar: “Estou aqui em 2018 respondendo com minhas ações e atitudes por quem já fui também em 2009 e mesmo antes disso. De alguma forma, todos estamos. Não é passando o pano no preconceito, mas sim passando tudo a limpo, que o mundo vai se tornar um lugar melhor”, ele explicou. Veja abaixo. Questionado por usuários se não era exatamente o mesmo caso de Cocielo, ele e sua mulher, a também atriz Giovanna Ewbank, excluíram de suas contas nas redes sociais os posts em que acusavam o YouTuber de racismo e cobravam ação de patrocinadores. Por sua vez, além de pedir desculpas, Cocielo chegou a apagar 50 mil tuítes preconceituosos, sendo o mais recente da semana passada. Estou aqui em 2018 respondendo com minhas ações e atitudes por quem já fui também em 2009 e mesmo antes disso. De alguma forma todos estamos. Não é passando o pano no preconceito, mas sim passando tudo a limpo, que o mundo vai se tornar um lugar melhor. — Bruno Gagliasso (@brunogagliasso) 5 de julho de 2018
Famosos pedem boicote a Cocielo e fazem campanha contra piadas racistas
O tuíte racista de Júlio Cocielo, que tem mais de 16 milhões de seguidores no seu canal no YouTube, uniu diversas celebridades para cobrar conscientização dos ditos “influenciadores digitais”, e exigir boicote contra comediantes racistas. No sábado (30/7), durante o jogo entre as seleções da França e da Argentina, pela Copa do Mundo, Cocielo escreveu no Twitter sobre o principal jogador francês: “Mbappé conseguiria fazer uns arrastão top na praia hein”. O post contra o rapaz negro, que está doando todo o dinheiro recebido na Copa para causas sociais, acabou inspirando internautas a conferir o passado do comediante, e resgataram tuítes de “piadas” que falavam até em exterminar negros. Cocielo pediu desculpas. Mas isso não aliviou sua situação. Ele
Mais um YouTuber perde patrocínio por tuítes racistas e machistas
Depois de Júlio Cocielo perder patrocínios por conta de um tuíte racista, outro YouTuber seguiu o mesmo caminho. Cauê Moura, que tem 5 milhões de assinantes em seu canal no YouTube, também chamou a atenção de forma negativa e sentiu no bolso. A Warren Brasil, empresa financeira e plataforma de investimentos, anunciou nesta quarta-feira (4/7) em seu perfil no Facebook que encerrou o contrato com o canal do YouTube “Ilha de Barbados”, do qual Cauê Moura faz parte. Além dele, o canal junta PC Siqueira e Rafinha Bastos. A decisão da companhia de Porto Alegre, na verdade, aconteceu em maio, mas foi anunciada hoje após internautas resgatarem tuítes antigos de Cauê Moura e cobrarem posicionamento da empresa. “Nós repudiamos todo e qualquer discurso de ódio, de segregação, machista e homofóbico”, diz o post da Warren Brasil, que não quer ter sua marca associada ao YouTuber. Conhecido por posts no Twitter repletos de palavrões, ele tem um passado de arrepiar em sua timeline, que pode ser vislumbrado na arte abaixo, repleta de tuítes machistas e racistas, que impressionam ainda mais por terem sido postados como se fossem piadas. Após perder o patrocinador, Moura se desculpou, apagou todas as “piadas completamente absurdas, nojentas, deploráveis” e disse que isso nunca mais iria se repetir. “Ilha de Barbados” deve continuar no ar com o trio de apresentadores. Por coincidência, Cauê Moura e Júlio Cocielo estrearam no cinema no mesmo longa: “Internet – O Filme”, em 2017.
YouTuber Júlio Cocielo perde patrocínios após repercussão de tuíte racista
O YouTuber Júlio Cocielo, um dos mais populares representantes de sua geração, perdeu a maioria dos patrocinadores após um tuíte considerado racista no fim de semana. Ao mencionar o veloz craque francês de 19 anos Kylian Mbappé, ele escreveu: “Mbappé conseguiria fazer uns arrastão top na praia hein.” O tuíte foi ao ar no sábado (30/1), causou repulsa generalizada e foi apagado logo em seguida, junto com um impressionante número de outros tuítes ofensivos de Cocielo – nada menos que 50 mil. A explicação para tantos “comentários infelizes” foi que na época “tinham uma interpretação totalmente diferente de hoje, um momento delicado”. A íntegra de seu comunicado pode ser lida abaixo. Exemplos do que Cocielo achava que tinha “uma interpretação totalmente diferente de hoje” incluem um tuíte de 2013, em que ele escreveu: “Gritei vai macaca pela janela e a vizinha negra bateu no portão de casa pra me dar bronca”. Outro comentário do mesmo ano abordava justamente esse tipo de problema com uma solução exemplar: “O Brasil seria mais lindo se não houvesse frescura com piadas racistas. Mas já que é proibido, a única solução é exterminar os negros”. O momento é realmente delicado para manifestações racistas, que deixam de valer a pena para os comediantes quando empresas de peso buscam estabelecer exemplos de responsabilidade social. Como a rede americana ABC, que decidiu cancelar “Roseanne”, sua série de maior audiência, justamente devido a um tuíte racista da protagonista e criadora da atração, a comediante Roseanne Barr. No caso de Cocielo, o comediante se viu pressionado por seus patrocinadores – empresas como Adidas, McDonald’s e Coca-Cola, patrocinadoras oficiais da Fifa, além de Submarino, Itaú, Tic-Tac e Foster. Algumas dessas empresas emitiram comunicados oficiais. A Adidas afirmou que, por repudiar “todo e qualquer tipo de discriminação, decidiu suspender a parceria com o youtuber Júlio Cocielo”. A Coca-Cola afirmou que não pretende ter mais ligação com Cocielo e completou: “O respeito à diversidade é um dos principais valores da nossa companhia, em nossas campanhas celebramos as diferenças e promovemos a união. Manifestações preconceituosas não são toleradas. Repudiamos qualquer forma de racismo, machismo, misoginia ou homofobia”. O site Submarino também afirmou que “repudia veementemente qualquer manifestação racista e que tomará as providências necessárias”. E o Itaú, que exibiu até sábado um vídeo para a Copa com Cocielo, comunicou que o youtuber “não faz mais parte” de qualquer ação publicitária” e “repudia toda e qualquer forma de discriminação e preconceito. Esperamos que o respeito à diversidade sempre prevaleça”. Além disso, o banco também tirou do ar a peça publicitária com o YouTuber. O jovem que dava seus primeiros passos como ator, após estrelar “Internet – O Filme” e “Os Penetras 2” no ano passado, acabou virando a maior vítima de si mesmo. Mas vale lembrar que não foi o primeiro YouTuber a revoltar o público com piadas irresponsáveis. O mais popular de todos, Whindersson Nunes, também causou com piadas machistas, ao desdenhar uma campanha feminista em vídeo de 2014 e num tuíte, que descreveu estupro como “uma palavra muito forte, vamos chamar de sexo sem aviso prévio”. Veja a íntegra do post que originou a polêmica e aquele em que Júlio Cocielo se desculpa: sobre tudo que tá rolando pic.twitter.com/siQUpz8tC9 — júlio cocielo (@cocielo) June 30, 2018
Primeiras impressões de Homem-Formiga e a Vespa são bastante entusiasmadas
A Disney realizou as primeiras sessões de imprensa de “Homem-Formiga e a Vespa” para membros da mídia em Los Angeles. E embora as críticas estejam embargadas, os jornalistas fizeram a tradicional louvação da Marvel nas redes sociais. Como costumar acontecer após as exibições para a imprensa dos filmes de super-heróis do estúdio, as reações são todas entusiasmadas. O consenso é que o longa é muito melhor que o primeiro, graças à inclusão da Vespa (Evangeline Lilly), definida como “badass” por Terri Schwartz do site IGN. Peter Sciretta, do Slash Film, disse que Michael Pena brilha mais uma vez como Luis, o ladrão amigo de Scott Lang/Homem-Formiga (Paul Rudd). Mas quem rouba as cenas, segundo Schwartz, é a menina Abby Ryder Fortson como Cassie Lang, a filha do herói. A principal descrição de “Homem-Formiga e a Vespa” é engraçadíssimo. Perri Nemiroff, do Collider, disse que “riu até chorar” e Simon Thompson da E! News, afirmou ter “sorrindo de orelha a orelha” durante todo o filme. Dentre as reações mais entusiasmadas, Brandon Davis, do ComicBook, chamou o filme de “a melhor sequência da Marvel desde ‘O Soldado Invernal'”. Steven Weintraub, também do Collider, disse que a Marvel tem outro vencedor em suas mãos. Ash Crossan, do programa “Entertainment Tonight”, achou difícil ser negativo em relação a este filme. Mas a frase que mais chamou atenção veio de Kylie Erica Mar, do Yahoo. Ela disse que não consegue parar de pensar na cena final pós-créditos. Provavelmente, trata-se de um grande gancho para “Vingadores 4”. Veja a repercussão com os tuítes originais abaixo. Com direção de Peyton Reed (do primeiro “Homem-Formiga”), a estreia de “Homem-Formiga e a Vespa” está marcada para a próxima semana, em 5 de julho no Brasil.
Rede ABC pede desculpas por episódio polêmico da série Quantico
A ABC emitiu um pedido de desculpas oficial após um recente episódio da série “Quantico” ter causado revolta entre uma parcela dos fãs. No episódio “The Blood of Romeo”, a personagem da atriz indiana Priyanka Chopra, a agente do FBI Alex Parrish, descobre uma conspiração terrorista poucos dias antes da cúpula entre Índia e Paquistão. Durante suas investigações, Parrish encontra um símbolo religioso hindu no pescoço de um dos suspeitos, o que a leva a concluir que a conspiração foi planejada por nacionalistas indianos para incriminar o Paquistão por um ataque terrorista nuclear. O episódio causou uma tempestade nas mídias sociais, com os fãs questionando como Chopra, que é indiana, poderia ter concordado em fazer parte do enredo controverso. Em seu comunicado, a ABC disse: “A ABC Studios e os produtores executivos de Quantico gostariam de estender um pedido de desculpas ao nosso público, que ficou ofendido com o episódio mais recente, ‘The Blood of Romeo’.” A emissora acrescentou que “o episódio mexeu com as emoções das pessoas, mas muito da revolta está injustamente destinado a Priyanka Chopra, que não criou o programa, nem o escreve ou dirige. Ela não tem envolvimento no casting do show ou nas histórias descritas na série. ” A ABC também explicou que “’Quantico’ é uma obra de ficção” e já ‘contou com antagonistas de muitas etnias e origens diferentes”. “Mas neste caso inadvertidamente e lamentavelmente entrou em uma questão política complexa”, reparou o texto, antes de concluir: “Certamente não foi nossa intenção ofender ninguém”. “Quantico” foi cancelada em maio e tem apenas mais sete inéditos.
CEO da Netflix justifica renovação de 13 Reasons Why: “Ninguém é obrigado a assistir”
A renovação de “13 Reasons Why” para uma 3ª temporada causou controvérsia, e não apenas entre grupos conservadores que gostariam de ver a série sumir. Até fãs consideram que a história já acabou. Pois o CEO da Netflix, Reed Hastings, assumiu que a decisão foi movida pela audiência e repercussão da atração, independente de qualquer desdobramento seu conteúdo. Falando a acionistas durante uma reunião, Hastings disse: “’13 Reasons Why é muito popular e bem sucedida’. É conteúdo engajante mas também controverso. Ninguém é obrigado a assistir”. Entretanto, a 2ª temporada não teve inimigos apenas entre militantes de grupos de pressão. A queda de qualidade da série foi destacada pelas avaliações da crítica. Enquanto a 1ª temporada teve 80% de aprovação no site Rotten Tomatoes, a 2ª despencou para 26%. Não é por acaso que a decisão de continuar a produzir a série está sendo questionada.
Cancelamento de Roseanne é comemorado por atores e produtores da rede ABC
O cancelamento da série “Roseanne” foi aplaudido por produtores e atores da ABC, que elogiaram a decisão da presidente da rede, Channing Dungey, ao anunciar a decisão de tirar do ar sua série de maior audiência para enviar uma mensagem clara contra a proliferação do racismo. A série foi cancelada nesta terça (29/5), horas depois de sua protagonista, produtora e criadora Roseanne Barr publicar um tuíte racista, atacando gratuitamente uma ex-funcionária de Barack Obama com alusões à Irmandade Muçulmana e aos filmes da franquia “Planeta dos Macacos”. “A irmandade muçulmana e o planeta dos macacos tiveram um bebê = vj”, escreveu Barr, que é eleitora e defensora apaixonada de Donald Trump, usando as iniciais de Valerie Jarrett, ao comentar um tuíte que acusava a assessora de ajudar a encobrir supostos delitos cometidos pelo governo Obama. Ao ver a repercussão, ela ainda tentou se defender dizendo que muçulmanos não eram uma raça. Depois, disse que tinha sido uma piada. Ao final, pediu desculpas e afirmou que estava deixando o Twitter. A esta altura, porém, uma campanha espontânea para o cancelamento de sua série já tinha tomado conta da rede social. Uma das produtoras da série, a comediante Wanda Sykes, adiantou-se e disse que não voltaria a trabalhar na atração. Os próprios integrantes do elenco e o showrunner usaram o Twitter para lamentar e repudiar o comentário, que comparava Jarrett a um macaco. Diante do quadro, Channing Dungey assumiu a responsabilidade de cancelar “Roseanne”, série de maior audiência da TV americana em 2018. “A publicação de Roseanne no Twitter é detestável, repugnante e inconsistente com os nossos valores, e decidimos cancelar sua série”, afirmou a presidente da ABC, em declaração oficial. Imediatamente começaram a pipocar as mensagens de apoio à decisão, inclusive com algumas comemorações de colegas de trabalho de Roseanne Barr. Atores e produtores da própria ABC figuraram entre os mais enfáticos, entre eles até integrantes do elenco de “Roseanne”. “Quando eu liguei para o meu agente para dizer que eu não queria mais trabalhar em ‘Roseanne’, soube que a série tinha sido cancelada. Me senti muito empoderada por Wanda Sykes, Channing Dungey e todos da ABC que se ergueram a favor da moral e contra o abuso de poder. Bullies nunca vencerão” – Emma Kenney, atriz de “Roseanne”. As I called my manager to quit working on Roseanne, I was told it was cancelled. I feel so empowered by @iamwandasykes , Channing Dungey and anyone at ABC standing up for morals and abuse of power. Bullies will NEVER win. — Emma Kenney (@EmmaRoseKenney) May 29, 2018 “Eu me sinto arrasado, não pelo fim de ‘Roseanne’, mas por todos aqueles que colocaram seus corações e almas em nossos trabalhos, e o público que nos acolheu em suas casas… As palavras de uma pessoa não representam todos os envolvidos. Eu condeno veementemente aquelas declarações. Elas são repreensíveis e intoleráveis, contradizendo minhas crenças e perspectivas sobre a vida e a sociedade. Eu sempre vivi e ensinei meus filhos a serem inclusivos. Acredito que nosso programa se esforçou para abraçar diferentes origens e opiniões, através de um diálogo aberto. Embora eu vá sentir falta da minha família na ABC, acredito que ficar de fundo, em silêncio, é endossar e permitir declarações que eu acho verdadeiramente ofensivas. Meu personagem foi criado para representar a natureza inclusiva dos meus pontos de vista. Representar porções da sociedade que são sempre marginalizadas. Neste momento, é importante ser claro. Temos que enfrentar o preconceito, o ódio, a intolerância e a ignorância para tornar a sociedade um lugar melhor para todos” – Michael Fishman, ator de “Roseanne”. pic.twitter.com/rLKGEHvl4f — Michael Fishman (@ReelMFishman) May 29, 2018 “A parte mais terrível disto tudo é que as pessoas talentosas e inocentes que trabalhavam naquela série agora vão sofrer por causa disso. Mas, honestamente, ela teve o que merecia. Como eu conto a minha criança de 4 anos, você faz uma escolha com suas ações. Roseanne fez uma escolha. Uma escolha racista. A ABC fez uma escolha. Uma escolha humana” – Shonda Rhimes, criadora de “Grey’s Anatomy” e “Scandal”. The terrible part is all of the talented innocent people who worked on that show now suffer because of this. #notjustice — shonda rhimes (@shondarhimes) May 29, 2018 But honestly she got what she deserved. As I tell my 4 year old, one makes a choice with one’s actions. Roseanne made a choice. A racist one. ABC made a choice. A human one. — shonda rhimes (@shondarhimes) May 29, 2018 “Obrigada, Channing Dungey!” – Viola Davis, estrela de “How to Get Away with Murder”. Thank you Channing Dungey!https://t.co/VIlKTF9y7Z — Viola Davis (@violadavis) May 29, 2018 “Obrigada, Channing. Obrigada, rede ABC” – Bellamy Young, atriz de “Scandal”. Thank you, Channing. Thank you @ABCNetwork. ❤️❤️❤️ https://t.co/jvA7l71HJS — Bellamy Young (@BellamyYoung) May 29, 2018 “Nunca tive tanto orgulho de trabalhar para a rede ABC. Obrigada, Channing Dungey por seu meu pequeno pedaço de esperança para nosso país hoje” – Krista Vernoff, showrunner de “Grey’s Anatomy”. I have never been more proud to work for @ABCNetwork THANK YOU Channing Dungey for being my one little slice of hope for our country today. — Krista Vernoff (@KristaVernoff) May 29, 2018 “Roseanne, você partiu meu coração. Você é uma desculpa esfarrapada de ser humano. Como é estranho que você, como comediante, possa se esquecer o significado de uma “piada” e de um comentário pessoal. Sua maldade é estarrecedora e irá lhe render um ingresso para uma vida triste, solitária e infeliz” – Rita Moreno, da série “One Day at a Time”. @therealroseanne, you break my heart — You are a sorry excuse for a human being. How odd that you, as a comedienne, have forgotten then meaning of a "joke" and a personal comment. Your meanness is staggering and will earn you a ticket to a sad, lonely and sorry life. — Rita Moreno (@TheRitaMoreno) May 29, 2018 “Tchau-tchau” – Kenya Barris, criador de “Black-ish”.
Grupo conservador americano quer tirar 13 Reason Why do ar
A 2ª temporada de “13 Reasons Why” já desperta tanta polêmica quanto a 1ª. Se na estreia a controvérsia se concentrava na abordagem do suicídio juvenil, agora são cenas de um tiroteio em escola e um estupro violento que dividem opiniões. A reação se tornou tão exacerbada nos Estados Unidos que uma das associações conservadoras de maior capacidade de pressão do país, a Parents Television Council, engajou-se numa campanha para tirar a série do ar. A entidade formada por pais de formação religiosa católica, que defendem uma programação televisiva mais sadia – com menos tolerância a gays, sexo e violência – , considera a série “potencialmente nociva”. Para eles, “13 Reasons Why” é “uma bomba relógio para crianças e adolescentes” e por isso “precisa ser tirada do ar” com urgência, segundo afirma em seu site oficial. A trama que rende objeção gira em torno do personagem Tyler Down (Devin Druid). Vítima de bullying, o adolescente sofre um estupro violento e decide promover um massacre contra seus colegas da escola, a fictícia Liberty High School, evocando eventos que estão atualmente nos noticiários americanos. O pior não chega a se concretizar, mas a forma como aconteceu a resolução causou controvérsia por apresentar uma linha de ação perigosa durante uma situação do tipo. Especialistas protestaram contra a solução da série. “Quando alguém tem uma arma, você não fica com a pessoa e tenta tirar a arma dela. Você chama as autoridades”, afirmou a diretora clínica da Sociedade de Proteção contra o Suicídio Adolescente, Phyllis Alongi, ao canal americano NBC. Para chegar nesse ponto, o personagem passou por uma jornada terrível, que incluiu um estupro por um dos integrantes do time de baseball da escola, dentro de um banheiro. Repleta de violência física, a cena gerou comoção até entre os fãs da série, que a descreveram no Twitter como “traumatizante” e “perturbadora”. Por isso, a indicação de que o episódio conteria cenas que poderiam ser sensíveis para alguns foi considerada insuficiente. “Eu sei que há um aviso sobre o conteúdo do episódio 13 de ’13 reasons why’, mas nada, absolutamente nada, poderia ter me preparado para a cena com Tyler e Montgomery no banheiro”, escreveu um usuário do Twitter. No entanto, alguns fãs saíram em defesa da série. “O ponto de ’13 reasons why’ é conscientizar. É para ser desconfortável assistir. Não pule o último episódio da 2ª temporada. É porque é gráfico que ele precisa ser visto”, defendeu uma telespectadora no Twitter. No programa que discute a série, “13 Reasons Why: Beyond the Reasons”, realizado pelos próprios produtores da atração, o criador e showrunner Brian Yorkey defendeu a violência da cena com o conceito de “empatia radical”. Para ele, a cena era necessária para fazer com que o público sentisse empatia por alguém tão diferente. “Era importante para nós trazer o público um pouco para o lado do Tyler. Por mais brutal que essa cena seja de assistir, desafio alguém a assisti-la e não sentir pena por Tyler”, argumentou o showrunner, que também defendeu a decisão do personagem de tentar disparar contra os colegas. “Nós tínhamos um personagem que obviamente sofria bullying grave, sofria de isolamento social e pensava em uma escolha muito trágica em relação a esses sentimentos. Na 2ª temporada, nós estávamos interessados em continuar a seguir a jornada dele e tentar compreender seu estado de mente e de alma. Eu acho que vocês verão que, no balanço dos episódios, estávamos tentando entender o personagem de Tyler e como um jovem problemático pode ser levado a considerar esse tipo de escolha difícil”, declarou Yorkey. Vale considerar que a Netflix decidiu cancelar um evento de pré-estreia da série após um aluno abrir fogo contra os colegas da Santa Fe High School, deixando pelo menos dez mortos na sexta passada (18/5). O pai do jovem assassino revelou que o filho sofria bullying na escola. A tragédia aconteceu antes que a série pudesse ser levada a julgamento moral por incitá-la. Mas é mais fácil para conservadores atacar a cultura, de forma hipócrita, que exigir mudanças nas leis que facilitam a proliferação de armas nos Estados Unidos. As próximas eleições brasileiras também podem conduzir à Brasília candidatos que defendem a descriminalização do porte armado, aumentando a quantidade de armas nas ruas, que se tornariam disponíveis para massacres em escolas, genocídio de populações indígenas e outros assassinatos banais.
Deadpool 2 é melhor que o primeiro e Vingadores: Guerra Infinita, diz a crítica geek dos EUA
Os críticos geeks, que são tradicionalmente mais chatos ou mais animados em relação a adaptações de quadrinhos, extrapolaram em elogios após a sessão para a imprensa de “Deadpool 2”. Embora as críticas propriamente ditas ainda estejam embargadas pela Fox, as manifestações espontâneas estão liberadas nas redes sociais. E a louvação, que pode ser conferida abaixo, é digna de procissão de fiéis. A conclusão que se tira pelos fogos de artifício é que a sequência é muito melhor que o primeiro filme. Melhor até que “Vingadores: Guerra Infinita”. Cínicos poderiam dizer que ser melhor que o blockbuster da Marvel não é lá grande vantagem, considerando que para a crítica profissional – de jornais e revistas – ele é apenas mediano. Mas os geeks superestimaram o longa dos Vingadores. Ao considerar “Deadpool 2” ainda melhor, precisarão, no mínimo, de um babador maior. Gostaram, principalmente, da escalação do elenco – após birra com Zazie Beetz no papel de Dominó, lembram? – , da maior quantidade de piadas sujas e principalmente da cena pós-créditos, considerada a melhor já feita desde que Nick Fury convidou o Homem de Ferro para participar de um projetinho que ele estava desenvolvendo, chamado Vingadores. Mas não acredite nos geeks. Acredite nos críticos da revista People, do jornal canadense Globe and Mail, dos sites Business Insider e IndieWire, que se manifestaram no mesmo tom. “Deadpool 2” será o primeiro grande lançamento a desafiar a supremacia de “Vingadores: Guerra Infinita” nas bilheterias. Estreia já na próxima quinta (17/5) no Brasil, um dia antes dos Estados Unidos. Just got back from #Deadpool2. Imagine the original with more fun, more brutal and more of the feels! Nobody in the comic or film universe is safe… pic.twitter.com/VnLLtu12Zc — Nathan Best (@Nathan_Best) May 11, 2018 “Acabei de voltar de ‘Deadpool 2’. Imagine o primeiro filme com mais diversão, mais brutalidade e mais sentimentos. Ninguém no universo de quadrinhos ou filmes está a salvo” – Nathan Best, site ComicBookMovie. There are some really BIG surprises and cameos, some of which I was definitely not expecting. Funnier and way more brutal than the first with almost the same amount of heart. Basically an X-Men movie on cocaine. #Deadpool2 — Rohan Patel (@KingPatel7) May 10, 2018 “’Deadpool 2′ realmente arrasa! Tem algumas grandes surpresas e aparições, algumas que eu realmente não estava esperando. Mais divertido e definitivamente mais brutal do que o primeiro, com quase a mesma quantidade de emoção. Basicamente um filme dos ‘X-Men’ movido à cocaína” – Rohan Patel, também do ComicBookMovie. #Deadpool2 took my expectations, blew them up and regenerated as a top tier superhero movie loaded with filthy laughs, an unstoppable force of a team and more heart then it probably should have pic.twitter.com/HvVSfKSCc5 — Chris Sylvia (@sylvioso) May 10, 2018 “Deadpool 2 pegou minhas expectativas, explodiu todas e as regenerou como um filme de super-heróis de primeira, cheio risadas sujas, um time de força insuperável e mais coração do que deveria, provavelmente” — Chris Sylvia, site Regal Movies. Happy to report 'Deadpool 2' is a lot of fun and had me laughing beginning to end. Stuff after the credits is *awesome*. All the people added to the film were perfectly cast. Avoid spoilers. Always makes it a better experience. pic.twitter.com/4Q3Kr1ARPh — Steven Weintraub (@colliderfrosty) 10 de maio de 2018 “Feliz por poder relatar que ‘Deadppol 2’ é bem divertido e me fez rir do começo ao fim. A cena depois dos créditos é incrível. Todas as pessoas incluídas no elenco foram perfeitamente escolhidas. Evite spoilers. Isso sempre torna a experiência bem melhor” — Steven Weintraub, site Collider. I liked DEADPOOL 2 more than the first one (which I wasn’t a huge fan of). Slow to start but all the stuff with X-Force and Cable (and Peter!) works surprisingly well. — Matt Singer (@mattsinger) 10 de maio de 2018 “Eu não gostei do primeiro ‘Deadpool’. ‘Deadpool 2’ me surrou até eu me submeter e realmente comecar a me divertir. Além disso, também conta com a minha nova cena pós-créditos favorita” — Mike Ryan, site Screen Crush. I liked DEADPOOL 2 more than the first one (which I wasn’t a huge fan of). Slow to start but all the stuff with X-Force and Cable (and Peter!) works surprisingly well. — Matt Singer (@mattsinger) 10 de maio de 2018 “Eu gostei mais de ‘Deadpool 2’ do que do primeiro (do qual não sou grande fã). Começa lento, mas todas as coisas com a X-Force e o Cable (e Peter!) funcionam surpreendentemente bem” — Matt Singer, também de Screen Crush. #Deadpool2: I’ll say this, it earns the hell out of that R rating. And the cameos. And the post-credit scenes. — Kate Erbland (@katerbland) 10 de maio de 2018 “‘Deadpool 2’: Eu direi isso, ele realmente merece a classificação R-rated (para maiores de 17 anos, nos EUA). E também as participações especiais. E as cenas pós-créditos” — Kate Erbland, site IndieWire. So, #DEADPOOL2 is the perfect sequel. Doubles down on everything that fans love about the original, and fixes some of that film's issues. Huge, huge laughs that play the audience like a fiddle. @VancityReynolds destroys as Wade. Great action, fantastic comic nods. A killer ride! pic.twitter.com/KaM8gUT2Jf — Sean O'Connell (@Sean_OConnell) 10 de maio de 2018 “Então, ‘Deadpool 2’ é a sequência perfeita. Ele dobra tudo aquilo que os fãs amam do original e conserta alguns dos problemas daquele filme. Grandes, grandes risadas que ecoam na audiência como uma orquestra. Ryan Reynolds destrói como Wade. Ótima ação, fantásticas referências cômicas. Uma viagem incrível!” — Sean O’Connell, do site CinemaBlend. Just saw #Deadpool2. Safe to say it features the best post credits scene EVER. I’m still recovering. — Nigel M. Smith (@nigelmfs) 10 de maio de 2018 #Deadpool2 is no doubt the most violent major release since Kill Bill Volume 1. It’s also funnier than the first and has me genuinely excited for a sequel. Oh and it features a ton of Canada jokes, so of course I loved it. — Nigel M. Smith (@nigelmfs) 10 de maio de 2018 “Acabei de ver ‘Deadpool 2’. É seguro dizer que ele tem a melhor cena pós-créditos já feita. Eu ainda estou me recuperando. ‘Deadpool 2’ é, sem dúvidas, o lançamento mais violento desde ‘Kill Bill Vol. 1’. É também mais engraçado que o primeiro e me deixou genuinamente empolgado para a próxima sequência. Oh, ainda conta com uma tonelada de piadas do Canadá, então é claro que eu amei” — Nigel M. Smith, revista People. Deadpool 2 is better than Infinity War? — alex (@alex_abads) 10 de maio de 2018 “‘Deadpool 2’ é melhor que ‘Guerra Infinita’ – Alex Abads, site Vox. The post-credits scene at the end of Deadpool 2 is so great. — Ben Dreyfuss (@bendreyfuss) 10 de maio de 2018 “A cena pós-créditos no final de ‘Deadpool 2’ é tão incrível” — Ben Dreyfuss, site Mother Jones. Liked DEADPOOL 2 way more than the first. Smarter, funnier, and with 100% more Ricky Baker. — Rachel Simon (@Rachel_Simon) 10 de maio de 2018 “Gostei de ‘Deadpool 2’ bem mais do que o primeiro. Mais inteligente, mais engraçado e com 100% mais Ricky Baker” — Rachel Simon, site Bustle The credits scene in #Deadpool2 is the best one ever done to date in any superhero movie. I am dead serious about this. #DoNotLeaveWhenTheCreditsStart pic.twitter.com/yQmbhSYrAs — Jason Guerrasio (@JasonGuerrasio) 10 de maio de 2018 “A cena pós-créditos em ‘Deadpool 2’ é a melhor já feita até hoje em um filme de super-herói. Eu estou falando realmente sério” — Jason Guerrasio, do site Business Insider. DEADPOOL 2: A 113-minute Honest Trailer that steals its best scene from MACGRUBER. Josh Brolin's third-best summer movie. Criminal misuse of Julian Dennison. Your ten-year-old son's new favourite movie. It will make $1-billion. — Barry Hertz (@HertzBarry) 10 de maio de 2018 “‘Deadpool 2’: Um trailer honesto de 113 minutos que rouba rouba sua melhor cena de ‘Corram Que o Agente Voltou’. O terceiro melhor filme de verão de Josh Brolin. Desperdício criminoso de Julian Dennison. O novo filme favorito do seu filho de 10 anos de idade. Ele fará US$ 1 bilhão” — Barry Hertz, do jornal Globe and Mail.
Roman Polanski chama movimento #MeToo de “histeria coletiva” e “hipocrisia”
O cineasta Roman Polanski chamou o movimento #MeToo de “histeria coletiva” e “hipocrisia”, em uma entrevista para a edição polonesa desta semana da revista Newsweek. “Parece-me que é uma histeria coletiva, do tipo que acontece nas sociedades de tempos em tempos”, disse o diretor de 84 anos, em entrevista realizada poucos dias antes de ser expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, devido ao código de ética implementado justamente após demandas do #MeToo. Polanski comparou o movimento à histeria criada em outros momentos históricos da civilização. Para ele, tais fenômenos “às vezes tomam um rumo mais dramático, como a Revolução Francesa ou a noite de São Bartolomeu na França (massacre de protestantes em 1572), e às vezes menos sangrenta, como em 1968 na Polônia (revolta estudantil e campanha antissemita) ou o macarthismo nos Estados Unidos”, disse Polanski. “Todos, impulsionados principalmente pelo medo, se esforçam para se juntar a esse movimento. Quando observo isso, me faz lembra da morte de um amado líder norte-coreano, que fez todo mundo chorar terrivelmente, e alguns choravam tão forte que não pudemos deixar de rir”. “Então, é puramente hipocrisia?”, pergunta-lhe o jornalista da publicação. “Na minha opinião, é tudo hipocrisia”, confirma o diretor. Além do caso em que assumiu o estupro de Samantha Geimer, de 13 anos, em 1977, outras quatro mulheres, algumas delas atrizes, sentiram-se encorajadas pelo movimento #MeToo a acusar Polanski de outros abusos cometidos no mesmo período. Ele nega as novas acusações, que não foram à julgamento por terem prescrito. Após a entrevista, mas antes que Newsweek polonesa chegasse às bancas, Polanski foi expulso da Academia. “O Conselho continua a encorajar padrões éticos que exigem que membros mantenham os valores da Academia de respeito pela dignidade humana”, afirmou a instituição em nota.
Advogado e vítima de Polanski chamam expulsão do diretor pela Academia de abuso
O advogado do cineasta Roman Polanski considerou um “abuso” a decisão de sua expulsão da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, anunciada na quinta-feira (3/5), junto do banimento do ator Bill Cosby, condenado na semana passada por estupro. E foi ecoado pela vítima do diretor, que chamou o ato de “cruel”. Polanski, atualmente com 84 anos, também tinha sido condenado por agressão sexual em 1977, envolvendo uma menina de 13 anos. Ele fez um acordo com promotoria pelo qual confessaria a culpa e passaria alguns dias na cadeia. Mas após cumprir esse período, percebeu nas audiências que o juiz do caso pretendia ignorar o acordo e fugiu para a França, de onde não poderia ser extraditado devido à sua nacionalidade, e lá continuou sua carreira como diretor de cinema. Mesmo no exílio, a Academia reconheceu seu trabalho, dando-lhe o Oscar de Melhor Direção por “O Pianista” (2002). “O que aconteceu tem a característica de abuso psicológico a nosso cliente, uma pessoa idosa. Colocar Bill Cosby e Roman Polanski no mesmo nível é um mal-entendido, uma perseguição”, manifestou-se o advogado do diretor, Jan Olszewski, em registro da agência France Presse. “Polanski teve apenas um incidente em sua vida, pelo qual foi considerado culpado, assumiu a responsabilidade, e pelo qual sua vítima o perdoou”, afirmou Olszewski, comparando o caso do diretor com o de Cosby, que não assumiu erro, foi acusado por mais de 40 mulheres e jamais perdoado. Segundo o advogado, o cineasta é um homem psicologicamente forte, mas está “chocado” com a decisão da Academia. “Ele já viveu coisas (ruins) em sua vida, e não está feliz. Está chocado”, ressaltou o defensor. A vítima de Polanski, Samantha Geimer, atualmente com 55 anos, também reclamou da hipocrisia da Academia ao banir Polanski após lhe dar um Oscar, descrevendo a expulsão de “um membro que há 41 anos se declarou culpado de uma única acusação e cumpriu sua sentença” como um “ato cruel que só serve às aparências”. “Isso não contribui em nada para mudar a cultura sexista em Hollywood e prova que eles comeriam uns aos outros para sobreviver”, ela escreveu em seu blog. A decisão de expulsar Polanski (e Cosby) aconteceu seis meses após a expulsão de Harvey Weinstein, cujo escândalo sexual precipitou um movimento de cunho feminista, que vem varrendo os predadores da indústria do entretenimento nos Estados Unidos, e pouco mais de um mês após o próprio presidente da Academia, John Bailey, ser inocentado de acusação de assédio sexual. Em dezembro, a Academia divulgou um código de conduta, motivado pelo caso de Weinstein, apontando que os membros da organização poderiam ser expulsos por abuso, assédio e discriminação. Polanski e Cosby foram os primeiros a ser enquadrados neste código. Assim como Polanski, Woody Allen também foi julgado por abuso de menor, a própria filha Dylan Farrow, mas o caso não resultou em condenação.












