Perdidos no Espaço: Dr. Smith vai virar Dra. Smith no remake da Netflix
Depois de mudar a raça da intérprete de Judy Robinson, a produção do remake de “Perdidos no Espaço” trocou o sexo do Doutor Smith. Segundo o site Deadline, a atriz Parker Posey (“O Homem Irracional”) viverá o papel imortalizado por Jonathan Harris no série clássica. Além da nova Dra. Smith, o elenco do remake da Netflix já escalou Toby Stephens (série “Black Sails”) como John Robinson, Molly Parker (série “House of Cards”) como Maureen Robinson, o menino Maxwell Jenkins (série “Sense8”) como Will e a adolescente Taylor Russell como Judy. Faltam apenas escalar a filha do meio, Penny, o navegador Major West e o dublador do robô. O sobrenome dos personagens é uma referência ao clássico literário juvenil “A Família Robinson”, história de uma família que naufraga numa ilha deserta, escrita pelo pastor suíço Johann David Wyss em 1812. Na série original, criada em 1965 pelo lendário produtor Irwin Allen (o mesmo de “Viagem ao Fundo do Mar”, “Túnel do Tempo” e “Terra de Gigantes”), a ilha foi substituída por outro planeta. A trama se passava no futuro (que na época era 1997), no começo do programa de colonização espacial dos Estados Unidos, com o envio da família Robinson em uma viagem de 5 anos e meio para fundar a primeira base espacial humana num planeta de outro sistema solar, na constelação da estrela Alpha Centauri. Porém, o espião Dr. Zachary Smith (o papel da vida de Jonathan Harris) sabota a missão, levando a nave Júpiter 2 a sair da rota e ficar perdida no espaço. O remake está sendo escrito por Matt Sazama e Burk Sharpless, autores dos filmes “Dracula – A História Nunca Contada” (2014), “O Último Caçador de Bruxas” (2015) e “Deuses do Egito” (2016), um pior que o outro. Além deles, a atração terá produção de Zack Estrin, roteirista-produtor de “Prison Break” e criador da fraquíssima “Once Upon a Time in Wonderland”. A previsão é que o remake estreie apenas em 2018 na Netflix.
Remake de Highlander será filmado por diretor do thriller De Volta ao Jogo
“De Volta ao Jogo” transformou mesmo a vida de seus diretores. O sucesso da estreia dos dois dublês na cadeira de diretor não pára de render convites para novos trabalhos. Depois de David Leitch fechar contrato para comandar a continuação de “Deadpool” (2016), seu parceiro Chad Stahelski foi confirmado à frente do remake/reboot de “Highlander” (1986), em desenvolvimento no estúdio Lionsgate. Em comunicado, Stahelski se disse animado pelo novo desafio. “Sou um grande fã desde que assisti o filme no ensino médio. Estou bastante feliz”. O longa terá produção de Neal H. Moritz (“Velozes e Furiosos 8”) e, por enquanto, ainda não há previsão de lançamento. Não está claro se o roteiro será o mesmo escrito por Melissa Rosenberg (responsável pela adaptação da “Saga Crepúsculo” e série “Jessica Jones”) e revisado por Matt Holloway e Art Macum (dupla de “Homem de Ferro”), que já tem quase uma década. É que o projeto se arrasta desde 2008, quando o estúdio Summit, comprado pela Lionsgate, adquiriu os direitos da adaptação. Originalmente, Ryan Reynolds (“Deadpool”) estava cotado para assumir o papel que projetou mundialmente o ator francês Christopher Lambert em 1986. Entretanto, a produção não saiu do papel quando ele estava disponível. Antes de Stahelski ser contratado, a Lionsgate encaminhou o filme com três outros diretores, Justin Lin (“Star Trek: Sem Froteiras”), Juan Carlos Fresnadillo (“Extermínio 2”) e Cedric Nicolas-Troyan (“O Caçador e a Rainha do Gelo”), sem nunca dar sinal verde para a produção.
Frequency e No Tomorrow estão virtualmente canceladas
A rede americana CW anunciou seu cronograma de programação para os primeiros meses de 2017, revelando que as séries novatas da atual temporada, “Frequency” e “No Tomorrow”, não receberão encomenda para mais episódios. Isso significa que as duas séries vão encerrar suas temporadas iniciais em apenas 13 episódios. Normalmente, as séries estreantes que tem bom desempenho recebem a encomenda dos chamados “back-nine”, com a aprovação de mais nove episódios para completar a temporada em 22 episódios. Quando isso não acontece, as séries costumam ser canceladas. O aviso de encerramento de uma produção estreante vem sendo usado como eufemismo pelas emissoras americanas, para evitar que a confirmação do cancelamento afete ainda mais a audiência de séries com episódios inéditos a serem exibidos. Assim, a confirmação só vem após a série deixar de ser exibida. Na prática, isto significa que já é possível considerar “Frequency” e “No Tomorrow” na lista das séries novatas que não emplacarão 2ª temporada, ao lado de “Conviction”. “No Tomorrow” estreou em 4 de outubro e era a única série nova de comédia da rede CW. Escrita por Corinne Brinkerhoff e produzida por Ben Silverman (que juntos produzem “Jane the Virgin”, adaptação de uma novela venezuelana), a premissa adaptava a produção brasileira “Como Aproveitar o Fim do Mundo”, girando em torno de Evie, personagem de Tori Anderson (série “The L.A. Complex”), empregada de uma grande loja, cuja falta de carisma é compensada por seu excesso de otimismo. Sua vida sem graça vira do avesso quando ela conhece Xavier com X, um hipster new age vivido por Joshua Sasse (série “Galavant”), que leva a vida como se não houvesse amanhã, porque acredita mesmo que não vai haver amanhã – o mundo acabaria em oito meses e 20 dias, com a colisão de um asteroide. A série terminou antes de se saber o desfecho. “Frequency” estreou no dia seguinte, em 5 de outubro, e foi a terceira série consecutiva da atriz Peyton List a acabar na 1ª temporada, após “Blood & Oil” e “The Tomorrow People”. Desenvolvida por Jeremy Carver (criador da série “Being Human”), a série teve seu piloto dirigido pelo cineasta Brad Anderson (“Chamada de Emergência”) e levava à TV uma adaptação do filme sobrenatural “Alta Frequência” (2000). Em sua premissa, um fenômeno bizarro faz uma jovem policial entrar em contato pelo rádio com seu pai falecido há 20 anos. Infelizmente, as reviravoltas não foram capazes de prender o público, derrubando a audiência para 1 milhão de telespectadores semanais, 250 mil a mais que “No Tomorrow”, mas ainda assim uma das piores da CW. Com o fracasso das duas séries, também chega ao fim a duradoura fase de sucessos da rede CW com séries novatas. O desastre só não é completo porque “Supergirl” caiu como uma luva na programação da emissora, vinda da rede CBS para uma 2ª temporada assistida por 2,5 milhões de telespectadores, a segunda maior audiência da CW.
Matt Damon vai reprisar papel de Onze Homens e um Segredo no derivado feminino da franquia
Não bastasse reunir um time de atrizes invejável, o longa “Ocean’s Eight”, derivado feminino da fanquia “Onze Homens e um Segredo”, vai contar com a presença do astro Matt Damon (“Jason Bourne”). O próprio ator confirmou sua participação, em entrevista ao programa Entertainment Tonight. “Vou fazer uma pequena participação no filme. Ainda não li o roteiro, mas o elenco é fenomenal e estou empolgado para ver o que essas mulheres vão fazer com ele. Vai ser muito divertido”. Matt Damon, claro, fazia parte do elenco original de “Onze Homens e um Segredo” (2001), no papel de Linus Caldwell, e seu personagem foi o foco central do terceiro filme, “Treze Homens e um Novo Segredo” (2007). Ele deve repetir o papel numa rápida aparição, reforçando a ideia de que o novo longa integra a mesma franquia. Dirigido por Gary Ross, “Ocean’s Eight” reunirá Sandra Bullock (“Gravidade”), Cate Blanchett (“Carol”), Helena Bonham Carter (“Alice Através do Espelho”), Anne Hathaway (“Interestelar”), Mindy Kaling (série “The Mindy Project”), a novata Awkwafina (“Vizinhos 2”), a cantora Rihanna (“Battleship”) e, segundo rumores, Sarah Paulson (também de “Carol” e da série “American Horror Story”) ou Dakota Fanning (“Movimentos Noturnos”). Rumores também indicam que Bullock viverá a irmã do personagem de George Clooney na trilogia original, sendo responsável por reunir o novo time de golpistas, desta vez só de mulheres, para um assalto arrojado. A estreia está marcada para 8 de junho.
Diretor de A Bruxa vai filmar remake de Nosferatu
O diretor Robert Eggers, que estreou com o terror “A Bruxa” (2015), premiado no Festival de Sundance, vai fazer nova incursão ao gênero em seu segundo longa-metragem. Ele vai se arriscar a filmar um remake do clássico do cinema mudo “Nosferatu” (1922), de F.W. Murnau. O projeto já é antigo. Veio à tona pela primeira vez no ano passado, mas é um sonho literalmente de infância de Eggers. Em entrevista ao podcast do site Indiewire, o diretor contou que ficou obcecado pelo ator Max Schreck quando era criança, depois de ver uma foto do Conde Orlok num livro, a ponto de convencer sua mãe a dirigir até uma locadora em outra cidade para alugar um vídeo do filme. Algum tempo depois, quando tinha 17 anos, ele fez uma adaptação da história para o teatro. “Parece feio, blasfemo e egomaníaco que um diretor como eu faça ‘Nosferatu’ nesta altura da minha carreira. Eu até estava esperando um pouco, mas aí entrou o destino e mexeu com tudo”, ele explicou. O destino tem nome. Se chama Jeff Robinov, ex-presidente da Warner Bros, que foi decisivo para o sucesso de filmes como “Batman: O Cavaleiro das Trevas” (2008), “Se Beber, Não Case!” (2009), “A Origem” (2010), “Argo” (2012) e “Gravidade” (2013). O executivo conseguiu arrecadar um capital de US$ 1 bilhão para financiar sua nova empresa cinematográfica, Studio 8, e fechou um acordo de distribuição com a Sony Pictures para lançar seus filmes. O remake de “Nosferatu” será um dos primeiros projetos. Além de dirigir, Eggers vai escrever a adaptação. Vale observar que produção será o quarto “Nosferatu” – ou quinto, se contar “Drácula em Veneza” (1988). O clássico foi refilmado pela primeira vez em 1979 pelo diretor alemão Werner Herzog, com o ator Klaus Kinski (“Fitzcarraldo”) no papel do vampiro. Kinski ainda voltou a reviver o personagem no citado trash “Drácula em Veneza”, que teve seu diretor demitido no meio das filmagens. Além disso, o cineasta indie David Lee Fisher lançou uma nova versão de “Nosferatu” há apenas duas semanas, direto em VOD, com Doug Jones (“Hellboy”) no papel principal. O filme é tão lendário que até a história por trás de sua filmagem também foi parar nos cinemas, na ficção “A Sombra do Vampiro” (2000), em que Willem Dafoe (“Meu Amigo Hindu”) viveu Max Schreck como um vampiro de verdade. Para completar o clima macabro, no ano passado o crânio do diretor do filme original, Friedrich Wilhelm Murnau, foi roubado de sua sepultura na Alemanha.
Penelope Cruz entra no elenco do remake de Assassinato no Expresso Oriente
Mais uma passageira internacional entrou a bordo da nova versão de “Assassinato no Expresso Oriente”. Segundo o site Deadline, a atriz espanhola Penelope Cruz (“O Conselheiro do Crime”) está confirmada no longa, que já conta com Johnny Depp (“Alice Através do Espelho”), Michelle Pfeiffer (“Sombras da Noite”), Daisy Ridley (“Star Wars: O Despertar da Força”), Michael Pena (“Homem-Formiga”), Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”) e Josh Gad (“Pixels”), além de Kenneth Branagh (“Operação Sombra – Jack Ryan”), que vai a href=”https://pipocamoderna.com.br/2015/11/kenneth-branagh-vai-dirigir-e-estrelar-nova-versao-de-assassinato-no-expresso-oriente/”>estrelar e dirigir o longa. O estúdio 20th Century Fox sempre pretendeu reunir um grande elenco na produção, para fazer justiça à obra, que já teve uma primeira adaptação cinematográfica dirigida por Sidney Lumet em 1974. O filme clássico, inclusive, rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para Ingrid Bergman. Além da lendária atriz sueca, o elenco original incluía Albert Finney no papel do detetive Hercule Poirot, e os suspeitos Lauren Bacall, Jacqueline Bisset, Sean Connery, John Gielgud, Anthony Perkins, Vanessa Redgrave e Michael York. Nada menos que impressionante. Publicado em 1934, o livro original acompanha o detetive Poirot desvendar um assassinato cometido durante uma viagem do famoso trem Expresso do Oriente, onde não faltam suspeitos. Na nova versão, o papel de Poirot caberá a Kenneth Branagh. A adaptação foi escrita por Michael Green (“Lanterna Verde”) e tem produção a cargo de Ridley Scott (diretor de “Perdido em Marte”) e Simon Kinberg (roteirista de “X-Men: Apocalipse”). A estreia está marcada para 23 de novembro de 2017 no Brasil, um dia após o lançamento nos EUA. Atualmente, Penelope Cruz está filmando “Escobar” em que interpreta a jornalista colombiana Virginia Vallejo. No longa, ela será par romântico do marido, Javier Bardem, que por sua vez irá viver o narcotraficante colombiano Pablo Escobar.
Paris Filmes quer exportar besteiróis brasileiros para o mundo
A Paris Filmes firmou uma parceria de coprodução internacional com a Globalgate Entertainment, empresa que tem como membros produtoras independentes do mundo todo, como a Gaumont (França), Lionsgate (EUA), Televisa (México), e Wanda (China), visando realizar remakes de sucessos estrangeiros e oferecer filmes brasileiros para refilmagem no exterior. Segundo um dos sócios da Paris Produções, Sandi Adamiu, já existem planos para uma versão brasileira do blockbuster francês “Intocáveis” (2011) e aparente interesse nos besteiróis nacionais. “A gente já mostrou interesse pelo remake do filme francês ‘Intocáveis’. E pretendemos oferecer ‘Até que a Sorte Nos Separe’ e ‘Internet – O Filme’, que é o nosso próximo lançamento”, ele revelou, em entrevista à revista Veja. Responsável também por longas nacionais como “Carrossel: O Filme” (2015) e “Mais Forte que o Mundo” (2016), a Paris Produções começará a negociar com as empresas estrangeiras da Globalgate em dezembro deste ano. Por isso, ainda não há previsão de quando sucessos europeus poderão ganhar versão brasileira ou quando as comédias nacionais chegarão aos cinemas estrangeiros. Além da troca de direitos de roteiros, a parceria também permitirá o desenvolvimento de coproduções internacionais. “Nós também podemos investir nos remakes. Se a França decidir rodar ‘Até Que a Sorte Nos Separe’, posso investir e entro como coprodutor. É uma parceria puramente de desenvolvimento de conteúdo, mas é uma abertura para o Brasil voar”, completa Adamiu. Vale adiantar que uma grandiosa franquia nacional deve se destacar aos olhos do mercado estrangeiro, a bem-sucedida série de filmes “O Filme”, que já rendeu várias continuações e derivados, tantos são os lançamentos com esta demoninação nos cinemas brasileiros.
Autor de The Walking Dead vai produzir remake de Um Lobisomem Americano em Londres
O cultuado filme de terrir “Um Lobisomem Americano Em Londres” (1981) vai mesmo ganhar um remake. Segundo o site Deadline, a produtora Skybound Entertainment vai produzir a nova versão para a Universal. E um dos produtores responsáveis pela adaptação será ninguém menos que Robert Kirkman, o autor dos quadrinhos que originaram a série “The Walking Dead”. O roteiro, por sua vez, ficará a cargo de Max Landis (“Victor Frankenstein”), que é justamente filho de John Landis, o diretor do filme original. Landis, o filho, também deve estrear na direção com este projeto. Para quem não lembra, o filme de 1981 marcou época por trazer a transformação mais explícita e convincente de lobisomem que tinha sido mostrada até então no cinema – o que rendeu um Oscar ao maquiador Rick Baker. O sucesso foi tanto que Michael Jackson convocou Landis, o pai, para dirigir um de seus clipes. Um tal de “Thriller”. Em que o cantor vira lobisomem. Na trama do clássico, dois jovens americanos, de férias no Reino Unido, chegam à uma vila estranha e são atacados por um lobisomem. Enquanto um deles morre, o outro começa sua estranha transformação. Ainda não existe previsão de estreia para o remake.
Fotos flagram Rihanna com Cate Blanchett e Sandra Bullock no set do spin-off de Onze Homens e um Segredo
A cantora Rihanna se juntou a Cate Blanchett (“Carol”) e Sandra Bullock (“Gravidade”) nas filmagens de “Ocean’s Eight” em Nova York. As atrizes foram flagradas por paparazzi no Central Park, durante as filmagens de uma cena, sob direção de Gary Ross (“Jogos Vorazes”). Com fones de ouvido e um laptop, Rihanna parecia fazer um trabalho de escuta para as outras duas. Previamente chamado de “Ocean’s Ocho”, a produção é um spin-off feminino da franquia “Onze Homens e um Segredo” (Ocean’s Eleven) e reunirá oito mulheres num novo golpe elaborado. As demais atrizes são Anne Hathaway (“Interestelar”), Helena Bonham Carter (“Alice Através do Espelho”), Mindy Kaling (série “The Mindy Project”), a novata Awkwafina (“Vizinhos 2”), e, segundo rumores, Sarah Paulson (também de “Carol” e da série “American Horror Story”). Mas também surgiram relatos da presença de Dakota Fanning (“Movimentos Noturnos”) nos bastidores das filmagens. Com produção de Steven Soderbergh, que dirigiu “Onze Homens e um Segredo”, o filme deve se centrar na personagem de Sandra Bullock. Novamente segundo rumores, ela viveria uma ex-presidiária e irmã de Danny Ocean, o personagem de George Clooney na trilogia iniciada pelo filme de 2001. Assim, a franquia manteria o sobrenome Ocean (dos títulos originais: “Ocean’s Eleven”, “Ocean’s Twelve” e “Ocean’s Thirteen”). A nova Ocean seria responsável por reunir um grupo de especialistas com o intuito de roubar um valioso colar durante o baile do Met Gala. A previsão para a estreia é junho de 2018.
Cultuada série britânica Pulling vai ganhar remake americano
A cultuada série de comédia britânica “Pulling” vai ganhar um remake americano. A produção está sendo desenvolvida pelas irmãs Wendy & Lizzie Molyneux, que escrevem a animação “Bob Burgers”, para a rede NBC. Segundo o site Deadline, os criadores da série original, Sharon Horgan (criadora também de “Catastrophe” e “Divorce”) e Dennis Kelly (criador de “Utopia”), farão a produção executiva. A nova versão vai atualizar a série, exibida durante duas curtas temporadas entre 2006 e 2008, mas vai continuar acompanhando três jovens mulheres que moram juntas, duas delas irmãs, em busca de amor e realização profissional. O projeto é a terceira tentativa de criar uma versão americana de “Pulling”, mas a primeira na rede NBC e com envolvimento das irmãs Molyneux. Desde as tentativas anteriores, Horgan se tornou uma produtora bastante requisitada, tendo emplacado três temporadas de “Catastrophe”, que ela também estrela na Amazon, além de ter recentemente lançado “Divorce”, estrelada por Sarah Jessica Parker na HBO. Já Kelly se focou no cinema, escrevendo “Mar Negro” (2014), e a vindoura adaptação de “Matilda”, clássico infantil de Roald Dahl, e a continuação de “Guerra Mundial Z”.
Tropas Estelares, a sci-fi cult de Paul Verhoeven, vai ganhar remake
A Sony Pictures planeja refilmar “Tropas Estelares”, clássico sci-fi dirigido por Paul Verhoeven em 1997. Segundo o site The Hollywood Reporter, o estúdio contratou os roteiristas Mark Swift e Damian Shannon para escreverem a nova versão. A dupla deve ter impressionado meio mundo com sua versão de “Baywatch”, comédia baseada na série “SOS Malibu”. Afinal, antes só tinham feito “Freddy vs. Jason” (2003) e o remake de “Sexta-Feira 13” (2009), e agora estão sendo requisitados para assumir diversos blockbusters. Além de “Tropa Estelares”, desenvolvem “Genie”, a versão de “Aladdin” com atores para a Disney, e uma adaptação dos quadrinhos “Power and Glory”, de Howard Chaykin, para a New Line/Warner. “Tropas Estelares” será o terceiro remake consecutivo de um filme de Verhoeven produzido por um grande estúdio, após “O Vingador do Futuro” (2012) e “RoboCop” (2014). Nenhum deles foi considerado melhor que os originais. Por sinal, o cineasta holandês continua na ativa e foi indicado pela França para representar o país com seu novo filme, “Elle”, na disputa por uma vaga no Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Mas a Sony evita chamar seu remake de… remake. Em vez disso, o projeto está sendo apresentado como uma nova adaptação do romance original, escrito por Robert A. Heinlein em 1959. Ninguém que trabalhou no filme de 1997 está envolvido na produção. A trama clássica da sci-fi acompanha uma força militar do futuro que combate alienígenas com forma de insetos, para impedir uma invasão espacial. Ironicamente, a versão de Verhoeven, estrelado por Casper Van Dien, Denise Richards e Neil Patrick Harris, foi bastante criticada quando chegou aos cinemas por seus aspectos aparentemente fascistas, mas o tempo tratou de revisar as opiniões, trazendo maior compreensão à proposta transgressora do diretor. “Tropas Estelares” acabou se tornando tão cultuado que a Sony mantém a franquia ativa até hoje, com o lançamento de animações e filmes para o mercado de home video.
Suspiria: Protagonista do filme original vai participar do remake
O remake do clássico de terror “Suspiria” ganhou um reforço expressivo em seu elenco. A protagonista do filme de 1977, Jessica Harper, foi confirmada no projeto. Toda a equipe da produção destoa do modo como Hollywood realiza remakes de terror. Para começar, o filme será dirigido por Luca Guadagnino, que é italiano como o diretor do original, Dario Argento. Mas Guadagnino é, ao contrário de Argento, mais conhecido por seus dramas de circuito de arte. Seu filme mais recente, “A Piscina” (2015), foi premiado no Festival de Veneza. Em entrevista ao Playlist, o cineasta informou que sua versão será ambientada em Berlim em 1977, com trilha de John Adams (também de “Um Sonho de Amor”) e que será um filme “fassbinderiano”, ou seja, influenciado pelo trabalho do cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder. No filme original, Jessica Harper interpretava uma estudante que entra numa academia de balé afastada na Alemanha, apenas para descobrir que o lugar era um covil de bruxas. Cultuadíssimo, “Suspiria” foi o primeiro filme da “trilogia das bruxas” de Argento, que também inclui “A Mansão do Inferno” (1980) e “O Retorno da Maldição: A Mãe das Lágrimas” (2007). Além de Harper, o elenco contará com as presenças de Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”), Tilda Swinton (“Doutor Estranho”), Chloë Grace Moretz (“A 5ª Onda”) e Mia Goth (“Ninfomaníaca”). O remake ainda não tem data para estrear nos cinemas mundiais.
Doce Veneno é um filme de outra época, mais divertida e libertária
“Doce Veneno” evoca a época das pornochanchadas brasileiras ou, equivalente, a era de ouro do cinema erótico italiano. Mas também na França das décadas de 1970 e 1980 se produzia filmes mais apelativos, ainda que o cinema do país sempre parecesse tratar a sexualidade com mais naturalidade e menos malícia do que nós e os italianos. A comédia de Jean-François Richet (“Herança de Sangue”) é, na verdade, remake de um desses filmes, que busca fazer graça, mexer um pouco com a libido e também encher os olhos do espectador com a beleza e o viço de sua estrela, a ninfeta que dá em cima do melhor amigo do próprio pai. Para se ter ideia, o cartaz do filme original, traduzido como “Um Momento de Loucura” em 1977, era uma ilustração sacana de Georges Wolinski, o mestre do cartum erótico francês, assassinado no massacre da revista Charlie Hebdo, vítima da repressão e do mau humor contemporâneo. Na trama, dois amigos, Laurent (Vincent Cassel, de “Jason Bourne”) e Antoine (François Cluzet, de “Intocáveis”), levam suas jovens filhas para passar uns dias na praia para se divertirem. Laurent é divorciado e Antoine está passando por uma crise no casamento. O filme já começa com os quatro dentro do carro e a caminho da casa que servirá de local para muitas confusões e intrigas. Mas tudo é visto de maneira bem leve, embora às vezes o diretor pese um pouco a mão, e em ocasiões Cluzet esteja visivelmente exagerado no registro cômico, especialmente quando descobre que um sujeito bem mais velho andou mexendo com sua filha. A cena fica, claramente, parecendo mesmo de um filme de outra década. Curiosamente, a mesma premissa serviu de inspiração para um filme americano bem parecido, “Feitiço do Rio” (1984), que contou com Michael Caine como protagonista e trouxe Demi Moore de topless nas praias cariocas. “Doce Veneno” é um pouco menos apelativo, embora seja generoso em pelo menos uma cena de nudez da lolita estreante, Lola Le Lann. De fato, a cena que os dois protagonistas ficam pela primeira vez juntos, uma cena na praia, é uma das melhores do filme. Mas enquanto a lolita insiste que a vida é pra ser vivida agora, ou algo do tipo, Laurent morre de preocupação, pois estaria se envolvendo com uma menor de idade (17 anos e meio), bem mais nova do que ele e, pior, filha de seu grande amigo. Mas quem espera que o filme prossiga com esse tom de provocação sensual pode até ficar um pouco decepcionado, já que há um interesse maior no modo como essa relação, que nasceu em noite de lua cheia, abalará as estruturas das relações entre amigos e pais e filhas dentro daquele ambiente. Ainda que não se trate de um grande filme, é agradável de ver. E o anacronismo não incomoda. Ao contrário: acaba funcionando a seu favor, por mais que muitos considerem o resultado uma simples bobagem. Enquanto mais bobagens como essa aparecerem nas comédias contemporâneas, mais claro ficará que o cinema de décadas passadas era bem mais divertido e libertário. É como se a culpa que sente o personagem de Cassel tivesse sido incorporada por todas as novas gerações em relação ao prazer.












