Nova versão de Adoráveis Mulheres ganha primeiro trailer legendado
A Sony divulgou o primeiro trailer legendado de “Adoráveis Mulheres”, nova adaptação de “Little Women”, romance clássico de Louisa May Alcott que volta às telas com grande elenco e direção de Greta Gerwig (“Lady Bird”). A prévia oferece uma justificativa para a enésima filmagem de um dos livros mais filmados de todos os tempos ao apresentar a história por um viés assumidamente feminista, enfatizando o empoderamento das personagens como se fossem mulheres do século 21 – a segunda parte da história literária se chama “Boas Esposas”, para se ter ideia do contraste. A história é velha conhecida do público de cinema desde os filmes mudos e já rendeu versões famosas, como “As Quatro Irmãs” (1933) com a jovem Katharine Hepburn, “Quatro Destinos” (1949) com a adolescente Elizabeth Taylor e a primeira “Adoráveis Mulheres” (1994), que reuniu simplesmente Winona Ryder, Kirsten Dunst, Claire Danes e Trini Alvarado como as irmãs March, além de Susan Sarandon e Christian Bale. Apesar dos títulos diferentes em português, a trama é sempre a mesma – supostamente. O romance foi baseada na própria vida da escritora e acompanha quatro irmãs que lutam contra as dificuldades para crescer no final do século 19, durante a Guerra Civil americana, entre a descoberta do amor, a inevitabilidade da morte, a superação de perdas, desilusões e outros desafios. Gerwig foi trazida inicialmente para polir o roteiro da obra, mas, após o sucesso de “Lady Bird”, os executivos da Columbia/Sony decidiram dar mais responsabilidades à jovem cineasta, contratando-a para dirigir o longa. Ela reuniu um elenco para encantar a Academia, formado por Emma Watson (“A Bela e a Fera”), Meryl Streep (“Mamma Mia!”), Laura Dern (“Livre”), Florence Pugh (“Lady Macbeth”), James Norton (“McMafia”), Eliza Scanlen (“Objetos Cortantes”), Louis Garrel (“O Formidável”), e principalmente Saoirse Ronan e Timothée Chalamet (dupla que trabalhou com Gerwig em “Lady Bird”), que formam o par central. Watson, Ronan, Pugh e Scanlen vivem as personagens do título, as “pequenas”/”adoráveis” irmãs Marsh. Vale reparar ainda que o vídeo divulgado parece ter baixa resolução, mas na verdade isso é (d)efeito de uma opção por iluminação mais escura nas filmagens. O cinema absorve esse contraste, mas ele pode virar problema em outras plataformas – veja-se a polêmica criada por essa preferência em “Game of Thrones”. A estreia está marcada para 25 de dezembro nos EUA, data que assume a pretensão de Oscar, com lançamento nacional marcado para 9 de janeiro.
Sucesso de Aladdin faz Disney planejar sequência
O sucesso de bilheteria da versão live-action de “Aladdin”, que arrecadou mais de US$ 1 bilhão, já anima conversas da Disney sobre a produção de uma continuação. De acordo com produtor do filme, Dan Lin, há mais histórias para contar em uma possível sequência. “Eu ainda não posso falar muito sobre a continuação, mas saibam que estamos ouvindo os desejos dos fãs de assistirem a outro ‘Aladdin’, e sinto que há mais histórias para contar”, disse o executivo em entrevista ao site Insider. Vale lembrar que a Disney produziu duas sequências da animação original de 1992: “O Retorno de Jafar” (1994) e “Aladdin e o Rei dos Ladrões” (1996). Neste último, Aladdin descobre que seu pai está vivo. “Eu posso dizer que, como no primeiro ‘Aladdin’, não vamos fazer apenas um remake direto”, disse Lin. “Estamos vendo qual é a história certa para contar”, revelou, confirmando os planos da produção. Neste ano, por sinal, a Disney lança a primeira continuação de um de seus “remakes” de fábulas encantadas. “Malévola: Dona do Mal”, em que Angelina Jolie retoma o papel da bruxa incompreendida de “A Bela Adormecida”, vai estrear em 17 de outubro no Brasil.
Almost Family: Brittany Snow, Megalyn Echikunwoke e Emily Osment descobrem que são irmãs em trailer de nova série
A rede americana Fox divulgou o segundo trailer de “Almost Family”, série dramática que ganhou novo título, após ser aprovada como “Not Just Me”. A trama é melodrama de novela. Acompanha três jovens que descobrem que são irmãs após um escândalo vir à tona. Seu pai, um geneticista famoso, usou seu próprio esperma para conceber mais de 100 crianças, durante pesquisas de fertilidade. Enquanto ele vai preso, as três jovens começam a lidar com a nova realidade, formando um vínculo enquanto sua família continua a se expandir com a descoberta. O elenco reúne Brittany Snow (“A Escolha Perfeita”), Megalyn Echikunwoke (“Operação Supletivo: Agora Vai!”) e Emily Osment (“O Método Kominsky”) como as irmãs centrais, além de Timothy Hutton (“American Crime”), que vive o pai. “Almost Family” é remake de uma série australiana chamada “Sisters”, que teve só sete episódios exibidos em 2017. A adaptação foi desenvolvida por Annie Weisman (“Suburgatory”) e conta com produção de Jason Katims (“Parenthood”). A estreia está marcada para 2 de outubro nos Estados Unidos.
Cate Blanchett negocia papel no novo fime de Guillermo del Toro
A atriz Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”) abriu negociação para co-estrelar o novo filme de Guillermo del Toro, vencedor do Oscar por “A Forma da Água”. Intitulado em inglês “Nightmare Alley”, o filme é uma adaptação do livro “Nightmare Alley”, de William Lindsey Graham, publicado em 1946 e que já foi transformado num clássico do cinema noir, batizado no Brasil como “O Beco das Almas Perdidas” (1947). Recentemente, Bradley Cooper (“Nasce uma Estrela”) foi confirmado como protagonista da trama. Outros atores que publicações americanas tem ligado ao projeto são Toni Collette (“Hereditário”), Richard Jenkins (“A Forma da Água”), Ron Perlman (o Hellboy dos filmes de del Toro), Willem Dafoe (“No Portal da Eternidade”), Mark Povinelli (“Água para Elefantes”), Rooney Mara (que contracenou com Blanchett em “Carol”) e Michael Shannon (também de “A Forma da Água”). Del Toro dirigirá a nova adaptação, além de ter co-escrito o roteiro com Kim Morgan (“O Quarto Proibido”). A trama cheia de reviravoltas acompanha um vigarista (Tyrone Power, em 1947) que entra num circo para aprender os truques de uma falsa vidente (Joan Blondell). Como ela se recusa a contar seus segredos, ele decide fragilizá-la, tornando-a viúva. Mas acaba se envolvendo com uma jovem assistente (Coleen Gray) e é expulso do circo. Mesmo assim, segue em frente com o golpe de vidente, até conhecer uma psicóloga pilantra (Helen Walker) que grava as confissões de seus pacientes. E aí percebe que pode tornar seu truque ainda mais convincente e extorquir uma clientela exclusiva com estas informações. O final é extremamente sombrio. As filmagens de “Nightmare Alley” devem começar em 2020 com produção da Fox Searchlight, mas ainda não há data de estreia prevista.
Remake de O Rei Leão é tão realista que se torna sério demais
A obsessão da Disney em realizar remakes live-actions de suas animações chega ao maior clássico do estúdio nos últimos 25 anos, “O Rei Leão”. A escolha de Jon Favreau para dirigir o longa é óbvia, afinal ele fez um milagre com “Mogli, O Menino Lobo”. Não somente elevando a qualidade dos efeitos visuais com um realismo impressionante na renderização de seus animais, mas por atualizar o desenho de meio século sem se render à nostalgia. Os efeitos estão ainda melhores em “O Rei Leão”. Entretanto, o original ainda é relativamente atual e perfeito em sua forma original. Isto rendeu um remake mais reverente que “Mogli”, praticamente seguindo o roteiro do filme de 1994, numa recriação das cenas quadro a quadro. Sem nada para acrescentar à história, restou a Favreau concentrar toda sua energia na tecnologia. Ele é bom no que faz, tanto que a diferença entre “Mogli” e “O Rei Leão” é vista em cada frame. O nível alcançado pelo fotorrealismo faz cair o queixo com locações que parecem existir de verdade, embora inspiradas na animação clássica. Mas é tudo – menos uma cena – computação gráfica. Isso quer dizer que “O Rei Leão” atingiu o topo e, agora, o desafio é superar a qualidade de seus efeitos. Por outro lado, como os animais são realistas demais, essa versão se torna mais séria, o que prejudica um pouco o resultado. Nem é o caso de observar que os animais não apresentam expressões humanas como no desenho. Não é que falta alma, porque animais têm suas expressões e elas estão lá. O problema é outro. Em “Babe”, por exemplo, os animais falam, porém ninguém esperneou. Em “O Rei Leão”, eles ainda cantam. A diferença é que “Babe” era apresentado como uma fábula. “O Rei Leão” não. É para ser “real”. E aí entra um equívoco de premissa, porque animais não falam e, muito menos, cantam. Favreau foi ao limite de limar as coreografias do desenho, que não combinariam com o objetivo de tornar seu filme o mais realista possível. Então, não há elefantes e avestruzes em cima uns dos outros, para que Simba possa cantar lá no alto. Os bichinhos apenas andam e… cantam. As diferenças entre as histórias são mínimas. Ambas têm como base a jornada do herói, além de “Hamlet”, de William Shakespeare, e o evidente “Kimba, o Leão Branco”, de Osamu Tezuka. A versão CGI inclui leoas mais valentes e alguns detalhes escatológicos que não constam do original, mas a verdade é que só agrada porque o filme de 1994 tem uma uma história extraordinária. “O Rei Leão” clássico tornou-se uma influência tão grande que seu impacto pode ser traçado até “Pantera Negra”. Já a versão de Jon Favreu não deixará qualquer outro legado que não seja a evolução dos efeitos digitais. Não é pouca coisa. Mas também não é muita coisa.
Diretor revela no Instagram única cena real de O Rei Leão
O diretor Jon Favreau compartilhou no Instagram a única cena real que apareceu em “O Rei Leão”. O trecho surge logo na abertura do filme, quando a música “Circle of Life” começa a tocar e a savana africana é apresentada. No texto, ele explicou que inseriu a imagem – um registro da savana africana – para ver se as pessoas seriam capazes de notar a diferença entre uma foto da realidade e o fotorrealismo digital da produção. “Esse é a única cena real de ‘O Rei Leão’. Existem 1490 planos renderizados criados por animadores e artistas de efeitos visuais [no filme]. Eu usei como base um único momento que captamos na África para ver se alguém iria notar”, disse o cineasta. Sucesso de público, “O Rei Leão” já faturou US$ 728 milhões nas bilheterias mundiais desde seu lançamento na semana passada, e deve chegar facilmente ao US$ 1 bilhão em menos de um mês. Neste fim de semana, a Disney vai comemorar outro lançamento bilionário: “Aladdin”, que atingiu US$ 999 milhões nesta sexta-feira (27/7). Ver essa foto no Instagram This is the only real shot in #TheLionKing. There are 1490 rendered shots created by animators and CG artists. I slipped in one single shot that we actually photographed in Africa to see if anyone would notice. It is the first shot of the movie that begins The Circle of Life. Uma publicação compartilhada por Jon Favreau (@jonfavreau) em 26 de Jul, 2019 às 12:31 PDT
Remake de Amor, Sublime Amor ganha foto com nova intérprete de Anita
A Fox divulgou uma nova foto oficial do remake de “Amor, Sublime Amor” (West Side Story), dirigido por Steven Spielberg. A imagem apresenta a atriz Ariana DeBose (“Seaside”) como Anita, personagem que rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para Rita Moreno no filme de 1961. Protagonizado por Ansel Elgort (“Em Ritmo de Fuga”) como Tony e a estreante Rachel Zegler, que superou mais de 30 mil candidatas em testes, no papel de Maria, “Amor, Sublime Amor” é uma versão contemporânea de “Romeu e Julieta” passada em Nova York no final dos anos 1950. Além da mudança de locação e época, a adaptação acrescenta à tragédia shakespeareana de amor proibido elementos de delinquência juvenil, preconceito racial e muita música e dança. A versão original do musical estreou na Broadway em 1957 com canções de Leonard Bernstein e letras de Stephen Sondheim, e foi transformada em filme em 1961, com direção de Robert Wise (“A Noviça Rebelde”) e do coreógrafo Jerome Robbins (“O Rei e Eu”). Considerado um dos melhores musicais de todos os tempos, o longa venceu 10 Oscars, incluindo Melhor Filme. A nova adaptação foi escrita por Tony Kushner, que trabalhou com Spielberg em “Munique” (2005) e “Lincoln” (2012). Os dois também estavam desenvolvendo “The Kidnapping of Edgardo Mortara”, que foi preterido por “The Post” e acabou abandonado. As filmagens começaram em junho e a estreia está prevista para 17 de dezembro de 2020 no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Carrie-Anne Moss entra na 2ª temporada de Tell Me a Story
A atriz Carrie-Anne Moss, conhecida pelos papéis de Trinity na trilogia “Matrix” e da advogada Jeri Hogarth em “Jessica Jones”, entrou no elenco da 2ª temporada de “Tell Me a Story”, série de antologia da plataforma americana CBS All Access inspirada em contos de fada. Moss vai viver uma amálgama da Rainha Má de “Branca de Neve”, a bruxa Malévola de “A Bela Adormecida” e a madrasta de “Cinderella”, os três contos que servirão de base para a história da nova temporada. Sua personagem se chama Rebecca e é descrita como “a matriarca de ferro da família Pruitt”, uma viúva que criou os três filhos adultos sozinha com “diferentes graus de sucesso”. Ela vai se juntar a Paul Wesley (o Stefan de “The Vampire Diaries”) e Danielle Campbell (a Davina de “The Originals”), que retornarão em novos papéis após estrelarem a 1ª temporada, que juntou as fábulas de “Os Três Porquinhos”, “Chapeuzinho Vermelho” e “João e Maria”. Cada temporada irá mesclar histórias de fábulas diferentes, o que diferencia a produção americana da série espanhola em que se baseia – “Cuéntame un Cuento” (uma espécie de “Once Upon a Time” de suspense). A adaptação é assinada por Kevin Williamson (criador de “The Vampire Diaries” e “The Following”) e Aaron Kapaln (“A Million Little Things”). Ainda não há previsão de estreia para a 2ª temporada.
Ator de A Maldição da Residência Hill substitui Johnny Depp em O Homem Invisível
O ator Oliver Jackson-Cohen, que ficou conhecido pelo papel de Luke na série “A Maldição da Residência Hill” (The Haunting of Hill House), vai estrelar a nova versão de “O Homem Invisível” para a Universal. O ator substitui Johnny Depp, que chegou a ser anunciado no papel principal em 2016 – com direito a foto e vídeo. A diferença de status entre os dois intérpretes reflete a mudança de patamar da produção. Originalmente concebido para fazer parte de um chamado “Dark Universe” (universo sombrio) dos filmes de monstros da Universal, “O Homem Invisível” foi repensado após o fracasso de “A Múmia”, que soterrou os planos de remakes de terrores clássicos com grandes atores e orçamento de blockbusters. Assim, “O Homem Invisível” virou um filme de baixo orçamento da produtora Blumhouse, especializada neste tipo de produção – e com grande sucesso, veja-se a repercussão de “Corra!” (2017) e “Fragmentado” (2016). A confirmação de Oliver Jackson-Cohen como protagonista encerra um rumor iniciado pela escalação de Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”) no elenco. A produção não vai virar “A Mulher Invisível”. A confusão foi originada por uma declaração da atriz, que disse à revista The Hollywood Reporter que o remake seria uma versão feminista da trama clássica. “Eu encarei como uma história realmente feminista de empoderamento feminino e de uma vítima superando algo”, disse Moss em abril. A revista Variety também publicou que o sexo do protagonista seria trocado, como já tinha acontecido com “A Múmia”. Em vez disso, Moss vai viver Cecilia Kass, o interesse romântico de Griffin (sem prenome no livro, Jack no primeiro filme e Adrian no novo), o Homem Invisível. Curioso. Na história original de H.G. Wells, publicada em 1897 e filmada em 1933 pela Universal, o cientista Griffin descobria a fórmula para ficar invisível, mas isso o tornava paranoico e acabava transformando-o num assassino procurado. O remake será comandado por Leigh Whannell, o roteirista que criou as franquias “Jogos Mortais” e “Sobrenatural” com o diretor James Wan (hoje mais celebrado pelo sucesso de “Aquaman”). O australiano Whanell vai escrever e dirigir o longa, após estrear como diretor em “Sobrenatural: A Origem” (2015) e bisar a experiência em “Upgrade” (2018). As filmagens começam ainda este mês, na Austrália, e o elenco também inclui Storm Reid (“Euphoria”), Aldis Hodge (“Straight Outta Compton”) e Harriet Dyer (“The InBetween”). A estreia está marcada para março de 2020.
O Rei Leão divide a crítica e ganha uma das piores notas da Disney no Rotten Tomatoes
Há algo podre no reino do Rotten Tomatoes. As primeiras críticas avaliadas no site agregador sobre “O Rei Leão” provaram-se um contraste gritante em relação às ditas “primeiras impressões” no Twitter. Enquanto os fanboys que editam sites geeks (não são de cinema) urraram de satisfação ao sair da première do filme, os críticos (de cinema) vaiaram com insatisfação nas resenhas publicadas nesta quinta (11/7) nos Estados Unidos. O resultado foi uma nota de 57% para o filme em sua chegada ao Rotten Tomatoes. Uma decepção gigantesca, considerando o material e o elenco envolvido. Houve um consenso. O filme dirigido por Jon Favreau (dos blockbusters “Homem de Ferro” e “Mogli – O Menino Lobo”) seria visualmente impressionante. Os efeitos de computação gráfica, que criaram animais realistas, bastaram para que uma fatia da crítica considerasse o filme genial. Mas a outra metade destacou que o visual é apenas distração e não sustenta o filme, que seria incapaz de emocionar como o desenho original de 1994. Os bichos realistas não transmitiriam a mesma sensibilidade da animação tradicional. Apenas Timão e Pumba foram considerados efetivos, graças às confessadas improvisações de dublagem da dupla Billy Eichner (série “Parks and Recreation”) e Seth Rogen (“Os Vizinhos”). Já Donald Glover (da série “Atlanta”) e a cantora Beyoncé (“Dreamgirls”), que dão voz à Simba e Nala, teriam sido sub-aproveitados. A aprovação pode subir – ou cair – , mas neste momento, com 57%, “O Rei Leão” não entra nem sequer no Top 100 das melhores animações realizadas com o uso de computação gráfica avaliadas pelo Rotten Tomatoes. A nota também qualifica o filme como o segundo pior remake de fábula da Disney desde que o estúdio passou a investir nesta fórmula em 2010 – superando apenas os 46% de “Dumbo”, que fracassou nas bilheterias. O novo “O Rei Leão” estreia na próxima quinta-feira (18/7) no Brasil, um dia antes de seu lançamento nos Estados Unidos. Veja abaixo um resumo dos comentários da imprensa norte-americana. “Um filme bem feito, mas criativamente falido, de um estúdio de cinema comendo sua própria cauda” – Indiewire. “Às vezes é fascinante, freqüentemente é ridículo e às vezes – como quando um animal incrivelmente realista morre na tela à sua frente, enquanto seu único filho chora – atinge um limite grotesco” – The Wire. “O que constantemente ofusca a história são os efeitos, desde a menor contração de uma orelha até a visão impressionante de gnus em disparada” – Newsday. “É um lembrete comovente do que pode ser alcançado com todo o talento (e dinheiro) do mundo, bem como um lição preventiva sobre o que pode acontecer quando não há uma visão para unir tudo isso” – New York Magazine/Vulture. “Está faltando alguma coisa em ‘O Rei Leão’. Um propósito, talvez, e um coração” – Associated Press. “O resultado é um filme bem-feito e satisfatório, ainda que ao mesmo tempo se pareça mais com um produto de consumo do que a maioria dos revivals da Disney de seus clássicos animados” – CNN. “Este ‘Rei Leão’ é um remake fiel, e em termos de sua tecnologia, às vezes é muito bonito de se ver… Mas não há nenhum senso de encantamento neste novo ‘Rei Leão’ – seu atributo mais visível é a ambição” – Time.
Sophia Loren voltará a estrelar um filme após uma década
A atriz italiana Sophia Loren planeja voltar ao cinema, depois de uma década afastada, para protagonizar o remake de “Madame Rosa – A Vida à Sua Frente”, que será dirigido por seu filho Edoardo Ponti. Loren interpretará a personagem que dá nome ao filme, uma sobrevivente do Holocausto que forjará um vínculo emocional com um adolescente de 12 anos, imigrante do Senegal, chamado Momo. “Madame Rosa – A Vida à Sua Frente” é uma adaptação do romance francês “A Vie Devant Soi”, escrito por Roman Gary e publicado em 1975, e a primeira versão de cinema é de 1977. Protagonizada por Simone Signoret e dirigida pelo cineasta israelense Moshe Mizrahi, “Madame Rosa”, venceu o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira de 1978. Sophia Loren não estrelava um filme desde o musical “Nine”, de Rob Marshall, lançado em 2009, mas está trabalhando 10 horas por dia na produção, que já começou a ser filmada na Itália, na cidade litorânea de Bari. Sobre trabalhar com o filho, a diva italiana disse à revista Variety que ele “não se conformaria com nada que não fosse o melhor para ela”. “Ele me conhece tão bem. Conhece cada centímetro do meu rosto, o meu coração, a minha alma. Ele só passará para a tomada seguinte quando conseguir a minha verdade mais profunda”. Por sua vez, Ponti elogiou a disposição de sua mãe e sua capacidade de trabalho. “Com 84 anos ela quer dar tudo para fazer um filme profundo, desafiante, tanto emocionalmente como fisicamente”, avaliou. Segundo o diretor, “a energia e paixão” com a qual Loren interpreta cada cena “é uma maravilha de se ver”. Ele já tinha dirigido a mãe anteriormente, em “Desejo de Liberdade” (2002). A nova versão de “Madame Rosa” ainda não tem previsão de estreia.
Beyoncé revela música de álbum inédito inspirado por O Rei Leão
A Disney anunciou que Beyoncé vai estender seu envolvimento com “O Rei Leão” num disco derivado do filme. A cantora, que dubla a leoa Nala na nova versão do clássico animado, será curadora, produtora e também cantará num álbum com músicas inéditas, que não será a trilha sonora oficial da produção cinematográfica. Enquanto a trilha oficial trará as músicas conhecidas do desenho clássico, o disco de Beyoncé reunirá novos trabalhos de outros artistas sobre temas ligados ao desenho. Não é a primeira vez que a Disney toma esse tipo de iniciativa. O lançamento de “Pantera Negra” também foi acompanhado por um disco com trilha “alternativa”, produzido com curadoria do rapper Kendrick Lamar. Batizado de “The Lion King: The Gift” – e, em português, de “O Rei Leão: O Presente” – , o lançamento é descrito como “um álbum com artistas globais imersos nos sons da África”. O primeiro single, “Spirit”, é cantado por Beyoncé e foi disponibilizado na terça (9/7). Ouça abaixo. Os demais artistas que participam do projeto musical ainda não foram divulgados. O álbum será lançado em 19 de julho, um dia depois da estreia de “O Rei Leão” no Brasil.
Olha Quem Está Falando vai ganhar remake do diretor de Padrinhos Ltda.
A Sony contratou o cineasta Jeremy Garelick (“Padrinhos Ltda.”) para escrever e dirigir uma nova versão de “Olha Quem Está Falando”, comédia infantil estrelada por Kirstie Alley e John Travolta em 1989. O detalhe é que esta não é a primeira vez que a Sony anuncia o projeto, que tenta sair do papel desde 2010. Para quem morou em algum lugar sem televisão nos últimos 30 anos, “Olha Quem Está Falando” é aquela Sessão da Tarde do bebê falante. Na trama, o público acompanha o cotidiano de um casal (Travolta e Alley) sob o ponto de um bebê (que tinha seus pensamentos dublados por Bruce Wiilis). O detalhe mais importante é que “Olha Quem Está Falando” estreou em uma época em que ainda havia poucas mães solteiras retratadas no cinema, e o filme conseguiu tratar o tema com naturalidade e bom humor. Em comunicado, Garelick disse que considera o remake um desafio “porque foi um filme realmente bom”. “Travolta e Kirstie Alley tiveram uma ótima química e Amy Heckerling escreveu um ótimo roteiro. Estamos nos estágios iniciais de descobrir qual é a versão moderna daquela história”, explicou. Com um orçamento de US$ 7,5 milhões, o filme original arrecadou mais de US$ 300 milhões no mundo todo. Fez tanto sucesso que teve duas continuações: “Olha Quem Está Falando Também”, sobre o nascimento da irmãzinha do bebê original, e “Olha Quem Está Falando Agora”, onde os dois cães da família começavam a ter seus pensamentos narrados – sério. Relembre o trailer do filme original abaixo.









