Disney estabelece novo recorde de arrecadação anual na América do Norte
Os recordes de bilheteria conquistados por “Frozen 2” ajudaram a Disney a bater seu próprio recorde de arrecadação no mercado norte-americano. No domingo (1/12), o estúdio atingiu US$ 3,2 bilhões de ingressos vendidos nos Estados Unidos e Canadá em 2019. A nova marca supera com folga os US$ 3,09 bilhões da própria Disney no ano passado e coloca a participação da empresa no mercado em mais de 31%, segundo levantamento da Comscore. O detalhe é que esse desempenho ainda não inclui os filmes herdados da 20th Century Fox, como o sucesso “Ford vs. Ferrari”, já que a Fox iniciou o ano como empresa independente. A companhia rival com a segunda melhor arrecadação, a Warner Bros, fez menos da metade, com US$ 1,5 bilhão (e 15% do mercado), seguida pela Universal com US$ 1,4 bilhão (14,1%), Sony com US$ 1 bilhão (10,7%), Lionsgate com US$ 678,1 milhões (6,6%) e a Paramount com US$ 557,6 milhões (5,4%), de acordo com a Comscore. Para completar, os filmes da Fox faturaram US$ 489,8 milhões (4,9%) na América do Norte em 2019. Dirigido por Jennifer Lee e Chris Buck, “Frozen 2” deve atingir US$ 1 bilhão em bilheteria mundial em até dois fins de semana, transformando-se no sexto filme da Disney a atingir a marca neste ano – após “Vingadores: Ultimato” (US$ 2,8 bilhões), “O Rei Leão” (US$ 1,66 bilhão), “Capitão Marvel” (US$ 1,13 bilhão), “Toy Story 4” (US$ 1,07 bilhão) e “Aladdin” (US$ 1,05 bilhão). Trata-se, por sinal, de outro recorde. Até então, a Disney tinha conseguido emplacar apenas quatro filmes com mais de US$ 1 bilhão num único ano, durante 2016. Já o máximo que uma rival conseguiu foram três – a Universal, em 2015. No mercado mundial, os títulos da Disney já bateram o recorde anual em julho passado e estão chegando atualmente ao faturamento total de US$ 10 bilhões – contando a Fox, até já ultrapassaram esse valor. Algo jamais contabilizado em Hollywood. E isto que o estúdio ainda tem “Star Wars: A Ascensão Skywalker” para lançar neste mês.
Roman Polanski cancela aula que daria em sua antiga faculdade após protestos de estudantes
O cineasta Roman Polanski cancelou uma palestra/aula de cinema que daria numa universidade da Polônia após protestos de estudantes e funcionários. Ele havia sido convidado pelo Instituto de Cinema de Lodz, onde estudou durante a juventude. Mas o convite rendeu manifestações com cartazes que o chamavam de “estuprador” e uma petição online com várias assinaturas contra sua presença. “Como qualquer outra entidade educacional, nossa escola de cinema deve ser um lugar onde a violência sexual é condenada”, diz um trecho do abaixo-assinado contra a presença do cineasta, condenado por estupro nos EUA nos anos 1970. Radicado na França desde 1978, para onde fugiu antes do anúncio de sua sentença, Polanski se formou pelo Instituto de Cinema de Lodz, que lhe concederia mais tarde o título de doutor honoris causa. Polanski também tem um Oscar da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, concedido em 2003 por “O Pianista”, além de uma Palma de Ouro pelo mesmo filme no Festival de Cannes, um Urso de Ouro (por “Cul-de-sac”) e vários Ursos de Prata no Festival de Berlim, uma coleção de Césars (o Oscar francês), BAFTAs (o Oscar britânico) e ainda venceu o Prêmio do Juri no último Festival de Veneza por seu filme mais recente, “An Officer and a Spy” (J’accuse). Mariusz Grzegorzek, reitor da universidade, divulgou uma nota em devesa do convite ao realizador: “Roman Polanski é um grande artista do cinema, nosso aluno mais destacado. Ele sempre expressou enorme respeito por nossa escola. Devemos a ele muita gratidão”, escreveu. O conselho de estudantes da escola de cinema também emitiu um comunicado sobre o ocorrido: “Nós não somos um tribunal. Não nos compete julgar Roman Polanski. Estamos preocupados com os relatórios da imprensa afirmando que toda a comunidade estudantil está contra o planejado encontro com o maior ex-aluno de nossa universidade. Nós respeitamos todos vocês, e todos têm o direito de se expressar. No entanto, não concordamos com as emoções ditadas pelo ódio, que parecem cada vez mais substituir o discurso racional”, diz trecho da nota. O lançamento do novo filme de Polanski também enfrentou protestos em Paris, mas isso não impediu “J’accuse” de se tornar a maior estreia da carreira do veterano diretor na França. “An Officer and a Spy” (J’accuse) não tem previsão de lançamento no Brasil.
Showrunner garante que não há planos para encerrar Os Simpsons
O roteirista e produtor Al Jean, veterano showrunner da série “Os Simpsons”, negou que a animação esteja chegando ao fim após 31 anos no ar, contestando os comentários do compositor da trilha da abertura, Danny Elfman, que disse ter ouvido que a série terminaria na atual temporada. “Sem desrespeito ao senhor Elfman, mas estamos produzindo a temporada 32 a partir do próximo ano e não temos planos de terminar depois disso”, disse o produtor ao jornal britânico Metro. O escritor faz parte da equipe de “Os Simpsons” desde o começo em 1989 e vem exercendo a função de showrunner nos últimos 18 anos. Ele também esteve à frente do filme derivado da série e é um dos principais responsáveis pela origem do icônico programa, sucesso até hoje. A música de Elfman também está no programa desde o início. Em uma entrevista ao podcast “Joe”, o compositor disse: “Bem, pelo que ouvi, está chegando ao fim… ouvi dizer que estará em seu último ano”. Atualmente no ar na rede americana Fox, a 31ª temporada de “Os Simpsons” se encerra em março e a série realmente foi renovada para seu 32º ano de produção, fazendo com que o programa ultrapasse a marca dos 700 episódios produzidos. A série sobre a família de Homer Simpson é a produção semanal roteirizada mais longeva da história da televisão, tendo estreado em 1989. O recorde foi atingido em abril do ano passado, quando superou “Gunsmoke”. A antiga série de western teve 635 episódios exibidos de 1955 a 1975. Por conta da produção da 32ª temporada, a animação vai chegar a impressionantes 713 episódios. Além disso, é um dos carros-chefes da nova plataforma de streaming da Disney, a Disney+ (Disney Plus).
Todd Phillips desmente reportagem que “antecipa” produção de Coringa 2
O diretor Todd Phillips desmentiu a reportagem do site da revista The Hollywood Reporter que afirmou que ele já tinha fechado contrato para fazer a continuação de “Coringa”. Vários pontos do artigo já tinham sido desacreditados pelas publicações concorrentes Deadline e Variety. Agora, o próprio cineasta veio à público comentar as “revelações” de bastidores da reportagem, em entrevista para outro site, IndieWire. O THR afirmou que a Warner já tinha encaminhado a produção da sequência de “Coringa”, inclusive com uma reunião realizada entre Phillips e o presidente do estúdio, Toby Emmerich, para alinhar os detalhes d produção. Neste encontro, Phillips também teria pedido direitos para “desenvolver um portfólio de personagens da DC”. A Variety confirmou que o presidente da Warner reuniu-se com Phillips sobre a continuação de “Coringa”, mas garante que nenhum contrato ainda foi firmado para a produção. Já o Deadline contestou a reportagem inteira, do início ao fim. O diretor foi cuidadoso ao escolher as palavras para rebater o artigo, deixando entrelinhas abertas. Segundo Phillips, ele não teve nenhuma reunião com Toby Emmerich no dia 7 de outubro, como publicado pelo THR. “Eu posso dizer honestamente que não fiz nenhuma reunião no dia 7 de outubro. Primeiro de tudo, você me conhece e conhece minha carreira, esse não é o meu estilo. Eu fiz uma comédia gigante com a Warner, ‘Se Beber Não Case’, e não me tornei um ‘produtor de fábrica’ de comédias do tipo: ‘ah, vamos apenas produzir filmes de comédia’. Bradley Cooper e eu temos uma empresa de produção na Warner. Eu tenho estado na Warner há 15, 16 anos. Nós temos duas coisas em desenvolvimento o tempo todo, não 40 como algumas pessoas estão dizendo. Não sou o tipo de cara que diz que quer 40 títulos. Eu simplesmente não tenho energia (para isso)”, explicou. Phillips ressaltou que apenas sugeriu à Warner fazer uma cinessérie mais sombria e focada em personagens das histórias dos quadrinhos quando começou a trabalhar no projeto do Coringa. “Quando eu ofereci para eles o ‘Coringa’, a ideia não era fazer um filme, e sim criar uma marca inteira [chamada Black Label]. Mas eles descartaram aquilo rapidamente e eu entendi. Quem sou eu para entrar e começar um projeto dentro de um estúdio de cinema? Mas eles disseram: vamos fazer esse aqui”, contou Phillips. O diretor também confirmou que não assinou nenhum contrato nem existe um roteiro em desenvolvimento para que uma sequência de “Coringa” neste momento. Mas isso não significa que a Warner não planeje uma continuação, já que o filme arrecadou mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias de todo o mundo. “Bem, um filme não ganha US$ 1 bilhão sem que eles não falem numa sequência. Joaquin e eu dissemos publicamente que conversamos sobre a continuação desde a segunda semana de filmagens, porque é uma coisa divertida de se falar. Mas o artigo do Hollywood Reporter estava se referindo a outras coisas além disso, que sãom francamente falsas. Não sei como tudo começou, se foi algum assistente tentando ganhar credibilidade como fonte de jornalista”, ressaltou Phillips. Ele se recusou, porém, a falar sobre o trecho da reportagem que alegou que ele estaria recebendo quase US$ 100 milhões por “Coringa”, porque “trocou seu salário inicial em troca de uma fatia maior da receita”. “Aqui está a verdade sobre uma possível sequência: Joaquin e eu conversamos sobre isso durante uma turnê pelo mundo com executivos da Warner. Estávamos sentados no jantar e eles estavam dizendo: ‘Então, vocês pensaram em (fazer uma continuação)?’ Mas, falando em contratos, não há contrato para desenvolver uma sequência, nunca abordamos Joaquin para fazer uma sequência. Isso vai acontecer? Mais uma vez, acho que o artigo foi antecipatório, na melhor das hipóteses”, finalizou o diretor.
Polanski tem a melhor bilheteria de sua carreira em meio a protestos e boicotes feministas na França
“An Officer and a Spy” (J’accuse), novo filme de Roman Polanski, liderou as bilheterias na França em sua primeira semana em cartaz, apesar de piquetes de manifestantes femininas e campanhas de boicote ao cineasta franco-polonês, acusado recentemente de um novo estupro. Com mais de 501 mil ingressos vendidos, a obra teve a “melhor estreia da carreira” do cineasta, segundo o site CBO Box Office, considerando os filmes que Polanski fez após 1995 – de todo modo, os anteriores teriam bilheterias menores, devido aos preços praticados na época. Antes de “J’accuse”, a melhor estreia de Polanski na França tinha sido terror “O Último Portal”, estrelado por Johnny Depp, que vendeu 499 mil ingressos em seu primeiro fim de semana em 1999. “J’accuse” conta a história do maior erro judicial da história da França, o caso de Alfred Dreyfus, acusado falsamente de espionagem no final do século 19, num ato de antissemitismo que antecipou as tendências sombrias do nazismo, que anos depois se espalharia pelo continente europeu. Além da popularidade atestada pelas grandes bilheterias, o filme também agradou à crítica e até venceu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza. Sua estreia na França foi o momento escolhido por uma fotógrafa francesa, Valentine Monnier, para denunciar à imprensa que o diretor a estuprou em 1975, quando ela tinha 18 anos. Polanski negou a acusação por meio de seu advogado. Isto desencadeou uma onda de protestos, alimentada pela hastag #BoycottPolanski nas redes sociais e piquetes na porta de alguns cinemas. A acusação também levou a Sociedade Civil de Diretores e Produtores (ARP) a dizer que pretende mudar suas regras para expulsar ou suspender qualquer um de seus membros que tenha sido acusado pela justiça. Polanski já foi expulso em 2018 da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, organização que concede o Oscar, por ser foragido da justiça americana. O cineasta é considerado fugitivo, porque escapou para a França após se declarar culpado de abusar de uma menor de 13 anos em 1977. Como é cidadão francês, ele não pode ser extraditado. Isto não impediu a própria Academia de lhe dar o Oscar de Melhor Diretor por “O Pianista” (2002). Na época, a condenação não fez a menor diferença. Recentemente, o diretor se viu alvo de mais cinco denúncias de estupro que teriam acontecido nos anos 1970. Elas vieram à tona durante o auge do movimento #MeToo, que Polanski chamou de “histeria coletiva” e “hipocrisia”. O novo filme de Roman Polanski não tem previsão de lançamento no Brasil. Confira o trailer francês abaixo.
Continuação de Coringa com Joaquin Phoenix já estaria em desenvolvimento
A Warner Bros. já estaria preparando uma sequência de Coringa, que contaria com a volta o astro Joaquin Phoenix ao papel, além do diretor Todd Phillips e do roteirista Scott Silver. As informações foram apuradas pelo site The Hollywood Reporter e não encontraram confirmação nos sites concorrentes. A notícia vem pouco depois de o filme atingir US$ 1 bilhão na bilheteria mundial, tornando-se o primeiro lançamento com classificação “para maiores” nos EUA a alcançar o feito. Phoenix e Phillips afirmaram, em entrevistas durante a divulgação de “Coringa”, que conversaram sobre possíveis sequências. O ator disse que havia “muito para explorar” no personagem, mas que não faria uma continuação “apenas por causa do sucesso do filme”. Mas o THR apurou que o contrato assinado pelo intérprete já previa retorno para pelo menos uma continuação. Outras informações da reportagem do THR foram refutadas pela concorrência, como o projeto de desenvolvimento de outros filmes de origem para os personagens dos quadrinhos da DC, que seriam realizados por Phillips. A Variety confirma que o presidente da Warner, Toby Emmerich, reuniu-se com Phillips sobre a continuação de “Coringa”, mas garante que nenhum contrato ainda foi firmado para a produção. Já o Deadline contesta a reportagem inteira, do início ao fim. A adaptação dos quadrinhos da DC Comics tem dado o que falar mesmo antes de sua estreia comercial, graças à trajetória iniciada com a vitória do Leão de Ouro, prêmio principal do Festival de Veneza. O que está realmente confirmado em relação ao futuro de “Coringa” é que a Warner pretende investir alto para emplacar o filme na disputa do Oscar 2020.
Málevola — Dona do Mal lidera bilheterias do Brasil pela quinta semana
Contrariando tendência mundial, “Málevola — Dona do Mal” é um enorme sucesso no Brasil. O filme arrecadou R$ 75 milhões em ingressos vendidos durante suas cinco semanas de exibição no país e lidera até hoje as bilheterias nacionais, segundo levantamento da consultoria Comscore. A produção da Disney também se mantém como o filme com maior distribuição entre os cinemas brasileiros, o que ajuda a explicar seu sucesso local. Exibida em 446 salas, a produção foi assistida por 339 mil pessoas e obteve R$ 5,9 milhões entre quinta e domingo (17/11). Na América do Norte, “Málevola — Dona do Mal” teve desempenho bem diverso. Após as mesmas cinco semanas, ocupa atualmente o 9º lugar na bilheteria, tendo recém-cruzado os US$ 100 milhões de arrecadação doméstica. O ranking da Comscore ainda registra uma anomalia típica do parque exibidor nacional, ao qualificar um filme que ainda não estreou oficialmente em 2º lugar. A comédia brasileira “Os Parças 2” tem lançamento marcado apenas para a próxima semana, no dia 28 de novembro, mas já está entre os longas mais vistos. Fenômeno paranormal? Viagem no tempo? Brecha interdimensional? Apenas o velho truque de marcar uma data e lançar bem antes, com ampla distribuição, e chamar a venda de ingressos aberta a todo o público e em todos os horários de “pré-estreia”. “Coringa” completa o Top 3 com a comemoração de um recorde. Desde a estreia, há sete semanas, o filme acumula renda de R$ 149,7 milhões e público de 4,6 milhões de pessoas. Neste fim de semana em que o longa alcançou US$ 1 bilhão em bilheteria mundial, tornou-se o filme de maior arrecadação no Brasil com classificação etária para maiores de 16 anos. Para completar, o principal lançamento do fim de semana passado, “As Panteras”, fez fiasco maior no Brasil que nos Estados Unidos, abrindo apenas em 6º lugar. Veja abaixo, o Top 10 das bilheterias brasileiras, conforme apuração da Comscore. TOP 10 #bilheteria #cinema #Brasil Final Sem 14 – 17/Nov:1. Malévola-Dona do Mal2. Os Parças 2 ( Pré Estreia) 3. Coringa4. A Família Adams5. Dora e a Cidade Perdida 6. As Panteras7. Invasão ao Serviço Secreto8. Ford vs Ferrari9. Exterminador do Futuro9. Doutor Sono — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) November 18, 2019
Coringa atinge US$ 1 bilhão de bilheteria mundial
“Coringa” se tornou o primeiro filme com classificação “R” nos EUA a tingir US$ 1 bilhão na bilheteria mundial. Segundo a Warner Bros., os números de bilheteria desta sexta-feira (15/11) foram os responsáveis por empurrar o filme estrelado por Joaquin Phoenix para além da barreira do US$ 1 bilhão. Com um orçamento relativamente baixo para o gênero de super-heróis (entre US$ 55 e 70 milhões), o longa dirigido por Todd Phillips (“Se Beber, Não Case”) também é considerado um dos filmes mais lucrativos de todos os tempos, superando neste quesito até o recordista histórico “Vingadores: Ultimato”, que teria rendido lucro menor pelo investimento gigantesco em sua produção. Mas o recorde mundial de maior bilheteria com classificação etária “R” (para maiores nos Estados Unidos) é discutível, uma vez que a classificação “para maiores” não se sustenta em muitos países. Na França, por exemplo, “Coringa” foi exibido para maiores de 12 anos. No Brasil, para maiores de 16 anos. O longa é para maiores apenas nos Estados Unidos e em poucos países mais – nem o Canadá adotou essa classificação. E foi justamente a falta de censura mais elevada que ajudou o filme a virar sucesso internacional. Não por acaso, a maior parte de sua fortuna vem do exterior, onde adolescentes puderam assisti-lo sem restrições. A adaptação dos quadrinhos da DC Comics também tem feito História com uma trajetória premiada, especialmente ao vencer o Leão de Ouro, prêmio principal do Festival de Veneza. A Warner agora pretende investir em campanha para emplacar “Coringa” na disputa do Oscar 2020.
Doutor Sono dá vexame com estreia em 5º lugar no Brasil
O fracasso de “Doutor Sono” se estendeu ao Brasil. A adaptação de Stephen King estreou em 5º lugar entre os filmes mais assistidos de quinta a domingo (10/11) no país, segundo levantamento da auditoria Comscore. A sequência de “O Iluminado” (1980) ficou atrás de “Malévola: Dona do Mal”, “Coringa”, “A Família Adams” e “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”. Com o excesso de blockbusters em cartaz, o filme foi exibido em apenas 191 salas. Com isso, levou 128 mil pessoas aos cinemas e arrecadou R$ 2,3 milhões. Nos EUA, a estreia foi a segunda maior bilheteria do fim de semana, mas teve uma arrecadação muito abaixo do esperado. Teorias para o fracasso incluem desde a saturação de adaptações de Stephen King – “Doutor Sono” é a terceira de 2019, sem contar as séries – , o título muito ruim e o fato de remeter a um filme com 39 anos, que a maioria dos frequentadores de cinema não lembra ou nem assistiu. Enquanto isso, “Malévola: Dona do Mal”, exibido há quatro semanas, foi o filme mais visto no Brasil no fim de semana. Em cartaz em mais salas que a concorrência – 411 ao todo – , o filme da Disney teve 410 mil espectadores e faturou R$ 7,1 milhões em ingressos vendidos. Desde a estreia, o longa já foi visto por 4,1 milhões de pessoas e rendeu R$ 66,8 milhões. “Coringa” ficou com o 2º lugar, com exibição em 334 salas, público de 279 mil pessoas e R$ 5,2 milhões em ingressos vendidos. Desde a estreia, há seis semanas, o longa acumula 9 milhões de espectadores e R$ 144 milhões em bilheteria. “A Família Adams” completa o Top 3. Exibido em 343 salas, o longa teve público de 279,2 mil pessoas e vendeu R$ 4,6 milhões em ingressos. Em duas semanas, acumula 784 mil espectadores e R$ 12,6 milhões em bilheteria. Vale reparar o óbvio nesses números: os filmes com maior distribuição arrecadam mais. Teorias à parte, esta é a principal explicação para o fraco desempenho de “Doutor Sono” no Brasil. Confira abaixo a lista dos 10 filmes de maior bilheteria no Brasil, no levantamento semanal da consultoria Comscore. TOP 10 #bilheteria #cinema #Brasil SEGUNDA 11/NOV:1. Malévola-Dona do Mal2. Coringa3. Exterminador do Futuro: Destino Sombrio4. A Familia Adams5. Doutor Sono6. Parasita7. Zumbilândia Atire Duas Vezes8. A Odisseia dos Tontos8. Cadê você, Bernadette?9. Downtown Abbey — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) November 12, 2019
Coringa vira a adaptação de quadrinhos mais lucrativa de Hollywood
De acordo com as contas da revista Forbes, “Coringa” se tornou o filme de quadrinhos mais lucrativo de Hollywood. O longa dirigido por Todd Phillips superou a arrecadação mundial de US$ 950 milhões nesta sexta (8/11), o que representa mais de 15 vezes o seu orçamento de US$ 62,5 milhões. Mas o mais curioso é que “Vingadores: Ultimato”, filme de maior bilheteria em todos os tempos, nem entra no Top 5 de lucratividade apresentado pela publicação. Antes de “Coringa”, a adaptação que mais deu retorno financeiro tinha sido “O Máskara”, que arrecadou US$ 351 milhões com um orçamento de US$ 26 milhões. Ainda segundo a Forbes, o Top 5 do gênero se completa com “Venom” (faturou US$ 854 milhões com um orçamento de US$ 90 milhões), “Batman” (US$ 411 milhões com um orçamento de US$ 35 milhões) e “Deadpool” (US$ 783 milhões com um orçamento de US$ 58 milhões). Este ranking, entretanto, não considera as despesas de marketing e divulgação, nem as variações de impostos e taxas sobre os filmes em diferentes países – na China, por exemplo, o retorno para Hollywood é de apenas 25% da arrecadação. O que torna o termo “lucrativo” impreciso. De todo modo, a Forbes prevê que “Coringa” ultrapassará US$ 1 bilhão nas bilheterias. Quando isso acontecer, a produção da Warner irá bater um recorde mais mensurável, tornando-se o filme mais barato a atingir a marca – até o momento, “Jurassic Park” tem essa honra, por ter custado US$ 63 milhões.
Mayans MC é renovada para a 3ª temporada
O canal pago FX anunciou a renovação de “Mayans MC” para sua 3ª temporada. Os novos episódios do spin-off de “Sons of Anarchy” serão os primeiros gravados sem a participação do produtor-roteirista Kurt Sutter, criador tanto de “Sons of Anarchy” quanto do derivado, que foi demitido pelo canal por conta de “denúncias múltiplas” de comportamento agressivo no set do spin-off. O produtor reconheceu suas ações em carta aberta ao elenco e produção, descrevendo-se como “um babaca esquentado”. “Estamos felizes em continuar contando a história de ‘Mayans MC’ com nossos parceiros na Fox 21 e empolgados com o fato de Elgin James ter a oportunidade de se tornar o showrunner da série”, disse Nick Grad, presidente de programação original da FX, no comunicado. “Kurt Sutter identificou e escolheu Elgin como seu parceiro no programa desde o início, e Elgin tem sido fundamental para o sucesso da série, aproveitando sua experiência e visão criativa para fazer ‘Mayans MC’ com um elenco incrível e equipe criativa.” O desenvolvimento do spin-off foi realmente realizado em parceria entre Kurt Sutter e Elgin James, que tem uma trajetória de vida semelhante a dos personagens – ele fundou uma gangue em Boston e cumpriu pena na prisão. Sua estreia como cineasta aconteceu com o sensível e elogiado drama indie “Little Birds” (2011), exibido no Festival de Sundance, e ele também escreveu o roteiro de “Lowriders” (2017), drama sobre a cultura latina de carros envenenados. A trama da série se passa após os eventos do final de “Sons of Anarchy”, quando os motoqueiro latinos assumiram o controle do tráfico. O protagonista é o jovem EZ Reyes (JD Pardo, da série “Revolution”), cuja vida se dividiu entre um passado promissor e um presente sem rumo, após passar um tempo na prisão. Tentando encontrar sua nova identidade após sair da cadeia, ele se junta os motoqueiros de Santo Padre, responsáveis pelo narcotráfico na fronteira da Califórnia com o México. Além de JD Pardo, o elenco inclui Michael Irby (série “Taken”), Sarah Bolger (“Into the Badlands”), Maurice Compte (“Power”), Clayton Cardenas (“American Crime”), Antonio Jaramillo (“Shades of Blue”), Raoul Max Trujillo (“Sicario: Terra de Ninguém”), Edward James Olmos (“Battlestar Galactica”) e Emilio Rivera, que retoma o papel de Marcus Alvarez, o líder dos Mayans de Oakland em “Sons of Anarchy”. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Fox Premium.
Novo Exterminador do Futuro perde para Malévola e Coringa em sua estreia no Brasil
“O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” repetiu no Brasil o clima de decepção que cerca seu lançamento mundial. A estreia do longa rendeu apenas o 3º lugar no ranking, com R$ 6,7 milhões em ingressos vendidos e público de 373 mil pessoas no fim de semana, segundo levantamento da consultoria Comscore. O desempenho foi pior que filmes que já estão há tempos em cartaz. “Malévola — Dona do Mal” manteve a liderança nas bilheterias nacionais, com público de 517 mil pessoas e faturamento de R$ 9 milhões em ingressos. Após três fins de semana, o conto de fadas sombrio arrecadou R$ 56 milhões e foi visto por 3,4 milhões de brasileiros. “Coringa” foi o segundo filme mais assistido do fim de semana, com 405 mil espectadores e arrecadação de R$ 7,4 milhões. Em cinco semanas no circuito nacional, o longa acumula bilheteria de R$ 136,2 milhões e público de 8,5 milhões de espectadores. Única estreia brasileira a emplacar no Top 10, a comédia “Maria do Caritó” abriu em 8º lugar entre os mais assistidos entre quinta e domingo (3/11). O filme com Lilia Cabral foi exibido em 83 salas, visto por 17 mil pessoas e rendeu R$ 298 mil. Confira abaixo a lista dos dez filmes de maior bilheteria no Brasil, no levantamento semanal da consultoria Comscore. TOP 10 #bilheteria #cinema Final Semana 30/10 a 3/11:1. Malévola – Dona do Mal2. Coringa 3. Exterminador do Futuro4. A Familia Adams5. Zumbilandia – Atire Duas Vezes6. A Odisseia dos Tontos7. Downtown Abbey – O Filme8. Maria do Caritó9. Projeto Gemini10. Angry Birds 2 — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) November 4, 2019
Coringa ultrapassa US$ 900 milhões de bilheteria mundial
O filme “Coringa”, estrelado por Joaquin Phoenix, ultrapassou os US$ 900 milhões de bilheteria mundial na noite de sábado (2/11). De acordo com analistas americanos, o longa, que estreou em outubro, terminará sua passagem pelos cinemas com uma arrecadação em torno dos US$ 950 milhões. A produção pode até atingir a marca do US$ 1 bilhão, mas a possibilidade é bem pequena. Mesmo sem se tornar bilionário, o filme já é considerado um dos maiores sucessos da história do estúdio Warner, porque custou apenas US$ 55 milhões para ser produzido e não dispendeu rios de dinheiro em publicidade. Há, inclusive, quem defenda que “Coringa” deu mais lucro para a Warner que o recordista histórico “Vingadores: Ultimato” para a Disney, pelo investimento gigantesco naquela produção. A adaptação dos quadrinhos da DC Comics ainda detém um recorde de arrecadação como o filme com classificação etária “R” (para maiores nos Estados Unidos) de maior bilheteria mundial em todos os tempos. Mas este título é discutível, uma vez que a classificação “para maiores” não se sustenta em muitos países. Na França, por exemplo, “Coringa” foi exibido para maiores de 12 anos. No Brasil, para maiores de 16 anos. O longa é para maiores nos Estados Unidos e em poucos países mais – nem o Canadá adotou essa classificação. E foi justamente a falta de censura mais elevada que ajudou o filme a virar sucesso internacional. Não por acaso, a maior parte de sua fortuna vem do exterior – US$ $588,8 milhões, contra US$ 289,5 milhões no mercado doméstico.












