Disney estabelece novo recorde de arrecadação anual na América do Norte


Os recordes de bilheteria conquistados por “Frozen 2” ajudaram a Disney a bater seu próprio recorde de arrecadação no mercado norte-americano.

No domingo (1/12), o estúdio atingiu US$ 3,2 bilhões de ingressos vendidos nos Estados Unidos e Canadá em 2019. A nova marca supera com folga os US$ 3,09 bilhões da própria Disney no ano passado e coloca a participação da empresa no mercado em mais de 31%, segundo levantamento da Comscore. O detalhe é que esse desempenho ainda não inclui os filmes herdados da 20th Century Fox, como o sucesso “Ford vs. Ferrari”, já que a Fox iniciou o ano como empresa independente.

A companhia rival com a segunda melhor arrecadação, a Warner Bros, fez menos da metade, com US$ 1,5 bilhão (e 15% do mercado), seguida pela Universal com US$ 1,4 bilhão (14,1%), Sony com US$ 1 bilhão (10,7%), Lionsgate com US$ 678,1 milhões (6,6%) e a Paramount com US$ 557,6 milhões (5,4%), de acordo com a Comscore. Para completar, os filmes da Fox faturaram US$ 489,8 milhões (4,9%) na América do Norte em 2019.



Dirigido por Jennifer Lee e Chris Buck, “Frozen 2” deve atingir US$ 1 bilhão em bilheteria mundial no próximo fim de semana, transformando-se no sexto filme da Disney a atingir a marca neste ano – após “Vingadores: Ultimato” (US$ 2,8 bilhões), “O Rei Leão” (US$ 1,66 bilhão), “Capitão Marvel” (US$ 1,13 bilhão), “Toy Story 4” (US$ 1,07 bilhão) e “Aladdin” (US$ 1,05 bilhão).

Trata-se, por sinal, de outro recorde. Até então, a Disney tinha conseguido emplacar apenas quatro filmes com mais de US$ 1 bilhão num único ano, durante 2016. Já o máximo que uma rival conseguiu foram três – a Universal, em 2015.

No mercado mundial, os títulos da Disney já bateram o recorde anual em julho passado e estão chegando atualmente ao faturamento total de US$ 10 bilhões – contando a Fox, até já ultrapassaram esse valor. Algo jamais contabilizado em Hollywood. E isto que o estúdio ainda tem “Star Wars: A Ascensão Skywalker” para lançar neste mês.


Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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