Diretoria da Academia francesa renuncia após indicações de Roman Polanski ao César 2020
A diretoria da Academia das Artes e Técnicas Cinematográficas da França, responsável pelo César, premiação francesa equivalente ao Oscar, anunciou sua renúncia nesta quinta (13/2), em resposta às polêmicas indicações recebidas pelo novo filme de Roman Polanski a seu prêmio anual. O drama de época “Um Oficial e um Espião” (J’Accuse) é o filme que disputa mais categorias na cerimônia de 2020. O longa de Polanski tem 12 indicações, superando “Os Miseráveis”, que disputou o Oscar de Melhor Filme Internacional, e outro favorito, “La Belle Époque”, ambos com 11 nomeações cada. Grupos feministas haviam repudiado as indicações, depois de terem convocado um boicote ineficaz contra o filme. Mas seus protestos ganharam reforço de dezenas de personalidades da indústria cinematográfica – incluindo o ator de “Os Intocáveis” Omar Sy e a atriz Berenice Bejo, do filme “O Artista” – , que denunciaram a “opacidade” da Academia em uma carta aberta, criando um clima tenso para a realização da cerimônia de premiação. “Para honrar os que fizeram filmes em 2019, para reconquistar serenidade e tornar o evento de cinema uma celebração, o conselho de diretores tomou uma decisão unânime de renunciar”, anunciou a Academia francesa em nota oficial. A demissão coletiva aconteceu a apenas duas semanas da data de entrega dos prêmios, marcada para 28 de fevereiro, em Paris. A exibição de “O Oficial e o Espião” nos cinemas enfrentou protestos feministas na França, após o surgimento de mais uma acusação de estupro contra o diretor, que, como as demais, teria acontecido há várias décadas. Polanski chegou a ser expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA em 2018, quando o movimento #MeToo relembrou seu caso histórica e incentivou o surgimento de novas acusações sobre o passado do diretor. Na ocasião, o diretor chamou a atitude de hipocrisia, já que sua condenação por abuso de menor era pública desde os anos 1970, e isso não impediu a Academia americana de lhe consagrar com um Oscar, por “O Pianista” (2002). Contrariando a nova posição dos organizadores do Oscar, o presidente da Academia Francesa, Alain Terzian, chegou a dizer que o César “não deve adotar posições morais”, ao anunciar os indicados. “Se eu não estiver equivocado, 1,5 milhão de franceses assistiram ao filme”, completou. De fato, a estreia de “O Oficial e o Espião” foi a mais bem-sucedida da carreira de Polanski, batendo o recorde de público de sua trajetória como cineasta, apesar da tentativa de boicote feminista, alimentada pela declaração da fotógrafa Valentine Monnier, dias antes, de que tinha sido violentada por Polanski em 1975, quando ela tinha 18 anos. O diretor negou a acusação por meio de seu advogado. Polanski é considerado foragido da Justiça dos Estados Unidos, onde em 1977 foi condenado de estuprar uma menina de 13 anos. Além das indicações ao César, “O Oficial e o Espião” também concorreu ao prêmio da Academia Europeia, mas perdeu. Em compensação, venceu o Grande Prêmio do Júri do Festival de Veneza no ano passado. O filme será exibido no Brasil a partir de 13 de março.
Minha Mãe É uma Peça 3 já é terceiro filme brasileiro mais visto em todos os tempos
O público do filme “Minha Mãe É uma Peça 3” não pára de crescer. Nesta quinta (13/2), a comédia de Paulo Gustavo atingiu 11,2 milhões de espectadores, superando os 11,1 milhões de ingressos vendidos de “Tropa de Elite 2”. Com isso, transformou-se no terceiro filme mais visto da história da indústria cinematográfica nacional, atrás apenas dos dramas “Nada a Perder” (2018) e “Os Dez Mandamentos” (2016), justamente os filmes que têm seu público questionado, por conta de uma estratégia da Igreja Universal, que esgotou os ingressos das sessões sem preencher os assentos dos cinemas com espectadores. Como a diferença é pequena, os números polêmicos do 2º colocado devem ser superados em breve. A diferença para “Os Dez Mandamentos” é de apenas 100 mil ingressos, enquanto “Nada a Perder” tem cerca de 900 mil de vantagem. Atualmente em 3º lugar no ranking nacional, “Minha Mãe É uma Peça 3” ainda continua lotando suas sessões. No fim de semana passado, levou 209 mil espectadores aos cinemas. Basta atingir metade desse número até domingo para superar o recorde de “Os Dez Mandamentos”. Há oito semanas em cartaz, a comédia da Dona Hermínia já tem um faturamento de R$ 175 milhões, que representa a maior bilheteria do cinema brasileiro em todos os tempos – recorde superado em janeiro passado, cerca de 40 milhões atrás. O valor se tornou, inclusive, maior que a soma da arrecadação conjunta dos dois primeiros filmes da franquia. A franquia “Minha Mãe É Uma Peça” é baseada na peça homônima, criada e estrelada por Paulo Gustavo como Dona Hermínia. Os dois primeiros filmes, lançados em 2013 e 2016, atingiram juntos o público de 13 milhões de espectadores e uma arrecadação total de R$ 173,7 milhões. O imenso sucesso e alcance de “Minha Mãe É Uma Peça 3” também coloca em cheque a definição do presidente Jair Bolsonaro sobre filmes que só agradam “uma minoria”, já que se trata de uma produção assumidamente LGBTQIA+. Sua trama é estrelada por um homem vestido de mulher (que na vida real é casado com outro homem), tem como tema um casamento homossexual e gira em torno de uma família que lida com a sexualidade de forma natural e bem-humorada.
Katy Keene: Série derivada de Riverdale será lançada pela HBO no Brasil
A série “Katy Keene”, derivada de “Riverdale”, será exibida no Brasil pelo canal pago HBO. É uma iniciativa curiosa, pois “Riverdale”, que já tem crossover com a atração, é exibida pelo canal pago Warner. Ambas as séries são exibidas nos EUA no mesmo canal, The CW. “Katy Keene” estreou na quinta-feira passada (6/2) nos EUA, após sua personagem-título aparecer em “Riverdale” para estabelecer a ligação entre as duas produções. Além disso, a nova atração ainda conta com uma personagem transplantada de “Riverdale”, Josie McCoy. Ashleigh Murray reprisa seu papel de Josie, que se muda para Nova York para perseguir seu sonho de virar cantora profissional. Lá, ela vai morar com a amiga nova-iorquina de Veronica, Katy Keene, passando a dividir apartamento também com a drag queen Jorge/Ginger Lopez. Lucy Hale (a Aria de “Pretty Little Liars”) vive Katy Keene e Jonny Beauchamp (a Angelique de “Penny Dreadful”) é Ginger. O elenco também destaca Julia Chan (a Dra. Maggie Lin de “Saving Hope”) como Pepper Smith, uma promoter cheia de contatos, e Lucien Laviscount (“Scream Queens”) no papel de Alexander Cabot, um empresário musical. Todos os personagens buscam realizar seus sonhos na cidade grande, mas enfrentam sucessivas desilusões e a inveja de rivais poderosos. No caso de Alexander, é sua própria irmã, Alexandra (Camille Hyde, de “American Vandal), uma milionária esnobe e controladora. Vale lembrar que os irmãos Cabot faziam parte da trupe do desenho animado “Josie e as Gatinhas”, de onde saiu Josie McCoy. Todos os três personagens, que eram brancos na animação e nos quadrinhos da Archie Comics, são interpretados por atores negros na série. “Katy Keene” é a terceira criação de Roberto Aguirre-Sacasa baseada em personagens da Archie Comics, após “Riverdale” e “O Mundo Sombrio de Sabrina” na Netflix. Lançada nos anos 1940, a personagem original dos quadrinhos era uma atriz, modelo e “rainha das pin-ups”, mas na série é apresentada como vendedora de loja de roupas que sonha em virar estilista de moda. A atração estreia em 6 de março na HBO e no streaming HBO Go.
Estreias de Sonic: O Filme e O Grito são bons motivos para ir ao cinema… (re)ver Parasita
Sem empolgar, a programação de estreias desta quinta (13/2) serve de desculpa para rever ou – para quem ainda não viu – conhecer “Parasita”, que vai dobrar sua ocupação de salas após vencer o Oscar no domingo passado (9/2). Quando estreou no território nacional, em novembro passado, o filme de Bong Joon Ho recebeu distribuição limitada em apenas 60 salas, mas, graças ao boca-a-boca e conquista ininterrupta de prêmios, já tinha atingido 137 salas no fim de semana passado. A partir de agora, a oferta aumenta para 248 salas em todo o país. A distribuição ampla torna “Parasita” a melhor alternativa aos lançamentos dos cinemas de shopping center, que recebem a produção infantil “Sonic: O Filme” e o terror “O Grito”. “Sonic: O Filme” teve um desenvolvimento conturbado, precisando refazer seus efeitos após o visual humanizado do personagem-título, um ícone dos videogames, ter sido amplamente rejeitado pelo público. Infelizmente, não deu para refazer o filme inteiro, cujas críticas estão sendo escondidas dos espectadores. Apesar de estrear na sexta nos EUA, as primeiras análises foram derrubadas na internet por intervenção do estúdio Paramount. Fato: o Google indexou várias resenhas, inclusive nacionais, que levam a páginas com erro 404. A maioria tinha teor negativo. Por outro lado, exaltações de comentaristas obscuros estão liberadas no Twitter. Ao esconder as críticas profissionais, o estúdio aposta na curiosidade dos fãs do game para fazer a maior bilheteria de abertura possível, antes da constatação de sua qualidade. Fica a dica. “O Grito”, por outro lado, já é constatadamente ruim. Como o filme estreou em janeiro na América do Norte, a péssima recepção já se encontra disseminada. Não apenas entre a crítica, que lhe deu só 21% de aprovação (podre) no Rotten Tomatoes, mas também entre o público, com direito à pior nota CinemaScore possível, F, votada pelos espectadores na saída das sessões de cinema dos EUA. No circuito limitado, o título que ocupa mais telas é “O Preço da Verdade”, um drama jurídico ao estilo de “Conduta de Risco” (2007), em que Mark Ruffalo (o Hulk) vive um advogado de grandes corporações. Inspirado em história real, o longa mostra como ele sofre uma crise de consciência ao perceber que um de seus maiores clientes está poluindo sua cidadezinha natal, matando o gado e envenenando a população – inclusive sua família. É quando decide usar tudo o que sabe sobre litígio empresarial para enfrentar seus colegas de trabalho e (ex)patrão. Com 89% no Rotten Tomatoes, o drama tem direção do premiado Todd Haynes (“Carol”) e ainda traz no elenco Anne Hathaway (“As Trapaceiras”). Já a distinção de melhor lançamento inédito do fim de semana cabe ao elogiadíssimo “Antologia da Cidade Fantasma”, considerado o ponto alto da carreira do canadense Denis Côté (“Vic+Flo Viram um Urso”). Apesar da premissa de terror sobrenatural, a história é apresentada como um drama. Numa cidadezinha em que nada acontece, um acidente de carro fatal inicia um ciclo de perturbações. Pessoas estranhas começam a aparecer ao redor da cidade, observando os moradores à distância, em cada vez maior número, e o tempo parece não passar como deveria. Altamente atmosférico, conquistou 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. A programação se completa com “Dilili em Paris”, mais recente animação de Michel Ancelot, premiada no César de 2019 – mas sem a qualidade de “Kiriku e a Feiticeira” (1999) e “Príncipes e Princesas” (2000) – , o drama sérvio “Cicatizes”, em que mãe justiceira enfrenta complô de rapto de bebês, e o documentário musical “Inaudito”, dedicado à carreira do guitarrista Lenny Gordin, cujos acordes eletrificaram a Tropicália. Confira abaixo os detalhes, com todos os títulos, sinopses e trailers das estreias da semana. Sonic: O Filme | EUA | Infantil Sonic tenta se adaptar à sua nova vida na Terra com seu recém-descoberto melhor amigo humano Tom Wachowski, e os dois unem forças para tentar impedir que o vilão Dr. Robotnik capture Sonic e use seus poderes para dominar o mundo. O Grito | EUA | Terror Em uma casa, uma maldição nasce após uma pessoa morrer em um momento de terrível terror e tristeza. Voraz, a entidade maligna não perdoa ninguém, fazendo vítima atrás de vítima e passando a maldição adiante. O Preço da Verdade | EUA | Drama Robert Bilott (Mark Ruffalo) é um advogado de defesa corporativo que ganhou prestígio trabalhando em casos de grandes empresas de químicos. Quando fazendeiros de sua cidade chamam sua atenção para mortes que podem estar ligadas a lixo tóxico de uma grande corporação, ele embarca em uma luta pela verdade, em um processo judicial que dura anos e põe em risco sua carreira, sua família e seu futuro em geral. Antologia da Cidade Fantasma | Canadá | Drama Em uma pequena e distante cidade do interior do Canadá, um homem morre em um acidente de carro sob circunstâncias misteriosas. Enquanto os poucos habitantes do local permanecem relutantes em debater as possíveis causas da tragédia, a família do falecido e o prefeito Smallwood começam a perceber estranhos e atípicos eventos que mudam suas concepções de realidade. Dilili em Paris | França | Animação Com a ajuda do seu amigo, um entregador, Dilili, uma jovem Kanak, investiga uma série de sequestros misteriosos a jovens garotas que está assolando a Paris da Belle Epoque. Encontrando uma série de personagens misteriosos, cada um deles com pistas que vão ajudar na sua busca. Cicatrizes | Sérvia | Drama Há 20 anos, Ana sofre de uma dor implacável. Ela passou todo esse tempo convicta de que seu filho, alegado natimorto pelo hospital, na realidade teria sido vendido para um esquema de adoção ilegal que vigora até os dias atuais na Sérvia. Com uma nova pista e o relato de outras dezenas de mulheres que acreditam ter passado pela mesma situação, Ana vê motivos para recuperar as esperanças. Inaudito | Brasil | Documentário Nascido na China, Lanny Gordin fez carreira como músico no Brasil durante as décadas de 1960 e 1970. Neste período, trabalhou em discos e shows de Gal Costa, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Erasmo Carlos, Jards Macalé e outros ícones da música popular brasileira. O ostracismo veio no final da década de 1970, associado ao desenvolvimento de esquizofrenia. Aos 65 anos, Lanny relata sua chegada ao país e revela seus pensamentos sobre a vida e, especialmente, sua relação com a música.
Aves de Rapina estreia em 1º lugar no Brasil
A estreia de “Aves de Rapina – Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa” arrecadou R$ 10,7 milhões no Brasil, segundo levantamento da empresa de consultoria Comscore. O filme levou 621 mil pessoas aos cinemas brasileiros, o que não é um número muito elevado para uma produção de super-heróis. De todo modo, a distribuição não foi das maiores, com exibição em 413 salas apenas. O lançamento da Warner também teve um desempenho abaixo do esperado na América do Norte, onde faturou US$ 33 milhões em seus três primeiros dias de exibição – contra uma expectativa de mercado de cerca de US$ 50 milhões. Nos EUA e Canadá, porém, “Aves de Rapina” teve distribuição de blockbuster, em mais de 4 mil telas. “Bad Boys para Sempre” ficou em 2º lugar no fim de semana. Mantendo-se em cartaz em 325 salas, teve público de 234 mil espectadores e arrecadou R$ 4 milhões em bilheteria. Desde a estreia, há duas semanas, o longa acumula R$ 14,2 milhões e já levou 872 mil brasileiros aos cinemas. “Minha Mãe é uma Peça 3” completa o Top 3. Exibido em 299 salas, arrecadou R$ 3,7 milhões e teve 209 mil espectadores. Há sete semanas no circuito, a comédia estrelada por Paulo Gustavo já soma R$ 174,2 milhões em ingressos vendidos e público de 11 milhões de pessoas. É o filme nacional de maior bilheteria de todos os tempos. Dentre os filmes premiados no Oscar 2020, “1917” teve a maior bilheteria. Exibido em 363 salas, foi 4º mais visto do fim de semana, levando 163 mil pessoas aos cinemas para faturar R$ 3,3 milhões. A estreia de “Jojo Rabbit” amargou o 6º lugar, apesar da maior distribuição de todas. Em cartaz em 562 salas, teve apenas 74 mil espectadores e R$ 1,6 milhão em bilheteria. Para completar, “Parasita”, o grande vencedor do prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, ficou em 8º lugar. O suspense sul-coreano levou 32 mil pessoas a 278 salas, somando R$ 607 mil. Exibido há 14 semanas no circuito nacional, o longa de Bong Joon Ho já foi assistido por 355 mil brasileiros e rendeu R$ 6,6 milhões. Veja abaixo o Top 10 dos filmes mais vistos no Brasil entre quinta e domingo (9/2), segundo levantamento da Comscore. #TOP10 #bilheteria #cinema Finde 6 a 9 Fev: 1. Ave de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa2. Bad Boys Para Sempre2. Minha Mãe É Uma Peça 34. 19175. Jumanji – Próxima Fase6. Jojo Rabbit7. Frozen 28. Parasita9. Um Espião Animal10. Judy: Muito Além do Arco Iris — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) February 10, 2020
Transmissão do Oscar atinge menor audiência televisiva de todos os tempos
A transmissão do Oscar 2020, que foi ao ar pela rede ABC nos EUA, registrou a pior audiência televisiva do evento em todos os tempos. A vitória histórica de “Parasita” foi assistida ao vivo por 23,6 milhões de pessoas, segundo a medição da empresa Nielsen. Trata-se de novo recorde negativo de público, superando os 26,5 milhões que viram o Oscar em 2018. No ano passado, a sintonia tinha sido um pouco melhor, com 29,6 milhões de telespectadores nos EUA. Até alguns anos atrás, o público do Oscar variava entre 35 e 45 milhões, ainda de acordo com a Nielsen. A queda de audiência se tornou mais sensível a partir de 2017, quando “Moonlight” foi o vencedor do troféu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Desde então, a ABC vem pressionando os organizadores do Oscar por mudanças na premiação, considerada muito longa, tediosa e com muitos filmes que o público médio da transmissão não assistiu. A baixa audiência do Oscar 2020, entretanto, aconteceu mesmo com uma seleção de indicados ao gosto da rede, que queria mais filmes populares concorrendo ao prêmio. Com mais de US$ 1 bilhão de bilheteria, “Coringa” liderou em número de indicações, e recebeu estatuetas junto de outros blockbusters premiados no evento. Por suas conquistas, “Parasita” tende a ser considerado responsável pela falta de interesse dos americanos. Mas como o público precisaria sintonizar para saber quem ganhou, a crítica contra a consagração de uma produção estrangeira só tem sentido como desculpa para pressionar por mais mudanças conservadoras contra a diversidade do Oscar. O fato é que, com a multiplicação da transmissões de eventos de premiação, as muitas vitórias consecutivas dos mesmos artistas (no Globo de Ouro, Critics Choice, SAG Awards, BAFTA Awards, etc) têm o efeito de banalizar suas conquistas. A maioria do público já sabia de antemão, por exemplo, que Brad Pitt, Joaquin Phoenix, Renée Zellweger e Laura Dern venceriam Oscars por suas interpretações, eliminando qualquer torcida pelos resultados. Outro fato indiscutível é que cada vez menos pessoas assistem TV ao vivo, preferindo acompanhar por streaming, e a medição do Nielsen já não dá conta de representar o público total de uma transmissão.
Bilheterias: Estreia de Aves de Rapina fica muito abaixo das expectativas
A estreia de “Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa” ficou em 1º lugar nos EUA e Canadá. Mas os números não foram o que a Warner planejava comemorar, quando investiu US$ 97,1 milhões em sua produção. O estúdio tinha como parâmetro o sucesso comercial de “Esquadrão Suicida”, que abriu com US$ 133 milhões em 2016. “Aves de Rapina” rendeu apenas US$ 33,2 milhões – cerca de 24% do que fez o primeiro longa com a Arlequina nos cinemas norte-americanos. Trata-se, ainda, da pior estreia de um filme de super-heróis da DC Comics desde o reboot de “Homem de Aço”, em 2013. Com 80% de aprovação, o filme foi aprovado pela crítica. O problema é que a crítica não é o público alvo deste tipo de produção. E os fanboys vêm reclamando de decisões do estúdio desde que o projeto foi anunciado. Pois agora, postumamente, os executivos resolveram tabular o que os fãs estão dizendo, porque todo prejuízo precisa ser justificado diante dos sócios do conglomerado. Entre as ponderações óbvias estão desde o título da produção até a escalação equivocada das novas personagens. Porque o filme não se chamou “Arlequina”, se ela era a única conhecida? Parece que deu certo para “Coringa”. A afobação da Warner em construir “universo cinematográfico” também pode ser identificada na premissa, que previa lançar uma franquia de “Aves de Rapina” paralela a novos filmes da Arlequina, mas que resultou num segundo “Liga da Justiça” – que, em vez de lançar spin-offs, virou fim de linha. As reclamações dos fãs sobre a escalação das intérpretes, que não refletem o perfil das personagens dos quadrinhos, jamais foram consideradas. Uma cineasta inexperiente, de repente, passou a ser apontada como contratação equivocada – mas não era até o fracasso. O tom indeciso, entre a comédia e a ação, também teria desapontado quem esperava mais de um ou do outro. Mas o estúdio, habituado em encontrar as desculpas habituais, deve apontar a classificação etária “R” (para maiores nos EUA) como grande motivo pelo fracasso. “Esquadrão Suicida” foi exibido para menores (PG-13). E a verdade é que não havia justificativa para produzir um derivado exclusivamente para maiores. Afinal, trata-se de um filme estrelado por uma personagem de desenho animado infantil e, ao contrário de “Coringa”, “Deadpool” ou “Logan”, sem nenhuma cena especialmente violenta ou sexual, apenas linguagem imprópria – um ou outro palavrão – que a dublagem nacional tende até a esconder. A Warner também vacilou na data de estreia, marcada para o fim de semana do Oscar, em que o público corre para ver os filmes indicados que, por qualquer motivo, ainda não conseguira assistir. Tanto é assim que o Top 10 resgatou até “Entre Facas e Segredos”, que já havia saído do topo do ranking – lançado em novembro passado! No mercado internacional, “Aves de Rapina” saiu-se um pouco melhor, elevando o total para US$ 81,2 milhões em todo o mundo. Mas como os cinemas chineses e de parte da Ásia estão fechados, devido ao coronavírus, o montante global não deve se tornar a “salvação” da balança comercial. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana nos EUA e Canadá – se preferir, clique também em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Aves de Rapina Fim de semana: US$ 33,2M Total EUA e Canadá: US$ 33,2M Total Mundo: US$ 81,2M 2. Bad Boys para Sempre Fim de semana: US$ 12M Total EUA e Canadá: US$ 166,3M Total Mundo: US$ 336,3M 3. 1917 Fim de semana: US$ 9M Total EUA e Canadá: US$ 132,5M Total Mundo: US$ 287,3M 4. Dolittle Fim de semana: US$ 6,6M Total EUA e Canadá: US$ 63,9M Total Mundo: US$ 158,6M 5. Jumanji: Próxima Fase Fim de semana: US$ 5,5M Total EUA e Canadá: US$ 298,4M Total Mundo: US$ 768,4M 6. Magnatas do Crime Fim de semana: US$ 4,1M Total EUA e Canadá: US$ 26,8M Total Mundo: US$ 60,3M 7. Maria e João: O Conto das Bruxas Fim de semana: US$ 3,5M Total EUA e Canadá: US$ 11,5M Total Mundo: US$ 13,1M 8. Entre Facas e Segredos Fim de semana: US$ 2,3M Total EUA e Canadá: US$ 140,7M Total Mundo: US$ 299,6M 9. Adoráveis Mulheres Fim de semana: US$ 2,3M Total EUA e Canadá: US$ 102,6M Total Mundo: US$ 177,1M 10. Star Wars: A Ascensão Skywalker Fim de semana: US$ 2,2M Total EUA e Canadá: US$ 510,5M Total Mundo: US$ 1B
Série documental de Justin Bieber bate recorde de visualizações no YouTube
“Justin Bieber: Seasons” quebrou o recorde de visualização de estreia de uma série original no YouTube. Lançado em 27 de janeiro, o capítulo inicial teve mais de 32 milhões de visualizações em sua primeira semana na plataforma. Com isso, ultrapassou a audiência de estreia de “Liza On Demand”, concentrando o maior público de uma produção original do YouTube durante sua semana inaugural. Até hoje, a estreia de “Justin Bieber: Seasons”, de apenas 11 minutos de duração, já foi vista 42,1 milhões de vezes. O seriado tem, ao todo, dez episódios e acompanha o cotidiano do cantor após o cancelamento de sua turnê em 2017. É possível assistir à produção com legendas em português pelo YouTube, que já disponibilizou gratuitamente mais três capítulos. Veja abaixo. “Changes”, o próximo álbum de estúdio de Bieber, será lançado em 14 de fevereiro.
Hamilton: Disney anuncia o documentário mais caro de todos os tempos
A Disney anunciou o lançamento de uma versão para o cinema do espetáculo da Broadway “Hamilton”, prevista para chegar às telas em outubro de 2021. Mas deixou de fora o detalhe mais importante da notícia. Segundo apurou o site Deadline, a aquisição dos direitos de exibição foi a mais cara de todos os tempos, girando em torno de US$ 75 milhões. Se esse preço for real, será mesmo um negócio nunca visto. Porque o “filme” nada mais é que um registro da peça, feito durante três noites consecutivas no final da temporada do elenco original. Trata-se, sim, de um documentário da montagem teatral no palco do Richard Rodgers Theatre, apenas incrementado por takes alternativos gravados com o teatro vazio – feitos com o objetivo de multiplicar os ângulos e dar uma aparência mais “cinematográfica” à edição de imagens – , de modo a evitar a aparência tediosa de “teatro filmado”. O custo ficou tão elevado porque os direitos foram disputados com concorrentes de peso, inflacionando o valor dos direitos da obra de Lin-Manuel Miranda, vencedora de 11 prêmios Tony em 2016, além do Prêmio Pulitzer de Drama. Entretanto, é justo constatar que, por esse orçamento, seria possível realizar uma adaptação inédita, exclusiva e superproduzida do mesmo musical. Afinal, a Universal recusou produzir a adaptação cinematográfica de “Em um Bairro de Nova York”, outra obra de Miranda, pelo orçamento chegar em US$ 30 milhões. A Warner, que acabou realizando a adaptação, pagou os direitos e a filmagem completa por cerca de US$ 20 milhões, o que incluiu o salário do próprio Miranda como ator. O filme “Em um Bairro de Nova York” – não o registro documental da peça – estreia em junho. O diretor Tommy Kail dirigiu a versão teatral e o filme de “Hamilton”, que será lançado nos cinemas em 15 de outubro de 2021 – antes de encontrar seu inevitável lar na plataforma Disney+ (Disney Plus). Disney presents: Hamilton. With The Original Broadway Cast. Filmed onstage at The Richard Rodgers Theatre. In A Theater Near You.October 15, 2021. #Hamilfilm pic.twitter.com/08YP6CTbF8 — Walt Disney Studios (@DisneyStudios) February 3, 2020
Bad Boys para Sempre lidera bilheterias pela terceira semana nos EUA
“Bad Boys para Sempre” deixou de ser título de filme para virar posição de ranking. O revival da franquia estrelada por Will Smith e Martin Lawrence permanece como o maior sucesso de bilheteria nos EUA e Canadá pela terceira semana seguida. Com mais US$ 17,7 milhões arrecadados, o longa da Sony agora acumula um total de US$ 148 milhões no mercado norte-americano e chega a dobrar a quantia (US$ 290,7M) com sua arrecadação mundial. As estreias fracas do fim de semana, aliadas ao Super Bowl (final do campeonato de futebol americano), que costuma prender o público dos EUA diante da TV, conspiraram para manter todo o Top 3 inalterado, com “1917” e “Dolittle” completando o pódio. Ao beirar os US$ 250 milhões, o filme de guerra de Sam Mendes, favoritíssimo ao Oscar 2020, já começa a cobrir o investimento da Universal em sua produção (US$ 90 milhões). Infelizmente, “Dolittle” desequilibra as contas do estúdio, com apenas US$ 126,6 milhões mundiais para um orçamento de US$ 175 milhões. De todo modo, a disputa de maior fracasso de 2020 ganhou nova rodada, com os desapontamentos do fim de semana. A estreia mais bem colocada desta semana foi a versão de terror da fábula de “João e Maria”, batizada em português de “Maria e João: O Conto das Bruxas”, que abriu em 4º lugar com US$ 6 milhões. Considerado medíocre pela crítica (56% de aprovação no Rotten Tomatoes), tem estreia marcada no Brasil para o dia 20 de fevereiro, junto com o terrível “Dolittle” (pra quem não lembra: só 16% de aprovação). Mas o grande fiasco ficou por conta de “The Rhythm Section”. Um fiasco recordista. O thriller de ação estrelado por Blake Lively foi lançado em mais de 3 mil salas e fez apenas US$ 2,8 milhões, rendendo menos de US$ 1 mil por tela no 10º lugar do ranking. Trata-se da menor abertura de um filme com distribuição ampla na América do Norte em todos os tempos. Por isso, mesmo com um orçamento mediano (US$ 50 milhões) para o gênero, dará grande prejuízo. Primeiro longa de ação dirigido por uma mulher (Reed Marano, da série “The Handmaid’s Tale”) em 2020 – o próximo é “Aves de Rapina” – , “The Rhythm Section” também foi destruído pela crítica, com média de 33% no Rotten Tomatoes. Ressalte-se que os comentários negativos concentraram-se no roteiro genérico e previsível de Mark Burnell, escritor “quase brasileiro” estreante no cinema, que adaptou seu próprio livro para a Eon (produtora dos filmes de 007). A Paramount, que fez a distribuição nos EUA, nem começou a divulgar “The Rhythm Section” no Brasil. O filme, por sinal, nem tem título nacional, muito menos previsão de estreia no país em que Burnell cresceu. Saiba mais sobre os motivos do fracasso de “The Rhythm Section” neste link. E confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana nos EUA e Canadá – se preferir, clique também em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Bad Boys para Sempre Fim de semana: US$ 17,6M Total EUA e Canadá: US$ 148M Total Mundo: US$ 290,7M 2. 1917 Fim de semana: US$ 9,6M Total EUA e Canadá: US$ 119,2M Total Mundo: US$ 249M 3. Dolittle Fim de semana: US$ 7,7M Total EUA e Canadá: US$ 55,2M Total Mundo: US$ 126,6M 4. Maria e João: O Conto das Bruxas Fim de semana: US$ 6M Total EUA e Canadá: US$ 6M Total Mundo: US$ 6M 5. Magnatas do Crime Fim de semana: US$ 6M Total EUA e Canadá: US$ 20,4M Total Mundo: US$ 48,4M 6. Jumanji: Próxima Fase Fim de semana: US$ 6M Total EUA e Canadá: US$ 291,2M Total Mundo: US$ 746,1M 7. Star Wars: A Ascensão Skywalker Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA e Canadá: US$ 507M Total Mundo: US$ 1B 8. Os Órfãos Fim de semana: US$ 3M Total EUA e Canadá: US$ 11,7M Total Mundo: US$ US$ 14M 9. Adoráveis Mulheres Fim de semana: US$ 3M Total EUA e Canadá: US$ 98,7M Total Mundo: US$ 162,8M 10. The Rhythm Section Fim de semana: US$ 2,8M Total EUA e Canadá: US$ 2,8M Total Mundo: US$ 2,8M
Festival de Sundance 2020 premia filme com ator de The Walking Dead e cineastas femininas
O drama “Minari”, de Lee Isaac Chung, foi o vencedor do Festival de Sundance 2020. Além do troféu principal, o Grande Prêmio do Júri, entregue na noite gelada de sábado (1/2) em Park City, Utah (EUA), o filme sobre um menino coreano-americano de 7 anos de idade, cuja vida é virada de cabeça para baixo quando seu pai decide mudar sua família para a zona rural do Arkansas, também ganhou o Prêmio do Público. A história de “Minari”, que destaca em seu elenco o ator Steven Yeun (“The Walking Dead”) no papel do pai, é baseada na própria vida do diretor e coincide com o sucesso recente de cineastas asiáticos nos EUA, tanto em filmes americanos, como as chinesas Chloé Zhao (“Domando o Destino”), Cathy Yan (“Dead Pigs”) e a descendente Lulu Wang (“A Despedida”), quanto internacionais, caso do premiadíssimo Bong Joon Ho, de “Parasita”, vencedor de vários prêmios dos sindicatos da indústria cinematográfica americana. Mas esse não foi o detalhe que mais chamou atenção na entrega dos prêmios, e sim o grande predomínio de mulheres vitoriosas, principalmente nas categorias de Direção. Entre as americanas, Rahda Blank conquistou o troféu por sua estréia no cinema, “The 40-Year-Old Version”, que ela escreveu, dirigiu e estrelou, e Garrett Bradley ficou com o prêmio de direção em documentário por seu filme “Time”. A competição internacional ainda consagrou a francesa Maimouna Doucouré, outra diretora estreante, pela realização de “Cuties” (Mignonnes). Além disso, a estreia na ficção da premiada documentarista Heidi Ewing, “I Carry You with Me”, rendeu dois prêmios paralelos, algumas das críticas mais positivas do evento e um contrato de US$ 10 milhões de distribuição junto a Sony. Para completar, os documentários americanos premiados foram codirigidos por casais. “Boys State”, de Amanda McBaine e Jesse Moss, levou o Grande Prêmio do Júri e uma das maiores boladas do festival. A Apple comprou o filme por US$ 12 milhões, valor recorde para um documentário de festival – qualquer festival. Já o Prêmio do Público para Melhor Documentário ficou com “Crip Camp”, nova produção do casal Barack e Michelle Obama, dirigido por Nicole Newnham e Jim Lebrecht. O filme já entrou em Sundance com distribuição fechada da Netflix. A cerimônia de encerramento do festival, que foi aberta por um show da banda indie punk Skating Polly, ainda premiou o iraniano “Yalda, a Night for Forgiveness”, de Massoud Bakhshi, como o melhor filme da competição internacional.
César 2020: Novo filme de Polanski lidera lista de indicados ao “Oscar francês”
A Academia francesa ignorou a polêmica em torno do cineasta Roman Polanski para consagrar seu novo filme, “O Oficial e o Espião” (J’accuse), na lista de indicados ao César, o equivalente francês ao Oscar. O longa de Polanski sobre o julgamento histórico do militar judeu Alfred Dreyfus foi o que mais recebeu indicações ao prêmio, aparecendo 12 vezes na relação oficial. Com isso, superou “Os Miseráveis”, que disputa o Oscar de Melhor Filme Internacional, e outro favorito, “La Belle Époque”, de Nicolas Bedos. Ambos atingiram 11 indicações cada. “O Oficial e o Espião” teve sua estreia marcada por protestos feministas na França, após o surgimento de mais uma acusação de estupro contra o diretor, que, como as demais, teria acontecido há várias décadas. Polanski chegou a ser expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA em 2018, quando o movimento #MeToo relembrou seu caso e disparou acusações antigas. Na ocasião, o diretor chamou a atitude de hipocrisia, já que sua condenação por abuso de menor era pública desde os anos 1970, e isso não impediu a Academia americana de lhe consagrar com um Oscar, por “O Pianista” (2002). Contrariando a nova posição dos organizadores do Oscar, o presidente da Academia Francesa, Alain Terzian, disse que o César “não deve adotar posições morais”, ao anunciar os indicados nesta quarta-feira. “Se eu não estiver equivocado, 1,5 milhão de franceses assistiram ao filme”, completou. De fato, a estreia de “O Oficial e o Espião” foi a mais bem-sucedida da carreira de Polanski, batendo o recorde de público de sua trajetória como cineasta, apesar de enfrentar uma ameaça de boicote, depois que a fotógrafa Valentine Monnier disse à imprensa que Polanski a violentara em 1975, quando ela tinha 18 anos. O diretor negou a acusação por meio de seu advogado. Polanski é considerado foragido da Justiça dos Estados Unidos, onde em 1977 foi condenado de estuprar uma menor de 13 anos. Além das indicações ao César, “O Oficial e o Espião” também concorreu ao prêmio da Academia Europeia, mas perdeu. Em compensação, venceu o Grande Prêmio do Júri do Festival de Veneza no ano passado. O filme finalmente teve sua estreia no Brasil confirmada. “O Oficial e o Espião” chega por aqui em 13 de março. Já a cerimônia do César 2020 acontecerá em 28 de fevereiro, em Paris.
Minha Mãe É uma Peça 3 ultrapassa R$ 150 milhões nas bilheterias
Recordista de bilheteria do cinema brasileiro desde a semana passada, “Minha Mãe É uma Peça 3” aumentou ainda mais o volume de sua arrecadação, mantendo-se como o segundo filme mais visto pelo público do Brasil no último fim de semana. De quinta a domingo (27/1), a comédia exibida em 487 salas arrecadou R$ 9,1 milhões, levando mais 530 mil pessoas aos cinemas. Desde que estreou há cinco semanas, “Minha Mãe é uma Peça 3” já foi vista por 9,8 milhões de espectadores, segundo levantamento da Comscore, e acumula R$ 156 milhões, a maior arrecadação de um filme brasileiro em todos os tempos. Lançado na última semana de dezembro, “Minha Mãe É uma Peça 3” já tinha impressionado na estreia, arrecadando mais de R$ 30 milhões no fim de semana inaugural. Com isso, bateu o blockbuster “Star Wars: A Ascensão Skywalker” nas bilheterias nacionais. E, nas semanas seguintes, nem tomou conhecimento da concorrência de “Frozen 2”, tornando-se um pesadelo para a Disney no Brasil. Mas, apesar do recorde de bilheteria, o longa estrelado por Paulo Gustavo ainda não é o que mais vendeu ingressos. Com distribuição de ingressos para fiéis da Igreja Universal, “Nada a Perder” fez circular 11,5 milhões de ingressos, segundo informações da produtora Paris Filmes. A diferença em reais fica, portanto, por conta da inflação. Na verdade, o terceiro “Minha Mãe É uma Peça” é o quinto filme com maior público do cinema nacional. Os demais filmes que completam o ranking são “Os Dez Mandamentos” (11,3M de ingressos), “Tropa de Elite 2” (11,1M) e “Dona Flor e seus Dois Maridos” (10,7M). Por curiosidade, “Minha Mãe É uma Peça 2” agora é o sexto, com 9,3 milhões de espectadores superados pela venda da continuação. O detalhe é que “Minha Mãe É uma Peça 3” continua lotando cinemas. O longa só perde, nas bilheterias atuais, para “Jumanji: Próxima Fase”, que estreou há duas semanas. Ou seja, ainda tem muitos ingressos para vender. A popularidade do filme também representa uma contraste gritante em relação ao modelo conservador de cinema que o governo Bolsonaro tenta implantar no país, já que sua trama é estrelada por um homem vestido de mulher (que na vida real é casado com outro homem), inclui uma trama de casamento homossexual e gira em torno de uma família que lida com a sexualidade de forma natural e bem-humorada. Veja abaixo o Top 10 do fim de semana no Brasil, segundo levantamento da consultoria Comscore. TOP 10 #bilheteria #cinema Final Semana 23 a 26 JAN: 1. Jumanji – Próxima Fase2. Minha Mãe É Uma Peça 33. 19174. Frozen 25. Um Espião Animal6. Adoráveis Mulheres7. O Escândalo8. Parasita9. A Possessão de Mary10. O Melhor Verão de Nossas Vidas — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) January 27, 2020












