Marighella: Filme polêmico de Wagner Moura ganha primeiro trailer completo
A Paris Filmes divulgou o primeiro trailer completo de “Marighella”, o filme polêmico dirigido por Wagner Moura, que também teve sua data de estreia confirmada para 14 de abril de 2021. Inicialmente programada para chegar aos cinemas brasileiros em novembro do ano passado, a produção teve sua estreia suspensa após verba e trâmites na Ancine serem dificultados, a ponto de Wagner Moura acusar o governo de sabotar o planejamento com uma censura burocrática. “Bolsonaro já gastou tempo para detonar o filme e a mim. Quando o presidente de um país se declara pessoalmente contra uma obra cultural específica e um setor específico, não dá para não dizer que não é perseguição política”, ele disse, em entrevista ao colunista Leonardo Sakamoto, do UOL, nesta semana. O presidente realmente atacou o filme sem ter visto, assim como vários robôs, que tentaram manipular a nota da produção em sites americanos, chamando atenção das empresas, que derrubaram as mensagens de ódio e mudaram até regras para evitar a prática de “review bombing” – terrorismo virtual. Por outro lado, “Marighella” teve sua première mundial há mais de um ano, no Festival de Berlim, sob aplausos. O “problema” do filme é que ele narra os últimos anos da vida do guerrilheiro baiano Carlos Marighella, entre 1964 e 1969, quando ele foi executado em uma emboscada da polícia na época da ditadura militar. Transformado em herói na tela, ele é considerado um bandido comum por quem mente que a ditadura foi “ditabranda”. Embora a reconstrução do período seja engajada e isto influencie desde a escolha de Seu Jorge para interpretar o político baiano, que era filho de um italiano branco, e a fantasia de que os guerrilheiros comunistas lutavam pela democracia, liberdade artística serve justamente para estimular discussões. O elenco também conta com Adriana Esteves, Humberto Carrão e Bruno Gagliasso.
STF proíbe censura do Especial de Natal do Porta dos Fundos
A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) definiu nesta terça (3/11), por unanimidade, que o “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”, deve permanecer no ar na Netflix. A obra de ficção humorística, que retrata Jesus como homossexual, foi alvo de críticas de conservadores e religiosos, que consideraram ofensiva a associação do cristianismo com a comunidade LGBTQIA+. O julgamento atual ocorreu a pedido da própria Netflix, em protesto contra a censura de seu especial. Em dezembro de 2019, a exibição do programa foi suspensa pela Justiça do Rio de Janeiro. Mas o programa acabou liberado por uma liminar concedida pelo ministro Dias Toffoli, então presidente da Corte. A legalidade da veiculação foi contestada pela Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura, responsável pelo processo que resultou na censura carioca. A entidade alegou que o especial ofendeu a fé cristã e promoveu discurso de ódio contra a religião. Em parecer enviado ao STF antes do julgamento, a PGR (Procuradoria-Geral da República) apontou que o que houve no Rio foi uma tentativa de censura e defendeu a permanência do especial de Natal do Porta dos Fundos no ar. Em seus votos, os ministros Gilmar Mendes, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski consideraram procedente a reclamação da Netflix e concluíram que não deve haver censura. Ao anunciar sua decisão, o relator e ministro Gilmar Mendes afirmou: “Ao analisar os presentes autos, concluo que a obra não incita violência contra grupos religiosos, mas constitui mera crítica, realizada por meio de sátira, a elementos caros ao cristianismo. Por mais questionável que possa vir a ser a qualidade desta produção artística, não identifico em seu conteúdo fundamento que justifique qualquer tipo de ingerência estatal”. Tanto Gilmar Mendes quanto o ministro Edson Fachin ressaltaram durante o julgamento que a Netflix agiu corretamente ao disponibilizar classificação indicativa de idade para o especial do Porta dos Fundos, assim como uma descrição para o conteúdo. O ministro relator destacou que os ofendidos pelo material podem simplesmente não assistir ao vídeo, sem que seja necessário restringir o acesso a ele de toda a sociedade. Cármen Lúcia concordou e disse que o especial não está exposto aos que não querem vê-lo. Lembrando que a sede do Porta dos Fundos no Rio de Janeiro foi vítima de ataque com bombas após o lançamento do especial, também foram citados casos como o da revista “Charlie Hebdo”, da França, que sofreu atentado após publicar charge ironizando Maomé. O autor confesso do atentado violento contra o Porta dos Fundos chegou a comemorar a decisão do desembargador carioca que mandou censurar o especial.
Lady Gaga cita ex-noivo de Chicago Fire em evento de apoio a Joe Biden
A cantora e atriz Lady Gaga fez referência ao seu ex-noivo, Taylor Kinney (o Kelly Severide da série “Chicago Fire”), durante participação em um comício ao lado de Joe Biden na noite de segunda (2/11). A cantora relembrou o antigo relacionamento ao apresentar músicas no evento do candidato à presidência dos Estados Unidos, que aconteceu na Pensilvânia. “Eu estava noiva de um homem de Lancaster, Pensilvânia. Eu sei, eu sei, não deu certo. Eu o amava muito, mas simplesmente não deu certo”, disse Gaga, que emendou a referência com um apoio a Biden. “Mas eu ainda amo meu cara da Pensilvânia. Eu amo Joe, então Joe é meu novo cara da Pensilvânia.” Gaga mencionou o antigo noivo ao iniciar “You & I”, música lançada há 9 anos e que impulsionou seu relacionamento com o ator da série de bombeiros, par da cantora nas gravações do videoclipe da canção. O casal namorou por cinco anos e noivou no Dia dos Namorados de 2015. Um ano depois, separaram-se. Depois de apresentar a música, Lady Gaga pediu desculpas, um pouco constrangida, para seu atual namorado, Michael Polansky, que estava presente no evento. “Pro meu namorado, me desculpe que eu tive que falar tudo isso sobre ‘Pensilvânia, eu namorei um cara que era daqui’, eu te amo muito, mas é verdade”, disse. Ela postou uma parte de seu discurso no Instagram, mas não incluiu a referência ao ex no vídeo. Veja abaixo também o vídeo completo do evento. Ver essa foto no Instagram Today is the last day to make your voice heard. If you don’t have a plan, go to gettothepolls.com right now, and tell all of your friends! Uma publicação compartilhada por Lady Gaga (@ladygaga) em 3 de Nov, 2020 às 9:50 PST
Harrison Ford pede “demissão” de Trump na véspera da eleição nos EUA
The Lincoln Project, um comitê político formado por integrantes do Partido Republicano, resolveu fazer campanha contra o candidato do próprio partido às eleições presidenciais que acontecem nesta terça (3/11) nos EUA. A organização contratou Harrison Ford para narrar um anúncio em que denunciam os planos de Donald Trump para demitir o Dr. Anthony Fauci, um dos maiores experts em doenças infecciosas do mundo, chefe do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas e responsável pela resposta científica dos EUA à pandemia de coronavírus. O anúncio mostra uma cena de um comício realizado por Trump no domingo (1/11), no qual os apoiadores começaram a gritar “Demita Fauci! Demita Fauci!” e o presidente responde: “Não contem a ninguém, mas deixe-me esperar um pouco depois da eleição”. Ford então diz: “Amanhã, você pode demitir apenas um deles. A escolha é sua.” O anúncio marcou uma rara incursão do intérprete de Han Solo e Indiana Jones na política eleitoral. Ford é politizado e tem sido ativo em várias causas, especialmente nas questões de mudança climática, mas não costuma se envolver em disputais partidárias. Recentemente, ele chegou a ser pressionado a se posicionar numa entrevista da revista Time, mas preferiu pedir aos eleitores que elegessem políticos que tivessem propostas para a crise climática. Veja o anúncio do Lincoln Project abaixo. The Lincoln Project and Harrison Ford are teaming up to let Americans know you can only keep one of them: Trump, or Fauci. pic.twitter.com/WmimV0inTC — The Lincoln Project (@ProjectLincoln) November 3, 2020
Série sobre Marielle Franco tem novas roteiristas
A série de ficção sobre Marielle Franco tem novas escritoras. Duas semanas após quatro roteiristas demitirem-se do projeto, por divergências com orientações da narrativa, a produção da Globoplay definiu Mariana Jaspe e Maria Camargo como responsáveis por desenvolver a história. Como o roteiro de nenhum capítulo tinha sido finalizado, elas vão começar do zero, seguindo as orientações da roteirista Antônia Pellegrino e do diretor José Padilha, idealizadores do projeto. Mariana Jaspe e Maria Camargo já desenvolveram trabalhos anteriores na Globo. Juntas, acabam de escrever um épico escravagista baseado no livro “Um Defeito de Cor”, de Ana Maria Gonçalves, que vai virar série em 2021 na emissora. Mais experiente, Maria Camargo criou as séries “Assédio” (2018) e “Dois Irmãos” (2017), colaborou nas novelas “Lado a Lado” (2012) e “Babilônia” (2015) e ainda assinou o roteiro do filme “Nise: O Coração da Loucura” (2015) e do documentário “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou” (2019). Em comunicado, a Globo afirmou que “a chegada das duas à equipe é resultado da recomposição da sala de roteiro e de um processo de escuta que garantiu a representatividade da mulher negra também no grupo de liderança criativa do projeto”. “Marielle foi protagonista de sua própria história e será também a protagonista desta série. É por isso que me junto a este projeto: para contar a história de Marielle – pessoa e personagem – com a dignidade e a força que ela exige e merece”, diz Mariana. “Vamos somar forças e mergulhar juntas em busca da melhor forma de contar a história de Marielle, com o cuidado, a responsabilidade e a delicadeza que sua trajetória merece”, complementa Maria. Além dos produtores executivos Antonia Pellegrino e José Padilha, a série também terá Jeferson De (“Bróder”) entre os diretores. Desde que foi anunciada, a produção enfrenta questionamentos de representatividade. Vereadora pelo PSOL, Marielle Franco era negra, lésbica e feminista, e sempre militou por políticas de inclusão racial e social e contra as ações de extermínio da política em comunidades negras. O que a fez ser assassinada por milicianos. Além de ser concebida por dois brancos, a produção enfrentou muitas críticas pelo envolvimento de José Padilha, responsável pelo filme “Tropa de Elite” (2007), visto como apologia à truculência policial, e a série “O Mecanismo” (2018), que glorificou a operação Lava Jato e o então juiz Sérgio Moro. Por outro lado, Antonia Pellegrino é mulher do deputado federal Marcelo Freixo, do PSOL, mesmo partido de Marielle, além de amigo pessoal da ex-vereadora. Antonia é coautora de novelas da Globo – “Da Cor do Pecado” (2004) e “Aquele Beijo” (2011), entre outras – , além de ter escrito o roteiro do filme “Bruna Surfistinha” (2011).
Fãs de Borat 2 arrecadam US$ 130 mil para recompensar “babá” de Tutar
O público resolveu recompensar uma das poucas pessoas reais que demonstrou empatia durante sua participação no filme “Borat: Fita de Cinema Seguinte”, lançado no fim de semana passado e que já se tornou um dos maiores sucessos da plataforma Amazon Prime Video. Jeanise Jones, de 62 anos, foi recrutada para participar do longa por meio de um engodo. Ela foi levada a acreditar que gravaria cenas de um documentário sério sobre o casamento arranjado de uma garota, que calhou de ser Tutar, a filha fictícia de Borat. Ela deveria ser “babá” da jovem e aparece em várias cenas de “Borat 2” dando bons conselhos para a personagem vivida por Maria Bakalova. Talvez não fosse isso que Sacha Baron Cohen esperasse registrar ao buscar uma voluntária entre os frequentadores mais velhos da Igreja Batista Ebenezer, na cidade de Oklahoma. Afinal, sempre que flagrou conservadores, o filme impressionou por encontrar o pior da humanidade. Entretanto, a participação positiva de Jeanise foi fundamental para formatar a evolução narrativa de Tutar na produção, que após as conversas com a babá se torna independente e empoderada. Isso não muda o fato de que Jeanise foi enganada, como quase todos que participaram do longa, recebendo US$ 3,6 mil por sua participação – que ela acreditou ser pagamento por uma obra bem diferente. Recentemente, ela perdeu o emprego que tinha há 32 anos, devido à pandemia de coronavírus. Por isso, o pastor de sua igreja, Derrick Scobey, tomou a iniciativa de lançar uma campanha no site de financiamento coletivo Go Fund Me para dar a Jeanise um cachê digno de cinema por seu papel na produção da Amazon. O objetivo era alcançar US$ 100 mil e a meta foi atingida em apenas quatro dias. Mas as contribuições continuam, superando US$ 132 mil no quinto dia de campanha. A vontade de contribuir demonstra como o público ficou sensibilizado pela participação de Jeanise, que ensina Tutar a “usar o cérebro” e não aceitar comentários misóginos. “Isso não foi planejado por Jeanise. Tudo veio do coração”, disse Scobey na página da campanha. “Ela é uma das pessoas mais autênticas que já conheci.” O pastor ainda revelou que a mulher tinha ficado preocupadíssima com o destino de Tutar, chegando a rezar por ela. “Uma coisa boa disso tudo [ser apenas um filme] é que Jeanise não precisa mais se preocupar com ‘Tutar’. Ela está preocupada com esta jovem há um ano”, contou Scobey. Após a estreia de “Borat 2” na sexta passada (23/10), a imprensa americana encontrou Jeanise e questionou sua participação. Em entrevista ao jornal New York Post, ela declarou que se esforçou apenas em dar os melhores conselhos possíveis. “Naquele tipo de situação, você não pode deixar de ter paciência, porque está tentando ajudar alguém — pelo menos, foi o que pensei”, disse ela. Jones revelou que, depois que uma amiga mostrou um trailer do filme no começo deste mês, ela não se sentiu ultrajada, apenas respirou aliviada por Tutar e relembrou a experiência com bom humor. “Estou feliz em saber que [a Sra. Bakalova] não estava realmente naquela situação”, disse ela à Variety.
Amazon festeja “dezenas de milhões” de visualizações de Borat 2
Um dos lançamentos mais falados de 2020, “Borat: Fita de Cinema Seguinte” deve bater todos os recordes de público da Amazon Studios. Difícil, porém, será saber o tamanho do sucesso da nova comédia de Sacha Baron Cohen. Num primeiro comunicado sobre o desempenho do filme, a Amazon disse que ele foi visto por “dezenas de milhões de clientes” durante sua estreia no fim de semana, resultando em um grande engajamento na plataforma Prime Video. Mas a empresa não entra em detalhes sobre os números. “Sacha criou com maestria um dos filmes mais bem recebidos destes tempos sem precedentes – apresentando um pouco do melhor e do pior de todos nós, envolto em um momento ultrajante após o outro”, disse Jennifer Salke, chefe da Amazon Studios em um comunicado. “Mas em seu coração, ‘Borat 2’ é uma história comovente de relacionamento entre um pai e uma filha, e do empoderamento feminino visto através de lentes histéricas e satíricas. Com o tremendo lançamento deste filme de alcance global, está claro que nossos clientes em todo o mundo desejam conteúdo que seja relevante e divertido.” “Borat: Fita de Cinema Seguinte” foi lançado na sexta-feira passada (23/10) no serviço de streaming da Amazon, que tem mais de 150 milhões de assinantes em todo o mundo.
Governo do Cazaquistão adota bordão de Borat para incentivar turismo no país
“Borat: Fita de Cinema Seguinte” ridiculariza o Cazaquistão até não poder mais, tanto que seu lançamento na sexta-feira (23/10), no serviço Amazon Prime Video, incentivou protestos da Associação Cazaque-Americana, ONG formada por imigrantes do Cazaquistão e seus descendentes. Entretanto, o governo do Cazaquistão não parece ter se incomodado. Ao contrário. O departamento de Turismo do país lançou no domingo (25/10) uma nova campanha na internet, com vídeos que destacam o bordão de Borat Sagdiyev, o repórter fictício do Cazaquistão, inventado pelo comediante Sacha Baron Cohen para aparições na TV e no cinema. Ao lado de paisagens turísticas e pratos da culinária regional, a campanha oficial cazaque traz americanos repetindo que o país é “very nice” de verdade. Veja abaixo.
Borat 2: Sacha Baron Cohen quer indicação ao Oscar para Maria Bakalova
Sacha Baron Cohen iniciou uma campanha para indicar Maria Bakalova ao Oscar, por sua participação em “Borat: Fita de Cinema Seguinte”. Bakalova co-estrela a sequência de “Borat” (2006) como Tutar Sagdiyev, a filha de 15 anos do personagem-título de Baron Cohen. A atriz provou ser uma sensação na sequência da comédia, principalmente por conta uma entrevista polêmica que fez com Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York, advogado e conselheiro de Donald Trump, que terminou com uma cena imprópria do político. Pouco conhecida anteriormente, a atriz búlgara participou de um processo de seleção com centenas de candidatas e logo se destacou por conseguir acompanhar Cohen no estilo de comédia improvisada e provocativa que é marca registrada do comediante. “Ela é uma atriz incrível”, disse Baron Cohen durante uma recente entrevista para o programa “Good Morning America”, da rede ABC. “Entrevistamos 600 mulheres jovens de todo o mundo e ela é hilária. Ela é uma das atrizes mais corajosas da história. Se ela não for indicada ao Oscar, será uma farsa”. Baron Cohen continuou: “Ela é hilária e tem a capacidade de, ao fazer uma cena, te levar a chorar. Foi isso que, no final, valeu o papel pra ela. Quando fizemos a cena do rompimento no filme, tive que parar porque me senti ficando muito emocionado. Ela é única. Imagine vir para os EUA pela primeira vez e precisar desempenhar um papel com pessoas reais em algumas situações aterrorizantes. Ela superou tudo. Ela é uma revelação.” A seu lado, ela completou: “Agora é você que está me fazendo chorar”. Maria Bakalova nasceu em Burgas, na Bulgária, e é bem mais velha que sua personagem no filme. Ela completou 24 anos em junho, no meio das filmagens. Sua estreia como atriz aconteceu em 2015 na série búlgura “Tipichno”, e dois anos depois ela apareceu em sua primeira produção internacional: um episódio da série italiana “Gomorra”. “Borat: Fita de Cinema Seguinte” é seu quinto longa-metragem, mas o primeiro falado em inglês. A atriz precisou ir a Londres realizar o teste para “Borat 2”, depois de responder ao anúncio de casting, e teve que vencer outras 599 candidatas para ficar com o papel. Além de comover o intérprete de Borat num dos ensaios, o que acabou sendo decisivo para Bakalova ser escolhida foi que, numa encenação, foi tão convincente que pessoas desavisadas acreditaram que era uma jornalista de verdade. “Quase não há personagens protagonistas para atores com minha formação ou atores que tenham sotaque estrangeiro, então estar nesta plataforma para mostrar o que posso fazer realmente significa o mundo para mim”, ela disse, sobre o filme. Durante a entrevista para a ABC, ela aproveitou a entrevista conjunta com Sacha Baron Cohen para agradecê-lo por salvá-la da situação incômoda criada no controverso episódio com Giuliani, o advogado de Trump. “Sempre me senti segura com meu time e com Sacha por perto. Na verdade nunca me senti em perigo. É por isso que me considero uma pessoa de sorte, porque tenho eles comigo”, explicou. Veja a íntegra da entrevista abaixo. “Borat: Fita de Cinema Seguinte” pode ser visto na Amazon Prime Video.
Amazon vence facilmente primeiro processo contra novo filme de Borat
O comediante Sacha Baron Cohen e a plataforma de streaming da Amazon superaram sem esforços o primeiro processo movido contra a produção do filme “Borat: Fita de Cinema Seguinte”, lançado na sexta passada (23/10) na Amazon Prime Video. O juiz Kevin Farmer, do condado de Fulton, na Geórgia, mandou arquivar a ação de herdeiros de Judith Dim Evans, uma sobrevivente do Holocausto que apareceu no filme e morreu antes da estreia. Os parentes diziam que ela tinha sido “enganada” para participar da produção, mas o juiz encontrou vários problemas no processo, alguns dos quais apontados pela equipe de defesa da Amazon. Pela aparição supostamente “não autorizada” de Judith, seus parentes pediam US$ 75 mil de indenização, declarando que Judith acreditava estar dando entrevista para um documentário “sério” e que ela teria ficado “horrorizada e chateada” ao saber que o filme “era uma comédia destinada a zombar do Holocausto e da cultura judaica”. Entretanto, o jornalista Mike Fleming Jr testemunhou no site Deadline e nas redes sociais seu conhecimento dos bastidores da cena. Baron Cohen não surpreendeu a idosa. Pela primeira vez, ele não quis fazer uma pegadinha, justamente por respeitar Evans como sobrevivente do Holocausto. “Por respeito, alguém disse a Evans e à amiga com quem ela compartilha a cena que o próprio Baron Cohen é judeu e interpretaria um personagem ignorante, que serviria como um meio de educação sobre o Holocausto”, escreveu Fleming Jr. O filme, inclusive, tem uma dedicação especial a Judith Dim Evans em seus créditos finais. O processo foi aberto antes do filme ser lançado, baseando-se em cenas do trailer. O encontro em questão mostra Borat numa sinagoga nos EUA, numa fantasia caricata de judeu, interagindo com duas senhoras judias após sua filha Tutar (Maria Bakalova) descobrir no Facebook que “o Holocausto nunca aconteceu”. “Eu estive no Holocausto, eu vi com meus olhos”, Judith diz para Borat. A cena integra as críticas do filme às fake news, das quais Sacha Baron Cohen é um dos críticos mais contundentes. Os advogados da Amazon divulgaram um comunicado comemorando a rapidez com que o processo foi extinto. “A ação foi extinta, incondicionalmente. O processo acabou. Sacha Baron Cohen ficou profundamente grato pela oportunidade de trabalhar com Judith Dim Evans, cuja compaixão e coragem como sobrevivente do Holocausto tocou o coração de milhões de pessoas que viram o filme. A vida de Judith é uma repreensão poderosa àqueles que negam o Holocausto, e com este filme e seu ativismo, Sacha Baron Cohen continuará sua defesa para combater a negação do Holocausto em todo o mundo.”
Sacha Baron Cohen agradece Trump pela publicidade gratuita de Borat
O ator Sacha Baron Cohen não perdeu a oportunidade de divulgar seu novo filme, “Borat: Fita de Cinema Seguinte”, às custas de Donald Trump, que comentou seu trabalho na manhã deste sábado (24/10), chamando-o de impostor, bizarro e sem graça. “Donald, agradeço a publicidade gratuita para ‘Borat’! Admito que também não acho você engraçado. Mas mesmo assim o mundo inteiro ri de você”, escreveu o comediante no Twitter. Ele ainda provocou, ao completar o post. “Estou sempre procurando pessoas para bancar palhaços racistas e você precisará de um emprego depois de 20 de janeiro. Vamos conversar!”. A manifestação aconteceu após Trump ser questionado pela imprensa se tinha visto seu advogado, Rudolph Giuliani, em situação imprópria durante uma pegadinha do novo filme de Borat. O chefe do bureau de imprensa da Casa Branca (Voice of America), Steve Herman, relatou a resposta do presidente no Twitter. “Não sei o que aconteceu”, disse Trump. “Mas, sabe, há muitos anos ele tentou me enganar. E eu fui o único que disse ‘de jeito nenhum’. Ele é um impostor. E eu não o acho engraçado”, afirmou. “Para mim, ficou claro que era um cara bizarro”, completou Trump. Trump ainda não respondeu ao tuíte de Cohen, que viralizou, rendendo 1,4 mil comentários e mais de 13 mil retuítes. Enquanto isso, “Borat: Fita de Cinema Seguinte” continua rendendo assunto. A comédia foi lançada na sexta (23/10) na Amazon Prime Video e se o barulho em torno de seu conteúdo se converter em audiência, deve se tornar o maior sucesso da plataforma de streaming. Donald—I appreciate the free publicity for Borat! I admit, I don’t find you funny either. But yet the whole world laughs at you. I’m always looking for people to play racist buffoons, and you’ll need a job after Jan. 20. Let’s talk!https://t.co/itWnhJ8TQF — Sacha Baron Cohen (@SachaBaronCohen) October 24, 2020
Roteiristas se demitem da série de José Padilha sobre Marielle Franco
Quatro roteiristas da série de ficção sobre Marielle Franco (1979-2018) pediram demissão por divergências sobre a condução do projeto, idealizado por Antônia Pellegrino (“Bruna Surfistinha”) e dirigido por José Padilha (“Tropa de Elite”). A notícia foi publicada na coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo. A equipe de apoio do projeto é formada por duas pesquisadoras, quatro roteiristas e um diretor, todos negros. Dos sete, deixaram o trabalho os quatro roteiristas. A composição desta equipe teria sido resultado de questionamentos nas redes sociais, porque os três principais envolvidos na série, a criadora do projeto, Antonia Pellegrino, o diretor Padilha e o autor indicado pela Globo para supervisionar os trabalhos, George Moura, são brancos. Vereadora pelo PSOL, Marielle Franco era negra, lésbica e feminista, e sempre militou por políticas de inclusão racial e social. As divergências dos roteiristas seriam sobre os caminhos narrativos escolhidos para a produção, que ainda está em fase inicial e não tem nenhum capítulo completamente escrito. Mas a crise também acrescenta mais questionamento à produção, incluindo a prática do “tokenismo”, ou seja, uma ação apenas simbólica (no caso, a contratação de roteiristas negros) destinada a responder à crítica de falta de diversidade racial e inclusão na produção. Além da questão racial, houve muitas críticas ao envolvimento de Padilha no projeto, especialmente após a realização da série “O Mecanismo” (2018), que glorificou a operação Lava Jato e o então juiz Sérgio Moro. Por outro lado, Antonia Pellegrino é mulher do deputado federal Marcelo Freixo, do PSOL, mesmo partido de Marielle, além de amigo pessoal da ex-vereadora. Antonia é coautora de novelas da Globo – “Da Cor do Pecado” (2004) e “Aquele Beijo” (2011), entre outras – , além de ter escrito o roteiro do filme “Bruna Surfistinha” (2011). A série será lançada na plataforma Globoplay, que teria atravessado a Amazon na negociação do projeto.
Borat grava vídeo para o Brasil, “terra da parada de bumbuns”
O comediante Sacha Baron Cohen gravou um vídeo “hello Brazil” curto em que fala duas frases em português – “Tudo bem?” e “Tudo bom” – para promover o lançamento de “Borat 2” na Amazon Prime Video Brasil. A principal piada do vídeo, porém, aparece escrita em inglês: quando a bandeira brasileira surge na tela, uma legenda identificando o Brasil como “a terra da parada de bumbuns” – uma referência politicamente incorreta ao carnaval. A legenda do vídeo cita a piada. “O Borat disse que gosta do Brasil por uma razão, mas a gente sabe que tem várias outras”. Lançado em 2006, o primeiro “Borat” se valeu do fato de Cohen não ser tão conhecido para se tornar o filme de pegadinha mais eficaz e engraçado de todos os tempos. Encarnando Borat Sagdiyev, um jornalista desajeitado da rede estatal de TV do Cazaquistão, ele desfilou seu inglês ruim e vários preconceitos com a desculpa de fazer um documentário sobre a vida nos EUA. E conseguiu convencer várias pessoas de que Borat era uma pessoa real, registrando suas reações a situações tão inesperadas quanto ridículas. Depois disso, o comediante usou tática semelhante para enganar conservadores famosos em seu programa de TV “Who’s America”, exibido nos EUA em 2018, sempre fingindo ser um personagem de extrema direita. “Borat: Fita de Cinema Seguinte” surge como uma mistura das duas abordagens, em que Cohen aparece como Borat e como Borat disfarçado de conservador radical, que convence americanos comuns a mostrarem o que tem de pior. Entre as visitas que registra, desta vez estão um “Centro de Saúde da Mulher”, que apesar do nome não é uma clínica que realiza abortos, mas o oposto disso, e locais para “quarentenas” de homens de direita. A produção estreia nesta sexta (23/10), mas já está nos trending topics do Twitter devido a uma cena polêmica, envolvendo Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York, que atualmente é advogado e conselheiro do presidente dos EUA, Donald Trump. Saiba mais. O #Borat disse que gosta do Brasil por uma razão, mas a gente sabe que tem várias outras. 🇰🇿🇧🇷 pic.twitter.com/rFC2EvIqWU — PrimeVideoBR (@PrimeVideoBR) October 22, 2020










